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"9 Ilhas, 2 Corações"
Bons Anos e Anos Bons
Na passada 2ª feira, 8 de Janeiro, iniciei uma colaboração com artigos de opinião semanais sobre a Viola da Terra no jornal Atlântico Expresso intitulados: "9 Ilhas, 2 Corações".
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O artigo da próxima semana intitula-se: "Da viola, suas cordas e seus nomes"
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Aos interessados estejam atentos.
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Segue abaixo o texto do meu primeiro artigo:
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"Bons Anos e Anos Bons"
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É agradável iniciar um Novo Ano com o desafio de escrever, semanalmente, sobre a Viola da Terra.
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Ao longo das várias segundas-feiras o Atlântico Expresso publicará artigos meus em que a Viola será a base de discussão. Um repto lançado há algum tempo e que, agora, espero ter o tempo e a devida capacidade para tentar corresponder da melhor forma.
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História, histórias, características, contextos, intervenientes, simbologia, eventos, diferenças, semelhanças, são tudo informações que importa dar a conhecer, divulgar e debater.
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Quem me conhece e ao trabalho que desenvolvo sabe que o meu principal objectivo como formador, palestrante, ou em cima dos palcos que percorro é, sempre, de explicar e transmitir o que sei, o que pesquiso e o que vou aprendendo sobre a Viola, nos Açores e não só, procurando desmistificar preconceitos, aproximar diferentes realidades e contextos culturais, e realçar a riqueza da nossa diversidade quando tantos fazem disso motivo de separação.
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Partilhar, questionar, aprender e ensinar um instrumento que não se ensinava… aprendia-se!
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É difícil de aprender? Os jovens não se interessam? Antigamente é que era!
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Tudo comentários que ouço, ouvimos, frequentemente, frases que já se repetiam no passado e, provavelmente, se irão repercutir no tempo, mas que, em nada contribuem para a valorização do que é nosso. Pelo contrário, afastam as pessoas e destroem o entusiasmo de quem se quer aproximar da Viola bem como de quem quer fazer dela parte viva e integrante do nosso dia-a-dia.
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Acima de tudo o mais importante é que se fale, toque, divulgue e se aprecie a Nossa Viola.
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Respeitar o passado, beber da essência deixada pelos velhos mestres e, como eles também o fizeram no seu tempo, trazer o nosso cunho pessoal para o que tocamos e garantir a continuidade para as gerações vindouras.
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Somos 9 Ilhas, temos 9 formas de ver e viver a Viola:
De 12 cordas, de 15 cordas, com 2 ou 3 corações, abertura circular, abertura em forma de sinos, cravelhas de madeira, cravelhas metálicas, cabeça em leque, com espelho, sem espelho, toque com polegar, toque rasgado, toque com indicador, com embutidos em contorno de lira, flor-de-lis, pássaros, coroa do Espírito Santo, Açor…
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O limite para a nossa diversidade só existirá quando deixarmos de sonhar, quando deixarmos de criar.
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“9 Ilhas 2 Corações” é o nome que escolhi para esta rúbrica semanal.
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Não têm de ser os 2 Corações da Viola. É muito mais do que isto.
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Corações que nos unem há séculos, mesmo quando circular entre as Ilhas era privilégio só de alguns, mas em que o bater do pé nos temas mais picadinhos e que convidavam ao baile, ou o aperto forte no peito de quem escutava as “Saudades” era igual. Fosse na Ribeira Quente, fosse na Almagreira, fosse na Fajã Grande ou nos Biscoitos, o Tanger da Viola despertava os mesmos sentimentos…
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O Tanger da Viola sempre uniu os Açorianos.
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Falarei da Viola do e no passado, do e no presente e do que se poderá esperar dela no futuro. Em cada semana uma partilha diferente.
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Despeço-me com Votos de Bons Anos e Anos Bons, esperando contar com a vossa atenção e leitura semanal.
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Rafael Costa Carvalho
Músico e Professor
r_c_carvalho@hotmail.com

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