Viola da Terra

BLOGUE

Bem Vindos ao meu Blogue que pretende ir actualizando informações sobre as actividades que vou desenvolvendo ou ainda outras que vou tomando conhecimento e que envolvem a Viola da Terra.

Rafael Carvalho

var _gaq = _gaq || []; _gaq.push(['_setAccount', 'UA-33562889-1']); _gaq.push(['_trackPageview']); (function() { var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true; ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js'; var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s); })();
view:  full / summary

Alexandre Fontes e Sofia Vidal no primeiro Recital Livre de Viola da Terra no Conservatorio

Posted by violadaterra on May 18, 2019 at 1:40 PM Comments comments (0)

Alexandre Fontes e Sofia Vidal no primeiro “Recital Livre”

de Viola da Terra no Conservatório

-

 

Alexandre Fontes e Sofia Vidal apresentaram-se na passada 6.ª feira, dia 17 de Maio, no seu primeiro Recital, acompanhados pelo Professor Rafael Carvalho ao Violão e Interpretaram peças de António Jobim, Carlos Paredes, Casimiro Ramos, Fado de Coimbra, Rafael Fraga, Benito Cabrera e ainda peças do Repertório Instrumental da Viola da Terra e do Cancioneiro Português.

-


-

Este foi o primeiro “Recital Livre” de Viola da Terra realizado no Conservatório, nos 36 anos de ensino da Viola na Instituição, tendo havido um primeiro Recital no ano lectivo anterior, mas como conclusão do primeiro Curso Secundário de Viola da Terra e inserido na Prova de Aptidão Artística.

-

Foi importante para estes dois alunos poderem apresentar-se perante colegas e familiares e demonstrarem o resultado do trabalho e esforço diário que investiram no estudo das obras apresentadas.

-

Foi muito importante, também, para os alunos que assistiram, de modo a sentirem-se motivados e inspirados para continuarem a estudar o instrumento para que possam, um dia, apresentar o seu próprio Recital.

-

Para a aluna Sofia Vidal, aluna da Escola desde os 6 anos de Idade, foi um momento especial por poder ter um momento de valorização do esforço dos seus 9 anos de estudo da Viola da Terra. Foi também uma forma de preparação para Recitais futuros com vista à Conclusão do Curso Secundário dentro de 2 anos.

-


-


Para o aluno Alexandre Fontes foi a primeira oportunidade de se apresentar a solo numa Audição, o que exigiu um grande esforço e força de vontade, que foi recompensado pelo carinho como foi recebido pelo público e familiares presentes.

-


-

A diversidade do Programa musical apresentado foi grande demonstrando uma maior exploração da Viola da Terra e de estilos musicais que o instrumento, até há alguns anos, não abordava.

-


Sofia Vidal, Alexandre Fontes e Ana Paula Andrade (Directora do Conservatório)

-

A participação destes dois alunos, cujo percurso passa por metodologias e escolas de ensino diferentes, foi também um momento de grande complementaridade entre estratégias de ensino e de estudo, resultando num Recital muito rico e variado.

 

Alexandre Fontes e Sofia Vidal em Recital de Viola da Terra

Posted by violadaterra on May 12, 2019 at 1:55 PM Comments comments (0)

Alexandre Fontes e Sofia Vidal

em Recital de Viola da Terra

-

 

O Conservatório Regional de Ponta Delgada recebe na próxima 6.ª Feira, dia 17 de Maio, pelas 18:30, um “Recital de Viola da Terra” com Alexandre Fontes e Sofia Vidal.

-


-

Alexandre Rui Reis Fontes é Natural de Santa Maria e tem 23 anos. Com 13 anos aprendeu os primeiros Acordes na Viola com o Pai, tendo ainda aprendido algumas "modas" tradicionais Marienses com a Avó Paterna, também tocadora de Viola. Continuou os seus estudos da Viola, desde aí, como autodidacta.

-


-

Integrou o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santo Espírito aos 12 anos, como tocador de Violão, passando para a Viola da Terra no ano seguinte. Em Santa Maria tem participado em muitas outras tradições como o "Cantar aos Reis", os "Balhos Tradicionais" e as "Desgarradas". Frequenta a Escola de Violas da Fajã de Baixo desde Outubro de 2018.

-

Sofia Andrade Vidal é natural de São Miguel e tem 15 anos. Começou a aprender Viola da Terra aos 6 anos no Conservatório Regional de Ponta Delgada na classe do Professor Rafael Carvalho. No ano lectivo de 2017/2018 concluiu o Curso Básico de Viola da Terra tendo integrado o Quadro de Mérito da Escola nos 5 anos do Curso.

-


-

Integra a Orquestra de Violas da Terra desde a sua formação, em 2011, e o Rancho Folclórico Santa Cecília desde os 11 anos. Actualmente frequenta o 6.º grau de Viola da Terra e da Classe de Conjuntos de Violas da Terra do Conservatório.

-

Os dois músicos irão apresentar-se na Viola da Terra acompanhados pelo Professor Rafael Carvalho ao Violão. Irão interpretar peças de António Jobim, Carlos Paredes, Casimiro Ramos, Rafael Fraga, Benito Cabrera e ainda peças do Repertório Instrumental da Viola da Terra e do Cancioneiro Português.

-

O evento é de entrada livre e decorre na Sala Margarida Magalhães de Sousa.


 

X Aniversário da Classe de Conjunto de Violas da Terra em ambiente de Festa

Posted by violadaterra on May 8, 2019 at 1:40 PM Comments comments (0)

X Aniversário da Classe de Conjunto de Violas da Terra em ambiente de Festa

-

Na passada 3ª feira, dia 7 de Maio, a Classe de Conjunto de Violas da Terra do Conservatório comemorou o seu 10.º aniversário num ambiente familiar e de grande festa no Auditório Luís de Camões.

-

Carolina Furtado, Guilherme Rodrigues, José Ferreira, Luís Pires, Maria Ana Rocha, Simão Dias, Sofia Vidal e Tomás Soares são os 8 alunos que frequentam a Classe no presente ano lectivo e apresentaram peças como “Marião”, “Romance Açoriano”, “Haja o que houver” e “Vira(s)” acompanhados por Rafael Carvalho, professor da disciplina.

-

A aluna Alexandra Pacheco, na voz, e as alunas Clara Freire e Inês Alves, na Flauta Transversal, fizeram uma participação especial com a Classe de Conjuntos na música “Dona Infanta”, peça do Romanceiro Português com arranjo feito especialmente para a ocasião.

-


-

Para a apresentação da música tradicional Irlandesa “Brian Boru’s March” subiram ao palco os alunos de Violino Filipe Mourato, Ana Dias, Júlia Silva, Simão Silva e Vitória Carvalho e a aluna de Viola d´Arco Matilde Rodrigues.

-


-

Numa segunda parte do concerto as antigas alunas da Classe de Conjuntos Beatriz Leite, Madalena Antunes e Mariana Martins juntaram-se aos restantes colegas para tocar a peça “A 3 Violas”, música original da Classe, composta em 2011 e que veio depois a ser tocada pela Orquestra de Violas da Terra da Ilha de São Miguel tornando-se, desde essa altura, no Hino da Orquestra. Seguiu-se o “Sol baixo” com a participação dos alunos André Varão e Gonçalo Medeiros e do professor Vasco Chamusco na Percussão.

-


-

Para finalizar o evento o palco encheu-se com os alunos do “Coro Infantil” sob a Direcção Musical de Ana Paula Andrade e ainda de Miguel Batista no Piano. O Coro interpretou 3 modas tradicionais Açorianas: “Bela Aurora”, “Balho o Santa Maria” e “Tanchão”, com muita energia e a alegria característica das nossas crianças.

-


-

Depois de se cantar os parabéns todos puderam confraternizar comendo o bolo que foi confecionado pela Insco que colaborou também com o evento.

-


-

No local esteve ainda um expositor com muitas fotografias destes 10 anos da classe e das inúmeras actividades em que participaram.

-


-


-

Participaram alunos de vários Departamentos da Escola, das Classes dos Professores Ana Paula Andrade, Cármen Subica, Jacinto Neves, Mariana Leite, Rafael Carvalho, Sílvia Oliveira e Vasco Chamusco, havendo ainda o apoio técnico por parte do Professor Emanuel Cabral e apoio de palco do funcionário Fernando Cunha, para além da colaboração de vários funcionários da Escola na logística do evento.

-

A comemoração deste 10.º Aniversário da Classe de Conjuntos foi ainda a melhor forma de se iniciarem os eventos da Temporada de Violas da Terra 2019, promovida pela Associação de Juventude Viola da Terra, e que se associou assim ao Conservatório Regional de Ponta Delgada para a organização do evento.

 


X Aniversário da Classe de Conjunto de Violas da Terra

Posted by violadaterra on April 1, 2019 at 2:10 PM Comments comments (0)

X Aniversário da Classe de Conjunto

de Violas da Terra

-

 

A Classe de Conjuntos de Violas da Terra do Conservatório Regional de Ponta Delgada comemora, no presente ano lectivo, o seu 10.º Aniversário. A efeméride vai ser comemorada com um Concerto pela Classe, com muitos Convidados, que decorrerá a 7 de Maio, pelas 18:30, no Auditório Luís de Camões.

-


-

Actualmente, com 8 alunos, a Classe de Conjuntos de Violas da Terra começou e ser lecionada há 10 anos por proposta do Professor Rafael Carvalho com o intuito de dar um maior complemento formativo aos alunos do Curso Básico e Secundário de Viola da Terra que estavam a frequentar as Classes de Coro ou de Conjunto de Flautas.

-

Nestes 10 anos a Classe tem participado em inúmeras Audições de Classe e ainda em várias Audições de Natal e Carnaval onde participam as Classes de Conjuntos da Escola, bem como no Festival de Coros e Orquestras.

-

A Classe tem feito ainda apresentações em alguns Congressos na Universidade dos Açores, colaborou com o Centro Regional de Apoio ao Artesanato no Festival “A Prenda”, em “Serenatas às Estrelas”, e participou em eventos em colaboração com instituições a que os alunos da classe pertencem, como Escuteiros, grupos de Jovens e Finalistas.

-

Participou nas 3 edições do “Encontro de Escolas de Violas da Ilha de São Miguel e, no final do ano lectivo passado, na Recepção da Presidência do Governo dos Açores ao Presidente da República, no jardim do Palácio de Santana. Tem colaborado com outras Classes da Escola com relativa frequência.

-

Entre os anos lectivos 2014/2015 e 2016/2017 a Classe de Conjunto de Violas da Terra funcionou em junção com a Classe de Conjunto de Guitarra Clássica, esta orientada pela Professora Gianna De Toni, tendo realizado apresentações em Audições de Classe, nas Audições de Conjuntos da Escola, na primeira edição do “The Music World Festival”, no Festival “O Conservatório sai à rua”, e, ainda, em algumas iniciativas da Classe como “A música vai ao mercado” ou o “Happening!” na escadaria do Hall de Entrada da Escola. Actuou, ainda, na sessão do 52.º Aniversário do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

-


-

A 7 de Maio a Classe de Conjunto de Violas da Terra fará o Concerto Comemorativo do seu 10.º Aniversário onde apresentará um repertório diversificado. O evento contará com a participação especial de alunos dos vários Departamentos da Escola contando com alunos de Canto, Flauta, Percussão, Piano, Violino e Viola e com a presença do Coro Infantil do Conservatório. Também estarão em palco antigos alunos da Classe de Violas da Terra.

-


-

O evento é uma Organização do Conservatório Regional de Ponta Delgada e da Classe de Viola da Terra e contará com a colaboração da Associação de Juventude Viola da Terra, sendo o primeiro evento oficial da “Temporada de Violas da Terra 2019”.

 

Entrevista para o Açoriano Oriental - Rubrica "Bastidores"

Posted by violadaterra on March 31, 2019 at 4:50 PM Comments comments (0)

Entrevista para o Açoriano Oriental -

Rubrica "Bastidores"

-

Rafael Carvalho

Quando se fala em Viola da Terra é, praticamente impossível, não falar de Rafael Carvalho e da sua importância como um dos principais (senão mesmo, o principal) impulsionador do instrumento na região.O seu trabalho de recolha e pesquisa, por toda a região, valeu-lhe a edição de 3 livros e 4 discos, entre modas e temas da região bem como originais do próprio.O passado, o presente e o futuro, são abordados na entrevista que se segue.

-

 

Aos 38 anos de idade contas 3 Livros, 4 discos e inúmeras colaborações em diversos trabalhos. Isso faz com que o balanço seja positivo, no mínimo. Concordas?

Sim. O balanço que faço do meu percurso musical, principalmente na última década, é muito positivo e tem ultrapassado todos os meus sonhos e expectativas nessa área.

-

Tudo isso, em prol da Viola da Terra ou Viola de Arame. A paixão mantém-se, como no princípio?

Sim. A paixão vai-se renovando de outras formas. No início o entusiasmo era aprender uma moda nova, um acorde novo. Tudo fascinava. Hoje, mantenho a vontade de continuar a aprender, todos os dias, mas, também, divulgar, ensinar, experimentar coisas novas e parcerias diferentes.

-

Qual ou quais os momentos que mais te marcaram?

É difícil definir um momento, num percurso de 25 anos ligado à Viola da Terra, pois todos têm a sua importância e têm contribuído para a consolidação do meu trabalho e de quem sou. Mas posso destacar a primeira vez que subi ao palco como solista no Grupo Folclórico da minha Freguesia, ter a minha primeira Viola, editar o meu primeiro CD a solo, a primeira entrevista a um jornal, a primeira ida à rádio e televisão, ter tocado em todas as Ilhas dos Açores. São tudo momentos marcantes. Depois disso, muita coisa tem acontecido, mas, acredito, devido a um trabalho sério de base e ao apoio das pessoas certas.

-

Consideras haver, ainda, factos desconhecidos sobre a nossa viola em termos existenciais?

Sim. Sobre a Viola de Arame em Portugal e sobre a nossa Viola nos Açores há pormenores da sua evolução histórica e estrutural que ainda não dispomos. Há ainda muito a aprender e também muito a divulgar sobre o que, realmente, conhecemos.

-

A tua investigação ao nível musical, por todas as ilhas, tem surtido o efeito que desejavas ou julgas haver mais matéria “escondida”?

Estamos sempre a aprender coisas novas e fascinantes. Há muita “matéria escondida” nas nossas Ilhas para dar a conhecer. Modinhas que se tocam, cantam e dançam, abordagens técnicas à Viola, diferentes formas de a encordoar, de a construir, tradições de determinados lugares que são praticamente desconhecidas e que estão vivas como no passado. Há tanto para aprender e para descobrir e tão pouco tempo para o fazer. Isto representa uma riqueza e diversidade tão grandes que me ajuda a estar sempre motivado.

-

Tens noção de quantos alunos já ensinaste até hoje?

Não. Mais de uma centena, certamente. Claro que me irão perguntar por onde eles andam? Mas, nem todos os que aprendem têm a vontade de ser solistas num grupo folclórico ou de se apresentarem em palco ou em outros contextos. Aprendem por gosto e para tocarem em casa ou em momentos de convívio familiar. Muitos saíram para continuar estudos, alguns foram desistindo. O importante é deixar a semente do gosto pela nossa Viola e pelas nossas tradições e dar as ferramentas para que possam ser autónomos na sua aprendizagem e evolução musical.

Até tenho ensinado, indirectamente, com os meus vídeos no Youtube e com os meus manuais, por exemplo. Um tocador de piano, amador, do Havai, aprendeu a tocar Viola da Terra com os meus Manuais. Recentemente, um músico do Canadá, recuperou a Viola da Terra do avô e aprendeu com os meus Livros para poder tocar para a família no Natal. Mandou-me uma mensagem comovido.

-

O aluno da viola terra é diferente do aluno de guitarra clássica ou bandolim, por exemplo?

A meu ver, não. Um aluno que quer aprender um instrumento musical tem de ser motivado da mesma forma e tem de se empenhar na aprendizagem para conseguir evoluir. Cada instrumento tem depois as suas características e particularidades, as suas técnicas e as suas dificuldades, mas a base musical é a mesma. Um aluno que aprende um instrumento de cordas tem, ainda, mais facilidades em, depois, se adaptar a outro instrumento de cordas. A Viola da Terra por ter 12 ou 15 cordas não é mais difícil do que a Guitarra Clássica que tem 6 Cordas. São diferentes abordagens, apenas. A dificuldade está, depois, nos objectivos pessoais de cada um e naquilo que se propõem a atingir.

-

Os teus discos têm, para além da componente histórica das ilhas, a componente original. A nossa história inspira-te?

Sim. A nossa história, a nossa natureza, a nossa vivência. As nossas Ilhas são especiais e fonte de inspiração. Tudo isso contribui para que goste de tocar a nossa música tradicional e para que faça os meus próprios arranjos e variações sobre esta mas, ao mesmo tempo, para que tenha conseguido compor a minha música original para Viola da Terra.

-

Há quem te veja como o principal impulsionador da Viola da Terra na região, nos últimos 20 anos. Vês isso como uma responsabilidade acrescida?

As pessoas que assim o possam pensar, fazem-no por me verem, continuamente, a produzir eventos, a ensinar, a tocar e a divulgar a nossa Viola. Faço-o por gosto, pelo amor à Viola, aos meus alunos, às nossas Ilhas e dou continuidade ao trabalho de muita gente que se dedicou a esta causa ao longo de décadas. Há uma responsabilidade diária em tudo o que faço, a necessidade de fazer com seriedade e honestidade. Isso vem do berço, da educação que os meus pais me deram e aos meus irmãos. Por ser um dos rostos da Viola da Terra da geração actual, claro que há uma grande responsabilidade inerente e exigência por parte das pessoas. A minha postura tem sido, sempre, de colaborar com toda a gente e de respeitar todos.

-

Certamente, existe vida para além da viola da terra. A pergunta que se impõe é; que outros estilos de música, ou artistas ouves nos “tempos livres”?

Sim, existe uma vida para além da Viola da Terra, em poucas horas vagas… Ouço muita música no carro ou quando estou a cozinhar (lol). São os meus momentos de maior consumo de música em modo de relaxamento. No carro ouço muita música ligada à Viola, cavaquinho, Bandolim, como Almir Sater, Chico Lobo, Amadeu Magalhães, principalmente, mas também os nossos grupos dos Açores como Myrica Faya, Tributo, Ronda da Madrugada, entre outros. Mas em casa gosto de cozinhar ouvindo Sufjan Stevens, Labi Siffre, Jackson C. Frank., Scorpions, Queen, Green Day, Def Leppard, Snow Patrol são também parte da minha playlist.

-

O teu irmão, César Carvalho, é o músico que melhor te conhece e, como tal, é o teu principal parceiro de projectos ou vai para além disso?

Eu e o meu irmão começamos a aprender Violão com o nosso Pai quando tínhamos uns 12 ou 13 anos. Desde essa altura que temos tocado juntos, com um número de concertos em duo que tem sido crescente nos últimos 4 ou 5 anos, mas também pela formação do trio “Origens” com a inclusão da Carolina Constância no Violino. Por isso, somos companheiros de palco e de projectos musicais mas, antes disso, Irmãos e amigos.

-

És um grande consumidor das redes sociais, em termos promocionais. Praticamente, todos os dias, colocas vídeos com músicas e técnicas diversas. Qual é o objectivo?

Sim. Visito as redes sociais, diariamente, para me manter informado. Claro que é preciso filtrar a maior parte do que é noticiado. O segundo motivo é para dar a conhecer o meu trabalho. Esse trabalho assenta, a cem por cento, na Viola da Terra. Por isso é importante dar a conhecer a Viola, promover, ensinar e partilhar. É um trabalho difícil, pois tem de ser contínuo. Muita gente conhece a Viola, hoje em dia, principalmente os mais novos, por causa dos meus vídeos.

Essa partilha tem uma dupla função: por um lado, disponibilizar material a quem quer aprender a Viola, ou simplesmente ouvir as nossas modas. É uma mais valia, a meu ver, pois eu não tive esse tipo de apoio quando quis aprender Viola ou desenvolver mais os meus conhecimentos. Tenho alunos a aprender determinada música e gravo um vídeo que eles podem consultar em casa e estudar sozinhos. Por outro lado, pretendo manter as pessoas ligadas ao trabalho que desenvolvo, criando contactos, amizades e colaborações que são importantes para a minha vida profissional. Chego a organizar eventos ou a combinar concertos quase só pela troca de mensagens no Facebook, por exemplo.

-

Para finalizar, recentemente disponibilizaste no teu canal de Youtube o teu primeiro disco, “Origens”. A que se deveu isso?

O meu objectivo é de que as pessoas conheçam o meu trabalho.

Actualmente, o principal mercado para os meus trabalhos são os Emigrantes, Turistas, e as pessoas que assistem aos meus Concertos ou aos meus lançamentos. Por isso estava na altura de disponibilizar o meu primeiro CD, editado em 2012, para todos os que estiverem interessados em ouvir e para chegar a mais pessoas para lá da “restrição” das Ilhas. Quem quiser mesmo o CD acredito que vai sempre querer adquirir o original.

Dentro de alguns meses também irei disponibilizar online o meu primeiro livro do “Método para Viola da Terra” uma vez que está prestes a esgotar a edição física.

Ao mesmo tempo, para além de projectos com outros músicos, preparo um novo CD a solo para ser lançado no final de 2019.


In Açoriano Oriental de 22 de Março de 2019.

Entrevista da responsabiliade de José Andrade. 

Tertúlia Cultural com António Ribeiro dos UHF na Fajã de Baixo

Posted by violadaterra on March 31, 2019 at 4:45 PM Comments comments (0)

Tertúlia Cultural com António Ribeiro

dos UHF na Fajã de Baixo

-

 

No passado sábado, dia 23 de Março, o Centro de Estudos Natália Correia recebeu uma tertúlia cultural inserida no lançamento do livro “És meu, disse ela” de António Manuel Ribeiro, o fundador e vocalista dos UHF.

-

A sessão foi organizada pela Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, com apoio da Fundação INATEL e com a coordenação do Dr. Adélio Amaro.

-

António Manuel Ribeiro contou alguns dos episódios do seu livro, sobre o caso de “Stalking” de que foi alvo de 2003 a 2012, por parte de Cristina/82, uma mulher de quem nada sabia e que começou a persegui-lo e a atormentá-lo, num cerco infernal. Atacou-o com milhares de mensagens, chamadas, esperas, perseguições, delírios inimagináveis. Alvo de “stalking”, um dos primeiros casos conhecidos em Portugal e o primeiro a ser julgado no nosso País. António Manuel Ribeiro foi obrigado a travar uma luta judicial para voltar a ter vida pessoal.

-

A tertúlia contou com as intervenções musicais de Raquel Dutra, acompanhada por Jorge Dutra e Adílio Soares com dois temas do Cancioneiro Açoriano, de Rafael Carvalho que apresentou um tema original e um tema do repertório instrumental tradicional a Viola da Terra, de Luís Dos Anjos que interpretou “Cantiga da Terra” e “Fado Hilário” acompanhado por Rafael Carvalho.

-

Também houve vários momentos de poesia, de Natália Correia, declamada por Amelia Sophia e José Vaz.

-

A sessão terminou com "Cavalos de Corrida" na voz de António Manuel Ribeiro acompanhado na viola da terra por Rafael Carvalho.

-


-

https://www.youtube.com/watch?v=GBhjdkzvmFc" target="_blank" rel="nofollow">Pode ouvir aqui: https://www.youtube.com/watch?v=GBhjdkzvmFc ;


 

Viola da Terra na Sessão Solene de Abertura do Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América

Posted by violadaterra on March 19, 2019 at 8:15 AM Comments comments (0)

Viola da Terra na Sessão Solene de Abertura do "XXIV Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América"

-

O Músico Açoriano Rafael Carvalho foi convidado pelo Município de Ponta Delgada para um momento musical em Viola da Terra na abertura do "XXIV Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América" que decorreu a 12 de Março no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada. O Músico fez uma breve explicação do Contexto da Viola e executou dois temas do Repertório Instrumental da Viola da Terra: "Saudade" e "Pezinho" (Velho). 

-


-

"O Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América é um marco no âmbito da sua especialidade. Reúne profissionais de áreas tão diversas como conexas, que são a sociologia, a história, a filosofia, a comunicação, a economia, a política, a literatura e muitas outras.

-

Ao longo dos anos, este Congresso reuniu centenas de professores e pesquisadores de diversos continentes. Nesta XXIV edição, o Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América, terá lugar em Portugal (Ponta Delgada – Açores), com os temas: “Museus, Turismo e Património", demonstra, mais uma vez a atualidade dos temas antropológicos e vem com o mesmo espírito multidisciplinar e de agregação, que o faz também multi-institucional, e integrado à contemporaneidade.

O Congresso será realizado em Ponta Delgada, nos dias 12, 13, 14 e 15 de março de 2019, com a participação da Universidade de Salamanca (Espanha), Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (Brasil), Universidade dos Açores (Portugal), Instituto de Investigaciones Antropológicas de Castilla y León (Espanha), Sociedad Española de Antropología Aplicada (Espanha), Sociedade Ibero-Americana de Antropologia Aplicada (Brasil, Países da América Hispânica e Espanha), Mestrado em Património, Museologia e Desenvolvimento da Universidade dos Açores (Portugal), Master Universitário en Antropología de Iberoamérica de la Universidad de Salamanca (Espanha) e do Grupo Arcos – Pró-Resgate de Memória Histórica, Artística e Cultural de Biguaçu/SC (Brasil).

-

A direção do Congresso, nesta sua versão portuguesa, está a cargo do Professor Doutor Angel Espina Barrio (Universidade de Salamanca e Sociedade Espanhola de Antropologia Aplicada), do Professor Doutor Luiz Nilton Corrêa (Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina) e do Professor Doutor Rui de Sousa Martins (Universidade dos Açores)."

(fonte: https://plataforma9.com/congressos/xxiv-congresso-internacional-de-antropologia-de-ibero-america.htm)

-


-

Mais notícias sobre o evento:

Telejornal da RTP Açores de 13 de Março:
https://www.youtube.com/watch?v=Yd2N13fqzIE" target="_blank" rel="nofollow">https://www.youtube.com/watch?v=Yd2N13fqzIE


-

Rafael Carvalho disponibiliza, online, o seu álbum Origens

Posted by violadaterra on March 2, 2019 at 10:25 AM Comments comments (0)

Rafael Carvalho disponibiliza, online,

o seu álbum “Origens”.

-

O músico Açoriano Rafael Carvalho disponibilizou hoje, dia 2 de Março, no seu canal de Youtube, o seu primeiro álbum a solo intitulado “Origens”.

-

Em 2012 o músico apresentava um trabalho discográfico com 10 faixas, sendo cinco delas originais seus para Viola da Terra, algo que acontecia pela primeira vez nos Açores. Esse álbum foi o início de um percurso em que o músico, já com 4 álbuns editados, apresentou até à data mais de 15 temas originais para este instrumento tradicional Açoriano. “Origens” foi também uma afirmação para a Viola e garantiu o seu propósito de chegar a outros públicos e de ter conseguido que a Viola da Terra passasse a ser vista e ouvida de outra forma e com outro respeito.

-


-

Rafael Carvalho tem o seu canal de Youtube desde Outubro de 2008. O mesmo foi iniciado com o objectivo de colocar vídeos que ajudassem à divulgação do instrumento e à aprendizagem do mesmo em qualquer parte do mundo.

-

Uma década depois o músico já disponibilizou mais de 700 vídeos, com centenas de peças tradicionais ou adaptadas e com inúmeras aulas de Viola da Terra. O canal conta com mais de meio milhão de visualizações e com mais de 700 seguidores.

-

O canal de Youtube “carvalhorafa1980” tem, agora, as 10 faixas que fazem parte do CD “Origens”, pretendendo disponibilizar estes conteúdos para todos, garantir a continuação da sua divulgação e trazer a Viola da Terra e os trabalhos editados em “disco físico” para as plataformas digitais.

-

Link para ouvir todo o álbum:

https://www.youtube.com/watch?v=CLxO60q5nS0&list=PLiSeUl9UCyWm7eup6De4ZO9vt8hCwhZ9m

Trio de Violas da Ribeira Quente - VI Festival da Malassada

Posted by violadaterra on February 28, 2019 at 2:25 AM Comments comments (0)

Trio de Violas da Ribeira Quente -

VI Festival da Malassada

-

O Trio de Violas da Ribeira Quente actuou a 24 de Fevereiro na Ribeira Chã no "VI Festival da Malassada" organizado pela Junta de Freguesia.

-


-

O Trio, composto por César Carvalho (Violão e Voz), José Braga (Viola da Terra e Voz) e Rafael Carvalho (Viola da Terra e Voz) tinha feito a sua primeira apresentação há 2 anos, no mesmo festival.

-

Do repertório do trio constam temas do Cancioneiro Popular Açoriano, como Pezinho da Vila, Olhos Pretos, Balho da Povoação, havendo ainda lugar para umas cantigas à Desgarrada e para a execução de alguns temas instrumentais do repertório solista da Viola. 

A Viola da Terra nas Escolas

Posted by violadaterra on February 22, 2019 at 10:30 AM Comments comments (0)

A Viola da Terra nas Escolas

-

Na última década, o músico e professor Rafael Carvalho, tem se deslocado a várias Escolas para dar palestras sobre a Viola da Terra e sobre o seu contexto e importância no passado e presente dos Açorianos.

-

O objectivo é de levar aos mais novos algum conhecimento sobre o instrumento, provocar o diálogo e despertar a curiosidade. O músico costuma projectar vídeos de tocadores de Viola de outras Ilhas dos Açores e costuma executar alguns temas ao vivo, passando depois por um momento final de experimentação do instrumento por parte dos alunos.

-


-

Estas sessões têm decorrido em salas de aulas, auditórios ou bibliotecas, consoante o público alvo e o número de alunos envolvidos.

-

A última sessão decorreu no Auditório da Escola Básica Integrada da Maia a convite da Equipa da Biblioteca Escolar da Escola, onde estiveram presentes mais de uma centena de alunos e seus professores. Na sessão o músico contou com a participação do aluno José Ferreira que, sendo seu aluno no Conservatório Regional de Ponta Delgada e na Escola da Maia, apresentou 2 temas em Viola da Terra para os colegas. O impacto junto dos alunos é sempre maior quando podem assistir aos seus colegas, da mesma idade, a tocar um instrumento musical.

-


-

São momentos que despertam sempre a curiosidade e interesse mas que não são suficientes para abranger todos os alunos de modo contínuo e com resultados directos. Rafael Carvalho apelou ao ensino da música tradicional Açoriana nas salas de aulas das escolas dos Açores. Referiu que, desde 1987, se ensina o “braguinha” nas escolas da Região Autónoma da Madeira e que, desde 2006, se desenvolve o projeto “Cante nas Escolas”, nas escolas do 1º ciclo do ensino básico, no concelho de Almodôvar e Serpa, onde as crianças aprendem o Cante acompanhadas pela Viola Campaniça.

-


-

Estas formas de se ensinar a Cultura Popular de cada Região, por intermédio da sua música e dos seus instrumentos tradicionais, são um passo que a Região Autónoma dos Açores necessita de implementar, e tem de ser junto dos mais novos, para que cresçam com esse conhecimento e com a curiosidade de quererem saber e aprender mais.

-


-

As sessões têm passado por Escolas do Ensino Básico e Secundário, a convite de Professores ligados à lecionação das disciplinas de Cidadania, Música, História, bem como a convite dos responsáveis pelas Bibliotecas das Escolas. O músico foi, ainda, por duas vezes, à Universidade dos Açores, a convite de professores ligados ao Património e Antropologia. Estas sessões dependem da disponibilidade do orador, pois são realizadas fora do seu tempo de actividade lectiva. Rafael Carvalho tem oferecido os livros do seu “Método para Viola da Terra” às Bibliotecas de várias Escolas por onde tem passado de modo a que possam estar disponíveis para os professores que desejem trabalhar a nossa música tradicional.

-

Fotografias: Luis Torres

r_c_carvalho@hotmail.com

 


 

Boas Festas. Excelente 2019.

Posted by violadaterra on December 21, 2018 at 1:00 PM Comments comments (0)
Boas Festas. Excelente 2019.
-

A Igreja do Colégio encheu-se para homenagear a Viola da Terra

Posted by violadaterra on November 26, 2018 at 1:50 PM Comments comments (0)

A Igreja do Colégio encheu-se para homenagear

a Viola da Terra

-

O “IV Encontro de Escolas de Violas da Terra da Ilha de São Miguel” decorreu no passado Domingo, dia 25 de Novembro, numa Igreja do Colégio repleta de público para apoiar e aplaudir os mais de 30 executantes que passaram pelo palco.

-

O evento, que já vai na 4ª edição, contou com a participação da Escola de Violas da Relva (a mais antiga de São Miguel, com quase 3 décadas de existência), a Escola de Violas da Fajã de Baixo (a celebrar o seu 11.º aniversário) e com os alunos da Classe de Viola da Terra do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

-

-

O evento iniciou com a presença da “Classe de Conjunto de Violas da Terra do Conservatório”, que conta com 10 elementos no presente ano lectivo, dos 9 aos 14 anos. Esta Classe teve o seu início há 10 anos no Conservatório. Seguiu-se um momento de apresentação individual de 13 alunos da Classe de Viola da Terra do Conservatório que executaram temas tradicionais Açorianos, temas de Natal mas, também, temas de Carlos Paredes e ainda de Benito Cabrera.

-


Classe de Conjunto de Violas da Terra do Conservatório Regional de P. Delgada

-

De seguida apresentaram-se em conjunto 7 alunos da Escola de Violas da Fajã de Baixo, com 3 temas do Cancioneiro Açoriano. Seguiu-se a Escola de Violas da Relva, com 8 elementos, apresentando temas do nosso Cancioneiro mas, também, temas tradicionais da freguesia da Relva.

-


Escola de Violas da Fajã de Baixo

-


Escola de Violas da Relva

-

No final do evento houve a participação especial do músico Ricardo Melo que apresentou, a solo, a “Avé Maria” de Schubert e o “Cello Suite n.º1 Prelude” de Bach. Para finalizar o serão foi acompanhado por Ana Paula Andrade, ao Piano, nos temas “Reverie” de Giovanni Bottesini e “Suite N.º3 in D major: Gigue” de Bach.

-


Ana Paula Andrade (Piano) e Ricardo Melo (Viola da Terra)

-

No final do evento a Associação de Juventude Viola da Terra, organizadora do evento, ofereceu a todos os participantes o CD “Entre primas, segundas e toeiras” do músico Ricardo Melo, que será lançado ao público brevemente.

-

Este evento é de grande importância no panorama da Viola da Terra na Ilha de São Miguel uma vez que possibilita às Escolas de Violas da Ilha mostrarem o trabalho que desenvolvem ao longo do tempo permitindo, ainda, a troca de experiências e de repertórios. Ao mesmo tempo o evento tem contado, anualmente, com participações especiais de outros músicos que vão fazendo um trabalho musical com outras abordagens à Viola da Terra o que representa uma excelente referência para ao mais novos e para todos os que se dedicam ao estudo do instrumento.

-

Para além dos familiares e amigos dos músicos que subiram ao palco, a Igreja do Colégio encheu-se com muitos entusiastas do instrumento e com muito do público que costuma frequentar os Concertos ali realizados. Também estavam presentes muitos turistas que visitam a região nesta altura do ano e que procuram este tipo de eventos culturais ligados à nossa tradição musical. Um dos casais presentes, oriundos de França, enalteceu no final do evento o facto de terem presenciado crianças tão novas a subir a um palco e a assumirem essa função com confiança, alegando que era assim que se construía o futuro.

-


-

O evento, produzido pela Associação de Juventude Viola da Terra, contou com o apoio da Direcção Regional da Juventude e com a colaboração do Museu Carlos Machado e do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

 


Viola da Terra no VIII Encontro de Violas de Arame

Posted by violadaterra on November 12, 2018 at 7:35 AM Comments comments (0)
Viola da Terra no VIII Encontro de Violas de Arame
-
A viola da terra da ilha Terceira participou, pela primeira vez, no VIII Encontro de Violas de Arame que este ano se realizou em São Martinho das Amoreiras, Odemira, nos dias 10 e 11 de Novembro. Durante a realização do evento, a viola da terra foi apresentada pelo músico Bruno Bettencourt.
-

(Fotografia: Luís Guerreiro)
-
Este encontro, realizado a par com o V Encontro de Tocadores de Viola Campaniça, visa valorizar e preservar as violas de arame portuguesas, numa organização do Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso (CVVCCI), coordenado pelo músico Pedro Mestre. Além de Bruno Bettencourt, com a viola da terra de 15 cordas, o encontro contou ainda com as presenças da anfitriã viola campaniça (Alentejo), a viola braguesa (Minho), a viola beiroa (Beira Baixa), a viola de arame (Madeira) e a viola caipira (Minas Gerais/ Brasil), dedilhadas, respectivamente, pelos tocadores Pedro Mestre e Carlos Loução, José Barros, Ricardo Fonseca, Vítor Sardinha e Chico Lobo.
-

(Fotografia: Luís Guerreiro)
-
O encontro contou com uma mesa-redonda na qual, os tocadores das violas de arame representadas na iniciativa expuseram um pouco da raíz cultural de cada um dos instrumentos, assim como as suas particularidades e técnicas de execução. Ainda no primeiro dia, assistiu-se ao debate "A viola de arame portuguesa", moderado por José Francisco Colaço Guerreiro e com as intervenções de Manuel Morais (musicólogo e professor), Domingos Morais (professor e etnomusicólogo) e Salwa Castelo-Branco (professora e etnomusicóloga). A noite terminou com o concerto "Violas de Arame" no Centro Social de Amoreiras-Gare onde a viola da terra esteve em palco a par das restantes violas de arame representadas.
-

(Fotografia: Luís Guerreiro)
-
O concerto resultou num imenso sucesso, tendo em conta a aclamação e satisfação demonstrada pelo público que lotou por completo a sala. No segundo dia do evento aconteceu um debate sobre construção da viola de arame portuguesa, com a participação dos construtores Daniel Luz, Orlando Trindade e um representante da fábrica de cordofones "Artimúsica". O encontro terminou à boa maneira alentejana com uma sessão de cante ao despique e baldão, acompanhado à campaniça na Taberna do Lagar e um magusto.
-

-

(Fotografia: Luís Guerreiro)
-
A ideia para a realização deste encontro, surgiu, em Setembro de 2009, impulsionada por Pedro Mestre, no âmbito do Festival Planície Mediterrânica - Festival Sete Sois, Sete Luas, em Castro Verde, reunindo-se à altura quatro músicos portugueses, Pedro Mestre (Viola Campaniça), José Barros (Viola Braguesa), Vítor Sardinha (Viola de Arame/Madeira) e Rafael Carvalho (Viola da Terra/Açores). O sucesso desta primeira edição, levou estes quatro músicos até aos Açores (São Miguel), onde decorreu o II Encontro de Violas de Arame, contando com a participação especial da Viola Caipira, dedilhada por Chico Lobo (Minas Gerais/Brasil), o qual passou a integrar este Encontro. A III e IV edição do Encontro de Violas de Arame, decorreram em Castro Verde, em 2011 e 2013, respetivamente. Em 2015 e 2016, foi a vez do Brasil (Minas Gerais) as V e VI edição deste Encontro de Violas de Arame, o qual foi muito aclamado pelo público. A VII edição realizou-se novamente em Castro Verde, em 2017.

Como adquirir os meus trabalhos

Posted by violadaterra on September 27, 2018 at 2:10 PM Comments comments (0)

Como adquirir os meus Trabalhos

How to get my Books and CDS

-


 

 

-

Enviar um email para r_c_carvalho@hotmail.com com os produtos desejados e receberá indicações de como proceder com a sua encomenda.

-

Send an email to r_c_carvalho@hotmail.com

to order the invidivual products or all of them.

-

PRICES:

 

CDS - 12,50€ each (plus postages)

Books - 16€ each (plus postages)

 

4 CDS - 45€ (plus postages)

3 Books - 45€ (plus postages)

 

4 CDS + 3 Books - 85€ (plus postages)

Rafael Carvalho apresenta o seu novo CD na Ribeira Quente

Posted by violadaterra on September 24, 2018 at 10:40 AM Comments comments (0)

Rafael Carvalho apresenta o seu novo

CD na Ribeira Quente

-

 

O músico Açoriano Rafael Carvalho apresenta, na próxima 6ª feira, na sua terra Natal, o seu mais recente trabalho musical, “9 Ilhas, 2 Corações”.

-

Esta apresentação, inserida nas Festas de São Paulo 2018, contará com um momento de explicação sobre os conteúdos deste CD, seguindo-se um concerto musical pelo trio ORIGENS. A cerimónia decorre a 28 de Setembro, pelas 21:30, na Praça da Igreja, na Ribeira Quente.

-


-

Este é o quarto álbum quem o músico edita e pretende ser uma homenagem a todos os que se dedicaram e se dedicam à música tradicional Açoriana nas nossas Ilhas. É um álbum duplo, contendo 80 temas, executados a solo, numa só Viola da Terra, com temas de todas as Ilhas dos Açores, sendo considerado por muitos um verdadeiro “arquivo sonoro” da música tradicional das 9 ilhas dos Açores.

-


-

A primeira apresentação deste trabalho decorreu a 31 de Julho no Auditório do Museu dos Baleiros, no Pico, cuja lotação esgotou para ouvir os sons da Viola da Terra de Rafael Carvalho e dos seus convidados, a “família Canarinho”, tendo sido depois apresentado num Concerto no “Tentorium” das Portas do Mar, a 25 de Agosto, e no CORDAS World Music Festival a 16 de Setembro.

-

Sendo o quarto CD que o músico edita, desde 2012, todos têm merecido momentos de apresentação na sua terra Natal, sendo, também uma homenagem que o músico presta à sua Freguesia e aos que, nela, contribuíram para o seu crescimento musical.

 

Rafael Carvalho e Raquel Dutra homenageados pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã

Posted by violadaterra on September 23, 2018 at 5:20 AM Comments comments (0)

Rafael Carvalho e Raquel Dutra homenageados pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã

-

 

A Academia de Letras e Artes de Paranapuã, localizada no Estado do Rio de Janeiro, tem distinguido, anualmente, várias individualidades ligadas à Literatura e Artes.

-

Entretanto, criou a Medalha de Mérito Cultural, que nasceu como maneira da ALAP poder deixar gravado o carinho pelo académico e pelo homem Belarmino Maria Austregésilo de Athayde, que durante três décadas presidiu a Academia Brasileira de Letras – ABL.

-

A 21 de Agosto, na Casa das Beiras de Lisboa, decorreu uma cerimónia de entrega de Medalhas e Certificados bem como da nomeação de novos membros. Nessa cerimónia a Medalha de Mérito Cultural “Académico Austregésilo de Athayde” da (ALAP) - Academia de Letras e Artes de Paranapuã” foi atribuída a Rafael Carvalho e Raquel Dutra. A Medalha foi recebido por Adélio Amaro, Assessor Cultural Internacional da ALAP, que foi o proponente dos nomes de Rafael Carvalho e de Raquel Dutra, para serem reconhecidos com esta homenagem, pelo trabalho que têm desenvolvido em prol da Cultura Musical da nossa Região.

-

Na semana passada o Assessor Internacional, Adélio Amaro, entregou em mão as condecorações aos dois músicos Açorianos.

-


-


-

Rafael Carvalho é músico, professor e compositor ligado a inúmeros projectos musicais de revitalização da Viola da Terra e conta com 4 Álbuns editados e 3 livros. Raquel Dutra é Enfermeira de Profissão, mas desenvolve um trabalho musical com o grupo “Cantos do Mar e da Terra”, dedicado à música tradicional Açoriana e, também, ao fado, tendo já um CD editado.

Este reconhecimento internacional, por uma instituição prestigiada como a ALAP, honra os homenageados e a Região Autónoma dos Açores, valorizando o trabalho que é desenvolvido pelas pessoas ligadas à cultura popular Açoriana, tendo um significado acrescido por ser uma instituição de fora da Região e do País.

 

Encontro de Violas Açorianas é uma necessidade anual

Posted by violadaterra on September 21, 2018 at 7:50 AM Comments comments (0)

Encontro de Violas Açorianas é uma necessidade anual

-

 

O “Encontro de Violas Açorianas” teve mais uma edição a 15 e 16 de Setembro de 2018, na Ilha do Pico, inserido no CORDAS World Music Festival.

-

O evento, produzido pela Associação de Juventude Viola da Terra desde 2011, tem como objectivo juntar tocadores de Viola da Terra de diferentes Ilhas dos Açores com o intuito de criar um diálogo musical e uma partilha de conhecimentos e das diferentes realidades de cada ilha, que ajudem a motivar os participantes no trabalho que desenvolvem com a Viola, diariamente, mas, também, a valorizá-los enquanto executantes.

-

Ao mesmo tempo, estes Encontros são uma chamada de atenção para a necessidade de aproximação das pessoas para a aprendizagem da Viola da Terra.

-

Durante dois dias os músicos Bruno Bettencourt (Terceira), José Canarinho (Pico), Rafael Carvalho (São Miguel) e Renato Bettencourt (São Jorge) juntaram-se para prepararem um repertório para o Concerto “Violas dos Açores” que encerrou o Festival CORDAS. A estes 4 músicos juntou-se José João Mendonça (Graciosa), no domingo ao início da tarde, devido às condições climatéricas que atrasaram alguns voos, mas, também, devido à grande dificuldade de deslocações de músicos da Graciosa derivado das inúmeras escalas a que estão sujeitos e da pouca disponibilidade de voos para aquela Ilha.

-

Foram apresentados em Concerto temas das Ilhas representadas, primeiramente, a solo, com os músicos a tocarem, individualmente, temas como “Olhos Castanhos” (São Jorge), “José” (Graciosa), “Mouraria” (São Miguel), “O Sapateia” (Pico) e “Os Bravos” (Terceira). Depois de apresentadas as Violas a Solo, as suas diferentes técnicas de execução (indicador, polegar e rasgado) e diferenças estruturais (12 cordas e 15 cordas), os músicos deliciaram o público com muitos temas em conjunto como um “Fado Corrido” instrumental, os “Olhos Pretos”, “O Ladrão”, a “Tirana”, terminando com uma “Chamarrita do Pico”.

-


fotografia: Ana Goulart

-

Foi cumprida a principal missão do Encontro que é de potenciar a partilha musical, explicar a riqueza da diversidade das nossas Violas, sem nenhuma se sobrepor à outra, e, acima de tudo, demonstrar a sua complementaridade em palco.

-

Como nota final, os músicos referiram, acima de tudo, que é necessário a continuidade do Encontro e a sua itinerância pelas várias ilhas dos Açores. Relembraram que são necessárias mais escolas de violas, pelo menos uma em cada Ilha dos Açores, mas, também, que é necessário mais interesse dos mais novos na aproximação ao instrumento e continuidade na aprendizagem do mesmo pois continuam a haver alguns cursos que se iniciam com muitos alunos mas são poucos os que têm persistência de chegar ao fim.

-

O “Encontro de Violas Açorianas” tem procurado este diálogo e aproximação entre as Violas das nossas Ilhas e os seus resultados vão muito para além dos dois dias de ensaios e do Concerto final, uma vez que permitem criar redes de comunicação entre tocadores e formas de motivação mútuas, bem como trocas de repertório.

-

A edição de 2018 contou com a coorganização da Associação MiratecArts e com o apoio da Direcção Regional da Cultura, tendo o concerto decorrido no Auditório da Madalena do Pico, a 16 de Setembro, como fora de apoio daquela autarquia.

-

Como resultado do diálogo entre estes tocadores e todos os tocadores que participaram no CORDAS, surgiu, ainda, a criação do Dia da Viola da Terra, que a Associação MiratecArts pretende, agora, venha a ser instituído, oficialmente, pelo Governo dos Açores, uma vez que será celebrado, pelos músicos, a 2 de outubro de 2019.

-

 

Dia da Viola da Terra nasce do Festival Cordas

Posted by violadaterra on September 19, 2018 at 7:55 AM Comments comments (0)

Dia da Viola da Terra nasce do Festival Cordas

.

 

O encerramento da terceira edição do Festival Cordas aconteceu no domingo, 16 de setembro, com a apresentação especial do programa Violas dos Açores, no Auditório da Madalena, depois de uma tarde de convívio e música na MiratecArts Galeria Costa dedicada aos grupos e tocadores de instrumentos de corda da região.

.

 

No que toca à parte de conferência do festival, o último dia foi dedicado à viola de arame regional, a viola dos dois corações dos Açores, onde foi criado o Dia da Viola da Terra.

.

 

A MiratecArts, entidade organizadora do Festival Cordas, e seu diretor artístico Terry Costa, em parceria com a Associação de Juventude Violas da Terra e o maior dinamizador da Viola da Terra, o professor e músico virtuoso Rafael Carvalho, com o apoio dos grupos Casa da Música da Candelária, Grupo de Tocadores de Violas de São Jorge e da Associação de Músicos da Ilha Branca, assim declaram que o Dia da Viola da Terra seja a 2 de Outubro, porque o dia da música não é só um e os dois corações devem correr todas as ilhas e terras das comunidades açorianas um dia do ano em seu nome.

.

 

"A Viola da Terra é a forma mais pura de identificar musicalmente um açoriano" diz Bruno Bettencourt dos Myrica Faya, presente no Festival Cordas com a Viola da Terra terceirense, "faz todo o sentido haver um dia em que se celebre essa raiz musical."

.


(Fotografia: Pedro Silva)

-

 

Sendo assim, as entidades presentes, desafiam o Governo dos Açores para oficializar este dia 2 de outubro, e para que a partir de 2019 sejam celebrados eventos a destacar a Viola de Terra, por todo o mundo açoriano.

.

 

O Festival Cordas encerrou depois de cinco dias e 20 programas de atividades à volta da arte dos cordofones e recebendo a boa notícia da nomeação de "Best Newcomer" nos prémios a festivais da Transglobal World Music Chart. A quarta edição do Festival Cordas fica assim agendada para 11 a 15 de setembro 2019, na ilha do Pico.

.

Primeiro Recital de Viola de Arame, do País, decorreu ontem em Ponta Delgada.

Posted by violadaterra on July 6, 2018 at 12:00 AM Comments comments (0)

Primeiro Recital de Viola de Arame, do País,

decorreu ontem em Ponta Delgada.

-

 

Na 4ª feira, dia 4 de Julho, decorreu na Igreja do Colégio, em Ponta Delgada o primeiro Recital de Viola da Terra, como forma de apresentação da componente prática da “Prova de Aptidão Artística” de final de Curso Secundário de Viola da Terra, lecionado no Conservatório Regional de Ponta Delgada.

-

O Recital foi concretizado por Rafael Carvalho, no sentido de realizar a prova e deixar um trabalho base para todos os outros alunos que, a partir de agora, desejem dar continuidade aos seus estudos na Viola da Terra no Curso Secundário.

-


-

Este foi o primeiro Recital de Viola da Terra decorrido nos Açores e, por conseguinte, em todo o País, uma vez que só os Açores a Viola de Arame (Viola da Terra) está regulamentada no ensino artístico.

-

O Recital contou com peças do repertório tradicional instrumental da Viola da Terra, perpetuado ao longo de séculos pelos Mestres Tocadores, mas teve também uma peça de Carlos Paredes, uma peça tradicional da América do Sul e uma peça de compositor do Séc. XX para Viola. Esta variedade de peças permitiu um Recital diversificado e explorando as sonoridades e potencialidades melódicas e rítmicas da Viola.

-

O Conservatório Regional de Ponta Delgada tem no seu Currículo o Ensino da Viola da Terra (Viola de Arame dos Açores) desde 1983. Inicialmente, as aulas decorreram em regime de Curso Livre tendo depois sido regulamentado, em 2004/2005, o Curso Básico de Viola da Terra.

-


-

No presente ano lectivo foi aprovado o Curso Secundário de Viola da Terra na Região, após alguns anos de elaboração de um Programa para o efeito, e este Recital veio concluir um percurso de 35 anos da Viola da Terra no Conservatório Regional de Ponta Delgada, mas abre caminho para um estudo mais aprofundado do instrumento.

-

Os Açores têm sido pioneiros no nosso País na inclusão da Viola no seu Currículo do Ensino Artístico Especializado, mas com um percurso já longo, de 35 anos, com uma base de trabalho sólida e consistente, tendo já mais de uma dezena alunos concluído o Curso Básico de Viola da Terra entre São Miguel e Terceira.

-

 

 

Violas do Atlantico VIII recebe Viola Caipira do Brasil

Posted by violadaterra on June 24, 2018 at 6:35 AM Comments comments (0)

“Violas do Atlântico VIII” recebe Viola Caipira do Brasil

-

A Associação de Juventude Viola da Terra prepara mais uma edição do “Violas do Atlântico” recebendo, desta vez, a Viola Caipira do Brasil.

-

A oitava edição deste Festival contará com a presença do músico Chico Lobo, de Belo Horizonte, que traz a sua Viola de Arame do Brasil, conhecida como Viola Caipira. Juntar-se-á a Rafael Carvalho, com a sua Viola da Terra, e farão dois concertos: 26 de Junho, 21:00, no Centro Social e Paroquial da Ribeira Quente e 27 de Junho, 21:00, no Salão Nobre do Teatro Micaelense.

-

Os eventos são de entrada livre e limitados à lotação de cada espaço.

-


-

O “Violas do Atlântico” tem trazido aos Açores músicos que tocam, divulgam e promovem o ensino da Viola de Arame em Portugal e não só, pretendendo valorizar as nossas Violas e criar espaços de diálogo, aproximação e troca de experiências.

-

Estes eventos têm sempre uma componente de proximidade com os públicos, pois cada músico apresenta a sua Viola a solo, fala da sua história, contextos e práticas musicais, mas, depois, promove a fusão das diferentes realidades musicais com os tocadores a executarem várias peças em conjunto, comprovando a versatilidade dos instrumentos.

-


-

A Viola Caipira do Brasil descende das várias Violas de Arame Portuguesas mas ganha a sua própria mística, estando rodeada de crenças e histórias que o Violeiro Chico Lobo irá referir nos 2 concertos. O músico tem ainda um programa semanal de Rádio e de TV, em Belo Horizonte, onde promove a Viola.

-

A presença da Viola Caipira nesta edição de 2018 é ainda mais especial uma vez que a Viola foi reconhecida como Património Imaterial de Minas gerais a 14 de Junho de 2018. Todos estes passos, Encontros de Violas e, também, o contributo deste Encontro nos Açores, são importantes para a viabilização de uma candidatura conjunta – Portugal / Brasil – da Viola a Património Imaterial da Unesco.

-


-

Contamos com a vossa presença.

 


Rss_feed