All about Horses!

Apaixonar Portugal pela Equitação!


Introdução / Introduction

Poesia

Portugal deu-me um dom
Onde existe uma utopia,
Encontra-se na mente,
Sempre a arder apaixonadamente,
Inspirando-me à harmonia,
Arde-me a alma num ledo som.

Bom, aqui podem ler a minha poesia, escrita em aulas de Matemática, Inglês, e até em Português, onde inspiração de Camões não falta.
O tema é... não preciso dizer, pois não? Basta ler. E começo com uma poesia mais levezinha, o "ABC d'O Cavalo", if you catch my drift...

Well, here you can read my poetry, written in maths, English and eve portuguese classes, where there is no lack of inspiration from Luis vaz de Camões.
The theme is... I don't need to say, do I? Just read it. And I'll start with a smooth poem in Portuguese, the ABC of the Horse, if you catch my drift (you don't need to read Portuguese to know that, just take a look); but if you wish, there's an English one if you scroll to them bottom of the page.

O Cavalo

As crinas a esvoaçar,
A liberdade concedida!
A galopar sem parar,
A procura da esperança perdida.

Baça vida era a minha,
Bondosa luz me abençoou!
Brilho que rapidamente caminha,
Bailando num trote que me espantou

Cavalo, o símbolo da liberdade,
Cabal de todo o seu esplendor,
Com ele formei uma irmandade,
Caí nas suas graças cheias de amor.

A Viagem

Foi um fogo que ardeu no meu coração,
Eram as labaredas da minha paixão.
Foi uma infinita beleza que me acordou,
E até agora durou.

Aquém de mim lá estava,
Além de mim cá estou.
Era a Natureza que me chamava,
E até aqui me arrastou.

Congéneres divinos,
A mim, uma companhia
A eles nos unimos!
Bem-soante seria…

Tempestade surgiu,
Adamastor nos urdiu!
Arremessou às águas os batéis,
Quebraram-se os anéis…

Vai-se a felicidade,
Desaparece o conceito,
Depois da novidade
Que me trata com respeito.

Respeito? Nem sempre é aparecido...
O coração me arranca
Num longo grito gemido,
Porque puxei a alavanca.

Volta a mudança
Num fio de mudança!
A emoção engana,
Mas a certeza é Lusitana.

Devolta a terra,
Sempre pela tempestade que ruge.
Encontro os campos onde o cavalo erra
E onde o tempo urge.

Não, não te deixo fugir,
Ainda posso lutar!
Não vou desistir,
Pois sei por onde caminhar.

Depois do que se conhece,
Um novo dia amanhece.
É a felicidade que bate à porta,
É o que há antes da alma morta.

Tu

Que procuras nestas palavras?
Apenas as minhas paixões encontras.
Cantos que não serão cantados,
Casos que não serão casados.

Ainda lês?
Volto a perguntar
Teus porquês.
Com isto só eu posso voar!

Escritos que não o devem ser,
Apenas destinos perdidos
De proezas a meu ver...
Sonhos que já deveriam ser idos,

Pesadelos que me assobram,
Romances que me abandonaram.
Cavalga para longe o meu amor
Deixando o meu coração mergulhado em dor.

Por breves momentos,
Apareceu-me uma luz brilhante!
Foste tu, dos ventos,
Num momento apaixonante...

Nos verdes campos lusitanos,
Acompanhados por um cavalo...
Rara sensação há anos,
Mas fizeste acabar o intervalo.

Tentaste apagar a chama
Que o meu eu tanto ama,
Mas era por ti que ela ardia,
Sem este fogo... eu não vivia.

Num turbilhão de emoções,
De certezas incertas...
No meio de grandes paixões
Encontro duas grandes purezas.

Eu sou eu,
No entanto, eu não sou!
Minha esperança não morreu,
Jazo na tua parte que já voou.

Olho para cima,
É a tua parte minha prima.
Vejo-a a ler cantos por cantar
E casos por casar.

Do Mundo me retiro

Ardem as labaredas grandes,
Tão compridas como os próprios Andes!
Ardem, flamejam e queimam com ardor,
Crescem e fazem crescer o meu amor.

No largo e interminável oceano
Afunda uma grande nave marítima,
Mas talvez seja esse o divino plano...
Que mais uma vez me fez de vitima.

São chamas que se salientam
Como as crinas do Filho do Vento,
Línguas de fogo que galopam
E matam num segundo momento!

Sentei-me num trono de diamante
A que muitos chamam cavalgadura,
Um trono que oferece poder...
Mas ninguém dele pode desfrutar,
Pois a liberdade é um mar
Onde todos os homens podem perder.
Felicidade é coisa que não dura,
É dura, curta mas também brilhante...

Da Atlântida pensada perdida
Veio o cavaleiro, que perseguia
Um touro que levava uma ferida,
E que uma vida curta seguia.

Mas as nobres gentes Lusitanas
Apareceram nascidas do perdido povo,
Para fazer as feridas mais levianas,
Estava principada era de toureiro novo!

Até a mim a sua arte voou,
Era algo que o meu eu deslumbrou!
Estava rendido a tanta beleza,
Acompanhada por tal gentileza...

Nesse vento que nos dá carinho,
Que faz filhos das éguas lusas,
Encontrei o meu forte caminho,
Mas não sei se no teu coração tu usas:

Tu que sabes as tuas boas estradas,
Tu que olhas antes de viajar,
Tu que por bons lagos nadas,
Porque respiras, deves perguntar?

Não tenho tão desejada resposta,
Mas digo-te nesta proposta
Qque é por ti que eu respiro,
É por ti que do mundo me retiro.

Um amigo se perde...

Quando sinto que algo falta
É quando a chama arde alta,
É quando o verde se torna verde,
É quando sinto que um amigo se perde...

Eleva-se ao estilo da paixão
Como se elevou Hélios ao céu!
Ainda em mim sinto um vão
Que se esconde debaixo d'um véu...

Quando todo o meu Mundo
Se reúne num só grito,
Nada sei que fazer,
Apenas esperar no verde...
Lá tenho que se herde:
Uma arte bela de se ver,
Que é milenar luso rito.
Lá o meu coração inundo

em paixão, eterna chama,
Labareda que rasga horizontes!
Irrompe d'uma alma que ama,
Sobrevoa planícies e montes,

Viaja pelos oceanos,
Faz em segundos vários anos.
Atravessa a terra,
Mas sem saber por onde erra.

Dos sonhos encobertos,
Da neblina cerrada,
Aos sozinhos desertos,
Com uma esperança pesada.

Estou demasiado cansado,
Não vejo tão querida liberdade
Mas vejo-te ao fundo,
Na luz, à espera,
Mas vejo que nada era...
Não era mais qu'o meu mundo,
Onde procuro a felicidade,
Onde procuro o meu fado.

E ao que me destina?,
Pergunto à minha alma.
"Nada te reserva a sina,
Tudo reside na tua palma."

Fujo da pérfida realidade,
Invado a minha nulidade,
Fujo para um Mundo
Onde não morreu ainda o Vagabundo.

Dedico a minha imaginação
À égua que muitos ensinou,
Ajudou do fundo do coração
E muitos deste arrebanhou.

Voou a cavalo o mentor,
Traído pela coincidência
Que numa ridícula situação
No Ponto de Suspiro marcou
A morte, acabando o sonho e a paixão...
Um final golpe de violência
Finalizou o mórbido terror.

O Pintassilgo que conta
Uma história de amor
Fala d'um rapaz que monta
Iniciando um ciclo com fervor.

Mas o passado é passado,
Embora o que nele está rasgado
Ficará para o futuro,
Montando um preceito tão duro...

No seu galope suave
Ajudou-me até ao fim...
Que fize eu àquela ave?
nada que fosse próprio de mim...

A destreza de um Jaguar,
A beleza d'uma cavalgadura
Levou-me ao próximo patamar,
Mas cedeu à última ida,
Deu-se aos desígnios da vida...
De felicidade deu-me um mar,
Apesar de ser algo que pouco dura...
Sim, ele fez-me voar!

Mas vou continuar a vida,
Não posso negar este tesouro,
A razão é-me desconhecida,
Mas é feita de puro ouro...

Quando sinto que algo falta
É quando a chama arde alta,
É quando o verde se torna verde,
É quando vejo que um amigo se perde...


Dedicado ao Jaguar, à Jackie, ao Vagabundo, ao Point du Soupir e ao Pintassilgo.

16 - 18 de Maio de 2007

Eterno

Não vejo nas imagens
O que com palavras faço.
Nos quadros de paisagens
Meu olhar passa por baço.

Tal como não vejo no inteiro
Mundo grandeza como a do cavaleiro,
A destreza num quadro pintada
Ou a velocidade na escrita marcada…
Não passa de louco absurdo.

Carrega sobre si paixões,
Artista grande de grande arte,
Vento fez dele o seu filho…
Auge d’um magnífico brilho
Luz no topo d’um estandarte,
Olha por nós e ilumina corações.

Entrei então na gloriosa barca,
Esperando para abrir a arca.
Ainda falta tempo e trabalho
Para provar aquilo que valho.
Serei honroso de tal privilégio?

Apenas o meu mestre tutor
Me pode mostrar negra dor
Ou dar sinal de felicidade…
Não falharei à sua potestade,
Que tal é-me sacrilégio!

Nesta ode sem canto merecido
Descrevo um sentimento eterno
Que nunca será esquecido,
Nem nunca terá lugar neste Inferno.

Desejo

Quem dera a mim

Levar aquela donzela

Num cavalo sobr’a sela

Ao pôr-do-Sol carmesim!

Era um bem-soante canto…

 

A maldição que nos urdiu

A viagem nos estragou,

Atirou-me ao mar e ninguém viu,

Bastou um grito que rasgou

A minha alma num pranto.

 

Ah, nada mais queria…

Mas se ao menos visse o dia;

Ontem, hoje… apenas noite se via!

 

Tentarei o melhor melhorar,

Entrançado pelo teu olhar.

 

Nunca vi imperfeição marcada

Na tua face com fera beleza,

A tua profunda pessoa dada

Que ninguém trata com frieza.

É com paixão forte e voraz

 

Que ergui um pequeno império

Que na destreza montada existe,

Um Mundo de letras que já viste…

Não à tua memória um vitupério,

Mas um símbolo do meu amor pertinaz.

Quem sou eu...?

Qualquer dia fujo para longe!

Um cavalo basta para continuar,

Em curto tempo chegarei ao Monge,

Mais um pouco e chego à fonte do luar!

 

Sem ti… não adianta tal ida…

Onde estaria sem a tua vida?

Uma arte vinda da Atlândida,

 

Em volta do bravo touro

Um cavalo de puro ouro.

Juramento

Não saberei descansar

Sem todos vós ajudar,

O futuro não tem segredo

Se do passado não tiver medo.

 

Ouçam, não interessa,

Vou-vos conseguir!

É a minha promessa

Ouçam, escutem-me vir!

 

Os pesados cascos que gritam,

Gritam alto com liberdade.

São os bons gemidos de felicidade!

Nada os pára, porque voam,

As crinas ardem como paixão...

 

Então, não há desejo nem anseio,

O apetite perde-se e morrem

Os propósitos... e renascem

As esperanças do dourado veio

De vida, gloriosa do coração!

 

Conceitos... onde estão?

Fronteiras... perdi-as!

Os sangues misturados no coração,

Mas ao fundo vejo luminosos dias...

 

Aqui estou, sem ti ao meu lado,

Tenho amigos meus teus no fado,

Este cumpre-se com vaidade

Mostrando beleza e intensidade!

I want to go back in Time!

I want to go back in time,
There's too much I need to fix:
Some things that don't rhyme,
Things that need more bricks...

I don't know why I make this plea
Knowing that you won't listen.
The only thing I can do is flee,
Flee to the world in my words.

I have memories I want to remember,
Memories that make me stay awaken.
They torture me for I still love her,
My heart she stabbet with her swords...

Nihilism is not my way,
To be with you is my nature,
But you keep pushing me away...
So I try to be mroe pure.

And I try...
But I just can't hit perfection.
That makes me cry,
Cry inside, where no one finds my shame.

But I fight,
And until my destruction
Upon you I shall not let it night!
But it all goes to the same...

My love for you is endless,
For you I'll be forever restless...
As you depart riding a horse,
I do it as well, but with no rhymes.

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