
Os caracóis são criaturas notáveis. São cruciais para o ecossistema. Estão todos à nossa volta e variam consideravelmente, desde o 1mm do Punctum smithi até aos 20 cm do Achatina achatina. Os caracóis pertencem à classe Gastropoda e constituem 3 sub-classes; Pulmonata, Prosobranchia e Opisthobranchia. Os Pulmonata respiram através de um orifício que está debaixo da sua concha, que está conectado com o pulmão e este é o grupo a que pertencem a maioria dos caracóis e lesmas terrestres. Prosobranchia são na sua maioria lesmas e caracóis marinhos. Opisthobranchia são lesmas e caracóis marinhos com conchas muito reduzidas. A concha de um caracol é constituída por cálcio e o animal segrega esta substância para a zona de crescimento, junto à abertura , para continuar a crescer. A concha providencia protecção contra os predadores e desidratação ( os caracóis Prosobranchia têm uma cobertura especial que sela o orifício onde o caracol se esconde, enquanto os Pulmonata usam um muco seco). O corpo dos caracóis é constituído por apenas um músculo, aderente, que os ajuda a deslocar-se.
Os caracóis possuem 4 antenas, duas com função visual e as outras duas com função sensitiva.Os caracóis alimentam-se usando a rádula, uma língua áspera, que raspa os alimentos, como uma raspadeira. A sua alimentação variada vai desde plantas, frutos, fungos e inclusive carne no caso das espécies carnívoras ou omnívoras. Possuem variados predadores, como aves, ouriços-cacheiros, entre outros.
Alguns caracóis conseguem hibernar ou estivar, sendo que se o fizerem perdem cerca de 60 % do seu próprio peso. Podem ser mantidos em cativeiro, sendo divertidos de se observar, podendo ser mantidos num tanque ou aquário, sendo para isso necessário, um pouco de solo, osso de choco para cálcio, e vegetais para a sua alimentação. Devem ser mantidos quentes e húmidos, sendo a espécie mais comum de ser mantida em cativeiro, o Achatina fulica.
Helix pomatia (Linnaeus, 1758):
40mm [quadro: Amanda e Jonathan Grobe]
Helix aspersa (Müller, 1774):
30mm [quadro: Erik Veldhuis]
Cepaea nemoralis (Linnaeus, 1758):
24mm [quadro: A. Abrahami]
Cepaea hortensis (Müller, 1774):
20mm
Pseudotachea splendida (Drapanaud, 1801):
16mm [quadro: Kevin Davies]
Arianta arbustorum (Linnaeus, 1758):
20mm [quadros: Francisco Welter Schultes]
Discus rotundatus (Müller, 1774):
7mm [quadros: Francisco Welter Schultes]
Succinea putris (Linneaus, 1758):
10mm [quadro: Michael Manas]
Rumina decollata (Linnaeus, 1758):
40mm
Achatina fulica (Bowdich, 1822):
120mm
Achatina achatina (Linnaeus, 1758):
150mm
Achatina immaculata (Lamarck, 1821):
100mm
Achatina iredalei (Preston, 1910):
70mm
Achatina reticulata (Pfeiffer, 1845):
120mm
Archachatina marginata (Swainson, 1821):
140mm [quadro: Sarah Fowler]
Archachatina degneri (Bequaert & Clench, 1936):
120mm