Viola da Terra

          Voltar                                                  Rafael Costa Carvalho

A Constituição pormenorizada

da Viola da Terra

 
 

A Viola da Terra actual é dotada de um “cravelhal” metálico que facilita a afinação, no entanto, as violas da terra mais antigas tinham cravelhas de madeira.

   O espelho também é um adereço mais recente que, segundo os populares, servia para os tocadores se barbearem quando se ausentavam de casa para tocar, pois por vezes, só a viagem de burro para o local onde tocariam, levava um dia.

    A escala da Viola é constituída por vinte e um trastos: doze sobre o braço e nove sobre o tampo. A escala tem a particularidade de ser rasante (embutida) com o tampo.

   A Viola da Terra é constituída por doze cordas metálicas (com excepção da Ilha Terceira onde esta ocorre também com doze, quinze e dezoito cordas), dispostas em cinco parcelas, sendo as três primeiras duplas e as duas seguintes triplas.

  

Sobre a sua constituição e de forma simplificada, surge esta quadra popular:                        

                      

 

   "A Viola tem dez cordas

juntamente dois bordões

e acima do cavalete

      também tem 2 corações"      

       

  

 

A Viola da Terra tem a caixa alta e estreita, com cintura pouco acentuada.

A boca é, normalmente, em forma de dois corações (virados com a ponta para fora), variando consoante a imaginação do violeiro.

A Viola da Terra está presente em todas as ilhas dos Açores, variando na sua afinação, número de cordas, encordoamento e dedilhação.