A Ressurreição



- Há! Hahahah!! Hahahahahaaaaaa!!!
Uma risada histérica ecoava pelo aposento. Estavam de volta à ilha Priest. Elise e sua família. Haviam partido no próprio dia e de acordo com o planejado voltariam no dia seguinte para suas vidas normais, o que, chegada a noite, era improvável que acontecesse.

No topo da escada Elise estava ajoelhada diante de uma imensa pintura a óleo da bruxa Beatrice, que ria de forma histérica. O restante dos parentes estava ao pé da escada, no hall podendo somente observar a cena que ocorria. Era quase como se uma tempestade tivesse invadido a mansão. Um vento frio transitava pelos corredores e janelas abertas fazendo o ar ficar duas vezes mais sinistro. Portas e janelas batiam, cortinas balançavam e Beatrice renascia.

Dois dias antes os 7 sacrifícios haviam sido feitos e Beatrice estava pronta para renascer. A família Billard então convocou seus membros mais uma vez à ilha e à temida mansão para fazer tudo o que poderiam fazer, esperar.
Na cabeça de muitos deles aquilo significava a libertação de Elise ou o início do fim do mundo, mas na verdade não passava do que Beatrice já havia dito: um jogo. Um jogo que chegava ao fim.

Sair de Hogwarts aquela altura to campeonato era minimamente estranho e certamente causou curiosidade entre os alunos mais informados.
Quando Joseph e Mackenzie souberam que finalmente que tudo finalmente teria um fim não puderam esconder sua alegria. A prima que eles conheciam retornaria...

Agora todos observavam, paralisados, o sofrimento ter fim. Foi quando Elise começou a falar acompanhada por Beatrice:

epetidamente acordado pelos dedos, um ruído áspero ressoa
Sua alma foi enganada pelos espinhos das rosas
E você foi levado para a vertiginosa escuridão
Antes, quando estava à procura da paz que você perdeu
Você fugiu para o índigo profundo do céu que admirava
Na névoa seca, as mentiras que cercam a ascensão e decadência
E os meus pecados são chamuscar em seus olhos
As palavras que foram definidas na sua oração desse momento
Tendo despertado para seu sonho, a sua perplexidade continua
Os fragmentos do tempo contidos em seu peito caem
Em deformado intervalo branco
Mesmo que você recupere, há uma cicatriz de tristeza tingida de vermelho
O cheiro doce do envenenamento que continua na eternidade
Pilhará cada um dos nossos órgãos
Transformado em uma flor, tremula sobre a vida e está espalhado
O desmoronado sorriso que eu queria proteger desfia meu coração
Nunca mais vai ser o meu desejo concedido
Após ter sido obrigado pelas correntes de amor, lágrimas gotejam para baixo de nossas faces


Foi quando tudo parou. A luz, os trovões, o vento. Beatrice estava parada de pé em frente à sua figura e Elise caída no chão, inconsciente. Todos olhavam sua figura e a imagem plena à sua frente.

Foi quando começou a chover.

(...)


Reunidos novamente no hall na manhã seguinte prontos para partir, a família Priest olhava mais uma vez o retrato de Beatrice.
O dia estava claro, diferentemente da noite anterior o vento era suave e o céu aberto ocupara o lugar da noite sombria de antes.

No alto da escada a cena era a mesma, Beatrice parada diante de seu retrato, entretanto Elise não estava caída no chão como antes, encontrava-se em pé ao lado da bruxa olhando para seus parentes que tinham em seus semblantes as mesmas expressões assustadas de antes. Apesar da aparência fraca Elise, novamente acompanhada de Beatrice começou a recitar:

Como se corressem como o som da chuva
As cortinas abrem-se novamente
O tempo vem em torno de suspeita
Com a sorte de ser testado

As borboletas folheadas na luz agora veêm você acenar
O mundo irá fechar a saída há muito aberta
O amor extraviado

A determinação
De contar os gritos que não chegaram a você
Que pintou durante a tempestade
E seguiu a espiral de tristeza

As borboletas cintilando à luz novamente ficaram loucas
A porta do mundo se abre e te convida
Ah, o amor é extraviar
Basta só lavrar as palavras deixadas para trás por socorro
E deixar os que trocaram votos e orações infinitas
Dormirem em seu peito

As borboletas folheadas citando ilusões
O mundo quebra-se e esconde-se na noite
O amor é invisível
Devolva aquelas vozes ecoando no mar
Deixe-os gruiarem o milagre e milhões de sonhos
E dance


Ao término Elise caiu no chão novamente, desacordada. No mesmo momento em que as gaivotas começaram a chorar.