Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 2 – revivendo a bruxa dourada.
Capítulo 6 – O Segundo Sinal.


Olhares curiosos pousavam sob a menina que voltava ao colégio. Ficara apenas um dia fora, um dia e outra das estrelas brilhantes no céu desaparecera.

- Como você pôde! Era meu pai! Meu pai! – gritava Mackenzie enquanto professores tentavam levar os três protagonistas do escândalo para uma sala reservada. Na verdade o “escândalo” estava sendo feito apenas pela grifinória, pois Elise permanecia impassível e Joey não se manifestava.

- Eu fico surpresa como quão tolas as pessoas podem ser. Há algum tempo se lhe perguntassem diria que não tinha medo, mas no fundo não passa de uma covarde que tem medo de ver os outros morrerem... E de morrer! – disse Elise assim que entraram em uma pequena sala desocupada. Presentes estavam os três primos, a professora de transfiguração, a professora de adivinhação e mais tarde o diretor juntava-se a eles.

- O que quer dizer com isso? – perguntou ela estremecendo ao ouvir as últimas palavras proferidas por Elise com certo ar de previsão.

- Apenas o que eu disse. – respondeu a corvinal olhando para a professora de Adivinhações ali presente – Talvez você queira perguntar à professora Trelawney, mas não creio que vá gostar da resposta. A professora mencionada também estremeceu ao ser olhada por Elise.

- Pare... – disse uma voz no canto da sala. Os olhares voltaram-se para o menino em questão que levantava a cabeça e encarava Elise. – Pare pelo amor de Merlim, Elise! – gritou ele avançando em direção à corvinal.

- Joey... – murmurou Mackenzie.

- Ha! – riu Elise ao sentir as mãos do grifinório apertando seus braços e a sacudindo levemente.

- Pare, por favor! Nós sabemos o que você passou e mesmo não podendo compreender um pingo do quão difícil deve estar sendo para você... Mesmo assim... Elise!

- Você realmente acha que sabe ao menos pelo que eu passei?! Tem alguma idéia de com quem você está falando garoto?! – Elise gritava com os olhos alterados – Vocês não sabem da missa metade! De nada!

O menino encarava a outra surpreso e devagar soltou seus braços. Ninguém atrevia-se a dizer uma só palavra. Ver o rosto alterado lhes dava algo mais que medo...

Do outro lado da porta, no corredor, Judy parava perplexa do lado de fora ao ouvir os gritos. Rudolph que vinha andando em sua direção parou ao ver a menina.

- Está tudo bem Brandy? – perguntou ele.

- Os gritos... São dela... Ela está aí dentro... – disse Judy olhando na direção da porta.

- Você tem medo? – perguntou colocando a mão sobre o ombro da menina.

- Não é para ter? – perguntou ela olhando para o rapaz com os olhos cheios d’água.