Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 2 – revivendo a bruxa dourada.
Capítulo 2 – Para complicar.


Rudolph Trent olhava seu irmão mais novo com interesse e descrédito. Sawyer Trent era um menino de 12 anos, segundo ano da grifinória e relativamente famoso por histórias meio “maravilhosas” demais para serem verdade. Seu irmão Rudolph estava no sexto ano da Corvinal e a ele fora pedido para conversar com o pequeno sobre a mais nova história sobre uma quintanista da Corvinal.

- Mas eu juro Rudolph! Ela vinha andando e seus olhos mudaram do nada! Do nada, estou dizendo!

- E o que exatamente você a ouviu falar?

- Bom, ela vinha andando e seus olhos mudaram em seguida eu a ouvi falando: “- Mas não vai durar muito tempo.”

- E você diz que ela falou mais alguma coisa, mas que você não ouviu?

- Isso! – exclamou animado por parecer que alguém finalmente acreditava nele.

- Sabe Sawyer, não acredito nisso, mas como irmão mais velho e da Corvinal vou investigar e ver se alguém sabe de algo... Sabe ao menos quem era menina?

O menino balançou a cabeça como se estivesse em duvida.

- Não tenho certeza alguma, sabe? Mas já a vi conversando com uma quartanista da Grifinória. Quis saber quem era e um amigo meu disse que eram parentes... Billard era o sobrenome. Mas é só o que sei.

- Já sei de quem você está falando. Marie Elise Priest Billard. É de fato uma menina esquisita...

- Está vendo?! Está vendo?!

- Não estou vendo nada, trouxa. – disse Rudolph batendo na cabeça do mais novo. Em seu intimo ele começa a pensar que em se tratando de quem era, poderia bem ser verdade...

Andando pelos corredores, Rudolph tentava lembrar-se da menina em questão. Marie Elise. Boas notas, boas maneiras, um tanto grossa, mas de modo quase educado e refinado. Se colocasse um vestido poderia passar-se por uma dessas damas orgulhosas, ricas, esnobes e arrogantes. Nunca chegara a conversar com ela, mas... Ele não sabia o que pensar. Queria que seu irmão estivesse errado. Sabia muito bem que tipo de visão as pessoas tinham dela e não queria que essa visão piorasse.

- Que bom que encontrei com você Rudolph! Soube que foi conversar com seu irmão a respeito de uma história. – disse Brandy Greer, quintanista da corvinal, meio agitada.

- Fui sim, por quê?

- Você acreditou nele?

- Não a principio...

- Mas é verdade! Eu sei que sim!

- Como assim?

- Eu vi! Eu vi exatamente a mesma coisa! Eu estava saindo do banheiro quando ouvi alguém falando sozinha e lá estava ela, Marie Elise, falando sozinha e seus olhos estavam estranhos! Não eram normais...