Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 2 – revivendo a bruxa dourada.
Capítulo 1 – De volta.


Hogwarts de certa forma parecia menor do que antes. As torres pareciam mais baixas, os corredores, mais estreitos. O carro agora parava nos jardins do colégio e durante toda a viagem Elise não havia dito uma só palavra. Joey, a sua frente, não sabia se tudo continuaria como antes. Ele esperava que sim.

Uma semana atrás

- Oh sim, entendo. E devido à essa ausência o senhor pede que a senhorita Billard e o senhor Smith façam as provas antes. – a voz do diretor de Hogwarts era mansa e por demais “bondosa”. Elise não gostava disso.

- Exatamente. Veja, essa viagem é um ritual familiar que acontece todos os anos. Normalmente esperamos até que haja recesso no colégio e que todos os membros estejam disponíveis, mas esse ano as coisas aconteceram muito depressa. Eu não pediria se não fosse de extrema importância. – a voz de seu pai também não era diferente. Ele parecia explicar-se demais para o gosto de Elise. Ela não se incomodava de fazer as provas depois, ou de não fazê-las. Seu destino estava traçado e ela podia começar a vê-lo. Estava traçado por uma tênue linha dourada.

- Já está com tudo pronto Elise? – perguntou Joey enquanto via a menina chegar carregando uma mala.

- O que lhe parece? – respondeu irônica entregando-lhe a mala de qualquer jeito e entrando no carro. Mackenzie já estava lá dentro, e Joey agora entrava. Seu pai falava as últimas palavras com Dumbledore e preparava-se para juntar-se ao três. O motorista esperava já com o motor ligado.

Pela janela meio embaçada podia ver alunos curiosos com o que estava acontecendo. Apoiou a cabeça sobre a mão após apoiar o cotovelo em uma pequena bagagem de mão à seu lado.

Os rostos do lado de fora limitavam-se a observar e comentar uns com os outros o que estava acontecendo. Esepeculações. Agora a professora McGonagal dispersava um grupo mais eufórico. O carro ia começar a andar. Seu pai despedia-se por fim de Dumbledore e o motorista dava a partida.

Elise correu os olhos mais uma vez pelo rostos do lado de fora esperando ver o de alguém conhecido. E viu... Mais do que espearava...

Já não estava mais em Hogwarts, viajava para a “Ilha Priest” de significado vago e inútil. Rostos... Era incrível como em pouco tempo conhecera tanta gente...
Fechou os olhos. Devia ser efeito da bruxa dourada...

O carro finalmente parou e seus passageiros desceram. Elise não esperou e seguiu para seu dormitório passando direto por alunos curiosos e pelo diretor que lançou um olhar atento.

- Preciso falar com o senhor, diretor Dumbledore. – disse o pai de Elise em tom grave.

- Sim, compreendo, vamos para minha sala. – respondeu e saíram os dois. Joey e Mackenzie olhavam com olhares preocupados e ao mesmo tempo sem emoção. De certa forma entendiam o que havia acontecido e exatamente por isso um turbilhão de sentimentos os invadia: inveja, raiva, ódio, pena, compaixão...

Enquanto Elise andava meio apressada para o dormitório pode perceber diversos olhares mais do que curiosos para cima dela.
De repente um segundanista assustou-se com o que viu. Arregalou os olhos enquanto via Elise passar e se perguntassem a ele, podia jurar que a ouviu dizendo: “- Mas não vai durar muito tempo.”
Mais tarde de acordo com ele próprio, ela continuara falando alguma coisa, mas ele não ouvira. Seus colegas riram dele, mas os olhos, os olhos não eram os mesmos...