Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 1 – acordando a bruxa dourada.
Capítulo 8 – Beatrice.


As malas estavam feitas. Ninguém dizia uma só palavra sequer. Todos provavelmente assustados demais e impressionados demais com o que ocorrera na noite anterior. Eles lembravam-se de pouca coisa. Terem sido mortos e depois revividos não era uma delas. Apenas lembravam-se de estar no hall vendo Elise e de repente 7 meninas vindo suas direções e então essas meninas transformarem-se em borboletas douradas e então aquela cena de Elise envolvida pelas mesmas borboletas.
De la para cá Elise não havia dito uma palavra à ninguém, nem mesmo à Owen embora talvez isso devido ao fato dele não ter lhe dirigido a palavra.

Preparavam agora os carros para a volta. Elise, Joey, Mackenzie e o pai de Elise, Otto, iriam em um carro de volta à Howarts. O restante voltaria para casa e tentaria de algum modo aceitar ou esquecer o que havia acontecido.
Parada na entrada da mansão os olhos de Elise mudaram ao começar a falar:


O vento se torna uma tempestade
E as ondas furiosas
O mar ruge e desperta a bruxa que viveu por um milênio

Eu tenho há muito esperado para este dia!
Há muito que receava este dia!
Quem vai festejar o destino?

Oh Bruxa! Oh Bruxa!
O que é que irá anunciar?

Para a lua que atravessa a noite, a maré alta de inundações
E as gaivotas acenam a turbulentas nuvens

A maldição dourada deixou para trás palavras
E o sorriso dissimulado, são vermelhos como sangue

Com os olhos fechados, o que estás esperando?
Mesmo que você tenha tentado recolher os seus pedaços quebrados
Eu puxo a partir de seus dedos que me tocaram, eu não posso atingir você
Se não houver amor, não podemos ver o que nos salta de verdades e falsidades

Beatrice! Bruxa cruel!
Sua beleza é incomparável
Beatrice! Oh! Sua bondade é inconstante
Eu nunca poderei ser libertado de seu feitiço
Caso esta dor deva durar, pelo menos, em seguida, tende piedade de mim por apenas uma vez

Nas asas dançantes de borboletas, sonhos e realidade vêm e vão
O som da chuva que não vai parar de cair esconde as verdades e mentiras

O banquete aberto, os escolhidos são vistos
A interligação entre o ódio irá encher o copo

Em um mundo preso, o que está procurando?
Mesmo que você esteja desejando por um milagre de sermos capazes de perdoar uma outra vez
Minha voz é calada pelo vento e ela não chega até você
Se não houver amor a solidão não desaparecerá

A alegria e tristeza voltarão depois que tudo acabar
Vamos estar a deriva para a meia-noite escura do mar
Lágrimas e cicatrizes, misturam-se, tudo junto
E você, do fingimento, insere-se na escuridão

O barulho das ondas. A voz do mar é como uma canção
Ouvi-las parece-me purgar pecados cometidos
O barulho das ondas suavemente nas rochas do meu berço
Eu serenamente adormeço e tenho sonhos felizes

Com os olhos fechados, o que estás a esperar?
Mesmo que você tenha tentado recolher os seus pedaços quebrados
Eu puxo a partir de seus dedos que me tocaram, eu não posso atingir você
Se não houver amor, não podemos ver o que nos salta de verdades e falsidades

O que seus olhos fechados vêem?
Enquanto você coletar pedaços
A ponta de seu dedos tocam
Sem sermos capazes de nos unir completamente
As aparências são falsas e dissimuladas
Sem amor, não podemos ver qualquer coisa

Sem amor, a verdade não pode ser vista


Foi quando as gaivotas começaram a chorar. E seu choro, se ouvido com atenção dizia repetidamente... Beatrice. Beatrice.