Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 1 – acordando a bruxa dourada.
Capítulo 7 – Suspeite, tema, grite, fuja, enfrente, lute, mate.
No período que estavam ali os dias passavam incrivelmente depressa. 4 noites haviam se passado e os dias eram tão curtos que todos, ou quase todos, estavam amedrontados. Rezavam para que não chegasse à noite, temiam pelo que podia acontecer.
O clime de suspeira na grande mansão era imenso. Todos evitavam uns aos outros e principalmente Elise. Até mesmo Joey e Mackenzie caíram no terror que Elise pusera neles. Talvez uma pessoa apenas estivesse tão normal quanto antes e isso talvez se devesse ao fato de que sabia que estava a salvo. Owen era o único que se aproximava de Elise e a bem da verdade passavam boa parte do tempo juntos.
- E agora? – perguntou Owen à menina. Fazia uns bons 15 minutos que estavam sentados ali, em silêncio.
- E agora o que? – disse ela deitando-se na grama. Estavam afastados da casa próximos à entrada de um bosque.
- Tem que todos estão esperando as ações das noites. Passaram-se 4 noites e nada.
- Eles deviam agradecer por isso, mas... Não é verdade que nada aconteceu. Em seus intímos estão todos, exatamante como dito no enigma, suspeitando, temendo, gritando e fugindo uns dos outros. Mesmo que interiormente.
- Faltam 3 noites... Alguma ação? – pergutou Owen.
- Sim. Hoje já tem uma ação querido, não se preocupe. Você é o sádico e eu sou tomada como a vilã...
- Hm... Você também é bem sádica querida. – disse ele deitando-se a seu lado. Ficaram ali um bom tempo até anoitecer.
- O que você está fazendo Elise?! – gritou Mackenzie para a prima. Como era de se esperar, estavam todos no hall, cenário de todos os acontecimentos importantes já ocorridos e provavelmente dos que iriam ocorrer. Alguns membros da família já haviam tentado, em vão, permanecer longe e fora dali. Trancavam-se em seus quartos, evitavam passar por tal lugar, entranto quando menos esperavam eram cercados por borboletas douradas e quando viam, estavam no hall.
- Sexta noite. – disse Elise. Ela se encontrava no alto da escada, em frete à grande pintura que todos temiam. – Enfrentem.
Dito isso uma enxurrada de borboletas saiu do quadro indo em direção ao grupo no pé da escada. Conforme se aproximavam as boboletas foram tomando formas humanas, de 7 meninas portando uma espécie de espada que começaram a atacar a todos. As mesmas borboletas douradas deram forma à armas de fogo entregues à cada um deles.
Não sabiam quem eram essas 7 meninas. Não sabiam o que estava acontecendo. Só tinham certeza de que deveriam lutar. Sobreviver.
- Não está sendo cruel? – perguntou Owen pondo-se ao lado de Elise no topo da escada.
- Cruel? – perguntou ela surpresa. – Agora eu sou cruel...
- Não olhe para mim... – disse ele. – Quem são elas? – perguntou por fim.
- Elas? Stakes.
- Stakes?
- Por si só já são armas. 7 armas à serviço dela. Cada uma representa um pecado e tem um nome bastante sugestivo... Não que seja relevante.
- De modo algum... – disse Owen já imaginando os nomes das armas. – Não queremos assusta-los ainda mais com esses nomes.
Demorou pelo menos 10 a 12 minutos, na contagem de Elise, para que a primeira vitima fosse feita. Nesse meio tempo já amanhecera e caíra a noite novamente duas vezes. Era a 8 noite e permaneciam lutando. Não estavam mais concentrados no hall. Alguns fugiram para fora da mansão, outros para seus quartos. Nenhum nunca sozinho.
Após o primeiro cair, uma a um foram sendo mortos pelas Stakes do purgatório. Um a um caindo. Um a um morrendo. Indiretamente Elise matando enaquanto a nona noite tinha início.
Na nona noite a bruxa dourada irá reviver.
Uma tempestade sem chuva. Era o que acontecia agora na ilha Priest. O vento corria furioso e os trovões gritavam do lado de fora. Todos da família caídos no chão do hall. Elise permanecia de pé no mesmo lugar com Owen à seu lado. As Stakes haviam desaparecido e as mesmas borboletas douradas que haviam lhes dado forma envolviam agora cada um dos corpos e em seguida dirigiam-se ao quadro. Era como se carregassem os sacrifícios para dentro da pintura. Quando a última borboleta transpassou a tela uma forte luz tomou conta da sala. Todos os parentes de Elise estavam de pé novamente, vivos, vendo o que estava acontecendo. Elise de frente para o quadro estava envolta em borboletas douradas. Sua roupa havia se rasgado nas costas revelando nelas a figura de uma asa dourada que brilhava.
Antes de tudo acabar podiam jurar ter visto a mesma mulher do quadro atrás de Elise que então caiu de joelhos no chão.