Da série “O Conto da Bruxa de Ouro”
Parte 1 – acordando a bruxa dourada.
Capítulo 6 – Sacrifício.
- Pode ir dizendo Elise, o que significa isso?! – perguntou Howard parado na entrada da cozinha apontando para o corpo de um serviçal, sem vida.
Toda a família estava presente em diversos graus de envolvimento. Enquanto alguns exigiam saber a resposta, outros preferiam nem saber que havia um corpo ali e que provavelmente Elise era a responsável.
- Como eu vou saber? – disse a menina dando de ombros.
- Não se faça de desentendida mocinha! Você foi a única de desvendou o enigma e agora esse corpo aparece aqui, do nada! Não quer que acreditemos que foi o coelhinho da páscoa?! – dizia Howard uma oitava acima.
- Não espero que acreditem em nada, não adiantaria nada mesmo.
- Elise, minha filha, por favor. – pediu Annelise.
A menina olhou para cima e suspirou. Teria... Teriam de deixa-la em paz.
- Se querem saber, eu já tenho a chave e como bem diz o enigma, no primeiro dia, ofereça pela chave um sacrifício.
Parado próximo ao corredor Owen riu. Ele sabia muito bem, tanto quanto Elise, de que aquele sacrifio não fora feito por ela e muito menos pela chave. Ele só não sabia quem havia feito, ao passo de que Elise...
- Então... – disse Samuel.
- Então é bom se prepararem. – disse a menina. – Ora, não façam essas caras estúpidas! E não digam que estão com medo?! Vou contar um segredo – disse Elise. Sua face tomando uma forma ligeiramente assutadora. – Esse enigma... Foi feito para mim. Tudo o que vai acontecer a partir de agora já estava destinado à acontecer. Tudo... Preparado... Por...
Como se acompanhassem a menina, raios iluminaram a sala revelando ao claro a grande pintura de uma mulher loira, linda, com uma expressão serena e ainda assim assustadora.
Ainda assim todos esperavam apreensivos Elise dizer o nome. Não faziam idéia de qual nome seria, quem seria, apenas queriam saber. A menina entretanto não disse nada. No momento em que todos achavam que ela ia falar, borboletas douradas invadiram a sala cegando parcialmente à todos. O brilho era intenso e ao mesmo tempo escuro. Antes que se dessem conta, era dia novamente.