ENCONTREI SEU CÃO
(autor desconhecido) – Radio Globo em 23/07/05
Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum, não querem um cão. Acho que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o abandonou aqui. Mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava próximo a minha casa... estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata. Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele só para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Queria ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim, à sua procura... Mas eu não era você.
E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.
Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Fui para casa, enchi um balde d'água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência . Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrar você.
Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida, que havia trazido, fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida.
Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você nem se importou que pudesse acontecer.
Voltei na manhã seguinte e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele.
Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros sem se dar conta.
A uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo sofrimento.
Seu cão morreu.
Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei pelo seu cão, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar no céu que ele merecia. Se você soubesse por quanta coisa ele passou... E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado. 
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crime 28/10/2006 | |
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A condenação não traz a cachorrinha de volta, e nem ameniza a revolta, mas prova que a Sociedade já começa a condenar de verdade quem comete este tipo de crime horrendo...
Precisamos entender que pessoas como os rapazes que assassinaram a cadela Preta são capazes de muito mais. Isso é o começo. O que se pode esperar de alguém que sente prazer em arrastar pela rua um ser indefeso e inocente que grita por sentir tanta dor???!!!
Nunca uma história de crueldade contra os animais havia deixadoa sociedade tão perplexa como o caso ocorrido com a cadela Preta, da cidade de Pelotas. Um suposto grupo de jovens teve a audácia de amarrar o cachorro em um carro e o arrastar por mais de 500 metros. Os pedaços do animal, que estava prenhe, ficaram pelo caminho. Os responsáveis são os jovens Alberto Conceição da Cunha Neto, de 21 anos, Fernando Siqueira Carvalho, de 22 anos e Marcelo Schuch, de 21 anos.
O caso reacende a discussão sobre os direitos dos animais. Cabe aqui, portanto, um pequeno lembrete: os bichos não estão aí para nos servir. Esqueçam de vez a tão comum visão antropocêntrica, que tanto nos cega para a importância de outras vidas que não sejam as humanas. Os animais e as plantas podem muito bem viver sem o homem, como já viveram por milhões de anos, mas o inverso não é verdadeiro.
Afinal, como já dizia o escritor francês Voltaire, "se os homens fossem a grande criação de Deus, a Terra não seria tão insignificante no Universo".
Para finalizar, mais uma frase, desta vez de Humboldt, para alfinetar nossa inexorável pequenez. "Avalia-se o grau de civilidade de um povo pela forma como trata seus animais". Como estamos nos saindo, então?
VIVA A CONDENAÇÃO DOS ASSASSINOS DA PRETA!
QUE A JUSTIÇA PREVALEÇA!
CONDENAÇÃO DOS ASSASSINOS DE PRETA SAIU
Culpados por matar cadela
Rapazes vão pagar R$ 5 mil por torturar animal até a morte
PELOTAS (RIO GRANDE DO SUL) - Os três rapazes acusados
de envolvimento na morte de uma cadela, que foi amarrada a um carro e arrastada pelas ruas de Pelotas, foram condenados a pagar R$ 5 mil ao canil municipal e obrigados a prestar 12 meses de serviços comunitários por maus-tratos contra o animal. A decisão foi determinada ontem pelo Juizado Especial Criminal de Pelotas. Fernando Siqueira Carvalho, 22 anos, Marcelo Ortiz Schuch, 21, e Alberto Conceição da Cunha Neto, 21, aceitaram a proposta apresentada pelo Ministério Público.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o local onde os acusados vão prestar serviços ainda não foi definido, pois eles informaram que mudarão de cidade. O crime, que
aconteceu na madrugada de 9 de março, chocou os moradores da cidade. Preta, como era conhecida, tinha um ano e três meses e estava prenhe. Ela foi amarrada e arrastada por seis quadras.



Entenda a superpopulação de cães a partir do exemplo de uma única fêmea que cruze nos dois cios anuais, gerando uma média de 6 filhotes a cada gestação.
Pessoal , vamos entrar nesse site www.animalsmatter.org e assinar a petição. Ao atingir 10 milhões de assinaturas, sera criada uma lei universal de direito dos animais!!
Você pode nos ajudar a obter o reconhecimento e a proteção dos animais em todo o mundo, unindo a sua voz à de 10 milhões de pessoas, para apoiar a campanha "Para Mim Os Animais Importam!".
Os animais e o tratamento que Ihes damos são muito importantes! Faça com que os animais sejam importantes também para o Governo. Faça saber ao nosso Governo que os animais são importantes para você e para o nosso país. É simples e fácil, basta assinar!
- Os protetores
Até quando essa situação vai continuar? Até quando seremos
Todos os dias, centenas de cães e gatos são abandonados nas ruas de nossa cidade, seja por doença, velhice ou qualquer outro motivo. Existem outros tantos também que nasceram e sempre viveram perambulando pelas ruas de Recife à cata de comida e um pouco de carinho. Há ainda aqueles que vivem em residências cuja situação é de total descaso e maus tratos.
No entato, há Protetores anônimos que também todos os dias sensibilizam-se com essa situação e cedem aos apelos de olhares serenos, pacíficos, tristonhos dos milhares de animaizinhos que padecem. Olhos de quem precisa de um dono.
Ao adotar um animal abandonado, você ganha um amigo e salva uma vida. E é em nome de todos esses cães, falando a linguagem do coração deles, que queremos homenagear você, protetor anônimo, contando a história desse seu belíssimo gesto.
Envie as histórias.
Neste lado do paraíso existe um lugar chamado Ponte do Arco-Íris. Quando um animal morre vão para a Ponte do Arco-Íris. Lá existem campos e colinas para todos os nossos amigos especiais, pois assim eles podem correr e brincar juntos. Lá existe abundância de comida, água e raios de sol, e nossos amigos estão sempre aquecidos e confortáveis.
Todos os animais que já ficaram doentes e velhinhos estão renovados com saúde e vigor; aqueles que foram machucados ou mutilados estão perfeitos e fortes novamente, exatamente como nós nos lembramos deles nos nossos sonhos, dos dias que já se foram.
Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma coisinha: cada um deles sente saudades de alguém muito especial, alguém que foi deixado para trás. Todos eles correm e brincam juntos, mas chega um dia quando um deles para de repente e olha fixo na distância. Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo impaciente começa a tremer levemente. De repente, ele se separa do grupo, voando por sobre a grama verde, mais e mais rápido.
Você foi visto e quando você e seu amigo especial finalmente se encontrarem ficarão unidos num reencontro de alegria, para nunca mais se separar. Os beijos de felicidade vão chover na sua face; suas mãos vão novamente acariciar tão amada cabecinha, e você vai olhar mais uma vez dentro daqueles olhos cheios de confiança, que há muito tempo haviam partido da sua vida, mas que nunca haviam se ausentado do seu coração.
Então vocês, juntos, cruzarão a ponte do Arco-Íris.
A Ponte do Arco-Íris, autor desconhecido
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