Historia da Peshitta Aramaica
Por Paul D. Younan
Traduzido por Caru Muricca e Adaptado
por Nyud'raá Bar
Avraham
A Peshitta é a Bíblia oficial da
Igreja do Oriente, o nome Peshitta, em aramaico, significa "Simples,
Puro", em outras palavras, o texto original e
puro do 'Novo' Testamento. A Peshitta é o único
e autêntico texto que contém os "Escritos
dos Nazarenos" ('Novo' Testamento) que foi escrito
em Aramaico. A língua de do Messias (Lishanad
Mshikha) e de seus discípulos (Talmideh).
Em referência à originalidade da Peshitta, as palavras de Mar Eshai
Shimum, Patriarca dos Católicos da Igreja do Oriente, estão
sumarizadas abaixo:
"Em referência a originalidade dos textos da Peshitta, como Patriarca
e Líder da Sagrada Apostólica Igreja do oriente, gostaria de afirmar
que a Igreja do Oriente recebeu as Escrituras das mãos dos próprios
abençoados apóstolos no original em Aramaico, a língua falada
pelo Nosso S-nhor Jesus Cristo (Maran Yisho' Mshikha),
e assim a Peshitta é o texto da Igreja do Oriente que veio dos tempos bíblicos
sem nenhuma mudança ou revisão."
Em referência ao Aramaico, o Patriarca Latino Máximo
no Vaticano, disse:
"Cristo, depois de tudo falou na língua de seus contemporâneos.
Ele ofereceu o primeiro sacrifício da eucaristia em Aramaico, a língua
compreendida pelas pessoas que o ouviam. Os Apóstolos e os discípulos
fizeram o mesmo e nunca em outra língua..."
Estes são tópicos altamente contestados no Cristianismo ocidental.
A comum e errada concepção de que o 'Novo' Testamento foi orginalmente
escrito em Grego, ainda persiste hoje em vasta maioria das denominações
cristãs.
A maioria dos acadêmicos e teólogos afirmam
que Yishu'a Meshicha
(Yeshua O
Messias ),
os Apóstolos,
discípulos e os judeus em geral falavam
em Aramaico, apesar de muitas instanciais do Aramaico
sobreviverem nos Manuscritos do 'Novo' Testamento em Grego.
Mesmo assim, eles ainda mantém
a opinião de que o 'Novo' Testamento foi escrito
em Grego, pelos Apóstolos
e pelos discípulos de Meshicha
(Messias).
A Igreja do Oriente sempre rejeitou essa possibilidade.
Nós acreditamos
que os livros do 'Novo' Testamento foram originalmente escritos em aramaico e
depois traduzidos para o grego pelos cristãos do oeste do 1o séc,
mas nunca dos cristãos do leste, onde o aramaico era a língua
franca do Império Persa.
Nós também defendemos que depois dos livros serem traduzidos para
o Grego, os originais em Aramaico foram descartados pela Igreja
do Ocidente (Romana) que era completamente
adepta do Grego.
Este não foi o caso da Igreja do oriente, que tinha em sua maioria judeus
(especialmente na Babilônia e Adiabene) por um período
muito maior.
Mesmo quando a Igreja do Oriente se tornou mais gentílica, o Aramaico
foi preservado e usado, ao invés da tradução em várias
línguas vernaculares das regiões do leste
do rio Eufrates.
Até o oeste do rio Eufrates, na terra Santa, a língua principal
era o Aramaico. As cerimônias semanais na sinagoga, chamadas de Sidra ou
Parashah, com o Haftorah, eram acompanhadas por um tradutor de Aramaico, de acordo
com as traduções estabelecidas.
Um número de Targumins Aramaicos foi comprometido na escrita, alguns em
caráter não-oficial e de uma antiguidade considerável. O
Guemara do talmud de Jerusalém foi escrito em Aramaico, assim como o Talmud
Babilônico, e o Guemara recebeu sua forma definitiva no quinto século.
O Talmude Babilônico com seus comentários, apenas 36 dos 63 tractares é quatro
vezes maior do que o Talmude Jerusalém. Esses Guemarot com muitos
outros materiais, foram organizados no quinto século e estão
em Aramaico.
Desde 1947, aproximadamente 500 documentos foram descobertos
em 11 cavernas no Wadi Qumram perto do Mar Morto. Contendo
rolos e fragmentos em Hebraico
e algumas porções de fragmentos de rolos
em Aramaico.
O Hebraico e o Aramaico são línguas irmãs, e sempre permaneceram
as características mas marcantes dos Judeus e Cristãos do oriente,
na vida religiosa e cultural, até os dias de hoje.
A Bíblia Aramaica, é conhecida como "Texto Peshitta" em
aramaico, e foi originalmente escrita em um dialeto do noroeste da Mesopotâmia,
que ao passar do tempo se desenvolveu e se aperfeiçoou-se
no dialeto que conhecemos hoje como Orhai.
Orhai, foi uma cidade-reino, que mais tarde foi chamada
de Edessa pelos Gregos e agora é conhecida como Urfa, na Turquia. Haram, a cidade de Nahor, irmão
de Avraham (Abraão), fica a 38 km à sudoeste de Orhai. A
grande colônia de judeus de Orhai e as grande colônias
judaicas na Assíria, no reino de Adiebene, cuja casa real foi convertida
ao Judaísmo (que na época era conhecida como os Nazarenos). possuindo a
maioria dos textos da bíblia neste dialeto, o Tanakh
da Peshitta ('Antigo' Testamento). esta versão foi aceita por todas
as Igrejas orientais, que usavam e ainda usam o Aramaico, da Índia ao
Turquestão e na China.
A Tanakh da Peshitta foi completado durante a era Apostólica,
com os escritos dos Nazarenos ('Novo' Testamento).
Para este manuscrito, eu estou usando o texto Peshitta
da igreja oriental, no qual eu seguirei a seqüência
do livros, que coloca a Epistola geral (Yaqub, Kipa e Yukhanan)
imediatamente depois dos Atos dos Apóstolos,
e antes da carta de Shaul (Paulo). A Peshitta não
contém 4 epistolas
gerais ( 2 Pedro, 2 e 3 João
e Judas),
o livro de Apocalipse e nem a história da mulher
adúltera (João 8) Estes textos
não são fazem parte do Cânon da
Igreja do Oriente. Os
escritos originais da Peshitta estão na escrita
Estrangelo, onde não ha
marcação de vogais, e que foi introduzidos
os "Dipa (pontos
vocálicos) no quinto século, para facilitar
a leitura."