Pérolas Restauradas - Peshitta Aramaica
Os créditos destes achados são do Sha'ul Bentsion, do grupo
Torah Viva.

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| Fonte da Água Viva | Tudo é permitido | Romanos 9 | O Dia de Yokhanan | MarYah: S-NHOR ou Senhor? |
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| Tudo posso naquele que me fortalece[?] | Justiça sem Lei? | É um fantasma... | Yeshua é YHWH? |
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| Tutor ou tutores? | Colossenses 2:16-17 | A Torá e o Messias |
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Fonte da Água Viva - ^ Topo

Shalom achim (irmãos),
Em minha incessante busca pelas diferenças entre o texto grego e o
original aramaico, encontrei mais uma pérola lindíssima, que estava
totalmente perdida no grego.

No texto de 1 Yokhanan (João) 2:23, encontramos no grego:
2:23
pav o arnoumenov ton uion oude ton Patera exei

"Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa
o Filho, tem também o Pai." (1 Yochanan / João 2:23 - Textus Receptus)


O texto aramaico é um pouco diferente:
0dwm 0b0b P0 0rbb 0dwmd Nm Nmyhm 0b0b fp0 0rbb rpkd whw 2:23

"Aquele que nega o Filho, não confia no Pai. Aquele que confessa o
Filho, confessa também o Pai." (1 Yokhanan / João 2:23 - Peshitta)


Deixo para os teólogos de plantão comentarem a diferença semântica,
se é que há alguma. Mas o mais interessante não está nesta pequena
variação, mas sim na palavra "Filho".

Aqui, para 'Filho', Yokhanan (João) não usa o tradicional 'Bar' (rb), mas
sim 'Babra' (), que também significa 'Filho'. Porém, 'Babra' se escreve
Bit-Bit-Resh-Alap, exatamente a mesma grafia da palavra 'B'bira',
que quer dizer "poço" ou "fonte de água", pois o aramaico, assim como
o hebraico, é normalmente escrito sem as vogais.

Sabendo que os textos de Yokhanan são muito ricos em seu nível SOD
(vide artigo sobre como interpretar as Escrituras como um judeu),
creio que esta escolha não é por acaso.

Aqui, Yokhanan faz uma referência envolvendo tanto o Pai quanto o
Filho. Compare o 'trocadilho' de Yokhanan com os textos de Jer. 17:13
e Jo. 4:14:

"Os que se apartam de ti serão inscritos no pó; porque abandonam
ADONAI, a fonte das águas vivas." (Jer. 17:13)

E ainda:

"mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo
contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que
jorre para a vida eterna." (Yokhanan / João 4:14)

Vemos dois versículos, um chamando o Eterno de fonte de água viva, e
o outro chamando a Yeshua de fonte de água viva.

Ou seja, juntando estas duas referências, podemos enfim entender o
que Yokhanan está demonstrando:

"O Filho e o Pai são a mesma pessoa, isto é, ADONAI (ref. a Jer. 17 e
Jo. 4). E somente confessando o Mashiach, teremos a fonte de água
viva, isto é, a vida eterna"

Este paralelo que nos leva ao nível SOD do versículo é totalmente
perdido na tradução grega.

Baruch HaShem (Bendito Seja o Nome) que Ele nos oferece mais esta maravilha!

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Tudo é permitido? - ^ Topo



Shalom chaverim (amigos),
Continuando o nosso trabalho de pesquisa, o achi(irmão) Walter me questionou
sobre 1 Co. 6:12 e 10:23 (que são muitos semelhantes). O texto grego
dá uma idéia esquisita, de que todas as coisas são permitidas, o que
nos leva a pensar se é permitido matar, por exemplo.

Bom, resolvi checar o aramaico, e eis que encontrei em 1 Co 6:12:
+lt4n f $n0 Yl9 f0 Yl +yl4 Lk Yl Xqp Lk f f0 Yl +yl4 Lk 6:12

"Kul shaliyt li ala lo kul pakakh li kul shaliyt li ala elai anash lo
neshtalat"


Eis que encontramos uma poesia semita! (Repare na repetição de
palavras). Normalmente, a tradução de tal estrutura não é fácil, e
pode gerar confusão. Outra confusão está na tradução do
termo 'shaliyt', que não significa apenas 'permitido', mas sim tem um
sentido legal. Isto, é, 'permitido pela lei'. Uma tradução desta
poesia semita seria:

"Nem tudo o que a Torá permite é conveniente; Nem tudo o que a Torá
permite é para que tenha domínio sobre o homem."
(1 Co. 6:12 - do
aramaico)


Isto faz muito sentido, se pensarmos naquilo que Yeshua ensinava
quando dizia "Ouvistes... eu vos digo ainda..." . Muitas vezes, a
permissão na Bíblia é uma 'concessão' de D-us, ou é um primeiro
passo, o que não quer dizer que seja o ideal!

No grego, não só perdemos este maravilhoso paralelo com os
ensinamentos de Yeshua, como ainda ficamos com a impressão de que
podemos fazer de tudo.

Isto também casa com o que Yeshua disse: "Pois eu vos digo que, se a
vossa justiça não exceder a dos professores da Torá e p'rushim (fariseus), de
modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mt. 5:20)

D-us não "liberou geral", muito pelo contrário, a nós a quem mais foi
confiado (a revelação de Yeshua), mais será exigido!

Mais uma pérola que encontramos no aramaico! Baruch HaShem! (Bendito
seja o Eterno)




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Romanos 9 - ^ Topo

Shalom chaverim (amigos),
Investigando Romanos 9, me deparei com a seguinte frase no versículo 31:

"Mas Israel, buscando a lei da justiça, não atingiu esta lei.
"

Achei a tradução meio anti-semita, e resolvi investigar o que dizia o
aramaico. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com a seguinte
frase, na Peshitta:
<rd0 f Fwn0kd 0swmnl Fwn0kd 0swmn rtb 0wh +hrd Nyd Lyrsy0 9:31

"Aisrayil dein d'rahet haoa b'atar namosa d'kianuta l'namosa
d'kianuta lo adrek"


Uma tradução interlinear (isto é, palavra por palavra) seria:
"Israel porém correr* buscar foi lei justiça para lei justiça não
compreender"

* aqui 'correr' é obviamente no sentido de esforço

Organizando a frase, temos a seguinte tradução a partir do aramaico:
"Mas Israel, esforçando-se em buscar a Torá para a justiça, não
compreendeu a justiça da Torá."

Veja como o aramaico esclarece a questão! E a poesia do texto fica
evidente no trocadilho entre "Torá para a justiça" e "justiça da
Torá"!


E mais: cai como uma luva no contexto de Romanos 9, juntando este
verso com o logo abaixo, temos:


"9:31 Mas Israel, esforçando-se em buscar a Torá para a justiça, não
compreendeu a justiça da Torá. 9:32 Por que? Porque não a buscavam pela
fé, mas por legalismo; e tropeçaram na pedra de tropeço;"


Como é perfeita a Palavra do Eterno! Baruch HaShem! (Bendito seja O
NOME)




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O Dia de Yokhanan (João) - ^ Topo

O Aramaico Esclarece o Apocalipse
Por Sha’ul Bentsion
Baseado em material de Joe Vial

1 - Introdução

Em meu estudo recente do manuscrito Crawford de Apocalipse (em aramaico), encontrei uma situação inusitada logo de cara.

Em Ap. 1:10, na qual Yokhanan (João) diz em que dia ele teve a visão, encontramos a expressão "yomá d'khad'bsába".
0bsb9dxd 0mwy

2 – Quando Foi Yokhanan Tomado Pela Ruach?

Essa expressão significa literalmente "Primeiro Dia do Sétimo". Alguns tentam supor que esta leitura significaria "no primeiro dia da semana", mas seria uma leitura pouco usual no aramaico. O mais correto seria traduzir como "Primeiro Dia do 7o. Mês" - Mas será que isso tem fundamento na Torá? O que diz a Torá sobre esta época?

"Semelhantemente, tereis santa convocação no sétimo mês, no primeiro dia do mês; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de soar o shofar." (Bamidbar/Números 25:1)

Sabemos que este é um dia em que se soa o shofar, conhecido como Yom Teruá. Agora, o que mais podemos achar sobre o soar o shofar na Palavra?

"Por isso se expiará a iniqüidade de Ya’akov (Jacó), e este será todo o fruto de se haver tirado seu pecado... E será naquele dia que se tocará um shofar gadol, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que foram desterrados para a terra do Egito, tornarão a vir, e adorarão a YHWH no monte santo em Yerushalayim." (Yeshayahu/Isaías 27:9-13)

Então este será o dia do chamado "arrebatamento" de Israel, o dia em que todos seremos levados à nova Yerushalayim. E o que mais dizem as Escrituras sobre este dia?

"Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som do shofar de Elohim, e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro." (1 Tess. 4:16)

Não é difícil perceber que Yom Teruá (o “Dia do Toque do Shofar”) é uma festa profética que aponta para o dia em que o Mashiach retornará à terra.

3 – A Confirmação de Apocalipse

Mas como podemos ter certeza de que Yokhanan se refere a Yom Teruá?

Se continuarmos no livro de Apocalipse, perceberemos que a temática do livro é idêntica à mística judaica que envolve a época das festas bíblicas de outono. As vestes de Yeshua em Apocalipse 1 são idênticas a Daniel 7, onde a temática também é o julgamento. Na tradição judaica esta época é associada ao juízo, pois o Yom Kipur, o décimo-quinto dia do sétimo mês, é o “Dia da Expiação”. A temática de Apocalipse é cheia destes elementos: portas, selos e livros sendo abertos e fechados, julgamento e redenção, etc.

Agora vamos para outra questão: será que Yokhanan está falando do dia em que ele teve a visão? O aramaico permite duas leituras:

- A primeira delas seria a de que Yokhanan teria sido tomado em mistério no próprio Yom Teruá, quando Yeshua teria então revelado a ele o verdadeiro significado profético do Yom Teruá.
- A segunda seria a de que Yokhanan teria sido tomado pela Ruach e teria sido “levado” até o Yom Teruá final, o Dia de Yeshua.

Pela forma em que o texto é escrito, a segunda opção é a mais viável, embora a primeira não deixe de ser possível

4 - O Dia do S-nhor

Fazendo uma análise do aramaico, não é difícil perceber por que o grego traduz a expressão "yomá d'khad'bsába" (0bsb9dxd 0mwy)como “kurios hemera” (kurioj hmera), Dia do S-nhor. Possivelmente, quem leria o grego não entenderia a referência ao Yom Teruá. Portanto, o tradutor optou pela clareza do sentido, simbolizando que Yokhanan teria visto “o Dia do
S-nhor”, isto é, o Dia da volta do Messias.

Munidos da cultura romana de muitos séculos depois, alguns passaram a tentar propor que este “Dia do S-nhor” seria o domingo. Contudo esta leitura não faz o menor sentido por três motivos:

- Primeiramente porque não existia o domingo na sociedade judaica. O “primeiro dia” ao qual Yeshua ressuscitou é Yom Rishon, o primeiro dia semana no calendário judaico, que começa ao pôr-do-sol de sábado
- Em segundo lugar, porque a associação do domingo como sendo o “Dia do S-nhor” é criação da igreja já paganizada, e não uma idéia original
- Em terceiro e último lugar, porque jamais “kurios hemera” poderia ter sido traduzido para o aramaico (supondo uma falsa premissa de primazia grega) como “primeiro do sétimo” – não faria o menor sentido

Não é difícil verificarmos que, na Bíblia, não existe referência alguma ao domingo como “Dia do S-nhor”.

5 - O Nível SOD

O mais interessante desta análise é que podemos ver claramente que o livro inteiro de Apocalipse é uma leitura nível SOD (vide artigo sobre como interpretar as Escrituras como um judeu) dos eventos que se sucedem entre Rosh HaShaná (Yom Teruá) e Yom Kipur.

Ou seja, para entendermos corretamente este livro, precisamos conhecer bem a tradição judaica a respeito de Rosh HaShaná, do Yom Kipur, e do julgamento que há entre eles.

6 - Conclusão

A leitura mais provável, embora um pouco interpretativa, de Apocalipse 1:10 é:

“Eu fui levado [em visão] pela Ruach até o Yom Teruá [Final]...”

E nos indica que, para entendermos tanto a cronologia quanto o simbolismo de Apocalipse, é fundamental estudarmos a Torá com relação às Festas Bíblicas de Outono, bem como conhecermos a tradição judaica referente a este período, para podermos entender a figura de linguagem aplicada por Yokhanan.

 


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MarYAH: S-NHOR ou Senhor - ^ Topo

 

Citação:

Porém eu creio que devo também falar do que não concordei nela...
Pelo fato da versão colocar o Tetragrama Sagrado como nome de Deus (em substituição ao termo "Senhor"), há ocorrências de precipitações como acontece na Tradução do Novo Mundo, onde as testemunhas de J-ová usam o nome J-ová no lugar de S-NHOR, algumas vezes era pra ser Senhor mesmo e não YHVH...Todo cuidado é pouco, afinal estamos usando o nome do Santíssimo, às vezes podemos usá-lo em vão...Podemos chamar de YHVH, quando na verdade o Senhor da passagem era Y'shua e não YAH!!!


Gostaria de aqui explicar como chegamos ao Tetragrama no NT, para que então pudéssemos discutir qualquer passagem específica.

Primeiramente, gostaria de dizer que não vejo como por acaso o uso do Tetragrama em referência a Yeshua. A Peshitta é extremamente clara no quesito divindade de Yeshua: coloca Yeshua como uma manifestação da essência de D-us (não vou entrar aqui em muitos detalhes pra não fugir do tópico) - coisa que o grego ou perdeu, por falta de termo adequado para descrição, ou sofreu revisão pós-Concílio de Nicéia (hipótese que eu considero mais provável) pois algumas destas passagens que deixam clara a divindade de Yeshua também deixam claro que não há duas ou três pessoas distintas, e que AD-NAI echad!

Isto posto, como chegamos ao Tetragrama? Simples: o Tanach da Peshitta traz a expressão "MarYah" (0yrm)toda vez que o hebraico traz o Tetragrama (hwhy). Esta expressão também é usada no NT em diversos pontos. Não há uma relação direta entre MarYah (0yrm) e Kurios (kurioj) ou Theos (qeov)no grego, o que reforça o indício da originalidade aramaica. É bom reforçar que até o NT, MarYah é usado EXCLUSIVAMENTE na Peshitta para indicar o nome do Eterno.

Uma análise linguística de MarYah também aponta para o Tetragrama, pois MarYah é uma palavra composta. Os dois radicais são "Mar" (rm)(mesma raíz de "Maran" - repare que onde temos "Senhor" é porque a Peshitta traz "Maran" (Jrm), que quer dizer "Senhor" e Yah (0y), que é uma alusão ao nome de D-us. Logo, teríamos "S-nhor Yah". Existe um estudo excelente a respeito do tema, feito pelo aramaicista e teólogo messiânico Andrew Gabriel Roth. O estudo dele pode ser visto neste link:

http://aramaicnttruth.org/downloads/outside/AramaicJesusGodMaryahAlaha.pdf

 

Levando-se em conta os argumentos de que:
1 - No Tanach a Peshitta traz MarYah (0yrm) onde no hebraico temos o Tetragrama (hwhy);
2 - No Tanach, esta palavra aparece exclusivamente se referindo ao Eterno;
3 - No NT, esta palavra só aparece em referência direta a D-us (cerca de 200), e em algumas poucas (cerca de 30~40) referências a Yeshua;
4 - A raiz linguística da palavra aponta para S-nhor + Yah;
5 - A palavra "Maran" (Jrm)é usada como "Senhor" em diversos outros pontos, distinguindo-se do uso de MarYah (0yrm).

0yrm = MarYah = Yud-Hey-Vav-Hey

Jrm = Maran = Senhor

Conclusão:

A conclusão de vários aramaicistas, tanto acadêmicos messiânicos quanto acadêmicos da igreja do oriente, é de que MarYah no NT também se refira ao Tetragrama. E que o uso de MarYah em referência a Yeshua seria um indício de sua divindade.

Creio que esta linha de raciocínio (que não é originalmente minha, vale ressaltar) é bem mais apropriada do que a linha do David Stern, que em sua "Complete Jewish Bible" simplesmente atribuiu o Nome do Eterno, a partir dos manuscritos gregos, onde ele imaginava que cabia.

 

 

Tudo posso Naquele que me fortalece - ^ Topo

 

Recentemente uma pessoa me questionou acerca da observância da Torá dizendo "posso todas as coisas naquele que me fortalece."
Aparentemente, a pessoa havia entendido que o "posso todas as coisas" significaria que ela poderia transgredir às Leis de YHWH, como por exemplo não observar o Shabat.

Mas será que é isso que dizem as Escrituras?

Ao examinar o aramaico, tive uma surpresa. O versículo diz literalmente:
"D'Kul medem metsea ena cheila b'Meshicha d'amechayel li"

Yl Lyxmd 0xy4mb fyx 0n0 0cm Mdm Lkd

Traduzindo palavra por palavra, temos:
"Que todas coisas posso eu "força/obra poderosa" no Messias que
fortalece a mim"

Não só os tradutores gregos removeram as palavras "Meshicha" (-se: mechirrá)que significa Messias, como ainda removeu também a palavra "cheila" (lê-se: rrêilá), que no aramaico significa força ou obra poderosa, e é essencial dentro dexte contexto.

Ordenando a frase temos:

"Encontro o poder para suportar todas as coisas no Messias que me fortalece." (Filipenses 4:13 - do aramaico)

É claro que mesmo no grego, a interpretação da pessoa que me questionou está completamente distorcida. Contudo, no aramaico é ainda mais claro. E se olharmos o contexto, vemos que casa
perfeitamente, pois ele falava de suas dificuldades, necessidades (até fome aparentemente ele passou), e tribulações. Mas, mesmo assim, ele afirma que no Messias ele encontra a força necessária para vencer tudo isso.

Para a tristeza de muitos, essa tradução põe por terra o "chavão" que era usado em muitos lugares para querer dizer que essa passagem se referia ganhar bênçãos materiais, ou eliminar todas as provações.
Muito pelo contrário, a passagem diz que mesmo quando estamos em dificuldade material, mesmo quando passamos por provações, nossa força para suportá-las está no Messias.

Lamentavelmente, muitos viraram o versículo do avesso, por conta da omissão do grego.


 

Justiça sem Lei? - ^ Topo

Em Romanos 7, Paulo diz que a Torá é justa. Porém, em Romanos 3:21, nas traduções romanizadas das filhotinhas de Bavel, encontramos o seguinte absurdo:

"Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de D-us, tendo o testemunho da lei e dos profetas" (Rm 3:21 Almeida)

Verificando o aramaico para a expressão que é traduzida como "sem a lei" (repare ainda que lei está em minúsculo, tal o desprezo de Bavel por ela), encontrei a seguinte expressão:

Dalet-Lamed-Alef (1a. palavra) 0ld
Nun-Mem-Vav-Samech-Alef (2a. palavra) 0swmn

Essa expressão poderia ser lida de duas formas (visto que o aramaico da Peshitta não é escrito com vogais):

d'loa namusa ("de não" lei)0swmn 0ld
OU
dalea namusa (a partir da lei)0swmn 0ld

Detalhe: A primeira expressão não faria sentido quase algum no aramaico. Fica bem claro, até mesmo pelo contexto, que a expressão correta aqui é "dalea namusa".
O fenômeno que observamos aqui é uma confusão do tradutor grego, que leu d'loa ao invés de dalea (semelhante à questão do "camelo na agulha" ao invés de "corda na agulha", entre outras) Ou seja, a leitura correta de Romanos 3:21 seria:
"Mas agora, a partir da Torá, tem-se manifestado a justiça de Elohim, que é atestada pela Torá e pelos profetas;"

Veja quanta diferença!!!

Isso inclusive casa completamente com o contexto geral das Escrituras, visto que Yeshua, a justiça de Elohim, é manifesta sim a partir da Torá, uma vez que foi prometida por diversas vezes na mesma, desde a queda do homem até a promessa de Moshe acerca do Messias. E sabemos que Yeshua é a Torá viva.

Baruch HaShem (Bendito seja O Nome) porque Ele tem nos revelado a Verdade!


 
É um fantasma... (Marcos 9:2-4) - ^ Topo

A palavra que no grego aparece como "Phantasma" (o termo no português vem do grego) é traduzida do aramaico "D'chezoa", que quer dizer "aparição". A palavra "fantasma" também quer dizer "aparição".

Já a palavra "O'Ashtarlap", que é a palavra aramaica para "transfigurou" significa "alterou-se", "mudou", "transformou-se".
O contexto aqui foi uma VISÃO. Em se tratando de uma visão, temos que discernir da realidade. Yeshua não recebeu nem invocou espíritos aqui. O que temos apenas é uma visão dada por D-us que legitimava a Yeshua através das profecias da Torá e dos Profetas.

Contudo, usar tais para criar algum conceito teológico que defenda o receber espíritos (na realidade, receber demônios) é deturpar as Escrituras. O fato de que eles criam em histórias folclóricas (provavelmente por influência de outros povos - lembre-se que Galil era conhecida como Galil dos Gentios), não significa que a Bíblia defenda tal coisa.

Como é de costume em seitas, os espíritas tiraram a Bíblia do contexto, e extrairam apenas aquilo que lhes interessava, pois a Bíblia é cheia de passagens que vão radicalmente contra a doutrina e a prática do Espiritismo. A doutrina Espírita NÃO vem da Bíblia, mas sim dos escritos de Allan Kardec.


 

Yeshua é YHWH? - ^ Topo

Yeshua é YHWH? o Aramaico responde!!!
Mais uma vantagem dos manuscritos Aramaicos: deixam claro, CLARÍSSIMO que Yeshua é Yud-Hey-Vav-Hey ("YHWH", "MarYAH" no Aramaico).
Existem 32 referências DIRETAS à divindade de Yeshua nos manuscritos Aramaicos, que não constam nos manuscritos gregos. Vou citar aqui algumas:

"A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Yeshua Meshicha (este é MarYAH sobre todos)" (Atos 10:36)

"Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pela Rucha d'Alaha {Espirito de D-us}, diz: Yeshua é amaldiçoado! e ninguém pode dizer: Yeshua é MarYAH (YHWH)! senão pela Rucha d'Qudsha {Espirito de Santidade}." (1 Coríntios 12:3)

"e toda língua confesse que Yeshua Meshicha é MarYAH, para glória de Seu Pai Alaha {D-us}." (Filipenses 2:11)

"O primeiro homem, sendo da terra, foi terreno; o segundo homem foi o [próprio] MarYAH celestial." (1 Coríntios 15:47)

Estes são textos nos quais os manuscritos Aramaicos trazem a expressão "MarYAH" (S-NHOR YAH), que é a forma aramaica do Nome Divino, ou seja, Yud-Hey-Vav-Hey (YHWH)

Esta tradução para o português que deixa mais claro que Yeshua não é apenas divino, Yeshua é o Único D-us.

 

 

Tutor ou Tutores? - ^ Topo

Uma Lição do Aramaico

Um dos trechos mais interessantes e mal compreendidos dos Escritos Nazarenos (o chamado "Novo Testamento") é o de Gálatas 3:24-25. Na versão romanizada, traduzida a partir do grego, temos a impressão pelo texto de que a Torá serviu apenas como um instrutor, e que não mais estamos "debaixo da Lei de D-us." Mas, será que é isso mesmo que o texto original diz? Vejamos a versão romanizada:

"Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor." (Gálatas 3:24-25 - NVI)

O problema é que no grego, temos a expressão "upo paidagogos", que literalmente poderia ser traduzida como "sob tutor". Contudo, no aramaico o que encontramos é a expressão plural "t'cheit t'araea", - 00rt tyxt - isto é, "sob tutores".

Ora, Rav. Sha'ul (Paulo) usa aqui uma típica estrutura poética rabínica, fazendo um jogo de palavras entre "O TUTOR" que conduz ao Mashiach, isto é, a Torá, e "os mestres/tutores", isto é, os rabinos.

Isto vai justamente de encontro à real mensagem de Rav. Sha'ul (Paulo), que não foi um louco desvairado que contradisse tudo aquilo que YHWH falou no Sinai, mas sim a de que o legalismo rabínico era um jugo que desviava o foco da salvação pela fé e, consequentemente, do Mashiach.

Outra grande diferença é que as traduções romanizadas trazem o texto do versículo 24 no passado, enquanto que claramente a expressão aramaica "namosa hakil t'araa hao lan" - Nl 0wh 00rt Lykh 0swmn - dentro desse contexto não é passado, mas sim presente. Isso mostra qual é o real objetivo da Torá, isto é, conduzir-nos ao Messias - ou seja, Rav. Sha'ul (Paulo) não está dizendo que a Torá é uma peça de museu. Até porque o próprio Yeshua disse que a Torá não passaria.

A mensagem de Rav. Sha'ul (Paulo) é clara: Não se prenda ao legalismo rabínico, pois a Torá sim é o que leva ao Mashiach.

A tradução mais adequada para o trecho em questão portanto seria:
"De modo que a Torá se torna nosso tutor, para nos conduzir ao Mashiach, a fim de que pela fé sejamos justificados. Mas, quando vem a confiança, já não estamos sob a autoridade de tutores [rabínicos]." (Galutyah 3:24-25 - Teshuvá v2:5 - A partir da Peshitta)

Ou, de uma maneira mais interpretativa, poderíamos traduzir:
"De modo que a Torá nos leva a sermos justificados pela fé no Mashiach, e desta forma não mais tentamos ser justificados através do legalismo farisaico"

Vale lembrar que é Satan, e não Paulo, quem desde o princípio se coloca em antagonismo às Leis de YHWH.

 

 

Colossenses 2:16-17 - ^ Topo

Durante muito tempo, Colossenses 2:16-17 foi alvo de grande desconfiança e dificuldade por parte daqueles que procuram observar a Torá, e uma das passagens mais usadas pelos que pregam a desobediência (ou opcionalidade da obediência) aos mandamentos do Eterno.

Mesmo no aramaico, esta não é uma passagem de fácil entendimento. Por isso, resolvi tomar uma atitude. Com a cara e a coragem, levei esta passagem no aramaico, para um grande rabino do Chabad que conheço, o qual estuda a Guemará em aramaico há mais de 20 anos. Tal pessoa estaria mais do que apta, portanto, a entender o que um rabino do primeiro século teria escrito no aramaico. O resultado foi impressionante!

Ao ler o texto, o rabino olhou para mim com ar de assombrado. Eu tomei até um susto, pensando que ele havia identificado a fonte. Contudo, ele olhou para mim e disse: "Que texto belíssimo, onde foi que você o obteve?"

Ao me explicar o que dizia o texto, eu não pude esconder minha surpresa, enquanto por dentro glorificava a YHWH por ter usado da sabedoria daquele homem para me abrir os olhos.

O texto romanizado diz:
"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."

Não somente o texto é usado pelos da desobediência para criticar os que obedecem, como ainda traz uma frase solta "mas o corpo é de Cristo" que, convenhamos, do ponto de vista literário, está completamente perdida no texto, sendo desconexa e portanto fazendo pouco sentido. É claro que sempre há quem atribua sentido teológico, mas do ponto de vista literário é totalmente estranha.

Porém, o aramaico diz o seguinte:
"La hakil anash n'daoedkuon b'me'kla o'b'mashtia ao b'puolagea d'eiadea o'adrish yarcha oadshabea haleyn d'iataiein elanita d'aylein p'agra deyn meshicha huo" - wh 0xy4m Nyd 0rgp Jdyt9d Nyly0d Fynl= Nyhyty0d Nylh 2:17 0b4dw 0xry $yrdw 0d09d 0glwpb w0 0yt4mbw fk0mb Jwkdwdn $n0 Lykh f 2:16 -.

Segundo o rabino, e evito aqui divulgar o seu nome por razões óbvias, a tradução palavra por palavra seria:
"Não portanto a humanidade perturbe na comida ou na bebida nem em hesitação nas festas e de cabeça mês e de shabatot estas são prenúncio quem prepara corpo julgar messias é"

Ordenando as palavras no português, o resultado é impressionante. A tradução é do próprio rabino (eu apenas passei para segunda pessoa do plural por uma questão literária, já que o restante do texto está nessa conjugação):
"Portanto, não deixeis que vos perturbe a humanidade quanto ao comer, ou ao beber; nem hesiteis em participar das Festas, ou da Lua Nova, ou dos Shabatot; tais coisas são o prenúncio daqueles que preparam o próprio corpo para ser julgado no Mashiach." (Colossenses 2:16-17 do aramaico)

É fantástica a vida que o texto ganhou! O texto agora:
- Deixa de ser controverso;
- Mostra não ser um convite à desobediência;
- Faz mais sentido no contexto e bate com o caráter de Rav. Sha'ul (Paulo);
- Nos dá palavras de encorajamento, pois todos sabemos o quanto a humanidade, movida pelo espírito do anti-messias, nos perturba por nossa fidelidade;
- A parte que fala do Mashiach agora faz pleno sentido dentro da frase, deixando de ser desconexa;

O mais interessante é que até agora o rabino está assombrado, tentando descobrir de onde eu extraí tão belas palavras...

 

 

A Torah e o Messias - ^ Topo

Não é novidade para ninguém que HaSatan usa de meias-verdades para, se possível, confundir aos eleitos. Dentro deste conceito, vejam só que obra maligna ocorreu na tradução de Romanos 10:6...

Nas traduções romanazidas encontramos:
"Ora Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas. Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo.)" (Romanos 10:5-6)

Reparem na palavra "mas". Segundo o dicionário Houaiss, a conjunção "mas" é definida como:
"conjunção adversativa - com variações de sentido, introduz o segmento que denota basicamente uma oposição ou restrição ao que já foi dito"

EM SUMA, a palavra "mas" é usada para mostrar oposição. Uma sutil tentativa de fazer oposição entre "Torá" e "graça."

Contudo, a palavra "mas" não é encontrada nem no Texto Recebido (grego) nem na Peshitta (aramaico)! Foi uma invenção do padre Almeida!

Segue uma leitura mais fiel de Romanos 10:5-6:
"Porque Moshe escreve que o homem que pratica a justiça que vem da Torá viverá por ela, e é a justiça que vem pela fé. Assim [Moshe] diz: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu e trará do alto ao Mashiach?"

Vejam que Rav. Sha'ul (Paulo) não antagoniza "Torá" e "graça", mas sim complementa a questão do viver a Torá, mostrando que o viver a Torá é pela fé.

Só uma palavra acrescentada, uma palavrinha inocente, um "mas", e dá-se margem a todo o sistema teológico do anti-messias: o de operar a desobediência.

Agora vejam que interessante. Vemos claramente uma citação de Rav. Sha'ul (Paulo) a Devarim (Deuteronômio) 30:11-14. Porém, quando olhamos para essa passagem, encontramos:

“Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. “ (Devarim/Deuteronômio 30:11-14)

Ou seja, Rav. Sha'ul (Paulo) faz aqui um belíssimo Remez. Ao citar, falando do Messias, um texto que fala da Torá, ele está nos mostrando que o Messias e a Torá são UM – não há como dividí-los.

As implicações disso são fantásticas, pois podem ser encontradas em ambos os lados da equação do Remez de Rav. Sha'ul (Paulo): não há como viver a Torá sem a fé no Messias, e não há como viver a fé do Messias sem viver a Torá.

 

 
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