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A porta é destrancada, rodando a chave por dentro.
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Algumas Irmãs Franciscanas protegem-se nos seus quartos, fechando a porta à chave.
Entretanto, os assaltantes roubam os telemóveis da fraternidade que estavam na mesa da sala.
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Os assaltantes dirigem-se directamente ao quarto da Irmã Susana, tiram-lhe o telemovel e perguntam-lhe "Onde está o dinheiro!".
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A Irmã Susana dá-lhes um saco com os rendimentos da venda de frangos, resultantes do dia anterior. O assaltante armado ainda não fica satisfeito. Para pressionar a Irmã, ele dá-lhe um tiro na perna esquerda, abaixo do joelho. A bala atravessa a perna, facturando o osso (perónio) e saindo atrás da perna, causando grande hemorragia.
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A Irmã Susana indica-lhes onde é a secretaria e o armário onde estava o dinheiro das obras sociais.
Os assaltantes dirigem-se à secretaria, e arrombam o armário.
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Os assaltantes retiram todo o dinheiro que estava no armário. Esse dinheiro (dos serviços sociais do bairro), destinava-se a pagar os salários dos funcionários, pois era o fim do mês de Novembro.
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[01h00 de 29 Nov. 2004] : O funcionário do aviário, Leonardo, ouve o barulho de arrombamento de portas e o som dos tiros, apercebendo-se que há um assalto à-mão-armada na casa das Irmãs. Então decide ir pelo bairro, solicitando ajuda aos residentes. Infelizmente, ninguém aceitou ajudar, pois receavam ser baleados pelos assaltantes armados.
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A Irmã Susana está a sofrer uma forte hemorragia provocada pela bala de 9mm. Um dos assaltantes conhece a Irmã Susana, e confessa que foi forçado a participar no assalto. Comovido, decide ajudar a estancar a hemorragia, servindo-se dum cinto como garrote.
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[01h30] : O Leonardo não conseguiu nenhuma ajuda no bairro, (onde habitam 500 famílias). Por isso, decide chamar o Vitor, (voluntário português), que se encontra alojado no edifício da Creche.
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Os assaltantes estavam a tentar arrombar mais portas interiores dos quartos onde se encontravam as outras Irmãs. Mas ao sentirem-se cercados, decidem abandonar o local.
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Infelizmente, os assaltantes sairam por outra porta lateral. Assim, o Vitor foi de encontro ao assaltante armado, apesar de querer afastar-se do perigo.
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Por isso, o assaltante carrega novamente no gatilho. Felizmente, já não há mais balas. O carregador da pistola cai no chão e sem balas.
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Por não conseguirem matar o Vitor, obrigam-no a deitar-se no chão. Os assaltantes fogem rapidamente e desaparecem na sua carrinha.
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O Vitor sabe que tem pouco tempo de vida caso não seja socorrido no Hospital. Além disso, é provável que hajam mais Irmãs baleadas ou espancadas. Mas não é possível chamar uma ambulância pois os telemóveis foram todos roubados. A solução é ir para Maputo (30 km) no único carro existente, que é o das Irmãs.
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A chave desse carro encontra-se no quarto do Vitor. Deste modo, o Vitor tenta levantar-se e ir buscar o carro para todos se socorrerem no hospital.
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Resistindo à dor, sangrando, coxeando, gemendo, ele consegue chegar ao seu quarto e levar as chaves. Entretanto, senta-se nos degraus para descansar, mas tem de se levantar inediatamente, pois em vez de aliviar a dor, ela ainda se torna mais insuportável.
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Com um esforço indescritível, ele conduz o carro até à casa do motorista, o Plano. Infelizmente, o motorista saiu para tentar chamar a polícia, sem êxito. Entretanto, surge o Leonardo, que diz ao Vitor: "Os assaltantes já foram todos embora."
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Com essa informação, o Vitor conduz o carro até à casa das Irmãs, de modo a que todos possam ser socorridos no Hospital.
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[3h00 de 29 Nov. 2004] Entretanto, surge o motorista, (Plano), que conduz o carro nos 30 km até ao Hospital Central de Maputo, levando também a Irmã Susana, baleada na perna.
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Felizmente, quando chegámos ao Hospital, o cirurgião Dr. António Mujovo encontrava-se de serviço. Além disso, este cirurgião tem uma vasta experiência a operar ferimentos resultantes de armas de fogo.
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A Irmã Susana também foi imediatamente socorrida e assistida por um médico ortopedista. Ambos foram salvos e recuperaram rapidamente. O Vitor teve "alta" do hospital uma semana após ter sido baleado. Contudo, não foi possivel remover a bala.
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