Conchinhas do mar

o que dizem...

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C?digo I

Posted on April 21, 2011 at 2:42 PM


juntaram-se  os dois,

um farrapo do tempo urbano,

outro farrapo da selva perdida,

como pai e filho,

de idades invertidas.

Rumo ao mato, ao mato grande,

a quiçassa do rio da lama,

se enfiaram pelas ramas distorcidas.

Aos cacos na solidão,

da ilusória selva esfarrapada,

a grande árvore intacta,

apesar no chão ainda plantada.

Tão longe da cidade o homem perdeu o rumo,

tão longe da natureza, perdeu a si mesmo.

Ficar lá, aos templos dos ramos e dos  cipós,

para rezar às  velhas e amareladas folhas

aos tortuosos caules e seus nós,

a noite toda, chorar quem sabe,

a falsidade de não se ter mais lágrimas

para formar mais lagos e nem mais lodos.

O grave vento murmurou ao louco,

o perigo da foice e do machado,

pois do advento, aos poucos,

já tinha a ele assobiado,

quando a noite caisse, o velho desdentado,

a cabeça no chão tombava,

nem via estrela em seu céu,

tão cansado o velho estava,

o novo urbano, com seus planos,

de tomar de volta o antigo castelo abandonado.

trazia consigo já o bolso vazio,

e o triste estômago domado.

E o machado, o machado, seu fiel

 amigo dos campos limpos e das árvores tombadas.

De árvore também era feito,

suas misteriosas cordas cantavam alegremente no peito,

quando sua velha casa despencava.

Mas hoje não era este o motivo da cantoria,

suas cordas rangiam,

por causa de uma outra secreta alegria.

O novo urbano tinha plano,

plano de reconquistar a terra,

de ser senhor  fulano ou cicrano

E Deus lhe Velava abertamente seus planos.

Era dia de suprema alegria,

o velho desdentado, o moço novo

da cidade conhecia.

E antes de tombar sua cabeça,

alguma coisa na boca e coração

lhe era profecia.

Eis o filho perdido, que o tempo feroz engolia,

mas a grande baleia

atenta o salvaria,

A baleia que nunca conheceu o mar,

se não nas profundezas e abismos,

ou nas redondezas dos vulcões e cismos.

Agora o devolve

e quem quer discutir com ela...

Mesmo porque a baleia voltou,

de um lugar onde muitos poucos iriam,

e nenhum jamais voltaria.

e muito menos trazer

de presente de lá

muitos papiros e códigos

que por aqui ninguém conhecia.

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