AS LOUCAS AVENTURAS DE LULU-SEMPAI E KAILI-CHAN


Lulu: No nosso pequeno-grande grupo de escritores, ninguém se considera muito normal... Mas, obviamente, no meio dos malucos, sempre há alguém que se destaca no nível de loucura... Se querem realmente saber minha opinião, a Ísis (KaiLi) é a pior de todos nós, visto não poder ver um pedaço de carne andando perto dela que parte para morder (que digam minhas marcas de dentes no braço...).

KaiLi: COMO ASSIM?! QUEM É TÃO DOIDA QUE NEM TRÊS PSIQUIATRAS MUITO BEM PAGOS AGÜENTARAM SEQUER TRINTA MINUTOS?! HEIN, HEIN?! Ei, vocês, me soltem! Eu pego, eu pico, eu... eu... Eu passei DOIS DIAS sem te morder, lembra?

Lulu: Ísis, desculpa aí, mas... Eu nunca precisei ir ao psiquiatra. Psicóloga, sim, para poder fazer o psicotécnico (por sinal, eu passei, tá? Hunf!), mas não psiquiatra. Quem precisa de terapia quando pode escrever?

E, hum... Você passou dois dias sem me morder porque não estava na minha casa ainda... Mas, deixemos essas acusações infundadas de lado e continuemos...

Eu reconheço minha loucura (mas, também, quem não é louco?), mas não mordo ninguém. Só machuco personagens. Adoooooro escrever cenas de luta, cheias de sangue e efeitos especiais. Não à toa, surgiu a crença de que, em minha vida passada, eu fui um tubarão.

Aliás, abracei a crença. Até montei um clube!

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KaiLi: E depois fala de mim! Permita-me lembrá-la, querida “tubaroazinha”, que tubarões também mordem... e estraçalham! Pelo menos eu sou gentil! Tô achando que essa manifestação sua à causa é uma forma de externar o seu desejo reprimido de morder também! Morda um, morda dois, morda todos! As pessoas têm carne é pra morder mesmo, não é pra proteger e segurar o esqueleto coisíssima nenhuma!

Ei, e também não precisa esfregar na minha cara que eu reprovei o psicotécnico duas vezes antes de me aprovarem, não...

Lulu: Desculpe, não consegui resistir...

Como assim, “desejo reprimido”? Você sabe, estou começando a pensar em virar vegetariana...

Em todo caso... O que vocês acham que acontece quando se junta duas doidas num só lugar? Ou, melhor ainda, quando a Ísis decide viajar para a casa da Lulu a fim de passar uma semana na casa dela e ir ao SuperHeroCon (Convenção de Super Heróis, um dos maiores eventos de quadrinhos, animes, jogos e Cia. Ltda do Nordeste), além de uma série de outros planejamentos?

KaiLi: Normal é que não vai ser um encontro desses, né? Vamos convir que a gente não precisa estar num ambiente doido pra sermos doidas, o shopping já serve se bem recorda minha cara amiga... Imagina quando estamos num ambiente onde todo mundo já é meio piradinho...

Lulu: Ok, sem comentários. O que é passado, fica no passado. Não vamos assustar os leitores tão cedo, né? Em vez disso, coloquemos esse show na estrada! Com vocês, As loucas aventuras de KaiLi-chan e Lulu-sempai!



Dia 01 – Quarta-feira

Lulu: Tudo começa com o avião da KaiLi atrasando e Lulu presa no estágio por causa de uma audiência com condução coercitiva (não perguntem, segredo de justiça...). Assim, por motivos de força maior, Lulu não conseguiu pegar KaiLi no aeroporto; mas, porém, contudo, todavia, elas se encontraram no happy hour para poderem morder e fofocar. Dessa pequena reunião, resultaram uma viagem à lua e uma tentativa de western.

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KaiLi: Engraçado que a gente não consegue ficar no mesmo lugar por muito tempo, hein? Não dá uma hora, duas, a gente já muda de local... e você ficou uma gracinha de astronauta decotada!

Lulu: O decote nem era tão grande! Poxa vida, por que é que todo mundo tem que comentar quando eu uso vestido?

KaiLi: O problema não era o vestido; era a falta dele...

Lulu: Eu vou ficar calada antes que sobre mais para mim...

Ok... Embora digam as más línguas que o teor alcoólico das pizzas do rodízio estava muito acima do permitido legalmente, as caras e bocas de nossas caras companheiras não eram resultado de qualquer tipo de bebida/droga ilícita/outros - Lulu estava apenas tentando mirar com sua espingarda invisível, enquanto KaiLi arrumava o chapéu (que também não estava à vista - tinta invisível faz milagres...).

KaiLi: É que o vento tava muito forte e o chapéu já tinha voado umas quatro vezes naquela tarde/noite... Já estávamos cansadas de ir atrás dele. A Lulu ficou tão estressada que pegou a espingarda e disse que na próxima, era uma vez o chapéu, então eu tive que segurá-lo como podia, o que não foi nada fácil porque o vento tava brabo mesmo! Lulu, posso saber agora por que raios você queria matar o Sr. Chapéu-san?

Lulu: Ísis, você precisa olhar o prazo de validade do que você anda bebendo... Matar Chapéu-san? Eu sei que sou uma assassina de personagens, mas não atiro em pobres objetos inanimados indefesos...

KaiLi: Diga isso pro Sr. Chapéu-san....

Dia 02 – Quinta-feira

KaiLi: Bem, eu queria ir pro PUMP – aliás, foi-me prometido que iríamos ao PUMP. Na 4ª-feira não deu tempo porque, por mais que tentássemos, não conseguimos encaixar mais quatro horas num dia só, de forma que tive que me contentar em ir à Lua e ao Velho Oeste.

Só que todo mundo queria ir ao cinema na 5ª-feira, então fomos. No meio tempo em que Lulu não chegava, comprei créditos pro Game Center onde tinha o PUMP e já ia pra lá com o resto do pessoal enquanto aguardávamos Lulu (e quando ela chegasse iria pular também), mas recebemos ligação da própria para avisar que chegaria em cima da hora.

Aviso, não fui eu quem atendi a chamada. Pareceu aquela brincadeira do telefone sem fio: quando a mensagem chegou em mim, a última história é que alguém tinha tentado se suicidar ao pular em frente ao carro que trazia Lulu de carona.

Vai entender...

Compramos os ingressos para o filme e esperamos por ela dentro do cinema, guardando lugar. A doida chegou em cima da hora mesmo... E comeu uma barra de chocolate quase toda sozinha!

Lulu: Ei! Essa parte não tinham me contado... huahuahuahuahua... Telefone sem fio foi ótima! Bem, o que aconteceu é que eu estava de saída com a minha chefe e aí um dos muitos “clientes” da nossa promotoria apareceu do nada na frente do carro porque queria de todo jeito ter uma audiência...

Resultado: tivemos que sair, voltar para a sala, ouvi-lo, despachar o processo e depois eu ainda parei na casa da Lo (onde Ísis estava hospedada) para descobrir que elas já tinham ido. E toca correr pelo meio da rua para pegar ônibus para o Boa Vista...

Ao finalmente chegar ao cinema, já tinham começado os trailers, eu estava sem fôlego e não tinha almoçado. Loló me deu chocolate, Ísis me passou uma coxinha e subiram os créditos...

KaiLi: Nunca vou esquecer a cara de Lulu.

Lulu:De onde veio essa coxinha?!” Eu tive muuuuuita vontade de rir nesse momento...

Mas é sério, Ísis! Nesse momento, você era quase o mágico tirando o coelho da cartola! E eu estava FAMINTA!

Mas, continuemos... Após assistirmos Batman – O Cavaleiro das Trevas na companhia de outros amigos e discutirmos interminavelmente sobre as inúmeras declarações de amor de Coringa para Batman (ah, vá, ta na cara que eles são almas gêmeas! Coringa está totalmente apaixonado...), seguimos para uma loja especializada em quadrinhos, a Magic Center.

Eu estava louca para apresentar a Ísis à Ety, minha atendente favorita e absoluta fã de yaoi; tinha certeza que elas se dariam muito bem... E, ei! Não é que eu estava certa?

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KaiLi: Devemos acrescentar aqui que quando nós mencionamos à Ety que o Coringa é perdidamente apaixonado pelo Batman, pelo menos no filme ao qual tínhamos acaba de assistir, ela pulou de alegria!

Convenhamos, gente, ele se declara pelo menos duas vezes no filme, e isso sem falar das indiretas. Quem não vê é porque não quer mesmo.

... E depois da loja, fui raptada! Por ninguém menos que Lulu-sempai! Ela me levou pra casa dela e me prendeu e fez várias coisas comigo!

Lulu: QUÊEEEEEEEEEEEEE?????????????????????? Que ABSURDOOOOOOOOOOOOOO!!!! O que aconteceu na verdade foi que voltamos para casa, eu arranjei roupas para a Ísis dormir (já que a mala dela ainda estava na casa da Loló...) e, depois de jantar, sentamos na sala para assistir ao filme de Prince of Tenis.

KaiLi: Para ilustrar meu ponto, ela me entregou uma camisola transparente pra dormir... Isso indica alguma coisa, não?

Lulu: De onde tu tiraste que era transparente? Você tem visão de raio-x por acaso? Senhor, eu mereço...

Voltando a Prince of Tenis, eu não vi o mangá, nem o anime, então, fiquei meio perdida na história... Isso não significa, porém, que não nos divertimos a valer. Digo, qual a graça de assistir a um filme quando não podemos fazer comentários sem noção e pervertidos sobre as interações dos personagens?

Se alguém aqui é culpado, é a KaiLi! Ela é uma das que ajudaram a corromper minha mente inocente!

KaiLi: Epa, epa, epa, epa! Pára aí, que eu quero descer! Como assim, EU a corrompi?! Que história é essa?! Aliás, por que todo mundo sempre me acusa de tê-las corrompido quando, na verdade, todos têm uma grande quantidade de youki/sohma/cosmo/ki maligno e pervertid... quer dizer, perverso dentro de si? Que culpa tenho eu se a minha mera presença de pura e cândida inocência costuma despertar esses sentimentos reprimidos? Por que eu tenho que passar por isso?

Não acreditem nela! Eu não tive nada com isso! Essa aí já era uma tarada bem antes de eu a conhecer! Tá, admito que ela tem piorado desde então, mas eu não tive nada com isso!

Lulu: ...

*Parte 2*





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