O CONSELHO DE SUZUKO

As Oito Sombras do Poder


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Como já dito anteriormente, o Conselho cumpre as funções de governo, não apenas de Suzuko, mas de toda a comunidade bruxa nipônica. São oito membros, três ligados a uma função legislativa, três às funções administrativas, um como representante do Tanteidan e o quarto sendo o presidente. Sua organização atual é ainda reflexo da fundação da cidade – as oito famílias têm ligação direta ou indireta com todos os membros do grupo.

Além disso, até a restauração Meiji, predominava entre os bruxos orientais um sistema muito parecido com o do feudalismo europeu – relações de suserania e vassalagem entre as famílias participantes do Conselho e os outros clãs da cidade ainda hoje são visíveis, seja nos acordos comerciais ou matrimoniais entre estas. Para se estudar as Sombras, portanto, se faz necessário compreender um pouco da história dessas famílias.

Hiroaki Minoru - o orador
  • Família Hiroaki - Originalmente, esse era um clã menor, espalhado por todo o Japão, marcando presença especialmente na ilha de Kiushu. Foi a matriarca da família, a viúva Hiroaki Miyuki, quem liderou seus cunhados, filhos e sobrinhos, levando-os para Suzuko, após um acordo com as videntes do clã Myrai. Miyuki era uma líder nata e acabou por se impôr ao Conselho, especialmente por ter sob sua influência os Arai, tradicional família de samurais bruxos.

    O atual representante dessa família é Hiroaki Minoru, o membro mais jovem do Conselho. Brincalhão e bem humorado, é sempre bem recebido onde quer que vá. Minoru-san faz parte do corpo executivo do Conselho, sendo conhecido como “o orador”.

    Kou Ohjiro - o arquiteto
  • Família Kou - A família Kou passou à história como a grande arquiteta da vila, seus membros tendo sido responsáveis pela maioria dos prédios construídos à época da fundação. Não à toa, seus representantes são comumente chamados de “o arquiteto” no Conselho.

    Além de serem excelentes arquitetos, esse clã também fornecia membros ao primeiro departamento do Tanteidan – entre os documentos secretos guardados na Casa do Sino, estima-se que 70% sejam relativos às investigações sigilosas muitas vezes impetradas pelos “espiões” dos Kou.

    O atual representante da família, por sinal, não fica a dever em nada ao histórico do clã. Kou Ohjiro tem uma personalidade cínica e dissimulada. Seu refinamento e maturidade costumam enganar os olhares mais atentos, assim como seu habitual bom humor. Acredita-se que trabalhe nas sombras do Tanteidan, como muitos de seus antecedentes, mas nada se pode provar (característica, aliás, de um bom espião). Ocupa ainda, dentro do Conselho, funções legislativas, além de ser médico e diretor do Gin no Tsuki, em Tóquio.

    Mihara Yoshiuki - o diplomata
  • Família Mihara - Desde a fundação de Suzuko, os Mihara atuam como diplomatas e ponte de ligação entre os bruxos e os Nashi Atae. Por sua posição, são tradicionais aliados dos Minamoto, mas também atuam em estreita ligação com os Masami, na medida em que foram conhecidos como mecenas das artes no passado.

    O atual representante do clã no Conselho é o mais velho dos membros, Mihara Yoshiuki, conhecido e respeitado por seu jeito conciliador.

    Miuura Yuuko- a comerciante
  • Família Minamoto - Muito já se falou sobre esse clã, responsável especialmente pelo comércio e pelas ligações com o mundo dos Sem Dom. O patriarca do clã foi Minamoto Oomori e, atualmente, a família é representada por Miuura Yuuko, filha mais velha do chefe dos Minamoto, casada com Miuura Sano, principal comerciante do Oomori de Tóquio.

    Yuuko é, provavelmente, a mais misteriosa dos membros do Conselho. Dificilmente se pode compreender as tomadas de posição da bruxa. Apesar de ter uma personalidade irascível e ser um tanto excêntrica, Yuuko é respeitada por sua inteligência e poder.

    Setsuna-no-kami
  • Família Myrai - Esse clã merece particular atenção pelo que sempre representou dentro e fora da comunidade bruxa japonesa. Presentes entre os fundadores do Conselho, as primeiras matriarcas eram sacerdotisas da vila Myrai, destruída durante o período Sengoku Jidai (Período do país em guerra). Essa família é uma das raras linhagens de feiticeiras em que o dom da clarividência é bem desenvolvido, gerando, diversas vezes, preciosas videntes completas. Esse é um dom, contudo, só se manifesta nas descendentes mulheres do clã.

    As videntes Myrai A primeira aliança do Shogun com os bruxos deveu-se, fundamentalmente, à importância política que ter uma vidente por perto desperta. Ainda hoje, o Conselho conta com o apoio do governo imperial por conta do respeito devido por estes à família Myrai. Não à toa, sempre deve existir uma Myrai no Conselho. Para tanto, as moças do clã precisam ter descendentes para dar continuidade à linhagem.

    Assim, durante uma cerimônia especial, as sacerdotisas têm um encontro com um mago ou sacerdote em específico, de algum clã reconhecidamente poderoso em termos de magia, para conceberem a próxima herdeira da geração de videntes. Ser escolhido para ser o pai do filho de uma vidente é considerado uma grande honra. Caso nasça uma menina, ela fica junto ao clã, sendo criada com as outras videntes e desenvolvendo o seu dom. Os descendentes homens, entretanto, são criados fora do clã, pelo pai ou por outra família bruxa, na maioria das vezes, sem sequer saberem de quem são filhos.

    No caso de o encontro gerar descendência masculina, seis meses após o nascimento é realizada uma nova cerimônia e assim por diante, até que seja concebida uma herdeira (não necessariamente com o mesmo mago da cerimônia anterior).

    Após o nascimento da “filha mais velha”, a representante do clã pode ou não se casar com alguém designado pelo mesmo, ou, em tempos mais recentes, por ela própria. O casal reside em uma casa separada das demais videntes. Os filhos varões recebem o sobrenome do pai, as meninas escolhem se querem tornar-se também videntes, adotando o sobrenome da mãe, após o Otemise, ou adotar alguma outra atividade sendo definitivamente incorporadas ao clã do pai.

    A filha mais velha, também chamada de “filha da cerimônia”, usualmente não possui contato com a família paterna ou com o próprio pai, exceto quando este também é apontado como esposo da vidente pelo clã. Ainda assim, ele não é considerado como pai da menina. Ela é apenas filha da vidente. E mesmo seus outros irmãos e irmãs são considerados apenas “meio-irmãos”.

    A representante do clã e presidente do Conselho é Myrai Setsuna, diretora da Amaterasu e única vidente completa da atualidade.

    Kenmei Yopparau - o legislador
  • Família Kenmei - O clã está no Conselho desde a fundação da cidade de Suzuko. Antes mesmo do Conselho ser criado, as palavras de um membro da família eram considerada importante, pois os Kenmei sempre foram conhecidos por sua sabedoria e capacidade de planejamento.

    A fortuna da família era considerada uma das maiores do mundo bruxo, principalmente porque ninguém fora do clã sabia exatamente quantos bens eles possuíam. São famosos por esbanjarem com presentes e fazerem grandes festas e, como nenhum dos seus membros nunca trabalhou, o valor da fortuna Kenmei sempre foi considerada um mistério.

    Atualmente a família se encontra em uma bancarrota financeira que Kenmei Akunin tenta reverter. Ninguém fora do clã sabe da real situação financeira, pois todos continuam a viver como se nada tivesse mudado. Os gastos continuam os mesmos e as festas também. Eles tentam a todo custo manter o padrão de vida de uma Sombra do Conselho e vivem de aparência.

    Apesar de alguns discordarem desse modo de vida atual, ninguém ousa ir contra as ordens de Yumi, mãe de Yopparau e Akunin, matriarca e atual chefe do clã. Também porque nenhum membro da família deseja trabalhar.

    Kenmei Yopparau,, irmão mais velho de Akunin, atualmente é o representante da família no Conselho. Famoso por ser um dos solteiros mais cobiçados da cidade. Gosta da vida boêmia da família e, apesar da idade, não pretende parar de aproveitar a vida. Não se importa com o fato de não ter mais dinheiro para manter seu padrão de vida, acredita que seu irmão caçula irá resolver esse pequeno ‘contratempo’

    Tsujitani Umi- a administradora
  • Família Tsujitani - Os Tsujitani são os principais membros da ala executiva do Conselho, tendo atuado desde cedo como administradores de Suzuko. Sua representante na cadeira do Conselho é Tsujitani Umi.

    Umi-san é conhecida como o membro mais arrogante do conselho, pois dificilmente escuta a opinião dos outros se elas diferem dos seus pontos de vista. Não que ela seja essencialmente “má” – a grande preocupação de Umi, como de todos os Tsujitani anteriores a ela, é com Suzuko. Sendo uma pessoa prática, ela não mede esforços para transformar em realidade aquilo em que acredita.

    Yamamoto Arashi - a juíza
  • Família Yamamoto - Os Yamamoto são um clã orgulhoso e frio. Extremamente ricos, ajudaram a financiar a construção de Suzuko, servindo com banqueiros na comunidade bruxa nipônica até a instalação do Gringotes em Osaka, em 1842.

    Além disso, tradicionalmente, também eram os membros desse clã os responsáveis pelo Tanteidan, sendo a filha do patriarca da família, Yamamoto Arashi, a atual presidente da corporação.

    Arashi-san é, por isso, conhecida como “a juíza”. Séria, costuma mais ouvir do que falar, mas quando se pronuncia, costuma impor seus pontos de vista com argumentos claros e irrepreensíveis.

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