Levandeiras

Levandeiras na "Rota de Santiago"                               por: Luís Beleza Vaz 

luisbelvaz@gmail.com

 A Caminho de Santiago

 

( Itinerário espiritual e cultural)

"...  O Caminho de Santiago entrou na história  há doze séculos, quando foram encontrados os restos mortais do apóstolo, São Tiago, ou Santiago, na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela. ..."

 

 

"Restos mortais de Santiago"

 

 

"Concha de Santiago"

 

 

 

 

"Tributo a Santiago"

 

 

Para Saber mais, consulte o Site:

 

A Caminho de Santiago por D. Lourenço José Almada

(6º Conde de Almada)

 

 

"Cruzeiro do Galo de Barcelinhos" 

Cruzeiro do Galo (século XVII-XVIII),que ilustra o milagre feito a um peregrino galego, injustamente condenado, que S. Tiago suspendeu na forca até ser comprovada a sua inocência pelo cantar de um galo já cozinhado, encontrava-se junto a forca, em Barcelinhos, na berma de um dos caminhos de Santiago (consultar o Mapa 1). Agora, trata-se de uma peça do museu Arqueológico de Barcelos, bastante conhecida e visitada.

 

Luís Beleza Vaz

 

 

A Caminho de Santiago por Levandeiras/ S. Brás

 

 

Ermida de S. Brás, em Barcelinhos, de estilo Gótico (porta manuelina), remonta ao séc. XV-VI. Aguarela de Jorge Correia

 

 

"... Lugar de Lavandeiras, Outeiro de S. Brás, que ainda ficava no arrabalde de Barcelinhos.

                              Memórias Paroquiais, 1758

 

 

MAPA 1

Caminhos de Santiago de Compostela, na Freguesia de Barcelinhos, onde está identificada a Capela de S. Brás (Imagem retirada do site: http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/caminho.php)

 

 

 

MAPA 2

Adaptação do desenho original, sobre os caminhos de Santiago em Barcelinhos (segundo o Conde de Almada), realizada por Nuno Lezón Mendes 

 

 

A Caminho de Santiago por S. Brás, segundo Conde de Almada em "A Caminho de Santiago roteiro do peregrino", Lello Editores, Janeiro de 2000.

"... Lugar de Lavandeiras, Outeiro de S. Brás, que ainda ficava no arrabalde de Barcelinhos. Memórias Paroquiais, 1758

   Dantes havia um caminho que atravessava as propriedades da Quinta de S. Brás (Quinta de Levandeiras) na direcção da fonte de Vessadas, que hoje foi absorvida pela lavoura.

Entrada e Fachada da Casa de Levandeiras, em Barcelinhos

 

 

"aqui jaz a paz" é a incrição que se lê "numa das mui antigas pedras desta casa"

 


  Pertence, actualmente, ao património da Casa de S. António de Vessadas, que fica um pouco abaixo. Era antigamente da família a Quinta da Lavandeira, dos Beleza Ferraz, e ultimamente, antes de ser vendida (1), estavam aí os seus caseiros a viver.

Capela de S. Brás, em Barcelinhos


  A Capela de S. Brás, com características de Santuário quinhentista, segundo consta terá sido construida pelos Senhores da Casa da Lavandeira. Mantém a sua antiga porta ogival e vestígios da primitiva galilé, onde dois cachorros de pedra suportariam um alpendre permitindo receber e abrigar os viajantes. António Ferraz,1894

   S. Domingos e Sª Bárbara (negra)

   Tem confraria ao seu santo que organiza aí a sua romaria, desde sempre muito concorrida. No seu interior há imagens de S. Brás, Stª Bárbara (negra) e S. Domingos. A. Mariz de Faria, 1996 ..."



                            Conde de Almada, in: "Caminho de Santiago roteiro do peregrino", pág. 44, Lello Editores, Janeiro de 2000.

D. Lourenço José de Almada  (6º Conde de Almada)



(1) - Confusão do autor, pois foi apenas dividida por partilhas, continuando a Casa de Levandeiras na Família Beleza Ferraz, bem como a maior parte da antiga Quinta de Levandeiras.

 

 

 

 

 

 Casa de Levandeiras, em Barcelinhos

 

 

 

 

Actual fachada principal da Casa de Levandeiras, fase setecentista
( provável fundador :  4º Morgado de Covello, Miguel Ferraz de Gouvêa)

 

 

CAPELA DE S. BRÁS
 
 
 
 A Capela de S. Brás, situada no antigo lugar de Levandeiras,foi até  1882 propriedade dos senhores da Quinta de Levandeiras. Foi  o seu 8º Senhor, Dr. Manuel Beleza da Costa de Almeida Ferraz, quem cedeu a  posse da Capela à Junta de Paróquia no ano de 1882, depois de 19 de Abril, data do falecimento de sua mãe D. Maria Borges Beleza de Andrade, que sempre se opôs à sua cedência.                                                                      
 
Luís Beleza Vaz
(Bisneto do Dr. Manuel Beleza Ferraz)
 
 
 
 
CAPELA DE S. BRÁS 

 

 


Santos da Capela de S. Brás, Stª Bárbara (negra) e S. Domingos

 

 

 "Braga, 16 de Abril de 1778"

(Arquivo Distrital de Braga, Registo Geral, Livro 209, fls. 231)

 

 

Provisão para colocação de Confessionário na Capela de S. Braz, em Barcelinhos, a  pedido de Joseph Thomaz Veloso de Miranda Castelo Branco, 4º Senhor da Casa de    Levandeiras (Tenente de Cavalaria do Regimento de Cavalaria de Miranda, criado em 1764)

 

D. Gaspar Arcebispo e Senhor de Braga, Primaz das Espnhas. Havendo respeito ao que representou Thomaz Velloso de Miranda Castello Branco da freguesia de Santo André de Barcelinhos, que ao pé da sua casa tem próxima a Capela de S. Braz, na qual desejava frequentar o sacramento da Penitencia e sua família pondo para isso confessionário por ficar a Igreja Matriz distante pedindo-nos lhe concedêssemos licença: a que atendendo nós e ao mais que nos representou o suplicante e consideramos e vista a informação que tivemos do Reverendo Parocho, concedemos licença para que na dita Capela se possa colocar hum confessionário que será feito na forma do estilo que temos determinado, no qual se poderão confessar o suplicante e sua família, e mais fieis quando por sua devoção o quiserem fazer, excepto nas obrigações da quaresma e sem prejuízo dos direitos paroquiais. E pelo assim havermos por bem, mandamos passar a presente nossa Provisão, que será registada no Registo Geral desta corte, sem o que não valha. Dada e Braga sob nosso signal e sello de nossas armas aos 10 de Abril de 1778 // D. Gaspar Arcebispo Primaz// Provisão por que V. A. Há por bem conceder licença para que na Capela de S. Braz ao pé das Cazas de Joseph Thomaz Veloso de Miranda Castelo Branco da freguesia de Santo André de Barcelinhos se possa colocar hum confessionário na forma acima declarada // P. V. A. ver // (…) // Por mandado de S. A. R. de 2 de Março de 1778 // Manuel Alz Salgado a fiz escrever // Desta 70 rs.  E não se continha mais na dita Provisão que eu Manuel Ferreira da Cruz Amarante, Escrivão do Registo Geral aqui registei fielmente e a ella me reporto e fica na verdade, na fé da qual me assino. Braga, 16 de Abril de 1778 anos. E eu sobredito Manuel Ferreira da Cruz Amarante a escrevi e assinei.

                     Manuel Ferreira da Cruz Amarante

 

 

Antiga gravura do Cruzeiro do Galo e a lenda a ele associado

 Ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade, anda associada a curiosa lenda do galo. Segundo ela, os babitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: «É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem». Risos e comentários não se fizeram esperar, mas, pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a S. Tiago. Este cruzeiro, originalmente estava no Areal de Cima, do lado esquerdo da estrada que por Alveolos vai às Fontainhas, dentro de uma bouça. Teotónio da Fonseca, 1948. A Bouça em questão, pertencia antigamente aos Senhores da Casa de Levandeiras. Luís Vaz,2006

Adaptação do desenho original, sobre os caminhos de Santiago em Barcelinhos (segundo o Conde de Almada), realizada por Nuno Lezón Mendes

A Caminho de Santiago por S. Brás, segundo Conde de Almada em "A Caminho de Santiago roteiro do peregrino", Lello Editores, Janeiro de 2000.

    




  "... Lugar de Lavandeiras, Outeiro de S. Brás, que ainda ficava no arrabalde de Barcelinhos. Memórias Paroquiais, 1758

   Dantes havia um caminho que atravessava as propriedades da Quinta de S. Brás (Quinta de Levandeiras) na direcção da fonte de Vessadas, que hoje foi absorvida pela lavoura.

  Pertence, actualmente, ao património da Casa de S. António de Vessadas, que fica um pouco abaixo. Era antigamente da família a Quinta da Lavandeira, dos Beleza Ferraz, e ultimamente, antes de ser vendida (1), estavam aí os seus caseiros a viver.

  A Capela de S. Brás, com características de Santuário quinhentista, segundo consta terá sido construida pelos Senhores da Casa da Lavandeira. Mantém a sua antiga porta ogival e vestígios da primitiva galilé, onde dois cachorros de pedra suportariam um alpendre permitindo receber e abrigar os viajantes. António Ferraz,1894

   Tem confraria ao seu santo que organiza aí a sua romaria, desde sempre muito concorrida. No seu interior há imagens de S. Brás, Stª Bárbara (negra) e S. Domingos. A. Mariz de Faria, 1996 ..."



                            Conde de Almada, in: "Caminho de Santiago roteiro do peregrino", pág. 44, Lello Editores, Janeiro de 2000.

D. Lourenço José de Almada  (6º Conde de Almada)



(1) - Confusão do autor, pois foi apenas dividida por partilhas, continuando a Casa de Levandeiras na Família Beleza Ferraz, bem como a maior parte da antiga Quinta de Levandeiras.

Localização da Casa de Levandeiras

A Casa de Levandeiras, situa-se no Noroeste de Portugal, na região do Minho, distrito de Braga, concelho de Barcelos, freguesia de Barcelinhos e mais precisamente no antigo lugar de Levandeiras, hoje vulgarmente denominado de S. Brás (Largo de S. Brás).
        A Casa está construída na margem esquerda do rio Cávado, sobre uma encosta do vale de declive suave no sentido Nascente.

Imagem de Satélite da Casa de Levandeiras, da mata e da Capela de S. Brás