Juventude Espírita 1

Vera Stefanello

Olá amigos

Aqui vocês encontrarão diversos planos de aulas da AME - Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora - MG

Departamento de Evangelização do Jovem.

 Recebi esses planos através da companheira Élida que pertence a AME e os encaminhou com a devida autorização do Diretor do Departamento do Jovem.

 

Tema: O Espírito e o Espiritismo

Número: 01

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

 

Introdução

Neste estudo, queremos mostrar a responsabilidade que o jovem espírita tem perante a Doutrina Espírita, fazendo-o refletir na sua oportunidade de colaborar na divulgação do Espiritismo, sem acrescentar “corpos estranhos” no conteúdo doutrinário, e na sua participação no Movimento.

 

Desenvolvimento

1 – O Espiritismo é o consolador prometido por Jesus, aquele que veio reviver os ensinamentos do Mestre através de um novo prisma;

2 – A Doutrina Espírita não é uma doutrina salvacionista, ou seja, não basta crer no espiritismo para, ao desencarnarmos, conseguirmos alcançar faixas superiores no mundo espiritual. O espiritismo é uma doutrina que dá subsídios ao homem para sua renovação. Através do conhecimento espírita pode o homem refletir nos seus valores mais íntimos, com o intuito de modificá-los para melhor, através da assimilação de valores eternos, revividos pela doutrina espírita e em conseqüência, através da prática desses conhecimentos.

3 – Vale ressaltar também, pelos motivos expostos no item 1, que o espírita deve estar consciente da importância da divulgação do espiritismo mormente nos dias atuais que a humanidade atravessa. Nós que recebemos com luzes espirituais a codificação kadequiana, devemos preservá-las de outros elementos e transmiti-la, tal qual a recebemos.

Se cada espírita aduzir conceitos novos e separatistas, permanecer insensível à maior aproximação com as casas espíritas e demais atividades, teríamos então, um espiritismo disperso, mesclado de novas formas e hábitos, transformando-se em mais uma seita espiritualista.

Allan kardec, em “Obras Póstumas”, nos adverte que “um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da doutrina espírita seria a falta de unidade”.

Cabe, portanto ao espírita, zelar pela sua pureza doutrinária.

4 – Sendo o verdadeiro espírita reconhecido como aquele que luta por sua renovação íntima, combatendo suas más tendências, muito tem ele a contribuir com o ideal de unificação.

Não se compreende doutrina espírita sem estudo continuado e perseverante, como não compreendemos espíritas sem tarefas determinadas no grande movimento de renovação das almas.

 

Conclusão

Os autores espirituais têm nos asseverado, através de suas obras, que o serviço maior que o espírita pode fazer, no campo da divulgação doutrinária é o da sua própria renovação, porque conhecemos o valor das palavras, mas todos temos certeza do valor do exemplo.

 

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Tema: Os diversos mundos habitados

Número: 02

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

 

Introdução

O objetivo deste estudo é trazer para os jovens a idéia de que existe vida e movimento em todo o universo. Que outros planetas existem para a evolução dos espíritos. Este estudo dará base para que o adolescente entenda melhor o estudo número 04 “As raças Adâmicas”.

 

Desenvolvimento

Origem das criações materiais

1 – Existe no universo infinito uma matéria cósmica universal, que dá origem a todas as criações materiais (orgânicas e inorgânicas).

2 – Os mundos estão nessa matéria cósmica.

3 – Essa matéria primitiva é regida pelas forças e leis de Deus que criou, cria e continuará criando eternamente. Logo, a Terra não foi a primeira criação de Deus, nem será a última.

Antes dela já existiam milhares de outras esferas com espíritos em evolução

Os Mundos habitados

1 – Os mundos habitados são solidários entre si, isto é, os espíritos podem, dependendo da necessidade e afinidade, nascerem em diferentes mundos.

2 – Os mundos não são iguais uns aos outros, nem moral, nem fisicamente.

Cada um tem características apropriadas às condições que lhe foram prescritas e ao papel que cada um há de ter na escala evolutiva.

3 – O progresso material de um mundo acompanha o progresso moral de seus habitantes (progressão dos mundos).

4 – Todos os mundos são habitados (planetas, satélites naturais). Os que não são materialmente, o são espiritualmente.

Nada foi criado em vão.

5 – Após cumprirem seus papéis, os mundos materiais desfazem-se, segundo leis naturais e devolvem à “matéria primitiva” os elementos necessários para que outros mundos sejam formados.

 

Conclusão

Os mundos são criados pela vontade e poder de Deus.

São regidos por Suas Leis, sua Justiça, Sua infinita Sabedoria para a evolução dos espíritos.

Deus sempre criou e sempre criará.

A Doutrina Espírita, esclarecendo a pluralidade dos mundos habitados, traz uma idéia muito mais sublime e elevada do Criador, pois não circunscreve Seu poder à nossa Terra, ao nosso sistema planetário ou à nossa galáxia, que são como grãos de areia no deserto.

 

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Tema: A Progressão dos Mundos: a Terra como Mundo de Transição

Número: 03

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

 

 

Introdução

Já é por nós conhecido, que os diversos mundos habitados servem de morada a espíritos de diferentes graus de evolução que encarnando nesses mundos, vão galgando degraus ascendentes na eternidade.

O objetivo deste estudo é esclarecer sobre as principais características dos diversos mundos habitados, bem como analisar a posição da Terra como mundo de transição.

 

Desenvolvimento

As diferentes Categorias dos Mundos Habitados

Dependendo do progresso realizado pelos espíritos de um planeta podemos ter diversas categorias de mundos habitados. Acontece que essas categorias só existem didaticamente para facilitar o entendimento do assunto. Por isso, os mundos são divididos em cinco escalas: Mundos primitivos; Mundos de expiação e provas; Mundos de regeneração; Mundos felizes e Mundos celestiais.

Os mundos primitivos

Os mundos primitivos possuem as seguintes características:

        Onde se dão as primeiras encarnações de um espírito;

        A forma humana na aparência primitiva;

        A força brutal predomina como lei;

        Predominância de instinto sobre a inteligência;

        Pouco desenvolvimento cultural.

Os mundos de expiação e provas

        Forma humana mais aperfeiçoada na aparência;

        Existência de grande desenvolvimento cultural e progressos científicos inúmeros;

        Predominância da inteligência sobre o instinto;

        Negligência do justo e do injusto;

        Grandes imperfeições morais;

        Planeta de regate de débitos através da dor e do sofrimento;

        Presença de espíritos bons.

Os mundos de regeneração

        Mundos onde o bem predomina sobre o mal, mas o mal ainda existe;

        Os espíritos ainda têm necessidade de se reencarnarem;

        Planeta de fraternidade nas relações entre os homens;

        Planetas onde os espíritos acabam por depurarem-se por completo;

        Inexistência de orgulho, vaidade ou egoísmo.

Os mundos felizes e mundos celestiais

Esses mundos são moradas de espíritos puros, libertos da matéria que não precisam mais da reencarnação para sua evolução. Perfeitos, dedicam-se ao trabalho em benefício dos outros mundos mais atrasados, encarnando-se como missionários.

A Terra como Mundo de transição

A Terra atualmente é um planeta de provas e expiações passando para o de regeneração. É por isso que encontramos aqui, muitas dores, maldades e violência. Acontece que a passagem para o mundo de regeneração está próxima. Esta passagem não se dá de repente. Ela é gradual como toda nossa evolução. Para que a Terra passe para o mundo de regeneração, é preciso que os Espíritos ainda perseverantes no mal, sejam exilados para mundos primitivos para recomeçarem sua jornada evolutiva.

Segundo os espíritos evoluídos, esses momentos de transição estão sendo difíceis e serão mais ainda. Por isso é que a função de Consolador do Espiritismo se faz indispensável nesses momentos de crise em nossas vidas.

 

Conclusão

A Doutrina Espírita com a idéia da reencarnação, explica de modo claro e insofismável a progressão dos mundos. Só o espiritismo, com o princípio da evolução do espírito através de reencarnações, consegue encarar os estudos arqueológicos, as teorias da evolução da raça humana e o próprio progresso da Terra através do tempo, sem entrar em choque com a idéia da Justiça de Deus.

Cabe a nós, conhecedores das verdades espíritas, lutarmos para merecermos o mundo de regeneração que está por vir. É preciso que empreendamos esforços na construção de um mundo melhor através da reforma interior de nós mesmos.

 

 

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Tema: As Raças Adâmicas: Adão e Eva

Número: 04

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

 

Introdução

Neste estudo, nos ocupamos do povoamento da terra por espíritos que foram exilados de seu planeta de origem, para que habitando em um mundo primitivo, pudessem se redimir dos erros cometidos.

Portanto, não cabe a este estudo, a análise do surgimento do homem e da mulher e das primeiras organizações sociais.

O estudo refere-se à terra já habitada pelo homem terrícola, recebendo como seus professores os Adâmicos, exilados na Terra, vindos de outro planeta.

 

Desenvolvimento

Relato Bíblico do povoamento da Terra

Segundo a Bíblia, foi o casal Adão e Eva que iniciou o povoamento da Terra; Adão e Eva perderam o paraíso após comerem a maçã, ou seja, desobedeceram as condições de vida estabelecidas por Deus; expulsos do paraíso, tiveram dois filhos, Abel e Caim. Contra a Bíblia que Adão e Eva possuíam o “pecado original”.

Caim mata Abel e vai para o Oriente, onde se casa, tem filhos e edifica uma cidade. É a partir desta cidade que se dá o povoamento da Terra.

Sentido alegórico e a interpretação lógica

Sabemos que nesse relato, que chegou aos nossos dias interpretados ao “pé-da-letra” sem atender para o sentido alegórico (considerando-se que determinados trechos da Bíblia estão escritos simbolicamente) muitas dúvidas nos assaltam.

Vejamos:

a)      Por que faria Deus um casal para viver num paraíso, sem se juntarem para a multiplicação da espécie?

b)      Como seria possível de um casa de dois filhos, originarem-se todas as raças humanas?

c)      Como poderia um desses filhos, tendo matado o irmão, fugir e casar-se se só existiam aquelas pessoas?

A interpretação ao “pé-da-letra” faz-nos pensar que a Bíblia se contradiz, o que não é verdade. No item nº 59 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec coloca: “Mas, um exame sério mostrará que essa contradição é mais aparente do que real e que decorre da interpretação dada aos que muitas vezes só tinha sentido alegoricamente.”

O espiritismo, longe de negar ou destruir a Bíblia, vem ao contrário, esclarecer que a mesma não está errada, mas sim que os homens se enganaram na sua interpretação.

Interpretação espírita do relato Bíblico

Adão e Eva simbolizam a raça Adâmica, exilada na Terra e vinda de outro planeta. Allan Kardec afirma: “De acordo com os ensinos dos espíritos, foi uma dessas grandes migrações, ou se quiserem, uma dessas colônias de espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem a raça simbolizada na pessoa de Adão e por essa ração mesma chamada raça Adâmica”. (Allan Kardec – A Gênese – cap. XI, item 38)

Emmanuel afirma no livro “A Caminho da Luz”, que esses espíritos vieram de uma estrela, um sol mais precisamente, localizado na Constelação de Cocheiro. A estrela se chama “cabra” ou “capela”. Sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à Terra.

Há muitos milênios, um dos orbes de Capela encontrava-se na fase de transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, como estamos atualmente na Terra. Lá existia uma colônia de espíritos rebeldes que estava dificultando a evolução daqueles que estavam realmente interessados em se direcionarem para o bem. Foram então, estes espíritos recalcitrantes no erro, desterrados de Capela e enviados ao planeta Terra, já povoado, mas de homens primitivos.

Foi assim que Jesus recebeu aquela turba de sofredores infelizes, conduzindo-os a diferentes pontos de nosso planeta, para que aprendessem a amar mais através da dor buriladora.

O pecado original simboliza as imperfeições trazidas por eles de Capela. Exatamente as imperfeições que os condenaram ao exílio. O paraíso perdido simboliza a morada perdida, Capela. Para eles confinados na Terra primitiva, Capela lhes parecia mesmo um paraíso ao qual não tinham direito de acesso.

Abel simboliza o bem, a virtude. Caim, o mal. Como a Terra estava começando a sua jornada evolutiva, era comum que o mal predominasse sobre o bem (Caim matou Abel), e se espalhassem por todo o planeta (Caim vai para o Oriente e constitui família). Abel e Caim são filhos das raças Adâmicas representando as qualidades e os defeitos dos espíritos exilados na Terra.

 

Conclusão

Para que se entenda a Bíblia é necessário que interpretemos as alegorias nela existentes. Para se entender o povoamento da Terra, mister se faz que nos utilizemos da Doutrina Espírita que tem como função clarear as nossas mentes derramando luz sobre as simbologias evangélicas.

Com este estudo concluímos que Adão e Eva não representam duas pessoas, mas sim uma comunidade de espíritos que estavam atrapalhando o progresso de um planeta que foram exilados para a Terra.

A Terra nessa época já estava povoada de homens primitivos e ignorantes e a função destes Capelinos degregados junto aos terráqueos era ajudá-los a progredir levando-lhes as luzes de uma inteligência desenvolvida.

O relato Bíblico do povoamento da Terra é portanto uma descrição alegórica que têm à luz da Doutrina Espírita uma explicação coerente.

 

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Tema: As Raças Adâmicas: Os quatro grandes povos Adâmicos

Número: 05

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

 

Introdução

Ficamos sabendo com os estudos anteriores, que a Bíblia registrou simbolicamente as raças Adâmicas, na pessoa de Adão.

Concluímos também, que Abel e Caim, na simbologia Bíblica, representam o bem e o mal daquelas raças, e que a Terra já era habitada quando aqui chegaram, exilados os Adâmicos.

Hoje veremos como se distribuíram aqui na Terra esses Espíritos degregados.

 

Desenvolvimento

Emigração dos espíritos

Sabemos que os mundos são solidários entre si.

É ponto básico no espiritismo, a pluralidade dos mundos habitados.

A Lei de Reencarnação permite a transmigração de um mundo para outro.

A Gênese, cap. XI, nº 35 – Allan Kardec

“Há, pois emigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos. Novas raças de espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens.”

Origem das raças Brancas

A Gênese, cap. XI, nº 37 – Allan Kardec

“Ora, como os espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos, que possuem, o que faz com que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que vinham animar”.

“Para isso só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados.”

A Caminho da Luz, cap. III - Emmanuel

“Aquelas almas aflitas e atormentadas reecarnaram-se, proporcionalmente, nas regiões mais importantes, onde se haviam localizado as tribos e famílias primitivas.”

“Com essas entidades, nasceram na Terra os ascendentes das raças brancas.”

Como se definiram as raças Adâmicas

“Aqueles seres caídos e degredados, à maneira de suas vidas passadas no mundo distante de Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em Quatro Grandes Povos, que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam.”

Unidos novamente, na esteira do tempo, formaram desse modo: as castas da Índia; a civilização do Egito; o povo de Israel e o grupo dos Árias.

As castas da Índia – a organização Hindu

A Caminho da Luz, cap. V – Emmanuel

“Dos espíritos degredados no ambiente da Terra, foram os primeiros a formar uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades no porvir.”

“Era na Índia de então que se reuniam os arianos puros, entre os quais cultivam-se igualmente as lendas de um mundo perdido, no qual o povo Hindu colocava as fontes de sua nobre origem.”

“O povo Hindu, não obstante o seu elevado grau de desenvolvimento, nas ciências do espírito, não aproveitou, de modo geral, como devia, o seu acervo de experiências sagradas.”

“Seus condutores conheciam as elevadas finalidades da vida.”

“Viasa foi instrumento das lições do Cristo, seis mil anos antes do Evangelho, cuja epopéia, em seus mínimos detalhes, foi prevista pelos iniciados hindus, alguns milênios antes da organização da Palestina.”

“Crishna, Budha e outros grandes enviados de Jesus, foram compreendidos pelo grande povo sobre cuja fronte derramou o Senhor, em todos os tempos, as claridades Divinas de Seu amor desvelado e compassivo.”

A civilização do Egito

A Caminho da Luz, cap. IV - Emmanuel

“Dentre os espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do bem e no culto da Verdade.

Importa considerar que eram os que menos débitos possuíam perante o Tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais vivas das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes.

Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido.

Depois de perpetuar nas pirâmides os seus elevados conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.”

O povo de Israel

A Caminho da Luz, cap. VII - Emmanuel

“Dos espíritos degredados na Terra, foram os hebreus que constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus característicos, através de toda as mutações.

Examinando esse povo notável no seu passado longínquo, reconhecemos que, se era grande a sua certeza na existência de Deus, muito grande era o seu orgulho, dentro de suas concepções da verdade da vida.

Consciente da superioridade de seus valores, nunca perdeu a oportunidade de demonstrar sua vaidosa aristocracia espiritual, mantendo-se pouco acessível à comunhão perfeita com as demais raças do orbe.

Enquanto a civilização egípcia e os iniciados hindus criavam o politeísmo simbólico para satisfazer os imperativos da época, contemporizando com a versatilidade das multidões, o povo de Israel acreditava somente no Deus todo poderoso.

Quarenta anos no deserto representa para aquele povo como que um curso de consolidação de sua fé contagiosa e ardente.”

O grupo dos Árias

A Caminho da Luz, cap. VI - Emmanuel

“Se as civilizações Hindu e Egípcia definiram-se no mundo em breves séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana que ia iniciar na Europa os seus movimentos evolutivos.

Somente com o escoar de muitos séculos regularizaram-se as suas migrações sucessivas, através dos planaltos da Pérsia. Do Iran procederam quase todas as correntes da raça branca, que representariam mais tarde os troncos genealógicos da família Indo-européia.”

“Os arianos que procuravam as novas emoções de uma terra desconhecida era, na sua maioria, espíritos revoltados com as condições do seu degredo; pouco afeitos aos misteres religiosos que, pela força das circunstâncias, impunham uma disciplina de resignação e humildade, não cuidaram da conservação do seu tradicionalismo, na ânsia de conquistar um novo paraíso por serenarem assim, as suas inquietações angustiosas.

Por não possuírem ascendente religioso, o racionalismo os levou às ciências positivas, ao amor pela hegemonia e a liberdade.”

A maior virtude desse povo

“Confraternizou-se com o selvagem da Europa de então. Assimilaram os elementos encontrados em seu caminho, impulsionando-lhes os passos nas sendas do progresso e do aperfeiçoamento.”

“Entretanto, bastou que inaugurassem na Terra o senso da propriedade para que o germe da separatividade, de ciúme, de ambição e do egoísmo lhes destruísse os esforços benfazejos. A rivalidade entre as tribos, na vida comum, induziram-nas aos primeiros embates fraticidas.

 

Conclusão

Desses estudos, observamos mais uma vez os princípios lógicos e racionais do espiritismo esclarecendo individual a reencarnação coletiva, de espíritos vindos de outro planeta, fora do nosso sistema solar, com o objetivo de exilar coletividades que impedem a evolução espiritual da humanidade de um orbe inteiro.

Fazendo justiça com sabedoria e amor, Deus, nosso pai, serviu-se de espíritos, seus filhos – superiores em inteligência e experiência – como professores de homens de outro planeta, no caso, a Terra primitiva, possibilitando a esses planetas, inclusive o aperfeiçoamento de seus corpos físicos.

 

 

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Tema: Moisés e os Dez Mandamentos

Número: 06

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

A primeira revelação de Deus aos homens foi trazida por Moisés e está contida nos dez mandamentos. A figura de Moisés é a figura do precursor de Jesus que veio preparar o coração do homem para o conhecimento da Lei do Amor.

Este estudo visa destacar a importância da missão de Moisés e suas inúmeras contribuições a favor do povo da época.

 

Desenvolvimento

O povo de Israel

Dos espíritos degredados na Terra, os hebreus foram os que tinham mais homogeneidade de raça e também mais orgulho no coração. Mas apesar disto, eram um povo fraterno e de fé soberana.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec afirma que o povo hebreu era caracterizado pela existência de abusos e preconceitos incontáveis, adquirido durante a escravidão do Egito.

Sendo assim, o coração do homem estava muito enrijecido para as sementes do amor e perdão. Qualquer missionário que sobre isso falasse seria visto com ódio ou indiferença.

Moisés e sua Missão

É sobre a proteção de Termútis que Moisés vem a Terra. Reencarna entre padres tebanos que conheciam amplamente o “Corpo espiritual” e as “Práticas mediúnicas”, utilizando com freqüência os fenômenos magnéticos. Desde pequeno, teve oportunidade de se instruir e tornou-se muito culto.

Sua missão era a de divulgar a concepção do Deus único, já conhecida nos círculos iniciáticos, nas praças públicas à todo o povo. E assim o fez, espalhando o monoteísmo por todos os lugares por onde passava. Segundo as palavras de Emmanuel: “Foi o primeiro a tornar acessíveis às massas populares os ensinamentos somente conseguidos à custa de longa e penosa iniciação, com a síntese penosa de grandes verdades”.

Moisés consegue concentrar seu povo para a grande jornada em busca da Terra Prometida, tal era o seu espírito de liderança direcionado para o ter.

“Foi o primeiro a rasgar a cortina que pesa sobre os mais elevados conhecimentos, filtrando a luz da verdade para a alma simples e religiosa do povo”. (A Caminho da Luz)

Suas leis são de caráter Civil e Divino. As leis civis eram apropriadas ao povo da época e passaram com o tempo. Moisés atribuía caráter divino a elas para que pudessem ser aceitas. As Leis Divinas são as concentradas nos Dez Mandamentos recebidos mediunicamente no Monte Sinai. Essas tem caráter invariável e permanecem atuais até nossos dias.

A essência da Lei Mosaica era justiça e pode ser resumida no “olho por olho, dente por dente”.

Os Dez Mandamentos

O decálogo brilha ainda hoje por alicerce de luz na edificação do direito, dentro da ordem social. Deve ser estudado e seguido.

Alguns dos Dez Mandamentos podem ser ampliados na sua aplicação. É o caso do “Não Matarás” que ainda pode significar: não matar uma esperança, um ideal, um objetivo a ser seguido.

 

Conclusão

A missão de Moisés foi de extrema importância para o porvir. Ele iniciou uma tarefa penosa, de disciplinação do povo da época, tão rebelde e ignorante.

Após seu trabalho, o campo tornou-se fértil para a vinda de Jesus. E até hoje o decálogo resume os anseios humanos, alvo para o qual devemos e queremos nos dirigir.

 

 

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Tema: Os Profetas do Velho Testamento

Número: 07

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Em todas as épocas da humanidade existem espíritos missionários que vêm à face do planeta para auxiliar seus irmãos da retaguarda no processo evolutivo.

Em todos os cantos do planeta encarnaram, encarnam e encarnarão tais espíritos com tarefas definidas em diversos compôs da atividade humana.

Os profetas do Velho Testamento não fogem a tal regra. Todos os grandes missionários descem à Terra sob inspiração e autorização de Jesus, o grande governador para auxiliarem na implantação do Reino de Deus em nosso planeta.

Moisés, Sócrates, Confúcio, Buda, Allan Kardec e os profetas de Israel foram alguns destes grandes missionários.

Neste estudo sobre os profetas do Velho Testamento, iremos destacar dois pontos que julgamos importante dentro do tema abordado.

 

Desenvolvimento

O meio e a época

Os profetas do Velho Testamento são espíritos missionários que vieram numa época bárbara (comparada com a atual). Uma época de muita superstição e quase nenhum conhecimento científico; época de invasões, crimes e holocausto; época sem comunicação rápida e abuso da autoridade; época de escravidão física e psicológica. O politeísmo era a maneira dos povos expressarem sua adoração, exceto o povo de Israel que acreditava no Deus único, que entretanto não era um Deus amado, mas sim um Deus temido.

A Tarefa

Nesse meio primitivo encarnaram espíritos missionários semeando idéias novas. No caso de Israel, a tarefa tinha resumidamente os seguintes objetivos:

-   Consolidar a fé no Deus único, já que o contato com povos idólatras através das invasões, fazia periclitar tal crença.

-   Disseminar a idéia do Deus único; consolidada, tal fé, deveria disseminar-se pelo exemplo.

-   Levar o povo de Israel a ter uma conduta mais moralista, segundo as leis de Moisés.

-   Advertir o povo quanto aos excessos de conduta.

-   Demonstrar a comunicabilidade dos mortos e vivos, já que todos os profetas do Velho Testamento eram grandes médiuns.

-   Mostrar o amparo e auxílio permanentes da Providência Divina, apesar da idéia vigente de um Deus vingador.

-   Preparar a vinda de Jesus, anunciando-lhe o advento e fatos que caracterizariam a sua presença.

Observação

A título de esclarecimento para o coordenador, convém lembrar que o Velho Testamento pode ser dividido didaticamente no que se refere aos livros proféticos em:

Livros dos Profetas Maiores: Isaias; Jeremias; Lamentações; Ezequiel e Daniel.

Livros dos Profetas Menores: Oséias; Joel; Amós; Obadias; Jonas; Miquéias; Naum; Habacuque; Sofonias; Ageu; Zacarias e Malaquias.

Convém lembrar ainda, que o livro Lamentações é de autoria de Jeremias e também que os livros chamados de “menores”, o são em relação ao seu tamanho e não em relação à sua importância.

 

Conclusão

Esta é, de uma maneira bem resumida, uma visão sobre os profetas de Israel que vieram preparar o caminho para o Grande Revelador que foi Jesus.

É importante saber desta tarefa pra que vejamos, ainda que palidamente, como a espiritualidade planeja e executa seus planos de evolução para a humanidade.

É interessante para o espírita conhecer a obra dos profetas narrada no Velho Testamento. É importante lembrar todavia, que muitas passagens desta obra estão descritas empregando figuras alegóricas ou seja, a descrição está entremeada de símbolos muitas vezes, inidentificáveis para nós. Convém também ressaltar que nós, os espíritas, devemos fixar mais atenção na mensagem de Jesus que está descrita no Novo Testamento, bem como nas obras básicas e subsidiárias da Doutrina Espírita, que vieram com o objetivo de restabelecer a mensagem do Cristianismo em toda a sua pureza.

 

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Tema: Precursores de Jesus

Número: 08

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Neste estudo veremos como foi preparado pela espiritualidade a evolução dos pensamentos e da moral dos povos da Terra, para que Jesus pudesse trazer a mensagem maior. Assim foram enviados à Terra os precursores de Jesus.

Observação: o coordenador deverá estudar este tema, tirando do mesmo aquilo que mais possa interessar ao grupo, ou acrescendo outros nomes de importância, caso julgue necessário.

 

Desenvolvimento

Krishna

Missionário de Jesus na Índia, ia de cidade em cidade espalhar os seus ensinos, com plena aceitação pelo povo.

Retirados de seu livro “Baghavadgita”, eis, alguns de seus ensinamentos comuns aos do Cristo, justamente para preparar o povo para novas revelações da verdade.

“O corpo, envoltório da alma, que nele faz morada é uma coisa finita; porém, a alma que o habita, é invisível, imponderável e eterna”.

“Todo renascimento feliz ou desgraçado, é a conseqüência das obras praticadas nas vidas anteriores”.

“Tanto eu como vós, temos tido vários renascimentos. Os meus só de mim são conhecidos, porém, vos nem mesmo os vossos conheceis”.

Kung-Fu-Tsé (traduz-se para Confúcio me português)

Nasceu no ano de 551 antes de Cristo na China. Iniciando a sua missão como enviado de Jesus, tornou-se professor errante de cidade em cidade. Para onde fosse, acompanhavam-no inúmeros discípulos. Fazendo um governo altamente educativo, mostrou-se mais interessado em resolver as causas do crime do que em punir os criminosos.

Sobre o homem espiritualmente superior, ensinava:

“Olhando, pensa em esclarecer-se. Ouvindo, cuida de instruir-se. Falando, visa conservar a fidelidade e a sinceridade”.

“O homem superior vive em paz com todos os homens, sem todavia proceder como os que vivem contra a moral”.

“Não façais aos outros o que não queres que os outros te façam”.

O grande missionário de Jesus desencarnou aos 72 anos de idade, na miséria, com o coração feliz pelo dever cumprido.

Budah

O príncipe Sidarta Sakia-Munt Gautama, nasceu na Índia, entre os séculos seis e cinco antes de Cristo.

Existem três ensinamentos de Buda que demonstram sua qualidade como missionário de Jesus:

“Ide e pregai às nações o meu evangelho. Dizei-lhes que o pobre e o humilde, o rico e o poderoso, são todos UM, e que todas as castas se reúnam nesta religião como os rios no mar”.

“O sistema de castas, que afasta um hindu de outro por causa de seu nascimento, deve ser abolido. Todas as criaturas nasceram com igualdade de direitos”.

Obs.: a sociedade hindu era dividida em castas, que não se constituíam apenas num sentido hierárquico, mas com o objetivo de demonstrar também uma superioridade orgulhosa e absoluta.

“Retribuir o ódio com a bondade, pois somente assim poderemos fazer com que o mundo de criaturas selvagens e bulhentas se transforme num mundo de homens civilizados e pacíficos”.

Sócrates (468 – 399 a.C.)

Filósofo, da antiguidade grega, pregava nas praças públicas ensinamentos de fraternidade, prática do Bem e Humildade. Não deixou nada escrito, como Jesus, mas seus seguidores reproduziram sua mensagem.

Por possuir idéias contrárias às noções religiosas da época foi condenado a morte tomando cicuta (veneno).

Das reflexões do grande filósofo grego, coincidem com a mensagem do Cristo:

Distinção entre matéria e espírito: “O homem é uma alma encarnada”.

Reencarnação: “As almas, depois de haverem estado no Hades (plano espiritual) o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e largos períodos”.

Caridade: “Nunca se deve retribuir com outra uma injustiça, nem fazer mal a ninguém, seja qual for o dano que nos hajam causado”.

Obs.: muitas outras citações de Sócrates encontram-se no Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução IV) sendo analisadas por Kardec.

João Batista

Nascido na Palestina, muda-se para um deserto onde passa o tempo em meditação. Passando alguns anos, vai à região de Jerusalém, anunciar a vinda de um Messias: “Arrependei-vos porque está próximo o reino de Deus”.

“Eu vos batizo com água, para o arrependimento, mas ele vos batizará com o fogo e o espírito santo”.

Por condenar a conduta do Rei Herodes e sua mulher Herodias, a filha do casal, Salomé, pediu ao pai a morte de João por decapitação tendo sida atendida pelo mesmo.

Assim, João Batista termina sua missão, como antes ele previra: “É necessário que Ele (Jesus) cresça e eu diminua”.

Nota: o batismo para João simbolizava a purificação da alma, que ele mais tarde afirma não ser suficiente sem a reforma interior. Convém também observar que Jesus deixou-se batizar por João para que as profecias fossem cumpridas, entretanto convém também relembrar que Jesus não batizou ninguém.

 

Conclusão

O povo da época necessitava ser preparado para receber Jesus, para que suas idéias não se chocassem demasiadamente com as existentes. Assim enviou profetas, filósofos e pregadores para que o campo estivesse mais propício ao lançamento das sementes do Cristianismo.

O trabalho destes missionários em muito clarearam e continuam clareando a mentalidade da humanidade.

 

 

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Tema: A vinda de Jesus

Número: 09

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Em temas anteriores, estudamos os precursores de Jesus, aqueles espíritos que vieram com o objetivo de preparar o planeta para a vinda do Cristo, o Diretor Espiritual do planeta. Esse fato de importância máxima para o planeta Terra é o tema de nosso estudo de hoje, a vinda do Espírito mais puro e superior que tivemos entre nós: Jesus.

 

Desenvolvimento

Jesus e a comunidade dos seres angélicos

“Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membro Divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos”. (A Caminho da Luz, Emmanuel, cap. I)

Jesus, personificando a sabedoria e o amor, tem orientado todo o desenvolvimento da humanidade terrena, enviando os seus iluminados mensageiros, em todos os tempos, aos agrupamentos humanos e, assim como presidiu à formação do orbe, vem fornecendo ao homem, desde os instantes que conquistou a racionalidade , os tesouros das concepções de Deus e da imortalidade do espírito, revelando-lhe, em cada época, aquilo que sua compreensão pode abranger.

Jesus, Diretor Espiritual da Terra.

Foi Jesus o organizador de nossa Casa Planetária. Foi Ele, que juntamente com sua legião de trabalhadores Divinos, recebeu do Pai a sublime missão de transformar o imenso laboratório de forças incandescentes desprendido da nebulosa solar numa nova escola de aprendizado: a Terra.

Foi Ele, o Divino escultor que, com sabedoria, modelou tudo aquilo que encontramos em nosso Planeta: desde as profundezas da crosta, às alturas da atmosfera; desde a adaptação das leis gerais da matéria do planeta em formação, até a criação da Lua, harmonizando o seu equilíbrio à conformação geológica do planeta, etc.

Foi Ele enfim, que sob as vistas de Deus, organizou o cenário da vida, fazendo surgir assim, mais uma morada na Casa do Pai. Na condição de Diretor Espiritual da Terra, Jesus preside as diretrizes do planeta dentro do seu imenso amor e magnimidade.

A vinda de Jesus

Na segunda reunião dos Espíritos Puros próxima à Terra, ficou deliberada a missão do Mestre. Escolheram os precursores imediatos (alguns já estudados em nosso programa), os discípulos e seus auxiliares do plano espiritual. A humanidade já estava sendo preparada desde muito. A Grécia enriquecera seus conhecimentos; Roma conquistara a organização da família mas ainda assim, os excessos se verificavam na errada interpretação da liberdade.

Em meio a esses acontecimentos, pois, deveriam os homens receber a lição perfeita do amor, através de Jesus.

“Não podíamos ir ter com Jesus, o Salvador, em sua posição Sublime, todavia o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos, sem traços de sencionalismo”. (Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel, cap. 8)

Assim, em noite clara e estrelada da antiga Judéia, veio ao planeta, o Mestre Jesus, trazendo-nos a Boa Nova.

 

Conclusão

Jesus veio à Terra realmente para salvar-nos, mas não com a simples aceitação e admiração de sua vida e, sim com o seu exemplo ara ser seguido. Jesus veio mostrar o caminho, veio trazer-nos a idéia da vida eterna e do amor infinito que deve unir a todos nós indistintamente, e a Deus. Ele veio na época em que a Terra já se perdia nos excessos da falta de ordem e se afundava no abismo espiritual. A sua presença foi providencial para alertar os homens.

O povo da Palestina foi escolhido pelos mesmos motivos que constam no estudo sobre Moisés; um povo de fé muito ardente, que cultivou, sem mácula a idéia de Deus único, mas um povo carente de orientação principalmente por causa de seu orgulho.

 

 

 

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Tema: A personalidade de Jesus

Número: 10

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Depois de estudarmos a vinda de Jesus à Terra, sua importância para nós como Diretor Espiritual do Planeta, hoje veremos a personalidade de Jesus, o conjunto perfeito de qualidades que o distingue.

Como temos conhecimento, Jesus é para nós o modelo perfeito no qual deveremos nos mirar e seguir-lhe os exemplos para a nossa renovação espiritual.

 

Desenvolvimento

 Podemos dizer que personalidade é um conjunto de qualidades que distingue uma pessoa. Nós espíritas, que conhecemos a vida além túmulo, podemos entender ou estender esse conceito para os espíritos e pensarmos numa “personalidade espiritual”, que seria revelada pelo grau de evolução de cada um.

Em assim pensando, a personalidade estudada pela ciência oficial, não passa de uma observação de exteriorização do pregresso realizado pelos espíritos encarnados.

Dos espíritos que vieram à Terra o que mais marcou e impressionou a toda humanidade com sua personalidade foi o Divino Mestre. Jesus tem o que poderíamos chamar de uma personalidade perfeita, pura.

Notamos, nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João a exteriorização desta personalidade perfeita do Mestre. Ele transmite autoridade em suas pregações porque Seu verbo era para a multidão, claro, direto e com conhecimento de coisas, pois Ele conhecia e conhece as nossas necessidades, anseios e defeitos mais do que nós mesmos.

Sua palavra meiga, consoladora, mas disciplinadora de procedimentos, conclama até aos nossos dias os homens para a renovação interior, Jesus com apenas 3 anos de pregações conseguiu dar um novo rumo à humanidade e seus ensinamentos continuarão sempre atuais.

O Cristo jamais perdeu um momento em vão, quando não estava pregando à massas, quando não estava curando doentes, paralíticos, obsidiados, estava em prece, em comunhão sempre atuais.

Em todos os momentos de sua passagem pela face do planeta, Jesus demonstrou seu amor, sua segurança, tranqüilidade e fé que somente espíritos puros, como Ele, possuem.

Foi o amigo e servidor de todos.

Como espírito puro tinha também a inteligência já desenvolvida. Sabia dosar seus ensinamentos ao entendimento popular, ia de encontro às preocupações do povo. Na Terra foi sociólogo, comunicador, psicólogo, professor, médico, advogou a causa do Bem.

Se Jesus muito pregou, muito mais Ele trabalhou.

Com seus exemplos solidificou seus ensinamentos.

Com a prática realizou a teoria.

Serviu a todos e todos o abandonaram na hora decisiva.

E na cruz ainda nos ensinou a perdoar e a crer na Vida Eterna.

É fascinante a personalidade do Divino Mestre.

Nós temos que observa-la, estudá-la, compreende-la para que possamos nos aproximar Dele, para seguirmos o Caminho, encontrarmos a Verdade e ganharmos a Vida Eterna.

 

Conclusão

Caracterizou a presença de Jesus na Terra o seu Amor para todas as criaturas, sua mansidão, meiguice, tolerância, segurança e fé no Criador, nosso Pai.

Pela personalidade do Cristo observamos sua condição de Espírito Puro, a confiança do próprio Deus na entrega de uma missão tão importante que é a de conduzir a nós, seus filhos, ainda na adolescência espiritual, à perfeição, a Jesus, Seu filho também, mas que já se aperfeiçoou. E Jesus na Terra jamais falharia, pois ele estava pela sua condição, imune dos vícios do homem.

Jesus é o exemplo onde todos nós devemos nos orientar para seguirmos na escala da evolução com segurança. Enfim, vemos em Jesus, o nosso ideal, aquilo que um dia todos nós seremos: “Uma personalidade integrada com o Criador”.

 

 

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Tema: Os atos de Jesus

Número: 11

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Vimos no estudo anterior Jesus, o Mestre Divino, como modelo de perfeição para todos nós. Cabe-nos, em prosseguimento, estudar os atos de Jesus. Ficará a cargo do Orientador comentar ou não as passagens escolhidas para este estudo, como outras aqui não citadas, mas que ele julgue de maior importância.

 

Desenvolvimento

 As curas realizadas por Jesus foram talvez a maior divulgação de sua doutrina de sua época até hoje; pelos relatos evangélicos, atestam eles também o grande poder que o Mestre dispunha como senhor da Terra. Todos os aflitos, os desesperados, mas que tinham fé, buscavam em Cristo a cura e o alívio para todos os seus males e Ele a todos curava.

Mas Jesus não foi apenas um operador de curas, e sim um moralizador e um educador; alertava a todos que curava, sobre os problemas de cunho expiatório que estavam vivenciando e lhes dizia que não voltassem a errar. Exemplo disto se encontra na cura do paralítico da piscina (João 4:1 a 17), quando o Mestre lhe disse: “Vês que fostes curado; não tornes de futuro a pecar para que não te aconteça coisa pior”.

Jesus não só curava e alertava, mas ensinava, educava, e evangelizava. Seu poder de curar não estava na ação de outros espíritos, pois ele não pode ser considerado como um médium (intermediário) comum. Ele curava por sua própria vontade, pela ação do fluido magnético em estado de grande pureza e pelo seu total conhecimento de todas as leis da natureza.

A tempestade aplacada – Lucas 8:22 a 25. Longe de ser algo sobrenatural, o fenômeno da tempestade aplacada por Jesus, tem sua explicação na ação dos espíritos sobre a natureza. É evidente que existem inteligências ocultas, “agentes dedicados em todos os graus de escala dos mundos” (Livro dos Espíritos – 536 R) que agem em massas inumeráveis na produção dos fenômenos da natureza, tal como as tempestades.

Esse acontecimento poderia ser encarado como resultante da autoridade de Jesus, o Diretor Espiritual do planeta (estudo nº 10), sobre essas inteligências, que imediatamente agiram aplacando a tempestade.

A segurança com que Jesus dormia durante a tempestade pode ser explicada pelo fato de que, dada sua condição superior, não haver perigo iminente.

Como os homens não sabiam explicar tal fenômeno, por serem causas desconhecidas para eles, chamaram-no milagre.

 

Conclusão

Todos os instantes que marcaram a presença do Mestre entre nós, foram caracterizados pelo trabalho incessante e seus atos demonstraram sua condição de espírito puro.

Longe de serem algo sobrenatural, os atos de Jesus têm explicação na sua condição de espírito perfeito, conhecedor das leis divinas que regem o planeta, já que ele é o Diretor Espiritual do planeta.

Os atos de Jesus solidificaram sua doutrina e são os exemplos aos quais devemos nos apegar ao agirmos em cada instante da nossa vida.

 

 

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Tema: Ensinamentos de Jesus

Número: 12

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Dando continuidade ao estudo da II Revelação, estudaremos agora os ensinamentos do Divino Mestre, enfatizando a sua divina sabedoria em adequar a sua linguagem ao povo daquela época e mostrando também os aspectos da sua doutrina: Moral, Cientifico e Filosófico – atingindo todas as necessidades da alma humana.

 

Desenvolvimento

Jesus, o Verbo Divino

Como encontramos em João, cap. I versículos 1 a 14, Jesus era a encarnação do verbo divino, trazendo em si a palavra do pai na sua mais simples e pura forma, fazendo-nos reconhecer a soberana justiça e a sabedoria do Criador. Jesus assim demonstrava ser o Messias Divino, cumprindo dessa foram as profecias que lhe anunciavam o advento, implantando definitivamente sobre os quatro cantos do mundo, o seu Evangelho de amor.

Linguagem de Jesus

Jesus falava a linguagem do povo sem porém deixar-se influenciar por glórias ou eruditismos, o que levava o povo a compreendê-lo. A parábola era a maneira através da qual ministrava os seus ensinamentos, visto ser esta a forma adequada a época, uma vez que a humanidade estava ainda mergulhada na ignorância. E as parábolas continuaram desempenhando o seu papel de forma de aprendizado através dos tempos, sendo que até hoje elas permanecem atuais e aplicáveis. Cabe a nós sabermos interpretar corretamente estas figuras alegóricas, o que nos permite o entendimento dos ensinamentos do Mestre.

E neste aspecto, cumpre tenhamos em mente o significado das palavras corretamente, e não o significado das mesmas ao pé da letra, pois através dos tempos elas foram passíveis de mudança de significado. É necessário então sabermos identificar a essência das palavras para a perfeita compreensão do Evangelho de Jesus.

Aspectos dos ensinamentos de Jesus

Quando de sua passagem pelo mundo, Jesus, através de seus ensinamentos, atingiu todas as necessidades da alma humana e na sua doutrina encontramos os aspectos: Moral, Científico e Filosófico.

O aspecto moral nas palavras de Jesus deve ser visualizado nas ocasiões em que ele procurou reformular o caráter humano (educar o homem). Exemplo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22:34 a 40). “Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem” (Lucas 6:31), etc.

O aspecto filosófico das palavras de Jesus evidencia porque se deve agir de tal ou qual forma; exemplos: “... Eis aí minha mãe e meus irmãos, pois quem cumpre a vontade de meu pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe”. (Mateus 12:49-50), as bem-aventuranças, etc.

Os aspectos científicos nas palavras de Jesus se evidencia quando Ele, conhecedor que é das leis da natureza, procura transmitir aos homens ensinamentos de ordem moral, baseado em conhecimentos científicos. Exemplos: “Em verdade vos digo, quem não nascer da água e do espírito, não poderá entrar no reino de Deus” (João 3:5). “... nascer da água...” é porque a constituição do corpo humano é mais de 65% de água; “Amai os vossos inimigos e orai” (Mateus 5:44), isto por causa da ação do pensamento.

Jesus e o povo

Jesus veio ao mundo para ensinar ao homem o caminho da libertação moral, ou seja, educá-lo. Para isso o Mestre usava de toda sua evolução moral e perfeição cultural além de seus conhecimentos da personalidade dos homens. Assim, com uma perfeita psicologia, sociologia, liderança e comunicação, Jesus não perdia de vistas os objetivos de sua obra, mesmo atendendo aos grupos e aos indivíduos que o procuravam.

Jesus atenda o indivíduo, o grupo e a obra.

Exemplos:

A indivíduos: “Então, parado Jesus, chamou-o e perguntou: que queres que eu faça?”(Marcos 10:51), “Tem bom ânimo, filho; então perdoareis os teus pecados” (Mateus 9:2)

A grupos: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos” (Mateus 5:1).

À obra: “Percorria Jesus toda a Galiléia ensinando nas Sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mateus, 4:23). “Jesus, porém, lhes disse: vamos a outros lugares, à povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim” (Marcos, 1:38).

 

Conclusão

Em seus ensinamentos, Jesus traz para nós a verdade através da qual conquistamos, segundo nossa perseverança, o caminho da verdadeira vida.

Mostra-nos essas verdades, sob aspectos diferentes, suas interligações e sobretudo as conseqüências que poderão advir da conformidade com os atos que cada um praticar.

 

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Tema: Os Apóstolos depois de Jesus

Número: 13

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

 

Introdução

A recordação dos exemplos do Mestre Jesus não restringia à pequena coletividade. Sua Doutrina de perdão e de amor trazia uma nova luz aos corações e ao seus seguidores destacavam-se do ambiente corruptor do tempo, pela pureza de costume e por uma conduta retilínea e exemplar.

É assim que os Apóstolos, cuja tarefa Jesus abençoava com sua misericórdia conduzem as claridades da Boa Nova por toda a parte, repartindo o pão milagroso da fé a todos famintos do coração.

 

Desenvolvimento

40 dias de contato com Jesus

Depois de sua missão entre os homens, Jesus ainda conversa com seus Apóstolos, dando-lhes instruções, repetindo os seus ensinamentos, fortalecendo-lhes a fé, para a missão que iriam desempenhar (ver Atos, cap. 1 v.1 a 11).

O dia de Pentecostes

Estando os discípulos reunidos em Jerusalém, com mais de uma centena de pessoas, ocorreu um dos mais claros fenômenos mediúnicos descritos na Bíblia; as “línguas de fogo”. Foi então presenciado por aquelas pessoas a mediunidade poliglota e a vidência (ver Atos, cap. II, v 1 a 13).

Obs.: para os judeus Pentecostes significa comemoração do dia em que Moisés recebeu no Sinai os Dez Mandamentos.

A difusão do Evangelho

Com o evento do dia do Pentecostes, começa para os Apóstolos um novo rumo nas suas missões; e Simão Pedro tem a oportunidade de proferir palavras de esclarecimento sobre o fato (Pentecostes), sobre a missão de Jesus o sobre o futuro. (ver discurso de Pedro, Atos, cap. II v. 14 a36). Daí para a frente os Discípulos se entregam à divulgação do Cristianismo.

Curas e Ensinamentos

Integrados de suas responsabilidades, os Apóstolos realizam, devido as suas faculdades mediúnicas, muitos “prodígios” que lhes dava respeito e admiração por parte do povo; fizeram assim, muitas curas, outros fenômenos físicos, mas sempre transmitindo ao povo a Boa Nova legada por Jesus.

Os Evangelhos

Os Evangelhos foram escritos depois da ascensão de Jesus. Foram os Evangelistas:

Mateus – foi Apóstolo de Jesus; escreveu baseado em fatos por ele vividos.

Marcos – escreveu seu Evangelho baseado nas narrativas de Pedro.

Lucas – erudito que escreveu a vida de Jesus pelas palavras de Felipe, Tiago Menor, Joana de Cusa, Maria e Maria de Magdala.

João – o “Discípulo Amado” – acompanhou Jesus desde muito jovem e presenciou os fatos mais notáveis da vida de Jesus. Seu Evangelho foi escrito por último a pedido dos Cristãos de Éfeso.

Simão Pedro

Uma das presenças mais importantes no grupo dos doze. Se destacava pelo entusiasmo com o qual seguia o Cristo e pelos seus questionamentos para com os ensinamentos. Através de sua mediunidade é que nos veio a revelação de que Jesus é o Cristo de Deus. Fundou, junto com os demais Apóstolos, a primeira instituição de caridade, com base nos ensinamentos Cristãos: “A Casa do Caminho”. Pedro escreve duas Epístolas Universais.

 

Conclusão

Discípulos são denominados aos 12 homens que seguiam o Cristo quando se encontravam na fase de aprendizado, de assimilação dos ensinamentos trazidos por Jesus. Mais tarde, sem a presença material do Cristo, quando passaram à aplicação e vivência e posturas Cristãs são denominados Apóstolos.

 

 

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Tema: Paulo de Tarso

Número: 14

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Na história do Cristianismo, uma figura constitui um capítulo à parte: Paulo de Tarso. Ele é um verdadeiro símbolo que resume todas as virtudes de um Cristão.

Além de a estudarmos para fins de conhecimento da história do Cristianismo, na atuação de Paulo poderemos obter muitos ensinamentos de ordem superior aplicáveis à nossa vida, apesar da diferença entre a época em que ele viveu e a nossa. A lição e o exemplo de Paulo são sempre atuais.

 

Desenvolvimento

A vida de Paulo (Tarso – 10 d.C. / Roma – 67 d.C)

Paulo era descendente de uma família judaica da cidade de Tarso, tendo tido, durante sua infância e mocidade, sólidos ensinamentos acerca das ciências e das artes, com mestres de Atenas e Alexandria. Por tudo isso, veio mais tarde, a tornar-se rabino e membro do Sinédrio que era um conselho com funções tanto religiosas quanto jurídicas, de modo que seus membros eram investidos de grande autoridade.

Paulo na sua importante posição no Sinédrio, moveu perseguições aos Cristãos (ver item 5, “O Espírito Paulo”). Numa dessas perseguições, ele encontrou e aprisionou um pregador cristão de nome Estevão. Com o passar dos dias, o caso Estevão foi estudado e Paulo, juntamente com o Sinédrio decidiu condena-lo à morte por apedrejamento, conforme prescrivia a lei antiga. A execução teve seu dia marcado.

Paulo veio então a saber, e já no meio da execução, que aquele Estevão era irmão de sua noiva, Abigail. Estevão desaparecera muitos anos antes e seu verdadeiro nome era Jeziel. Diante dos fatos, o noivado de Paulo e Abigail desmoronou-se e ela no seu grande sofrimento, tornou-se também Cristã pela palavra generosa de um humilde pregador do Evangelho de Jesus: Ananias.

Depois de algum tempo, adoece Abigail e quando Paulo a procura movido pelo amor que os unia, encontra-se em seus últimos dias de existência terrestre e também convertida ao Cristianismo. Diante então do fato de ver irremediavelmente destruído o sonho de um lar, Paulo julgando-se perseguido por aquele Cristianismo, resolve entregar-se de corpo e alma à tarefa de defender as leis de Moisés da terrível ameaça da Doutrina do Carpinteiro. Para dar seguimento a sua resolução, procura aprisionar o velho Ananias, que havia convertido Abigail à nova Doutrina. Vindo a saber que Ananias se encontrava em Damasco, consegue no Sinédrio, em Jerusalém, os recursos necessários para sua ação podendo até mesmo aplicar a pena de morte, se julgasse necessário.

O chamamento de Jesus

Mesmo seguindo a lei de Moisés, Paulo não se sentia intimamente tranqüilo com as diversas desilusões que teve. Não tinha aquela paz que demonstravam os seguidores do Cristianismo mesmo diante das mais rudes torturas. Aí a figura de Estevão, que expirara dirigindo-lhe palavras de amor, dominava seus pensamentos.

Paulo seguia pois, para Damasco, a fim de prender Ananias. Em dado momento divisa uma luz ascendo dos céus, e em meio à imensa claridade observa um vulto maravilhoso, Divino que lhe diz:

-         Saulo, Saulo, porque me persegues?

Aturdido, tomba do cavalo e, instintivamente ajoelhado diante de tão sublime visão, com o coração inundado de emoções, desconhecidas, interroga:

-         Quem sois vós, Senhor?

-         Eu sou Jesus

Sem poder conter o pranto, Paulo compreende seu erro em perseguir os Cristãos. Compreende que já havia sido chamado através de Estevão, Abigail e outros, como também por várias situações em que teve contato com os adeptos da Doutrina de Jesus. E, num ato de arrependimento e de humildade, querendo renovar-se intimamente, pôs-se à disposição do Mestre, perguntando:

-         Senhor, que queres que eu faça?

O período de isolamento

Como a missão que se desenhava para Paulo era por demais importante, fazia-se mister que ele se preparasse convenientemente. Era preciso ter grande conhecimento da vida e de Jesus, tinha que conviver com todas as criaturas, destruir a imagem de perseguidor do Cristianismo, desfazer o orgulho e a vaidade de rabino; tinha que viver de seu próprio trabalho e não mais receber pagamento do Sinédrio. Tudo isso para que sua palavra pudesse ter força e ser calcada nos exemplos de sua própria vida, já que Paulo estava decidido a espalhar a Boa Nova para todas as criaturas.

É então que, a conselho do próprio Ananias, vai Paulo viver como tecelão (ofício que aprendera com o pai) num oásis do deserto, em companhia de um casal Cristão, só travando contato com as caravanas de viajantes que por lá passavam. Lá permaneceu por três anos, estudando e meditando sobre as anotações de Levi acerca da Boa Nova, as quais viriam a constituir o Evangelho de Mateus.

As pregações

As primeiras tarefas de Paulo iniciam-se na igreja da Antioquia. Ali Paulo consertava tapetes e se entretinha na tecelagem para sustento próprio e, na comunidade cristã, se dedicava a labores muito simples, praticando a humildade. É nessa comunidade que Lucas sugere o termo “Cristãos” para designar os seguidores de Jesus, que até aí chamavam-se “Homens do Caminho”.

Outrora, para Paulo, as pregações se prendiam a conveniências sociais, agora, porém, com o coração renovado em Jesus Cristo, tornara-se mais sensível e mais sincero em seus ideais e sua fé.

A primeira grande vitória de Paulo foi a cura e conversão do romano Sérgio Paulo, procônsul da cidade de Paphos. Ela consegue do procônsul recursos para construção de um templo Cristão em Paphos. Daí para frente, não mais descansa disseminando o Evangelho entre judeus e gentios (não judeus) curando os doentes, pregando. Inicia com Barnabé uma viagem de apostolado. Em cada cidade que chegam procuram trabalho, um como tecelão e outro oleiro, para se manterem e terem liberdade de falar de Jesus a todos, sem constrangimentos. E destas peregrinações por muitas cidades vão surgindo as “Casas do Caminho”, destinadas ao estudo do Evangelho e à prática da caridade.

Enfrentando as calúnias e o desrespeito sempre com humildade e resignação, Paulo foi objeto de inúmeras perseguições. Numa delas, em Roma, após ser julgado como cidadão romano que era, foi condenado e desencarnou decapitado, após quase trinta anos de apostolado.

O Espírito de Paulo

O Espírito de Paulo de Tarso é um missionário de Jesus, um espírito de confiança do Mestre, ao qual foi delegada uma das mais importantes tarefas do Cristianismo.

A sólida educação judaica que recebeu o seu cargo de rabino no Sinédrio, aliados á seriedade e à honestidade na crença que professava, fez com que pretendesse defender sua crença das ameaças. Foi com essa decisão de defender o judaísmo e as leis que ele conhecia, de Moisés, Abraão e os profetas, que moveu perseguições aos seguidores de Jesus.

Lembremo-nos finalmente, de como ele soube, como poucos, admitir seus erros e mudar seu posicionamento, encarar a verdade e segui-la, ao receber o chamado. Daí, um dos maiores exemplos do Cristianismo nascente.

 

Conclusão

Os primeiros Apóstolos, Pedro, Tiago, João e outros, só mais tarde entenderam que a mensagem Cristã era para toda a humanidade. Em Atos dos Apóstolos, cap. 10 e 11, conta-se que Pedro é repreendido pelos companheiros por pregar a um romano. Seguramente uma herança do Judaísmo, que ainda hoje é a única dentre as grandes religiões do mundo cuja mensagem e salvação não são para toda a humanidade, mas apenas para o povo judeu.

Paulo, dentre os grandes Apóstolos dos primeiro tempos, foi o primeiro a enxergar a humanidade como um todo, e o Cristianismo como uma mensagem universal. Daí a ser ele chamado o “Apóstolo dos gentios”. Por isso foi que Paulo propôs-se a fazer a grande viagem que efetuou em companhia de Barnabé, levando a mensagem Cristã ao mundo, fundando as “Casas do Caminho” por onde passava; semeando realmente um movimento que iria florescer e crescer, e deixando suas Epístolas, ainda hoje estudadas e respeitadas como relíquias de sabedoria Cristã.

 

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Tema: A Difusão e a Deturpação do Cristianismo

Número: 15

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Conforme vimos nos estudos anteriores, Jesus veio ao mundo trazendo a 2ª Revelação aos homens, mostrando-lhes uma Doutrina de amor alicerçada no seu exemplo. E depois de sua volta ao plano espiritual, os cristãos da época que conviveram com Ele ou que abraçaram o Seu Evangelho, deram para a humanidade o verdadeiro exemplo para a vivência do Cristianismo.

Nos primeiro séculos, esta vivência era pura e simples, mas foi perdendo com o tempo essas características. O orgulho e a vaidade dos homens fizeram com que fosse a prática do Evangelho se afastando daquela pureza e simplicidade do início.

 

Desenvolvimento

Os primeiros cristãos e a propagação do Cristianismo

A recordação dos exemplos do Mestre não se restringia aos povos da Judéia, que lhe ouviram diretamente os ensinos imorredouros. Numerosos centuriões e cidadãos romanos conheceram pessoalmente os fatos culminantes das pregações do Salvador. Sua Doutrina de Amor e de Perdão trazia luz aos corações e os seus seguidores destacavam-se do ambiente corrupto do tempo, pela pureza dos costumes e pela conduta exemplar.

A Doutrina de Jesus propagava-se na rapidez de um relâmpago, falava-se dela tanto em Roma como nas Gálias e no Norte da África. As primeiras igrejas surgiram ao pé de cada Apóstolo, ou de cada discípulo mais destacado e mais estudioso.

A centralização e a unidade do império romano facilitaram o deslocamento dos novos missionários, que podiam levar a palavra de fé por todas as partes sem obstáculos de fronteiras.

Pedro, Paulo, Tiago e outros fiéis colaboradores incumbiram-se de organizar a Doutrina Cristã ao reunirem-se na “Casa do Caminho” e a saírem pelo império a pregar o Cristianismo nascente.

As perseguições

Antes do movimento de propagação das idéias cristãs no seio da sociedade romana, já os prepostos de Jesus se preparavam para auxiliar os missionários da nova fé, conhecendo as reações dos patrícios em face dos postulados de fraternidade do Evangelho. As classes mais afortunadas não podiam tolerar semelhantes princípios de igualdade, quais os que preconizavam as lições do Nazareno, consideradas por eles, como afronta à sua condição especial de nobreza.

A educação defeituosa e prepotente de Roma sofreria a influência do amor e da humildade do Evangelho, no exemplo dos seguidores de Jesus. É assim que os Cristãos sofreram os martírios da primeira perseguição iniciada no reinado de Nero, acusados que foram de haverem incendiado a cidade de Roma.

O açoite, a cruz, o cavalete, as unhas de ferro, o fogo, os leões do circo, tudo foi usado para maior eficiência de perseguição aos seguidores do carpinteiro de Nazareth.

A Doutrina Cristã todavia, encontrara nas perseguições os seus melhores recursos de propaganda e expansão.

Observa-se no segundo século, a influência da Doutrina Cristã em quase todos os departamentos da atividade intelectual, com largos reflexos na legislação e nos costumes.

O terceiro século do Cristianismo

As forças espirituais que acompanhavam e acompanham todos os movimentos do orbe, sob a égide de Jesus, procuraram dispor os alicerces de novos acontecimentos que deveriam preparar a sociedade romana para o resgate e para as provações.

Com Constantino o Cristianismo ascende à tarefa do estado, com o Édito de Milão em 313, estabelecendo a liberdade religiosa e fazendo restituir aos Cristãos os bens que lhes tinham sido confiscados.

Findo o reinado de Constantino, surge o Imperador Teodósio, que declara o Cristianismo a religião oficial do Estado, decretando simultaneamente a extinção dos derradeiros traços do politeísmo romano.

A deturpação do Cristianismo

Os Cristãos contudo, não tiveram de início uma visão de campo de trabalho que se lhes apresentava. Não atinaram que, se o jejum e a oração constituem uma grande virtude na soledade, mais elevada virtude apresentam quando levados a efeito no torvelinho das paixões desenfreadas, nas lutas regeneradoras, afim de aproveitar aos que os contemplam. Uma ânsia de fugir das cidades populosas fazia então violar os crentes, originando-se os erros da idade medieval, quando o homem supunha encontrar nos conventos as ante-câmeras do céu.

A cidade de Roma estava preparada e contava com a proteção da espiritualidade para ser a divulgadora maior da Boa Nova. Porém os romanos fracassaram totalmente por serem muito orgulhosos.

Os símbolos para caracterizarem os cristãos entre si, se transformou em motivo de adoração exterior; as reuniões nas catacumbas são substituídas por concílios suntuosos. Surgem hierarquias na religião com dogmas, canonizações, celibatos, etc.

A venda escandalosa de indulgências, a inquisição e outros abusos chegaram até a espantar Martinho Lutero, que instituiu o Protestantismo.

A simplicidade inicial dos primeiros tempos não existia mais.

 

Conclusão

A maneira como viviam os primeiros Cristãos é para nós um grande exemplo de cumprimento dos ensinamentos do Cristo, mostrando à humanidade o exemplo do amor à Doutrina de Jesus, a obediência à lei de Deus, a preservação Doutrinária.

O Espiritismo tem como missão restaurar a simplicidade dos primeiros Cristãos redimindo o coração do homem que se entregou às adorações exteriores. Com seu caráter universal, a Doutrina Espírita, livre de dogmas e rituais, levará as virtudes Cristãs por todos os quatro cantos da Terra.

 

 

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Tema: A vinda do codificador do Espiritismo

Número: 16

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O objetivo deste estudo é mostrar a vinda do codificador do Espiritismo antes de tomar contato com os fatos espíritas; a sua preparação, o desempenho de suas funções, o seu caráter de homem reto, as suas virtudes e de mais qualidades que dariam a ele a condição necessária para realizar a sua missão.

 

Desenvolvimento

Foi em Lion, França, que a 03 de outubro de 1804, nascia Hipolyte Leon Denizard Rivail, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado, juiz e de Jeane Duhamel.

Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar em Yverdum, Suíça, com o célebre professor Pestalozzi, do qual se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado, aplicou-se de todo o coração à propaganda do sistema de educação que exerceu sobre a reforma dos estudos na França e Alemanha.

Muitíssimas vezes quando Pestalozzi era chamado pelos governos para fundar institutos semelhantes ao de Yverdum, confiava a Rivail o encargo de substituí-lo na direção da sua escola.

O trabalho de Pestalozzi em Yverdum, embora acidentado, é uma obra de amor pela infância, poucas vezes imitada por outro educador. Este amor foi transmitido a Rivail que deu às crianças francesas trinta anos de sua vida; quando obteve isenção do serviço militar veio a fundar em Paris um estabelecimento semelhante ao Yverdum que anos depois veio à falência.

Rivail era bacharel me letras e ciências, lingüista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano, o espanhol e o holandês.

Nesta fase, a Pedagogia tornou-se a razão principal de sua vida.

No mundo das letras e do ensino que freqüentava em Paris, Rivail encontrou a senhorita Amelia Boudet, professora com diploma de primeira classe com a qual se casou em 06 de fevereiro de 1832. Amélia Boudet, nascida em Thiais, França, a 23 de novembro de 1795; tornou-se grande colaborada, auxiliadora e inspiradora de seu esposo; Amelia e Rivail se completam de tal modo que temos a impressão de duas almas voltadas para o amor do Cristo, marcaram um encontro em Paris, para nos dar o exemplo do que pode a verdadeira abnegação.

Apesar da falência do instituto e de mais negócios nos quais investiram um bom capital, Sr e Sra Rivail lançaram-se corajosamente ao trabalho.

Rivail durante o dia, fazia o trabalho de contabilidade de três casas comerciais, e terminando o dia, escrevia à noite gramáticas, aritméticas, livros para estudos pedagógicos superiores e traduzia obras inglesas e alemãs.

Organizou também em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada, de 1835 a 1840.

Membro de várias sociedades foi premiado em 1831 pela Academia Real d´Arras pela apresentação de sua notável memória: “Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?” apresentado para o melhoramento da Instrução Pública em 1828; “Curso prático e teórico de aritmética” em 1829; em 1831 “Gramática francesa clássica”; “Manual dos exames para obtenção dos diplomas de capacidade”, em 1846; “Catecismo gramatical de língua francesa”, 1848; finalmente em 1848 encontramos o Sr Rivail professor no Liceu Polimático, regendo as cadeiras de fisiologia, astronomia, química e física. Tendo sido essas diversas obras adotadas pela Universidade da França e tendo sido vendidas abundantemente, pôde o professor Rivail conseguir, graças a elas e ao seu trabalho, uma modesta abastança.

 

Conclusão

Como se pode julgar por essas exposições, o Sr Rivail estava admiravelmente preparado para a rude tarefa que ia ter que desempenhar e fazer triunfar. Foi nessa época, em 1854, que o Sr Rivail ouviu pela primeira vez falar nas mesas girantes.

 

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Tema: Hydesville – as mesas girantes

Número: 17

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Fenômenos mediúnicos sempre existiram em todos os tempos e em todos os lugares. Desde os primórdios da humanidade, as práticas mediúnicas se faziam presentes nas mais diversas ocasiões.

Mas foi no século XIX, que elas passaram a chamar atenção dos estudiosos da época, principalmente na França onde o cenário cultural em apogeu oferecia oportunidade de pesquisa a todos os interessados.

É claro que a espiritualidade superior havia programado essa ambiência cultural, na França, para que esses fenômenos chamassem atenção do Senhor Rivail e de diversos outros intelectuais da época.

Este estudo tem como objetivo fornecer conhecimento a respeito dos primeiros passos do codificador em contato com as verdades espirituais.

 

Desenvolvimento

Remontamo-nos portanto a Hydesville, pequeno povoado de pessoas incultas, situado perto de Rochestes nos EUA. Os fenômenos lá ocorridos marcaram o início da codificação da Doutrina Espírita, porque a imortalidade da alma que era então uma simples crença tradicional, passou a ser reconhecida como fato provado, evidente por si mesmo. Isto ocorreu por intermédio das irmãs Margarida e Catarina Fox, primeiras médiuns conhecidas que se comunicaram com o espírito de Carlos B. Rosma, que fora assassinado e enterrado nos fundos da casa. A partir daí as comunicações tornaram-se mais freqüentes e as irmãs Fox mais conhecidas.

Na época de Rivail era muito comum na França as sessões em casas particulares, onde se praticava mediunidade apenas como curiosidade e divertimento. O fenômeno mais conhecido era o das mesas girantes ou falantes, no que as mesas se erguiam, “dançavam” e respondiam perguntas formuladas pelos presentes.

Rivail, grande observador e estudiosos, se interessava pelo magnetismo e o pesquisava juntamente com seu amigo, Senhor Portier; em 1854 foi convidado para ir a uma das sessões e ver as tais mesas girantes, convite feito pelo Senhor Portier; a isso respondeu: “Só acreditarei quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá permita que eu não veja mais de que um conto para fazermos dormir em pé”.

Algum tempo depois, um outro amigo, Senhor Carllotti, lhe conta sobre as comunicações de espíritos e as dúvidas dele, em vez de desvanecerem aumentam. Sendo assim, Rivail decide ir a uma dessas reuniões e em meio de 1855 vai a casa da Senhora Planeimeison, onde testemunhou pela primeira vez, uma comunicação de espíritos.

Duvidando sempre, Rivail, homem racional e de formação positivista, passou a freqüentar as sessões espíritas com intuito de apurar a legitimidade das aparições com todo rigor e a objetividade dos métodos científicos positivos.

Os fenômenos eram para Rivail, algo que devia levar a sério e não apenas curiosidade como pensava a maioria das pessoas. Passou a estudá-los com afinco. Percebeu ele que o espírito comunicante era de um morto. Notou desde logo, que ao contrário do que se acreditava, esse não possuía o soberano conhecimento, mas continuava a ser, mentalmente o que fora em vida: os mesmos ideais, o mesmo ser...

Rivail interessou-se, principalmente pelos casos de escrita mediúnica e com a ajuda de amigos, reuniu muitas mensagens psicografadas (escrita pelo próprio espírito através do médium) e as estudou com amor e método.

Rivail não se limitava a receber mensagens e anotá-las. Ele indagava, pesquisava, comparava e discutia, e se algo lhe era incompreensível ou lhe parecia absurdo, ele replicava e só tinha como definitiva o que estivesse inteiramente claro. Após certificar-se da inexistência de fraude, dedicou-se à pesquisa e à codificação das mensagens do mundo dos espíritos. Nessa época Rivail já tinha o conhecimento de sua missão e trabalhou com afinco.

 

Conclusão

O espírito inquiridor, crítico e sobretudo racional de Allan Kardec, serve-nos de exemplo para a vida diária. A fé deve ser fundamentada na razão, como nos lembra o codificador: “Fé inabalável só o é a que pode encarar face à face a razão, em todas as épocas da humanidade”.

Rivail chegou a conclusão valiosa observando e estendendo os fatos vivenciados e os que tomou conhecimento.

Com a Doutrina Espírita, um novo caminho se abria à filosofia e às demais ciências correlatas. Estavam lançadas as sementes que frutificariam mais tarde entre os homens.

 

 

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Tema: Hippolyte Leon Denizard Rivail – Allan Kardec

Número: 18

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Vamos ver agora trabalho de Sr Rivail, agora espírita, no trabalho de codificação da Doutrina, sua coragem, os seus obstáculos, as suas conclusões e suas vitórias.

 

Desenvolvimento

Depois de ter, através de perguntas e análises, comprovada a lógica e a verdade da Doutrina dos Espíritos, Allan Kardec começa seu trabalho de codificação do Espiritismo.

Em abril de 1857 é lançado O Livro dos Espíritos.

Levado então pelos acontecimentos e pelos documentos que tinha em mão e ainda pelo sucesso que fez O Livro dos Espíritos, Kardec formara um projeto de editar um Jornal Espírita (Revista Espírita).

Em seguida a tais acontecimentos, é fundada em 1º de abril de 1858, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

No ano seguinte, após estr com bases sólidas, a sociedade, e ter dado conta da tarefa que precisou desempenhar na mesma, Kardec resolve renunciar a qualquer espécie de função na sociedade, mesmo a de diretor, dizendo estar muito atarefado com as demais tarefas que a Codificação do Espiritismo exigia. Esta demissão não foi aceita e Kardec foi reeleito por unanimidade. Diante dessa manifestação de simpatia, se resignou e manteve-se em suas funções.

Nesta época, Kardec trabalhava na elaboração de “O Livro dos Médiuns”, que surgiu em janeiro de 1861.

Rivail efetuou inúmeras viagens, algumas internacionais, constatando o número grandioso de adeptos da Nova Revelação.

Período de perseguições

Com essa enorme obra que ia Allan Kardec desenvolvendo, muitas pessoas incapacitadas ainda de compreende-la, faziam constantes perseguições ao nobre codificador, através de calúnias inúmeras sem que lhe diminuísse no mínimo seu entusiasmo pela Doutrina.

Um dos maiores atos de monstruosidade contra o Espiritismo foi o Auto de Fé de Barcelona. Sr Maurício Lachatrê, livreiro estabelecido em Barcelona, pediu a Kardec que enviasse 300 obras espíritas para serem propagadas e vendidas.

O Bisbo de Barcelona, julgando essas obras prejudiciais à fé católica, fez confiscar as obras expedidas por Kardec, pelo Santo Ofício. Como as obras não chegariam ao destinatário, Kardec reclama a sua devolução, porém sua reclamação não surtiu efeito.

O codificador estava no seu direito de prover uma ação diplomática e obrigar o governo espanhol a efetuar a devolução das obras. Os espíritos, contudo, o demoveram disto, dizendo ser preferível para a propagação do espiritismo, deixar que essa ignomínia seguisse seu rumo.

Reeditando os fatos e as fogueiras da Idade Média, o Bispo de Barcelona fez com que fossem queimadas em praças públicas, pela mão do carrasco, as obras incriminadas.

Difusão e finalização da Obra

O ano de 1867 foi fértil para a difusão do Espiritismo. Em janeiro, surgiu a pequena e magnífica brochura de propaganda: O Espiritismo em sua mais simples expressão.

Ainda no ano de 1862, Kardec fez ainda aparecer uma refutação de críticas contra o Espiritismo, sob o ponto de vista do materialismo, da ciência e da religião.

No mês de abril de 1864, publicou-se a “Imitação do Evangelho” Segundo o Espiritismo, sob o ponto de vista das explicações das parábolas de Cristo e na concorrência das mesmas com o Espiritismo. O título desta obra, mais tarde foi alterado, sendo hoje o Evangelho Segundo o Espiritismo.

Em agosto de 1865, Kardec deu publicidade a uma nova obra: O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, obra em que são relatados inúmeros exemplos da situação dos espíritos no mundo espiritual e na Terra, e os motivos que causaram esta situação.

No ano de 1868, dá publicação a mais uma obra de Codificação: A Gênese os milagres e as predições segundo o Espiritismo.

Allan Kardec entrega-se em seguida, a um projeto de organização do Espiritismo, através do qual pretende imprimir mais vigor, mais ação à Filosofia da qual se fez apóstolo, tentando desenvolver-lhe o lado prático e fazer que produza frutos. O constante objeto de suas preocupações é saber quem será seu substituto na obra, porque pressente estar próximo o seu trespasse.

Em 1868, a Sociedade Espírita era reestruturada em novas bases e tornada Sociedade Anônima.

No dia 31 de março, Allan Kardec faleceu em Paris, com 65 anos de idade, sucumbido pela ruptura de um aneurisma.

 

Conclusão

Com muito empenho, sacrifícios e trabalho árduo e profícuo, Allan Kardec soube desencubir-se de sua missão de Codificador que a espiritualidade superior traçara no espaço, legando ao mundo uma doutrina lógica e consoladora, que traz Jesus de volta ao coração dos homens, consubstancionando-se  na Terceira Revelação.

 

 

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Tema: Vultos do espiritismo

Número: 19

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Interessante e útil para nós conhecermos os grandes homens que se converteram em lídimos representantes do movimento espírita, no campo das experimentações científicas, dos estudos filosóficos e mormente das atividades religiosas, trazendo a nós valiosas contribuições para o estudo e prática dos postulados da doutrina espírita.

 

Desenvolvimento

Leon Denis

Nascido em Nancy, na França, em 1846, tendo desencarnado em 1927, em Tours. Aos 18 anos, tomou contato com a Doutrina Espírita, tendo se tornado propagandista da Terceira Revelação. Escreveu inúmeras obras, onde tratava preferivelmente do aspecto filosófico do espiritismo. Dentre elas temos “Cristianismo e Espiritismo”, onde analisa o Cristianismo primitivo, as deturpações e desvio que ele sofreu e a perfeita identidade do Espiritismo com o Cristianismo. Em “O Grande Enigma”, com inigualável beleza e poesia, traça comentários acerca de Deus, da natureza, das florestas e mares , do equilíbrio e da harmonia do Universo de modo extremamente poético. “No Invisível”, aborda diversos ângulos da mediunidade; “O problema do Ser, do Destino e da Dor”, sua principal obra, expõe as idéias espíritas acerca do destino, das causas e motivos do sofrimento, analisa a questão da personalidade múltipla, do livre-arbítrio e do determinismo e da evolução dos espíritos. Em “Depois da Morte” e a “Existência da Encarnação”, realiza um de seus mais vigorosos trabalhos, discorrendo sobre as religiões do passado e cerimônias de iniciação, a Grécia, o Egito, as Gálias, além de comentários acerca do desenvolvimento que a noção da Divindade sofreu, ao elaborar notáveis assertivas sobre a vontade, os fluidos, a crise moral do planeta; com notável maestria aborda o problema da inferioridade social da mulher na sociedade terrestre, analisa a Doutrina Positivista e o Materialismo.

Oliver Lodge

Físico e metapsíquico inglês. Além de Eusápia Paladino, estudou outras méduns, tornando-se espírita. Prestou notáveis contribuições à ciência acadêmica do mundo. Realizou experimentações com os médiuns Plipper, Verral, Thompson e Isonard. Entrou em contato, por meio da mediunidade, com seu filho Raymond, desencarnado na Primeira Guerra Mundial. Escreveu inúmeras obras de natureza religiosa, metapsíquica e filosófica, além de biografias.

William Crookes

Físico, químico e investigador dos fenômenos metapsíquicos. Estudou os médiuns Douglas Home e Forence Cook. Através da segunda, inúmeros fenômenos da materialização demonstrou, de modo insofismável, a realidade da vida espiritual e da mediunidade. Realizava suas experiências com aparelhos de alta precisão, por ele mesmo inventados. Pesquisava com absoluta imparcialidade. Em diversas obras, informa os resultados de suas extraordinárias pesquisas de rigoroso caráter científico.

Arthur Conan Doyle

Notável escritor, médico e metapsíquico inglês. Tornou-se notável e famoso pela criação do personagem Sherlock Holmes. Converteu-se em espírita fervoroso, tendo realizado conferências em inúmeros países, despendendo nesses afazeres, larga soma de sua fortuna pessoal. Suas obras são muitas, entretanto, a mais notável é a “História do Espiritismo”.

Camile Flammarion

Insigns astrônomo e investigador metapsíquico. Adquiriu celebridade por seus estudos sobre astronomia e por suas diversas obras, apontando questões referentes ao Espiritismo. Qualificou Allan Kardec como o “bom senso encarnado”, tendo-lhe feito o panegírico de seu funeral, em 1869.

Muitos também se dedicaram aos estudos espíritas: o Dr Paul Gibier, que estudou psicologia perante o espiritismo; Victor Hugo, que realizava experiências mediúnicas; Alexandre Aksakoff com sua obra magistral “Animismo e Espiritismo”; Alfred Russel Walace, contemporâneo de Darwin; ainda escreveu “Joana D´Arc, médium”, descerrando novo ângulo da vida desse personagem histórico, a quem tanta devoção dedicava. Fundou e dirigiu o “Grupo do Cisne”, organizado para estudos e práticas espíritas. Realizou grande número de conferências e palestras sobre o Espiritismo, e foi o presidente de honra do Congresso Espírita Internacional, ocorrido em Barcelona em 1922. conheceu pessoalmente o Codificador. Com efeito é denominado o Apóstolo do Espiritismo.

Gabriel Delanne

Nascido em 1857, tornou-se em dos maiores metapsiquistas que a França conheceu. Estudou engenharia, embora tenha se dedicado integralmente aos estudos dos fenômenos paranormais, à luz do Espiritismo. Realizou experiências com vários médiuns, em companhia de C. Richet. Fundou a União Espírita Francesa e presidiu a Sociedade Francesa de estudo de Fenômenos Psíquicos. Tratou de mostrar o aspecto científico do Espiritismo, em suas magistrais obras, das quais citamos: “A Alma é Imortal”; “A Evolução Anímica”; “O Espiritismo perante a Ciência”; “A Reencarnação” e outros. Desenvolveu muito os estudos científicos comprovatórios das idéias espíritas, sempre seguindo Kardec.

Cesare Lombroso

Famoso criminalista italiano, adquiriu vastos cabedais de conhecimentos científicos. Foi professor de psiquiatria. Tendo tomado conhecimento dos extraordinários fenômenos ocorridos com a médium Eusápia Paladino, resolveu investigar, tendo-se rendido às evidências dos fatos. Realizou estudos notáveis sobre vários aspectos da mediunidade. Sua principal obra é o “Hipnotismo e o Espiritismo”. Foi grande metapsiquistas.

Ernesto Bozzano

Investigador metapsíquico italiano, tendo sido membro de honra do Institut Metapsychique Internacional. Destacando-se no estudo de diversas ocorrências mediúnicas e inúmeros pontos da Doutrina Espírita, tendo produzido dezena de obras. As principais são: “Cérebro e Pensamento”; “Pensamento e Vontade”; “Enigma da Psicometria”; “Fenômenos da telestesia”; “Xenoglossia”; “Fenômenos de Bilocação”. Foi o dos que mais ofereceu subsídios ao Espiritismo.

 

Conclusão

Fácil verificar que todos os cientistas que verificaram os fenômenos espíritas com ânimo e imparcialidade, se renderam perante a força dos fatos. Naquele período era necessário a realização desses estudos que vinham apoiar e desenvolver a codificação Kardecista. Era preciso a evidência científica dos postulados espíritas. Atualmente, o Espiritismo necessita mais de criaturas que, no esforço da melhoria íntima e na prática constante e meticulosa do estudo doutrinário, venham a servi-lhe com o coração livre de inferioridade e a mente acelerada pelo estudo das obras espíritas básicas e subsidiárias. O progresso que a Doutrina vem experimentando, faz ver a necessidade de mais trabalhadores, que procurem se elevar servindo ao próximo, na difusão e exemplificação do Espiritismo, o Consolador Prometido.

 

 

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Tema: O Espiritismo como ciência, filosofia e religião

Número: 20

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O Espiritismo possuindo um aspecto doutrinário, filosófico e científico que lhe servem de base, consegue atingir todas as áreas do conhecimento humano. Este estudo visa o conhecimento desses três aspectos identificando as áreas de abrangência de casa um deles.

Obs.: Este estudo é bastante difícil e complexo. Os temas, por menos que pareçam, são muito abstratos, de modo que a compreensão por parte dos jovens vai depender muito do  modo pelo qual o orientador dirigirá sua aula. Naturalmente, quanto mais dialogado, mais fácil será a compreensão do assunto. Os conceitos de filosofia, ciência e religião são muito controvertidos e pessoais, variando de acordo com as influências das diversas escolas filosóficas ou religiosas a que cada um se submete.

 

Desenvolvimento

O espiritismo como Filosofia

Filósofo significa “amigo da sabedoria”. Um dos maiores filósofos de todos os tempos se chamou Sócrates e é citado por Allan Kardec com muita insistência. Como o Cristo, nada deixou escrito. Adotava a reencarnação e se dizia orientado por espíritos.

Os filósofos estudam as causas que produzem os efeitos. A coisa mais importante da filosofia é justamente estudar as causas primárias e os fins últimos. Em outras palavras, diríamos, que o mais importante dela é descobrir a origem do universo e o seu porquê.

O Espiritismo é uma filosofia, justamente porque se preocupa com essas coisas. O livro filosófico do Espiritismo é o por excelência “O Livro dos Espíritos”. A primeira pergunta desta obra é: “O que é Deus?” ao que respondem os espíritos: “A inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

É curioso considerar que a própria filosofia é uma ciência, pois dentro de outros requisitos, também possui leis.

Como não pode haver para uma mesma coisa duas verdades diferentes é muito mais correto dizer que o Espiritismo é a filosofia, e não uma filosofia como todas as outras por aí, todas úteis e respeitáveis, mas incompletas.

O Espiritismo como Ciência

Para que uma doutrina seja considerada como científica, necessita preencher algumas condições. Entre elas, as mais importantes são: toda ciência busca leis e as aplica; o conhecimento científico é preditivo; o conhecimento científico é gera.

Começando por analisar a primeira, concluímos ter o Espiritismo muitas leis. Um exemplo é este: “Todo princípio inteligente se transforma num espírito”. Esta é uma lei que advém com a evolução espiritual.

Como sabemos, o princípio inteligente é como a alma dos vegetais e animais que ao evoluírem se transformam em espíritos.

O conhecimento científico é preditivo. Realmente, através da mediunidade de precognição, podemos prever acontecimentos futuros. Quantas profecias já não foram feitas e continuam a acontecer por toda a parte.

É também possível prever o tino de reencarnação que terá um espírito conhecendo-lhes as faltas e as conquistas de outras vidas, seus débitos a serem resgatados e as intercessões a seu favor. Assim a ciência espírita está sendo preditiva.

O conhecimento científico é geral, ou seja, as leis e os postulados espíritas são válidos para dos os tipos de espíritos em qualquer lugar do universo. O Espiritismo não analisa os casos particulares, somente os gerais, comuns a várias pessoas e lugares.

O Espiritismo se relaciona com muitas ciências, o que não acontece com outras religiões. A tal ponto é esta relação que Kardec afirmou: “O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente”.

O Espiritismo como Religião

Se considerarmos que uma religião precisa necessariamente possuir rituais, o Espiritismo não seria uma religião, pois ele não os tem.

A palavra religião vem do latim “re-ligare”, isto é, religar. Neste caso, o papel da religião seria o de esclarecer acerca das verdades espirituais com o objetivo de nos ajudar e nos aproximarmos de Deus o mais rápido possível. Nessas condições, o Espiritismo cumpre sua missão de religião, pois liga o homem à divindade.

A Doutrina Espírita não recomenda sinais religiosos, roupas especiais, enfim, nada exterior que tenha qualquer relação com ritos.

Segundo Emmanuel, “a religião é a presença de Deus no homem, que conduz o homem a Deus. ‘O Espiritismo é a religião que mais coerentemente’ desempenha este papel por ser racional e por reviver por completo todos os preceitos cristãos”.

Os preceitos religiosos do Espiritismo estão fundamentalmente no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec.

 

Conclusão

Apresentando o Espiritismo na sua feição de consolador prometido pelo Cristo, três aspectos diferentes: científico, filosófico e religioso, podemos tomá-lo como um triângulo de forças espirituais.

A Ciência e a Filosofia como base, porém a religião é o ângulo divino, que liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas com os outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visa o aperfeiçoamento da humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa sua grandeza divina, por constituir do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação interior e definitiva do homem.

 

 

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Tema: Deus

Número: 21

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

“Sendo Deus a causa primária de todas as coisas, a origem de tudo o que existe, a base sobre que repousa o edifício da criação, é também a fonte que importa considerarmos antes de tudo.” Allan Kardec

Por isso, estudaremos o Ser Supremo, nosso Pai, à luz da Doutrina Espírita, como princípio básico de tudo.

Em geral todos nós já tivemos a oportunidade de estudar, dentro da Doutrina, a questão da existência de Deus, sua natureza e manifestação. Veremos nesse estudo, pontos interessantes sobre a Divindade.

 

Desenvolvimento

Somos deístas, isto é, acreditamos na existência de um único Criador de todas as coisas, causa primária e inteligência Suprema. Entretanto, às vezes, somos aberbados por aqueles que duvidam da existência de Deus, e argumentam que o sentimento íntimo que temos da existência provém da educação, como frutos de idéias adquiridas. Procuraremos, pois, estudar tal argumento com lógica e raciocínio, a fim de solidificar nosso ponto de vista, buscando a origem da idéia de Deus no próprio Espírito humano.

A comprovação da existência de Deus, indubitavelmente, está nos primitivos povos da Terra, de todas as épocas e locais, inclusive nos selvagens da atualidade, que exteriorizam suas crenças na existência da Divindade através de diversas manifestações religiosas, simbolizando sua crença na existência de forças superior no elemento da natureza e em diversos ídolos e imagens que esculpiam.

Busquemos, pois, comprovar a existência de Deus, usando dois axiomas ou princípios evidentes, plenamente aceitos e admitidos pela ciência da Terra:

“Não há efeito sem causa” e “Todo efeito inteligente tem forçosamente uma causa inteligente.”

Ora, é certo que muitas vezes nem sempre precisamos ver uma coisa para sabermos que ela existe. Por exemplo: “Se rondando os ares, um pássaro é atingido por mortífero grão de chumbo, deduz-se que hábil atirador o alvejou, ainda que este último não seja visto”. Assim, se o pássaro foi atingido (efeito) é porque houve uma ação provocada para que tal coisa acontecesse (causa). Concluímos daí, que todo efeito deve proceder de uma causa.

Se contemplarmos um belo quadro, e nos maravilharmos diante dele, obviamente concluímos que alguém de gênio, inteligência, foi o autor de tal obra. Se também observarmos determinada máquina e a achamos engenhosa, não admitiríamos que ela apareceu por si mesma, mas, ao contrário, foi obra paciente de uma inteligência, trabalho de um homem.

Ninguém afirmaria que tais produções são efeito do cérebro de um idiota, ou de um ignorante, nem, ainda menos, que é trabalho de um animal ou produto do acaso.

Pois bem, lançando olhar em torno de si, contemplando as obras na natureza, notando a previdência, a sabedoria, a harmonia que presidem a essas obras, reconhece o observador não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana. Ora, desde que o homem não se pode produzir, é que elas são produto de uma inteligência superior à sua.

A Natureza Divina

Diz a Gênese: “Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreende-lo ainda nos falta o sentido próprio, que se adquire por meio de completa depuração do Espírito”.

Impossibilitado, no presente, de compreender a natureza íntima do Pai, definimo-lo como causa primária de todas as coisas e inteligência Suprema, único, imutável, soberanamente bom e justo, infinito em todas as suas perfeições.

Deus não se mostra, mas afirma-se por suas obras.

Na antiguidade, não compreendíamos a possibilidade de existir um só Deus, tendo sido criados e imaginados números deuses e deusas, surgindo o politeísmo.

Mais tarde, acreditando-se em um único Deus, atribuíram-lhe não o caráter amoroso, mas sim o vingativo, colérico e parcial, originando-se daí a teoria das penas eternas do inferno.

Não se acreditando que Deus é Espírito, rebaixaram-no à proporção de um homem, representando na figura de um ancião de barbas brancas e longas.

Compreendendo Deus como um Pai de infinita misericórdia e amor, o Espiritista sabe que é necessário depurar-se sempre, para, desenvolvendo seus sentidos, aproximar-se mais de Deus, passando a viver dentro de suas leis imutáveis.

Sem o conhecimento de seus atributos, impossível seria entendermos a sua obra da criação.

Como não pode haver para uma mesma coisa duas verdades diferentes é muito mais correto dizer que o Espiritismo é a filosofia, e não uma filosofia como todas as outras por aí, todas úteis e respeitáveis, mas incompletas.

Atributos de Deus

Quais seriam os seus atributos? Vejamos:

Deus é a inteligência Suprema e Soberana

Ela abrange o infinito, isto é, é infinita. Se fosse finita, teríamos de admitir um outro ser para ocupar além desse limite.

Deus é eterno

Não teve começo, pois se tivesse tido início, teria saído do nada, e o nada não existe, logo não produz coisa alguma. Não terá fim, pois se extinguisse, existiria outro ser que viesse depois Dele, e Deus não seria o único.

Deus é imutável

Se mudasse, as leis que regem o Universo não teriam, também, estabilidade alguma, e em seria perfeito, pois o perfeito não necessita mudar-se.

Deus é imaterial

Não está sujeito às transformações da matéria, pois se essas transformações o afetassem, seria mutável.

 

 

Deus é onipotente

Isto é, possui o poder Supremo do Universo. Se não detivesse o poder supremo, poderia se conceber alguma entidade mais poderosa até chegar-se àquela de maior potencialidade, que então seria Deus.

Deus é soberanamente bom e justo

Deus não poderia ser bom e mau ao mesmo tempo, pois não possuindo a bondade em grua supremo, não seria mais Deus. Sua justiça e bondade se revelam em suas obras, nas mais pequeninas coisas.

Deus é infinitamente perfeito

Se não o fosse, não seria Deus, pois sempre poderia conceber-se um ser que possuísse o que lhe faltasse.

Deus é único

Deus não poderia ser Deus se não fosse único, pois deixando de o ser, deixaria de ter seus atributos em grau máximo, necessitando dividi-los com outro ser, conseqüentemente, deixaria de ter as suas perfeições infinitas. Ele é único porque estas são infinitas.

A Providência Divina

“A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo as coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.”

A visão de Deus

Se Deus está em toda parte, por que não o vemos?

Evidentemente, por serem limitadíssimas as nossas percepções visuais, inaptas à de muitas coisas materiais; como por exemplo, alguns fluidos que escapam totalmente a nossa visão e aos instrumentos de analise. Todavia, não dividamos de sua existência, sentimos pelo olfato o perfume da flor, mas não o vemos. Notamos a luz, mas não a tocamos. Recebemos a carícia dos ventos mas não os vemos.

Assim nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual podemos vislumbrar as coisas do mundo espiritual.

Não será após o desencarne que veremos Deus, pois que essa visão exige elevadíssimo grau de purificação interior, o que o homem da Terra não logrou atingir.

Sendo Deus a essência Divina, somente os Espíritos puros o vêem e percebem sua presença.

Embora não o vejam, também os Espíritos imperfeitos, não significa que estejam a maior distância Dele, já que todos estão envolvidos no fluido Divino, no hausto do Criador.

 

Conclusão

A noção exata da existência de Deus, de sua paternidade e providência para todos, o conhecimento de suas leis e determinações que regem o Universo, devem nortear a vida do homem.

O homem necessita aplicar-se no estudo constante e no aperfeiçoamento moral perene, para que se aproxime cada vem mais do Pai.

Pelo auto-conhecimento, podemos nos depurar, gozando, à medida do progresso adquirido, de maior felicidade e bem estar.

 

 

 

 

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Tema: Espírito

Número: 22

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

“É inata do homem a idéia da perpetuidade do ser Espiritual; essa idéia se acha nele em estado de intuição e de aspiração. O homem compreende que somente aí está a compensação às misérias da vida. Essa a razão porque sempre houve e haverá cada vez mais Espiritualistas do que materialistas e mais devotos do que ateus”.

“A existência do princípio espiritual é um fato, que por assim dizer, não precisa de demonstração, do mesmo modo que o da existência material. Ele se afirma pelos seus efeitos, como a matéria pelos que lhe são próprios”. (Allan Kardec, A Gênese, capítulo XI nº 4) 

 

Desenvolvimento

A Natureza Divina

Que é Espírito? (Livro dos Espíritos, número 23, 76 e 79)

“O Princípio Inteligente do Universo”.

Pode dizer-se que o Espírito é o ser inteligente da Criação. Povoa o Universo, fora do mundo material.

Os espíritos são, portanto, evidentemente, a individualização do princípio inteligente (1).

Características

O Espírito tem forma determinada, limitada e constante? (L.E. questão 88)

“Para vós, não, para nós sim”. Responderam os Espíritos à Allan Kardec. E prosseguiram: - “O Espírito e´, se quiserdes, uma “Chama”, um “Clarão” ou uma “Centelha etérea”. “Tem uma cor que, para vós, vai do escuro ao brilho do rubi”.

O Espírito é imaterial?

“Imaterial não é bem o termo; Incorpóreo seria mais exato, pois deveis compreender que sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance de vossos sentidos”.

O Espírito pode dividir-se ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo? (L.E. questão 92)

“O Espírito não pode se dividir mas sendo um centro de irradiação pode levar suas luzes para muitos lugares ao mesmo tempo, à semelhança do Sol sem se dividir”.

Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? (L.E. questão 115)

“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento”.

Todos os Espíritos passam pela fieira do mal, para chagar ao bem? (L.E.questão 120)

“Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância”.

A Evolução do Espírito

Qual o estado da alma na primeira encarnação? (L.E. questão 190)

“O da ignorância da vida corporal. A inteligência apenas desabrocha: A alma se ensaia para a vida”.

Onde passa o Espírito a primeira fase do seu desenvolvimento? (L.E. questão 607)

“Numa série de existências que precedem o período a que chamais humanidade. Nesse período é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme acabamos de dizer”.

“É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Então entra no período de humanidade”.

A última pergunta a sua conseqüente resposta, desta aula, nos autoriza a aprofundar mais nossos estudos sobre os Espíritos. É o que faremos.

Em “O Consolador”, na pergunta 79, encontramos:

Como interpretar nosso parentesco com os animais?

“Considerando que eles igualmente possuem diante do tempo um porvir de fecundas realizações”. “Através de experiências numerosas chegarão, um dia, ao reino hominal, como por nossa vez, alcançaremos, no escoar dos milênios, a situação da angelitude; a escala do progresso é sublime e infinita”.

No quadro exíguo dos vossos conhecimentos busquemos uma figura que nos convoque ao sentimento de solidariedade e de amor que deve imperar em todos os departamentos da natureza visível e invisível:

O Mineral          -           O Vegetal        -           O Animal        -           O Homem

É atração                      É sensação                 É instinto                    É razão

Perfeitamente de acordo com essa idéia, dizem os Hindus:

“A alma dorme na pedra, sonha na planta, move-se no animal e desperta no homem”.

Esposando a idéia evolucionária, Allan Kardec chega às seguintes conclusões, incluídas no capítulo X, item 28, de A Gênese:

“Por pouco que se observe na escala dos seres vivos, do ponto de vista do organismo, é-se forçoso a reconhecer que, desde o líquem (3) até à árvore e desde o zoófito (4) até o homem, há uma cadeia que se eleva gradativamente, sem solução de continuidade e cujos anéis todos tem um ponto de contato com o anel precedente.

Acompanhando-se passo a passo a série dos seres, dir-se-ia que cada espécie é um aperfeiçoamento, uma transformação da espécie imediatamente inferior”.

Também aceitando a idéia evolucionista, Gabriel Delanne, em seu livro “A Reencarnação”, capítulo II, assevera:

“Admitindo que o princípio Espiritual tenha passado pela série animal para chegar progressivamente até a humanidade, não me afasto da tradição Espírita, porque Allan Kardec, no livro “A Gênese” aceita perfeitamente essa possibilidade, e a justiça, demonstrando que é ela uma explicação lógica da existência dos animais e do papel que representam na terra”.

Observações

Individualizar: tornar individual, distinguir, caracterizar. Tomar conhecimento de si mesmo.

Quintessência: substância etéria e sutil, extraída do corpo que a continha. Extrato fetificado, levado ao último apuramento. O que há de principal ou melhor numa coisa. O mais auto grau, o requinte, o auge.

Líquem: classe das plantas criptogâmicas, cuja vida é interrompida pela estiagem e que formam a transição das algas para os cogumelos.

Zoófitos: uma das divisões do reino animal, que abrange os celenterados, animais que possuem formas semelhantes às plantas, como o coral, a esponja, a medusa.

 

Conclusão

A noção exata da existência de Deus, de sua paternidade e providência para todos, o conhecimento de suas leis e determinações que regem o Universo, devem nortear a vida do homem.

O homem necessita aplicar-se no estudo constante e no aperfeiçoamento moral perene, para que se aproxime cada vem mais do Pai.

Pelo auto-conhecimento, podemos nos depurar, gozando, à medida do progresso adquirido, de maior felicidade e bem estar.

 

 

 

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Tema: O Perispírito

Número: 23

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O estudo do perispírito, um dos pontos fundamentais para a compreensão da doutrina espírita, abre novos horizontes para a ciência. Conforme assimilado no item 54 de “O Livro dos Médiuns”: “no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis”. Faremos neste estudo uma abordagem do perispírito como componente fundamental do complexo humano.

A palavra perispírito deriva-se de peri+spiritus (peri do grego significa em torno e spiritus do latim significa espírito). Logo etmologicamente perispírito significa o que está em torno do espírito.  

 

Desenvolvimento

Conceito

“É o envoltório semimaterial do Espírito”. (Livro dos Médiuns – cap. XXXII – vocabulário espírita).

“É o laço que liga a alma no corpo”. (Livro dos Espíritos – questão 135).

O homem é constituído de 3 partes essenciais: corpo, alma e perispírito.

“1º o corpo ou ser material, análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital.

2º a alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo.

3º o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito”. (Livro dos Espíritos – Introdução – Item VI).

O perispírito é portanto uma substância vaporosa que envolve o espírito. Assim sendo “o perispírito não é encerrado no corpo como numa caixa. Ele é expansível por sua natureza fluídica, irradia-se e forma em torno do corpo uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem ampliar mais ou menos”. (Obras Póstumas – parágrafo 1º - item 11).

Constituição

Os vários tipos de fluidos que compõem o perispírito são retirados dos fluidos cósmicos. Assim o perispírito é mais ou menos etéreo, segundo os mundos e o grau de adiantamento dos espíritos. Nos mundos e nos Espíritos inferiores a sua natureza é grosseira e se aproxima da matéria propriamente dita. Nos mundos adiantados, encarnados e desencarnados formam o seu perispírito com os fluidos mais etéreos do plano em que estagiam.

Propriedades

a) Manifestações visuais: visibilidade / invisibilidade

Por sua natureza e no estado normal, o perispírito é invisível, entretanto ele pode sofrer modificações que o tornem perceptível ao olho humano quer por uma espécie de condensação, quer por uma alteração na composição molecular.

Não é geral o fato dos espíritos tornarem-se visíveis.

“Não basta que o espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar”. (Livro dos Médiuns – item 105).

b) Tangibilidade

            Achando-se desprendido da matéria, conforme o seu grau de elevação o Espírito pode fazer com que o seu perispírito torne-se tangível. O adjetivo tangível significa o que pode ser tocado, assim o perispírito  pode mesmo adquirir as propriedades de um sólido, sem perder a faculdade de voltar ao seu estado primitivo ou seja etéreo e invisível.

c) Penetrabilidade

            Outra propriedade do perispírito e inerente a sua natureza etérea é a penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo, ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. E em razão deste fato que os objetos materiais não constituem obstáculo para os espíritos, eles podem portanto penetrar em qualquer recinto como por exemplo visitar um prisioneiro recluso em um cárcere sem nenhuma dificuldade.

Funções

            Além das funções básicas de servir de intermédio entre o espírito e a matéria nos encarnados e constituir o corpo fluídico nos espíritos desencarnados, poderíamos abordar, dentre outras, as seguintes funções do perispírito:

a) Transmissor de sensações

            O perispírito é o intermédio do Espírito e do corpo, e o órgão transmissor de todas as sensações. Quando elas vêm do exterior, o corpo recebe a impressão, o perispírito transmite-a e o Espírito, sensível e inteligente, recebe-a. Quando vem da iniciativa do Espírito,  este dispõe que o perispírito transmite e o corpo executa. (Obras Póstumas – Manifestações dos Espíritos).

            “Catalizador das energias divinas, que assimila, é encarregado de transmitir e plasmar no corpo as ordens emanadas da mente e que procedem do espírito” (Estudos Espíritas – Joanna de Ângelis – Cap. 4).

b) Arquivo do Passado

            O perispírito é o arquivo do nosso patrimônio intelectual, emocional e moral obtido no transcurso das reencarnações. Nele ficam registrados nossos pensamentos e atitudes. É bom lembrar que o perispírito sendo o arquivo das nossas experiências do passado constitui-se na verdadeira sede dos nossos vícios ou de nossas virtudes, assim na sua “estrutura de energia se localizam os distúrbios nervosos que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas. Igualmente ele responde pelas doenças congênitas, em razão das distonias morais que conduz de uma para outra vida”. Por isto mesmo, trata-se de um organismo vivo e pulsante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis, que imprimem nas suas intrincadas peças as atividades morais do Espírito, assinalando-as nos órgãos correspondentes quando das futuras reencarnações.

            “Veículo sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas emocionais como as aspirações da beleza, da arte, da cultura, plasmando nos sentimentos as tendências e as possibilidades de realiza-las”. (Joanna de Ângelis – O Homem Integral – Cap.9).

c) Elemento matriz ou molde do corpo físico

            “Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico” (Joanna de Ângelis – O Homem Integral – Cap. 9).

            Nos afirma André Luiz que “o perispírito não é o reflexo do corpo físico, porque na realidade é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação” (André Luiz – Evolução em Dois Mundos – Cap.2).

            Desta forma compreendemos que no corpo espiritual ou perispírito estão as matrizes verdadeiras das funções que se manifestam no corpo físico.

 

Conclusão

Toda experiência vivida reflete-se em nosso perispírito. Experiências desastrosas desequilibram os centros vitais e posteriormente responderão por problemas psíquicos e orgânicos. Ações nobres e pensamentos edificantes concorrem para a nossa paz e equilíbrio, alterando para melhor a nossa estrutura física e psíquica. Assim está em nossas mãos a felicidade ou o sofrimento. Utilizemos o discernimento e sabedoria para desfrutarmos da paz e alegria da construção do Reino Divino, dentro de nós mesmos.

 

 

 

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Tema: Justiça da Reencarnação

Número: 24

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Hoje vamos começar a estudar o primeiro de uma série de dois estudos sobre o tema reencarnação, assim dividido com o propósito de estudar este vasto assunto de biografias muito extensa. O Orientador pode, se necessário, subdividir esses dois estudos para melhor atender aos jovens.

 

Desenvolvimento

Penas Eternas ou Reencarnação

Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios para alcança-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua Justiça porém lhe concede realizar, em várias existências o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova. Não obraria Deus, com equidade, nem de acordo com sua bondade se condenasse à penas eternas aquele que talvez haja encontrado no próprio meio onde fora colocado a alheio a vontade que o animava, obstáculo ao seu melhoramento.

Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte não seria Deus o Pai de Justiça, imparcial no tratamento que a todos dispensam.

A Doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde a idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condições morais inferiores a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.

O homem que tem consciência de sua inferioridade, haure consoladora esperança da Doutrina da reencarnação. Se crê na justiça de Deus, não pode pensar que venha achar-se, para sempre, em pé de igualdade, com os que mais fizeram do que ele. Sustem-no, porém, e lhe reanima a coragem, a do supremo bem, e que mediante novas esperanças, dado lhe será conquista-lo.

Nenhuma experiência, ainda que tardia não fica perdida; o Espírito a utilizará em outra existência.

Objetivo da Reencarnação

a) Fazer a humanidade (ou os Espíritos) chegar à perfeição moral e intelectual.

b) Pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação (a ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo).

Tipos de Reencarnação

Reencarnação voluntária: quando o Espírito a reencarnar se pronuncia acerca de sua vida futura, ainda no Plano Espiritual, escolhendo as provações a que se submeterá, opinando inclusive a respeito do seu corpo físico. É própria para o Espírito que possui algum equilíbrio.

Reencarnação compulsória: quando o Espírito, pelo seu desequilíbrio e atraso é levado à vida corporal independente de sua vontade. Tem um caráter de expiação, de grandes sofrimentos.

A planificação da vida, do corpo, de tudo, ocorre por conta das Entidades Espirituais encarregadas para tal.

Necessidade e Número de Reencarnação:

“O princípio da reencarnação é uma necessidade da lei de progresso”. (Allan Kardec – A Gênese, capítulo XI)

Essa afirmativa se vem confirmar quando se procura a explicação da diferença entre o estado social que hoje vivemos dos tempos mais primitivos.

Se os Espíritos fossem criados com os corpos, não se veria nenhuma diferença entre os criados atualmente e os que viviam a mil anos, pois não poderia fazer nenhuma relação entre elas, já que as primeiras seriam tão primitivas quanto as segundas.

Se buscamos a razão veremos que existem diferenças enormes de um indivíduo para o outro. Uns tem melhor compreensão que outros, possuem instintos mais apurados, costumes mais brandos. Então, perguntaríamos: porque algumas haviam de ser melhores dotadas por Deus que outras?

 

Conclusão

A reencarnação não é uma invenção do Espiritismo, mas uma verdade irrefutável, que prova a justiça, o poder, a bondade, a sabedoria e a misericórdia do Criador.

Tanto assim é que as Doutrinas religiosas filosóficas dos mais remotos tempos já tinham essa verdade consoladora como coluna mestra que as sustentava.

Há, pois, uma incompatibilidade da Doutrina das penas eternas com a evolução, pois a sorte das almas, irrevogavelmente fixada depois da morte, é assim, um travão definitivo aplicado ao progresso.

A reencarnação é portanto a melhor demonstração da Justiça Divina. “Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são  ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Somente esse princípio lhes restituirá o sentido verdadeiro.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV, item 17)

 

 

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Tema: Mecanismo da Reencarnação

Número: 25

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

No Estudo anterior analisamos a incompatibilidade das penas eternas com a justiça e bondade de Deus, concluindo que a reencarnação é a única chave para explicar estes atributos do Criador de modo lógico e claro.

Hoje veremos os mecanismos gerais para que a reencarnação se dê em nosso planeta. Gostaríamos de dizer que antes de entrarmos propriamente no assunto, que não existem duas reencarnações iguais, como não existe duas pessoas iguais.

 

Desenvolvimento

Já é por nós sabido que possuímos um corpo de carne, um corpo Espiritual ou perispírito e somos o Espírito. Com a morte, o corpo de carne morre e o Espírito juntamente com seu perispírito permanece no plano Espiritual à espera de uma nova oportunidade de reencarnação.

No fenômeno da reencarnação, o perispírito desempenha um papel muito importante, pois é ele que irá moldar o corpo de carne, sob o comando da mente do Espírito. Muitos vão ao extremo exagero e pensam que o novo corpo é uma espécie de papel carbono de corpo espiritual, o que não é verdade.

O principal fator que modela e novo corpo são os cromossomos paternos e maternos, que fazem com que o filho geralmente se pareça com os pais.

Vamos dar um exemplo concreto. Supúnhamos que uma pessoa, que tenha olhos azuis desencarne; os olhos de seu corpo espiritual serão (nas condições já citadas) também azuis.

Suponhamos agora que reencarne, tendo por pai e mãe pessoas de olhos castanhos puros. Tal filho reencarnará tendo não mais olhos azuis de seu perispírito, mas agora, olhos castanhos dos pais. Quando novamente desencarnar, seu perispírito passará a se exibir com olhos castanhos.

O que se dá com a cor dos olhos (que na prática é bem mais complicado que o singelo exemplo oferecido), dá-se também com cada detalhe do corpo.

Suponhamos que uma pessoa de cor branca reencarne numa tribo africana. Seu corpo será de acordo com a cor da pele de seus novos pais, por causa da hereditariedade, embora o perispírito se apresentasse branco, na pátria Espiritual. O que é realmente importante são as qualidades do Espírito (que se reflete no corpo).

Cor dos olhos, da pele, formato do nariz ou orelha, cabelo castanho ou negro, estatura alta, mediana ou baixa, etc, não fazem ninguém mais bondoso ou mais perverso.

O corpo Espiritual se submeta, no plano Espiritual da crosta às leis da hereditariedade, mas não é o único fator que participa na modelagem do corpo. Exercem influência a mente do próprio reencarnante, os pensamentos da mãe, o meio ambiente, as vibrações dos amigos Espirituais, etc.

Muito comumente as reencarnações são preparadas no espaço, estabelecendo planos de que participa o próprio reencarnante, (quando ter condições) naturalmente sob a orientação de autoridades superiores especializadas.

Todo planejamento visa o aprimoramento, o progresso, a evolução, tanto do reencarnante, como de parentes e da própria comunidade onde vai passar uns tempos.

São planejados:

Os pais deverão ter (geralmente ligados à reencarnação anteriores; ora são amigos que socorrem, ora inimigos que resgatam); defeitos e virtudes de novo corpo (estuda-se a conveniência ou não de deficiências físicas ou funcionais, ou de um corpo sadio, etc) – os lances principais da vida como: saúde boa ou má; doenças graves, se for o caso; sexo morfológico (masculino ou feminino) segundo as conveniências de cada caso; profissão; recursos materiais de que irá dispor (rico, miserável, perda de fortuna, enriquecimento rápido, etc); tempo de duração do corpo (que poderá ser abreviado ou não, às vezes até prolongado, fatores que abreviam este tempo: vícios materiais e psicológicos, uso de entorpecentes, ódio, etc).

Essas escolhas procuram observar:

O resgate de débitos contraídos em vidas passadas (expiação) dificuldades que exercitam o Espírito para se fortificar acumulando novas experiências, preparando-se para o futuro (provação); contribuição para o bem de determinadas pessoas ou mesmo da coletividade; maior ou menor longevidade (missão).

Quanto mais evoluído o Espírito mais cuidados no preparo de sua encarnação.

Por outro lado, se o Espírito for de menor evolução, menores serão os cuidados que lhe serão dispensados.

Se o reencarnante não tiver condições para participar do plano de seu reencarne, seus amigos Espirituais poderão faze-lo, independente do seu concurso.

A união do Espírito (e respectivo perispírito) ao novo corpo se faz juntamente com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, ou seja, da formação do ovo, e não na hera em que o bebê vê a luz.

O conhecimento deste fato tem conseqüências muito profundas, pois esclarece que o aborto provocado é um dos mais ignóbeis crimes. Retira a oportunidade de reencarne e mata um ser totalmente indefeso.

Quando a criança nasce o fenômeno da reencarnação não está terminado, bastando examinar o bebê, nota-se ausência de dentes, a fragilidade do crânio, etc.

O próprio cérebro não está terminado, fato importantíssimo, pois todas as impressões que o bebê receber serão gravadas e não mais se apagarão; e mais, até no futuro como adulto, tais impressões exercerão pelo menos inconsciente. Nota-se que tais impressões gravas não se dão apenas depois que nasce a criança, mas também durante a formação de seu corpo, motivo pelo qual a gestante deve abster-se também de maus pensamentos e más conveniências.

Por isso Allan Kardec diz que no estado de infância, o Espírito é mais suscetível às impressões que recebem, para que deve contribuir os encarregados de educa-lo.

A reencarnação é considerada terminada na altura dos 7 anos, mas até mais ou menos 11 anos registra adaptações.

O trabalho para a preparação do reencarne  prevê, inclusive, aplicações de passes especiais no corpo Espiritual respectivo, ministrados pelos Espíritos encarregados.

 

Conclusão

Assim sendo, a Espiritualidade ao preparar uma reencarnação, tem muito trabalho a ser desenvolvido de planejamento e execução do reencarne. A nossa responsabilidade aumenta muito ao termos conhecimento desse fato. Cabe a nós respeitarmos o nosso corpo físico, utilizando bem a serviço do nosso burilamento interior.

 

 

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Tema: O Fenômeno da Morte

Número: 26

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Hoje nós vamos estudar um assunto que preocupa muitas pessoas, principalmente aquelas que não são Espíritas: A Morte.

Porém, veremos que se trata de um processo natural de separação daquilo que não tem mais considerações de vida (o corpo), daquilo que possui a vida eterna (o Espírito) e inclusive o processo em si é mais fácil que o da reencarnação, nos casos normais.

 

Desenvolvimento

Considerações Gerais

O desconhecimento do fenômeno da morte e daquilo que ocorre após o desenlace, trás um medo, uma angústia, tanto no plano consciente como no inconsciente, que, às vezes se exterioriza sob forma de neuroses em certas pessoas.

O silêncio das ciências e das religiões sobre o fenômeno da morte, prende-se ao fato de desconhecerem as leis que regem as relações do Espírito e matéria.

O Espiritismo veio trazer-nos uma idéia mais confortadora libertando-nos do ‘medo do desconhecido’.

‘O conhecimento do laço fluídico que une a alma ao corpo é a chave desse e de muitos fenômenos’. (Allan Kardec – o Céu e o Inferno, 2ª parte, cap. I, item 2)

Mecanismo

Existem equipes especializadas, constituídas de Espíritos desencarnados que atuam em cada caso de desencarnação, de acordo com o merecimento.

Esses Espíritos atuam nas chamadas zonas vitais de individualidade com recursos magnéticos, para facilitarem o desenlace.

As zonas vitais, fundamentais, no desligamento do Espírito, são:

-         Centro vegetativo, no abdome, sede das manifestações fisiológicas;

-         Centro emocional, no tórax, sede dos sentimentos;

-         Centro mental, no cérebro, é o mais importante, pois controla todos os demais (os dois citados e os que não foram citados)

Os Espíritos atuam sucessivamente nos centros vegetativos, emocional e mental; libertando gradativamente o perispírito.

O perispírito mantém-se ligado ao corpo físico por um cordão fluídico, cérebro a cérebro, mesmo após a morte física.

O cordão fluídico serve para troca de elementos entre o corpo fluídico e o corpo físico.

A troca de elementos entre matéria e perispírito, e conseqüente tempo de duração do laço fluídico, depende do apego ao corpo que o desencarnante tenha.

A desencarnação é um processo gradativo e ‘só é completa e absoluta quando não mais reste um átomo de perispírito ligado a uma molécula do corpo’ (O Céu e o Inferno – 2ª parte, cap. I, item 4)

Influência e Conseqüência da Desencarnação

Quanto mais desmaterializado o Espírito, mais fácil o desligamento.

Quanto mais ligado o Espírito ao corpo, mais sofre por ocasião do desencarne.

Quando o desprendimento é demorado o Espírito sofre mais.

Nas mortes violentas, que sustam a vida material em sua plena exuberância, os Espíritos que as sofrem sentem-se confusos até que compreendam seu estado (mesmo neste caso tem grande influência o grau de evolução).

No suicídio está um dos maiores sofrimentos para o Espírito.

Fenômeno geral no desenlace é o da perturbação, que pode variar de algumas horas a alguns anos.

Perturbação é uma confusão de idéias.

O pensamento das pessoas que cercam um moribundo exerce influência considerável no processo da desencarnação.

A prece sincera ajuda sobremaneira ao Espírito nesse transe.

 

Conclusão

‘Para libertar-se do temor da morte é mister poder encara-la sob seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo Espiritual, fazendo dele uma idéia tão precisa quanto possível, o que denota da parte do Espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento.’ (O Céu e o Inferno – 1ª parte, Cap. II, item 4)

A conduta moral durante a existência corporal é o que mais influi no fenômeno da morte.

‘Para libertar-se do temor da morte’.

‘Para que cada qual trabalhe na sua purificação, reprima as más tendências e domine as paixões, preciso se faz que abdique das vantagens imediatas em prol do futuro.’ (O Céu e o Inferno – 2ª parte, cap. I, item 14)

O medo que as pessoas tem da morte vem da idéia deficiente que têm sobre a vida no Além-Túmulo. A Doutrina Espírita vem dar a todos nós uma noção exata desta vida, o que proporciona a todos nós encarnados a morte como uma passagem natural para a outra vida.

O Espiritismo matou a morte.

 

 

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Tema: O Homem depois da Morte

Número: 27

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O destino do homem depois da morte do corpo físico sempre foi encarado de modo errôneo, cheio de superstições, dogmas e pavor, por causa da falsa idéia que as pessoas tinham da Vida no Além. O Espiritismo, porém vem esclarecer-nos quanto essa vida, mostrando-a de modo claro e lógico, diminuindo todas as nossas dúvidas.

Neste ponto do programa nós já estudamos o Espírito, sua origem, características e atributos. Estudamos também o Espírito encarnado (alma), os objetivos da encarnação e os processos de reencarnação. Agora vamos estudar a volta do Espírito à vida Espiritual, a verdadeira vida, sob o título de: O Homem depois da morte.

 

Desenvolvimento

Depois de separar-se do corpo, pelo fenômeno da morte, (já estudado) a alma readquire a sua condição de Espírito livre, levando consigo para o mundo extra-corpóreo tudo aquilo que construiu na encarnação que findou. E essa bagagem de ações que a alma leva nas malas sagradas e indestrutíveis da memória, será somada às bagagens de outras encarnações, construindo, assim, casa Espírito a sua evolução.

Depois de desencarnado o Espírito conserva a sua consciência, sua inteligência e sua individualidade, o que é demonstrado pelas manifestações mediúnicas. Uma vez que através dessas comunicações vemos Espíritos bons ou maus, sábios ou ignorantes, felizes ou sofredores, luminosos ou trevosos, temos a prova evidente, racional de que eles (Espíritos) existem, pensam e mantêm a sua individualidade. E se assim não fosse não valeria a pena esforçarmo-nos para o bem e nem haveria justiça nas leis de Deus.

‘A cada um segundo as suas obras’ (Jesus)

A nossa situação na vida espiritual dependerá do que fomos na Terra.

Assim, levaremos conosco para além túmulo as afeições, tendências, idéias, conhecimentos, vícios e virtudes que acumulamos durante a nossa encarnação. Enfim, tudo de bom ou mau que conquistamos.

Aqueles que aprenderam a deixar de lado as coisas da matéria, que geraram invariavelmente, sentimentos como: as paixões, o egoísmo, o orgulho, o ódio, etc..., se sentirão conseqüentemente felizes e livres das atrações dessa matéria e em condições de desfrutar na memória imperecível e eterna as bênçãos do seu esforço e conquista.

Qualquer atitude nobre e edificante, não tenhamos dúvida, será registrada em nossa memória e será motivo de profunda alegria guardada nos recônditos de nossa alma.

Por outro lado todos os nossos deslizes, quer sejam omissões lamentáveis, palavras caluniadoras ou inconseqüentes ou ainda inúteis, faltas cometidas ou crimes praticados estarão também indelevelmente registrados em nossa consciência impelindo-nos a uma reflexão dolorosa e registrando a necessidade de reparação.

Conclusão

‘Ao contrário do que supuseram os homens, a vida em além-túmulo nem é vaga e indefinida nem irremediável e indeterminada. É antes, lógica e submetida a leis rigorosas de equilíbrio e equidade, é vida normal do ser racional e pensante, pois a terrena decorre como estágios preparatórios na jornada multimilenar da evolução, daquele ser iniciado na insignificância, mas dotado de poderes latentes para se elevar através do labor ininterrupto, para engrandecer-se...’ (trecho extraído do livro ‘Ressurreição e Vida’, capítulo VIII, 1ª parte, n. VI de Leão Tolstoi, psicografado por Yvone A. Pereira)

Não nos esqueçamos, assim que após a morte a vida nos aguarda em plenitude, e que a memória será como um livro contábil, onde estará registrado o saldo credor e devedor ante os acertos e desacertos durante o tempo que dispusemos como encarnados na Terra.

A contabilidade Divina buscará então nos arquivos de nossa memória os dados necessários para a verdadeira e justa aferição de valores.

 

 

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Tema: Céu, Inferno e Purgatório

Número: 28

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Como vimos em estudos anteriores a doutrina das penas eternas desconhecendo o verdadeiro sentido das palavras céu, inferno é a negação da justiça de Deus.

Sob a luz da Terceira Revelação estudaremos hoje o que é realmente o céu, o inferno e o purgatório.

 

Desenvolvimento

Considerações Gerais

Cada um vive a ambiência interior que cultiva.

A Justiça de Deus quanto à vida dos Espíritos após a morte do corpo físico, está expressa nas palavras de Jesus: ‘A cada um segundo as suas obras”.

Jesus usava as palavras ‘céu, inferno, pranto e ranger de dentes’ por que eram as palavras usadas na época e as únicas que o povo poderia compreender. Hoje veremos realmente o que representam estas palavras.

Céu

Antigamente tinham-se uma idéia errônea do céu devido a infantilidade mental dos homens, com conseqüência do pouco avanço da ciência na época.

Supunham-se o céu como um lugar fixo e determinado, morada beatificada e ociosa de seres privilegiados.

Hoje com a evolução da ciência, o avanço tecnológico, o desenvolvimento do raciocínio e a luz do Espiritismo, que se baseia nas palavras de Jesus, tem-se a certeza da impossibilidade de um céu determinado no Espaço infinito.

O céu é a paz de consciência do dever cumprido.

Nós podemos ter um céu relativo sendo que só os Espíritos puros possuem o céu absoluto.

Como o céu é característica dos Espíritos puros e tendo estes acesso a qualquer ponto do infinito, o céu está em toda parte.

Inferno

Como as idéias do homem estão na razão do que ele sabe, a humanidade também tinha antigamente uma idéia errônea do inferno.

O inferno era suposto o lugar fixo e determinado de torturas, suplícios eternos, para os Espíritos que erraram na Terra.

O inferno é o remorso, a vingança, o orgulho, o ódio, enfim, todo o sentimento inferior que habita os corações de Espíritos pouco evoluídos.

As regiões umbralinas que estão circunscritas a planetas inferiores representam a exteriorização do inferno dos Espíritos que aí habitam sendo que estes Espíritos estão presos a estas regiões, sem acesso a outras partes do Universo.

Purgatório

Na antiguidade não existia a idéia do purgatório para as almas, somente a alternativa do céu ou do inferno, o que era ainda mais injusto do que hoje, pois, que seriam das almas que cometeram ligeiras faltas?

O Espiritismo vem nos mostrar o sentido exato do purgatório.

Somente no ano de 593 é que a idéia do purgatório foi aceita pela Igreja, mas aí o ‘purgatório originou o comércio escandaloso das indulgências, por intermédio das quais se vende a entrada no céu”. (Céu e o Inferno, 1ª parte, cap. V, nota 1, item 2)

Purgatórios são os mundos nos quais os Espíritos ainda têm faltas a expiar (purgar =  limpar; tório = lugar da ação. Exemplo= a Terra).

Purgatório também pode ser encarado como um estado do Espírito que tem dívida a saldar (isto mais filosoficamente).

Conclusão

Maravilhosa a idéia que o Espiritismo nos traz de que o céu ou o inferno estão dentro de nossos corações, cabendo a cada um a tarefa de cultivar a paz interior, esforçando-se pelo auto-aprimoramento livrando-se gradativamente dos vícios, paixões e ignomias, que constituem o nosso inferno.

Essa procura pelo céu deverá pautar-se pela sinceridade de ações e pureza de pensamentos, pois como aprendemos com Jesus: “Nem todos os que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos Céus”.

“Nosso corpo Espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos”. (Roteiro, Emmanuel – cap. 40).

 

 

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Tema: Suicídio

Número: 29

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Hoje nós vamos estudar as conseqüências de um dos mais graves erros que uma pessoa pode incorrer, levada pela falta de conhecimento das leis de Deus, pela falta de resignação dos desígnios superiores, pelo desespero, pelo materialismo...

Hoje nós vamos estudar o suicídio.

 

Desenvolvimento

O suicídio representa um ato de suprema rebeldia às leis divinas. As suas conseqüências para o futuro do espírito que o cometeu serão as mais amargas e prejudiciais que se possa imaginar.

Causas do suicídio

De qualquer situação a causa do suicídio é a ausência de fé.

“A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas; numa palavra, são as maiores incitantes de suicídio, ocasionam a covardia moral.” (Kardec – ESSE – cap. V, item 16)

Essa carência é a resultante da falência das religiões e filosofias que em vez de aproximarem o homem de Deus, o afastam Dele, em virtude das idéias errôneas e absurdos que divulgam. Fazem com que os homens duvidem da justiça divina, tornando-os incrédulos e propensos a aceitar a doutrina materialista. Se o homem tivesse realmente fé não cometeria o suicídio, porque entenderia que todos os seus sofrimentos e dificuldades são passageiros e que acima de sua própria vontade está a de Deus. A causa básica é, pois, a falta de fé.

Outras causas podem ser alegadas como explicação, tais como:

Medo (dos sofrimentos, de outros homens, etc).

Revolta (contra as provas, a vida).

Desilusão (descrença em si mesmo e nas pessoas).

Obsessão (influência dos espíritos obsessores, que induzem a pessoa ao suicídio, seja por vingança ou simples vontade de fazer o mal).

Conseqüências do Suicídio

O espírito suicida irá encontrar no mundo espiritual um sofrimento muito grande, bem maior que aqueles que o levaram a por fim à vida do corpo.

De forma geral, são estas as conseqüências:

Desilusão: o suicida sentirá uma grande desilusão ao sentir-se vivo.

Efeitos da decomposição do corpo: a maioria dos suicidas passa por este sofrimento, segundo o relato feito por eles mesmos, através de comunicações mediúnicas. É um dos momentos que mais causa pavor ao espírito. No comentário à pergunta 957 de ‘O Livro dos Espíritos’, Kardec explica as causas deste estado.

Reprodução incessante da cena do suicídio: este fato, indelevelmente marcado em seu perispírito, irá acompanhá-la por muito tempo. No relato feito por suicidas no livro ‘Memórias de um suicida’, psicografado por Yvone Pereira, pode-se avaliar como são angustiantes as sensações que padecem. Em todas as comunicações, os espíritos afirmam sentir constantemente o sofrimento da hora da desencarnação.

Perturbação e desequilíbrio geral: os efeitos do seu gesto o levará à perturbação mental. O suicida sente-se vivo e ao mesmo tempo quer morrer, não se conformando em continuar vivendo.

Aproximação de outros suicidas: por lei de afinidade, atrairá outros suicidas e juntos sofrerão não só as dores, como também a visão da tormenta dos companheiros.

Necessidades físicas: estas o acompanham sempre e sentirá fome, sede, dores, sono, etc.

Amparo e socorro espiritual

Os suicidas recebem evidentemente o amparo e socorro espiritual dos Espíritos que são encarregados dessa tarefa. Entretanto, por serem muito apegados à matéria, por não desejarem a vida espiritual, e ainda pelas perturbação que o suicídio acarreta, não sentem a aproximação das entidades amigas. Isto só irá acontecer depois de longo processo de expiação que devem passar.

Havendo então condições, são recolhidos a hospitais existentes no mundo espiritual para receberem o atendimento de que necessitam.

Retorno à Terra – reencarnação expiatória

Os espíritos suicidas retornam à vida física em reencarnações expiatórias.

Irão passar por muitas dificuldades e por apresentarem o perispírito lesado, apresentarão o corpo físico com deficiências. Assim, os que se afogaram apresentarão problemas no aparelho respiratório; os que se jogaram debaixo das rodas dos veículos, poderão ter o corpo paralítico, etc. O espírito mutilado estampará no corpo as lesões que apresenta. Essas reencarnações representam a maneira de expiarem o erro que cometeram e não devem ser encaradas como um castigo, mas como uma oportunidade, já que sem elas o sofrimento se prolongaria por muito tempo no espaço. A reencarnação é, nesses casos, um verdadeiro atalho para a caminhada no progresso que todos têm que cumprir.

Suicídio indireto (Inconsciente)

André Luiz no livro ‘Nosso Lar’ descreve a sua desencarnação e os sofrimentos que passou no plano espiritual, bem como revela que foi considerado suicida pelos mentores espirituais. Realmente, André Luiz não cometeu o suicídio intencional, mas um suicídio indireto, inconsciente, ocasionado pelos excessos e descaso com o corpo físico.

Existem, portanto, outras formas de suicídio indireto: excessos e desregramentos que desgastam o corpo, tóxicos, alcoolismo, fumo, alimentação inadequada, rancor, pessimismo, mágoa excessiva, descuidado com a saúde, risco de vida desnecessário. (Neste último caso, citamos como exemplo as pessoas que arriscam a vida em corridas de automóveis, trapézio, malabarismo a grandes altitudes, excesso de velocidade em qualquer veículo, etc. As corridas de automóveis podem ser bonitas e emocionantes, mas para o piloto é um risco de vida desnecessário.)

Conclusão

As religiões em geral condenam o suicídio, mas unicamente o Espiritismo esclarece e explica sobre as conseqüências desse ato. Através das comunicações mediúnicas com dos suicidas, pode-se constatar que o fato de alguém por termo à própria vida não resolve nenhum problema e ainda agrava-os, e comete enorme erro àquele que assim procede.

A Doutrina Espírita ensina a todas as criaturas que a vida na Terra é de grande importância para o progresso espiritual e, valorizando a abençoada oportunidade da reencarnação, concita os homens ao trabalho profícuo em busca do seu auto-aperfeiçoamento.

 

 

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Tema: A pena de morte

Número: 30

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Diante da violência que grassa no mundo e em vista de muitos crimes bárbaros que se têm cometido, os homens preocupam-se em apresentar diversas soluções para o problema. A pena de morte encontra-se como uma das inumeráveis propostas de resolução.

Este estudo visa apresentar os motivos que levam a um posicionamento contrário à aplicação da pena capital, bem como dar conhecimento da evolução de tal lei no decorrer da história.

 

Desenvolvimento

Histórico da pena de morte

Na época primitiva, as relações humanas eram regidas apenas pelo instinto e por necessidade de sobrevivência, muitas vezes, os homens se viam forçados a matarem-se uns aos outros na incansável luta pela vida. Quando os homens começaram a se organizar em tribos distintas, sempre em guerra entre si, o aprisionamento de um membro da tribo inimiga, sempre resultava em pena de morte.

Anos mais tarde, a razão humana sobrepôs-se ao instinto e as coisas começaram a mudar, pois o homem já se torna mais responsável pelos seus atos.

Na antiguidade, após a vinda de Moisés, a lei vigente era ‘Olho por olho, dente por dente’, e assim, por qualquer delito matava-se o criminoso. Foram vitimas de ‘assassínio legal’  Sócrates, Giordano Bruno, e muitos outros.

Com a vinda de Jesus, parte da humanidade começou a entender a necessidade de valorização da vida e o respeito ao homem. A lei de amor surge como proposta de base para as relações humanas e o perdão incondicional é preceito relevante nos postulados de Cristo.

Mas somente no fim do séc. XVI é que se inicia a humanização do direito penal. A partir daí, as leis vão se tornando mais complacentes, o que não implicou no banimento completo da pena de morte.

A pena de morte na atualidade

Infelizmente, são poucos os países que não adotam a pena de morte hoje em dia. Porém, o direito penal atual procura julgar menos o ato e mais o homem, examinando-o, inteirando-se do melhor modo possível de seus problemas. Exemplo disto é que diante de um crime, busca a lei examinar o criminoso para constatar de inicio sua sanidade mental. As penas aplicadas são compatíveis com a gravidade do crime, respeitando-se o direito de cada cidadão tem de se reeducar, de se tratar e de viver.

O espiritismo e a pena de morte

A ninguém cabe o direito de eliminar o homem. Não há no Evangelho nenhuma passagem que apóia a pena de morte.

O criminoso é vítima que precisa ser reeducada para viver em sociedade. Cabe ao Estado, ao invés de eliminá-los, criar condições de reabilitação dos criminosos para que o problema seja resolvido por completo. É justo que o homem caído nas malhas do crime seja cerceado do convívio social afim de corrigir-se. Mas o isolamento sem reeducação não tem resolvido o problema. Promover a reabilitação do criminoso é tarefa meritória.

Na resposta à pergunta 761 de O Livro dos Espíritos, Kardec afirma: ‘É preciso abrir, e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento’. Por certo, tirando-lhe a vida não terá o criminoso a oportunidade de se corrigir e de se arrepender.

A propósito diz Joanna de Angelis no cap. 15 do livro Após a Tempestade: ‘a morte não destrói a vida. Libertando-se o criminoso do domicílio carnal, intoxicado pelo ódio dos instantes finais, vincula-se psiquicamente àqueles que lhe infligiram tal punição, mantendo comunhão mental de rebeldia, por meio da qual, mais torpe e sombria faz as paisagens humanas.’

É necessário que se empreenda esforços no combate às raízes mais profundas do problema, que sem dúvida, encontram-se na marginalidade em favelas e entre as paredes de lares onde reinam a discórdia e o desequilíbrio.

Com o avanço da tecnologia, as preocupações estão voltadas para a aquisição de recursos que promovam o conforto e o bem estar do homem, esquecendo-se de que os reais objetivos para os quais fomos criados, não estão sendo atingidos.

É necessário implantar na Terra uma civilização nova, baseada nos princípios da bondade, amor e perdão. Quando finalmente isto acontecer, quando os homens buscarem a paz através do amor ao próximo, da renovação da sociedade em bases legitimamente cristãs, o crime não mais existirá na face da Terra.

O Espiritismo revivendo o cristianismo constitui uma porta de acesso para esse mundo melhor.

Conclusão

Na pergunta 760 de ‘O Livro dos Espíritos’, encontra-se a conclusão sobre a pena de morte:

‘Desaparecerá algum dia, da legislação humana a pena de morte? Incontestavelmente desaparecerá e sua supressão assinalará um progresso da humanidade. Quando os homens estiverem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra. Não mais precisarão os homens serem julgados pelos homens’.

Portanto, cabe a nós espíritas, conhecedores dessas verdades, empunharmos a bandeira do amor e do perdão e tudo fazermos em benefício da implantação das leis do amor e do perdão a regerem nossas ações. Tudo o que pudermos fazer para minorar o fenômeno da criminalidade deve ser feito. Que unamos nossos esforços no combate às leis tão injustas e lutemos pela implantação definitiva do Reino de Deus na Terra.

 

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Tema: Eutanásia

Número: 31

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

No dicionário encontramos eutanásia como “a prática pela qual se procura abreviar, sem dor ou sofrimento, a vida de um doente reconhecidamente incurável”. (Aurélio Buarque de Holanda)

Defendida por alguns e atacada por outros a eutanásia tem sido objeto de freqüentes discussões retornando aos debates acadêmicos face à sua aplicação por autoridades médicas.

Este assunto visa aclarar o posicionamento espírita diante desta questão e informar os jovens quando as conseqüências tanto para a vítima como para o praticante da eutanásia.

 

Desenvolvimento

 Na questão 953 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec pergunta: “Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?” a que os espíritos respondem: “É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”.

Neste trecho percebe-se claramente a posição espírita diante da eutanásia.

Na Grécia antiga, o povo espartano inseriu no seu estatuto o emprego legal da “eutanásia eugênica” através da qual, todas crianças nascidas com qualquer enfermidade incurável que não tivesse condições de ser útil ao estado espartano, eram assassinadas antes de conhecerem seus pais. Muitos outros povos antigos também permitiam praticar tal homicídio.

Esta prática reflete a soberania do primitivismo animal na constituição emocional do homem, e retrata também como o conceito materialista sobre a vida acompanha o homem ao longo dos tempos.

O Espiritismo porém, vem na sua missão de “consolador” ao encontro de nossas indagações e anseios de justiça e confiança, esclarecer que os sofrimentos têm causas justas e que no futuro servirão de meios de progresso para o espírito imortal.

Em circunstância alguma, ou sob qualquer motivo, não cabe ao homem direito de escolher e deliberar sobre a vida ou a morte em relação ao seu próximo.

Tudo tem sua razão de ser e de maneira alguma pode-se prejulgar os desígnios de Deus. Uma criatura que ache-se em agonia prolongada, com pouquíssimas esperanças de vida, pode ter sido levada a esta situação como oportunidade de reflexão, e vir mais tarde, recuperando-se, reconsiderar caminhos e optar por aquele que ser-lhe-à mais útil.

Assim mesmo quem poderá prever o período de vida de uma determinada pessoa? Convém considerar que ontem doenças consideradas incuráveis, são hoje capítulo superado pelo triunfo de incontáveis missionários da ciência.

Considerando-se casos em que a mínima chance de permanência no corpo físico se verifique, a interrupção da existência antes que ela mesmo se extinguisse, seria negar ao espírito preciosa oportunidade de arrependimento, poupando-lhe assim muitas lágrimas futuras. O espírita conhecendo o além-túmulo, sabe da importância do último momento e fará tudo para preservar a vida até o seu derradeiro instante.

O conhecimento da reencarnação nos prova que nenhum sofrimento se dá ao acaso; a vítima de padecimentos infindos muitas vezes foi o algoz de outra existência e hoje expurga os débitos adquiridos através da dor renovadora.

As pessoas que se dizem penalizadas diante dos sofrimentos alheios e que desejam vê-los logo cessados, quase sempre agem assim por egoísmo almejando ficar o mais cedo possível livres de encargos e responsabilidades com os doentes.

Argumentam os utilitaristas que as importâncias gastas com pacientes irrecuperáveis poderiam ser aplicadas em pesquisas científicas que viessem a impedir que tão vasto número de doenças atingissem outras pessoas. Mas esses mesmos homens esbanjam fortunas em espetáculos de exaltação da sensualidade, dissipam dinheiro em vícios e prazeres mundanos sem se preocuparem com as multidões famintas que não possuem teto nem lar.

Coso se verifique esse lamentável acontecimento, que é a eutanásia, resta considerar o problema do desligamento do perispírito do corpo. Relatam os espíritos encarregados dos trabalhos de desencarnação da dificuldade em promover tal desligamento, pois as drogas ministradas aos doentes para aniquilá-los atuam diretamente no perispírito, deixando-os em completa apatia, o que atrasa a ação dos espíritos criando inúmeras dificuldades.

 

Conclusão

Quando o homem tornar-se responsável e caridoso e tiver como base a imortalidade e a reencarnação, abolirá em definitivo a eutanásia, levando em conta que mesmo os derradeiros minutos de vida no corpo são úteis para o espírito. É oportuno recordar com André Luiz que “a doença pertinaz leva à purificação mais profunda” (Conduta Espírita – cap. 35).

 

 

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Tema: Intervenção e comunicabilidade dos espíritos

Número: 32

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Sabemos que na Natureza tudo obedece à orientação do supremo Criador, Deus, que a tudo preside e prevê, graças à sua misericórdia e bondade infinitas. Porém Deus não age diretamente sobre a matéria. Ele utiliza para isto agentes dedicados. Os Espíritos que presidem e orientam a produção dos fenômenos da natureza, não são seres à parte da criação divina, mas sim Espíritos desencarnados que cooperam na obra de Deus. Na produção desses fenômenos não age um só Espírito, mas grande multidão deles.   

 

Desenvolvimento

Influência dos Espíritos nos acontecimentos da vida

Os Espíritos exercem influência nos acontecimentos da vida, porém nunca atuam fora das leis da Natureza, jamais as modificam. Vejamos a pergunta nº 528 de O Livro dos Espíritos, onde podemos observar a atuação dos Espíritos em certos acontecimentos. Pergunta: “No caso de uma pessoa mal intencionada disparar sobre outra um projétil que apenas lhe passe perto sem a atingir, poderá ter sucedido que um Espírito bondoso haja desviado o projétil?” Resposta: “Se o indivíduo alvejado não tem que perecer deste modo, o Espírito bondoso lhe inspirará a idéia de se desviar, ou então poderá ofuscar o que empunha a arma, de sorte a fazê-lo apontar mal, portanto, uma vez disparada a arma, o projétil segue a linha que tem de percorrer”. Como vemos, não há derrogação das leis naturais, pois desde que o projétil saia, ele seguirá a linha que em de percorrer, mas os Espíritos poderão atuar então sobre o homem, para que se desvie do projétil.

Influem os Espíritos em nossos pensamentos e atos?

No Livro dos Espíritos, pergunta nº 459, encontramos a resposta: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. Realmente o homem pode mesmo imaginar até que ponto os Espíritos desencarnados influenciam-no. A maior parte dos seus atos talvez esteja sobre a orientação e influência dos Espíritos.

Isto, porém, não quer significar que o homem obre sempre e somente sob a influência dos Espíritos. Se assim fosse, o homem seria um podre infeliz, sem vontade própria, sem liberdade de escolher entre o bem e o mal, e não teria a responsabilidade pelos atos que praticasse. Seria, enfim, um autômato.

Não! Ele tem seu livre arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha, que não o deixa ser joguete nas mãos dos Espíritos. Não devemos jamais esquecer que entre um pensamento sugerido até a realização da ação, existe uma grande distância, onde atua o nosso livre arbítrio, a nossa vontade.

Nossos atos e nossas culpas

Não podemos sempre dizer que todas as nossas ações más, todos os nossos maus pensamentos e todos os acontecimentos da vida foram induzidos pelos Espíritos.

Não e não! Quantas vezes o que nos acontece de adverso foi criação pela nossa própria invigilância, pela nossa incúria e descaso de seguir os ensinamentos do Mestre Divino. Não coloquemos a culpa de tudo de menos agradável que nos acontece nos Espíritos, que muitas vezes procuram evitar que aquilo se realizasse. Ouçamos os Espíritos superiores na resposta à pergunta de nº 530, do Livro dos Espíritos: “... não seria justo nem acertado imputar aos Espíritos desencarnados todas as decepções que experimentais e de que sois os principais culpados pela vossa irreflexão. Fica certo de que, se a tua louça se quebra, é mais por desazo teu do que por culpa dos Espíritos”.

Admitir como inevitável perseguição dos Espíritos as ocorrências corriqueiras do dia a dia, é prova de desconhecimento da Doutrina Espírita, é falta de estudo, é indício de superstição e fanatismo.

Como distinguir os bons dos maus pensamentos?

            Disseram os Espíritos superiores que ditaram O Livro dos Espíritos que, para distinguir se um pensamento sugerido vem de um Espírito bom ou de um mau, basta que usemos de discernimento, estudando bem o caso, pois os bons Espíritos só para o bem nos aconselham.

            “Quando quiserdes verificar se os comunicantes são bons e sábios, rememora o padrão de Jesus e perceberás que são realmente sábios e bons se te ajudam a realizar todo o bem como esquecimento de todo o mal, sem te afastarem da responsabilidade de escolheres o teu caminho e de seguires adiante com os próprios pés”. (Emmanuel)

Indução espiritual

            Paulo de Tarso, em sua Epístola aos Hebreus (12:1), disse: “Estamos rodeados de uma nuvem de testemunhas...”, pois bem, não desconhecemos que constantemente estamos cercados por Espíritos do mais diverso grau de elevação. Sabemos também que, se lhes dermos ouvido, eles podem nos influir a praticar tais atos.

            Nada de estranho verá neste poder de indução dos Espíritos aquele que pensar e compará-lo ao fenômeno físico de indução, comprovado pela ciência.

            Indução: significa o processo através do qual um corpo que detenha propriedades eletromagnéticas pode transmiti-las a outro corpo sem contato visível. Assim também se dá no campo espiritual.

Como neutralizar a influência dos espíritos inferiores?

            Sabemos que existem Espíritos bons que nos ajudam a melhorar e fazer o bem, como há espíritos inferiores que procuram, de todos os modos, nos levar à prática do mal.

            Os Espíritos assim responderam a Kardec, quando este inquiriu sobre a maneira de se neutralizar a influência dos Espíritos inferiores: “Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós...”.

            Dizem ainda mais adiante: “Os Espíritos só se apegam aos que pelos seus desejos os clamam, ou os que pelos seus pensamentos os atraem”.

 

Conclusão

Já verificamos, nos itens anteriores, a intervenção dos Espíritos em praticamente tudo na nossa vida e o papel do nosso livre arbítrio. Pratiquemos o bem e, sobretudo, oremos por aqueles que ainda não conseguiram evoluir e que por algum motivo (desconhecido na presente encarnação) interferem nas nossas existências.

Quando quisermos verificar se os Espíritos comunicantes são bons e sábios, rememoremos o padrão de Jesus e perceberemos que são realmente sábios e bons os que nos ajudam a realizar o bem com esquecimento de todo o mal, sem nos afastar da responsabilidade de escolher o nosso caminho e de seguirmos adiante com os próprios pés.

 

 

 

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Tema: Mecanismos da Mediunidade

Número: 33

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Dando seqüência ao nosso temário, após termos estudado a intervenção dos Espíritos em nossos pensamentos e a comunicabilidade com o mundo corporal, veremos hoje o mecanismo do intercâmbio mediúnico. Este estudo tem por objetivo esclarecer-nos quanto ao processo de sintonia com os irmãos desencarnados.   

 

Desenvolvimento

Antes de esclarecermos como se processa o mecanismo da mediunidade é importante recordarmos a função do perispírito.

Perispírito

É através da expansão do perispírito ou corpo fluídico do Espírito, que se realiza o intercâmbio entre os encarnados e os desencarnados.

O perispírito não é confinado no corpo, ensina Allan Kardec: “Por sua natureza fluídica, ele irradia exteriormente e forma em torno do corpo um espécie de atmosfera, como vapor que dele se desprende... Esse vapor é impregnado de qualidades, ou seja, do pensamento do Espírito e irradia tais qualidades em torno do corpo”. (Allan Kardec, Revista Espírita, dezembro de 1862)

Essa irradiação é o que se denomina Aura.

Aura

É a expansão do perispírito. É também chamada de “halo energético” e se exterioriza como vibrações sob o comando do pensamento. A aura acompanha cada ser humano, onde quer que esteja. Sofrendo as influências do pensamento, a aura torna-se clara e brilhante quando estes são elevados ou escura e cinzenta, quando são de ordem inferior.

Assim, pelo teor dos nossos pensamentos, expressos em nossa aura, atraímos os Espíritos que se afinizam conosco. Bons pensamentos atraem bons Espíritos e mais pensamentos atraem os Espíritos que pensam e agem com maldade e baixeza.

Comunicação mediúnica

            Para que se efetive uma comunicação mediúnica há necessidade de afinização da mente e do perispírito do Espírito comunicante com a mente e o perispírito do médium.

            É imprescindível que entre ambos se estabeleça a sintonia.

Sintonia

            “Para que um Espírito se comunique é necessário que se estabeleça sintonia entre o encarnado e o desencarnado, ou seja, é necessário que os dois passem a emitir ondas mentais equivalentes” (Estudando a Mediunidade, cap. 10). Este é o mecanismo básico das comunicações mediúnicas. Embora este mecanismo tenha variações, ele preside habitualmente a quase todos os fenômenos mediúnicos. Por exemplo:

1) Para que um médium receba comunicação de uma entidade espiritual mais elevada que ele, há necessidade que a entidade Espiritual diminua o seu padrão vibratório graduando-o sob o comando da mente, enquanto que o médium deve procurar, através da concentração, elevar o seu padrão vibratório até que entre ambos haja a sintonia.

2) Para que o médium receba comunicação de um Espírito sofredor ou obsessor o processo é diferente. Ele não vai descer o seu padrão vibratório ao nível do comunicante. Ele irá se afinizar com ele através do sentimento de solidariedade no sentido de exercer a caridade, procurando emitir pensamentos e vibrações do amor fraterno, pra envolvê-lo em sua aura e possibilitar a sintonia.

            Observemos que, se o padrão vibratório do médium se igualasse ao do necessitado ele não poderia atendê-lo. O médium vai agir como um socorrista a atender alguém que sofre, devendo portanto esforçar-se para manter o equilíbrio. Também não devemos perder de vista de que é pelo pensamento que o médium controla o Espírito sofredor, devendo, por isto, mantê-lo elevado através da emissão constante de vibrações fraternas.

            Portanto, estabelecendo-se a sintonia, o médium terá condições de transmitir a mensagem do comunicante, seja pela psicofonia, (faculdade denominada por Allan Kardec de mediunidade falante, porque o intermediário fala transmitindo o pensamento do Espírito) seja pela psicografia (faculdade em que o médium escreve o que o Espírito transmite).

            Também em outras modalidades de mediunidade, o mecanismo da comunicação se processa  de forma semelhante.

 

Conclusão

Pelo exposto, depreende-se que a “mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos” como ensina André Luiz no livro “Nos Domínios da Mediunidade” visto, que é pelo comando do pensamento que se realiza a sintonia bem como a afinização do perispírito e a recepção e transmissão da mensagem que o desencarnado deseja dar.

A Doutrina Espírita explica o mecanismo da mediunidade e orienta a sua prática. Através dos ensinos da Codificação Kardequiana aprendemos que quanto mais o médium se evangeliza, buscando sua elevação espiritual, mais sua faculdade mediúnica se desenvolverá; com isto ele torna-se mais apto a sintonizar com os benfeitores espirituais que o desejam auxiliar e em melhores condições de ajudar os Espíritos sofredores.

Com as luzes da Terceira Revelação, a mediunidade passou a ser compreendida e o seu uso orientado para o bem de toda a Humanidade.

 

 

 

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Tema: Médiuns

Número: 34

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Um dos postulados básicos da Doutrina Espírita é a comunicabilidade com os espíritos. A este tema Kardec dedicou o segundo livro do seu pentateuco, “O Livro dos Médiuns” ou “Guia dos Médiuns e dos Evocadores”, publicado em 1861.   

 

Desenvolvimento

Conceito

Médium é todo aquele que serve de intermediário entre o mundo espiritual e o corpóreo. A mediunidade existe desde remota antiguidade, sendo encarada como acontecimento sobrenatural, maravilhoso, mágico. Tanto era cultivada como mistério religioso, como, outras vezes, como manifestação demoníaca.

Classificação

Kardec classifica dois tipos básicos de médiuns: de efeitos físicos e de efeitos inteligentes. Estes tipos subdividem-se em muitos outros. Dentre todos os meios de comunicação com o mundo espiritual, a psicografia e a psicofonia são os mais simples, mais rápidos e mais difundidos.

Missão do médium

            Dedicar-se à mediunidade com Jesus, à luz da Doutrina Espírita, é uma decisão séria: demanda muito amor para dar, muito estudo, disponibilidade, vigilância, vontade de progredir, etc. Os mentores não esperam de nós instrumentos perfeitos, mas um certo equilíbrio emocional é necessário. O comportamento cuidadoso dos médiuns não se deve restringir ao momento das reuniões: deve ser incorporado ao cotidiano. Enganam-se as pessoas que prescrevem desenvolvimento mediúnico a irmãos com problemas de obsessão; estes precisam é de tratamento: freqüência e reuniões públicas, passes, água fluidificada e, assim que puderem, estudo e trabalho nas outras atividades do Centro.

Quem é médium

            Embora só sejam chamados médiuns as pessoas cuja faculdade é ostensiva, todos nós temos algum grau de mediunidade. Daí a importância do ORAI e VIGIAI: os espíritos que atrairmos pela sintonia, pela afinidade e pela identidade de idéias, sempre interferirão em nossos pensamentos e em nossas emoções. Como acontece com outros fenômenos psíquicos, a sintonia mediúnica é facilitada na medida em que se repetem as experiências, e é difícil numa primeira vez. Por isto não devemos brincar com mediunidade: a sintonia conseguida na “brincadeira do copo”, por exemplo, pode trazer conseqüências muito desagradáveis. Até os animais podem ter percepções psíquicas embrionárias, que podemos chamar de mediunidade – algumas vezes detectam entidades perturbadoras, o que deixa espantadas as pessoas que os acompanham.

Escolhos da mediunidade

            A comunicação mediúnica passa pelo psiquismo do médium: é como um recado verbal ou uma tradução de outro idioma, e, portanto, sujeita a deformações, intencionais ou inconscientes. Kardec, ao codificar o Espiritismo, procurava obter confirmação das mensagens em várias fontes e submetia tudo ao rigoroso crivo da razão. Ainda assim o codificador admitiu eventuais erros que, futuramente, deveriam ser corrigidos, se anotados pela evolução científica. Um dos critérios para avaliar a boa intenção do médium é a observância da orientação do Mestre: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

 

Conclusão

“Indubitavelmente, divinas mensagens descerão do Céu à Terra. Entretanto, para isso é imperioso construir canalização adequada.

Jesus espera pela formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do seu Reino.

Para atingir esse aprimoramento ideal é imprescindível que o detentor de faculdades psíquicas não se detenha no simples intercâmbio. Ser-lhe-á indispensável a consagração de suas forças às mais altas formas de vida, buscando na educação de si mesmo e no serviço desinteressado a favor do próximo, o material de pavimentação de sua própria senda”.

(Nos Domínios da Mediunidade, Cap. 13, pág. 122. André Luiz – Chico Xavier)

 

 

 

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Tema: As Leis Morais II

Número: 36

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Dando seqüência ao estudo das Leis Morais, veremos hoje as leis de Conservação, Destruição, Sociedade e Progresso.   

 

Desenvolvimento

Lei de Conservação

Sendo a vida um patrimônio dado por Deus, necessário torna-se conservá-la, pois é indispensável ao nosso progresso. A Providência Divina outorgou a todos os seres vivos o instinto de conservação, que traduz-se no empenho de manter-se vivo o indivíduo e perpetuada a espécie (LE 702 e 703).

Deus deu aos homens o necessário para a subsistência. Foi o egoísmo humano que dividiu as terras e os outros meios de produção de maneira desigual e injusta, gerando misérias, guerras e tantos outros problemas de ordem social. Como meio de produção incluímos o dinheiro, visto por muitos como fonte de males, mas que, na verdade é, um meio de subsistência indispensável na sociedade moderna. Ter dinheiro em quantidade acima da necessária à subsistência é uma das provas mais difíceis de vencer, pois empregá-lo na direção do bem esbarra no nosso egoísmo (LE 715 e 717).

Outro aspecto importante da Lei da Conservação é observarmos os abusos que por vezes cometemos, como o de comermos além do necessário e ingerirmos substância nocivas: álcool, fumo, medicamentos indevidos, etc. Outros processos podem minar nossas forças, comprometendo-nos em face da Lei: falta do repouso necessário, agressividade, inveja, vida desorganizada, excesso de trabalho por ganância, etc.

Conclusão: como a Justiça Divina não falha, os infratores desta Lei serão corrigidos pelos mecanismos de Causa e Efeito: aqueles que egoisticamente retiverem indevidamente o necessário à sobrevivência dos outros e os que malbaratarem o tesouro da vida. É interessante notar que, em muitos casos, observamos em uma mesma existência o cumprimento desta justiça.

Lei da Destruição

“Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Esta destruição é a transformação que visa o progresso. Por isto é dado aos seres vivos o instinto de destruição que, equilibrado pelo de conservação, permite o necessário renovar dos invólucros exteriores. “A parte essencial é o princípio inteligente, que não se pode destruir e se elabora nas metamorfoses diversas por que passa”. A destruição é necessária para que as espécies se alimentem e para que não se desequilibrem os ecossistemas, mas o abuso consiste num desrespeito à Lei de Destruição, que será cobrado dos infratores enquanto indivíduos ou coletividade (LE 728 e 728a).

Embora a destruição se faça necessária, é da lei que ela se dê no momento oportuno, cumprindo ao homem prolongar sua vida na medida do possível, para cumprir plenamente sua tarefa (LE 730).

            Os flagelos destruidores são um dos mecanismos que a sabedoria Divina utiliza para fazer com que a humanidade progrida mais depressa. Conseguimos assim progredir em anos o que, se não fosse exigida a argúcia do raciocínio e solidariedade na união de esforços, levaria séculos. A medida que evolui, aumenta o controle do homem sobre as catástrofes naturais, bem como sua capacidade de provocar flagelos como as guerras e outros desatinos que, para se evitarem, será necessário entender e praticar a Lei de Deus (LE 737 e 741).

            A crueldade é a perversão do instinto de destruição, uma combinação do egoísmo primitivo com uma natureza má (LE 752).

             Conclusão: A necessidade de destruição está diretamente ligada ao grau de adiantamento do mundo. Quanto mais este se depura material e moralmente mais a necessidade de destruição diminui, até o homem conseguir sobrepujar a matéria e reconhecer a importância primordial do espírito. Palavras como assassínio, crueldade, pena de morte e aborto serão varridas de nosso dicionário porque teremos então entendido a Lei de Deus e a finalidade para a qual fomos criados.

Lei de Sociedade

O homem foi criado para viver em sociedade. Possui todas as condições para isto, e é indispensável a união de esforços para que se cumpra a evolução, não só dos grupos sociais, mas também dos indivíduos (LE 766).

É, portanto, contrário à natureza o insulamento absoluto, mesmo que bem intencionado. Quem se afasta para evitar o pernicioso contato com o mundo é egoísta, porque nega sua contribuição para o bem comum (LE 769 e 770a).

A família é o primeiro contato do indivíduo com o social, célula-máter da sociedade, cadinho indispensável aos reajustes para o exercício do amor, refúgio onde o reencontro de afetos alivia nossas provas (LE 773 a 774).

Conclusão: o maior exemplo de convivência em sociedade nos foi dado por Jesus, quando veio das regiões felizes destinadas aos espíritos puros e habitou conosco, exemplificando o amor, sem isolar-se para ficar livre; ao contrário, conviveu com os infelizes, os rebeldes, os oprimidos e os rejeitados, amando-os e mostrando o caminho que conduz ao Pai.

Lei do Progresso

É da Lei Natural que a humanidade progrida, a partir do estado de natureza, do estado primitivo. É também da Lei o homem nunca retrogradar à sua primitiva condição (LE 776 e 778).

O progresso intelectual normalmente antecede e permite o progresso moral (LE 780 e 780a).

A partir do conhecimento do bem e do mal o homem pode apressar ou retardar o progresso, mas nunca impedi-lo. A dor é um mecanismo usado pela providência Divina para chamar-nos ao caminho da evolução (LE 781).

O orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso moral, embora possam acelerar o progresso material. Em nossos dias podemos notar o exagero do orgulho e do egoísmo aliado a grande progresso intelectual e material, enquanto a humanidade sofre exacerbadamente a falta do progresso moral (LE 785).

Conclusão: o objetivo máximo do homem é a perfeição, tanto intelectual quanto moral. A humanidade progride lentamente, presa que é ainda dos sentimentos inferiores do orgulho e do egoísmo. Jesus é o maior exemplo de perfeição que podemos observar, e o Evangelho é o código máximo a ser seguido pela humanidade.

 

 

 

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Tema: As Bem-aventuranças

Número: 38

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Hoje estudaremos uma das mais importantes passagens do Evangelho de Jesus: As Bem-Aventuranças.  

 

Desenvolvimento

 Diz o Evangelho de Mateus que Jesus, vendo uma grande multidão, subiu a um monte e disse a todos que o seguiam uma série de orientações quanto ao comportamento diante das dificuldades do mundo, dentre elas as bem-aventuranças, em número de nove. Jesus diz assim:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

Bem-aventurados os manso, porque eles herdarão a Terra;

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriares, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. (Mateus, 5:2 a 11).

É fundamental que saibamos como aplicar cada uma dessas orientações em nossa vida particular e coletiva. Vamos, portanto, distribuir cada uma das frases para um colega e analisar um por uma. De pouco vale não atualizarmos o que Jesus falou, tentando viver com profundidade seus ensinos. Vejamos passo a passo como abordar as bem-aventuranças:

Poderíamos entender a primeira delas como um reconhecimento àqueles que são pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania da glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do Céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

A segunda diz que são bem-aventurados os que choram. Realmente o são aqueles que sabem esperar e chorar, sem reclamação e gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

São bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, porém, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa, cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

São bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor, através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os acontecimentos vivos do mundo porque, efetivamente, um dia serão fartos.

Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos porque, no dia de visitação da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitam.

Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros sobre todas as situações e coisas, porque encontrarão a parte melhor da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiçam o incêndio da discórdia com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou a incompreensão, por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo, acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque, assim, se habilitam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

 

Conclusão

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, foi todo montado com base nas bem-aventuranças. Basta consultar os capítulos que veremos todas as citações distribuídas do início ao fim desse grande livro. Kardec deu muita importância a essa passagem porque sabia que, sem ela, o ser humano não teria como realizar com eficácia sua transformação moral. Daí nós, espíritas, considerarmos as Bem-aventuranças como o maior código de conduta cristã, a ser seguido pelo espírita.

 

 

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Tema: Matéria e Espírito

Número: 39

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O objetivo deste estudo é mostrar a posição não dogmática da Codificação Espírita, diante de um assunto sobre o qual a ciência da época mantinha posições que mais tarde se mostraram equivocadas. É também lembrar que o espiritismo não tem por finalidade adiantar-nos descobertas científicas: apenas no que diz respeito à orientação moral os espíritos são enfáticos, confirmando sempre o Evangelho de Jesus.   

 

Desenvolvimento

Matéria

“... Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade Universal...” (LE, questão 27). Os Espíritos falam ainda do fluido universal, elemento de ligação entre espírito e matéria. É da atuação deste fluido (energia) sobre o princípio material que provém as qualidades das diferentes substâncias. Assim, uma substância com propriedades salutares e outra venenosa têm o mesmo princípio. O que variam são as combinações, as condições e as forças às quais elas estão sujeitas.

Estes conceitos estão confirmados pelas teorias científicas modernas, sendo que o espiritismo acrescenta a ação do princípio espiritual agindo sobre o fluido universal para modificar a matéria. A matéria existe em estados que o homem ainda ignora, devido a determinadas modificações que ainda fogem aos nossos sentidos, por demais grosseiros.

Espírito

             “Espírito é o princípio inteligente do universo.” (LE. Questão 23). Nosso grau de evolução, e até mesmo nossa linguagem, são insuficientes para compreender a natureza íntima do espírito, mas é certo que, embora não detectável aos nossos sentidos, ele é alguma coisa, e não apenas uma abstração. Não é sinônimo de inteligência, embora seja esta um de seus atributos. É distinto de matéria e pode ser concebido, pelo pensamento, independente desta, embora para nós encarnados, é preciso da matéria para percebermos o espírito.

            A existência do princípio espiritual dispensa demonstração, porque se afirma por todos os efeitos inteligentes que existem.

            Sabemos “que todos os espíritos procedem do mesmo ponto de partida; que todos são criados simples e ignorantes e com igual aptidão para progredir pelas suas atividades individuais: que todos atingirão o grau máximo de perfeição com seus esforços pessoais: que todos, sendo filhos do mesmo Pai, são objeto de igual solicitude, que nenhum há mais favorecido ou melhor dotado do que os outros, nem dispensado do trabalho imposto aos demais para atingirem a meta.” (Gênese, cap. XI).

Fluido Cósmico Universal

“Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo como elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais; está colocado entre o espírito e a matéria, é fluido como a matéria é matéria, é susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.” (LE, questão 27).

A posição prudente de Kardec

“Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas não são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contato entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, em efeito, se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas: daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essências. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.” (LE, questão 28, comentário).

A prudência na revelação dos Espíritos

Consultando o cap. II , 1ª parte, do Livro dos Espíritos, observamos a prudência de não atropelarem-se os conhecimentos científicos da época, quando a própria ciência era dogmática, marcada pelo positivismo do século XIX: falava-se então de Leis científicas (hoje fala-se de Teorias).

Nas questões 17 e 19 dizem os espíritos que nem tudo é permitido do homem saber, e que este mistério será revelado gradativamente, à medida que ele se depura. Nas questões seguintes as respostas são reticentes, contendo expressões como: “Só Deus o sabe...”; “ Do vosso ponto de vista, elas o são...”; “Para vós ele nada é...”; “... não tendes organização apta a perceber...”; “... por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos.”.

Conclusão

A doutrina espírita está sempre pronta a caminhar lado a lado com a ciência, mas não tem como preocupação principal adiantar-nos o conhecimento científico, e sim manter-nos no caminho luminoso traçado pelo Evangelho de Jesus, que descortina horizontes infinitos. Enquanto a ciência for meramente material, presa à percepção sensorial, será limitada pela visão parcial dos fatos. Caminhando na direção do espírito, a ciência criará asas que permitirão vôos bem mais altos.

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Tema: A gênese da Terra

Número: 40

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Como terá sido criada a Terra? Para responder a esta pergunta, inúmeros pesquisadores avançaram por caminhos diferentes, buscando uma explicação que convencesse ao espírito crítico, ao mesmo tempo que agradasse à ciência e à religião.

‘No princípio, Deus criou o céu e a terra’. Assim começa o primeiro livro da Bíblia, Gênese. Essa visão de um Deus criador, único, derrotou e extinguiu os complicados mitos politeístas em vastas regiões do mundo. Só que o homem sentiu necessidade de uma interpretação da própria origem, bem como de seu planeta, e as tentativas mágicas de explicação careciam de lógica interna.

O teólogo irlandês James Ussher levantou, em 1650, dúvidas acerca da veracidade da ‘Sagrada Escritura’, ao deduzir que Deus criou o mundo no ano 4004 a.C.. Copérnico, através de cálculos matemáticos e baseando-se em sugestões recebidas de cientistas italianos, descobriu que a Terra não se encontrava no centro do Universo.

 

Desenvolvimento

No livro ‘A Caminho da Luz’, Emmanuel explica (pág.18) que a Comunidade de Espíritos Puros que rege os destinos das existências planetárias reuniu-se próximo à Terra em dois momentos. O primeiro foi quando o planeta se desgarrava do Sol, e a segunda vez ocorreu quando da vinda de Jesus ao mundo.

Na história da ciência, está o registro de que a simples explosão de uma estrela supernova em nossa área espacial, há aproximadamente cinco bilhões de anos, deu uma reação que, na suposição dos pesquisadores, baseados em indícios de um meteorito antiqüíssimo, comprimiu de tal forma a tênue nuvem de gás de uma nebulosa vizinha que, no centro da nuvem em rotação, a temperatura tenha subido o suficiente para que o fogo atômico pudesse se acender. Assim se formou o Sol.

Porém, nesse mistura de gás, pó e destroços, haviam também se formado outras condensações de matéria que giravam em torno do centro gravitacional da ‘nuvem’. Delas se formaram os planetas. Havia se formado o Sistema Solar.

Os cientistas dizem que a existência do planeta Terra começou por uma pequena acumulação de matéria no disco de gás e de pó, frio e rotativo, de que se formaria o sistema solar. Enquanto no centro desse disco se formava a gigantesca esfera gasosa que é o sol, desencadeando no seu interior a fusão nucelar, a Terra, fria, sugava e atraía pó e destroços desse meio que a circundava. Quanto maior sua massa, maior era sua força de gravidade. Quando o sol, ao se acender, expulsou as nuvens de gás que o envolviam, também o jovem planeta Terra começou a se tornar mais quente, devido também à chuva de meteoros que ocorria constantemente contra sua crosta exterior, que acabaram por elevar a temperatura terrestre até cerca de dez mil graus centígrados.

O globo terrestre acabou por se tornar líquido, numa gigantesca fusão de todos os seus elementos. Os metais pesados (níquel e ferro) afundaram, formando o núcleo, enquanto rochas mais leves (compostas de silício, magnésio e oxigênio) formaram o manto (logo acima do núcleo). As rochas mais leves de todas (basalto e granito) flutuavam na superfície. Com a diminuição das chuvas de meteoros, a temperatura foi caindo, e com isso, formou-se uma crosta sólida.

Emmanuel acrescenta que, nessa hora, sob a supervisão de Jesus, o Governador do planeta, o programa de trabalhos requer o concurso da Lua, nos seus mais íntimos detalhes. Ela seria a âncora do equilíbrio terrestre dos movimentos de translação que o globo efetuaria em torno do sol. Diz também que o orbe nascente necessitaria da luz polarizada lunar, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no drama infinito da criação e da reprodução de todas as espécies, nos variados reinos da Natureza. (pág. 20)

Conclusão

Emmanuel lembra que Jesus, tendo recebido o ‘bloco de matéria que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para suas mãos augustas e compassivas’, fez a pressão atmosférica adequada ao homem, estabeleceu os centros de força da ionosfera e da estratosfera, e edificou a camada de ozônio, a cerca de 60 quilômetros de altitude, para que filtrasse os raios solares, organizando assim a vida no orbe.

Após uma reunião com os sublimes colaboradores de sua tarefa de organização da vida planetária, Jesus autoriza que venha, ‘das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas (...) Podia-se observar, daí a algum tempo, a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra (...) Nascia o protoplasma, e, com ele, Jesus lançava à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.’

 

 

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Tema: Sexo, alimentação e vestuário dos Espíritos

Número: 42

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Se vamos viajar para um lugar desconhecido é normal nossa curiosidade sobre como são as coisas por lá. Deste conhecimento depende a preparação para a viagem e a bagagem que vamos levar. Todos vamos, um dia mudar nossa residência para o mundo espiritual. Até o advento do espiritismo, as notícias que tínhamos sobre o além túmulo eram confusas, pueris, contraditórias e impostas sem direito a críticas ou dúvidas. Hoje, com a desmistificação da mediunidade, já temos notícias mais seguras sobre o além. Basearemos nosso estudo nas obras da codificação e nas revelações de André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier.

 

Desenvolvimento

Sexo dos Espíritos

‘Os Espíritos têm sexo? Não como o entendeis, porque os sexos dependem da constituição orgânica. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos’ (L. dos Espíritos, questão nº 200)

‘Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia que o sabem os homens.’ (L. dos Espíritos, questão nº 202, nota)

‘O sexo, pois, não poderia ausentar-se do reino espiritual que nos é conhecido, por ser de substância mental, determinando mentalmente as formas em que se expressa.’ (Ação e Reação, André Luiz, cap. 15)

‘O perispírito das entidades espirituais que se localizam nas vizinhanças da Terra, conservam o órgão do aparelho sexual humano? Sim, e por que não? O órgão sexual é tão digno quanto o olho e, como não se deve atribuir ao olho os horrores da guerra, o órgão sexual não pode ser responsável pelo vício.’ (Anuário Espírita 1964, André Luiz)

‘Espíritos sensuais mantêm atividades de natureza sexual após a desencarnação? Aos milhões, necessitando educação dos recursos dos sentimentos e das manifestações afetivas, como acontece nos caminhos da humanidade.’ (Anuário Espírita 1964, André Luiz)

‘Quanto à perda dos característicos sexuais, estamos informados de que ocorrerá, espontaneamente, quando as almas humanas tiverem assimilado todas as experiências necessárias à própria sublimação, rumando, após milênios de burilamento, para a situação angélica, em que o indivíduo deterá todas as qualidades nobres inerentes à masculinidade e à feminilidade...’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. XII)

Alimentação dos Espíritos

‘A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 3)

‘Por mais de 6 meses, os serviços de alimentação, em Nosso Lar, foram reduzidos à inalação de fluidos vitais da atmosfera, através da respiração, e água mistura a elementos solares, elétricos e magnéticos.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 9)

‘Todo sistema de alimentação, nas variadas esferas da vida, tem no amor a base profunda. A alma, em si, apenas se nutre de amor.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 18)

‘Movimentavam-se carregadores sem conta. Conduziam grandes botijas d’água, caldeirões de sopa.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 21)

‘Recebem alimento e medicação mais densos, uma vez por dia.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 22)

‘Dois cooperadores de Nosso Lar serviram-nos alimentação leve e simples, que não me cabe especificar aqui, por falta de termos analógicos.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 37)

‘O corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimeoeletromagnéticas, hauridas no reservatório da natureza ou no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. I)

Vestuário dos Espíritos

‘Temos dito que os espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em largos panos, ou mesmo com os trajes que usavam em vida.’ (Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. III, item 126)

‘... os Espíritos fazem passar a matéria etérea pelas transformações que queiram...’ (Livros dos Médiuns, 2ª parte, cap. VIII, item 128)

‘O Espírito tem sempre o conhecimento exato do modo por que compõe suas vestes, ou os objetos cuja aparência ele faz visível? Não, muitas vezes concorre para a formação de todas essas coisas, praticando um ato instintivo...’ (Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. VIII, item 128)

‘Decerto, não falta indumentária digna às criaturas que se emanciparam do vaso físico, roupagem, toda ela, confeccionada com esmero e carinho por mãos hábeis e nobres da esfera extra-física...’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. V)

Conclusão

Quanto ao sexo, não se apresenta no mundo espiritual com as mesmas necessidades que em nossa esfera de ação, podendo, entretanto, prosseguir com características semelhantes nos planos mais atrasados, nos quais ainda se exterioriza o espírito em níveis de animalidade. Nas esferas mais próximas da Terra, os espíritos ainda se alimentam de maneira semelhante às daqui, diminuindo tal necessidade à medida que se desmaterializam. O vestuário no mundo espiritual se mostra ora tal qual no nosso plano, requerendo até mesmo mão de obra na sua confecção, ora é produto da atuação, consciente ou não, do Espírito sobre a matéria cósmica universal, faculdade esta que é inerente à sua natureza.

Para organizarmos o que vamos levar na nossa viagem para a vida verdadeira, é importante notar que a única bagagem que passa na alfândega de entrada no mundo espiritual são nossas obras, boas ou más, nossos vícios e nossas virtudes.

 

 

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Tema: A Vida no Plano Espiritual

Número: 43

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Se vamos viajar para um lugar desconhecido é normal nossa curiosidade sobre como são as coisas por lá. Deste conhecimento depende a preparação para a viagem e a bagagem que vamos levar. Todos vamos, um dia mudar nossa residência para o mundo espiritual. Até o advento do espiritismo, as notícias que tínhamos sobre o além túmulo eram confusas, pueris, contraditórias e impostas sem direito a críticas ou dúvidas. Hoje, com a desmistificação da mediunidade, já temos notícias mais seguras sobre o além. Basearemos nosso estudo nas obras da codificação e nas revelações de André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier.

 

Desenvolvimento

Sexo dos Espíritos

‘Os Espíritos têm sexo? Não como o entendeis, porque os sexos dependem da constituição orgânica. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos’ (L. dos Espíritos, questão nº 200)

‘Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia que o sabem os homens.’ (L. dos Espíritos, questão nº 202, nota)

‘O sexo, pois, não poderia ausentar-se do reino espiritual que nos é conhecido, por ser de substância mental, determinando mentalmente as formas em que se expressa.’ (Ação e Reação, André Luiz, cap. 15)

‘O perispírito das entidades espirituais que se localizam nas vizinhanças da Terra, conservam o órgão do aparelho sexual humano? Sim, e por que não? O órgão sexual é tão digno quanto o olho e, como não se deve atribuir ao olho os horrores da guerra, o órgão sexual não pode ser responsável pelo vício.’ (Anuário Espírita 1964, André Luiz)

‘Espíritos sensuais mantêm atividades de natureza sexual após a desencarnação? Aos milhões, necessitando educação dos recursos dos sentimentos e das manifestações afetivas, como acontece nos caminhos da humanidade.’ (Anuário Espírita 1964, André Luiz)

‘Quanto à perda dos característicos sexuais, estamos informados de que ocorrerá, espontaneamente, quando as almas humanas tiverem assimilado todas as experiências necessárias à própria sublimação, rumando, após milênios de burilamento, para a situação angélica, em que o indivíduo deterá todas as qualidades nobres inerentes à masculinidade e à feminilidade...’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. XII)

Alimentação dos Espíritos

‘A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 3)

‘Por mais de 6 meses, os serviços de alimentação, em Nosso Lar, foram reduzidos à inalação de fluidos vitais da atmosfera, através da respiração, e água mistura a elementos solares, elétricos e magnéticos.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 9)

‘Todo sistema de alimentação, nas variadas esferas da vida, tem no amor a base profunda. A alma, em si, apenas se nutre de amor.’ (Nosso Lar, André Luiz, cap. 18)

‘Movimentavam-se carregadores sem conta. Conduziam grandes botijas d’água, caldeirões de sopa.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 21)

‘Recebem alimento e medicação mais densos, uma vez por dia.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 22)

‘Dois cooperadores de Nosso Lar serviram-nos alimentação leve e simples, que não me cabe especificar aqui, por falta de termos analógicos.’ (Os Mensageiros, André Luiz, cap. 37)

‘O corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimeoeletromagnéticas, hauridas no reservatório da natureza ou no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. I)

Vestuário dos Espíritos

‘Temos dito que os espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em largos panos, ou mesmo com os trajes que usavam em vida.’ (Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. III, item 126)

‘... os Espíritos fazem passar a matéria etérea pelas transformações que queiram...’ (Livros dos Médiuns, 2ª parte, cap. VIII, item 128)

‘O Espírito tem sempre o conhecimento exato do modo por que compõe suas vestes, ou os objetos cuja aparência ele faz visível? Não, muitas vezes concorre para a formação de todas essas coisas, praticando um ato instintivo...’ (Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. VIII, item 128)

‘Decerto, não falta indumentária digna às criaturas que se emanciparam do vaso físico, roupagem, toda ela, confeccionada com esmero e carinho por mãos hábeis e nobres da esfera extra-física...’ (Evolução em Dois Mundos, André Luiz, 2ª parte, cap. V)

Conclusão

Quanto ao sexo, não se apresenta no mundo espiritual com as mesmas necessidades que em nossa esfera de ação, podendo, entretanto, prosseguir com características semelhantes nos planos mais atrasados, nos quais ainda se exterioriza o espírito em níveis de animalidade. Nas esferas mais próximas da Terra, os espíritos ainda se alimentam de maneira semelhante às daqui, diminuindo tal necessidade à medida que se desmaterializam. O vestuário no mundo espiritual se mostra ora tal qual no nosso plano, requerendo até mesmo mão de obra na sua confecção, ora é produto da atuação, consciente ou não, do Espírito sobre a matéria cósmica universal, faculdade esta que é inerente à sua natureza.

Para organizarmos o que vamos levar na nossa viagem para a vida verdadeira, é importante notar que a única bagagem que passa na alfândega de entrada no mundo espiritual são nossas obras, boas ou más, nossos vícios e nossas virtudes.

 

 

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Tema: Desobsessão

Número: 47

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

Vimos no estudo anterior que a melhor defesa contra as obsessões é o tratamento preventivo, que consiste na vontade firme de superarmos nossos defeitos. Mas a Doutrina Espírita, confirmando os ensinamentos e as ações de Jesus e seus discípulos, oferece-nos um conjunto de meios empregados em benefícios do obsidiado e do obsessor, objetivando a libertação de ambos.

 

Desenvolvimento

Conceito

 “Desobsessão – Ato de tirar a obsessão. Em sentido amplo, é o processo de regeneração da humanidade. É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo. Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientada pela Doutrina Espírita.” (Obsessão e Desobsessão)

Embora todas as religiões objetivem a transformação moral do indivíduo, cabe ao Espiritismo um papel especial no tocante à desobsessão, porque não só procura transformar a vítima, mas compreende verdadeiro perfil do agressor, desmitificando sua falsa imagem de demônio, ser sobrenatural, vendo nele idêntica necessidade de transformação para o bem.

Autodesobsessão

 “Nos dias atuais o Espiritismo vem lembrar aos homens a imorredoura lição do Mestre: Não tornes a pecar. Nisto consiste a participação do obsesso quanto ao próprio tratamento. Ninguém se engane: o obsidiado só se libertará quando ele mesmo se dispuser a promover a sua autodesobsessão. O Espiritismo não poderá fazer por ele o que ele não fizer por si mesmo. Muito menos os médiuns, ou alguém que lhe queira operar a cura. Entretanto, muitos pensam, erroneamente, que no Centro Espírita se verão livres de todos os males. De modo geral, quando recorrem aos Centros, trazem o pensamento preconcebido de que todos os seus problemas serão ali resolvidos, como por encanto.” (Obsessão e Desobsessão)

Na autodesobsessão, tenhamos em mente a necessidade da reforma interior e de direcionarmos para o bem os nossos pensamentos, por que a nossa vontade é o melhor escudo para nos proteger das influências negativas.

Presença no Centro Espírita

Dentre os tratamentos que o Espiritismo oferece, destacamos o passe e a água fluidificada, não só pela sua ação específica, mas também pela presença do obsidiado na Casa Espírita. Com ele vai muitas vezes o obsessor, constituindo oportunidade para evangelizarem-se os dois, solução definitiva dos dolorosos processos obsessivos.

A família do obsidiado

A exemplo da psicologia, que caminha cada vez mais para terapias familiares, principalmente quando se trata de pacientes psicóticos, a Doutrina Espírita valoriza a participação dos familiares no processo de libertação dos obsessos, mesmo porque, geralmente, os problemas, em sua origem, envolvem os atuais familiares. Do mesmo modo que o desamor dentro do lar é fator que facilita o acesso de espíritos perturbados e perturbadores, o amor é valioso remédio.

Vale lembrar também a eficácia do Culto do Evangelho no Lar favorecendo a psicosfera da casa. A oração em conjunto facilita o trabalho dos seareiros de Jesus na ajuda aos envolvidos nas intrincadas tramas da obsessão.

Reunião de desobsessão

Os Centros Espíritas reservam, dentro de suas instalações, um aposento destinado aos trabalhos de desobsessão. Este ambiente recebe cuidados especiais da Espiritualidade Maior, por que funciona como um pronto socorro a irmãos sofredores. Neste local médiuns treinados permitem a aproximação de espíritos perturbadores que, pela terapia da palavra, alicerçada no amor e apoiada pela prece, têm naquele momento ensejo de reverem suas atitudes e de optarem por novos rumos em suas existências. Estas reuniões são também oportunidade de reencontros de Espíritos ainda envolvidos com o mal, com antigos afetos, já em condições de ajudar, encontros estes facilitados pelos fluidos dos trabalhadores encarnados.

A equipe da desobsessão inclui dirigentes, médiuns, doutrinadores ou esclarecedores e elementos de apoio. É comum em pessoas que estudaram pouca a Doutrina Espírita a idéia de que todas as pessoas com problemas de mediunidade devem participar de reuniões mediúnicas para seu tratamento. Esta prática é prejudicial e pode inclusive agravar os problemas. O tratamento através dos grupos mediúnicos independente da presença do obsidiado e, se este realmente encarnou com tarefa nesta área, só deverá inicia-la depois de reequilibrado e perfeitamente integrado em outras atividades do Centro.

As reuniões de desobsessão não são novidade, e muito menos invenção do Espiritismo. São apenas a revivescência das práticas cristãs, como vemos no Evangelho, por exemplo, em Lucas 4:31 a 37 e Atos 5:16.

Resumo de algumas providências para a desobsessão

Nunca perdendo de vista que o fator primordial na terapêutica da desobsessão é a melhoria moral do indivíduo, a sua renovação interior, ou seja, o seu aperfeiçoamento, resumimos a seguir, com base no Evangelho de Jesus e na Codificação de Allan Kardec, algumas providências para a desobsessão:

Melhoria moral do paciente;

Estudo e prática do Evangelho e do Espiritismo;

Preces do próprio obsidiado;

Atividades na assistência fraterna, que exercitam o amor, incorporam valores sublimados à economia psíquica do paciente e promovem a formação de preciosas amizades com entidades evoluídas;

Trabalho material nobilitante, que mantenha a mente ocupada, preservando-a de pensamentos menos dignos, o que favorece o equilíbrio;

Participação em reuniões de estudo em grupo, ou de explanação do Evangelho e da Doutrina Espírita;

Freqüência, em casos especiais, a critério dos dirigentes, a sessões mediúnicas(*);

Uso da água fluidificada, cujos benéficos efeitos nos campos psíquico e orgânico, como tranqüilizante e reconstituinte, são incontestáveis, sabendo-se, à luz do conhecimento doutrinário, que obsessões prolongadas refletem-se no campo físico, inclusive na área cerebral, ocasionando lesões.

(*) Quanto a este item, destacamos que a presença de irmãos em tratamento nas reuniões de desobsessão é excepcional, normalmente desnecessária e só permitida na parte dos trabalhos que antecede o intercâmbio mediúnico. Uma eventual e posterior integração do confrade à reunião mediúnica far-se-á somente após sanados os problemas obsessivos, obedecendo-se todos os critérios da instituição para admissão de novos participantes em trabalhos mediúnicos.

Conclusão

“Aquele que encontrou Jesus já começou o processo de libertação interior e de desobsessão natural” Eurípedes Barsanulfo, em Sementes de Vida Eterna, Obsessão e Desobsessão, cap. 50.

“Encontrar Jesus! Tal como Paulo de Tarso e Eurípedes Barsanulfo O encontraram.

 Encontrar Jesus significa libertação. Libertação do passado, dos erros que nos aprisionam como pesadas grilhetas. Libertação de nós mesmos.

Encontrar Jesus, realmente, significará mudança radical na intimidade do nosso ser. Será a reforma interior definitiva – o nascimento de um homem novo, que veio finalmente à luz dAquele que é a Luz do Mundo.” – Obsessão de Desobsessão.

 

 

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Tema: Pensamento

Número: 48

Departamento de Evangelização do Jovem, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora

 

Introdução

O objetivo deste estudo é mostrar ao jovem a importância do pensamento, levando-o a compreender que ‘todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas’ (Pão Nosso), ou seja, tudo nesta vida começa com um processo mental. Através do pensamento vivemos em sintonia com encarnados e desencarnados de todas as faixas evolutivas, permutando criações mentais elevadas ou inferiores (Estudando a Mediunidade), influenciando e sendo influenciado. Face ao exposto podemos entender que o pensamento pode ser veículo de nossa libertação ou escravização.

 

Desenvolvimento

Influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos

Na questão 459 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: ‘Influem os espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?’ Os Espíritos respondem: ‘Muito mais do que imaginais. Influem de ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.’ Desta resposta podemos depreender que a influência exercida pelos Espíritos sobre nossos pensamentos e atos é tão grande que afeta profundamente a nossa vida. Evidentemente esta influência pode ser boa ou má, dependendo da sintonia que se estabelece. Os espíritos imperfeitos nos induzem ao mal para que soframos como eles sofrem (perg. 465 – LE) enquanto que os bons Espíritos ‘suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la’ (LE, item 107).

‘Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?’. Esta é exatamente a questão 467 do LE, onde a resposta é a seguinte: ‘pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus pensamentos, os atraem’. Na questão 469, Kardec pergunta aos Espíritos: ‘Por que meio podemos neutralizar a influência dos meus Espíritos?’. Eles respondem: ‘Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal’. As questões 459 a 472 permitem-nos conhecer como influenciam os Espíritos em nossa vida, o que podemos fazer para neutralizar a influência dos maus Espíritos e como proceder para entrar em sintonia com os bons Espíritos.

Guerra mental entre adversários

No livro ‘Nos domínios da mediunidade’, André Luiz reporta-nos esclarecimentos do Espírito Aulus, onde o abnegado Espírito ensina-nos que a ‘influência de almas encarnadas entre si, às vezes, alcança o clima de perigosa obsessão. Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de lutas, em que pensamentos guerreiam pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústia e repulsão’. Lembra-nos ainda Aulus que: ‘Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma família ou da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente de outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmos, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais, alimentadas de parte a parte, constituem corrosivos destruidores’. Ensina-nos Aulos que bons pensamentos criam a harmonia e a felicidade, enquanto pensamentos desequilibrados levam-nos a aflição e a ruína. Esquematizando, poderíamos propor:

Bons pensamentos > harmonia psíquica > saúde > felicidade.

Maus pensamentos > desequilíbrio > doença > infelicidade.

Renovação do pensamento

 ‘Todos sabemos que o pensamento é força essencial, mas não admitimos nossa milenária viciação no desvio dessa força’. (Nosso Lar)

‘É coisa sabida que um homem é obrigado a alimentar os próprios filhos: nas mesmas condições, cada Espírito é compelido a manter e nutrir as criações que lhe são peculiares. Uma idéia criminosa produzirá gerações mentais da mesma natureza: um princípio elevado obedecerá à mesma lei. Recorramos a símbolo mais simples. Após elevar-se às alturas, a água volta purificada, veiculando vigorosos fluidos mentais, no orvalho protetor ou na chuva benéfica; conservemo-la com os detritos da terra e fá-la-emos habitação de micróbios destruidores’. (Nossos Lar)

‘Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida’. (Pão Nosso)

‘O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realizações desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.’ (Pão Nosso)

‘Somos admitidos aos cursos de espiritualização nas diversas escolas religiosas do mundo, mas com freqüência agimos exclusivamente no terreno das afirmativas verbais. Ninguém, todavia, atenderá ao dever apenas com palavras. Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação’. (Nosso Lar)

Conclusão

‘Tudo nesta vida começa com um processo mental. Podemos dizer que somos o que pensamos’ (Paginas de espiritismo cristão). Os nossos pensamentos precedem as nossas ações, e deixam plasmados em nosso espírito o caminho de amanhã. Poderemos ser livres ou escravos, segundo as nossas atuais construções mentais.