Juventude Espírita 1

Vera Stefanello

Tentações

Tema: Tentações

Evangelizadora: Soraia Martins

Atividade de Integração

Cabo-de-guerra.

Compartilhar  :  As forças que atuam em nossas vidas.

Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário

1o. Momento:

Distribuir papel e lápis solicitando que escrevam sobre uma determinada situação em que  se sentiram “tentados”, na sua honestidade, relacionamento afetivo, atividade sexual, mentira, vingança, preguiça, ou outra. Recolher os papéis, mistura-los e devolve-los  aleatoriamente.

 

2o. Momento:

Dividir em grupos de 4 ou 5  e pedir  a analise sobre  a tentação mais grave  e ou prejudicial . Por quê? Eleger um membro do grupo para apresentar aos demais as conclusões do grupo.

 

3 o. Momento:

 Entregar os textos do Anexo 1, para leitura, reflexão e posterior apresentação por um relator.

Tempo

  Atividade de integração

10´ à  10. momento

15´ à  20. momento

15´ à  30. momento

Material

Papel e lápis

Textos do anexo 1

 

Fonte de Consulta

Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel -  Chico Xavier

A Loucura Sob Novo Prisma – Dr. Bezerra de Menezes

A Gênese – Allan Kardec.

O  QUE  TRABALHAMOS  NESSA  AULA

Atividade de Integração:

Conteúdo   doutrinário

 

ANEXO  1

 

Texto  1

Origem da Tentações

 

                                                                       “Mas cada um é tentado, quando atraído e                engodado pela sua própria

concupiscência *.” – (Tiago, 1:14)

 

    Geralmente, ao surgirem grandes males, os participantes da queda imputam a Deus a causa que lhes determinou o desastre. Lembram-se, tardiamente, de que o Pai é Todo-Poderoso e alegam que a tentação somente poderia ter vindo do Divino Desígnio.

    Sim, Deus é o Absoluto Amor e tanto é assim que os decaídos se conservam de pé, contando com os eternos valores do tempo, amparados por suas mãos compassivas. As tentações, todavia, não procedem da Paternidade Celestial.

     Seria, porventura, o estadista humano responsável pelos atos desrespeitosos de quantos inquinam a lei por ele criada?

    As referências do Apóstolo estão profundamente tocadas pela lua do céu.

    “Cada um é tentado, quando atraído pela própria concupiscência.”

Examinemos particularmente ambos os substantivos “tentação” e “concupiscência”. O primeiro exterioriza o segundo, que constitui o fundo viciado e perverso da natureza humana primitivista. Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres** de si mesmo, porquanto, ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração.

    Finalmente, destaquemos o verbo “Atrair”. Verificaremos a extensão de nossa inferioridade pela natureza das coisas e situações que nos atraem.

    A observação de Tiago é roteiro certo para analisarmos a origem das tentações.

    Recorda-te de que cada dia tem situações magnéticas específicas. Considera a essência de tudo o que te atraiu no curso das horas e eliminaras os males próprios, atendendo ao bem que Jesus deseja.

 

 

*Concupiscência;    cobiça de bens materiais, prazeres sensuais,  desejo de prazer gerado por uma realidade física, material

 

  **Alvitre;    proposta, conselho

 

Caminho, Verdade e Vida  -  Emmanuel/Chico Xavier, lição 129

 

Texto  2

 

    Se o homem bom, que é por isto assistido pelos bons Espíritos, desfalece na prática do bem, porque seu livre arbítrio é incoercível, rompe por suas mãos o cordão sanitário que o isolava dos maus Espíritos.

    Se a fraqueza é transitória e o reerguimento pronto, o eclipse apenas visível aos habitantes do mundo espiritual será  um ponto negro no livro de sua vida, de que o acusará a própria consciência.

Se, porém, o infeliz, longe de reagir sobre si mesmo, se entrega ao desânimo, seus amigos invisíveis se afastarão e os inimigos o tomarão a si,

   Dá-se então, um desses descalabros morais, que tantas vezes nos compungem e escandalizam, de ver-se um homem, sempre respeitável por seu caráter, descer à maior baixeza.

    Estudai esses desastres e reconhecereis que são sempre devidos a um desfalecimento seguido de um arrastamento.

   O homem bom, que caiu, tinha no seio da alma uma paixão que o subjugava, mas que um dia, por circunstância imprevista, ergueu-se energicamente, e fê-lo  esquecer o dever.

   Despertado, quando o mal já estava feito, em vez de vomitar o veneno, procurou encobrir a falta, e o gérmen  da perdição fecundou-se em seu seio.

   Eis o desfalecimento.

   Com ele abriu a porta aos  maus Espíritos, que o provocam a saciar aquela paixão, já uma vez superior à sua vontade, e um pouco por  ter a alma desvirginada , e, ainda, pela influência do inimigo senhor da praça, ei-lo impelido pelo plano inclinado.

   Começa tremendo, como quem foi surpreendido; vai-se paulatinamente acostumando à falta, para a qual descobre escusas, e acaba desprezando o que sempre teve por sagrado e abraçando como sagrado o que sempre teve como desprezível.

   Isto é obra do arrastamento.

   Assim, portanto, vivemos rodeados de Espíritos que nos inspiram para o bem e de Espíritos que nos arrastam para o mal.

   Nem uns, nem outros podem calcar o nosso livre arbítrio, mas é o nosso livre arbítrio que nos faz aceitar antes estas do que aquelas sugestões, a dos amigos ou a dos inimigos.

Somos, pois, sempre livres em escolher a sociedade de nossa alma.

 

A Loucura sob Novo Prisma  -  Adolfo Bezerra de Menezes -  FEB.

 

                                                                            Texto  3

Tentação de Jesus

52. - Jesus, transportado pelo diabo ao pináculo do Templo, depois ao cume de uma montanha e por ele tentado, constitui uma daquelas parábolas que lhe eram familiares e que a credulidade pública transformou em fatos materiais. (1)

(1) A explicação que se segue é reprodução textual do ensino que a esse respeito de um Espírito.

53. - «Jesus não foi arrebatado. Ele apenas quis fazer que os homens compreendessem que a Humanidade se acha sujeita a falir e que deve estar sempre em guarda contra as más inspirações a que, pela sua natureza fraca, é impelida a ceder. A tentação de Jesus é, pois, uma figura e fora preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como pretenderíeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, tenha estado submetido, por algum tempo, embora muito curto fosse este, às sugestões do demônio e que, como o diz o Evangelho de Lucas, o demônio o houvesse deixado por algum tempo, o que daria a supor que o Cristo continuou submetido ao poder daquela entidade? Não; compreendei melhor os ensinos que vos foram dados. O Espírito do mal nada poderia sobre a essência do bem.

Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha, nem no pináculo do Templo. Certamente, tal fato teria sido de natureza a se espalhar por todos os povos. A tentação, portanto, não constituiu um ato material e físico. Quanto ao ato moral, admitiríeis que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que conhecia sua própria origem e o seu poder: «Adora-me, que te darei todos os reinos da Terra?» Desconheceria então o demônio aquele a quem fazia tais oferecimentos? Não é provável. Ora, se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele não ignorava que seria repelido por aquele que viera destruir-lhe o império sobre os homens.

«Compreendei, portanto, o sentido dessa parábola, que outra coisa aí não tendes, do mesmo modo que nos casos do Filho Pródigo e do Bom Samaritano. Aquela mostra os perigos que correm os homens, se não resistem à voz íntima que lhes clama sem cessar: «Podes ser mais do que és; podes possuir mais do que possuis; podes engrandecer-te, adquirir muito; cede à voz da ambição e todos os teus desejos serão satisfeitos.» Ela vos mostra o perigo e o meio de o evitardes, dizendo às más inspirações: Retira-te, Satanás ou, por outras palavras: Vai-te, tentação!

«As duas outras parábolas que lembrei mostram o que ainda pode esperar aquele que, por muito fraco para expulsar o demônio, lhe sucumbiu às tentações. Mostram a misericórdia do pai de família, pousando a mão sobre a fronte do filho arrependido e concedendo-lhe, com amor, o perdão implorado. Mostram o culpado, o cismático, o homem repelido por seus irmãos, valendo mais, aos olhos do Juiz Supremo, do que os que o desprezam, por praticar ele as virtudes que a lei de amor ensina.

«Pesai bem os ensinamentos que os Evangelhos contêm; sabei distinguir o que ali está em sentido próprio, ou em sentido figurado, e os erros que vos hão cegado durante tanto tempo se apagarão pouco a pouco, cedendo lugar à brilhante luz da Verdade.» - João Evangelista, Bordéus, 1862.

A Gênese  -  Allan Kardec