Tema: A Parábola dos Talentos
Evangelizadora: Margarida Castro
Base doutrinária: Evangelho Segundo o Espiritismo
Obras subsidiárias: As maravilhosas parábolas de Jesus - de Paulo Alves Godoy
Objetivo:
· Observar nossos talentos e colocá-los à disposição do próximo
· Mostrar que devemos fazer bom uso das oportunidades que Deus nos dá
· Desenvolver o senso de responsabilidade no desenvolvimento da nossa vida terrena
Atividades iniciais:
1. Canto
2. Prece inicial
Dinâmica - Usar a técnica da Agitação mental
Característica: Consiste no levantamento de aspectos importantes para o tema da aula.
Objetivo: Fazer um levantamento dos aspectos chaves do tema e exercitar a capacidade de relacioná-los entre si.
Desenvolvimento: *Escrever no quadro o nome da parábola
· Pedir aos alunos que escrevam o que sabem sobre esse tema ( não permitir consultas);
· Pedir a cada um que leia o que escreveu e, de acordo com o escrito, fazer algumas perguntas.
Desenvolvimento do tema:
Contar a parábola:
Havendo subido com seus discípulos ao monte das Oliveiras, dias antes de ser crucificado, disse-lhes o Mestre:
“O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, segundo a sua capacidade, partiu imediatamente.
Então, o que recebera cinco talentos foi--se, negociou com aquele dinheiro e ganhou outros cinco. O que recebera dois, da mesma sorte, ganhou outros dois; mas o que apenas recebera um, cavou na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo.
Passado longo tempo, o senhor daqueles servos voltou e os chamou a contas.
Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo:
— Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que lucrei.
Respondeu-lhe o amo:
— Bem está, servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes. Entra no gozo de teu senhor.
O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse:
— — Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei.
E o amo:
— Servidor bom e fiel, pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras. Compartilha da alegria do teu senhor.
Veio em seguida o que recebera apenas um talento e disse:
— Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste, por isso, como tive medo de ti, escondi o teu talento na terra; eis, aqui tens o que é teu.
O homem, porém, lhe respondeu:
Servidor mau e preguiçoso, se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence.
E prosseguiu:
— Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos, porqüanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens. Quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes.” (Mat. 25:14 a 30)
· Fazer uma explicação dialogada da parábola para seu entendimento
Está visto que o senhor, aí, é Deus; os servos, somos nós, é a Humanidade; os talentos são os bens e recursos que a Providência nos outorga para serem empregados em benefício próprio e no de nossos semelhantes; o tempo concedido para a sua movimentação é a existência terrena.
A distribuição de talentos em quantidades desiguais, ao contrário do que possa parecer, nada tem de arbitrária nem de injusta: baseia-se na capacidade de cada um, adquirida antes da presente encarnação, em outras jornadas evolutivas.
Os que recebem cinco talentos são espíritos já mais experimentados, mais vividos, que aqui reencarnam para missões de repercussão social; os que recebem dois, são destinados a tarefas mais restritas, de âmbito familiar; e os que recebem um, não têm outra responsabilidade senão a de promoverem o progresso espiritual de si mesmos, mediante a aquisição de virtudes que lhes faltam.
Nota-se, aqui, a aplicação daquele outro ensino do Mestre: “Muito será pedido a quem muito foi dado.” Ao que recebeu cinco talentos foram reclamados outros cinco; ao que recebeu dois, outros dois; e ao que recebeu um, a exigência foi de apenas um.
Os servos que fizeram que os talentos se multiplicassem representam os homens que sabem cumprir a vontade de Deus, empregando bem a fortuna, a cultura, o poder, a saúde ou os dons com que foram aquinhoados.
O servo que deixou improdutivo o talento, falhando na incumbência que lhe fora cometida, simboliza os homens que perdem as oportunidades enviadas pela Providência para o seu adiantamento espiritual, oportunidades essas que lhes chegam através de uma enfermidade a ser sofrida com paciência, de um grande dissabor a ser recebido sem desespero, de um filho estróina ou rebelde a ser tratado com especial atenção e carinho, de uma injustiça a ser tolerada sem revolta, de um inimigo gratuito a ser conquistado com amor, de uma deslealdade ou traição a ser suportada com largueza de ânimo, de uma condição adversa a ser superada com esforço e perseverança, etc.
Nesse terceiro servo vemos posto em relevo o mau carater de certos homens, que, para encobrirem suas faltas ou justificarem suas fraquezas, não hesitam em atribuir deméritos puramente imaginários aos outros.
“Dar-se-á aos que já têm e esses ficarão acumulados de bens”, significa que todo aquele que diligencia por corresponder à confiança do Senhor, receberá auxílio e proteção para que possa aumentar as virtudes que já possui.
“Ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece ter, e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes”, quer dizer que, aquele que não se esforçar para acrescentar alguma coisa àquilo que recebe da misericórdia divina, expiará, em futuras reencarnações de sofrimentos, a incúria, a preguiça, a má vontade de que deu provas, quando se verá privado até do pouco que teve, por empréstimo.
Agora, uma advertência:
Não sabemos quando o Senhor virá chamar-nos a contas.
Poderá tardar ainda, como poderá ser hoje ou amanhã.
Estamos preparados para isso? Temos feito bom uso dos “talentos” que Ele nos confiou? De que maneira estamos empregando nosso tempo, nossa inteligência, nossas possibilidades de servir?
Faça cada qual um exame de consciência e responda, depois, a si mesmo...
5 .Fazer um acróstico com a palavra talento
6 . Prece final
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Tema: Parábola - Os Dois Filhos
Evangelizadora: Margarida Castro
Base doutrinária: O Evangelho Segundo o Espiritismo
Obra subsidiária: Parábolas que Jesus contou e valem para sempre - de Therezinha Oliveira
Objetivos: Levar os jovens a entender o significado das “ENTRELINHAS” da parábola, mostrando que para cada povo Ele usava uma linguagem diferente.
Atividades iniciais:
Narrar a parábola dos Dois filhos: Essa parábola foi contada por Jesus, em Jerusalém, aos sacerdotes que duvidavam de sua missão e não se arrependeram com as pregações de João Batista.
Um homem tinha dois filhos.
Chegando ao primeiro, disse:
- Filho, vai hoje trabalhar na vinha.
Ele respondeu:
- Sim senhor!
Porém não foi.
Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa.
Mas, este respondeu:
- Não quero!
Depois, arrependido, foi.
Qual dos dois fez a vontade do pai?
Disseram:
- O segundo
Declarou-lhes Jesus:
- Em verdade vos digo que Publicanos e Meretrizes vos precedem no Reino de Deus.
Perguntar se tem algum termo nessa parábola que é desconhecido por eles. Provavelmente dirão as palavras abaixo:
Publicanos: Os homens que na antiga Roma eram escolhidos para recolher os impostos e rendas de toda natureza. Mais tarde esse nome passou a se referir a todos que tinham a administração do dinheiro público. (O publicano era tido como desonesto, mesmo havendo pessoas estimáveis entre eles)
Meretrizes: Mulheres pecadoras, hoje conhecidas como prostitutas.
Depois do esclarecimento, comentar que Jesus narrou essa parábola diretamente para os Judeus, que se acreditavam superiores a Publicanos e Meretrizes. (Os judeus tinham indignação com o imposto que lhes era cobrado, e, por conseqüência, a todos aqueles que estavam encarregados de recebê-lo)
Tentar “tirar” dos alunos o que cada um entendeu dessa parábola.
Depois, ir introduzindo de forma interativa o seguinte conceito:
Jesus queria dizer aos judeus que meretrizes e publicanos alcançariam antes deles a plenitude da vivência espiritual, pois apesar de considerados pessoas de “má vida”, procuravam cumprir a vontade de Deus, amando-o e servindo ao próximo, enquanto os judeus simulavam obediência às leis divinas e não cumpriam nada.
Nesse caso, os Publicanos e as Meretrizes representavam o 2º filho, que apesar de dizer “não quero”, arrependeu-se e foi, enquanto o 1º, fingiu aceitar, mas não cumpriu.
E nós, como temos respondido ao chamado de Jesus para trabalhar em sua vinha?
(reflexão e comentário dos alunos)
Seremos como o 1º filho? Quantas vezes já dissemos Sim, Senhor, fingindo aceitar seus conselhos através do Evangelho sem, no entanto, levarmos a sério nossas tarefas junto aos nossos semelhantes? (pedir exemplos)
Pois bem, precisamos deixar essa atitude hipócrita e fingida, assumindo nossos deveres na vinha do Senhor.
Como fazer isso? (esperar respostas)
Realizando o que sabemos e podemos para o nosso aperfeiçoamento moral e também o de nossos irmãos. A Evangelização é um desses aprimoramentos.
Devemos tirar dúvidas, entender, para depois aplicarmos, vivenciando no nosso dia-a–dia esses ensinamentos.
Às vezes nos julgamos superiores em relação a outras pessoas, somente porque temos um nível material, intelectual ou social melhor ou ao contrário, nos sentimos inferiores por termos “de menos” e não percebemos que o superior é aquele que está atingindo uma situação espiritual mais elevada e para isso, realmente se esforçam por sentir e viver o amor de Deus e ao próximo.
Quem sabe seremos como o 2º filho? Somos chamados e nos fazemos de rebeldes e respondemos: não quero! Se ainda fazemos isso, já é tempo de nos arrependermos dessa atitude caprichosa e inconseqüente a aproveitarmos a oportunidade de servir na vinha de nosso Pai (pedir exemplos de como agir).
Então, enquanto é tempo, vamos refletir sobre nossas ações no nosso cotidiano. Examinarmos com responsabilidade como estamos agindo na condição de filho, irmão, amigo, evangelizando, para que, o mais breve possível, possamos todos vir a aproveitar o vinho santo que ajudamos a fabricar (nosso crescimento moral e espiritual) e não nos arrependermos do tempo perdido.
Observação:
Sejamos responsáveis pelas nossas ações verificando se nossas atitudes correspondem com os ensinamentos (nosso conhecimento) da parábola de Jesus, por que o que Jesus quer é que cada um assuma sua responsabilidade diante do outros e de Deus.
“Ensina esta Parábola que a vontade de Deus é que trabalhemos não só em proveito nosso, mas em proveito dos nossos semelhantes: ao passo que não é vontade de Deus crermos sem trabalho, isto é, cegamente”
5 . Atividade final
Fazer um desenho que represente essa parábola
6 . Prece final
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Tema: Parábola do Semeador
Evangelizadora: Margarida Castro
Obras Doutrinárias: Evangelho Segundo o Espiritismo; Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-1
Obras subsidiárias: Sites espíritas
Objetivos: Mostrar que somente nosso esforço pode nos levar a prepararmos um solo fértil para que as sementes semeadas por Jesus possam assimilar em nossa alma e assim, seguirmos percorrendo o caminho de nossa Evolução espiritual e moral.
Atividades iniciais
1) Canto
2) Prece inicial
3) Introdução ao tema. Começar com essa pequena introdução:
Jesus contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é a do semeador. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4:13: "Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.
Desenvolvimento: Narrar a parábola
|
|
Jesus pregava em todos os lugares por onde passava: nas casas, nos montes, nas praças, sinagogas, praias. Seus ensinamentos eram ouvidos por uma multidão que O seguia onde quer que fosse. Todos admiravam Sua sabedoria. Jesus ensinava através de histórias: as chamadas parábolas. Ele assim ensinava: |
PARÁBOLA DO SEMEADOR
|
|
O semeador saiu a semear. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as aves e comeram-na.
Outra parte caiu entre as pedras, onde logo brotou porque a terra não era funda. Mas vindo o sol, queimou-se e secou completamente porque não tinha raiz.
Outra caiu entre espinhos e os espinhos cresceram e sufocaram a semente.
Outra caiu em boa terra e deu frutos.
Interpretar o significado dos símbolos na parábola do semeador: as sementes e os diferentes terrenos onde as sementes caíram;
O Semeador é Jesus
A semente é a palavra de Jesus
O solo é o nosso coração
Aplicar a técnica do Ouvindo e concluindo
Aplicação:
a)Fazer perguntas sobre o assunto:
b) Ouvir a opinião dos jovens e se necessário fazer ligeiros comentários sobre as mesmas
c) Distribuir um texto para leitura e discussão.
d) Após leitura e discussão deverão tirar conclusões sobre o tema e citar as mensagens julgadas mais importantes. (Por escrito)
e) Fazer um cartaz sobre todas as conclusões chegadas
Texto
Jesus contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é aquela registrada em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-15. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4:13: "Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.
A história em si é simples: "Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um" (Lucas 8:5-8). A explicação de Jesus é também fácil de entender: "A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido d bom e reto coração retêm a palavra; estes frutificam com perseverança" (Lucas 8:11-15). Alguém ensina as Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o solo.
O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.
Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do professor não tem importância. "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento" (1 Coríntios 3:6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas freqüentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.
A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tiago 1:18), salva (Tiago 1:21), regenera (1 Pedro 1:23), liberta (João 8:32), produz fé (Romanos 10:17), santifica (João 17:17) e nos atrai a Deus (João 6:44-45). Como o evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram (estude o livro de Atos e note que em cada cidade para onde os apóstolos viajaram, os homens eram convertidos como resultado da palavra que era ensinada). A importância das Escrituras deve ser ressaltada ao máximo.
Isto significa que o professor tem que ensinar a palavra. Não há substitutos permitidos. Freqüentemente, pessoas raciocinam que haveria uma colheita maior se alguma outra coisa fosse plantada. Então, igrejas começam a experimentar outros meios, de modo a conseguir mais adeptos. Elas recorrem a divertimentos, festas, esportes, aulas de Inglês, bandas, eventos sociais e muitas outras coisas para tentar atrair as pessoas que não estariam interessadas, se pregassem somente o evangelho. Considere esta ilustração: Imagine que meu pai me mandou plantar milho, pois ele estaria ausente da fazenda por alguns meses. Depois que ele saiu, eu decidi experimentar o solo e descobri que não era bom para o plantio do milho, mas daria um estouro de safra de melancias. Então resolvi plantar melancias. Imagine a reação de meu pai quando ele voltar para casa, esperando receber milho, e eu lhe mostrar um caminhão de melancias, em vez disso. Nosso Pai celestial nos disse qual semente plantar: a palavra de Deus. Não é nosso trabalho analisar o solo e decidir plantar alguma outra coisa, esperando receber melhores resultados. A colheita do evangelho pode ser pequena (se o solo for pobre), mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a isca de Deus para atrair o peixe que ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.
Aqui há uma lição para o ouvinte também. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decisivamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A palavra tem que vir habitar em nós (Colossenses 3:16), para ser implantada em nosso coração (Thiago 1:21). Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela palavra de Deus.
Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário é homens e mulheres que permitam que a palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a palavra de Deus tem sido freqüentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jesus quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.
É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.
Alguns são solo de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações como estes porque eles não lhe permitem entrar.
As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de estudo da Palavra cada vez mais profundo. Tempos difíceis virão, e somente aqueles que tiverem desenvolvido suas raízes abaixo da superfície sobreviverão.
Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta energia para devotar ao crescimento do evangelho em nossas vidas.
Então, há o bom solo que produz fruto. A conclusão desta parábola é deixada para cada um escrever. Que espécie de solo você é?
-por Gary Fisher
Aula 1:
Evangelizadora: Soraia Martins
“Milho ou Piruá ?”
Atividade de Integração
O grupo , sentado em círculo, observará enquanto o evangelizador providencia uma "fritada" de pipoca. Colocação do óleo, aquecimento deste, derramamento do milho, fritura, reção que ocorre dentro da pipoqueira, alegria que proporciona quando está pronta. Enquanto o milho transforma-se em pipoca, os jovens receberão uma cópia do anexo 2 e devem providenciar uma apresentação baseada na paródia de conhecido comercial de televisão.
Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário
1o. Momento:
A turma será dividida em 2 grupos. Para cada um será distribuída uma cópia das perguntas do anexo 1.
2o. Momento:
Novamente no “grupão” , cada grupo apresentará o resultado de suas observações e conclusões para os demais. Relacionando com nossas vidas e formas de viver.
3o. Momento:
Enquanto come-se pipoca e toma-se guaraná , argumentar que assim também são as PARÁBOLAS ( narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior), anunciando que este será o tema a ser estudado na aula seguinte. Definição. Por que Jesus falava por parábolas?
Quem conhece alguma parábola? Qual o sentido delas?
Tempo
10´ à atividade de integração
15´ à 10. momento
15´ à 20. momento
15´ à 30.momento
Material
Utensílios para fazer pipoca
Copos descartáveis
Guaraná
Anexos 1, 2 e 3
Fonte de Consulta
O Amor que Acende a Lua” - Editora Papirus
* Novo Dicionário AURÉLIO da Língua Portuguesa - editora Nova Fronteira
O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA
Atividade de Integração:
Fazer pipoca.
Refletindo na correlação deste ato com as nossas vidas
Estamos na Terra com alguma missão a desempenhar, inclusive e principalmente a TRANSFORMAÇÃO de nós mesmos em Espíritos melhores. Essa transformação pode dar-se através da vivência do amor ensinado e exemplificado por Jesus, mas também, por vezes, nos chegam através da DOR em suas múltiplas facetas. Dores físicas (enfermidades, limitações), dores morais ( solidão, perdas, ressentimentos) ou ambas (processos obsessivos, depressão).
Havendo ainda aqueles que por rebeldia, teimosia,orgulho, frutos da ignorância, não se permitem mudar, nem mesmo diante de dores acerbas. Ficam “endurecidos”, até que novas formas de transformação os convidem novamente.
Eis os sentidos das parábolas, que são narrações alegóricas na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
ANEXO 1
àqual a simbologia dessa experiência?
ào milho nasceu para ficar milho a vida inteira?
àqual a relação com o milho e nós?
àqual o agente da transformação?
àpara nós o que representa o FOGO ?
àfogo de dentro? Fogo de fora?
àe se “apagarmos” o fogo? Há como?
ào que “pensa” a pipoca fechada dentro da panela?
ào que representam os piruás? Qual seu destino?
à você é milho ou piruá?
àqual a simbologia dessa experiência?
ào milho nasceu para ficar milho a vida inteira?
àqual a relação com o milho e nós?
àqual o agente da transformação?
àpara nós o que representa o FOGO ?
àfogo de dentro? Fogo de fora?
àe se “apagarmos” o fogo? Há como?
ào que “pensa” a pipoca fechada dentro da panela?
ào que representam os piruás? Qual seu destino?
à você é milho ou piruá?
ANEXO 2
Pipoca na panela Se eu sou milho Ou sou piruá Pipoca e Doutrina É programa pra já! Pra eu e você Cantar e estudar.Que tal? Quero ver pipoca ensinar . . . Pipoca com Doutrina! Quero ver pipoca ensinar . . . Pipoca com Doutrina! Quero ver pipoca ensinar . . . Ah! Ah! Soy louca por pipoca e Doutrina !!! Já! Já! Já! Pipoca na panela Se eu sou milho Ou sou piruá Pipoca e Doutrina É programa pra já! Pra eu e você Cantar e estudar.Que tal? Quero ver pipoca ensinar . . . Pipoca com Doutrina! Quero ver pipoca ensinar . . . Pipoca com Doutrina! Quero ver pipoca ensinar . . . Ah! Ah! Soy louca por pipoca e Doutrina !!! Já! Já! Já!
ANEXO 3
Milho ou Piruá ?
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por qual devem passar os homens para que eles venham a ser quem devem ser.
O milho da pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós : duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
A grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas.
Só que elas não percebem.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança uma situação que nunca imaginamos: “DOR”.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho ou os pais, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo
Sem fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece; PUM ! – e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
O destino delas é triste: ficam duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. “Seu destino é o lixo”.
Você é Milho ou Piruá?
Do livro: “O amor que acende a lua”. Editora Papirus
Aula 2:
PARÁBOLAS - continuação
Evangelizadora: Soraia Martins
Atividade de Integração
Divide-se a turma em dois sub grupos, dando a cada um o nome de uma obra espírita, por exemplo: “ Pelos Caminhos de Jesus” , “A Caminho da Luz”, “No Mundo Maior”, “Parábolas e Ensinos de Jesus”, etc, cada grupo deve descobrir num tempo de 1'30'' o título que seu representante expressará através de mímica. O outro grupo pode atrapalhar dificultando a recepção da mensagem. Será vencedor aquele que conseguir descobrir o nome do livro.
Compartilharà O que isso tem a ver com a aula de hoje? Há mais de uma forma de passar uma mensagem? O que representa os que atrapalham na recepção desta?
Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário
1o. Momento: Sentados em círculo levantar a questão, com base na aula anterior, “O que quer dizer PARÁBOLA” ? Ouvir , argumentar e completar as idéias propostas pelos jovens. Compor a definição e escreve-la no quadro ou cartaz em local visível. 2o. Momento: Em seguida perguntar “Por que Jesus falava por parábolas, quais as vantagens de transmitir ensinamentos usando esse recurso”? Divisão em 3 grupos, onde a cada um será dado um “enigma” (anexo 1) Os grupos procurarão desvenda-los em 7´. Depois deste tempo trocam-se os enigmas. O do grupo 1 vai p/ o 2, deste p/ o 3 e deste p/ o 1. Mais 7´ e novamente faz-se a troca de maneira que os 3 grupos manuseiem os 3 enigmas. A resolução deles auxiliará responder à questão enunciada. 3o. Momento: Dialogar sobre a solução encontrada por cada grupo. Qual a interpretação que tiveram de cada um deles? à Elucidar os enigmas esclarecendo o “porque” Jesus falava por parábolas. Com base em “O que trabalhamos nessa aula”.
Tempo
10´ à atividade de integração 05´ à 10. momento 25´ à 20. momento 15´ à 30. momento
Material
Cartaz ou quadro e giz
Livros sugeridos para a mímica
Enigmas (anexo 1)
Nozes ou castanhas
Um bom dicionário
Fonte de Consulta
Parábolas e Ensinos de Jesus - Caibar Schutel - Casa editora O CLARIM
Estudos Espíritas do Evangelho - Therezinha Oliveira - EME editora
Emmanuel - Francisco Cândido Xavier - FEB
As Maravilhosas Parábolas de Jesus – Paulo A . Godoy . Edições FEESP
O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA
Atividade de Integração:
Linguagem oral, linguagem corporal ( mímica), linguagem visual, escrita, sinais,etc
Parábola à do grego “parabole” quer dizer comparação, ou conto imaginativo por paralelismo que evoca realidade de ordem superior.
Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas.
As Parábolas dos Evangelhos são alegoria que contêm preceitos de moral.
O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos. Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.
Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se-lhes excelente meio elucidativo. Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a idéia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.
1) Interessa e impressiona mais e melhor aos ouvintes, por ser uma estória.
2) Facilita a compreensão mesmo de assuntos transcendentes, porque a comparação supre as deficiências intelectuais do ouvinte.
3) Mais fácil de reter e transmitir, porque o enredo da estória auxilia a associação de idéias (ajuda a fixar o ensino oral)
4) Permite dizer verdades que de outro modo não seriam escutadas nem toleradas, principalmente por pessoas de autoridade, porque é simbólica e o próprio ouvinte é que tira dela uma conclusão.
5) Jesus sabia que a maioria das pessoas o procuravam apenas para ver fenômenos e receber curas, mas não se interessavam pela mensagem espiritual. Falando em parábolas, ele ministrava a todos o ensino mas não o banalizava, pois a pessoa tinha de ouvir com atenção e pensar a respeito para captar o sentido da mensagem e fixá-la na memória. Quem tivesse condições para isso, aprendia e se enriquecia espiritualmente. Quem não quisesse se esforçar, perdia a oportunidade de aprender. Muitas pessoas não aprenderam a interpretar as parábolas evangélicas. No tempo de Jesus, isso também acontecia, o que levou os discípulos a perguntarem:
_ Mestre, por que falas por parábolas?
_ “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado. Porque àquele que tem, se dará e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.”
Pelo trecho se observa claramente que os fariseus e a maioria dos judeus, em ouvindo a exposição da parábola só viam a figura alegórica que lhes era mostrada, assim como, quem não quebra a noz, só lhe vê a casa. Jesus não apenas estava
consciente da dificuldade de aquela maioria captar a mensagem que se ocultava sob a alegoria, como também reconhecia necessidade de assim proceder como uma forma de preservar a pureza da sua doutrina. “ Não desconhecendo, de antemão, que os seus ensinamentos sofreriam, mais tarde, o impacto de interesses de grupos e de pessoas, empenhado na continuidade de sistemas obscurantistas, o Mestre achou de bom alvitre fazer com que muitos dos seus ensinamentos fossem ministrados em forma de parábolas. Seriam da mesma natureza de uma castanha que, em tempo propício, deveria ser partida para que do seu interior se retirassem a saborosa noz. Julgando que as parábolas constituíam mera divagação e não atinado com o seu verdadeiro sentido, os zelosos mentores religiosos da Idade Média permitiram que elas passassem inalteradas, livres das degenerescências.” * Enigmas à - primeiroà há conhecimentos para os quais não temos capacidade intelectual, moral ou espiritual para compreendermos, sendo necessária a adaptação dos conteúdos para o nível de compreensão dos ouvintes - o segundoà mensagens importantes podem ser transmitidas de forma mais impressionante e agradável como ocorre nas estórias - o terceiroà a noz representa o conteúdo substancioso que fica preservado pela casca, as verdades que de outro modo não poderiam ser ditas, nem toleradas . * os enigmas podem ser colocados dentro de caixinhas caprichadas ou envelopes coloridos de maneira que o grupo ao lado não disperse a atenção observando o enigma do outro. Lembre-se do acabamento a ser dado em cada material utilizado, isso mostra que nos importamos com os jovens e eles percebem e valorizam . . . mesmo que não digam. à Divulgamos também várias obras na atividade da mímica, estimulando-os à leitura. Utilizei: Fáceis à Memórias de um Suicida à Parábolas e Ensinos de Jesus Médiosà Pelos Caminhos de Jesus à Há Flores no Caminho Difíceisà Grilhões Partidos à Primícias do Reino Quando eles terminam a mímica, adivinhando ou não o nome faça uma boa propaganda da obra. Uma pequena sinopse dizendo o quanto ela é interessante , que vale a pena ser lida, traz conteúdo excelente, aprendizados fantásticos, etc. Aguçando a curiosidade e o interesse pela a leitura. ANEXO 1 Pergunta. - Será lícito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo? Resposta. - É lícito considerar-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se dessa forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro , porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo dessa substância. O ponto de integração dos dois elementos estreitamente unidos em todos os planos do nosso relativo conhecimento, ainda não o encontramos. A ciência terrena, no estudo das vibrações, chegará a conceber a unidade de todas as forças físicas e psíquicas do Universo. O homem porém, terá sempre um limite nas suas investigações sobre a matéria e o movimento. Esse limite é determinado por leis sábias e justas, mas, cientificamente poderemos classificar esse estado inibitório como oriundo da estrutura do seu olho e da insuficiência das suas faculdades sensoriais. Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar. Montam a barraca e depois de uma boa refeição deitam-se para dormir. Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo: - Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê. Watson responde: - Vejo milhares e milhares de estrelas. Holmes então pergunta: - E o que isso significa? Watson pondera por um minuto, depois enumera: 1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas. 2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte. 3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. 4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes. 5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto? Holmes fica um minuto em silêncio, então responde: - É elementar meu caro Watson ! Significa apenas que alguém roubou nossa barraca! "A VIDA É SIMPLES, NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR". Um punhado de nozes ou castanhas Aula 3: Evangelizadora: Soraia Martins PARÁBOLAS - continuação Atividade de Integração Formar duplas, somente pelos olhos passar mensagens; sentimentos: ódio, paquera, alegria, admiração, tristeza, ansiedade, abatimento, curiosidade, decepção ,etc, conforme for enunciando o evangelizador. Após, um dos dois da dupla vira-se de costas e será mostrado ao outro, por escrito, o sentimento que deverá externar também apenas pelos olhos. Observando-se se aquele que estava de costas consegue decifrar a mensagem ou o sentimento. Compartilhar? O que isso tem a ver com nossa aula de hoje? Há mais de uma maneira de se passar uma mensagem? Quando nos mantemos atentos aos detalhes conseguimos apreender muito mais? Assim também são as parábolas? Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário 1o. Momento: Relembrar o conteúdo das aulas anteriores. Definição de parábola. Por que Jesus falava por parábolas? Perguntar quais as parábolas que os jovens já ouviram falar. Depois, não apenas as que ouviram falar, mas se conhecem alguma e seu sentido. Quantas eles julgam que existem? Projetar o Anexo 1. 2o. Momento: Anunciar que será estudada a “ Parábola do Bom Samaritano”. Perguntar o que sabem sobre ela. Distribuir a cada um uma cópia do Anexo 2 e pedir que leiam individualmente grifando as palavras que julgam ter um sentido mais profundo, um ensinamento oculto, uma mensagem cifrada. 3o. Momento: Conforme forem terminando, juntar-se-ão 2 a 2, depois 4 a 4; 8 a 8 até se ter formado 2 ou 3 grupos grandes. Estes compararão os grifos de cada um e apresentarão uma só conclusão sobre qual o sentido integral dessa parábola. 4o. Momento: Projetar o Anexo 3 e explicar todas as expressões grifadas. Tempo 05´ à Atividade de Integração 05´ à 10. momento 10´ à 20. momento 20´ à 30. momento 15´ à 40. momento Material Pequenos cartazes contendo palavras que expressem sentimentos Transparências dos Anexos 1 e 3 Xerox do Anexo 2 Lápis ou caneta Fonte de Consulta Parábolas e Ensinos de Jesus - Caibar Schutel - Casa Editora O CLARIM O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec – FEB - cap. XV; itens 1 a 3 Trabalho de semiótica apresentado na Fundação Universidade Federal de MT – não sei a autoria se alguém souber, por favor, entre em contato para que divulguemos devidamente soraiamartins@terra.com.br O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA Atividade de Integração: Idem à aula anterior. Jesus tinha uma tarefa a cumprir entre os homens, mas não dispunha de muito tempo e, por isso, precisava aproveitar este pouco tempo da forma mais eficiente possível, sem desperdícios. Assim, cada situação em que se envolveu, cada atitude que exteriorizou , cada gesto que fez, cada palavra que enunciou foram significativos, representaram algo. Nada do que fez ou falou foi gratuito ou em vão. Tudo estava carregado de intenções. Tomemos como exemplo o seu nascimento. É bastante óbvio para todos que as circunstâncias em que o Natal aconteceu trazem o ensinamento da humildade. Mas, se nos detivermos na observação do presépio que eventualmente ornamenta nossa casa durante as festividades natalina, poderemos descobrir que ele pode ser a representação de outras idéias. Se a mangedoura é o local onde se coloca comida para os animais e se Jesus é quem ali está, Ele, provavelmente, quer-nos dizer que veio como alimento (espiritual, é claro) para a humanidade. E, neste cenário, quem representaria a humanidade? No caso, os animais que o rodeavam, como a nos lembrar que, de fato, o homem, na época, ainda sem Jesus, se encontrava em estágio de animalidade. É curioso, também, o fato de Jesus ter nascido numa data em que se realizava o censo, num momento em que a maioria se preocupava em arrolar os bens materiais, totalmente desatentos aos bens espirituais. É sintomático, é significativo que, por causa deste fato, ele não tenha encontrado guarida entre os homens e que, exceto para uma minoria quase absoluta, sua chegada tenha passado despercebida. Outras passagens da vida de Jesus que se tornaram simbólicas são a sua profissão (o carpinteiro que veio trabalhar a madeira dura de nossos corações para a construção de um novo mundo); o início de sua atuação pública nas bodas de Caná (simbolizando o seu casamento com a humanidade e dando a esta união uma conotação de festa, considerando-se que a sua doutrina era a Boa Nova); a escolha de pescadores para serem apóstolos ( pescadores de alma) etc. Na Parábola do Bom Samaritano, numa primeira leitura o que de imediato ressalta é que , para se alcançar o reino de Deus, a condição indispensável é a prática da caridade, fazendo o bem sem olhar a quem, não importando o rótulo religioso que se ostente no mundo. Numa segunda leitura, mais atenta, vamos, então, tentar enxergar o que jaz, ou melhor dizendo, o que ocorre oculto pela alegoria, buscando conotações, associações, inferências, símbolos. De início, o que chama a atenção é o fato de todos os personagens serem identificados e situados no contexto social, exceto o HOMEM que caiu nas mãos dos salteadores. Percebe-se aí um propósito, o propósito de nos indicar que este homem é a PRÓPRIA HUMANIDADE, todo homem ou qualquer homem, qualquer um de nós, pois qualquer um de nós está sujeito a tombar no caminho. E este homem DESCIA de Jerusalém para Jericó. Ele não “ia”, ele “descia. Por que? Ora, Jerusalém, capital religiosa das maiores religiões do mundo, era o local onde se dirigiam todas as pessoas para tratar de ASSUNTOS ESPIRITUAIS, enquanto Jericó era importante centro comercial, para onde se ia tratar dos interesses materiais. Assim, Jerusalém representaria a vida espiritual e Jericó, a material e, a partir do momento em que relegamos aos interesses imperecíveis do espírito para dar prioridade ao imediato e mundano, de certa forma "descemos", sobretudo de padrão vibratório. Esta descida que nos torna frágeis e vulneráveis vai, então, possibilitar a agressão de SALTEADORES. Estes, podem simbolizar as nossas imperfeições ( a fera que reside em nós) que , diante da nossa invigilância moral, vem à tona, nos envolve, nos assalta e nos derruba. Do ponto de vista espírita, os salteadores podem ser tomados como obsessores, espíritos malévolos que se prevalecem daquele momento de invigilância para nos atingir. Dentro de uma perspectiva social e política os salteadores seriam os poderosos do mundo que saqueiam a humanidade de seus bens espirituais e da sua liberdade. O SACERDOTE e o LEVITA passaram de largo e não acudiram porque eles também estavam “descendo” e, assim não tinham condições de ajudar. Já o SAMARITANO “ia de viagem”, ele estava em movimento, caminhando – o cristão serve e passa, vive o amor em evolução. O ser samaritano, também é simbólico porque os samaritanos eram considerados pelos fariseus e doutores da Lei como Heréticos e, por isso mesmo, eram desprezados e anatematizados. Aliás, as personalidade mais impressionantes e significativas das parábolas são sempre os pequenos, os humildes, os repudiados pelas seitas dominantes e excomungados pela fúria sacerdotal. O samaritano refere-se afinal a Jesus, aquele que veio atar as feridas da humanidade, lembrar a todos nós que a condição de humanidade pressupõe sempre o outro, a necessidade de nos aproximarmos deste outro e ter compaixão. O samaritano usou, para atar as feridas, AZEITE e VINHO. O azeite é o símbolo da fé, o combustível que deve arder nessa lâmpada que dá claridade para a vida eterna – a sua Doutrina, o vinho é o suco da vida, é o espírito da sua palavra; os DOIS DENÁRIOS dados ao hospedeiro para tratar do doente são a caridade e a sabedoria, ou também a caridade amoedada o MAIS QUE O ENFERMO GASTAR resume-se na abnegação, nas vigílias, na paciência, na dedicação, cujos feitos serão recompensados; enfim o HOSPEDEIRO representa os que receberam os seus ensinos para cuidarem do viajante ferido e saqueado. ANEXO 1 Parábola do Grão de Mostarda Parábola do Fermento Parábola do Tesouro escondido A Parábola da Pérola Parábola da Rede Parábola da Ovelha Perdida Parábola do Credor Incompassivo Parábola dos Trabalhadores da Vinha Parábola da Figueira Estéril Parábola dos Dois Filhos Parábola dos Lavradores Maus ou dos Rendeiros Infiéis Parábola das Bodas Parábola da Figueira em Vegetação Parábola dos Servos Bons e Maus Parábola das Virgens Prudentes e das Néscias Parábola dos Talentos e das Minas Parábola da Semente Parábola da Candeia Parábola da Figueira que Secou Parábola do Cego que guia outro Cego Parábola do Bom Samaritano Parábola do Amigo Importuno Parábola do Avarento Parábola do Servo Vigilante Parábola dos Primeiros Lugares Parábola da Grande Ceia Parábola do Filho Pródigo Parábola do Administrador Infiel Parábola do Rico e Lázaro Parábola do Servo Trabalhador Parábola do Juiz Iníquo Parábola do Fariseu e do Publicano - 35 parábolas ANEXO 2 Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? - Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? – Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. – Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? - Jesus, tomando a palavra, lhe diz: Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. - Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. - Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. - Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. - Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. - No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar. Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? – O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. - Então, vai, e faze o mesmo. (S. Lucas, cap. X, vv 25 a 37.) Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? - Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? – Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. – Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? - Jesus, tomando a palavra, lhe diz: Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. - Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. - Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. - Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. - Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. - No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar. Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? – O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. - Então, vai, e faze o mesmo. ( Lucas, cap. X, vv 25 a 37.) ANEXO 3 Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. - Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. - Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. - Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. - Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. - No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar. Aula 4: Evangelizadora: Soraia Martins PARÁBOLAS - conclusão Atividade de Integração Entregar um balão a cada participante, com um recorte de papel em seu interior, 3 ou 4 cores diferentes (que darão origem aos grupos de estudo posteriormente). Evitar grupos muito grandes, pois essa situação tende a deixar alguns jovens ociosos e conseqüentemente desinteressados da atividade e do conteúdo. Brincar com os balões, jogar para cima, rebater com o colega. Depois de brincar um certo tempo, estourar os balões e observar a cor do papel , ou da impressão em seu interior. Os grupos unir-se-ão de acordo com as cores, montando os recortes que formarão pequenas parábolas. (desprezar as palavras ou frases repetidas) . (anexo 1) Compartilhar; O que entendemos da parábola que montamos? Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário 1o. Momento: Formados os grupos, novamente será projetada a transparência utilizada na aula anterior, e distribuído um exemplar da obra “Parábolas e Ensinos de Jesus” . Então, baseados nos títulos exibidos na transparência e consultando o livro, o grupo elegerá uma parábola que julgue a mais interessante para apresentar aos demais. Pode ser: dramatização, jornal falado, palestra ou o que a criatividade mandar. 2o. Momento: Palavras finais. “O que levamos desse assunto? Foi bom? Foi cansativo? O que sei hoje que não sabia antes?” Tempo 10´ à Atividade de integração 20´ à 10. momento 20´ à 20. momento 05´ à 30. momento Material Balões (um para cada participante) Papéis em 3 ou 4 cores diferentes Recortes de parábolas (anexo 1) Exemplares de “Parábolas e Ensinos de Jesus” Fonte de Consulta Parábolas e Ensinos de Jesus - Caibar Schutel - Casa Editora O CLARIM O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA Atividade de Integração: Brincar, descontrair Formação de grupos aleatoriamente evitando os “grupinhos”. Trabalho em equipe. PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA Consideremos, aqui, o Reino dos Céus como tudo o que está acima e abaixo, à direita e à esquerda de nós, todo esse espaço imenso, infinito, incomensurável, onde se balançam os astros e fulgem as estrelas; todo esse Éter que nos parece vazio, mas que, na verdade, encerra multidões de seres e de mundos, onde se ostentam maravilhas da Arte e da Ciência de Deus. Para quem o vê da Terra, com os olhos da carne, parece o seu conhecimento insignificante como o é uma semente de mostarda. Mas, depois que o estudamos , assim como depois que se planta a semente, nossa inteligência se dilata, como se dilata a semente quando germina; transforma-se o nosso modo de pensar, como sói acontecer à semente modificada já em erva; e o conhecimento do Reino dos Céus cresce em nós como cresce a mostarda, a ponto de nos tornarmos um centro de apoio em torno do qual volitam os Espíritos, bem como os homens que sentem a necessidade desse apoio moral e espiritual, da mesma forma que os pássaros, para o seu descanso, procuram as árvores mais exuberantes para gozarem a sombra benéfica das suas ramagens! O grão de mostarda serviu duas vezes para as comparações de Jesus: uma vez comparou-o ao Reino dos Céus; outra, à Fé. O grão de mostarda tem substância e uma semente faz efeito revulsivo. Essa mesma substância se transforma em árvore; dá, depois, muitas sementes e muitas árvores e até suas folas servem de alimento. Mas é necessária a fertilidade da terra, para que trabalhe a germinação, haja transformação, crescimento e frutificação do que foi semente, e é necessário, a seu turno, o trabalho da semente e da planta no aproveitamento desse elemento que lhe foi dado. Assim acontece com o Reino dos Céus na alma humana; sem trabalho dessa “semente”, que é feito pelos Espíritos do Senhor; sem o concurso da boa vontade, que é a melhor fertilidade que lhe podemos proporcionar, sem o esforço da pesquisa, do estudo, não pode aumentar e engrandecer-se em nós, não se nos pode mostrar como é, assim como a mostarda não se transforma em hortaliça sem o emprego dos requisitos imperiosos para essa modificação. PARÁBOLA DO FERMENTO Não há quem ignore o processo da panificação. Lança-se um tanto de fermento na massa de farinha, mistura-se e espera-se que fique toda levedada, para o que muito concorre o calor. Aparentemente, quem vê a massa não diz que tem fermento; entretanto, depois de algumas horas a própria massa levedada acusa a presença do mesmo. Assim é o Reino dos Céus: o homem não se pode transformar, de simples e ignorante, em elevado e sábio de um momento para o outro, como o levedo não transforma a farinha na mesma hora em que nela é posto. Aos poucos, à medida que ouve a voz dos profetas, a palavra dos emissários do Alto, a inteligência do homem vai esclarecendo e seu Espírito se transforma: ele assimila o Reino dos Céus, que `a prima facie lhe pareceu um enigma, mas depois se lhe apresentou positivo, racional , lógico. Quem diria que uma só medida de fermento, em três medidas de farinha, leveda a mesma? É preciso, porém, lembrar que o calor, não só na farinha para o pão, como também no homem, para a transformação de Espíritos é indispensável. E este calor pode traduzir-se na atividade que empregamos para o progresso que somos chamados a conquistar. O homem tem resumido a sua tarefa na Terra a procurar “tesouros”, a achar tesouros, a esconder tesouros, a vender o que possui para comprar campos que tenham tesouros. Assim tem acontecido, assim está acontecendo. Para que trabalha o homem, na Terra? Para que estuda? Para que luta, a ponto de matar o seu semelhante? Para possuir tesouros! Jesus, sabendo dos artifícios que o homem emprega na conquista dos tesouros, fez do “tesouro escondido” uma parábola, comparando-a ao Reino dos Céus; fê-lo, naturalmente, para que os que recebessem esses conhecimentos, também empregassem todo o seu talento, todos os seus esforços, todo o seu trabalho, toda a sua atividade, todos os seus sacrifícios, na conquista desse outro “tesouro”, ao qual ele chamou imperecível, lembrando que “a traça e a ferrugem não o corrompem, e os ladrões não o roubam” . O Reino dos Céus é um tesouro oculto ao mundo, porque os grandes, os nobres, os guias e os chefes de seitas religiosas não querem fazê-lo aparecer à Humanidade. Mas, graças à Revelação, aos Ensinos Espíritas, aos Espíritos do Senhor, hoje é muito fácil ao homem achar esse tesouro. Mais difícil lhe pode ser, “vender o que tem e comprar o campo”, isto é, desembaraçar-se das suas velhas crenças, do egoísmo, do preconceito, do amor aos bens terrestres, para possuir os bens celestes. Materializado como está, o homem prefere sempre os bens aparentes e perecíveis, porque os considera positivos; os bens reais e imperecíveis ele os julga abstratos. A Parábola do Tesouro Escondido é significativa e digna de meditação: o homem terreno morre e fica sem seus bens; o homem espiritual permanece para a Vida Eterna e o tesouro do céu , que ele adquiriu é de sua posse permanente. As pérolas constituem enfeites para a gente fina; são raras, por isso são caras. Quem possui grandes e finas pérolas possui tesouro, possui fortuna. Além disso, são jóias muito apreciadas no seu todo, pela sua estrutura, pela sua composição. Os porcos não apreciam as virtudes das pérolas; preferem milho ou alfarrobas. Se lhes dermos pérolas, eles pisam-nas e submergem-nas no lamaçal em que vivem; por isso disse Jesus: “Não deis pérolas aos porcos”. Certamente já havia o Senhor do Verbo Divino, comparado o Reino dos Céus a uma pérola de raro valor, quando propôs aquela recomendação a um discípulo que deliberara anunciar a sua Doutrina a um homem-suíno. Na verdade, há homens que são Homens, e há homens que se parecem muito com suínos. O suíno vive exclusivamente para o estômago e para a lama. Os homens suínos também vivem de lama e para o estômago . A estes as ”pérolas” nada significam: as alfarrobas melhor lhes cabem. O Reino dos Céus, nos tempos atuais, é incompatível com o Reino do Mundo. Para a aquisição da pérola o homem vendeu tudo o que possuía; para a aquisição da Pérola do Reino dos Céus o homem precisa vender o Reino do Mundo. Há Reino do Mundo, e há Reino dos Céus. Aquele desaparece com as revoluções, ao chamado da morte, ou sob o guante da miséria. O Reino dos Céus permanece na alma daquele que souber possuí-lo. à MAIS OS CONTEÚDOS DAS APRESENTAÇÕES RELIZADAS PELOS JOVENS ANEXO 1 “ O Reino dos Céus é semelhante ao fermento, que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada.” (Mateus, XIII, 33 – Lucas, XIII, 20-21.) ........................................................................................................................................... recortar de maneira a formar grupos com 5 ou 6 pessoas (5 ou 6 recortes) “ O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo, foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo, foi vender tudo o que possuía e comprou aquele campo.” (Mateus, XIII, 44.) ........................................................................................................................................... recortar de maneira a formar grupos com 5 ou 6 pessoas (5 ou 6 recortes) A PARÁBOLA DA PÉROLA “ O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que buscava pérolas; e tendo achado uma de grande valor, foi vender tudo o que possuía e a comprou.” (Mateus, XIII, 45 - 46.) ........................................................................................................................................... recortar de maneira a formar grupos com 5 ou 6 pessoas (5 ou 6 recortes) PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA “ O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e lançou no seu campo; o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescida é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que as aves vêm pousar nos seus ramos.” (Mateus, VIII, 31 – 32 _ Marcos, IV, 30-32 _ Lucas, XIII, 18-19.) ENIGMA 1à
ENIGMA 2 à
ENIGMA 3 à
Conteúdo doutrinário:
PARÁBOLAS DE JESUS
Parábola do Semeador
Parábola do Joio
Parábola da Dracma Perdida
Conteúdo doutrinário
PARÁBOLA DO TESOURO ESCONDIDO
A PARÁBOLA DA PÉROLA
PARÁBOLA DO FERMENTO