Tema: Namoro
Evangelizadora Soraia Martins.
Atividade de Integração
O Viúvo: Organiza-se dois círculos de participantes, um externo e outro interno. O círculo de fora é formado por homens e o interno por mulheres. Todos os homens se formam atrás das mulheres com as mãos para trás. Um homem é colocado no centro e não forma par, ele é o viúvo. Cabe a este observar as “namoradas” e piscar os olhos para uma delas, que deverá imediatamente ir ao encontro do “viúvo”. O namorado desta deverá ficar observando quando a “namorada” recebeu uma piscada, e deverá agarrá-la, não deixando que se aproxime dele. O “namorado” que deixar sua “namorada” ir ao encontro do viúvo irá ocupar o lugar do mesmo. Depois pode-se trocar as pessoas, quem for do círculo externo será do interno e vice-versa, e em vez de viúvo haverá viúva.
Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário
1o. Momento:
Dividir a turma em 3 grupos A, B, e C, dando a cada um, um dos textos trabalhados na aula ( anexos). Pedir que os grupos leiam e retirem do texto um parágrafo, frase ou ensinamento que para eles foi o mais importante, por escrito. Quem recebeu as perguntas de O Livro dos Espíritos deve responde-las . Entregar para o evangelizador.
2o. Momento:
Trocar os textos. Da mesma maneira entregando por escrito as respostas ou observações feitas pelo grupo.
3o. Momento:
Trocar novamente os textos pela última vez.
4o. Momento:
Abrir para o grupão , falar sobre o assunto e fazer as devidas conclusões.
Tempo
10´à atividade de integração
10´à 10. momento
10´à 20. momento
10´à 30. momento
20´à 40. momento
Material
Anexos 1, 2 e 3
Papel e caneta
Fonte de Consulta
Livro dos Espíritos – Allan Kardec - FEB – questões 298, 299 e 303a
Dinâmicas de Recreação e Jogos - ed. Vozes , Silvino J. Fritzen – ativ. 38 -pág. 34
Ter ou Não Ter Namorado - poema de Carlos Drumond de Andrade
Ensaio do dr. Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta
O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA
298. As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?
“Não; não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos, da concórdia resulta a completa felicidade”.
299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos a eles?
“A expressão é inexata. Se um Espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos.”
303.a Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?
“Certamente, se um deles for preguiçoso.”
ANEXO 1
Ter ou Não ter namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão da duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show de Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem um namorado é porque não descobriu que o amor é alegre, e vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e o coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passa debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou = cresça !!
Carlos Drumond de Andrade
ANEXO 2
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
"A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado."
Flávio Gikovate - médico psicoterapeuta
ANEXO 3
298. As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?
299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos a eles?
303.a Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?
Pode ser a continuidade do tema NOMORO
Tema: Casamento
Evangelizadora Soraia Martins.
Atividade de Integração
O evangelizador faz a seguinte colocação: 3 maridos ciumentos chegam, em companhia de suas esposas, à margem de um rio que devem atravessar. Só dispõem de uma pequena embarcação, que somente pode transportar duas pessoas ao mesmo tempo. Não é possível que uma esposa fique em companhia de um ou dois homens. Como fazer? Os demais jovens farão o papel de parentes.
Compartilhar: Há desafios, às vezes difíceis que podem e devem ser trabalhados nos relacionamentos. O ciúme não torna a existência mais complicada? Qual o papel dos parentes no relacionamento do casal?
Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário
1o. Momento: Fazer as perguntas 695 e 696 de O Livro dos Espíritos e dialogar sobre as respostas 2o. Momento: Dividir a turma em 5 grupos . Entregar a cada grupo um texto do anexo 1. Esperar para que seja lido compreendido . 3o. Momento: apresentação dos grupos de acordo com a instrução do caso respectivo. 4o. Momento: compartilhar. Tempo
10´ à atividade de integração 15´ à 10. momento 15´ à 20. momento 10´ à 30. momento 05´ à 40. momento Material
Livro dos Espíritos Cópias dos textos do Anexo 1, recortadas
Fonte de Consulta
Livro dos Espíritos – Allan Kardec - FEB – questões 695 e 696
Jogos Dirigidos para grupos, recreação e aulas de educação física - ed. Vozes , Silvino J. Fritzen – ativ. 169 -pág. 108
Estudando a Mediunidade - Martins Peralva . ed. FEB - cap. XVIII
Parábolas Eternas - Soler Editora - pág. 101
Os Mensageiros – Chico Xavier/Emmanuel - cap. 7
O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA
Atividade de Integração:
Solução do desafio: A senhora “A” juntamente com a senhora “B”atravessam o rio. A seguir a senhora”B” volta para buscar a senhora “C”. Agora encontram-se 3 esposas num lado do rio e 3 maridos no outro lado. A seguir a senhora “A” volta e fica com seu marido, enquanto os outros dois maridos atravessam. A senhora “C” e seu marido voltam. O senhor “A” atravessa com o senhor “C”. A senhora “B” irá buscar, uma após a outra, as duas mulheres que permaneceram no outro lado do rio.
Há desafios, às vezes, difíceis que podem e devem ser trabalhados nos relacionamentos. O ciúme torna a existência mais complicada,
O papel dos parentes no relacionamento do casal é o de coadjuvante na estruturação dos cônjuges .
O DIÁLOGO é fundamental para a resolução das questões.
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
Funcionou apenas o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.
Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado. Simplesmente almas que se encontraram na conflu confluência do caminho e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o início de futuros encontros noutras reencarnações.
Ex: A Queda de Otávio - Os Mensageiros - André Luiz
Quanto aos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais freqüentes. Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.
Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores,
O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando assim os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.
Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.
O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste, E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará amanhã na companhia daquele ou daquela de que procura agora afastar-se.
A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.
Casamentos sacrificiais. Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos. É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Não há regra para isso.
Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseirões, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.. A isso se dá, com inteira propriedade, a denominação de casamentos sacrificiais.Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz , estimular-lhe a caminhada, É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
O casamento sacrificial é, pois, em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária.
O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve “levar a cruz ao calvário”, como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.
O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido.
Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda a parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
Ex: Alcione e Pólux - romance Renúncia (Emmanuel/Chico Xavier)
Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
São Espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar, consolidam velhos laços de afeição.
Ex: Parábolas eternas
Por fim, temos os casamentos que denominamos de transcendentes.
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos. O anseio do Belo repleta-lhes as almas de doce ventura, pairando, acima de quaisquer vulgaridades terrestres, acima do campo das emoções inferiores, o amor puro e santo.
Ex: Kardec e Gabi
ANEXO 1
Texto 1
O grupo deverá ler, compreender e posteriormente dramatizar uma situação envolvendo o casamento com base no texto abaixo:
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
CASAMENTOS ACIDENTAIS teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
Funcionou apenas o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.
Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado. Simplesmente almas que se encontraram na conflu confluência do caminho e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o início de futuros encontros noutras reencarnações.
Ex: A Queda de Otávio - Os Mensageiros - André Luiz – Chico Xavier
TEXTO 2
O grupo deverá ler, compreender e posteriormente dramatizar uma situação envolvendo o casamento com base no texto abaixo:
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
CASAMENTOS PROVACIONAIS, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais freqüentes. Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.
Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores,
O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando assim os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.
Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.
O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste, E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará amanhã na companhia daquele ou daquela de que procura agora afastar-se.
A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.
TEXTO 3
O grupo deverá ler, compreender e posteriormente dramatizar uma situação envolvendo o casamento com base no texto abaixo:
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
CASAMENTOS SACRIFICIAIS . Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos. É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Não há regra para isso.
Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseirões, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.. A isso se dá, com inteira propriedade, a denominação de casamentos sacrificiais.Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz , estimular-lhe a caminhada, É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
O casamento sacrificial é, pois, em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária.
O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve “levar a cruz ao calvário”, como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.
O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido.
Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda a parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
Ex: Alcione e Pólux - romance Renúncia (Emmanuel/Chico Xavier)
TEXTO 4
O grupo deverá ler, compreender e posteriormente dramatizar uma situação envolvendo o casamento com base no texto abaixo:
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
CASAMENTOS AFINS , no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
São Espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar, consolidam velhos laços de afeição.
Sugestão para dramatização:
“ Ao completar 50 anos de matrimônio, o casal foi entrevistado por um repórter que desejava saber o segredo de uma união tão duradoura. O primeiro a responder foi o marido:
_ Você conhece o pão baguete? Eu adoro o bico desse pão, mas desde que me casei, eu o corto e dou para minha mulher.
O repórter voltou-se então para a mulher e perguntou-lhe;
_ E para a senhora, qual foi o segredo?
E ela, olhando para o seu marido respondeu:
_ Eu detesto bico de pão e, há 50 anos, eu o estou comendo sem reclamar !”
TEXTO 5
O grupo deverá ler, compreender e posteriormente dramatizar uma situação envolvendo o casamento com base no texto abaixo:
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste,
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
CASAMENTOS TRANSCENDENTES
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos. O anseio do Belo repleta-lhes as almas de doce ventura, pairando, acima de quaisquer vulgaridades terrestres, acima do campo das emoções inferiores, o amor puro e santo.
Ex: Kardec e Gabi
TEMA: Escalas e Níveis de Amor
Evangelizadora Soraia Martins.
Atividade de Integração
Será distribuído lápis e papel a todos os participantes. O evangelizador anunciará: “Quem é capaz de formar o maior número de palavras com as letras da palavra AMOR (tema da aula) em 30 segundos”?, Aquele que formar o maior número de palavras em 30 segundos pensará ser o vencedor, mas após o tempo estipulado o evangelizador anunciará que ele conseguiu formar 24 palavras e desafiará os jovens a superar sua marca, em mais 30 segundos, o que os obrigará a reunirem-se compartilhando suas palavras. Exemplo: Roma, Mar, Rama, Ramo, Ar, Amora, Morra, Mora, Ora, Ara, Amarra, Amarrar, Mama, Mamar, Ama, Amo, Amaro, Arara, Raro, Moa, Roa, Rara, Morar, Orar (24).
Compartilhar à prazer em compartilhar é obra do amor. Não tememos ser menores, não queremos ser melhores, o amor nos pacifica, nos desarma, nos tranqüilizaé melhor vencer sozinho ou em grupo? Tivemos a iniciativa de compartilhar nossas palavras com o colega antes do desafio? Por quê? Que sentimento nos invade em uma ou outra situação? Quando temos .
Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário
1o. Momento: dividir a turma em quatro grupos, entregando a cada um uma cópia do anexo 1. Esperar para que seja lido e compreendido.
2o. Momento: entregar um “Kit”, constante do anexo 2, gabarito vazio, e anexo 3, recortado, para que sejam colados nos locais devidos, montando o gabarito corretamente (“O que trabalhamos nessa aula”) . O grupo deverá exemplificar um dos tipos de amor, pode ser relatando, representando, etc.
3o. Momento: compartilhar. Em que nível de amor estamos? Como tenho agido em casa, com minha família? Qual deles é o nível que Jesus ensinou e vivenciou?
Tempo
5´ à atividade de integração
10´ à 10. momento
20´ à 20. momento
20´ à 30. momento
Material
Cópias do Anexo 1 e 2
Recorte do Anexo 3
Canetas ou lápis
Papel
Cola
Fonte de Consulta
Internet – pesquisa “Escala e Níveis de Amor”
Palestra realizada no CEC por Alberto de Almeida em 24 de fevereiro de 2004
O QUE TRABALHAMOS NESSA AULA
Atividade de Integração:
Preparar os jovens para o tema a ser trabalhado, o AMOR, de forma lúdica e cooperativa. Vivemos em uma época de muita competitividade, isso por vezes nos causa sofrimento, angústia. A fraternidade e a solidariedade nos apontam um caminho mais tranqüilo , ajudando-nos mutuamente. Amando uns aos outros.
Tipos de amor | Como é | Estação do ano | Em casa | Centro Espírita | exemplos |
PORNÉIA | EGÓICO Criança 1 | Primavera | Come tudo, sem pensar nos demais | Só toma passe, reclama, quer ser ouvido | Judas |
ÉROS | Dá + exige em troca Adolescente 2 | Verão | Come a melhor parte. “Ameixa para mim.” | Faz , mas quer ser reconhecido, seu departamento é mais importante que os outros, quer elogios | Tiago |
PHILIA | Fruto produtividade Partilha,, troca divide Maduro 3 | Outono | Divide a ameixa, a calda e dá para o outro fazer a escolha | Amor que nos faz trabalhar em equipe no CE. Está em toda parte, faz de tudo. Ocupando cargos ou não. Auxilia nos demais departamentos | Simão Pedro |
ÁGAPE | Multiplica dos frutos Amor da gratuidade, doa s/ esperar permuta Amor universal 4 | Inverno Sabedoria Introspecção Casa Temos lampejos desse amor | Abre mão de comer, de dormir para atender o filho Parábola eternas* | Vislumbra o movimento espírita, a CAUSA espírita, auxilia outras Casas, Federação, Unificação | Maria de Magdala |
ANEXO 1
Da mesma forma que existem diferentes níveis da consciência, há também diferentes níveis na escala do amor. Esses diferentes níveis nos colocam numa perspectiva de aprofundamento da nossa própria característica amorosa, conosco e com os outros :
1à Amor Pornéia, a primeira etapa, o amor voraz e devorador, o amor do bebê por sua mãe, o amor de consumo. Este amor é muito lindo em um bebê. É menos bonito em um senhor de 50 anos. A Pornéia é uma forma de amor que precisa ser respeitada e que ocorre em um momento de nossa evolução.. É um amor de posse, de dependência . Aqui, o amor não é um dom, é uma necessidade, uma solicitação. Há casos em que uma pessoa está namorando , mas sente a necessidade de uma outra pessoa, e até sente ciúmes se vê tal pessoa com alguém. Às vezes, o que chamamos de amor não é senão posse, dependência, necessidade. Esta forma de amor é uma forma de sofrimento que pode levar a pessoa a matar. O que diz a voz do povo: “Matou por amor”.
Pelo número de canções e de romances tristes que ouvimos e lemos, temos a impressão de que não existe amor feliz. Todas as histórias de amor que são ao mesmo tempo, histórias apaixonadas, possessivas, ciumentas e, freqüentemente, dolorosas podemos chamar de Amor Pornéia.
Amor egóico - centro do mundo . Ex: quando a pessoa esta se afogando, não é que não ame, mas ama mais a si mesma.
2à Amor Éros, que expressa não somente um amor de solicitação e necessidade, mas também de desejo, já é uma forma mais evoluída de amor. Não estamos mais no consumo que caracteriza a criança, mas começamos a viver um amor adolescente de uma pessoa por outra, desejando-a e maravilhando-se com ela.Pode ser traduzida como ternura e harmonia que é uma palavra muito bonita para falar de amor. É uma maneira de Harmonizar o seu ser com o ser do outro.
Dá amor, mas quer receber.
3à Amor Philia . Chegamos à palavra Philia ( Filia) que é muito interessante. Vocês a encontram em Filosofia( amor à sabedoria), em Filantropia (amor aos seres humanos). Em grego, distingue-se diferentes formas de Philia,é o amor parental, a amizade entre parentes. O amor da mãe ou do pai pela sua criança e vice-versa. É, igualmente, o amor de irmãos. É o amor da hospitalidade, o respeito aos outros. É o verdadeiro amor-amizade entre dois Egos, duas pessoas. É o amor do dar e do receber, uma relação de confiança, ajuda, parceira.
É uma qualidade de amor que manifesta uma grande generosidade do coração, doação, devotamento.
4à Amor Ágape Finalmente, chegamos à última palavra do Vocabulário grego, Ágape( Agape). Podemos traduzi-la como a graça ou gratuidade. É esta gratuidade em que se ama por nada, por causa de nada. Não sei se vocês viveram esta experiência: amar sem Ter nada em particular para amar. Amar não a partir de sua carência, mas amar a partir de sua plenitude. Amar não somente a partir de sua sede, mas amar a partir de sua fonte, de sua fonte que corre.
Agradecer ao outro porque ele existe e maravilhar-se pela sua existência.
ANEXO 2
Tipos de amor Como é Estação do ano Em casa Centro Espírita exemplos PORNÉIA ÉROS PHILIA ÁGAPE
Anexo 3
à para recortar e utilizar apenas o que está escrito dentro dos quadrados
Tipos de amor | Como é | Estação do ano | Em casa | Centro Espírita | exemplos |
PORNÉIA | EGÓICO Criança 1 | Primavera | Come tudo, sem pensar nos demais | Só toma passe, reclama, quer ser ouvido | |
ÉROS | Dá + exige em troca Adolescente 2 | Verão | Come a melhor parte. “Ameixa para mim.” | Faz , mas quer ser reconhecido, seu departamento é mais importante que os outros, quer elogios | |
PHILIA | Fruto produtividade Partilha,, troca divide Maduro 3 | Outono | Divide a ameixa, a calda e dá para o outro fazer a escolha | Amor que nos faz trabalhar em equipe no CE. Está em toda parte, faz de tudo. Ocupando cargos ou não. Auxilia nos demais departamentos | |
ÁGAPE | Multiplica dos frutos Amor da gratuidade, doa s/ esperar permuta Amor universal 4 | Inverno Sabedoria Introspecção Casa Temos lampejos desse amor | Abre mão de comer, de dormir para atender o filho Parábola eternas* | Vislumbra o movimento espírita, a CAUSA espírita, auxilia outras Casas, Federação, Unificação | |
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Tema: Namoro e Casamento
Bases doutrinárias para o evangelizador: Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XXII; Livro dos espíritos Pergs. 291 e 695
Obras subsidiárias: Vida e Sexo, SOS Família, Adolescência e Vida, Os Espíritas eo casamento
Objetivos: Levar o jovem a perceber a importância de um namoro com seriedade e de um casamento duradouro
Atividades iniciais:
Introdução ao tema : O tema será introduzido, com perguntas feitas aos jovens:
· O que é o namoro? Qual sua base e qual sua conseqüência? Justifique.
· Como devemos entender o “ficar” tão em moda atualmente?
· Hoje em dia, comum é verificarmos que o namoro vem acompanhado da vida sexual ativa entre os jovens (e entre adultos tb), inclusive sendo mostrado como padrão de comportamento na mídia, qual a postura que devemos ter frente a isso?
· Baseando nas aulas anteriores, qual é a sua postura como espírita, perante o namoro?
Escutar as respostas e iniciar o seguinte esclarecimento:
Joanna de Ângelis no livro "Adolescência e Vida", assim fala sobre o namoro:
(...)
O namoro é uma necessidade psicológica, parte importante do desenvolvimento da personalidade e da aprendizagem afetiva dos jovens, porquanto, na amizade pura e simples são identificados valores e descobertos interesses mais profundos, que irão cimentar a segurança psicológica quando no enfrentamento das responsabilidades futuras.
Trata-se de um período de aproximação pessoal, de intercâmbio emocional através de diálogos ricos de idealismo, de promessas – que nem sempre se cumprem, mas que fazem parte do jogo afetivo – e sonhos, quando a beleza juvenil se inspira e produz.
(...)
O recato, a ternura, a esperança, o carinho e o encantamento constituem as marcas essenciais desses encontros abençoados pela vida. As dificuldades parecem destituídas de significado e os problemas são teoricamente de soluções muito fáceis, convidando à luta com que se estruturam para os investimentos mais pesados do futuro.
(...)
Quando o namoro derrapa em relacionamento do sexo, por curiosidade e precipitação, sem a necessária maturidade psicológica nem a conveniente preparação emocional, produz frustração, assinalando o ato com futuras coarctações, que passam a criar conflitos e produzir fugas, gerando no mundo mental dos parceiros, receios injustificáveis ou ressentimentos prejudiciais.
O período do namoro, portanto, é preparatório, a fim de predispor os adolescentes ao conhecimento das suas funções orgânicas, que podem ser bem direcionadas e administradas sem vilania, mantendo o alto padrão de consciência em relação ao seu uso.
(...)
Uma das experiências mais gratificantes da adolescência é o namoro. Uma forma de compartilhar emoções e ideais, de dividir angústias e esperanças. É um ensaio para a vida afetiva mais plena, ou pelo menos deveria ser, pois o jovem não distingue ainda muito bem a diferença entre gostar e amar. Em alguns casos envolve-se sexualmente com a namorada ou namorado, não conseguindo relacionar muito bem, por exemplo, sexo com gravidez. Seja por influência dos meios de comunicação, seja por pura desinformação ou mesmo irresponsabilidade, tais experiências costumam ser mais traumatizantes do que prazerosas, comprometendo muitas vezes toda a existência terrena.
Dentro dessa visão, que se coloca em paralelo com a ótica espírita, o afeto vai se tornando cada vez mais seletivo, até fixar-se numa determinada pessoa que, normalmente, será sua companhia por aquela jornada terrena, quando não seja um Espírito extremamente afim, que se reencontra para a continuidade da vida.(...) Nesse contexto, não se deve tratar as primeiras experiências afetivas como um passatempo, pois ninguém lesa ninguém no campo íntimo sem criar comprometimentos perante as leis divinas. Portanto, o namoro é coisa séria.
A Doutrina Espírita, por excelência a doutrina de causa efeito, não poderia deixar de chamar a atenção para a responsabilidade deste ato como todos de nossa vida, sendo este um dos que tem carga de maior responsabilidade por tratar-se de um envolvimento cujos atos por nós praticados, não restringem-se a nós, mas a vários outros seres direta e indiretamente.
Como doutrina da reforma íntima, visando sempre o aprimoramento moral, vem aí incutidas várias outras posturas, como a sinceridade, a verdade acima de tudo, a responsabilidade, a tolerância, a compreensão, etc.
Como espíritas, devemos viver intensamente cada momento, com responsabilidade e consciência das conseqüências de nossos atos, pois esta é a doutrina que prega o equilíbrio e a felicidade para a qual fomos criados, assim como o Mestre veio mostra-nos a mandato do Pai.
Continuar com as perguntas:
Depois de ouvir os jovens, comentar:
No livro "Vida e Sexo", psicografado por Chico Xavier, Emmanuel nos diz o seguinte:
"O casamento, ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua.
Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração, ou vice-versa, na criação e desenvolvimento dos valores para a vida.
Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si. (...) "
Sabemos que para a Doutrina Espírita, o que realmente vale, são as intenções por trás dos atos e que, portanto, fórmulas sociais ou conveniências não podem estabelecer uma responsabilidade real se não há comprometimento, amor.
Joanna de Angelis ,através do Divaldo Franco ,escreve assim no livro "SOS Família":
"O lar estruturado no amor e no respeito aos direitos de seus membros é a
mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um ,como de
todos em conjunto.
Para esse desiderato são ficados compromissos de união antes do berço,
estabelecendo-se diretrizes para a família, cujos membros se voltam a
reunir com finalidades especificas de recuperação espiritual e de
crescimento intelecto-moral, no rumo da perfeição relativa que todos
alcançarão." .
Enfim, o casamento é a formação de uma parceria, com respeito, com carinho mútuo, com a união e concentração de ambos os cônjuges para a formação do lar, com exercício da educação , da tolerância, da compreensão, dos pequenos e importantes gestos diários com que se envolve o outro em amor.
Casamento: União física e espiritual
"À Luz do Espiritismo, o casamento monogâmico, união permanente de um homem e uma mulher:
- é um progresso na marcha da humanidade (representa um estado superior ao de natureza, em que vivem os animais);
- atende à afinidade (que unem os semelhantes) ou à necessidade de expiações (resgates ou correções de erros cometidos anteriormente) ou à missões (que regeneram e santificam);
- resulta de resoluções tomadas na vida de infinito, antes da reencarnação dos espíritos (livremente assumido pelos que já sabem e podem fazê-lo; sob orientação dos mentores mais elevados, os que estão habilitados para isso).
Tem pois, o casamento, um iniludível caráter e implicações espirituais. Deve se basear no afeto e na responsabilidade recíprocos e ser respeitado e mantido o mais possível. Empenhemo-nos com toda a boa-vontade, tolerância e devotamento aos nossos compromissos conjugais."
(Fonte: Iniciação ao Espiritismo, Therezinha Oliveira, Editora EME, Cap. 13 - Os Espíritas e o Casamento, pg 70).
Para o espiritismo o casamento se concretiza pelo compromisso moral dos cônjuges e é assumido perante o altar da consciência no Templo do Universo. Naturalmente, o casamento civil é um dever a ser cumprido pelos espíritas, porque legitima a união perante as leis vigentes, que asseguram ao homem e à mulher direitos e deveres.
Casar é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges.
Na visão Espírita o casamento pode ser entendido conforme qualificação a seguir:
Casual – Primeiro encontro de duas criaturas. Dessa espécie de casamento tem o casal conseguido levar uma satisfatória relação conjugal. Outros casais não se adaptando e não suportando as desavenças, separam-se. Sem dúvida em próxima vida terrena, reencontram-se para uma reconciliação.
Provatório - Reencontro de espíritos de diferentes graus de adiantamento espiritual, que no passado desentenderam-se, por isso, voltam a encarnar para superar as provas a que forem submetidos, e progredirem.
Expiatório - Em vidas anteriores marido e mulher erraram muito. Reencarnam em novo lar, para corrigir os erros cometidos. E um casamento de resgate.
Sacrificial - União de um espírito um tanto evoluído com outro menos evoluído com o fim de auxiliá-lo a progredir.
Afins - Espíritos evoluídos com sentimentos elevados, que se amam verdadeiramente. Corações afetuosos, juntos com objetivos supremos para, aliados adiantarem-se espiritualmente.
Transcendentes: almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais
Não sabemos em qual categoria nos achamos, mas não existe o acaso, ninguém se acha sob o mesmo teto por mera casualidade.
Na sociedade brasileira existem dois tipos de casamentos: CIVIL e RELIGIOSO.
Casamento civil é um contrato social entre duas pessoas, com igualdade de direitos e deveres, passado em cartório e regido pela leis do país. Como toda sociedade, pode ser desfeito, se houver conveniência das partes.
Casamento religioso é uma cerimônia produzida pelas crenças religiosas ritualistas, oficiada por um ministro credenciado, mediante um sofisticado e complexo acervo de ritos, variável apenas de uma religião para outra. Supostamente contém o beneplácito de Deus.
O Espiritismo, baseado na fé raciocinada, na fé verdadeira, na lógica e na razão, não trouxe para seu seio nenhum ritual. Para os espíritas, existe um guia seguro para que os casais aprenderem a consolidar sua união no dia-a-dia. É a prática da própria Doutrina Espírita, em sua integralidade. E tudo pode ser resumido em três palavras: Amor, Tolerância e Perdão. E num exercício diário: o do aprendizado constante. O que sanciona o casamento aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: "Não sereis senão uma só carne", e quando Jesus disse: "Não separeis o que Deus uniu", essas palavras se devem entender com referência a união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.
Esse é o casamento verdadeiramente abençoado por Deus. E ele independe das religiões