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MAIS MÉDICOS, MAIS PT, MENOS VOCÊ

MAIS MÉDICOS, MAIS PT, MENOS VOCÊ

Por Rebecca Santoro

Por enquanto 1 a 0 para os que advertiram sobre o perigo da adesão maciça da classe média - que tem preguiça de se informar adequadamente sobre os temas de interesse da nação - às manifestações originadas e orquestradas pela esquerda.

O primeiro resultado prático e grave da falsificação midiática do que realmente todos aqueles inocentes úteis queriam – FORA PT! – foi que a presidência da república enfiou goela abaixo de todos os brasileiros, à revelia do Conselho Nacional de Medicina e de 90% da classe médica, o programa Mais Médicos, em forma de Medida Provisória, que será publicada no dia 9 de julho.

O projeto do governo foi elaborado as pressas, para atender às ruas? Não já estava em estudo há mais de seis meses!

A partir de janeiro de 2015, o estudante que ingressar na faculdade de Medicina em instituições públicas e privadas estará obrigado a trabalhar dois anos na atenção básica, urgência e emergência do Sistema Único de Saúde. Dessa forma, aluno levará oito e não seis anos para receber o diploma de médico. Quem vai estabelecer as diretrizes da nova formação não é o Conselho Nacional de Medicina mas sim o conselho nacional de educação (sic). Nesse período de dois anos – que será cumprido ANTES do de RESIDÊNCIA – os alunos trabalharão DE GRAÇA num primeiro ciclo e, depois, num segundo ciclo serão remunerados pelo ministério da saúde com bolsa cujo valor deve variar entre R$ 3 mil e R$ 8 mil. Somente depois disso, os alunos poderão ingressar na residência médica (dependendo da especialização - um a cinco anos).

Quantos cartazes foram vistos nas ruas pedindo a reestruturação do ensino de medicina no país? Quantos deles ‘exigiam’ que os médicos formados por universidades públicas E PARTICULARES (o que é mais invasivo ainda) fossem obrigados a prestar dois anos de serviços ao SUS?

E lá vêm os médicos estrangeiros e os brasileiros diplomados no exterior – SEM REVALIDAÇÃO DE DIPLOMA!!! – para trabalhar no interior do país e nas periferias de grandes cidades com pequena proporção de médicos por mil habitantes. Quatro editais — para chamamento de brasileiros, de estrangeiros, para cadastro de vagas de municípios e para seleção de instituições de ensino supervisoras — ficarão abertos simultaneamente por um mês. Após ser fechada a demanda dos municípios, serão convocados os graduados no país para ocuparem os postos e começar a trabalhar em 2 de setembro. Caso sobrem vagas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros podem ser chamados. Mas, como o governo tem a certeza de que vai trazê-los, já marcou a data de 19 de setembro para que estes iniciem seus trabalhos.

A remuneração destes médicos será de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, MAIS ajuda de custo adicional, dependendo do local onde vão trabalhar. O município ou o estado ficarão responsáveis por auxiliar os médicos com gastos relacionados à alimentação e a moradia. Portanto, você, cidadão, que já paga impostos e planos de saúde, pagará por mais tudo isso E VAI CONTINUAR VENDO GENTE MORRER NAS FILAS DOS HOSPITAIS DESAPARELHADOS, DESABASTECIDOS E SUPERLOTADOS DAS GRANDES CIDADES!!!!!

E tem mais. A expectativa é a de abrir, até 2017, mais 12 mil vagas de residência médica e 11,4 mil de cursos de medicina. O ministério da saúde (LEIA-SE, VOCÊ, CIDADÃO) custeará as bolsas de especialização para hospitais filantrópicos, municipais e estaduais. Até 2015, serão abertos 35 mil novos postos de trabalho, como consequência de investimentos já contratados para criação de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Ou seja, é como se todos os hospitais públicos e conveniados QUE JÁ TEMOS em funcionamento estivessem no nível dos de primeiro mundo, apenas a espera de médicos; e como se a construção de novas unidades hospitalares fosse sinônimo de eficiência de primeiro mundo – com abastecimento eficiente e continuado, com permanente atualização de aparelhagens e de tecnologias, etc.

 

Um escárnio e um deboche para com os brasileiros e para com a classe médica do país, além de ter sido uma medida digna de ditadores, que governam por decretos, como se estivessem mandando no quintal de suas casas.

AS MANIFESTAÇÕES, DIDATICAMENTE...

AS MANIFESTAÇÕES, DIDATICAMENTE.

As manifestações populares que vêm ocorrendo de norte a sul do país transformaram-se em motivo de orgulho nacional e colocaram milhões de brasileiros em estado de entusiasmo otimista. É praticamente unanimidade na mídia ressaltar a maravilha que é o povo nas ruas fazendo manifestações. O ‘gigante acordou’ por estar cansado de tanta corrupção e de tanto serviços públicos mal prestados. A mídia condena os ‘vândalos sem rosto’ que promovem quebradeiras, assaltos e saques em praticamente todas as manifestações, como se fossem apenas ‘manifestantes revoltados mais exaltados’ e repete em seus noticiários: ‘pacífica’, ‘pacificamente’, ‘pacífica’, ‘pacificamente’, ‘pacífica’, ‘pacificamente’... ‘Sem violência’, ‘sem violência’...

Pois essa mídia, especialmente a televisiva, fez a cobertura de um evento tão importante para o país, como esse das manifestações populares, de maneira tão inescrupulosamente dissonante da realidade e dos interesses da maior parte dos manifestantes – e porque não dizer da população como um todo – que provoca indignação e vergonha alheia nos próprios colegas de profissão. Falo disso mais adiante.

Há exceções, como sempre, mas que se contam nos dedos de uma mão. Por coincidência ou não, são justamente aqueles que alertam para os perigos destas manifestações com apelos genéricos de melhoria das condições de vida. É, porque a mídia só mostra os apelos mais genéricos (com exceção dos que se referiram especificamente a não aprovação da PEC 37). As massas nas ruas podem vir a dar legitimidade a medidas ainda mais à esquerda por parte do governo, numa democracia capenga como a nossa, principalmente porque já esteja nas mãos de esquerdistas retardados que apoiam abertamente ditadores como Fidel e Raul Castro (Cuba), Nicolas Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Ahmadinejad (Irã), entre outros. 

Estes que fazem o alerta estão cobertos de razão. Entre eles estão Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Padre Paulo Ricardo e o site Pela Legítima Defesa cujo vídeo com alerta a respeito do assunto foi divulgado por mim no Facebook, já durante as primeiras manifestações. São taxados de pessimistas. Os ‘pessimistas’ apelam para que as pessoas usem basicamente a lei, o voto e as instituições para tirar o PT e seus aliados do poder e para que as pessoas de bem não vão às ruas apoiar estas manifestações que estão sendo organizadas aparentemente por gente comum, mas que, na verdade, estariam dando quorum para que o PT desse uma guinada ainda mais à esquerda em seu governo.

Eu sou um pouco mais pessimista do que todos eles. Com base na história da humanidade, vou mais adiante e digo que comunista não larga o poder por vias democráticas – lei, instituições e voto. Muito menos por apelo popular. A história mostra que, ainda que milhões vão às ruas, SE, e somente SE, contar com o apoio e a AÇÃO de suas Forças Armadas a população se livra dessa gente, sem ter que ela mesma enfrentá-la, QUANDO e SE conseguir armar-se até os dentes, para fazer este trabalho numa guerra civil.

Por outro lado, já que ‘o leite foi derramado’, depois que milhões de brasileiros, com as melhores das intenções, foram às ruas, há que se pegar o que haja de bom nessa situação – e há – para tentar desmontar a ‘operação de bolivarianização’ do país orquestrada pelo PT e pelo Foro de São Paulo (se você, leitor, não sabe o que seja esta organização, AQUI e AQUI). Há maneira de fazer isso e vou me arriscar a colocá-la aqui, no final de tudo.

Vamos por partes. Primeiro, um breve histórico das manifestações, para provar que de espontâneas elas não tiveram e continuam não tendo nada. Mesmo aquelas que tenham sido organizadas, por exemplo, por um grupo de conhecidos seus do prédio vizinho. Até o que parece ter sido voluntário e espontâneo foi induzido e devidamente usado – sinto dizer, contra você, leitor, cidadão comum.

CRIANDO AS MANIFESTAÇÕES

- A Origem

A primeira delas, como todo mundo está cansado de saber, foi em São Paulo (SP), organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), no dia 6 de junho. O movimento que defende a adoção da tarifa zero para transporte coletivo foi fundado em uma plenária no Fórum Social Mundial, em 2005, em Porto Alegre. A articulação nacional do MPL é feita através de Grupos de Trabalho Nacionais, que organizam ações conjuntas, impressos nacionais, como o jornal nacional do movimento, e o Encontro Nacional do Movimento Passe Livre. No último Encontro, por exemplo, foi decidido criar grupos de comunicação, organização e apoio jurídico. Quem financia esse aparato todo? Você, leitor - senão com dinheiro que vem de fundos partidários (já que o movimento tem ligação com todos os partidos de esquerda radicais, incluindo o PT), com o dinheiro que sai do Ministério da Cultura, que repassou, em 2012, através de convênio com uma ONG chamada Alquimídia, mais de 600 mil reais para o MPL manter seu site. O patrocínio foi da Petrobras.

Uma das líderes do MPL, Mayara Longo Vivian (21 anos - estudante de geografia da USP), declarou: “Infelizmente, o vandalismo e a violência são necessários, para que apareça na mídia. Se saíssemos em avenidas gritando musiquinha (sic), ninguém prestaria atenção.” Entre os manifestantes do movimento presos pela PM, alguns portavam coquetéis molotov e até facas. Dias depois, em outra entrevista, Mayara declarou: “... O MPL não é juiz para dizer quem cometeu ou não cometeu um crime, mas somos contra vandalismo seja de manifestantes, seja do Estado”. Mentem, assim, como tática de guerrilha.

Querem entender como funcionam as estratégias de ação destes movimentos? Leiam ESTA excelente matéria de Flávio Morgenstern publicada no site Implicante. Ali está descrito como funciona a tática do ‘vandalismo’ e para que ela serve. Também se explica como são escolhidos os temas para os protestos – quase todos inatacáveis – para dificultar o posicionamento em contrário e para transformar em vítima quem na verdade comete atos condenáveis – crimes, inclusive, muitas das vezes.

Depois de alguns dias de manifestações e depois de se conseguir que os preços das passagens voltassem aos antigos valores, Mayara revelou para quem quisesse ouvir: ‘quem diria há 7 anos atrás que chegaríamos a este resultado maravilhoso? E se chegamos até aqui, poderemos avançar muito mais, batalhando e exigindo o fim dos latifúndios para implantar uma definitiva reforma agrária!’.

- Uma Segunda Origem

Numa das primeiras manifestações que aconteceu em Brasília, a polícia prendeu agilmente, antes que pudessem produzir grandes estragos, os primeiros ‘baderneiros profissionais’. Inadvertidamente, suponho eu, seus nomes foram logo divulgados e descobriu-se que eram todos ligados ao governo. Um deles, Gabriel Santos Elias, é cofundador do movimento que promovia a manifestação - o Movimento Brasil e Desenvolvimento.  Nascido na Universidade de Brasília, o movimento é liderado por jovens que se intitulam revolucionários e que têm ligações com partidos de esquerda. Em seu comando estão dois servidores da Casa Civil e um de seus criadores é Daniel Gobbi, assessor internacional da Secretaria-Geral da Presidência (salário: R$ 11,3 mil).

O tal do Gabriel foi assessor da subchefia de assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais até 17 de maio, quando pediu demissão, deixando para trás um salário de R$ 3,5 mil. É lógico que não foi para ficar sem nada a ganhar. Outros dois detidos foram Mayra Cotta Cardozo, assessora especial da secretaria-executiva da Casa Civil (salário: R$ 7,5 mil), e João Vitor Rodrigues Loureiro, assessor técnico da subchefia para assuntos jurídicos da Casa Civil (salário: R$ 5,8 mil). Por fim, a Secretaria de Segurança do DF e a Polícia Civil afirmaram que a manifestação foi paga, informando ter provas de que foram gastos R$ 30 mil em cachês para os cerca de 300 participantes da ação, que em sua maioria eram do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.

O caso desapareceu da imprensa...

- Duas Informações Relevantes

1.   No dia 23 de Junho, o Movimento Passe Livre, que havia deixado a ‘liderança’ das manifestações por considerar que a ‘direita’ havia cooptado o movimento, voltou atrás em sua decisão de não convocar mais manifestações em SP. O grupo estava contrariado por causa do que chamavam de ‘apropriação por parte de grupos de direita’ de suas reivindicações, que dizem ser ‘de propriedade da classe trabalhadora’. Motes dos próximos protestos serão tarifa zero para o transporte público, desmilitarização da polícia e mais verbas para a saúde e a educação. "Seguimos na luta pela retomada da cidade e de nossas vidas. Nessa terça, o Movimento Passe Livre - São Paulo se soma à mobilização dos parceiros do Periferia Ativa e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto", dizia a nota no perfil do Facebook do MPL. A organização Periferia Ativa defende maiores investimentos públicas nos subúrbios de São Paulo e o MTST luta por uma reforma urbana que garanta moradia aos sem tetos.

2.   “Não é uma luta qualquer. É luta de classes. A gente fala tanta coisa, escre

ve tanta coisa. Tanta gente cita o Che Guevara, agora o Mariguella. Chegou o dia”. As palavras são de Sergio Vaz, coordenador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), apenas uma da

s muitas iniciativas pró-periferia que há mais de dez anos realiza saraus nos quais forças de esquerda reúnem-se em bairros afastados das regiões centrais da capital paulista. Para Vaz, ‘é hora de colocar em prática todo o acúmulo’ desse e de outros movimentos como o Hip Hop, já que ‘o fortalecimento do conservadorismo’ nas manifestações populares que se espalham pelo país ‘afeta diretamente a periferia’... As declarações foram feitas durante reunião de 76 organizações de esquerda, que representam movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, na sexta (21/06), no sindicato dos químicos em São Paulo, com o objetivo de avaliar o cenário de mobilizações no Brasil. Entre as organizações presentes estavam a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Via Campesina, União Nacional dos Estudantes (UNE), Intersindical, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Partido Socialismo e Liberdade (PSOl), Partido dos Trabalhadores (PT) etc. Reuniões como esta foram realizadas em outros estados (Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais etc). As tais organizações avaliaram que ‘é o momento de construir uma plataforma política unitária e de se organizar para levar as pautas da classe trabalhadora para as mobilizações: a democratização dos meios de comunicação, a redução da jornada de trabalho, a suspensão dos leilões do pré-sal, a reforma política e a prioridade de investimento dos recursos públicos em saúde e educação, politizando desta forma as ruas e a população que se manifesta...’

- A Conexão Disso Tudo

Perceberam como nada foi tão espontâneo como parecia ser? Perceberam que o mesmo MTST que foi pago para agir em Brasília é o mesmo ao qual se junta agora o MPL em São Paulo? Perceberam que todos esses movimentos de esquerda agem em conjunto, com a conivência e o financiamento do governo do PT? Perceberam a enorme quantidade destes tipos de movimento que está sendo financiada, há anos, com o dinheiro que o PT usurpa dos cofres públicos, desde antes mesmo de conquistar o Palácio do Planalto (que o diga Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP) pelo PT, assassinado em 2002)?

Financiam até saraus e grupos de Hip-Hop para propagar a ideologia marxista... A Abin, o Ministério Público, a Polícia Federal, todas estas instituições que deveriam servir ao Brasil e aos brasileiros jamais tomaram uma providência sequer em relação a informar a sociedade sobre este mal uso do dinheiro público para o financiamento da propagação do ideal comunista no país – regime regiamente rechaçado pelo povo brasileiro em sua imensa maioria. É que parece que o PT e seus aliados já aparelharam todas as instituições. As exceções são pontuais dentro destas instituições e têm imensa dificuldade para agir.

Por que o governo financiaria ações de movimentos de esquerda aliados contra ele mesmo? Isso não fez com que muitos que não são financiados pelo governo e muito menos a favor dele viessem encher as ruas do país protestando contra este mesmo governo? O que o governo do PT lucra com isso?

Calma. A explicação tem que ser bem didática...

- O Método “Vandalismo” de Protestar

Tem gente graúda na imprensa querendo passar a impressão de que os ‘vândalos’ que aparecem em protestos nas grandes cidades e nos bloqueios a estradas sejam tão simplesmente gente revoltada um pouco mais exaltada. Não são, de maneira nenhuma. São gente instruída, muitas das vezes paga, e que sabe exatamente como, quando e porque promover as quebradeiras.

Elencar suposições para identificar esses ‘vândalos’ não parece requerer grande genialidade. Quais são, em nosso país, os grupos que, agindo de maneira bastante semelhante a que se tem visto nas ‘quebradeiras’ ligadas às manifestações atuais, têm histórico de praticar depredações e ataques coordenados contra o patrimônio público e privado e contra a polícia?

Além do que já foi descrito acima sobre a origem das manifestações, há outras pistas. O MLST, por exemplo, invadiu o Congresso Nacional em 2006, promovendo quebradeira e ferindo pessoas. A Via Campesina também tem em seu ‘currículo’ invasões a patrimônios públicos e privados que deixaram rastros de brutal destruição. Quem não se lembra da onda de ataques do PCC contra policiais de SP, em 2012? Quantos menores não são enviados para a rua, sob as ordens do tráfico, para promover arrastões ou para organizar protestos contra a morte de ‘colegas’? E as FARC – Forças Revolucionárias da Colômbia -, hein, leitores? Para quem não sabe, em várias manifestações Brasil afora, houve denúncias a respeito de estrangeiros ‘cucarachas’ circulando entre os ‘vândalos’ e participando de suas ações.

Portanto, não acho que se precise de muita genialidade e de experiência em investigações policiais para buscar a identidade dos que a imprensa vem insistindo descaradamente em continuar chamando apenas de ‘vândalos’, como se estivessem tratando de hordas inidentificáveis de jovens revoltados com os hormônios em ebulição.

Por que se arriscam esses ‘jovens vândalos’ cometendo crimes abertamente e enfrentando policiais? Também não é muito difícil de responder. Primeiro, porque são treinados para isso; segundo, porque têm quem os esteja protegendo na esfera legal; e terceiro porque sabem que a polícia não está usando armamento de alta letalidade.

Ainda duvidam? Pois bem, segue mais uma informação. Durante sessão na Assembleia Legislativa de Fortaleza, no dia de 2 de julho, o deputado estadual pelo Ceará, Perboyre Diógenes (PMDB), acusou o vereador Ronivaldo Maia (PT) de ter financiado ‘vândalos’ durante os protestos ocorridos na Capital. No dia 27 de junho, Ronivaldo, além de incentivar e de apoiar atos de ‘vandalismo’, pagou a fiança de quatro manifestantes que foram detidos durante o protesto realizado nas proximidades da Arena Castelão. A ‘manifestação’ foi marcada por cenas de guerra que levaram pânico aos moradores. Um outro deputado petista, Antônio Carlos, que pertence ao mesmo grupo de Ronivaldo no PT, disse que as declarações de Perboyre são somente “mais uma manifestação da direita conservadora”. Segundo ele, Ronivaldo apenas “acompanhou e prestou solidariedade” a alguns manifestantes que precisaram de ajuda.

No meio destes criminosos, é claro, há alguns pouquíssimos os idiotas – se é que os haja ainda - revoltados e que se juntam inadvertidamente aos ‘profissionais’ na quebradeira. Há ainda os criminosos comuns que tentam tirar benefício da situação anômala para assaltar e para fazer saques. São aqueles que têm seus nomes estampados nos jornais, que são presos e que vão ter que arcar com as consequências legais de seus atos. Os ‘profissionais’ acabam sendo liberados e os movimentos e partidos dos quais fazem parte têm suas siglas preservadas de divulgação.

Enfim, trata-se de aplicação pura de táticas de guerrilha urbana. O ‘vandalismo’ é um método. Funciona como forma de chantagear autoridades constituídas para se conseguir o que se quer. Você pode achar até que os motivos sejam justos – abaixar o preço das passagens de ônibus, por exemplo. O problema, cidadão, é o método. Você não vai achar nem um pouco justo se os mesmos métodos forem usados no futuro – já que hoje funcionam – para exigir que você não possa ter um carro, por exemplo, porque o ‘povo’ decidiu que todos devam andar de ônibus...

- Pausa PARA Reflexões Sobre O Viaduto De Belo Horizonte

Nas primeiras manifestações que ocorreram em BH, perto do Mineirão, estádio onde estão acontecendo as partidas da Copa da Confederações, duas pessoas ficaram gravemente feridas após caírem de viaduto. Os acidentes foram noticiados e deveriam servir de alerta. Nas manifestações seguintes, mais quatro pessoas caíram deste mesmo viaduto. Uma delas morreu e outra encontra-se internada em estado grave. O local de onde os manifestantes caíram não é para a circulação de pedestres. A mureta é baixa. É bom que se investigue se o que aconteceu com estas pessoas foi mesmo acidental...

- O QUE NÃO ESTAVA PREVISTO (PELO PT)

Ao darem início aos protestos de rua para desestabilizar governos estaduais de oposição e para dar início à aceleração do processo de bolivarianização do Brasil, as esquerdas radicais coordenadas pelo PT até imaginavam – e contavam com isso – obter certa adesão popular. Os inocentes úteis que não resistem aos apelos de reivindicações inatacáveis – quem não quer melhor educação e saúde? Entretanto, não imaginavam que uma imensa quantidade de pessoas tomasse as ruas, em mais de 100 cidades brasileiras, para mostrar sua insatisfação com os rumos que o governo está dando ao país. Protestos contra TUDO DE ERRADO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL. Milhões de pessoas de verde, amarelo, azul e branco varreram o vermelho da esquerda radical e do PT das ruas, para dizer que queriam varrê-los também de seu país e de suas vidas.

A técnica de escandalizar a população, desmoralizando as Instituições, corrompendo descaradamente todos os setores do poder público e de não combater a criminalidade com o rigor necessário passou das medidas. Ela é usada para fazer com que as massas saiam às ruas e sirvam como massa de manobra para que se promova ‘la revolucion’ por trás de justas reivindicações. Por semanas, antes de o povo vir para as ruas, por exemplo, viu-se pela imprensa uma série de crimes brutais cometidos por assassinos contra cidadãos indefesos de SP, MG e RJ. Não por acaso, estados em que o PT quer tomar o governo. Violência gratuita, para chocar e indignar. Pessoas levando tiros à queima roupa, mesmo sem reagir aos assaltos; pessoas sendo queimadas; crianças sendo baleadas. Era a preparação do terreno para levar grande número de cidadãos revoltados – cobertos de razão – para as ruas, atrás dos protestos organizados pela esquerda. O tiro saiu pela culatra. Milhões pelo país saíram às ruas e rechaçaram a esquerda (partidos e movimentos) e o PT das manifestações – DE NORTE A SUL, DE LESTE A OESTE, INCLUINDO O PLANALTO CENTRAL!!!!!

A REAÇÃO DO GOVERNO

- Nas Manifetações

No dia 27 de junho, Lula assume papel decisivo na organização das manifestações em todo o país. O ex-presidente se reuniu em SP com os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da União da Juventude Socialista (UJS), do Levante Popular da Juventude e do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve). A reunião, no bairro do Ipiranga, em São Paulo não contou com a presença do Movimento Passe Livre (MPL), nem do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que, naturalmente, foram instruídos pelo PT anteriormente. Lula fez o que mais sabe: ‘piquetagem’ de esquerda revolucionária. O momento é de ‘ir para a rua’... ‘É hora de trabalhador e juventude irem para a rua para aprofundar as mudanças. Enfrentar a direita e empurrar o governo para a esquerda’. Não usou essas palavras, mas disse algo com ‘se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas’.

A tática, agora, é aumentar a atuação de ‘vândalos’ nas passeatas da população comum – que o PT classifica de ‘direita radical’. Já nas novas manifestações lideradas pela esquerda, que vêm com bandeiras de partidos e de movimentos sociais, o ‘vandalismo’ deu um tempo. Vide a que aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 27 de junho, reunindo todas estas entidades num grupo que não passou de 5 mil pessoas – tudo ‘pacificamente’, é claro. A esquerda pareceu tão pequena... É que os mais de 800 mil cariocas que participaram dos últimos protestos de ‘direita radical’ não aderiram desta vez... Mas foi só um tempinho. O vandalismo volta mesmo nas manifestações coordenadas pelo PT, como as do MST, por exemplo, bloqueando as estradas.

- No Palácio e no Congresso

Quando a primeira mandatária do país, Dilma Rousseff, apareceu em seu primeiro pronunciamento, muitos a criticaram por não parecer estar dirigindo sua fala aos manifestantes, ao apelo das ruas. Ledo engano. Ela estava sim falando aos manifestantes, mas aos ‘seus’ manifestantes. Aqueles que estavam orientados a levantar as bandeiras da ‘generalidade inatacável’ como melhorar a Saúde, por exemplo – para que ela trouxesse seus 6 mil guerrilheiros ‘médicos’ cubanos para o Brasil. Já a parte da reforma política e da corrupção a presidente deixou para ‘aprimorar’ mais em sua segunda fala, quando disse pretender propor que corrupção viesse a se tornar crime hediondo e ainda que um plebiscito popular fosse realizado para eleger uma constituinte que cuidasse especificamente da reforma política. Desistiu da constituinte, mas insiste no plebiscito.

Ou seja, o PT pretende dar uma boa guinada à esquerda, para fazer o que a esquerda chama de ‘aprimorar a democracia’. Portanto, Dilma estava fazendo um discurso bem claro para os ‘seus’ manifestantes e não para o resto das massas que estiveram ali, que, para o PT (e Cia.), serviram de massa de manobra, para dar quórum e aparente legitimidade – por aclamação popular - às medidas comunistas que se pretendia por em prática.

CORRUPÇÃO

Ora, que corrupção venha a se tornar crime hediondo pode até ser razoável. O que me preocupa é QUEM é que vai investigar, indiciar e julgar os casos de corrupção. Já que, depois que o PT assumiu o governo, simplesmente nenhum petista, até mesmo os que já foram julgados e condenados, jamais cumpriu qualquer pena que fosse. Isso quando chegam a ser julgados. Já ao pessoal da oposição ou aos não amigos da ‘malta’ não tem sido dado o mesmo tratamento. Quando se trata de petistas e de companheiros, a única prova que vale é a confissão assinada. Já para os desafetos, basta uma gravação telefônica ou um vídeo qualquer para condenar quem quer que seja. De modo que será crime hediondo para quem?

CONSTITUINTE E PLEBISCITO

Constituinte para tratar de reforma política? Por quê? Já não existe um Congresso eleito? Eleger uma constituinte para que nela estivessem senhores do interesse do PT? Para que nela se votassem e se aprovassem dezenas de leis que institucionalizassem a guinada chavisto-bolivariana à esquerda do PT e do Foro de São Paulo?

A constituinte foi descartada. O golpe, agora, pretende vir pela aplicação de plebiscito para consultar o ‘povo’ sobre um assunto complexo, cheio de detalhes e implicações que jamais poderiam ser especificados numa simples cédula de votação de plebiscito. Além disso, o que ficou claro nas aclamações populares foi que a população não confia no governo e, portanto, não lhe dá crédito nenhum para fazer qualquer que seja a reforma, muito menos a política. Mais de um milhão de brasileiros foram às ruas para deixar isso bem claro. Mas, a presidente, cinicamente, insiste em chamar, dizendo estar ‘dando ouvido às ruas’, representantes de movimentos sociais e de sindicatos que, além de não conseguirem juntar nem dez por cento dessa quantidade de gente em suas manifestações, foram rechaçados pela população que foi às ruas, não tendo, portanto, a menor legitimidade para representá-la. Trata-se de um golpe escancarado contra a maioria dos brasileiros. Isso para não falar do fato de quererem simplesmente mudar a Constituição do país para que a tal reforma via plebiscito já valesse para as próximas eleições.

A PEC 37

O Congresso não aprovou a PEC 37, para atender ao clamor ‘popular’ de centenas de brasileiros mal informados e influenciados por propaganda enganosa. Leiam, abaixo, esclarecimentos e opinião de quem entende do assunto:

 Posicionamento em relação à PEC 37 Do Deputado Bernardo Santana De Vasconcellos:

Foi com muita coragem e convicção que, mesmo sabendo que a PEC não seria aprovada, e que o resultado seria quase unanimidade, que mantive a minha posição em favor da proposta. Votei por convicção, depois de estudar muito. Trabalho com esta matéria desde quando advogado militante. A minha opinião é compartilhada com a OAB Nacional e os maiores juristas do Brasil. Seria mais fácil eu fazer média e votar contra o que sempre defendi, mas seria também oportunismo e covardia. Não faz meu estilo...

... Vi a opinião pública se posicionar contra a PEC 37, motivada por uma campanha publicitária desprovida de fundamentação técnica e distorcida da realidade, com charges e frases de efeito: “PEC da impunidade” e “PEC que retira do MP o poder para investigar corruptos”.

Prevaleceu a falta de conhecimento da nossa Constituição Federal, do conteúdo da PEC e também do texto base do Grupo de Trabalho que, a meu ver, buscou aprimorar a proposta, após meses, numa solução de consenso entre representantes do Ministério Público e da Polícia Judiciária (Civil e Federal), tendo por mediadores o Ministério da Justiça (representado pelo Secretário da Reforma do Judiciário) e o Congresso Nacional (representado por mim e pelo Deputado Fabio Trad e o Senador Vital do Rêgo).

Diferentemente do que foi divulgado, os Poderes institucionais do MP nunca foram ameaçados pela proposta porque a PEC 37 sequer fez menção ao art. 129 da Constituição, que trata dos poderes do MP. Portanto, o MP nunca foi ameaçado de perder nenhum poder/dever de investigar corruptos e de acabar com a impunidade.

A “malfadada” PEC 37 tratou apenas do art. 144 que versa sobre segurança pública e sobre a competência privativa das polícias judiciárias de investigar os crimes previstos no Código Penal, tais como homicídio, roubo, estupro, sequestro, tráfico de drogas, etc.

E, ainda assim, permaneceu intocado todo o poder que o MP tem hoje sobre a investigação criminal conduzida pelas polícias. Como? Ora, como já havia dito, a PEC não mexeu no art. 129 que trata das competências do MP. Portanto, o MP manteve sempre o poder/dever de requisitar à polícia judiciária a abertura de inquérito criminal, de requisitar diligências investigatórias e até de arquivar o inquérito criminal, se quiser. Isso tudo, além de exercer, com exclusividade, o controle externo da própria atividade policial.

É neste contexto – investigação civil conduzida pelo MP e investigação criminal conduzida em parceria (polícia judiciária: executando e Ministério Público: coordenando, requisitando, controlando) – que deparamos com as famosas e televisionadas prisões de grupos organizados, entre os quais verdadeiras quadrilhas de agentes públicos corruptos, lavagem de dinheiro, evasão de divisas. A pergunta deveria ter sido: isso mudou com a PEC 37? A resposta seria simples: NÃO!!!

Então qual era o problema? O “problema” era que ao se reafirmar a competência privativa das polícias judiciárias foi eliminada a possibilidade do MP conduzir SOZINHO a investigação criminal, assumindo o papel de polícia judiciária. Ora, essa competência do MP fazer de forma solitária a investigação criminal não estava prevista no art. 129 que não foi mexido? NÃO! Essa competência não está prevista nem no art. 129 e em nenhum lugar da Constituição Federal.

Então como o MP se dizia ameaçado de perder essa competência? Ele não esteve ameaçado de perder, porque nunca a teve. Acontece que o MP, por meio de uma norma interna da própria instituição, conferiu a si próprio essa competência de fazer sozinho a investigação criminal, “abocanhando” uma competência privativa da polícia para casos em que julgar conveniente. Observem – norma interna do MP e não uma competência constitucional.

Desde o tempo de advogado militante não concordo com a ideia de uma investigação criminal solitária do Ministério Público por diversas razões, sendo a principal o respeito que devemos ter ao texto constitucional que não conferiu ao MP essa competência. A rejeição da PEC criou um perigoso precedente para que ninguém mais respeite a Constituição. Amanhã, todo mundo se julgará no direito de entrar na esfera de competência do outro, motivado pelo “bem comum”: acabou a segurança jurídica e o Estado Democrático de Direito.

Além disso, uma vez que essa competência foi incorporada internamente pelo MP, esse tipo de investigação criminal não está sujeita a nenhum controle externo e também não segue as normas processuais do Código de Processo Penal. Em síntese, é o próprio Ministério Público – investigador criminal – que estabelece as suas regras de investigação e que se autocontrola.

E que considero mais gravoso: quando falamos de crimes, devemos saber que APENAS o MP pode denunciar. Ou seja, o AUTOR da ação penal SEMPRE SERÁ o MP.

Por isso que a Constituição determina que a investigação criminal seja feita pela Polícia Judiciária: a investigação criminal tem que ser isenta e imparcial, não podendo jamais ser conduzida para atender a um fim específico. Isso porque o investigado, se condenado, perderá direitos, inclusive o da liberdade. Portanto, prevalece, por segurança jurídica, a regra: Polícia (investiga), MP (denuncia) e Juiz (julga), o que a meu ver pode ter sida quebrada com a rejeição da PEC.

A votação de ontem legitimou, sem controle e sem regramento, a investigação criminal SOLITÁRIA do MP. O MP será INVESTIGADOR e DENUNCIADOR em um mesmo processo. E não há como negar que será sempre o INTERESSADO investigando. Seria o mesmo que conferir competência investigativa criminal para o advogado de defesa do criminoso.

Mas podem justificar: isso não vai acontecer porque o MP é isento de corrupção! Ora, toda instituição, inclusive o MP, tem falhas e mazelas. Infelizmente maus profissionais existem em todas as áreas, porque isso não diz respeito ao cargo, mas ao caráter da pessoa. E, a história já nos deu mostra suficiente do que ocorre quando confiamos um poder ilimitado em mãos erradas… E neste caso, serão atingidos também os homens de bem.

E, definitivamente, não apoio qualquer proposta que entendo cercear o direito de defesa e contraditório do cidadão brasileiro. Os justos não podem pagar pelos pecadores.

Ora, entendo que se o MP deseja investigar sozinho crimes, não deveria fazê-lo “atropelando” as Polícias Civil e Federal, para arrancar-lhes uma competência constitucional. Elas podem estar mal remuneradas e indevidamente aparelhadas, mas são essenciais para a segurança pública do país, e merecem, antes de tudo, respeito.

Assim, ao invés de ter se atacado, de forma leviana, agressiva e desproporcional, uma PEC que apenas tentou defender o respeito a uma competência constitucional que estava sendo ameaçada, dever-se-ia apresentar uma PEC para legitimar constitucionalmente essa “vontade” manifesta do MP fazer sozinho uma investigação criminal, sob um contexto de segurança jurídica para o cidadão brasileiro.

Assim surgiu o Grupo de Trabalho da PEC 37, que buscou aprimorá-la, não para atender a esta ou àquela instituição, mas para fazer o que for melhor para a sociedade brasileira, em um ambiente de debate democrático e de consenso.

O Grupo já havia caminhado no sentido de que é preciso respeitar a competência privativa da investigação criminal das polícias civil e federal, conferindo ao MP, extraordinariamente, essa tão almejada possibilidade de investigar sozinho, desde que respeitada a lei vigente para evitar possíveis abusos. E caso ocorram, com a devida responsabilização de quem os cometeu. Infelizmente esta proposta se perdeu com a rejeição da PEC.

Me vi surpreendido com a campanha contra a PEC 37, aonde alguns integrantes do MP, de forma irresponsável, propagaram informações distorcidas sobre o assunto, o que contaminou uma construção legislativa de consenso que, a meu ver, atenderia ao anseio da sociedade brasileira...


Confesse, leitor, você não sabia de nada sobre o que foi descrito acima pelo deputado. Foi atrás do que dizia a propaganda contrária à aprovação da PEC na TV e na Internet. Se o Ministério Público fosse lá esse bastião todo da honestidade e da seriedade, Lula já estaria no banco dos réus, não só pelo mensalão, mas por causa de dezenas de outros casos de corrupção, de mau uso do dinheiro público e até de crimes comuns cujas investigações levavam direto às portas do Palácio do Planalto.

- O QUE QUER A ‘DIREITA’

Já disse antes. Vou repetir. A população foi às ruas para pedir providências para melhorar o transporte, a educação e a saúde públicos, e para dizer que quer o PT, seus aliados e Dilma fora do governo, bem como também para pedir cadeia para os corruptos – especialmente para aqueles que já foram condenados no julgamento do mensalão na última instância da mais importante instituição jurídica do país – o Superior Tribunal Federal.

Retirado de reportagem no Estadão/montedo.com:

Grupos que não se intitulam nem de direita nem de esquerda convocam atos anticorrupção em várias cidades brasileiras pelo Facebook. Alguns defendem a volta das Forças Armadas ao comando do País e todos clamam pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A página do Facebook NASRUAS, moderada pela ativista Carla Zambelli, funciona como âncora para espalhar atos destas várias organizações. "Roubamos a pauta porque o Movimento Passe Livre tem um tema muito restrito, que não nos representa. Eles insistem em dizer que o tema é reforma agrária e mobilidade, mas o povo brasileiro provou que a luta é contra corrupção. No protesto de quinta, ninguém tinha cartaz de reforma agrária", diz Carla. "Só 'petralha' para dizer que o movimento anticorrupção é 'vago'. Se não for pelo amor é pela dor, a gente quer parar o Brasil mesmo."

Carla diz não defender a ‘ditadura’ militar, mas faz ressalvas. "Talvez eles (grupos que defendem o militarismo) estejam certos em dizer que Forças Armadas tenham de tomar conta. A gente quer que os fichas-sujas saiam do Senado 

Para o fundador do Revoltados Online - que também convoca as manifestações anticorrupção -, Marcello Reis, "não é o momento" de falar se o grupo é contra ou a favor do militarismo - "Não achamos que agora há necessidade de falar isso. Não é que nós somos contra ou a favor (da intervenção armada). Se for necessário, sim."

Reis acredita que uma alternativa ao regime militar é a redução dos partidos a cinco - dois de direita, dois de esquerda e um de centro. "Temos mais de 40 partidos, mas não temos 40 ideologias. Uma solução imediata, se houvesse o impeachment da Dilma, seria deixar o Joaquim Barbosa por seis meses como presidente até que fossem convocadas novas eleições, das quais só participariam partidos fichas-limpas."e agora há necessidade de falar isso. Não é que nós somos contra ou a favor (da intervenção armada). Se for necessário, sim."e do Congresso. Mas como tirá-los? Não há demissão. Então a Comissão de Ética tem de entrar, ou as Forças Armadas tirá-los dali", diz.

Não sei quem são e nem como agem, mas sei que ninguém desses movimentos - que também têm representatividade popular – foi chamado pela presidente para conversar e apresentar saídas para a insatisfação generalizada com seu governo.

- A MÍDIA E A OPOSIÇÃO

De um lado o PT e seus aliados tentam impor à sociedade seu modelo bolivariano de democracia – que é nada mais nada menos do que o velho comunismo. Ponto. De outro lado, alguns oposicionistas e vozes de comentaristas espalhados pela imprensa não conseguem admitir que a tal da abertura democrática acabou servindo para colocar o governo do país na mão de bandidos e que houve sensível regressão na caminhada tão sofrida do Brasil em direção ao primeiro mundo. Não têm a humildade de reconhecer que deu tudo errado. Não se conformam em constatar que a liberdade que artistas e articulistas pretenderam conquistar para dizer e fazer o que bem entendessem não lhes tenha levado ao paraíso – inclusive porque, hoje, se falarem o que bem entenderem estarão fora da mídia, passarão por dificuldades financeiras e sabe-se lá mais o que. Contentam-se, agora, com seus gordos salários e suas vidas de celebridade.

A imprensa colocou todos os manifestantes no mesmo caldeirão de ‘insatisfeitos sem propostas definidas’. Apesar de falar da ‘diversidade’ de clamores, mostrou como exemplos dessa generalidade apenas alguns ativistas gays e algumas categorias profissionais com protestos mais específicos. Deu destaque somente aos que foram às ruas com pedidos genéricos como por melhores condições de transporte, educação e saúde. Falou do fenômeno de rejeição aos partidos comunistas e ao PT como se a população estivesse rejeitando a política, todos os políticos e partidos políticos. Uma grande mentira! Primeiro porque nenhum partido além do PT e dos de esquerda radical reivindicou ‘o direito de se manifestar’ junto com o povo. Segundo, porque foram igualmente rejeitadas as bandeiras de movimentos sociais de esquerda. Portanto, o objeto da rejeição foi a esquerda socialista.

Fixaram a cobertura dos acontecimentos no ‘vandalismo’ e nas agressões policiais, com o claro objetivo de desencorajar a participação das pessoas de bem que crescia assustadoramente pelo país e que, mais cedo ou mais tarde, obrigaria a exposição da verdade: rejeição popular ao o PT e ao governo. Além de estar refém das verbas de publicidade do governo, o dinheiro e os contratos envolvidos na Copa da Confederações e na Copa do Mundo ditaram o comportamento aviltante da imprensa na cobertura das manifestações. Foram tantas as mazelas de manipulação da informação que daria para escrever um livro.

Como fez em outra oportunidade, quando houve uma campanha na internet e protestos de rua sob o mote ‘Cansei’, a mídia ridicularizou o movimento. Daquela vez, com deboche descarado e, agora, manipulando imagens e informações.

O recado para a mídia de grande alcance é o seguinte: aproveitem, porque quando essa gente realmente guinar à esquerda, vai acontecer com a maioria de vocês o que aconteceu com gente da mídia na Venezuela, na Argentina e na Bolívia. Não vai adiantar fazer campanha na TV e nas rádios e muito menos passeatas com apoio da população. Na Venezuela, por uma emissora que ousou levar verdades sobre o golpe de Chávez à população, mais de um milhão de venezuelanos foram às ruas pedir que o governo continuasse a deixar funcionar. Venezuelanos foram mortos e o ditador ignorou o apelo popular. Imaginem aqui, onde a população já hostiliza gente da imprensa televisiva por não mais suportar ver tanto cinismo e conivência com este governo nas telinhas. A população não é idiota e reconhece na mídia a enorme parte que lhe cabe de culpa por estes criminosos terem chegado ao poder e dele não terem saído desde então.

Antes usarem de humilde reflexão sobre seus erros agora, e começarem a ficar do lado da maioria dos brasileiros, trazendo a verdade sobre o que esteve e o que está acontecendo no país, do que mais tarde amargarem do próprio veneno quando esta gente que está no poder assumir seu lado mais radical.

O mesmo erro da mídia está a cometer a oposição, ainda que esta já esteja começando a falar mais seriamente em golpe chavista do PT. Pode ser tarde. Enquanto puderam, não houve um político sequer com coragem para denunciar a participação do PT no Foro de São Paulo e no seu envolvimento com o crime organizado nacional e internacional. Se antes de qualquer eleição havida anteriormente, apenas um de vocês que fosse, com foro privilegiado, tivesse falado em rede nacional, nos seus programas políticos do horário eleitoral gratuito, sobre a liderança de Lula no Foro de São Paulo, essa gente não estaria hoje no poder. Agora, aguentem.

RESUMO DA ÓPERA

O que você, cidadão que saiu às ruas com as melhores das intenções, conseguiu até agora brincando de fazer revolução?

Conseguiu que o governo passasse a infernizar o país com o projeto de realização de um plebiscito que, seja o que quer que venha a ser aprovado, sempre favorecerá o PT. Conseguiu que o governo ganhasse força em sua meta de colocar mais de 6 mil guerrilheiros cubanos disfarçados de médicos espalhados pelo país. Conseguiu que o PT colocasse milhares de militantes nas ruas e estradas do país, com suas bandeiras, mostrando seu poder de mobilização. Conseguiu, com a derrubada da PEC 37, colocar nas mãos do Ministério Público o poder de investigar e de acusar formalmente qualquer cidadão num mesmo caso. No Ministério Público também tem gente que milita pelo PT, fazendo da vida de milhares de profissionais honestos um inferno e dificultando enormemente, quando não impedindo, seu trabalho. Há! Ia me esquecendo. Conseguiu reduzir o preço das passagens de ônibus em várias cidades do país. Tenho ‘certeza’ de que os quinze, os vinte ou os vinte e cinco centavos economizados diariamente por milhares de brasileiros que usam o transporte público não lhes serão 're' tomados de uma forma ou de outra. Tenho ‘certeza’ de quem sairá ganhando desta estória é o povo...

A SAÍDA

Vários articulistas se pronunciaram sobre as manifestações. Um deles falou sabiamente: ‘não se brinca de revolução impunemente’. Outro que entende de mobilização popular é o velho ditador sanguinário Fidel Castro. Em suas palavras ao aprendiz de ditador Hugo Chávez, foi claro: ‘o dia em que os cristãos se levantarem você cairá’.

Portanto, leitor manifestante, quer fazer revolução? Prepare-se, porque não é fácil e não é coisa da qual se deva desistir irresponsavelmente no meio do caminho. Se por um minuto sequer achar que não conseguirá levar uma briga dessas até o fim, não comece, porque, caso contrário, as consequências poderão ser as piores para você mesmo. É o perigo que enfrentamos agora que a esquerda radical e o PT dominam novamente as manifestações de rua. É o perigo que enfrentamos agora por não termos sabido ou tido como colocar a imprensa para falar as verdades sobre as manifestações. O povo nas ruas, sozinho, não derruba governo nenhum. É necessário o apoio de pelo menos alguma oposição no Congresso, de autoridades dentro das Instituições e das FFAA, de parte do grande empresariado e ainda da imprensa. Não necessariamente nesta ordem e nem de todos simultaneamente. Foi assim que se conseguiu que o presidente Fernando Collor renunciasse.

Você, leitor manifestante, tem ideia da ‘rede de intrigas’ contra a qual está lutando? Vou dar apenas um dos muitos exemplos que poderia dar. E não é para desanimar ninguém, mas para ajudar a informar.

Você já ouviu falar da Friboi? É provável que sim. Trata-se de uma das maiores empresas que trabalham com carne bovina do mundo. Ela faz parte do oligopólio JBS. Recentemente o grupo entrou no mercado de aves também com a compra da Seara, quando passou a ser patrocinador oficial da Copa do Mundo de 2014, uma vez que a Seara havia adquirido uma das cotas do evento. Um dos donos da Friboi, Joesley Batista, é casado com a âncora do telejornal da BAND, Ticiana Vilas Boas. Ex-sócio do grupo, o empresário José Batista Júnior, irmão de Joesley, pretende concorrer ao governo de Goiás em 2014, pelo PMDB, partido a que se filiou depois de pressão do ex-presidente Lula - afinal, o frigorífico da família de José Batista Júnior recebeu, durante seu governo, somente do BNDES, R$ 7,5 bilhões. Somando transações financeiras com BNDESpar, Fundos, CEF e BB, a quantia pode ter chegado a R$ 20 bilhões.

Vejam o desabafo do deputado federal Ernandes Amorim (PTB), em maio de 2010, ao repercutir lucro líquido de quase R$ 100 milhões, no primeiro trimestre daquele ano, do grupo JBS Friboi, após intervenção do BNDES. Amorim diz ter requerido vários pedidos de investigações de favorecimento do BNDES ao cartel de frigoríficos no país: “Não sei se pelo apoio dado a caixa de campanha do partido do presidente Lula, conforme denunciado pela mídia nacional, no patrocínio inclusive de um filme sobre a história do presidente, só sei que a coisa não anda. E o que se vê, a cada dia, é o dinheiro do trabalhador favorecendo um grupo antes falido, que com as injeções contínuas em épocas certas, domina o mercado de carne e já parte para investimentos até na usina de Belo Monte, e os pequenos e grandes ficam reféns desse cartel”. De acordo com o parlamentar, em apenas uma das operações do tipo, a “mágica” foi simples: ‘o JBS Friboi colocou à venda um pacote de dois milhões de debêntures no valor de R$ 3,48 bilhões, e como não houve interesse do mercado, o BNDES comprou 99,9 % dos papéis através da BndesPar, empresa de participações do banco. Nessa “brincadeirinha” o Bndes já “torrou” dos recursos do trabalhador ao menos R$ 7,5 bilhões só com a Friboi’.

Somente deste grupo ‘empresarial’ haveria muito mais o que falar. E, como este, existem outros. Ou seja, não se trata de uma elite que assim tenha se tornado por vencer etapas dentro do ‘capitalismo selvagem’. Trata-se de uma gente que foi colocada onde está pelo governo do PT e de seus aliados, com dinheiro público, para financiar a permanência do partidão no governo do país. E essa é apenas uma das vertentes de financiamento e de dominação. Na verdade, já convivemos com o capitalismo de estado que sempre foi o sistema econômico reinante nos países comunistas para sustentar suas nomenclaturas.

Portanto, para tirar esses criminosos do poder, vai ser preciso bem mais do que sair às ruas segurando cartazes com pedidos genéricos.

Há duas manifestações importantes programadas para julho. Uma é CONTRA O FORO DE SÃO PAULO, no dia 31 de julho, em São Paulo. Nesse dia, representantes de todos os partidos e movimentos de esquerda, incluindo grupos revolucionários como as FARC da Colômbia e o MIR chileno, estarão reunidos naquela cidade. A OUTRA é a que pretende levar as famílias e os que acreditam em Deus para as ruas, no dia 10 de julho, pela liberdade e contra o comunismo. Esta última pretende que movimentos parecidos ocorram simultaneamente, por iniciativas espontâneas locais, em várias cidades do país.

Informem as PM(s) de suas cidades e peçam seu apoio. Acreditem, a maioria dos policiais pensa exatamente como você e, se pudesse, estaria em seu lugar protestando. Igualmente, comuniquem-se com os comandantes militares de suas regiões, pedindo apoio e proteção. Não adianta se dirigir ao comando central - ou seja, aos comandantes das três forças - pois, se estão à frente das FFAA desde os tempos de Lula, é porque são gente de confiança do PT. Assim como vêm fazendo há anos com a população, ignorando-a, que sejam os três, agora, solenemente ignorados por ela.

Não levem cartazes com pedidos vagos como ‘Pela Educação e Saúde’, ‘Fora Corruptos’ e coisas do gênero. Sejam objetivos. Peçam o que desejam: ‘Não ao Plebiscito’, ‘Intervenção Civil-Militar’, ‘O Brasileiro diz não ao Comunismo’ , "Sabemos do Foro de SP - AUDITORIA NELES!!!" e outras frases bem diretas, para que a imprensa não possa reduzir as aclamações a ‘uma simples insatisfação popular com tudo que há de errado’.

São algumas sugestões que deixo aqui.

- UM LEMBRETE DA HISTÓRIA

Comunistas feito essa corja de bandidos que tomou conta do governo e das instituições do país não saem do poder por vias democráticas e legais. No Brasil, foi preciso antes e, agora, mais uma vez, parece que será necessário convocar a ação das nossas FFAA. A corja revolucionária só entende a língua das armas. São capazes de cometer as maiores atrocidades em nome da causa e do partido comunistas. Hoje, será bem mais difícil se livrar dessa gente do que jamais foi em nossa História. Caminhamos muito provavelmente para uma sangrenta guerra civil. Talvez ainda não exatamente agora, mas num futuro próximo, infelizmente. Que a Santíssima Trindade, Nossa Senhora e os Anjos nos protejam a todos e nos poupem desta desgraça.

 NOSSO MINISTRO DA JUSTIÇA, José Eduardo Martins Cardozo, NO FORO DE SÃO PAULO, 2010

- UMA ESPERANÇA FORA DO BRASIL

Os EUA começam a superar a crise econômica interna. Precisam de mercado consumidor fora de suas fronteiras. Precisam que este mercado tenha muita capacidade de expansão e por um período demorado. As Américas do Sul e Central apresentam realidades socioeconômicas ideais para se encaixar no modelo de mercado externo que os EUA precisam. Mas, faltam-lhes melhores condições de infraestrutura logística, desburocratização, pessoas técnica e intelectualmente mais bem preparadas e drástica diminuição da corrupção e da criminalidade. Desta vez, não se trata de manter as duas irmãs continentais do país mais poderoso do mundo no modelo exclusivo de exportadoras de matéria prima e de importadoras de bens de consumo. As indústrias do Turismo e de Serviços (e todas as cadeias produtivas correlacionadas) fazem parte desse novo pacote visionário. A retomada do crescimento industrial na produção de bens intermediários e também de bens de consumo de alguns setores como o têxtil também.

O mais que se fale aqui já entrará por outros ângulos de abordagem que não vêm ao caso. Mas, o fato é que quando um país gigantesco e poderoso como os EUA faz determinados movimentos, há que se prestar atenção para ver o que significam.

Mais uma coisa: voltem seus olhos para o Egito. Há muito o que aprender...

Cora Ronai publicou (3.07.2013) o seguinte, depois que militares egípcios tiraram do poder o presidente ligado à Irmandade Muçulmana:

 Fala Ramez Salama, um dos meus amigos egípcios

Nós ficamos tão traumatizados com a ditadura que não conseguimos mais perceber qualquer ligação entre civis e militares como algo positivo. A maioria dos egípcios, porém, está aplaudindo os seus militares como heróis.

Meu amigo Ramez Salama só não é um típico egípcio porque é copta, e os coptas são, hoje, minoria. Mas ele estudou egiptologia e exerce uma das profissões mais populares e requisitadas por lá: é guia de turismo. Passamos uma semana juntos e, claro, conversamos muito sobre a situação do país. O que ouvi dele foi, essencialmente, o que ouvi de todos os outros egípcios com quem conversei — motoristas, taxistas, lojistas, cozinheiros, garçons, funcionários de embaixada e assim por diante.

Ramez acaba de postar o seguinte: “Meus amigos espalhados pelo mundo… Não acreditem na CNN e na BBC. Isso não é um golpe militar… Isso é a defesa pelos militares da identidade egípcia, usurpada pela Irmandade Muçulmana. Ao longo do último ano, ela tentou mudar a cultura do país à força, e nos fez sofrer muito. A IM não tem visão… é um bando de terroristas. Longa vida ao Egito e aos nossos grandes líderes militares!

Resta saber quem vai vencer a batalha que vem por aí: a maioria do povo egípcio ou a mídia manobrada pelas grandes corporações que lutam pela Nova Ordem Mundial. E a nossa batalha, quem vai vencer?

ENEM - FRAUDE OUTRA VEZ

ENEM - FRAUDE OUTRA VEZ

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Por Rebecca Santoro
 
Caio C., um rapaz que fez o Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - deste ano (2011) publicou, ontem (25/10/2011, às 19:16 hs), no seu mural da rede social na internet, Facebook, as fotos de um razoável número de questões que estavam nas provas do exame nacional e que eram exatamente as mesmas que estavam no caderno de simulados do Colégio Christus - uma tradicional instituição educacional de Fortaleza-CE, que possui cinco sedes na cidade.
Não se trata de um colégio comum - é para quem pode pagar. Em 2010, por exemplo, o colégio passou a oferecer aulas adicionais em inglês, em período extra, para complementar o currículo americano e oferecer dupla certificação - brasileira e americana - ao final do ensino médio. Não é para o bolso de qualquer um. No ENEM do final do ano passado, o Christus obteve o 1° Lugar do Brasil em Redação, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, quando seus alunos obtiveram as notas máximas nestas matérias (http://www.baladain.com.br/nota/6398).
 
Talvez, a partir de hoje, esse possa não ser mais um motivo de orgulho para a instituição. Depois do episódio da distribuição, segundo denúncias de alunos na rede social, de uma apostila contendo 14 questões idênticas às que caíram no Enem, bem na véspera do exame nacional. O colégio também se pronunciou  através do Facebook, informando que possui um vasto banco de questões fornecidas por professores e ex-alunos, e que sempre tem registrado um bom índice de acertos em questões de vestibulares. Pois é...
 
Na imagem abaixo, as fotos dos cadernos e das questões do simulado que seriam do Colégio Christus ao lado das fotos (escaneadas) das provas e das questões do Enem deste ano (2011). (Clique na Imagem para ampliar)
 
Como se pode ver, realmente as questões são iguais e, de acordo com o que está regulamentado para o Enem, estas deveriam ser originais e exclusivas, constando do banco de questões elaboradas por diversos professores para este exame nacional. Tais questões ficam armazenadas neste banco de dados, por 2 anos. Isto é, as que são usadas no exame passam a ser de domínio publico - após a realização do mesmo, é claro. As que não são usadas só podem ser publicadas depois de já terem ficado em sigilo, no banco de dados, por 2 anos.
 

DO COLÉGIO CHRISTUS NO TWITTER.

 

 
Quando comecei a redigir esta matéria, ainda não havia confirmação oficial da constatação da fraude que foi percebida e denunciada pelos alunos no Facebook e no Twitter. Porém, na madrugada, o procurador da República, Oscar Costa Filho, confirmou, em declaração ao site Jangadeiro Online que com as evidências apresentadas já poderia concluir que realmente teria havido vazamento das questões do ENEM 2011: ¿Houve vazamento. A materialidade (do crime) está comprovada. A investigação será só pra comprovar a autoria¿. Hoje, quarta-feira (26), o promotor Oscar Costa Filho vai acionar o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais ¿ INEP para que o exame seja anulado.
De modo que, mais uma vez, fica comprovada a existência de mais esse quesito de insegurança para os brasileiros adicionarem a tantos outros que já fazem parte da sua rotina. Desta vez, quanto ao sigilo que lhes deveria ser garantido por lei para, por exemplo, contas bancárias e de cartões de crédito, para conversas telefônicas e até, porque não dizer, para o voto. Tudo neste país da nova elite ¿social-lulo-petista e Cia.' é violável, é ¿comprável¿.
 
Um enorme desrespeito com milhões de estudantes que têm passado os últimos 3 anos de suas vidas, se não se matando de estudar, pelo menos convivendo com a tensão de terem que prestar um exame para poder seguir as carreiras almejadas. Um desrespeito para com os milhões de pais, professores, dirigentes escolares - todos envolvidos nesse processo de perspectiva de mudança de vida de seus filhos e alunos.
 
Mas, a Copa 2014 vem aí, depois as Olimpíadas e por aí vai....

Rio de Janeiro está em guerra! Carlos Vereza cobrou a intervenção das FFAA para restituir a tranquilidade democrática ao país!

Rio de Janeiro está em guerra! Carlos Vereza cobrou a intervenção das FFAA para restituir a tranquilidade democrática ao país!

 

Tanques de Guerra dos Fuzileiros Navais estão em frente à Vila Cruzeiro, no RJ, e hospitais de campanha já estão sendo montados para atender os feridos de guerra. Isso mesmo, o Rio de Janeiro está em guerra!

 

Ontem, o ator Carlos Vereza cobrou a intervenção das FFAA para restituir a tranquilidade democrática ao país:

 

Nas veredas do Vereza

Nauseado com o bom mocismo de grande parte dos meios de comunicação, começo agora, ainda que de forma intermitente, meu blog.

Forças Armadas: acordem!

http://carlosverezablog.blogspot.com/2010/11/forcas-armadas-acordem.html

 

24 de novembro de 2010

Postado por Carlos Vereza

 

Cadê as Forças Armadas ? A constituição está sendo continuamente desrespeitada por Lula e seus quadrilheiros; o governo flerta acintosamente com os piores ditadores do planeta; formata-se às claras, um regime comuno-sindicalísta, com ameaças nada veladas à liberdade de expressão; mensaleiros são absolvidos por juizes venais; o MST, promove a invasão de propriedades privadas, e o que vemos, estarrecidos, é o absoluto silêncio dos militares, que têm por dever a preservação das instituições democráticas!


Lembro-me, criança, minha mãe levava-me, orgulhosa, para assistir a Parada de Sete de Setembro. Todo ano. Eu, de fardinha branca, de maõs dadas com minha mãe, assistindo o desfile dos bravos soldados.


Mais tarde, já rapazinho, votando no Marechal Lott, homem digno, espada de ouro, que perdeu as eleições para Janio Quadros, acabando por levar o país à convulsão com a deposição do vice, João Goulart. Os motivos alegados para a deposição de Jango multiplicam-se, hoje, acrescentados pelo banditismo do PT, que não hesita em quebrar todas as regras pela permanência no poder.


O povo, comprado em sua cidadania, apático, vota em troca de bolsas-anestesias, acreditando que "participa" da sociedade, aumentando a inadimplência, em prestações intermináveis, o que levará o país a uma crise semelhante à das hipotecas nos EUA.

Espero, sinceramente, que nossas Forças Armadas, intervenham, colocando alguma ordem no caos que, rapidamente, instala-se no Brasil!

UM CAPITÃO PETISTA NO COMANDO DAS FFAA?

UM CAPITÃO PETISTA NO COMANDO DAS FFAA?

 

Por Rebecca Santoro

 

Recebi, hoje pela manhã, um e-mail com a surpreendente informação de que o  capitão do Exército Luís Fernando Ribeiro de Souza (do Movimento Capitanismo) viria a ser nomeado como o novo Comandante do Exército. Para ocupar o cargo de Comandante do Exército - ocupado por oficial de quatro estrelas -, o capitão seria  posto na reserva remunerada, com o posto de coronel e vencimentos de General de Brigada. A condição de ir para a reserva remunerada com um posto acima, para efeito de vencimentos, seria um ato de exceção, pois não é mais contemplada na atual Lei de Remuneração dos Militares.

 

Diz o e-mail que a fonte é fidedigna. É óbvio, não há como confirmar esta informação. Entretanto, é bom que se divulgue, mesmo que não seja verdadeira, para que se previnam as autoridades competentes de atrocidades como esta. Sabe-se também que um capitão não pode ser comandante do EB. Ponto. Sabe-se igualmente que é preciso estar na ativa para exercer este cargo. Porém, tudo pode-se esperar de um governo que rasga as leis todos os dias. E, é bom lembrar, nada impede que o 'capitão pupilo revolucionário' venha a ser nomeado ministro da defesa (minúscula mesmo), impede?

 

O Capitão Luiz Fernando tentou nas eleições de 2010, pelo PT, uma vaga na Câmara Federal. Só obteve 2158 votos, que são insuficientes até mesmo para alcançar uma cadeira de vereador na Câmara Municipal. Em sua campanha para Deputado Federal, coloca esta frase no seu blog: “Capitão da ativa do Exército, nacionalista, patriota, com 17 anos de serviço, apóia a Estratégia Nacional de Defesa e o reaparelhamento das forças militares nacionais”. No cabeçalho do blog faz um pedido: “Peço votos para Dilma presidente. Vote 13”. Na foto de capa aparece abraçado com o presidente Lula e com Tarso Genro. Dilma é vista aos fundos. 

 

Os candidatos derrotados do PT são sempre agraciados com um cargo no governo. O presidente Lula chegou a criar Ministérios e Secretarias Especiais com esta finalidade, inchando a máquina administrativa. A informação é a de que se teria pensado em lhe entregar o comando da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, já que é amicíssimo do recém eleito governador Tarso Genro. Mas, teria havido reação dos brigadianos, que não se sujeitariam ser comandados por militares da FFAA, muito menos por dissidentes das mesmas. Faz sentido. Então, o nome teria sido sondado nas próprias FFAA. Parece que a reação esboçada teria sido a de que se o mesmo tivesse patente de general, nada o impediria. Novidade nenhuma: FFAA teu nome é saco de pancada. Seus homens, mansos cordeiros de presépio subservientes.

 

Como em todo socialismo que se preze, são sempre dois pesos e duas medidas para lidar com situações semelhantes, de acordo com o grau de afinidade que os envolvidos tenham ou não com o Partidão, com a nomenklatura. Um exemplo é o blog do capitão Luis Fernando. Não é que não haja nenhuma verdade no blog nem coisas que devessem ser mais bem esclarecidas pelo próprio EB, mas é que o capitão se mostra verdadeiramente engajado na política, fazendo campanhas e trabalhos de base (leia-se pregando filosofia petisto-socialista dentro de unidades militares – ‘mobilizando’, como ele mesmo diz várias vezes no blog), partidariamente petistas e, quase sempre, criticando regras, procedimentos e o oficialato do EB. O capitão alega que não está a cometer nenhuma infração militar, porque a Carta Magna, que estaria acima da legislação militar, garante-lhe o direito constitucional de livremente se expressar.
 
Entretanto, já foi demonstrado que SOMENTE os militares ‘petistas’ têm o direito constitucional de se expressar, incluindo o de ‘analisar’ entrevistas concedidas por generais, como o capitão L. Fernando o fez sobre entrevista concedida pelo general Santa Rosa ao jornal Folha de São Paulo, ainda em maio deste ano (http://capitaofernando.blogspot.com/2010/05/comentarios-sobre-trechos-da-entrevista.html), tendo podido chamá-lo de ‘mentiroso’, que foi o que fez várias vezes, implícita ou explicitamente, aproveitando para sempre destacar trechos em que o general se posicionava ‘contra’ Marina Silva e ‘contra’ José Serra – dando a entender que, por eliminação, Lula seria “o cara” (Se sair do ar, podem verificar aqui - http://rascunhosderebecca.blogspot.com/2010/05/capitao-comenta-entrevista-de-santa.html).
 
O Capitão petista pode falar e fazer. Age livremente, sem ameaça de punição. Os generais sem partido não podem nada e, quando agem ou falam, são mais do que ameaçados: são punidos. Há vários exemplos - alguns publicamente conhecidos.

A figura ao lado (que foi rediagramada por mim para melhor caber e ser vista pelo público – clique para aumentar), mostra o blog do capitão do EB, que se mostra nitidamente petista. Nesta pégina, após a última publicação daquele dia, que era sobre a não divulgação à imprensa a respeito de um soldado que havia cometido suicídio em horário de vigília noturna, havia 3 comentários. Todos contra o capitão. O primeiro, não me recordo de quem era. O segundo era de Felix Maier, um admirado articulista (eu recebi este comentário, mas, infelizmente o perdi – se o tivesse, publicá-lo-ia). O terceiro era o meu, que segue abaixo (em verde) (Observação: a página do capitão, que ele chama de espaço democrático, teve todos os três comentários retirados do ar, como se jamais estivessem por lá estado):

 

“Senhor Fernando,


Não lhe dirijo a palavra mencionando o título de Capitão do EB, simplesmente porque, para mim, pessoas com o seu posicionamento político-ideológico e sua ignorância em História, não deveriam poder vestir uma farda do EB - principalmente pelo que consta no Vade-Mecum do EB. Não divulgaram a carta do soldado porque ela deve estar dirigida a seus familiares e deve permanecer na esfera da privacidade - já pensou nisso? Trata-se de um ato de respeito ao morto e a seus familiares. Pode ter sido também o suicídio por decepção com o EB, por nele existirem pessoas como o senhor, por exemplo, que desmerecem, como tanto outros, as FFAA, ao se colocarem ao lado de figuras que simplesmente sempre desejaram fazer deste país um continente comunista, que deixaram as FFAA chegarem ao estado de sucateamento em que hoje se encontram e que mantiveram os salários de seus integrantes em níveis injustamente baixos - principalmente os dos soldados, como o desta criatura, pela qual todos devemos orar, que cometeu o suicídio pelo senhor mencionado. Como Capitão, o senhor deveria deixar à família a responsabilidade de divulgar ou não o fato e se preocupar, isso sim, com as razões que possam ter levado um ser humano tão novo a tirar a própria vida - e se, e somente se, elas tivessem alguma relação com o trabalho que exercia dentro do EB, tentasse fazer alguma coisa para que novos e tristes episódios como estes pudessem, quem sabe, não mais se repetir.

Um abraço”

(Obs: a identificação de quem enviava o comentário aparecia, separadamente, acima do mesmo).

 

Sem comentários. Luto.

BRASIL: SUA HISTÓRIA FALARÁ DOS CONHECIDOS INIMIGOS, MAS REVELARÁ, JULGARÁ E DESPREZARÁ OS VERDADEIROS COVARDES E TRAIDORES.

 
Por Rebecca Santoro
28 de outubro de 2010
 
Por definição, INIMIGO é aquele que odeia o adversário e que procura prejudicá-lo, vencê-lo e/ou eliminá-lo. TRAIDOR é aquele que trai, ou seja, aquele que engana perfidamente, que falta ao cumprimento de seus deveres e juramentos, que entrega os seus aos inimigos.
 
REVOLUÇÃO DE VELUDO:
 
“HOJE, AS DITADURAS SÃO IMPLANTADAS POR ‘REVOLUÇÕES’ DE VELUDO”.
 
Não esperem paredões de fuzilamento, não esperem massacres nem torturas físicas em público. Hoje, as revoluções são de veludo. Elas matarão nos homens as próprias essências do que os fazem homens – a vida, a procura pelo Criador, a liberdade e o livre arbítrio. “Revoluções de Veludo” foi um termo que ouvi, pela primeira vez, em sermão, já tornado público, do Padre Paulo Ricardo, sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, 3ª versão.
 
O Padre Paulo Ricardo é um homem inteligente e intelectualmente bem preparado. Um guerreiro. Pelo dom da palavra, temos visto vários guerreiros. Olavo de Carvalho – escritor e filósofo - é um deles. Graça Salgueiro, que recentemente recebeu correspondência particular do Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe (pelo que merece nossos parabéns), é uma guerreira. Heitor de Paola, André Faleiro e Reinaldo Azevedo igualmente são guerreiros. Cada um à sua maneira, são tantos que temos visto lutar, que aqui não caberia listá-los a todos. Aqueles que têm combatido pela internet (e fora dela) este governo e, ainda acima dele, a Nova Ordem Mundial são todos guerreiros.
 
Somos (sim, entre estes me incluo) milhões deles, espalhados pelo mundo, sofrendo as conseqüências desse cansativo e duro combate, para o qual há tão pouco apoio - tanto em termos de concessão de espaço midiático como em termos financeiros - e pelo qual sofremos, sendo difamados como ‘loucos’, como ‘radicais direitistas’, como ‘visionários lunáticos’ etc. Alguns de nós estamos exilados, não só fora do país, mas também, no sentido figurado, aqui dentro mesmo, nos próprios ambientes que freqüentamos.
 
É triste que, em plena época em que o país realiza eleições diretas para os mais importantes cargos eletivos, não possamos comemorar o que deveria ser a consolidação de nossa maturidade política. Mas, o que vivemos neste momento é a mais explícita farsa democrática que o país já experimentou desde o seu reconhecimento como Estado-Nação. Já vivemos períodos de ditaduras.  Por quaisquer motivos que tenham se instalado, entretanto, elas foram explícitas. Mesmo nos períodos de liberdades democráticas que o país viveu, havia a consciência dos limites e dos defeitos do sistema.
 

Um Guerreiro é aquele que traz, em sua alma, a vontade de servir à humanidade, em sua mente, a sabedoria de suas lutas, em sua índole, a honra da justiça e, em seu coração, o amor para realizar sua árdua missão. Sua primeira grande batalha é contra si mesmo, para que sua vitória esteja em superar seu egoísmo e sua vaidade. Suas lutas interiores é que fazem dele uma Grande Alma. Outra grande batalha é superar a incompreensão que lhe cerca e a solidão. Mas, ele segue sua jornada, acreditando. Ao guerreiro é primordial oferecer o que tem de melhor ao mundo, associando suas artes e habilidades a grandes projetos, tentando fazer de seus atos um presente que entrega a todos, sem que ninguém peça, não esperando elogios ou agradecimentos, mas apenas ver brotarem frutos. Os atos têm poder. Em vez de guardar saberes, o guerreiro faz uso deles para se posicionar diante do mundo. Ele tem em mente a postura do exemplo e, ao falar, não está interessado em transmitir apenas ideias e informações - cada palavra pode ser um golpe – de ataque ou de sedução, de violência ou de carinho.

Para o guerreiro, estar disponível é sinal de compaixão e de liberdade, pois sabe que qualquer prática, espiritual ou não, só faz sentido se aumenta nossa liberdade diante das configurações do mundo, das imposições dos outros e, principalmente, diante de nossos condicionamentos e hábitos - porque sabe que somos a liberdade da qual tudo brota. O guerreiro sabe que cada luta pode ser sua última batalha e treina para que, em qualquer situação, sempre haja saídas e caminhos alternativos, para ele e para os outros. Por isso, aceita a responsabilidade de seus atos, mesmo os mais triviais. A arte do guerreiro é saber equilibrar o terror de ser um homem com a maravilha de ser um homem. “Quando não se tem a coragem de viver como se pensa, acaba-se por pensar como se vive” (Victória O. campo). (1)

Entretanto, hoje, somente os mais bem informados conseguem ter a percepção da realidade repressora e ditatorial sob a qual vivemos e pela qual somos todos criminosamente iludidos a pensar que se viva no exercício das liberdades democráticas. Não, não somos livres coisa nenhuma. As escolhas nos são impostas em opções engessadas. Não podemos escolher nem aqueles e nem aquilo que desejamos para nosso país e nossas vidas. Até mesmo o mercado de bens e de serviços ‘oligopoloza-se’ cada vez mais, limitando a concorrência e, por conseguinte, nossas opções. É o capitalismo aprisionado pelo socialismo real e revelando sua face ‘nomenclatureska’. Liberdade que não é vigiada torna-se presa fácil.

Este artigo propõe-se a refletir sobre o que ocorre neste país e sobre os que estão fugindo ou não de suas responsabilidades na missão de vigiar as liberdades.
 
Vejam, por exemplo, a atitude corajosa e digna de um profissional do jornalismo - o jornalista Paulo Beringhs -, diante da atitude arbitrária e eleitoreira da direção da empresa em que trabalhava – a TV Brasil Central, em Goiás. Atendendo a uma ordem do governador Alcides Rodrigues, a direção da emissora – que é controlada pela administração estadual - comunicara a Beringhs, minutos antes de ele entrar no ar, que uma entrevista que faria, com autorização prévia do TSE, no dia seguinte (21 de outubro), com o candidato ao governo do Estado, senador Marconi Perillo (PSDB), devesse ser cancelada. É que o candidato do PMDB e apoiado pelo PT, Íris Rezende, não comparecera ao estúdio, na sua vez de dar a sua entrevista. Pela lógica petisto-governamental, então, Perillo também não deveria ‘aparecer’. O jornalista, indignado, denunciou, ao vivo, o que considerava ‘a ressurreição da censura na TV Brasil Central’, identificando os responsáveis pelo atentado à liberdade de imprensa, e, ainda no ar, pediu demissão, dizendo ao diretor da emissora que estava sentado à sua direita: “Garanta seu emprego que eu garanto a minha dignidade”. Confira, abaixo.
 
 
 
A reação do jornalista é corajosa - digna de elogio. Não se sabe quanto lhe custará na atual conjuntura nacional. Sabemos que, em todos os setores de atividade profissional e em todos os segmentos sociais há pessoas corretas e íntegras procurando cumprir com seus deveres profissionais, familiares e de cidadão. Essa gente não é maioria, mas também não são tão poucos assim os que vêm agindo desta forma. O que atrapalha é o comportamento dos covardes e dos descompromissados egocêntricos, além da atitude dos que compactuam com o erro e até com o crime. Embora o feito do jornalista Paulo Beringhs seja digno de menção honrosa, não se deve deixar que tenha sido um fim em si mesmo, como exemplo de como todos os que tenham dignidade devessem agir. Não. O fato gerador da atitude do jornalista é que deve ser o centro de preocupação. O ponto a que chegamos de permissividade em relação ao fascismo que tomou conta do Estado brasileiro.
 
Há ou não motivos de real preocupação com nosso futuro?
 
Temos muitos problemas. A insegurança, por exemplo, é um deles. Não temos (e nem a sensação de ter - o que piora ainda mais o quadro) segurança institucional, legal, moral, e nem mesmo para o exercício da liberdade de expressão. Não temos o mínimo: segurança física – que é um dos alicerces da ‘criação’ e da ‘permissão’ que as sociedades deram para a criação da figura institucionalizada do Estado, que não deixa, afinal, de ser opressora, no sentido de representar uma ‘entidade’ com a qual a sociedade mantém uma espécie de ‘contrato’, dispondo-se a fazer concessões ao exercício livre e ilimitado de suas liberdades individuais em prol de condições mínimas para o melhor convívio social possível. O menor retorno que se exige de um Estado para o qual se paguem impostos é o máximo possível de SEGURANÇA FÍSICA para as pessoas que nele habitem e convivam.
 
Mas, o que estamos vivendo hoje no Brasil é o Estado do caos maquiavelicamente controlado. Os brasileiros vivem assombrados pelos fantasmas das balas perdidas, dos assaltos, dos sequestros, dos furtos de carro, dos atropelamentos, dos acidentes de carro, das violentas invasões das propriedades privadas, das violações das leis – inclusive e principalmente por parte de autoridades constituídas. Vivemos sob a opressão de um Brasil cada vez mais despedaçado por enormes quantidades de terras cercadas, nas quais cidadãos brasileiros não têm permissão para transitar livremente e muito menos para habitar – são quilombolas, reservas ambientais, reservas indígenas, territórios ocupados por ‘movimentos sociais’ financiados pelo Estado e pelos mais diversos tipos de ONGs, comunidades dominadas por traficantes e/ou por milícias, etc.
 
Somos escravos do trabalho pelo qual recebemos salário. Mas pagamos imposto de renda, como se salário fosse renda. Imposto sobre salário é roubo institucionalizado – é a mais gritante das injustiças sociais; mas sobre a qual não se fala... Justiça por aqui é roubar de quem trabalha, para distribuir entre os que não trabalham – não só aos humildes, mas principalmente à ‘nomenclatura partidária’, ou aos amigos dela. Empregadores pagam ao Estado, por empregado, mais do que pagam a este. Isto é injustiça social. Mas não aqui. Aqui, os brasileiros que empregam e que trabalham são roubados para sustentar um Estado e uma elite que nele parasita, mentindo compulsivamente que ali está para promover o que chamam mentirosamente de justiça social, distribuindo esmolas.
 
Vivemos sob a ameaça permanente da instalação de um Estado comunista, cerceador das liberdades; impositor de regras alienígenas de comportamento, de divisões racistas completamente incoerentes com a nossa condição indiscutível de mestiços; falsificador de criação de renda – posto que o que faz é criar crédito fácil de longo prazo (com os juros mais exorbitantes do planeta); criador de empregos que não prezam pelo desenvolvimento intelectual da população e nem pelo progresso científico de nosso parque industrial; promotor da falência de nossas indústrias que produzam bens e serviços com muito valor agregado, transformando o Brasil em exportador de insumos, de commodities e no paraíso de dependentes montadoras; privatizador do direito de roubar e de formar cartéis; empregador de militantes partidários; destruidor do que era Público para privatizar entre amigos do Partido.
 
Brasileiros vivem à mercê das conseqüências de uma política externa governamental que liga nosso país a ditadores, a extremistas de esquerda, a promotores de terrorismo. Já estamos pagando bem caro por isso. Mas, a imprensa comprada ou chantageada, é um túmulo! Nenhuma palavra a respeito do que já está passando a faltar no país. Uma primeira pista: remédios e vacinas estão na lista. Insumos indispensáveis a indústrias especializadas (peças, por exemplo) também. Nosso programa de desenvolvimento da indústria nuclear – de energia e de outros insumos? Fiquem sabendo que já não recebemos algumas peças e matérias primas fundamentais por causa da amizade especial entre o Brasil de Lula (de Amorim e de MAG) e o Irã de Ahmadinejad.
 
A cada dia que passa, os tentáculos petistas avançam sobre o Estado, aparelhando-o para benefício próprio e de seus aliados. No Ceará, por exemplo, seguindo o estabelecido na Conferência Nacional da Comunicação, realizada, em Brasília, pelo governo federal, em dezembro do ano passado, a Assembleia Legislativa já aprovou proposta de implementação do Conselho de Comunicação Social no Estado. Falta a assinatura do governador Cid Gomes (PSB – coligação PT) para que o órgão entre em atividade. O Rio Grande do Sul, estado que 'elegeu'  Tarso Genro como governador, parece que será o próximo a implementar seu Conselho. Como já foi citado acima, em Goiás, o jornalista Paulo Beringhs denuncia, ao vivo, a ressurreição da censura na TV Brasil Central, e, ainda no ar, pediu demissão.
 
Então? Já temos alguns bons motivos para nos preocupar com nosso futuro? E sobre os que estão fugindo do seu papel legal de tomar as providências necessárias – e, é lógico, que tenham as condições mínimas de ao menos tentar fazê-lo - o que temos a dizer? Traidores entre nós, nós os temos? Mas, será que é traidor aquele de quem sempre se soube o que esperar? Ou serão os traidores aqueles de quem se esperava o simples cumprimento de um dever e que não o tenham feito? Serão traidores também os omissos ou apenas os que não cumpriram com seu dever?
 
Vamos às reflexões.
 
É constrangedor que, às vésperas de eleições aparentemente democráticas, tenha que se conclamar a sociedade à reflexão de uma saída para a crise institucional, e porque não dizer constitucional, que vivemos.
 
A campanha eleitoral tem desenhado mais um painel do perfil criminoso, fascista e socialista daqueles que hoje nos governam e que matem a hegemonia ideológica e militante sobre a mídia e sobre nossas instituições. O uso da máquina estatal para a eleição de Dilma Roussef é escandaloso. A campanha presidencial desta senhora e de sua coligação partidária tem sido o mais vergonhoso espetáculo de mentiras e de compra de votos jamais visto em toda a nossa História. Chega-se a questionar como é que é possível o TSE permitir que tamanho engodo possa ser concebido e passivamente aceito como campanha eleitoral. E os dossiês? E as quebras de sigilo? E o presidente da república destilando ódio entre aqueles a quem deveria servir, além de usar as prerrogativas de seu cargo para se tornar o maior e o mais descarado cabo eleitoral de Dilma?
 
O PT e seus aliados são tão pérfidos que o candidato do PSDB, José Serra, passou a representar uma oposição ideológica de fato – o que não poderia ser tomado como verdade, na medida em que se sabe ser o PSDB um partido tão de esquerda quanto o PT. Os dois são filhos da mesma ideologia, embora se diferenciem, muitas das vezes, apenas nos métodos. Mas, a criminalidade encarnou-se tanto no PT e nos partidos seus aliados que a coligação do PSDB realmente passou a representar, por ora, a única esperança de saída para que não se instale no país uma ditadura, aos moldes chavistas, escancarada.
 
Eu voto em Serra porque voto em Índio da Costa e porque tenho ainda uma ínfima esperança de que não se tenha que chegar à guerra civil e ao golpe de estado – que, no caso, seria um contragolpe, mais uma vez, para que se volte a sonhar com um possível futuro democrático de verdade – para retomarmos o caminho da construção de um país desenvolvido e democraticamente maduro. Mas, sinceramente, diante do que estamos vivendo, alguém acredita mesmo que poderá haver vitória democrática, nas urnas, contra o aparelhamento petista do estado?
 
Qual seria a saída? Acho que a maioria das pessoas sabe bem qual seria a resposta correta a esta questão. Porém, muito poucos teriam coragem de respondê-la publicamente com a sinceridade indispensável em momento tão grave quanto o que vimos vivenciando em nosso país. Seria necessário um ‘golpe’ para resgatar valores morais e éticos, bem como para reconstruir, pela ‘enésima’ vez, a nossa democracia, com a convocação de novas eleições e direito a período de transição? E se fosse? Seria um ‘golpe’ ou uma reação ao ‘golpe à democracia’ que vem vitimando nosso país ao longo dos últimos vinte anos e mais intensamente de oito anos para cá? E se fosse necessária esta ‘reação’, quem estaria apto a empreendê-la?
 
É óbvio que, mais uma vez em nossa história, estaríamos nas mãos de nossas Forças Armadas – as únicas capazes de enfrentar a militância petisto-comunista-internacionalista à altura – porque têm armas e coordenação de forma intrínseca e instantânea. Ou alguém duvida de que o país já esteja completamente tomado pelo Partido? Já vivemos sob a neoditadura revolucionária sob o delírio internacionalista da concretização da ‘grande pátria socialista latino-americana’. Só não sabe disso quem não quer. Hugo Chávez, por exemplo, refere-se a Dilma Roussef como uma “grande patriota dessa nossa pátria grande latino-americana”.
 
O filósofo jornalista e professor, Olavo de Carvalho, em seu último artigo, alerta: “O governo pode mudar de mãos, mas o Estado vai continuar petista. Um presidente antipetista terá de escolher: ou vai governar cercado de inimigos, que farão tudo o que puderem para boicotar suas ordens, ou vai tentar demolir a máquina militante que se apossou do Estado. Na primeira hipótese, será assombrado noite e dia pelo espectro da paralisia e do fracasso. Na segunda, vai enfrentar greves, invasões incessantes de prédios públicos, arruaças de toda sorte e eventualmente a possibilidade de uma insurreição armada. Graças ao Foro de São Paulo, esta última hipótese é hoje muito mais viável do que na década de 60, não só no Brasil como na América Latina inteira. As quadrilhas guerrilheiras da época, frouxamente articuladas pela OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade, eram apenas bandos de crianças, se comparadas ao poderio monstruoso da maior organização político-criminal já montada no continente (sob a proteção da mesma mídia que a ingrata agora acusa de golpista). O que me pergunto é se políticos que morrem de pavor ante a simples hipótese de ser suspeitos de “direitismo” estão preparados para enfrentar qualquer coisa de mais perigoso que uma disputa eleitoral ordeira e pacífica. Se não estão, preparem-se. Vencendo ou perdendo as eleições, preparem-se”.
 
Acertou mais uma dentre tantas vezes Olavo de Carvalho. Tirem pelo fato abaixo relatado a medida ínfima de exemplo.
 

  Nenhuma Surpresa: Militantes do PT agridem Serra no Rio de Janeiro.

Nenhuma surpresa: Lula mente e acusa Serra de 'armador' em rede nacional.


Rebecca Santoro

20/10/2010

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, chegou por volta das 13h no calçadão de Campo Grande, na zona oeste do Rio, para participar de uma caminhada de campanha. Serra caminhava tranqüilamente, cumprimentando eleitores, quando decidiu entrar numa loja para falar com os clientes. Foi nesse momento que dois integrantes do sindicato dos trabalhadores de agentes de combate às endemias apareceram no local próximo à loja com cartazes e gritos criticando a gestão do tucano no Ministério da Saúde. Militantes tucanos puxaram e rasgaram os cartazes. Formou-se uma pequena confusão. Era tudo o que os provocadores estavam esperando para acionar um grupo de militantes do PT, que, provavelmente, aguardava a ordem de ‘atacar’.

Ao sair da loja, Serra deparou-se com a confusão e virou alvo dos protestos dos petistas, que tentavam se aproximar para agredi-lo com atos e palavras. É óbvio que os agressores eram impedidos de chegar perto de Serra, sendo empurrados pelos seguranças e por cabos eleitorais do PSDB.

Não é a primeira vez que fazem isso. Militantes petistas têm deflagrado, impunemente, pancadarias por todo o país, ao longo dos últimos oito anos do mandato de Lula. Várias pessoas já foram agredidas. Só que desta vez o alvo foi o candidato a presidente do PSDB, pessoalmente. Os aloprados foram longe demais. Alguém deu a ordem, planejou e organizou o ato de agressão. E não foi o povo carioca. No Rio de Janeiro, comício de Dilma não junta multidão e Lula recebe vaia de Maracanã lotado. Somente os insondáveis mistérios das urnas eletrônicas explicam porque Sérgio Cabral e dois senadores coligados a Dilma foram eleitos. O Rio de Janeiro é um palco de guerra e de abandono. Nos últimos dois meses, foram 25 arrastões, na cidade capital, bem como 6 mortes por falta de atendimento nas UPAS – tão citadas por Dilma como exemplo de sucesso em programa da área de Saúde. Onde quer que o atual governador – misteriosamente reeleito – apareça, se não tiver claque, toma salva de vaias.

CONTINUE A LER A ANÁLISE AQUI

 
 
Quem poderá enfrentar esta situação? É bom que fique claro que quando falo de ‘nossas Forças Armadas’, estou plenamente ciente de que boa parte dela também já esteja perfilada com o Partidão (vide o que ocorre na Venezuela e no Equador). Porém, estes criminosos de farda o são, em sua maioria, por simples covardia ou por mau-caratismo e não por convicção ideológica. São do tipo que remam para o lado da maré e que, se puderem, lucram com isso. Dos males o menor, embora a vergonha seja grande a de ter que assim admitir. É a realidade. Pelas mão dos corretos soldados e compatriotas, que morram de vergonha e que paguem por sua criminosa omissão ou por seu mais criminoso ainda apoio a um governo sujo, internacionalista, vendilhão, corrupto e criminoso.
 
O Art. 142 da Constituição brasileira diz o seguinte: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.
 
Para que não houvesse nenhuma dúvida quanto à interpretação do mesmo, deveria ter sido dividido em duas partes.
 
A Primeira: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais”. Ou seja, destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais, SERVINDO À NAÇÃO E AO ESTADO E NÃO A GOVERNOS, embora estejam sob a autoridade do Pres. Da República, e, por uma questão absoluta de lógica, SE E SOMENTENTE SE, O MESMO ESTIVER CONSCIENTE DE QUE SERVE AO PAÍS E NÃO A SEUS AMIGOS OU PARTIDÁRIOS E PRINCIPALMENTE DE QUE SEU CARGO INCUMBA-LHE DE SERVIR AO PAÍS E NÃO DE FAZER DO MESMO SUA PROPRIEDADE PARTICULAR.
 
A Segunda: “por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Ou seja, SOMENTE PARA O CASO DA GARANTIA DA LEI E DA ORDEM é que o uso da FFAA depende da iniciativa ou do Pres. Da Rep. ou de uma das autoridades máximas dos outros poderes constitucionais. Porém - e isso é importantíssimo -, no exercício de todas as outras missões constitucionais, as FFAA estão subordinadas APENAS ao Presidente da República.
 
A QUESTÃO É A SEGUINTE:
 
E SE OCORRESSE QUE O PRÓPRIO PRESIDENTE NÃO RESPEITASSE A CONSTITUIÇÃO, APARELHASSE O ESTADO E TODAS AS SUAS INSTITUIÇÕES COM MILITANTES PARTIDÁRIOS (NÃO ESQUECER O ‘DÍZIMO’ QUE ALIMENTA O PARTIDO), DESABILITASSE O PODER DO CONGRESSO (POR COMPRA DE VOTOS OU POR CHANTAGEM) E COLOCASSE O PAÍS EM MAUS LENÇÓIS, LEVANDO OS COFRES PÚBLICOS AO PREJUÍZO (dívida interna: R$ 3 TRILHÕES), FAZENDO CONCESSÕES A AMIGOS DE IDEAIS, DE DENTRO E DE FORA DO PAÍS, COM PROJETOS INTERNACIONALISTAS, E, AINDA, USANDO AS PRERROGATIVAS DE SEU CARGO PARA FAZER ACORDOS OU APOIAR AUTORIDADES INTERNACIONAIS CUJOS POSICIONAMENTOS E IDEAIS NÃO FOSSEM CONDIZENTES COM OS DO POVO QUE ESTIVESSE REPRESENTANDO? COMO É QUE, CONSTITUCIONALMENTE, DEVERIAM AGIR AS FFAA, QUE, NATURALMENTE, SUPOR-SE-IA, NÃO ESTIVESSEM COMPLETAMENTE COOPTADAS PELO PARTIDÃO? A QUEM ELAS DEVERIAM SERVIR? AO POVO E À NAÇÃO OU EXCLUSIVAMENTE AO PRES. DA REP.?
 
Infelizmente, são poucos os brasileiros e, INACREDITAVELMENTE, os MILITARES que conhecem assuntos ligados ao FORO DE SÃO PAULO (motivo pelo qual o jornalista Boris Casói teve que ficar anos fora das telas por mencionar APENAS o nome da organização para o então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva – E LULA MENTIU E MENTIU, COMO SEMPRE); assuntos ligados ao grupo de BILDERBERG; aos grupos familiares como o dos ROTHSCHILD e a corporações como a FORD FOUDATION, apenas para citar alguns dos vários exemplos dos quais poderíamos dispor.
 
Quantos MILITARES estudam e são informados sobre a vulnerabilidade de nossas URNAS ELETRÔNICAS (1a)? Quantos deles saberiam diferenciar, com precisão cirúrgica, o governo dos EUA, do Estado norte-americano, da Nação norte-americana e da infiltração do poderio das grandes e poderosas corporações transnacionais que atuam por lá e pelo mundo inteiro? Quantos de nossos MILITARES sabem a respeito do neocomunismo e de suas óbvias relações com a concretização das novas ‘ditaduras perfeitas’(1b)? Quantos deles sabem sobre a agenda homossexual e abortista do atual governo, sob as diretrizes do PLANO NACIONAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES?
 
 
1b. (SOBRE NEOCOMUNISMO, o site SACRALIDADE oferece uma sequencia de artigos que, de preferência, deveria ser lido na seguinte ordem: 1. A ESTRATÉGIA NEOCOMUNISTA DE CONQUISTA DOS APARATOS IDEOLÓGICOS DA SOCIEDADE - http://www.sacralidade.com/mundo2009/0231.comunismo.html; 2. O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0187.comunismo.html;3. VARIAÇÕES CROMÁTICAS DO SOCIALISMO E DO COMUNISMO - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0182.caoscromatico.html; 4. SOCIALISMO: CAVALO DE TRÓIA A SERVIÇO DO COMUNISMO -  http://www.sacralidade.com/igreja2008/0180.sigaud.html; 5. A ANTI-IGREJA COMUNISTA, VERDADEIRA SEITA - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0181.comunismo.html).
 
* Clique na figura ao lado para ampliar e leia artigo... Vale a pena...
 
Quantos de nossos MILITARES conseguem perceber que as verbas gigantescas para a implantação da nova e discutível estratégia nacional de defesa (em minúscula mesmo) só sairão efetivamente do papel com a rapidez executiva que seria urgente desde já, tão somente quando absolutamente todos – vou repetir: TODOS – os postos de comando e de importância estratégica dentro das FFAA estiverem sob as mãos de confiáveis e fiéis petistas (não declaradamente, é óbvio, se militares forem, pelo menos enquanto isso for proibido). (2)
 
Quantos de nossos militares já chegaram à brilhante conclusão de que o PT neocomunista e seus aliados já possuem a hegemonia (poder sobre todas as instituições) e a única militância significativamente ativa dentro do país e que, jamais, em tempo algum, comunistas saíram do poder e/ou abdicaram de hegemonia conquistada por causa de meros resultados eleitorais? Quantos deles passaram a ignorar que, historicamente, comunista só larga o poder, e principalmente a hegemonia conquistada, à força? Mesmo porque, caso isso acontecesse, assim, normalmente, como se revezam democraticamente os partidos no poder, a corja toda iria entulhar os presídios do país!
 
Quantos de nossos militares sabem que o povo brasileiro tem profunda rejeição ao comunismo e que pagam suas FFAA para que lhe defenda de uma desgraça como essa? Quantos deles sabem que não possuem o direito de se fingirem de mortos, de desentendidos, de bancarem os avestruzes? E quantos deles realmente acham (se nunca tiverem lido um livro sequer sobre qualquer que tenha sido a revolução comunista vitoriosa) que, mais cedo ou mais tarde, acabarão todos ou mortos, ou relegados à miséria, ou ao exílio ou ainda matando e oprimindo seus próprios compatriotas, assim que a corja revolucionária realmente se apossar completamente do país? Quantos dos filhos e dos netos destes militares que hoje se comportam como portadores de ‘deficiência visual e neuronal’ serão cidadãos miseráveis, sem perspectivas de futuros grandiosos, escravos de uma vida de liberdades cerceadas?
 
Alguém, por acaso, e incluam-se aqui os próprios militares, já teve a oportunidade de ler o Vade-Mecum de Cerimonial Militar do Exército - Valores, Deveres e Ética Militares (VM 10), que foi aprovado pela Comissão De Cerimonial Militar da Secretaria Geral do Exército, em sua 1ª Edição e publicada pela Portaria Nº 156, de 23 de Abril de 2002?
 
"Vade-Mecum", palavra de origem latina que significa "anda comigo" ou "vem comigo", é, de forma geral, a reunião, num documento, de preceitos e de regras que devem ser seguidos por membros de determinado grupo. É como um manual do ususário que orienta os indivíduos a como proceder no dia-a-dia no trato com os membros de sua comunidade e a como realizar determinadas tarefas. Assim como o EB, a FAB e a MB também têm os seus. Muitas instituições e muitos profissionais também têm os  seus manuais de conduta, todos, com certeza, com conteúdos semelhantes. Por isso, basta que se tome um destes como exemplo para que possa fazer paralelo com os vários segmentos sociais e profissionais.
 
Segundo o Vade-Mecum do EB, sua finalidade seria ressaltar “as principais idéias-força referentes aos valores, deveres e ética militares, visando contribuir para o continuado aprimoramento das virtudes militares”. O documento foi elaborado com base na Constituição da República, no Estatuto dos Militares (E1-80), na Missão do Exército (SIPLEX – 1), no Regulamento Disciplinar do Exército (R4) e na Liderança Militar (IP 20-10).

Morram de rir... Está escrito no Vade-Mecum que a Secretaria Geral do Exército, como órgão de assessoramento do Comandante do Exército, sentiu a necessidade de elaborar este documento porque “Valores, Deveres e Ética Militares são os fatores mais relevantes na avaliação das propostas de concessão das honrarias e de medalhas e os grandes motivadores das solenidades cívico-militares”.... Vamos ver... Estariam, então, incluídos nesta categoria figuras como Franklin Martins, Dilma Rousseff, tantas outras figuras de reputação ‘ilibada’ e, mais recentemente o advogado petista (mais um deles) e condenado pela Justiça (3), em dois processos, nomeado, sob intensos protestos da sociedade, através da imprensa, para o Superior Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli? (CLIQUE NA FIGURA AO LADO PARA LER A PEQUENA E ILIBADA BIOGRAFIA DE TOFFOLI)

"A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversivelmente para sempre", exalta o Vade-Mecum, ressaltando ainda que as “Instituições Militares possuem referenciais fixos, fundamentos imutáveis e universais que são o patriotismo, o civismo, a fé na  missão do Exército, o amor à profissão, o espírito de corpo e o aprimoramento técnico-profissional”, enfatizando que “a eficiência, a eficácia e mesmo a sobrevivência das Forças Armadas decorrem de um fervoroso culto a tais valores”.
 
Em relação ao patriotismo, evoca-se o amor à pátria e a defesa de sua soberania, de sua integridade territorial, de sua unidade nacional e da paz social. O civismo manda cultuar os Símbolos Nacionais, os valores e tradições históricas, a História-Pátria - em especial a militar -, os heróis nacionais e os chefes militares do passado, participando das solenidades cívico-militares, comemorando as datas históricas, cultuando patronos e heróis, preservando a memória militar. Além disso, os militares devem constituir um importante fator para a disseminação do civismo no seio da sociedade brasileira.
 
É para rir ou para chorar? É isso que temos visto por parte de nossas FFAA? Ou já estamos na fase em que o Vade-Mecum também já pode ser rasgado, como tem sido a Constituição nos últimos anos?
 
Sobre ter fé na missão do Exército infere-se defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, cooperar com o desenvolvimento nacional e com a defesa civil. "O Exército do presente é o mesmo povo em armas do passado: o braço forte que garante a soberania, a mão amiga que ampara nos momentos difíceis."
 
Sinto muito, mas, com certeza, o EB de hoje e os militares em geral não são, nem de longe, os mesmos de ontem. Não adianta mais tentar ‘tampar o sol com a peneira’, SIMPLESMENTE PORQUE A GENTE É O QUE DEMONSTRA SER, NO DIA A DIA, ATRAVÉS DE NOSSOS ATOS... E NOSSOS MILITARES, COM DESTACADAS EXCEÇÕES, TÊM SIDO OMISSOS E COVARDES, QUANDO NÃO, CONIVENTES COM VERDADEIROS CRIMES E ATENTADOS À DEMOCRACIA QUE VÊM SENDO COMETIDOS NO PAÍS, PRINCIPALMENTE NOS ÚLTIMOS OITO ANOS...
 
Amor à profissão e espírito de corpo são autoexplicativos e dispensam maiores comentários quanto aos seus significados, embora até mesmo nestes quesitos as tropas estejam deixando a desejar, haja visto o que aconteceu com o soldado do caso do morro da Providência – deixado às feras – e o cada vez mais crescente êxodo precoce de oficiais militares para o setor privado, sem falar no aumento significativo de profissionais simplesmente ‘carreiristas’, pouco interessados no progresso de seus subalternos e da Instituição. Quanto ao aprimoramento técnico-profissional, não cabem aqui comentários – o sucateamento e a dispensa de militares por falta de comida nos quartéis são fatos que dispensam maiores explicações (e ‘vira e mexe’, isso acontece; depois acaba; depois recomeça e assim por diante).
 
"Por mais que evoluam a arte da guerra, a tecnologia das armas e a sofisticação dos equipamentos, a eficácia de um exército dependerá, cada vez mais, de seus recursos humanos. Soldados adestrados, motivados e bem liderados continuarão sendo o fator decisivo para a vitória."
 
De modo que, ‘pelo andar da carruagem’, consideremo-nos todos perdidos e abandonados se viermos a precisar de nossas FFAA para banir a corja corrupto-comunista do país, atacando a partir de dentro ou de fora do país.
 
“Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos morais e jurídicos que ligam o militar à Pátria e à Instituição. EXISTE O DEVER MORAL, QUE É VOLUNTARIAMENTE ASSUMIDO – MESMO QUE HAJA OU NÃO IMPOSIÇÃO LEGAL – e o dever jurídico que é o imposto por leis, regulamentos, etc.”... “O MILITAR DEVE DEDICAR-SE INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA PÁTRIA, DEFENDENDO SUA HONRA, SUA INTEGRIDADE E SUAS INSTITUIÇÕES, PRINCIPALMENTE PRIORIZANDO O INTERESSE DA PÁTRIA SOBRE OS INTERESSES PESSOAIS OU DE GRUPOS SOCIAIS e mostrando esses sentimentos em todas as situações, inclusive em demonstrações permanentes de respeito aos símbolos nacionais, que são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional”.
 
Este trecho acima citado deve ter sido introduzido por engano no Vade-Mecum, pois sua antítese tem DEMONSTRADO, ao menos publicamente, ser a prática dentro das FFAA.
 
“DISCIPLINA E RESPEITO À HIERARQUIA CONSTITUEM A BASE INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS. A disciplina deve ser consciente e não imposta. A hierarquia, traduzida como a ordenação da autoridade em diferentes níveis”, está “alicerçada no culto à lealdade, à confiança e ao respeito entre chefes e subordinados, na compreensão recíproca de seus direitos e deveres e na liderança em todos os níveis. A DISCIPLINA E A HIERARQUIA SÃO O ALICERCE DO RIGOROSO CUMPRIMENTO DOS DEVERES E ORDENS, QUE SIGNIFICA HONRAR O JURAMENTO DE CUMPRIR RIGOROSAMENTE AS ORDENS DAS AUTORIDADES A QUE ESTIVER SUBORDINADO”.
 
Devemos todos concordar que o trecho acima deva estar impresso, emoldurado e colocado sobre as mesas de quase todas as autoridades militares do país. RESPEITO À DISCIPLINA E À HIERARQUIA VIRARAM DESCULPA PARA TUDO. Tudo pode ser vilipendiado em nome das duas. E os que reagem são rapidamente punidos: “pegue sua honra, seu senso de dever e seus brios e saia daqui! Seu atrevido anticomunistopetista de uma figa! Imagine, desafiar as decisões de ‘noço’ líder, de seus confiabilíssimos ministros e de nosso ilibado Congresso?” Isso para não falar do corporativismo, em nome do qual vale tudo: mentir, tripudiar, fingir que não se viu nada. Eu conheço vítimas desse tipo de corporativismo. Conheço quem foi vítima disto na ESG – sei do que estou falando. Vi o corporativismo e o temor ao governo petista superarem a prática do correto e do que era justo e decente.
 
E isso torna o trecho abaixo praticamente um ENXERTO DE FICÇÃO CIENTÍFICA no Vade-Mecum.
 
“A ética militar é o conjunto de regras ou padrões que levam o militar a agir de acordo com o sentimento do dever, da honra pessoal, do brio militar e do decoro da classe. O sentimento do dever refere-se ao exercício, com autoridade e eficiência, das funções que lhe couberem em decorrência do cargo. A honra pessoal refere-se à conduta como pessoa. O brio está relacionado à honra pessoal e é o esforço do militar para pautar sua conduta como a de um profissional correto, em serviço ou fora dele. O decoro da classe refere-se aos valores morais e sociais do EB e à sua imagem ante a sociedade. Representa o conceito social dos militares”.
 
Dispensa comentários...
 
Existe um artigo brilhante de Antônio Ribas Paiva, advogado e membro da União Nacionalista Democrática (UND), que, como diz o título, faz uma reflexão sobre A MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS (http://www.grupoinconfidencia.com.br/jornais/144/amissao.php).
 
Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro que o termo ‘nacionalista’ provoca-me prevenção por causa de sua carga intrínseca de xenofobia, de ‘os fins justificam os meios’, de irracionalidade e de autoritarismo. Basta dizer que Hitler, Mao-Tse-Tung, Lenin, Hugo Chavez e Ahmadinejad sejam claros exemplares de nacionalistas. Eu prefiro estar apenas entre os patriotas, que colocam a segurança e o bem estar do povo em primeiro lugar. Sou apenas uma guerreira (como descrito num dos parágrafos acima, em vermelho).
 
Definida minha posição, volto ao artigo de Antônio Ribas Paiva (em azul), A MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS que começa dizendo que, em 19 de abril de 1648, “irmanaram-se ricos e pobres, brancos, índios e negros na defesa do solo pátrio”... “A Nação Brasileira, instituindo o seu Exército a partir de Guararapes, uniu-se em batalha para expulsar o invasor estrangeiro”. Desde então, até os dias de hoje, o país teve sete Constituições, mas o Exército Brasileiro tem tido a mesma “PÉTREA MISSÃO INSTITUCIONAL: DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA OS INIMIGOS INTERNOS E EXTERNOS E, INCLUSIVE SALVAR A NAÇÃO DE SI MESMA SE CONDUZIDA AO CAOS, POR DEMAGOGOS OU CONTROLADORES EXTERNOS, OU SE FOR TRAÍDA PELO GOVERNO, COMO OCORRE NO BRASIL”.
 
Segundo a análise de Ribas Paiva, “o Exército e demais Forças Armadas, pela sua origem e destinação”, não poderiam “ser embargados no cumprimento da sua MISSÃO INSTITUCIONAL por nenhuma legislação posterior à sua instituição, como consta no art. 142 da Constituição Federal e no art.1º da Lei Complementar 69/91, que, mesmo remotamente, dificultem ou impeçam a consecução dos seus objetivos”.
 
Para Ribas Paiva, “Nação é a cristalização da vontade de um povo, que habita determinado território. Quando esse povo institui seus exércitos, com poder suficiente para garantir-lhe a Soberania, institui o país”... “Portanto, as Forças Armadas são a Primeira Instituição de uma Nação, sendo a Segunda Instituição o próprio país”... “Somente depois de garantir a soberania é que a NAÇÃO pode elaborar a sua Carta Política (constituição), estabelecendo a Forma do Estado, o Regime e o Sistema Políticos”.
 
De modo que o autor conclui que “A MISSÃO CONSTITUCIONAL do Exército É SUBALTERNA à sua MISSÃO INSTITUCIONAL, pois a norma constitucional tem origem em momentos “histórico-políticos, influenciáveis por formadores de opinião, pela mídia, em um determinado período e, por isso, não tem o poder de limitar ou de disciplinar a MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS, que É ATÁVICA, PÉTREA E FUNDAMENTAL, PARA GARANTIR A SEGURANÇA INTERNA E EXTERNA E, PRINCIPALMENTE, GARANTIR O BRASIL COMO UNIDADE POLÍTICA INDEPENDENTE”.
 
E continua... “É cristalino que A SOBERANIA E, PORTANTO, A PRÓPRIA EXISTÊNCIA DO PAÍS, DEPENDE DA CAPACIDADE OPERACIONAL, DE SUAS FORÇAS ARMADAS, para CUMPRIR A MISSÃO INSTITUCIONAL. Dever, que se for negligenciado, de nada valerão a Constituição e o Regramento legal, vigentes. O LIMITE ENTRE A TOLERÂNCIA E A AÇÃO, NO QUE DIZ RESPEITO AO CUMPRIMENTO DA MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS, É A PROTEÇÃO INCONDICIONAL DOS OBJETIVOS NACIONAIS PERMANENTES: SOBERANIA, INTEGRIDADE DO PATRIMÔNIO NACIONAL, PROGRESSO, PAZ SOCIAL, DEMOCRACIA E INTEGRAÇÃO NACIONAL. SEMPRE QUE QUALQUER DESSES OBJETIVOS ESTIVER EM PERIGO, IMPÕE-SE A INTERVENÇÃO IMEDIATA DAS FORÇAS ARMADAS, INDEPENDENTEMENTE DE CONVOCAÇÃO POR PARTE DE QUEM QUER QUE SEJA, SOB PENA DE PREVARICAÇÃO E DE RESPONSABILIDADE”... “As armas e os destinos nacionais estão depositados com o ‘guardião da bandeira’, que detém a força para a preservação da nacionalidade. Tudo o mais, é mera concessão do Poder Armado, que tudo pode, na consecução dos seus DEVERES INSTITUCIONAIS”.
 
“É por isso, que os inimigos da Pátria (INTERNOS E EXTERNOS) vêm tentando, por todos os meios, reduzir o poder das Forças Armadas, ora atribuindo-lhes missão diversa da institucional, ora tentando limitar a sua ação, por norma constitucional e, de já há algum tempo, reduzindo, criminosa e traiçoeiramente, os orçamentos militares, com o claro intuito de inviabilizar a Missão Institucional das Forças Armadas. AQUELES, QUE REDUZEM OS RECURSOS E OS MEIOS DAS FORÇAS ARMADAS, SUBMETENDO-AS À MÍNGUA, SÃO AGENTES CONSCIENTES DE CONTROLADOR EXTERNO E ESTÃO TRAINDO E FRAGILIZANDO OS OBJETIVOS NACIONAIS PERMANENTES”. E todos aqueles que, fardados, se omitem e aceitam passivamente estas condições também e mais ainda...
 
Portanto, IMPÕEM-SE ÀS FFAA O USO DE SEU PODER INSTITUCIONAL, porque, segundo a análise de Ribas Paiva, “NENHUMA RAZÃO ECONÔMICA, POLÍTICA, IDEOLÓGICA OU ADMINISTRATIVA, PODE JUSTIFICAR A DETERIORAÇÃO DO PODER DE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS. ESSA É A VONTADE DA NAÇÃO, QUE NÃO PODE SER DESVIRTUADA POR INTERESSES MENORES. DESATENDÊ-LA É TRAIR A PÁTRIA”... “O CUMPRIMENTO DA MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS É INEGOCIÁVEL E FUNDAMENTAL PARA A EXISTÊNCIA DO BRASIL, COMO UNIDADE POLÍTICA INDEPENDENTE”... “porque a NAÇÃO vive hoje e deve forjar a sua história a cada dia. A Missão Institucional das Forças Armadas é garantir a obra realizada!”
 
Estaria, então, sob essa análise, respondida a questão que lá em cima elaborei em A QUESTÃO É A SEGUINTE?
 
São milhares já os artigos que tratam deste assunto e que demonstram o desespero de um povo que vê sua nação ser diluída sem que haja nenhum movimento sequer das FFAA para lhe transmitir um mínimo de confiança de que venham a agir caso seja necessário. Sem dúvida, a nação confia nas FFAA para lhes prestar ajuda humanitária e salvamento depois de desastres naturais; para construir estradas; para levar mantimentos e um mínimo de atendimento médico aos lugares mais longínquos da nação. O povo reconhece isso. Imagina que nelas também o nível de corrupção seja bem menor do que o das outras instituições.
 
MAS, SERÁ QUE A NAÇÃO AINDA CONFIA NAS FFAA PARA LHE DEFENDER DE ATAQUES INTERNOS E EXTERNOS?
 
Será que quem espeta medalha no peito de Dilma Rousseff, de Franklin Martins, de Dona Marisa e de tantos outros personagens de reputação publicamente duvidosa (e pior: sem considerar o significado de cada uma dessas condecorações), seria capaz de lutar contra movimentos (sociais) terroristas, contra criminosos que aterrorizam as grandes cidades e até contra guerrilheiros, como os que vivem em Rondônia, por exemplo, já denunciados pela revista Veja, há mais de 2 anos – praticamente TODOS eles, direta ou indiretamente, financiados pelo próprio governo, cujo chefe é o mesmo comandante em chefe das FFAA? Será que se pode confiar naqueles que se vendem por cargos, por ascensão na carreira, por diárias e por ajudas de custo? Pode-se confiar em covardes omissos ou em coniventes interesseiros?
 
A seguir, a lista de algumas das mais comentadas desmoralizações públicas das FFAA...
 
- Inclassificável: O general Albuquerque, hoje chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), e quando ainda era chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteleigência), escondeu dos brasileiros, antes das eleições de 2002, o fato de que havia denúncia naquele órgão sobre doação por parte da guerrilha colombiana, as FARC, de R$ 5 milhões, para o partido de Lula, o PT, para ajudar a financiar a campanha presidencial. O general, quando o tema veio a público, já depois das eleições – que foram vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva – disse não ter tornado pública a grave informação, de indiscutível interesse nacional, para não prejudicar a eleição de Lula. Ficou por isso mesmo. O crime de omissão de dever institucional ficou impune. O mérito garantiu salários gordos e cargos importantes no governo Lula ao general Albuquerque. Ele trabalhou ou trabalha pelo Brasil?
 
1) No motim dos militares controladores de tráfego aéreo, no auge da crise aérea que tomou conta do noticiário (logo após o acidente com um avião da GOL que deixou 154 pessoas mortas), o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, foi publicamente desautorizado e desmoralizado pelo Pres. Da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que mandou retirar a ordem de prisão que Saito havia dado aos mesmos e enviou sindicalistas para negociar com os rebelados. A investigação sobre o acidente foi truncada e manipulada. Jamais saberemos a verdade.
 
2) Recentemente, a Aeronáutica elaborou um estudo apontando um tipo de avião caça a ser adquirido pela Força Aérea. Pois o presidente Lula disse que a escolha seria política e, do alto de sua vastíssima experiência profissional em pilotar caças, declarou que compraria os Rafale. Ponto final. Quem discutiu foi mandado embora para casa ou para bem longe. O ministro Nelson Jobim manteve encontro que pretenderia ser secreto com o dono da fábrica dos Rafale (ver figura – clique para ampliar).
 
Resultado? Em abril deste ano, Jobim disse que o relatório técnico que seria entregue ao presidente Lula apontaria o caça francês Rafale como o mais interessante para o Brasil, porque seria o que mais corresponderia à Estratégia de Defesa Nacional, mesmo depois de constatar que a proposta final não corresponderia ao prometido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que baixaria em 10% o preço dos caças - o preço total ficou reduzido em apenas 1,8%. Faltaria apenas, para a decisão final, o parecer da Comissão de Defesa Nacional sobre o relatório. Segundo Jobim, o relatório do Comando da Aeronáutica informaria que, pelos aspectos técnicos, todas as três propostas satisfariam, mas que o Rafale seria o que mais atenderia a Estratégia Nacional de Defesa.
TODOS SABEMOS, PORÉM, QUE O RELATÓRIO FOI MODIFICADO, A MANDO DO GOVERNO. A AERONÁUTICA COLOCARA OS RAFALE COMO A ÚLTIMA DAS OPÇÕES. Em carta ao senador Álvaro Dias, divulgada pelo blog do Senador, o Capitão Reformado do Exército, que se identificou com as iniciais ACM, ressaltou (em rosa) que “Foi salientado pela FAB, como uma vantagem importante da oferta sueca, o fato de ser a única proposta que contemplaria um produto passível de ser desenvolvido em parceria com a indústria brasileira e a própria FAB, produzindo um avião mais moderno do que o já existente, redundando num produto made in Brasil/Suécia”... E mais... “Se o governo não pretendia atender as recomendações da FAB, por que expô-la ao ridículo? Além de não desautorizá-la perante o mundo, poderia, também, tê-la poupado desse trabalho de análise árduo e oneroso, que resultou num relatório de 30.000 páginas. Essa falta de tato e de respeito, com uma das instituições motivo de orgulho nacional, fere os sentimentos não só dos militares, mas de todo o povo brasileiro”.
 
Além disso, como bem divulgou Jorge Serrão, no seu blog Alerta Total (em marrom): “A torcida do Flamengo sabe que os tais Rafale só foram vendidos para as Forças Armadas da própria França. A torcida do Corinthians também tem conhecimento de que o preço e a manutenção dos caças franceses são bem mais altos que os do Gripen NG da Saab (Suécia). Pouco importa se dois Rafale da Marinha francesa tenham caído, recentemente, no Mar Mediterrâneo. A Força Aérea Brasileira que se dane”. (via The Passira News - http://dois-em-cena.blogspot.com/2009/07/o-quase-secreto-jantar-frances-de-jobim.html).
 
Citando novamente a carta do Capitão Reformado do Exército (ACM) ao senador Álvaro Dias, pelo verdadeiro “relatório da FAB e pelas manifestações da Embraer o melhor negócio para o Brasil seria o avião Gripen NG da sueca SAAB”... “Diferenças absurdas de valores chamam a atenção da população brasileira”... Com o valor de um Rafale, além de ser possível comprar 2 Gripen NG, o custo de manutenção é US$ 20 mil por hora/vôo, um dispêndio 5 vezes maior do que o com o avião sueco, consume US$ 4 mil por hora/vôo... “Levando-se em conta que serão 120 aviões com o tempo de vida presumido de 30 anos, será simplesmente uma sangria nas economias do país por três décadas. O americano F-18 Super Hornet da Boeing foi classificado em segundo lugar principalmente por ter apresentado o 2º valor por aparelho, bem como o 2º custo de manutenção e ainda, pela falta de uma manifestação clara sobre a transferência total de tecnologia - item prioritário para as pretensões do Brasil”... “Impor a Embraer, uma instituição privada, a fabricação de um avião que nunca foi vendido a nenhum país, justamente por ser extremamente caro e de tecnologia em vias de superação, pode afetar o equilíbrio desta que é uma empresa de ponta do nosso país e de fundamental interesse para nossa economia, tolhendo-a de ampliar nossos horizontes econômicos com possíveis participações em futuras licitações e negociações deste tipo de aeronave internacionalmente”...
 
Sabe-se, hoje, que, sem a compra dos jatos pelo Brasil, os Rafale estarão fora de circulação e serão um retumbante fracasso comercial.
 
E mais, e mais e mais...
 
3) Em 2007, o General Santa Rosa ocupava, em Brasília, o cargo de Secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais (SPEAI), de onde saiu para assumir o posto de comandante militar da Amazônia, tendo sido substituído pelo General José Benedito de Barros Moreira (aquele que levou Stédile, líder nacional do MST, para dar palestra na ESG). Por volta de abril de 2008, se não me engano, Santa Rosa teria sido mais rapidamente afastado do pró-ativo cargo, por ter-se oposto à política indigenista e ao livre trânsito de organizações não governamentais (ONGs) estrangeiras na região, em especial na que estava reservada à demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. Foi para um cargo burocrático de chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército, em Brasília. Recentemente acabou sendo exonerado do cargo pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, por causa de uma nota que mandara a um amigo em particular, via e-mail, e que vazara para a toda a internet, na qual chamava a “Comissão da Verdade” (PNDH3) de “Comissão da Calúnia”, dizendo que seria composta “dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder (nota na íntegra: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/comissao-da-verdade-e-comissao-da-calunia-diz-general-do-alto-comando/).
 
Pergunta-se: a comissão seria composta de maneira justa e adequada? Não. O que estes fanáticos frustrados derrotados têm dito a respeito do Contragolpe de 64 e dos governos militares não têm sido, em sua maior parte, grandes mentiras? Sim. Portanto, o General estava a dizer alguma inverdade? Não. Nelson Jobim não teria ameaçado pedir demissão do cargo de ministro da defesa caso a tal ‘comissão’ viesse a funcionar e, portanto, a mexer no que já está acordado na Lei da Anistia? Sim. Então, por que destituir Santa Rosa do cargo que exercia?
 
Bem disse (em verde) o escritor Heitor de Paola, em seu artigo ‘EMBRIÃO DO MINISTÉRIO DA VERDADE?’, que “A Comissão da Verdade e Reconciliação criada pelo governo já é uma fraude completa pelo próprio nome”... Que... ”é o oposto de sua função”... Ou seja... ”a de falsificar a história e acirrar os ânimos”... E que... ”Deveria ser denominada Comissão da Mentira e da Vingança”... Como tem acontecido... “na Argentina, no Uruguai e no Chile”... Onde... ”Motoneros, Tupamaros e Miristas”, cujos... ”próprios crimes permanecem ocultos e serão enterrados de vez”... “travestem-se de investigadores, promotores, juízes e jurados”... “que aprovam e executam sentenças vingativas contra aqueles que os venceram no passado”... Que ficam à mercê de... ”uma defesa intimidada pela truculência revolucionária e de uma justiça pífia”. “A tática jurídica é simples: os crimes dos revolucionários já prescreveram, mas os dos agentes do Estado são imprescritíveis na medida em que são crimes contra os direitos humanos cometidos por responsáveis pelo Estado. Seguem à risca o conceito de ‘direitos humanos’ emanado de Stalin, o verdadeiro criador do termo”.
 
4) O famoso General Augusto Heleno, tão admirado por tantos brasileiros, por ter trazido ao público a posição das FFAA contra a política indigenista do governo e a demarcação da Reserva Raposa/Serra do Sol em área contínua, teve sua punição postergada – uma sábia decisão estratégico-preventiva deste governo, aliás. Seu nome, que por méritos, estaria como primeira opção do governo na sucessão do comando do Exército, teria sido simplesmente retirado da lista. Ou seja, nem General das FFAA pode agir ou falar, ainda que seja para levar a verdade aos brasileiros, sobre graves fatos que envolvam os interesses do Brasil e/ou das FFAA – cumprindo nada mais do que sua obrigação para com aquele a quem realmente serve e que lhe paga o salário para que assim proceda: o povo brasileiro. Se falar, é punido, seja qual for o nome que queiram dar para o que com ele venha a acontecer.
 
Estes são apenas alguns dos exemplos do que acontece com quem abre a boca em desacordo com o governo. E isso ocorre em completamente TODOS os órgãos públicos, sejam eles militares ou civis. Tem até empresas público-privadas ou privadas nas quais isso também já é um fato. Portanto, é óbvio que somente os que se mantiverem calados e obedientes – para cumprir qualquer tipo de ordem que lhes venha a ser dada, seja ela honesta ou não, ética ou não, etc. – ou aqueles que forem filiados ao PT ou a partidos que lhe forem aliados acabarão por ocupar, dentro de pouquíssimo tempo, os postos de comando, de direção, de gerência e assim por diante, em todas as instituições públicas, PP, privadas e, pelo visto, militares. O que ainda falta é terminar de ocupar.
 
Mas, como em todo socialismo que se preze, são sempre dois pesos e duas medidas para lidar com situações semelhantes, de acordo com o grau de afinidade que os envolvidos tenham ou não com o Partidão, com a nomenklatura. Um exemplo é o blog de um capitão do EB, o senhor Luis Fernando (há vários do tipo). Não é que não haja nenhuma verdade no blog nem coisas que devessem ser mais bem esclarecidas pelo próprio EB, mas é que o capitão se mostra verdadeiramente engajado na política, fazendo campanhas e trabalhos de base (leia-se pregando filosofia petisto-socialista dentro de unidades militares – ‘mobilizando’, como ele mesmo diz várias vezes no blog), partidariamente petistas e, quase sempre, criticando regras, procedimentos e o oficialato do EB. O capitão alega que não está a cometer nenhuma infração militar, porque a Carta Magna, que estaria acima da legislação militar, garante-lhe o direito constitucional de livremente se expressar.
 
Então, quer dizer que SOMENTE os militares ‘petistas’ têm o direito constitucional de se expressar, incluindo o de ‘analisar’ entrevistas concedidas por generais, como o capitão L. Fernando o fez sobre entrevista concedida pelo general Santa Rosa ao jornal Folha de São Paulo, ainda em maio deste ano (http://capitaofernando.blogspot.com/2010/05/comentarios-sobre-trechos-da-entrevista.html), tendo podido chamá-lo de ‘mentiroso’, que foi o que fez várias vezes, implícita ou explicitamente, aproveitando para sempre destacar trechos em que o general se posicionava ‘contra’ Marina Silva e ‘contra’ José Serra – dando a entender que, por eliminação, Lula seria “o cara” (Se sair do ar, podem verificar aqui - http://rascunhosderebecca.blogspot.com/2010/05/capitao-comenta-entrevista-de-santa.html).
 
O Capitão petista pode falar e fazer. Age livremente, sem ameaça de punição. Os generais sem partido não podem nada e, quando agem ou falam, são mais do que ameaçados: são punidos.
 
5) Para que se tenha uma ideia de quão confiável seja o atual governo, no dia 10 de maio de 2010, a coluna do jornalista Claudio Humberto publicou a nota “Governo Lula violou sigilo fiscal de generais” (em azul claro) (http://www.claudiohumberto.com.br/principal/imprimir.php?i=233164&t=J: O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (cujo Ministro Chefe é o general da reserva Jorge Armando Felix – nota introduzida por mim) fez a Receita Federal quebrar o sigilo fiscal de seis oficiais do Exército (três generais da ativa) que criticaram o governo Lula ou seriam indicados a cargos. “NADA CONSTA”, informou a Receita sobre todos eles. A ordem do GSI chegou ao Ministério da Fazenda pelo sistema “Note”, de comunicação entre ministros, às 15h37 de 18 de janeiro. O pedido foi enviado à Receita às 13h08 de 23 de janeiro. Procurados pela coluna, GSI, Receita e Fazenda recusaram-se a comentar a informação.
 
As vítimas foram o general Maynard Santa Rosa, que era o chefe de Pessoal do Exército e fez críticas à “Comissão da Verdade”; o general Raymundo Cerqueira Filho, hoje no Superior Tribunal Militar, e criticou a presença de gays na tropa; o general Francisco Albuquerque, ex-comandante do Exército no atual governo; o general Marius Luiz Carvalho Teixeira Neto, atual comandante Logístico do Exército. Além dos generais, dois coronéis também foram alvos do GSI: Cid Canuzzo Ferreira, morto em dezembro durante um assalto no Rio, e Carlos Alberto Brilhante Ustra, autor do livro "A Verdade Sufocada", que vem sendo perseguido incessantemente pela esquerda revolucionária revanchista, sob acusação de suposta tortura a presos políticos.
 
Hoje, depois do escândalo de violação por parte da Receita de vários sigilos fiscais, principalmente do de membros da chamada ‘oposição’, como do de José Serra, candidato à presidência do Brasil agora em 2010 pelo PSDB, e do de sua filha, bem como também do de seu genro, por exemplo, sabemos que é perfeitamente possível que a quebra de sigilo fiscal dos militares tenha realmente acontecido.
 
Sobre o ocorrido, o GRUPO GUARARAPES divulgou um DOCUMENTO DO COMANDO DO EXÉRCITO Nº 134 -2010, no qual o comandante do EB, General-de-Exército ENZO MARTINS PERI, emitiu resposta para NOTA DIVULGADA NA INTERNET SOBRE VIOLAÇÃO DE SIGILO FISCAL DE OFICIAIS DO EXÉRCITO (em Laranja): “A propósito da Nota divulgada na Internet, na data de hoje (10 Mai 2010), no site WWW.claudiohumberto.com.br, versando sobre a violação do sigilo fiscal de oficiais do Exército, em decorrência de ordem do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, este Comandante recebeu o Of Nº 387/2010/GSIPR-CH, de 10 Mai 2010, informando que “a matéria carece de total fundamento” e que “não há qualquer ligação com fatos pretéritos ou presentes”.  
 
Acompanhando a divulgação do documento, o GUARARAPES complementa que “Conhece a inteireza do caráter do general Enzo. Ele jamais irá aceitar uma mentira ou dizer uma mentira. Quem o conhece sabe que ele serve ao exército e à pátria. Não iria jamais admitir uma humilhação aos seus subordinados. É assim que o grupo GUARARAPES pensa. Caso não seja esta a verdade o Brasil se encontra no fim. O general Enzo é um general de quatro estrelas, portanto, é um símbolo da verdade”.
 
Eu tenho o Grupo Guararapes no mais alto conceito e sou testemunha do excelente trabalho que tem feito pela internet, levando ao público informações, verdades que lhe são ocultadas, artigos corajosos e tantas outras coisas boas. Porém – e não me traz felicidade nenhuma dizer isso -, em não conhecendo pessoalmente o general Enzo, como a maioria dos brasileiros, formo opinião sobre o mesmo baseada naquilo que ele faz publicamente, como comandante do EB. Portanto, infelizmente, não consigo enxergá-lo como quem sirva apenas ao EB e à Pátria.
 
Na minha singela opinião, ele já admitiu humilhação aos seus subordinados quando concordou com transferências e exonerações de colegas subordinados por simplesmente terem se posicionado a favor da verdade e da Pátria, diante deste governo. Humilhou seus subordinados ao jogar às feras o tenente que, por falta de opção (e pela covardia do capitão ao qual estava subordinado) acabou cometendo erro grave diante do desafio mortal a que se viu exposto no Morro da Providência (e não acredito que o general Enzo não soubesse disso) – local, aliás, onde jamais deveria ter pisado uniformizado e ‘servindo à Pátria’. Humilhou e continua humilhando seus subordinados ao espetar medalhas de mérito militar em peitos de terroristas, de assassinos, de ladrões e de insignificantes ‘amebas’. Finalmente, ninguém é símbolo de verdade pelos trajes que usa no trabalho ou pelas medalhas e estrelas que possua. As pessoas são símbolos de verdade por seu caráter, pelo que pensam e pelo que fazem.
 
Também não posso deixar aqui de sair em defesa do jornalista Claudio Humberto. Já mantivemos contato, através de contatos. Nunca me decepcionei. Não o conheço pessoalmente e praticamente nada sei sobre sua vida pessoal, mas, tenho a obrigação de testemunhar, em seu favor, que tem feito um excelente trabalho na divulgação de informações, agradem estas ou não ao governo. Ele tem demonstrado competência e principalmente CORAGEM no desempenho de seu trabalho. De modo que, publicamente, eu confesso que teria mais motivos para acreditar no jornalista, do que na chefia do GSI e do que no comando do EB.
 
Aliás, especialmente sobre o caso do EB no morro da Providência, leiam os artigos TRAGÉDIA DO MORRO DA PROVIDÊNCIA REVELA O CAOS, DESCULPAS HIPÓCRITAS e principalmente EB NA PROVIDÊNCIA: TUDO MUITO PREVISÍVEL PARA TANTAS SURPRESAS, para ver a situação em que vivia o tenente Vinícius – o que poderia explicar (mas talvez não justificasse, se a questão não for olhada sob o ponto de vista de legítima defesa sua, de sua família e do próprio EB) muito sobre a atitude tomada pelo mesmo em relação aos criminosos entregues a outros criminosos de morro rival. Humilhado, arrasado e execrado publicamente, depois de cometer atitude impensada, diante do desespero de se ver numa situação, muito provavelmente, de ‘vida ou morte’, o tenente acabou com sua carreira, prejudicou sua vida e sua consciência. Antes tivesse agido como alguns de seus companheiros de farda o fizeram, simplesmente tendo abandonado seus postos no Morro da Providência. O que aconteceu com eles? Leiam os senhores mesmos no parágrafo abaixo:


A publicação de 18 de maio de 2010, no site do Superior Tribunal Militar, decide sobre a absolvição de nove praças do EB que simplesmente abandonaram seus postos durante a operação no Morro da Providência, no julgamento do PROCESSO N° 0000029-25.2008.7.01.0301 (57/08-4) DA 3ª AUDITORIA MILITAR DA 1ª CJM. O ministério público militar havia acusado os nove de terem abandonado seus postos, em 19 de janeiro de 2008, durante a operação cimento social. Porém, a defesa (mais especificamente a de um dos acusados) conseguiu convencer o juiz auditor, os quatro oficiais do exército membros do conselho e o promotor militar presentes, de que a tal missão ‘social’ não era de caráter militar e que não obedecia às exigências constitucionais para a sua realização, caracterizando-se, portanto, como verdadeira operação de uso ilegal do exército, com finalidade política. Foram, assim, absolvidos, por unanimidade, os soldados Alan Silva da Motta, Allan Maximo Mendonça, Cristiano Valdevino Silva, Evandro Pinheiro Ponciano Diniz, Joelson Silva, Marcio Teixeira da Silva, Rodrigo Diniz da Silva Rafael, Valdek Bruno da Costa e o 3° Sgt. Tiago Paes Ximenes.

Deixo as reflexões para os leitores...
 
Voltemos, então, aos mais e mais fatos que já colocam o placar revanchistas/entreguistas 1000 x 0 Forças Armadas (ou 0,5; 1 ou 2, talvez)...
 
6) Entre as propostas que compõem o Programa Nacional de Direitos Humanos, por exemplo, está a que prevê a criação de uma lei para proibir que prédios públicos recebam nomes de "pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade", ou seja, atos de repressão da ditadura militar, e para mudar os nomes de locais que já fazem tal homenagem. De acordo com o plano, o governo também pretende revogar leis remanescentes do período militar "que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações", embora não detalhadas (assim fica melhor para eles que poderão enquadrar o que quiserem como tal). Ah! Mas só isso não basta. O governo também quer estimular uma linha de financiamento para criação de centros de memória sobre a repressão política. Isso é brincadeira, não é não? Mais financiamento para mais divulgação de mentiras, cometimento de injustiças e pura e simples falsificação da História?!
 
Mais outra paulada...
 
7) Já em maio do ano passado, o coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia, Eduardo Santarelo, defendeu a implementação de todas as 137 medidas previstas no Plano Nacional de Promoção da Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que foi lançado pelo ministro Paulo Vannuchi, numa solenidade no Itamaraty. Dentre as medidas está a que prevê a revogação do artigo que proíbe a pederastia nas Forças Armadas. Parece que, para as coisas funcionarem bem, as FFAA terão que prover suas unidades com alojamentos e banheiros com mais duas opções, além das conhecidas 'feminino' (= 'feminino-hetero') e 'masculino' (= 'masculino-hetero): 'feminio-homo' e 'masculino-homo'. Não se trata de dar uma passada num banheiro público qualquer, mas de conviver em grupo freqüentando ambientes comuns, durante períodos relativamente prolongados.
 
Essa abaixo já é contra todos os brasileiros, contra nossa História, uma agressão à nossa Nação e à sua soberania...

8) Através da lei 12.157, de 23 de dezembro de 2009 (clique na figura ao lado para ampliar), fica modificada a lei nº 5.700, de 1 de setembro de 1971 (clique na figura mais abaixo para conferir a modificação), que dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais, e dá outras providências. Atualmente, à revelia de quaisquer consultas à população, termos que suportar a humilhante classificação de cidadão latino-americano, em nossos novos passaportes que colocam em destaque a designação “MERCOSUL”, em detrimento do nome do Brasil e do símbolo das armas da República, como se fôssemos todos um único e harmonioso povo, que falasse a mesma língua, e que tivessemos origens, cultura e colonizações em comum. Agora, dentro em breve, graças a esta lei nº 12.157, os socialistas internacionalistas que nos governam, em todos os Poderes, obrigarão todos os brasileiros (novamente à sua revelia) a terem que suportar, engolir, reverenciar, hastear e, no caso dos militares, prestar continência e talvez até lealdade à bandeira do MERCOSUL, reinando esvoaçante ao lado e à mesma altura da nossa Bandeira Brasileira. Isso não será opcional – ambas terão que ser hasteadas todos os dias, nos locais onde já haja a obrigação de fazê-lo com a Bandeira Brasileira, EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL. Tudo armado para aprovar esta transnacionalidade ofensiva, aos 23 de dezembro de 2009 – véspera da noite em que o Brasil inteiro, tirando folga de ler e de ouvir noticiários sobre escândalos, vexames e atrocidades desse governo, se preparava para festejar nada menos do que o Natal.

E tomem mais...

9) O governo federal lança a campanha "Memórias Reveladas" - um investimento de R$ 3,5 milhões em propaganda ideológica comandada pelo secretário executivo da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da Republica, Ottoni Fernandes Junior, para ‘mobilizar’ a sociedade na busca de informações sobre 140 desaparecidos políticos, entre 1964 e 1985, cujos corpos até hoje não foram encontrados. São três filmes, com 1 minuto e 30 segundos cada um, com atrizes como Fernanda Montenegro e Glória Pires, que interpretarão desaparecidas clamando pela busca da ‘verdade’. O plano de mídia inclui peças de internet, cartazes e quatro anúncios impressos: "Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça". No site da campanha, pode ser visto um filme de 5 minutos com imagens de 140 desaparecidos políticos. Ottoni adverte que não existe uma pretensão revanchista na campanha.

Ah, está bem...
 
Cabe mais...
 
10) Comentário de Mara Montezuma Assaf (em azul): “A campanha de ideólogos marxistas contra a vitória do Brasil sobre o Paraguai no XIX é praticada inclusive nos livros e bancos  escolares”... “Omitem que Francisco Solano Lopes pretendia se apossar de parte do território brasileiro afim de que o Paraguai tivesse um porto marítimo na costa atlântica. Na visão dos tais ideólogos, D. Pedro II deveria ter entregado solo brasileiro de forma pacífica e “cordeiral” ao governante paraguaio”... “Foi Lopes que - qual um alucinado para não se render - convocou até a população infantil para pegar em armas. Ele sim foi autor do genocídio de seu próprio povo”... “Agora, cogita-se a devolução ao país vizinho de um canhão, troféu da Guerra do Paraguai”... praticamente obrigando “o Brasil a admitir culpas que não lhe cabem”... “É a desconstrução histórica de uma página que só nos honra”.
 
Então, falando do quintal do petismo em que se transformou nosso país, pergunto: é isso  o que queremos para o Brasil? Que força seria capaz de colocar um ponto final nisso? Que força seria capaz de desaparelhar nossas instituições e nossas empresas?
 
Os empresários? E depois, como é que iriam fazer com o inferno que passariam a enfrentar em relação a todo e qualquer tipo de fiscalização ou em relação a obter documentos e licenças urgentes que dependessem de despachos dos governos?
 
O povo nas ruas, em passeatas? E os ataques daqueles que degolam com foices seus opositores (atacam até policiais; quanto mais gente desarmada)? E os ataques dos que o podem fuzilar com seus AR-15 e seus AK-47? Quem pode testemunhar sobre povo honesto e desarmado nas ruas pedindo liberdade, eleições honestas e fim de governo são os venezuelanos, os bolivianos e os iranianos. Foram covardemente massacrados, por milícias armadas, por PMs e até por suas próprias FFAA.
 
Falar em protesto de povo nas ruas nos remete a Roraima? Naquele estado, muitos foram covardemente expulsos de terras que possuíam e ocupavam, algumas nas mesmas famílias há mais de 100 anos. Reagiram de todas as formas, às vezes até com violência. O que puderam fazer contra homens da PF armados, sob as ordens do governo? O que puderam fazer contra um superior tribunal federal cuja maioria dos componentes simplesmente desconsiderou as palavras de toda uma população, de comandantes militares e de analistas que pediram pela não aprovação da Reserva Raposa/Serra do Sol de forma contínua e junto à imensa fronteira? Nada! Uma nação inteira assistiu a covardia do Estado para com a população de Roraima. Ninguém ousou desafiar a natureza da legalidade, ainda que injusta tenha se revelado plenamente. Sem poder de fato (força física concreta para se impor) não se garante justiça nem legalidade e nem mesmo reação ao uso indevido e destorcido das mesmas. Não há evidência mais concreta disso do que o que vimos ocorrer em Roraima - que foi a reencenação de episódios da história do fascismo; só que no Brasil.
 
Volto a perguntar: é isso  o que queremos para o Brasil? Que força seria capaz de colocar um ponto final nisso, de desaparelhar nossas instituições e nossas empresas e, ainda, de libertar nosso povo, por exemplo, da submissão a um PNDH3 – projeto que nítida e definitivamente passa a legitimar a ditadura perfeita no país (*)?
 
(*) Como já foi dito acima, é preciso se atualizar e passar a entender o que vem a ser o novo conceito de ditadura perfeita (neocomunismo). REPETINDO: 1b. (SOBRE NEOCOMUNISMO, o site SACRALIDADE oferece uma sequencia de artigos que, de preferência, deveria ser lido na seguinte ordem: 1. A ESTRATÉGIA NEOCOMUNISTA DE CONQUISTA DOS APARATOS IDEOLÓGICOS DA SOCIEDADE - http://www.sacralidade.com/mundo2009/0231.comunismo.html; 2. O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0187.comunismo.html;3. VARIAÇÕES CROMÁTICAS DO SOCIALISMO E DO COMUNISMO - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0182.caoscromatico.html; 4. SOCIALISMO: CAVALO DE TRÓIA A SERVIÇO DO COMUNISMO -  http://www.sacralidade.com/igreja2008/0180.sigaud.html; 5. A ANTI-IGREJA COMUNISTA, VERDADEIRA SEITA - http://www.sacralidade.com/mundo2008/0181.comunismo.html).
 
"... DEDICAR-ME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA PÁTRIA, CUJA HONRA, INTEGRIDADE E INSTITUIÇÕES DEFENDEREI COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA". Com estas palavras, “que fazem parte do final do sagrado juramento à Bandeira que todo cidadão brasileiro faz ao ser incorporado às Forças Armadas”, é que se inicia um Manifesto à Nação Brasileira, assinado pela Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas, pelo Grupo Marinheiros, pelo Grupo Atitude Nacional, pelo Grupo Anhanguera, pelo Grupo Emboabas e pelo Grupo Guararapes. Em resumo, diz o manifesto que “O Brasil pede socorro aos patriotas”... “Em nome da democracia, da lei, da ordem e da manutenção das nossas Instituições, devemos agir e não calar, em atitude de omissão e covardia. Não temos permissão para nos acomodar. Por juramento, somos obrigados a tomar uma atitude”... “Brasileiros, o quadro é grave. A honra da Pátria, sua integridade e suas instituições estão definitivamente ameaçadas”... “Assim como, por vocação”... “Não podemos, por obediência a princípios, ficar de braços cruzados diante da violação destes mesmos princípios por aqueles que também deveriam defendê-los!”...
 
11) Outro problema é o projeto de reestruturação do Ministério da Defesa, entregue recentemente a Lula por Nelson Jobim, que abre as portas da Defesa para mais de 647 cargos civis "de confiança" do ministro - os chamados DAS -, todos nomeáveis, sem concurso, e substituíveis por atos de cada ministro que venha a ocupar a pasta da defesa. Só a título de informação, hoje, o MD já  conta com 931 cargos DAS. É óbvio que os setores militares precisam – e isso sempre ocorreu – de técnicos e de  estudiosos de formação civil, mas cuja grande maioria não é dispensada de ter que prestar concurso, justamente porque não se tratam de funções meramente transitórias, nas quais os profissionais devam ser substituídos a cada mudança de governo.
 
Resumo aqui, trechos do artigo “A Brigada de “Operações Burocráticas”, do Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira:
 
'Enquanto isso, as FFAA vão minguando'... O EB, por exemplo, que já recebeu 80 mil recrutas por ano, hoje, dos 1.300.000 jovens que se apresentam, só consegue admitir uns 40 mil. “A caserna, independentemente do grau hierárquico de seus integrantes, despertava naqueles jovens padrões de excelência de reconhecida valia para a sua formação e vivência”. As FFAA ficam, então, “com menos tropas, menos recursos, menos manobras, menos profissionalismo, menor capacidade de atuação” etc. Ou seja, enquanto o MD se infla, “pois, mesmo que ao segmento militar faltem recursos mínimos para uma sobrevivência decente, certamente, o MD os terá para pagar os vencimentos da sua “Brigada de Burocratas””. “Empolgados com a pusilanimidade percebida” pela mais do que já publicamente demonstrada “subserviência das autoridades militares”, o “magnânimo molusco” e sua trupe “seguem em frente - o céu é o limite”. “A melhor maneira de derrotar um exército, sem precisar dar um tiro, é cortar-lhe os suprimentos” (jornalista Alexandre Garcia).
 
Em artigo publicado no Alerta Total (Estratégia Nacional de Defesa... É mesmo? ), em março deste ano, o General de Exército Paulo Cesar de Castro enfatiza outra modificação pretendida por Jobim (ou por este governo, como queiram) com a criação de uma coisa chamada de Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas. Explica o General (em marrom) que “A doutrina militar brasileira”... “Contempla dois conceitos distintos: conjunto e combinado”... “A distinção prende-se a haver unidade de comando, como no caso de operações combinadas e de comandos combinados; e a de não haver comando único, mas coordenação de ações”...  “Mas nossos amadores optaram por traduzir diretamente do Inglês o modelo que os extasiou”... “O que os levou a criar algo esdrúxulo, o Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas”... Continua: “Afinal, o que o tal Estado-Maior fará que o atual Estado-Maior de Defesa não possa fazer?... A proposta é a de que “ao futuro chefe do estado maior conjunto subordinar-se-ão três outros oficiais-generais de quatro estrelas!”... “O dito Estado-Maior Conjunto (sic) é tentativa de copiar um modelo alienígena, com o objetivo não explícito de diminuir o poder dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica”... “Para terminar, lembro a todos: PROFISSIONAIS NÃO SE IMPROVISAM!”... “Então, por que não nomear um almirante de esquadra ou um general de exército ou um tenente brigadeiro para ser o Ministro da Defesa? Ah, eles não confiam? Por quê? E nós, confiamos? Por quê? Somos obrigados a confiar? Por quê? Até quando?”
 
Eu já havia feito, há muito tempo, uma análise sobre a estratégia (NACIONAL?) de defesa, mais de Mangabeira Unger do que de Jobim - dois analfabetos em Defesa. Fiz muitas críticas e isso antes da divulgação da pretenção de inchar o MD de favorecidos político-partidários. (Clique nas duas figuras, primeiro à esquerda, depois à direita, e leia os proféticos artigos). O pouco que havia na tal da estratégia (NACIONAL?) de defesa que pudesse ser considerado como realista, aplicável e sensato, já havia sempre existido dentro das organizações militares, cujo profissionalismo e eficiência, antes do início do processo revanchista dos últimos 25 anos, eram indiscutíveis.
 
Uma análise que merece ser lida é a do General Marco Antonio Felicio da Silva: “Estratégia Nacional de Defesa: INCONSTITUCIONAL, IDEOLÓGICA E INCOERENTE”. Faço um resumo (em azul): “A criação do MD e sua entrega a civis nada acrescentou às FA, senão problemas e a transformação do MD em moeda de troca política”... “Após estudar o conteúdo” da END... “Pode-se pintar um retrato de uma elite, que se apossou do governo deste País e que vem usando de todos os meios”, incluindo o de óbvias “falsas promessas, para desprestigiar, desmoralizar e enfraquecer as FA”, afastando-as, “cada vez mais, da cúpula governamental” e “minimizando seu poder de influência” nos “destinos da Nação... A END estabelece que o MD passe a exercer, na plenitude, todos os poderes de direção das FA, tendo em vista a subordinação das mesmas ao poder político constitucional e a garantia da integridade da Nação (página 5, item 7)... Fingem desconhecer que subordinação ao Presidente da República já exista e... A História do Brasil, na qual” sempre foi “extremamente relevante a ação das FA... Na manutenção da unidade nacional e da integridade do País”... As quais... “Jamais colocaram em risco”...
 
Em entrevista, Mangabeira Unger, inadvertidamente, CONFESSA... “Que ‘o atual estado em que se encontram as FA, de completo sucateamento... E de afastamento do centro das decisões nacionais, é fruto da desconfiança da esquerda... Que vem governando o País nas duas últimas décadas... Para com elas’... Insinuado que as FA não foram dignas da confiança da Nação... E escondendo que esta mesma esquerda... Coloca a revanche e o ressentimento acima dos interesses e da segurança nacionais”... Assim a END... “Além de ser inconstitucional... É também DEMAGÓGICA E INCOERENTE” (E DE VIÉS IDEOLÓGICO)... “Quando remete à sociedade o que deve ser decisão de especialistas de mais alto nível... Quando, à página 2, item 3, afirma que ‘Disposição para mudar é o que a Nação está a exigir agora de seus marinheiros, soldados e aviadores... Não se’ tratando ’apenas de financiar e equipar as FA’, mas ‘de transformá-las, para melhor defenderem o Brasil’... Quando, utilizando-se de linguagem marxista, ao referir-se ao Serviço Militar Obrigatório, afirma que ‘um número cada vez maior de candidatos às escolas militares provenham da classe trabalhadora’...
 
Incoerentemente, com o que diz “à página 29, item 3... Que os recrutas serão escolhidos de forma a que se representem ‘todas as classes sociais e regiões do País’... E com o que diz “à página 3, ao tratar da natureza e âmbito da END”, quando “afirma que ‘o Serviço Militar Obrigatório deve, pois, funcionar como espaço republicano, no qual a nação possa encontrar-se acima das classes sociais’... É mister enfatizar que as FA sempre recrutaram seus futuros soldados, graduados e oficiais sem levar em conta qualquer viés ideológico, sem privilegiar cor ou situação financeira, mas sim a aptidão física e moral, a vocação, o mérito e a capacidade intelectual... É surpreendente saber que a END não tem uma peça orçamentária respectiva... Como se planeja algo se não se sabe a quantidade de recursos disponíveis, mesmo que escalonados ao longo dos anos? Aliás, a redução do efetivo a recrutar neste ano e recursos escassos bem demonstram a grande vontade do governo em investir nas FA... A END prevê ações estratégicas de médio e longo prazos. Qual a razão da inexistência de objetivos de curto prazo para consolidar a implantação e implementação do reequipamento e modernização das FA?... Entretanto, o advogado Jobim... Já negocia no Congresso, segundo o noticiário, a alteração da lei 97/99 que dispõe sob as normas gerais para organização, preparo e emprego das FA, o que inclui as modificações no MD, afastando, ainda mais, os respectivos Comandantes das Forças do núcleo das decisões de governo”...
 
Outra análise que também deve ser lida é a do General de Exército Paulo Cesar de Castro (em roxo), tendo sido parte dela já mencionada acima. Mais didático, ele começa explicando que “Pode-se afirmar que uma estratégia nacional de defesa consistiria em como aplicar o poder nacional para a consecução dos objetivos nacionais de defesa, estabelecidos em outro documento de Estado, prévio à própria estratégia, a política nacional de defesa. É óbvio que estes conhecimentos são de pleno domínio dos formuladores estratégicos”... “Trabalhos nesta área profissional não são tarefas para amadores”... “A página eletrônica do Ministério da Defesa permite ao pesquisador acessar a Política de Defesa Nacional, aprovada em 30 de junho de 2004, por meio do Decreto nº 5484, assinado pelo mesmíssimo Presidente da República que assinou a Estratégia Nacional (sic) de Defesa, em 2008”... Ressalte-se que “A Política de Defesa Nacional, vigente à época em que se formulou a END”, ainda continua vigente... “Lá estão os Objetivos da Defesa Nacional”... “Lá está o que se deseja alcançar com a Estratégia de Defesa Nacional”...
 
“Procurei, na Estratégia Nacional de Defesa, a concepção de emprego do Poder Nacional para conquistar os Objetivos Nacionais de Defesa. A pesquisa e a leitura fizeram-me listar algumas dúvidas. Pergunto-me, quais as ações estratégicas que caberão ao(s): 1. Ministério das Relações Exteriores? Como a diplomacia atuará em cada Hipótese de Emprego? 2. Ministério das Comunicações?; 3. Ministério dos Transportes?; 4. Ministério da Justiça? Como a Polícia Federal será empregada?; 5. Ministério da Agricultura?; 6. Ministério da Saúde?; 7. Ministério da Fazenda?; 8. Gabinete de Segurança Institucional?; 9.  Governos dos Estados e do Distrito Federal? Suas Forças Auxiliares serão empregadas? Como?;”
 
“Lamentavelmente, nada encontrei. A conclusão não poderia ser outra, este documento não é uma Estratégia Nacional de Defesa! Então, já que o documento de 2008 não é Estratégia Nacional de Defesa, resta-lhe ser Estratégia de Defesa Nacional”... “Voltei-me para aquela que não é Estratégia Nacional, com esperança e quase com a certeza de que estaria lendo”, então, ou pelo menos, “a Estratégia de Defesa Nacional. Li, reli, tornei a ler, pedi para que outros lessem e, incrível, não encontrei qualquer menção à Política de Defesa Nacional em vigor!”... “Pode isto? Pois é, pode”... “A Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR”... “dirige-se ao Presidente da República dizendo que “O PLANO É FOCADO EM AÇÕES ESTRATÉGICAS DE MÉDIO E LONGO PRAZO E OBJETIVA MODERNIZAR A ESTRUTURA NACIONAL DE DEFESA”... Então, “não é uma Estratégia, é um Plano!”... “Plano com maiúscula”... “Então é Estratégia ou é Plano?”
 

“Chegamos então a este ponto: a Estratégia Nacional (sic) de Defesa não é o que seu título leva a crer”... E “se for a Estratégia de Defesa Nacional, não atende e nem decorre da Política de Defesa Nacional vigente. Ela é chamada, por seus formuladores de Plano. Incrível, não é mesmo?” “A Estratégia Nacional (sic) de Defesa ignorou totalmente a Política de Defesa Nacional, o que a afasta de se apresentar como genuína Estratégia de Defesa Nacional”...

 

“Em THE UTILITY OF FORCE, o General Rupert Smith afirma claramente que sem dinheiro não há estratégia. Esta verdade cristalina levou os profissionais das armas, no Brasil, a vibrarem com a assinatura da Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Enfim, o Governo Federal irá alocar recursos para que possamos atender à destinação constitucional das Forças Armadas”... Mas “o que fez o laborioso Governo Federal? No orçamento de 2009 nada consignou para implementar sua própria Estratégia Nacional (sic) de Defesa”... “Argumentam os otimistas que o orçamento 2009 já estava pronto antes da aprovação da Estratégia”... “Ficou nisto? Não!”... “O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, signatário da Estratégia e da Lei Orçamentária, contingenciou os orçamentos das Forças Armadas. E o fez a tal ponto que levou o Comandante do Exército a planejar o licenciamento antecipado dos recrutas e a reduzir, também antecipadamente, o expediente de sua Força... “Felizmente”... “no final do ano”... “o respeitável Senhor descontingenciou o orçamento e foi possível ao Exército comer e trabalhar. Que magnanimidade!”... “Mas os crentes tiveram outra frustração, o orçamento de 2010. Esse sim? Nada! E como é que fica a tal Estratégia (sic)? Mera carta de intenções? Não é assim, “meu”, diriam meus camaradas paulistas, é em longo prazo!”...

 
Resta de minha parte acrescentar a respeito da Política de Defesa Nacional o que, poderá levar alguns leitores a crises de gargalhadas, ou de choro, ou ainda a uma seguida da outra.
 
- Primeiro, cito dois dos Objetivos da Defesa Nacional:
I - a garantia da soberania, do patrimônio nacional e da integridade territorial; e
III - a contribuição para a preservação da coesão e unidade nacionais.
 
Pergunta-se: incitar a divisão do povo entre pobres e ricos, entre negros, índios e brancos (mulatos e caboclos estão definitivamente eliminados); entre proprietários e não proprietários seriam propósitos de coesão e de unidade nacionais? Dividir o território entre centenas de milhares de hectares para uso exclusivo de índios, ou de quilombolas, de ONGs, ou, propositadamente ou não, de territórios nos quais somente pessoas autorizadas pelo crime organizado fortemente armado podem circular seriam propósitos de garantia da soberania, do patrimônio nacional e da integridade territorial?
 
Abaixo, mais um alerta sobre soberania:
 

Autor: Rubem Azevedo Lima

Correio Braziliense

25/10/2010

O ex-ministro Delfim Netto voltou a falar, em fins de setembro último, no Perfil Econômico, da ação do Estado chinês, que comprou, na Amazônia, recursos naturais do Brasil - propriedades agrícolas, minas de ferro, de cobre ou manganês -, sob o disfarce de empresas estatais.

Segundo o ex-ministro, a China pretende crescer 9% ao ano, após os 11% de crescimento nas três últimas décadas. Mas, como não tem terra cultivável, ela só alcançará esse objetivo se comprar outra China. O país não tem água abundante, disponibilidade energética, nem matéria-prima e está longe de ter autonomia alimentar.

O normal, diz Delfim, seria as empresas chinesas comprarem no mercado o que precisam. O Estado chinês adotou a estratégia de comprar diretamente recursos num país soberano e ser o proprietário deles.

Então - prossegue Delfim - o próprio crescimento chinês faz explodir os preços dessas matérias-primas. Como proprietária de minas no Brasil, ela exportará o minério pelo preço que lhe convém. Teremos de introduzir sistema de preço mínimo para exportação do minério. Mas, se fizermos isso, o governo chinês reclamará: não é possível o Brasil tributar um governo soberano.

É inadmissível um Estado soberano comprar os recursos naturais do Brasil, que pertencem à sociedade brasileira, não a nenhum governo de plantão. Se quiserem comprar minérios, que uma empresa privada se instale aqui, extraia e exporte minérios. O inadmissível é o Estado chinês, disfarçado em estatal, comprar mina de ferro ou de cobre e enormes terras para produzir soja. Nada de pegar minério aqui, enviá-lo a uma indústria de bens de capital lá, a preços políticos, em vantagem sobre qualquer economia.

Tão grave quanto isso foi a jactância de Lula, segundo a qual "nunca os banqueiros ganharam mais no Brasil" do que em seu governo.

Delfim vê desnacionalizar-se a Amazônia, sob Lula, um anti-Artur Bernardes (digam-lhe quem foi) e teme o Estado chinês, não os chineses. Não se quer expulsá-los, mas uma Amazônia em segurança e nossa, mais nada. É o que se pede a quem eleger-se presidente dia 31, eleitores.

- Segundo, no item que trata sobre as DIRETRIZES da PDN, que se refere às políticas e ações definidas pelos diversos setores do Estado brasileiro para alcançar a consecução dos objetivos da Defesa Nacional, algumas das seguintes diretrizes estratégicas deveriam ser observadas:
II - dispor de meios militares com capacidade de salvaguardar as pessoas, os bens e os recursos brasileiros no exterior;
VII - garantir recursos suficientes e contínuos que proporcionem condições efetivas de preparo e emprego das Forças Armadas e demais órgãos envolvidos na Defesa Nacional, em consonância com a estatura político-estratégica do País;
XII - aperfeiçoar os dispositivos e procedimentos de segurança que reduzam a vulnerabilidade dos sistemas relacionados à Defesa Nacional contra ataques cibernéticos e, se for o caso, permitam seu pronto restabelecimento;
XIII - fortalecer a infra-estrutura de valor estratégico para a Defesa Nacional, prioritariamente a de transporte, energia e comunicações; e
XV - implementar ações para desenvolver e integrar a região amazônica, com apoio da sociedade, visando, em especial, ao desenvolvimento e à vivificação da faixa de fronteira.
 
Pergunta-se: As diretrizes acima são o quê? Uma piada? Um deboche? Ou fazem parte de um plano fictício que talvez comece a ser preparado para execução daqui a uns 30 anos? 40 anos?
 
Mas, há dois enxertos no capítulo sobre ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS da PDN que acabam, suponho que por pura distração, servindo de argumentos que justificassem sérias arguições jurídicas sobre as ações do atual governo:
 
O primeiro deles é o item 6.21 que diz claramente que “É prioritário assegurar a previsibilidade na alocação de recursos, em quantidade suficiente, para permitir o preparo adequado das Forças Armadas”. Isto está sendo cumprido?
 
O outro está no item 6.16, que reforça NITIDAMENTE a preponderância da MISSÃO INSTITUCIONAL das FFAA sobre a CONSTITUCIONAL: “Com base na Constituição Federal e em prol da Defesa Nacional, as Forças Armadas poderão ser empregadas contra ameaças internas, visando à preservação do exercício da soberania do Estado e à indissolubilidade da unidade federativa”.
 
ALGUMA DÚVIDA? ESTÁ NO VADE-MECUM DO EB, ESTÁ DESCRITO NA MISSÃO INSTITUCIONAL DAS FFAA, ESTÁ ESCRITO NA CONSTITUIÇÃO E ESTÁ EXPLÍCITO NA POLÍTICA DE DEFESA NACIONAL PARA O QUE EXATAMENTE SÃO PAGOS OS MILITARES DO BRASIL, PELO POVO BRASILEIRO: PARA QUE O DEFENDA DE INIMIGOS EXTERNOS E INTERNOS, GARANTINDO SOBERANIA, INTEGRIDADE TERRITORIAL, UNIDADE NACIONAL, PAZ SOCIAL E CONDIÇÕES DE DESENVOLVIMENTO (no que está implícito: DENTRO DO REGIME DEMOCRÁTICO E DO PLENO E JUSTO FUNCIONAMENTO DO ESTADO DE DIREITO, COM NÍTIDA E LEGÍTIMA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA ENTRE OS PODERES EXECUTIVO, JURÍDICO E LEGISLATIVO).
 
Qual é a dúvida? Estão precisando de desenhistas? De Interpretadores de Texto?
 
Vamos, então, a algumas ‘pistas’, ‘se toquem’, ‘não têm vergonha, não?’ Lançadas às centenas na mídia...
 
Ernesto Caruso, em artigo de outubro do ano passado - GENERAIS DO JANGO (em laranja) é um bom exemplo:
 
“O MILITAR NÃO JURA FIDELIDADE AOS HOMENS NO GOVERNO, MAS À PÁTRIA; SE COMPROMETE EM SOLENE JURAMENTO A DEFENDÊ-LA, COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA. A CONTINÊNCIA À BANDEIRA NACIONAL CONSUBSTANCIA ESSE RESPEITO AO SÍMBOLO, MAS É IMPESSOAL QUANDO SE PRESTA À AUTORIDADE, CIVIL OU MILITAR, QUE OBRIGATORIAMENTE DEVE ESTAR NO MESMO CONTEXTO DE DEFESA DA CONCEPÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO, NASCIDO DA CONJUNÇÃO ENTRE O HOMEM E A NATUREZA, GESTADO AO LONGO DE MAIS DE 500 ANOS DE HISTÓRIA, PARIDO COM SACRIFÍCIO E PORTADOR DA VERDADEIRA E PRIMEIRA CERTIDÃO DE NASCIMENTO, DEFINIDO POR SUAS PRIMORDIAIS CARACTERÍSTICAS”...
 
“Dever do militar como parte integrante da sociedade, una indivisível - abominada a expressão sociedade civil organizada, como se na resultante do Poder Nacional, não existisse a componente fardada”...
 
“Obviamente, confunde, no militar, a lealdade às pessoas, com concordância ou discordância aos atos postos em prática pela autoridade. CARGOS MILITARES TÊM QUE SER OCUPADOS POR MILITARES, SEM QUE ISSO SIGNIFIQUE, POR UM LADO, SUBSERVIÊNCIA, PREVALÊNCIA DOS INTERESSES PESSOAIS, PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO, ACOMODAÇÃO, OMISSÃO, FRAQUEZA, OU POR OUTRO, RESPALDO, AFINAMENTO COM AS POSTURAS DE GOVERNO E COPARTICIPAÇÃO NOS RISCOS. Ter percepção sobre os desvios de conduta no macro e no micro, aceitar ou reagir, gerando uma pequena crise, pela saída, esclarecendo as razões, ou uma crise à altura do desvio constitucional”...
 
“Legitimidade no poder não é só ser eleito, como tem dito Lula na questão de Honduras do afastamento de Zelaya, como exigência do Estado de Direito, que em si, será democrático se for mantida a independência dos Poderes. Aprender com o passado, tomar decisões no presente de acordo com a sua consciência e ser bem lembrado no futuro, sem pretender que a unanimidade lhe seja fiel”.
 
Vai mais um recado...
 
Percival A Costa, um cidadão que costuma deixar comentários sobre artigos relacionados aos absurdos cometidos pelos dois últimos governos do Brasil – FHC e Lula – recentemente deixou mais um:
 
“Duvido que exista um único militar dentro do oficialato que não soubesse - e desde FHC! - que as FFAA fatalmente chegariam a esta condição de completa castração... se não houvesse uma reação firme do Alto Comando. Na tática de cozinhar sapo em fogo brando, aplicada ao Exército, à Marinha e à Força Aérea, cada vez que se elevava um grau de temperatura era anunciado claramente: “Milicos, vamos pô-los de joelhos”. E a cada vez que aceitaram a humilhação, estava manifesta a evidente traição à Pátria. A pá de cal estará caindo apenas sobre os honrados que não serão misericordiosamente enterrados: antes, prefere-se que, bem vivos, assistam à transformação das Forças Armadas em mílícia partidária, que trocará o 7 de setembro pelo 10 de fevereiro, funesta data de criação do PT, quando, orgulhosamente sapos verde-oliva , ou em uniformes brancos desbotados, ou em macacões de vôo despedaçados, desfilarão a flâmula da estrela vermelha aos vibrantes acordes da Internacional Comunista”... “Braço forte que jurou defender o povo à custa de suas vidas! Ainda há tempo! Não têm munição? Usem baionetas! Não mais têm gume? Usem os punhos! Manietados? Ataquem com os dentes! Pelo menos cuspam nessa corja! Mas, pelo amor de DEUS, façam alguma coisa”... “Porra! se for preciso morrer, morram de pé, como Homens!”
 
Segue abaixo (em azulão), mais uma pista, mais uma dica...
 
Em março de 2009, o cidadão L. Valentin respondeu em carta aberta ao Coronel Ustra à convocação que este fizera às pessoas, com a boa intenção de “chacoalhar os acomodados”, para que comparecessem a palestras e a atos comemorativos da Contra-Revolução de 31 de março de 1964. Em primeiro lugar, o Sr. Valentin deu seu testemunho do que já havia feito:
 
“Gastei sola de sapato, gasolina e dinheiro que não tinha para tentar formar uma organização para combater esses vampiros que destroem o Brasil. Bati de porta em porta! Falei com conhecidos que zombaram de mim. Fui até empresários que me deram com a porta na cara”... “eu AGI, FUI A CAMPO, dentro e acima de minhas possibilidades. A razão de meu insucesso é que sou um anônimo, um “João ninguém”... “Um reles e comum cidadão, que mal tem com que viver”.
 
E continua: “Passeatas e eventos públicos como esses, são afrontas ao governo terrorista que está aí - e o brasileiro manhoso sabe que terrorista é vingativo e faz suas próprias leis –, que vai marcar as pessoas que participarem. Se você é funcionário público, se ferra; se trabalha em uma grande ou pequena empresa, sabe que nelas seu emprego não vale nada diante de uma ameaça de devassa feita pela PF ou pelo Ministério Público. Então fica desestimulado de (silogismo para COAGIDO A NÃO) participar”.
 
Agora vem a parte importante, porque revela o que uma enorme parcela da população brasileira JÁ PENSA E SENTE: “Porém (o brasileiro), PODERIA ATÉ CRIAR CORAGEM, SE AS FFAA SINALIZASSEM QUE NÃO ESTÃO VERMELHAS. O coronel fala em apoiar as FFAA. Apoiar, coronel? Apoiar quem? Quem permite que um pedaço rico da nação seja desmembrado de seu território? Quem elogia a END, como o ministro da Marinha? Quem permite ser achincalhado a todo o momento por um ministro civil de má índole? Quem permite que um estatuto destruidor lhe estilhace o poder, a harmonia e a união?”
 
“É dever do cidadão civil patriota lutar por sua pátria, quando o CONTINGENTE MILITAR, criado e mantido por ele, já começou a luta e precisa de reforço. Dever patriótico não é dever obrigatório de fato. É um dever moral. Dever obrigatório de fato é inerente à função e OS MILITARES SÃO PAGOS PARA DEFENDER COM ARMAS A PÁTRIA, EM CASO DE AMEAÇA À INTEGRIDADE NACIONAL, O MAIS EMINENTE DOS PERIGOS”...  “O DEVER DE FATO, AQUELE PELO QUAL SE É PAGO, EXIGE-SE QUE SEJA CUMPRIDO. UMA INSTITUIÇÃO QUE NÃO DEFENDE OS SEUS – o coronel sabe muito bem da defesa que tem obtido dela, na perseguição que sofre dos terroristas - E QUE NÃO CUMPRE COM O SEU DEVER DE FATO VAI PROTEGER, DE QUE MANEIRA, OS CIVIS QUE FOREM AFRONTAR O TERRORISMO?”... “Essa é a prática, caro coronel. É a realidade. Enquanto nossa passeata anda, os ministros militares assinam a END”. 
 
“Enquanto o coronel chama os civis para a luta – reduzida a uma simples caminhada - os soldadinhos da força nacional e da PF estão arrombando os portões dos arrozeiros de Roraima para expulsá-los de suas legítimas terras produtivas, com violência, na chibata, na ponta de baionetas. Enquanto o coronel repreende os civis, querendo que, desarmados, tenham a mesma força que as legiões, o MST mata, queima, destrói, invade, cria escolas terroristas e se apodera de milhões do dinheiro público repassado pelo governo desonesto”.
 
“CARO CORONEL, ESTOU DO LADO DO EXÉRCITO DE CAXIAS. ESTOU DE SEU LADO”... “Somente acho que”... “NÃO SÃO OS CIVIS QUEM TÊM QUE DAR O PRIMEIRO PASSO. ELES NÃO TÊM PODER PARA ISSO. NÃO TÊM MOTIVAÇÃO. NÃO TÊM SEGURANÇA”... “A voz é minha única arma. Vou continuar cobrando para que aqueles que são pagos com meu imposto, não fujam de sua obrigação. PROTEGER A NAÇÃO DO ESFACELAMENTO NÃO É HEROÍSMO OU AÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE PATRIOTISMO E DE CIVISMO. PARA OS MILITARES É SIMPLES TRABALHO DE ROTINA. E acho que não estou querendo demais”.
 
“O POVO MANHOSO, NÃO RECLAMA, FICA CALADO, OBEDECE, MAS NÃO DEIXA DE PERCEBER O ESTADO DAS COISAS. ELE VÊ OS SINAIS E SABE QUE AS FFAA ESTÃO ESCARLATES E DOUTRINADAS PELO OUTRO LADO. PARA QUE AFRONTÁ-LAS, COM PASSEATAS DE DERROTADOS? SERÁ QUE O POVO É O COVARDE NESSA HISTÓRIA?”... “SE AS FFAA PRECISAM DO POVO, PRIMEIRO MOSTREM A ELE SUA COR, SUAS AÇÕES E NECESSIDADES. MOSTREM QUE A BANDEIRA DO BRASIL FOI MANCHADA E DESONRADA E QUE PRECISAM DE AJUDA”... “O POVO SEMPRE RESPALDOU AS AÇÕES DE SUAS FFAA. O POVO CONTINUA ACREDITANDO NELAS, AGUARDANDO UMA AÇÃO. ESSA É A ORDEM NATURAL. O coronel... Está “tentando invertê-la, querendo que, primeiramente, o ‘hipo-suficiente’ povo aja, para, depois, ser coadjuvado pela ‘hiper-suficiente’ FFAA”.
 
Mas o que é isso minha gente? Chamar certo tipo de militar nacionalista (na verdade gente que pensa como eu os chama de nacionalisteiros) de comunista? De petista? De melancia? Onde é que nós estamos? Qualificar certo tipo de militar de gente que troca liberdade e bem do povo por possuir poder bélico, de preferência nuclear, a qualquer preço? Não são todos os militares guardiões da nossa Constituição democrática em sua essência – aquela que garante liberdade de ir e vir, de expressão, de religião a escolher, enfim, da vigência do estado de direito? Não, não e não. Tem mais: há ainda os que odeiem os ricos, os inteligentes, os mais capazes, os que tenham iniciativa e tino comercial e pessoas que achem que haja gente boa e bem intencionada em qualquer lugar do planeta – ou seja, os antixenófabos. Só existem militares honestos e democratas? É claro que não. O meio militar é tão eclético politicamente falando quanto qualquer outro. Aliás, deve ser o mais eclático dos meios, já que tem representantes de todas as partes do país e de todas as classes sociais.
 
É só dar uma olhada na História do Brasil, lendo outra parte do já acima citado artigo de Ernesto Caruso - Generais do Jango (a seguir, em azul), que relata uma entrevista de Raul Riff (em laranja), analisando, por exemplo, como este próprio disse “alguns aspectos e procedimentos da cúpula militar no entorno do dia 31 de março de 1964”. Resumindo o que diz o artigo, dispensarei as aspas que não considere essenciais:
 
De 18/10/63 até 31/03/64 estava na Chefia do Gabinete Militar o Gen Bda Argemiro de Assis Brasil, que planejava colocar oficiais generais que fossem ideologicamente afinados com o presidente Jango nos principais cargos. Em 30 de março de 1964, houve a reunião no Automóvel Clube do Brasil do presidente Jango com os sargentos. Observando a entrevista de Raul Riff, cita Caruso, “pairou dúvida quanto à ida de Jango ao evento”... Enquanto Jango se arrumava para ir à reunião no Automóvel Clube, estavam com ele Tancredo (Neves), o general Assis Brasil e Riff. De saída, Jango virou-se para os três e perguntou: "O que é que vocês acham? Vou ou não ao comício?”... "Tancredo foi contra: ... É uma coisa que não agrada à hierarquia militar”. Assis Brasil... “Que como militar tinha uma opinião que pesava muito”, disse: "... Acho que não pode deixar de ir, porque seria uma falta de consideração, de atenção com os sargentos que promoveram essa reunião". Por fim, opinou Ryff: ..."Estou de acordo com o Tancredo. Acho que não é oportuno"...
 
Mas, como todos sabemos, ele acabou comparecendo ao evento. No dia 25 de março de 1964, era ministro da Marinha o Almirante Sylvio B. Motta (15/06/63 a 27/03/64), quando ocorreu uma reunião de marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, em prol de uma associação de classe, de reivindicações, de apoio às reformas de base, etc.... Motta emitiu ordem de prisão dos infratores e a execução das mesmas por parte dos fuzileiros navais, mas, cujo efetivo acabou aderindo aos ‘rebelados’ - tudo apoiado pelo Alte Cândido Aragão, que, afinado com Jango, forçou o pedido de demissão de Motta, logo substituído pelo Alte Paulo Mário da Cunha Rodrigues (27/03/64 a 31/03/64). Em 13 de março de 1964, estavam presentes no comício da Central do Brasil, o Gen Ex Jair Dantas Ribeiro, do Ministério da Guerra (15/06/63 a 31/03/64), o Brigadeiro Anysio Botelho, do Ministério da Aeronáutica (15/06/63 a 31/03/64) e o ministro da Marinha, que ainda era o Alte Sylvio Motta. Lá, ouviram-se discursos inflamados a favor de Jango, de Guerra civil, de fechamento do Congresso e de plebiscito. Havia faixas empunhadas pelos manifestantes: "Jango em 65 - Presidente da República: Trabalhadores querem armas para defender o seu governo". "Sexta Feira, 13, mas não é de agosto", "Brizola 65 - Solução do povo", "Jango - Abaixo com os latifúndios e os trustes", "Jango - Defenderemos as reformas à bala"... “As Ligas Camponesas, ESPÚRIAS COMO O MST DE HOJE, invadiam propriedades e barbarizavam”... ”Oficiais e sargentos foram designados para representar suas organizações. Aproximadamente 2.500 soldados da Polícia do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais guarneciam o dispositivo”... “Acomodação, liberdade aos presos, manifesto de repúdio pelo Clube Naval; ALMIRANTES E OFICIAIS CONTRA A ANARQUIA REINANTE, DEMONSTRANDO A INSATISFAÇÃO, DANDO A LIÇÃO, REFUTANDO A INDISCIPLINA, que era incentivada ostensivamente. DIFERENTE DE HOJE, CAMUFLADA PELO VIÉS IDEOLÓGICO DE JUÍZES, EXARANDO SENTENÇAS NÃO COMPATÍVEIS COM AS ATIVIDADES MILITARES EM TEMPO DE PAZ, COMO PREPARAÇÃO, POR SEREM PRÓPRIAS E ADEQUADAS AOS MOMENTOS DE GUERRA”... Jacob Gorender, em A SOCIEDADE CINDIDA, diz o seguinte: “O que chamamos de golpe militar teve inequívoco e poderoso apoio social. Funcionou como contra-revolução preventiva.”

 

Para quem ainda estiver com dificuldades... Pistas mais atuais...

 

Mais recentemente, fomos alertados pelo grande Félix Maier e por Graça Salgueiro, do Blog Notalatina, sobre a matéria de LUCAS FERRAZ, para a Folha Online (13/04/2010) (em vinho) (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u720075.shtml), chamando atenção para a ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA E NACIONALISTA DE MILITARES, sediada no RJ, que havia protocolado no STF (Supremo Tribunal Federal) uma petição para que houvesse mudança de entendimento da Lei de Anistia a fim de que crimes de torturas ocorridos na ditadura (1964-85) não fossem perdoados: "anistia não pode significar que atos de terror cometidos pelo Estado através de seus agentes e que ensejaram verdadeiros crimes contra a humanidade não possam ser revistos". O texto é assinado pelo major brigadeiro Rui Moreira Lima, militar que integrou a FEB (Força Expedicionária Brasileira), atuando na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), e para o qual, juntamente com outros militares da associação que também não apoiaram o golpe de 1964, "Não se pode justificar o Estado Democrático de Direito atual sob o esquecimento e negação da violação de direitos perpetrada pelo regime militar. Não há acordo, pacificação, reconciliação, perdão e/ou reconstrução se a uma das partes é vedada o conhecimento do que efetivamente se passou e quem foram os responsáveis".

 

O fundador da Associação Democrática e Nacionalista de Militares foi Hélio Castro Alves Anísio, um coronel-aviador COMUNISTA, cuja morte, em 2007, foi sentidamente lamentada, em nota pública, por ninguém menos que Roberto Freire, que, entre outras coisas, cita orgulhosamente parte da biografia do piloto: “Ingressou no PCB durante a campanha do “petróleo é nosso”, na qual teve grande atuação. INTEGROU A ORGANIZAÇÃO DE BASE DOS MILITARES COMUNISTAS DAS FORÇAS ARMADAS, EM RIGOROSA CLANDESTINIDADE, DURANTE DEZENAS DE ANOS. Foi ajudante-de-ordem do presidente interino Nereu Ramos, entre novembro de 1955 e janeiro de 1956, sendo cassado pelo regime militar de 1964, logo na primeira turma, quando retornava da Europa”... “FOI UM DOS MILITANTES MAIS ATIVOS E DISCIPLINADOS DO PCB/PPS, SENDO UM DOS SEUS DIRIGENTES NACIONAIS DESDE 1992, ATRAINDO AMIZADES E O RESPEITO DE SEUS COMPANHEIROS, DE FARDA E DE PARTIDO”... (matéria completa: http://portal.pps.org.br/portal/showData/74791 ou, se preferir, clique na figura ao lado).

 

Mais outro exemplo bem atual...

 

A figura ao lado (que foi rediagramada por mim para melhor caber e ser vista pelo público – clique para aumentar), mostra, por exemplo, o blog do já acima mencionado capitão do EB, o senhor Luis Fernando, que, como já disse, mostra-se nitidamente engajado na política, partidariamente petista e, quase sempre, criticando regras, procedimentos e o oficialato do EB. Por exemplo, numa análise sobre entrevista concedida pelo general Santa Rosa ao jornal Folha de São Paulo, em maio deste chamou-o, implícita e explicitamente, de ‘mentiroso’ (Se sair do ar, podem verificar aqui - http://rascunhosderebecca.blogspot.com/2010/05/capitao-comenta-entrevista-de-santa.html).

 

Depois desta crítica à entrevista, mais embaixo, após a última publicação daquele dia, que era sobre a não divulgação à imprensa a respeito de um soldado que havia cometido suicídio em horário de vigília noturna, havia 3 comentários. Todos contra o capitão. O primeiro, não me recordo de quem era. O segundo era de Felix Maier, um admirado articulista (eu recebi este comentário, mas, infelizmente o perdi – se o tivesse, publicá-lo-ia). O terceiro era o meu, que segue abaixo (em verde) (Observação: a página do capitão, que ele chama de espaço democrático, teve todos os três comentários retirados do ar, como se jamais estivessem por lá estado):

 

“Senhor Fernando,


Não lhe dirijo a palavra mencionando o título de Capitão do EB, simplesmente porque, para mim, pessoas com o seu posicionamento político-ideológico e sua ignorância em História, não deveriam poder vestir uma farda do EB - principalmente pelo que consta no Vade-Mecum do EB. Não divulgaram a carta do soldado porque ela deve estar dirigida a seus familiares e deve permanecer na esfera da privacidade - já pensou nisso? Trata-se de um ato de respeito ao morto e a seus familiares. Pode ter sido também o suicídio por decepção com o EB, por nele existirem pessoas como o senhor, por exemplo, que desmerecem, como tanto outros, as FFAA, ao se colocarem ao lado de figuras que simplesmente sempre desejaram fazer deste país um continente comunista, que deixaram as FFAA chegarem ao estado de sucateamento em que hoje se encontram e que mantiveram os salários de seus integrantes em níveis injustamente baixos - principalmente os dos soldados, como o desta criatura, pela qual todos devemos orar, que cometeu o suicídio pelo senhor mencionado. Como Capitão, o senhor deveria deixar à família a responsabilidade de divulgar ou não o fato e se preocupar, isso sim, com as razões que possam ter levado um ser humano tão novo a tirar a própria vida - e se, e somente se, elas tivessem alguma relação com o trabalho que exercia dentro do EB, tentasse fazer alguma coisa para que novos e tristes episódios como estes pudessem, quem sabe, não mais se repetir.

Um abraço”

(Obs: a identificação de quem enviava o comentário aparecia, separadamente, acima do mesmo)

 

De modo que, depois dos exemplos acima relatados, não restam muitas dúvidas de que sempre existiram e de que ainda existam, sim, militares que concordem com ideologias comunistas. Nunca foram, entretanto, maioria. Talvez, hoje, também ainda não o sejam. A verdade, porém, que poucos brasileiros teriam coragem de admitir, é que, sem o empenho desses profissionais em cumprir com seus deveres institucionais não resta nenhuma esperança de que possamos viver num país governado por representantes que realmente espelhem os anseios brasileiros e que se empenhem verdadeiramente em colocar este país no patamar de desenvolvimento que faça jus a seu potencial.
 
Na realidade, se estes profissionais estivessem cumprindo com seus deveres, como muitos de outras áreas o estão, cada um da maneira que consegue, com amor ao país e à liberdade, não estaríamos, hoje, indo às urnas, daqui a três dias, para escolher entre dois candidatos de esquerda e que não representam, de maneira nenhuma, os anseios nacionais, nem tampouco espelhem o perfil cultural, religioso e psicossocial da maioria dos brasileiros. O fenômeno, diga-se, não é privilégio do Brasil. Quem acompanha o andar da implantação da Nova Ordem Mundial sabe perfeitamente disso. Entretanto, há lugares em que o processo é dificultado e outros nos quais as coisas correm mais facilmente. Por aqui, o processo corre extremamente facilitado.
 
Diante da situação em que nos encontramos, é nosso dever irmos às urnas, no próximo domingo, com a missão de fazermos a nossa parte, como cidadãos, para retardar o processo de internacionalização do Brasil e o de engessamento permanente da capacidade de desenvolvimento de nosso povo. Se não temos governantes e nem FFAA que nos defendam e que nos representem com dignidade, vamos tentar suplantar o entrave da insegurança de nosso sistema de votação eletrônica e mostrar ao mundo que a maioria de nós tem potencial para reagir, sim - o que nos falta são meios e oportunidades. Infelizmente, ainda teremos que escolher entre o abominável e o ruim. Mostremos os compromissos assinados pelo ruim (ler logo abaixo). Mostremos que optamos por ganhar tempo escolhendo o ruim. Mostremos rejeição total ao abominável.
 
 

COMUNICADO Nº 213 – DEPUTADO JAIR BOLSONARO

Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2010.

Prezado(a) Senhor(a),

No próximo domingo, dia 31, será realizado o 2º turno das eleições presidenciais, oportunidade em que se definirá o Chefe de Governo para os próximos 4 anos, cargo de suma importância para o País, regido por regime presidencialista.

Domingo passado (24/10), conversei com o candidato José Serra, durante a caminhada no calçadão de Copacabana/RJ, tendo o mesmo me confirmado seu compromisso com os militares das Forças Armadas, nos termos de sua "CARTA AOS MILITARES", já divulgada na internet e cujo acesso disponibilizo neste Comunicado.

Desta forma, confirmo publicamente meu apoio e voto em José Serra, no 2º turno das Eleições em 31/out, pelos seguintes motivos:

1. Compromisso do candidato em manter nosso regime previdenciário;

2. Sua posição contrária ao PNDH-3, proposto pelo governo do PT, por prever, dentre outras impropriedades, os seguintes absurdos:

- fim da propriedade privada;

- retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas;

- revisão unilateral da Lei de Anistia;

- censura à imprensa;

- permissão de adoção de crianças por casais homossexuais.

Vale ressaltar que integrantes do PT, com intuito de perpetuação no poder com votos de beneficiários de programas assistencialistas, desejam a implantação de previdência universal e imposto de renda progressivo, nivelando todos por baixo, sem considerar o mérito individual nem estimular a busca de melhor situação sócio-econômica pelo esforço, estudo, competência e dedicação.

Cordialmente,

JAIR BOLSONARO -DEPUTADO FEDERAL / RJ - www.bolsonaro.com.br

"CARTA AOS MILITARES" -http://www.bolsonaro.com.br/jair/comunicado/2010/comunicado-213-carta-serra-45.htm

Nossa opinião, em plenário, sobre a candidata do PT. Assista e repasse. - http://www.bolsonaro.com.br/jair/videos/disc-14-2010.htm


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(1) http://amraluz.com/subentrada.htm - UM GUERREIRO DA LUZ DE AMRA

http://www.josesilveira.com/refletir43.htm - A ARTE DE SER UM GUERREIRO de Carlos Castañeda

http://papodehomem.com.br/as-10-qualidades-do-homem-guerreiro-parte-i/ - AS 10 QUALIDADES DO HOMEM GUERREIRO – PARTES I e II - Publicado por Gustavo Gitti em 01.11.2007.

 

(2) Segundo o disposto no artigo 142, inciso V, da Constituição Federal, “o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos”. Confirma isso a Lei dos Partidos Políticos (Lei Orgânica n.º 2/2003 de 22 de Agosto) - A Assembléia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, a lei orgânica seguinte: CAPÍTULO I (Princípios fundamentais) - Artigo 22.º, Restrições, Item 1 - Não podem requerer a inscrição nem estar filiados em partidos políticos: a) Os militares ou agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efetivo; b) Os agentes dos serviços ou das forças de segurança em serviço efetivo. Entretanto, pode candidatar-se sob condições especiais (entenda: http://www.paranaeleitoral.gov.br/artigo_impresso.php?cod_texto=168)

 

(3) http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ - ATENÇÃO: SENTENÇA QUE CONDENA TOFFOLI NÃO FOI ANULADA, NÃO!!! (segunda-feira, 21 de setembro de 2009). Sobre a sentença que condenou Toffoli, escrevem dois leitores, que sabem do que falam e estão absolutamente certos:

Eduardo: De onde tiraram que a condenação de Toffoli foi anulada? Está no Conjur o teor da decisão - o juiz simplesmente recebeu o recurso de apelação “no duplo efeito” (dentre eles o efeito suspensivo, comum a quase todos os recursos). Ou seja, a decisão continua existindo e com validade jurídica; somente seus efeitos estão suspensos até ser apreciado o recurso, como ocorre em 99% dos casos.

Flávio Rezende Vieira: o Toffoli apenas recorreu da sentença e o juiz não anulou a condenação, como interessa à imprensa petista divulgar, mas simplesmente recebeu o recurso no duplo efeito, como ocorre com a grande maioria dos recursos no Brasil. É efeito legal previsto no art. 518 do Código de Processo Civil para o recurso de apelação. Tão comum é que, na hipótese de o juiz não declarar expressamente os efeitos em que o recebe, entende-se tê-lo recebido em ambos os efeitos, isto é, suspensivo e devolutivo. É fato processual do dia-a-dia forense em todas as épocas.

CAMPANHA PARA DESACREDITAR A INTERNET

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Rebecca Santoro

6 de setembro de 2010

 

A única fonte de informações, praticamente livre de censura, tem sido a Internet. É claro que, como em todas as outras fontes, não é somente a verdade que se fala por ali e há espaço para práticas ilícitas de gente que, aparentemente, não teria mais o que fazer. Seriam realmente pessoas que não teriam mais o que fazer ou estariam, pelo menos algumas delas, trabalhando REMUNERADAMENTE para a prática explícita da DESINFORMAÇÃO. É óbvio que os internautas, em sua maioria, não estão preparados para discernir entre DESINFORMAÇÃO, CONTRAINFORMAÇÃO e tudo o mais que envolve o mundo do trabalho de INTELIGÊNCIA.

Sendo assim, SEGUE CORRENDO A MAIS PODEROSA E DESCARADA CAMPANHA CONTRA O QUE SE DIZ E O QUE SE MOSTRA NA INTERNET, para desacreditá-la, justamente num período em que A ÚNICA FONTE NÃO CENSURADA – AINDA – DE INFORMAÇÃO é a MAIS IMPORTANTE para informar as pessoas sobre coisas que elas JAMAIS ficarão sabendo pelas tradicionais fontes de informação – QUASE TODAS ELAS REFÉNS OU CÚMPLICES de um governo que toma o Brasil com um projeto de poder explícito, para implantar nesta terra o novo comunismo (neocomunismo). ‘COINCIDENTMENTE’, estamos em época de eleições...

Começou, discretamente, com um quadro no programa dominical da TV Globo destinado a desmascarar ou não coisas que eram divulgadas na Internet como se fossem verdade. Assuntos bobos, como ‘será que existe um boi deste tamanho?’, ‘será que esta é a foto real de uma onda gigante?’ etc. Algumas divulgações foram confirmadas como verdadeiras e outras não. Mas, era tudo tratado em tom de ridicularização daquilo que era divulgado na rede e simplesmente ignorado pelas mídias tradicionais. O que todos os temas tinham em comum? Extremismos e extravagâncias que qualquer pessoa com mais de dois neurônios poderia averiguar se eram verdades ou não com meia dúzia de toques em seus teclados, principalmente se buscassem nos sites especializados em filtrar e esclarecer mentiras que são divulgadas na rede.

Agora, no mesmo programa dominical da TV Globo – o famoso FANTÁSTICO – o IMBATÍVEL E SUPER MEGA PLUS ESPECIALIZADO Dr. Dráuzio Varela vem apresentando um quadro especial em que ‘desmente’ tudo o que lhe for possível desmentir sobre tratamentos alternativos para os mais variados tipos de doença – a principal delas, o câncer. O doutor sai percorrendo o país, num esquema caríssimo de sustentar, em busca de todos os tipos de tratamentos alternativos à medicina tradicional que possuam testemunhas de que os tais tratamentos não tenham se mostrado eficazes.

Vamos às observações:

1. O Dr. Dráuzio não apresenta personagens nos quais os tratamentos alternativos tenham sido eficazes. Por quê? Se os tratamentos fossem tão ineficazes assim não teriam criado fama de eficazes, teriam? Até mesmo um povo tido como ignorante como o nosso não acreditaria numa ‘lenda’ de cura sobre a qual não houvesse uma boa quantidade de testemunhos relatados e conhecidos. Mesmo que se trate de efeito ‘placebo’, funcionou não funcionou? Quem é que pode duvidar dos efeitos da fé ou da certeza em nosso cérebro e, por consequência, em nossos corpos? Se o efeito ‘placebo’ salvou 90 e não funcionou com 10, entre 100 pessoas, deve ser, então, condenado?

2. O Dr. Dráuzio faz sempre questão de ressaltar que é preciso que haja estudos sérios para poder haver confirmação científica sobre ‘terapias alternativas’. Mas, ele mesmo, porém, não usa metodologia científica nenhuma para desmentir os efeitos de tais terapias. Seu argumento é o de que simplesmente não haja estudos científicos que comprovem a eficácia das mesmas. Entretanto, não revela aos telespectadores os custos que envolvem o desenvolvimento de estudos científicos comprobatórios (que são astronômicos), a falta de patrocínio que os estudiosos destas terapias enfrentam para desenvolver os tais estudos científicos (já que possíveis patrocinadores teriam que enfrentar a máquina poderosa da indústria farmacêutica).

3. Sem falar sobre custos, sobre boicote da indústria farmacêutica em relação aos estudos científicos de terapias alternativas à alopatia (medicina tradicional) e sem, ele mesmo, o Dr. Dráuzio, promover tais estudos para desacreditá-las, inclusive omitindo de seu quadro no Fantástico os possíveis testemunhos para cuja terapia alternativa tenha sido eficaz, como pode simplesmente difamá-las e desmenti-las?

Mas, o principal é que, através de programas que desmentem ‘baboseiras’ divulgadas na Internet como verdades e que pretendem destruir os possíveis poderes curativos de terapias alternativas às tradicionais da medicina alopática, para a cura de doenças graves (para as quais, coincidentemente, as terapias alopáticas não tenham demonstrado os efeitos desejados), o que se faz é, em síntese, uma tentativa descarada de desmoralizar e de criar a descrença sobre tudo o que seja divulgado pela internet que não o tenha sido feito por meio de ‘fontes confiáveis’, como agências e sites de notícias ‘que tenham credibilidade’. Fontes confiáveis para quem? Que tenham credibilidade de quem?

Desta forma, o mesmo raciocínio deverá ser utilizado para temas os mais variados, como, por exemplo, a política, que, em nosso país, envolve a credibilidade na segurança e na eficiência das urnas eletrônicas, a veracidade sobre a real existência e intenções de movimentos esquerdistas como o Foro de São Paulo e até a veracidade sobre a identidade terrorista da atual candidata do PT à sucessão de Lula, a Sra. Dilma Roussef, entre outras coisas.

O jornalista fica 5 anos, em média, numa faculdade para estudar e sair formado em analista de informações e de mídia. Tudo o que se veicula, como se veicula e, principalmente, tudo o que não se veicula, deve ser analisado para que se obtenha um quadro completo que se aproxime o máximo possível daquilo que realmente se pretenda conseguir através do poder da mídia. É por isso e para isso que jornalistas passam 5 anos numa faculdade para se formar. E é por isso, entre outras inimagináveis coisas que, para o STJ, a partir do ano passado, jornalista não precisa mais de diploma para exercer a profissão. Afinal, formar gente que entenda e que seja capaz de desvendar ações midiáticas é investir, no fim das contas, contra a própria grande mídia que domina o mercado, mentes e corações, certo?

Programa Nacional (de Perseguição Religiosa sob pretexto) de Direitos Humanos

Programa Nacional (de Perseguição Religiosa sob pretexto) de Direitos Humanos

Denúncia: O Fundamentalismo Ateu
Um espectro que ameaça o Brasil
do site do Instituto Plinio Corêa de Oliveira - http://www.ipco.org.br/pndh/conteudo/
Em nome de uma ideologia que nega Deus e diviniza o homem, o fundamentalismo ateu quer acabar com qualquer vestígio de Religião e de Moral no Estado e na sociedade moderna.

Por isso, deformando o verdadeiro conceito de Direitos Humanos, o fundamentalismo ateu destrona a Deus e desconhece seus Mandamentos, fazendo do próprio Homem e dos caprichos da liberdade humana o supremo juiz do bem e do mal, do justo e do injusto, do louvável e do repreensível.

Desconhecendo a ordem posta por Deus no Universo e a natureza humana, o fundamentalismo ateu advoga:

- morticínio das crianças no seio materno em nome de um suposto direito das mulheres a dispor de seu corpo, o que lhes permitiria gozar livremente da sexualidade;

- legitimação da prostituição como meio honesto de ganhar a vida;

- equiparação das uniões homossexuais à instituição sagrada da família, pretendendo até entregar crianças inocentes para serem adotadas por homossexuais;

- invasão das propriedades para satisfazer a cobiça de pessoas que se recusam a ganhar o pão com o suor de seus rostos;

- proteção dos criminosos e a limitação dos meios de ação das forças policiais.
 
Mais ainda, por ser incapaz de conter qualquer renascimento religioso nas novas gerações, o fundamentalismo ateu quer eliminar dos lugares públicos todo símbolo religioso, para que os cidadãos acabem esquecendo de Deus e não Lhe agradeçam tudo que a Ele devem.
 
Instrumentalizando a Lei e a Justiça, e ameaçando com pesadas sanções penais e multas, o fundamentalismo ateu já tem conseguido, em países em que outrora predominava o espírito cristão:

- obrigar os hospitais católicos a praticar abortos (Colômbia) e forçar as faculdades de medicina de universidades católicas a ensinar como se fazem os abortos (Espanha);

- obrigar os farmacêuticos a venderem pílulas abortivas (França);

- forçar os funcionários municipais cristãos a “celebrar” cerimônias de casamento entre homossexuais (Inglaterra);

- sancionar juizes por terem tomado medidas de precaução para salvaguardar o melhor interesse de crianças que estão sendo adotadas por pseudo-casais homossexuais (Espanha);

- condenar penalmente fotógrafos por recusarem-se a filmar festas de casamento homossexual (Estados Unidos) e multar igrejas por não alugarem salões paroquiais para a realização de tais festas (Estados Unidos);

- obrigar escolas católicas ou de outras confissões cristãs a dar aulas de educação sexual nas quais se ensina que o aborto e a homosexualidade são opções legítimas (Inglaterra);

- mandar retirar os crucifixos das escolas públicas (Itália).

E que pretexto os legisladores e os juízes alegam para punir os “culpados”?

É um deturpado conceito de Direitos Humanos que – em nome da “não discriminação”, da “libertação da mulher” ou da “proteção das minorias marginalizadas” – admite como legítimos comportamentos outrora penalizados por contrariarem a Lei de Deus.

Em outras palavras, esse falso conceito ateu de Direitos Humanos está se transformando no único “dogma” aceito pela sociedade moderna.

Se os ensinamentos de uma religião entram em choque com esse “dogma”, dita confissão religiosa passa a ser considerada ipso facto como uma ameaça à ordem pública e ao regime democrático.

O Brasil – que é o maior país católico do mundo – tinha sido até aqui poupado desses conflitos religiosos em que, cada vez mais, vão sendo envolvidos os cristãos da Europa e dos Estados Unidos.

Porém, o Programa Nacional de Direitos Humanos, recentemente lançado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu Secretário para os Direitos Humanos, Sr. Paulo Vannuchi, faz nosso País entrar de cheio nesse conflito entre o fundamentalismo ateu e a religião.

Se não, vejamos:

1 No plano religioso, o PNDH-3 visa “instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas”, assim como “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, desconhecendo as raízes católicas da história e da imensa maioria da população brasileira e abrindo as portas escancaradamente para a bruxaria e o satanismo.

2 Desrespeitando o direito à vida do nascituro, o PNDH-3 tem como um dos seus objetivos prioritários “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

3 Visando expressamente desconstruir a célula familiar tradicional e desconhecendo o direito das crianças de nascer e ser educadas no seio de uma família normal, o PNDH-3 visa “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo”, “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” e “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade”.

4 Equiparando o vício a uma profissão honesta (e desconhecendo que, na maioria dos casos, as prostitutas são escravas de redes de tráfico), o PNDH-3 visa “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” e “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo”.

5 Numa clara opção socializante, o PNDH-3 propõe “políticas públicas de redução das desigualdades sociais concretizadas por meio de ações de transferência de renda, incentivo à economia solidária e ao cooperativismo, à expansão da reforma agrária, ao fomento da aquicultura, da pesca e do extrativismo e da promoção do turismo sustentável”.

6 Em claro ataque à propriedade privada, o PNDH-3 declara desejar “fortalecer a reforma agrária com prioridade à implementação e recuperação de assentamentos … e regulamentação da desapropriação de áreas pelo descumprimento da função social plena”.

7 Golpeando o direito de propriedade, o PNDH-3 privilegia, para resolver os conflitos originados pelas invasões ilegítimas de terras e prédios urbanos, não a aplicação das decisões liminares de justiça mas a “mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos … como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares”.

8 Baseado num dogmatismo ecologista sem fundamento na ciência e que cria obstáculo ao desenvolvimento econômico, o PNDH-3 visa “fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais, tais como eucalipto, cana-de-açúcar, soja, e sobre o manejo florestal, a grande pecuária, mineração, turismo e pesca” assim como “fortalecer políticas públicas de apoio ao extrativismo e ao manejo florestal comunitário ambientalmente sustentáveis”.

9 O Programa visa igualmente desmembrar o Brasil, outorgando enorme autonomia às populações indígenas sob pretexto de “assegurar a integridade das terras indígenas para proteger e promover o modo de vida dos povos indígenas “ e de “garantir demarcação, homologação, regularização e desintrusão das terras indígenas, em harmonia com os projetos de futuro de cada povo indígena, assegurando seu etnodesenvolvimento e sua autonomia produtiva”.

10 Igualmente, em lugar de favorecer a integração dos silvícolas na vida nacional e fazê-los beneficiários do progresso, o PNDH-3 mantém os objetivos do PNDH-2 que já declarava visar segregá-los num regime de apartheid implementando “políticas de proteção e promoção dos direitos das sociedades indígenas, em substituição a políticas assimilacionistas e assistencialistas”.

11 O viés totalitário transparece na proposta de “implementar o Observatório da Justiça Brasileira, em parceria com a sociedade civil” e “estimular e ampliar experiências voltadas para a solução de conflitos por meio da mediação comunitária e dos Centros de Referência em Direitos Humanos”.

12 Mesmo a polícia deve ficar sob controle, pois o PNDH-3 propõe “a criação, com marco Normativo próprio, de ouvidorias de polícia autônomas e independentes, comandadas por ouvidores com mandato e escolhidos com participação da sociedade civil, com poder de requisição de documentos e livre acesso às unidades policiais”.

Aquilo que em outros países está sendo feito de maneira sorrateira e diversificada, mudando primeiro uma lei a respeito de um tema, depois dando uma sentença arbitrária a respeito de outro, mais tarde assinando um tratado internacional a respeito de um terceiro assunto, no Brasil pretende-se fazê-lo de uma vez só e abarcando de modo unificado todas as áreas da atividades humana.

Julgando talvez o Brasil um país demasiado conservador, o fundamentalismo ateu decidiu aparentemente proporcionar-lhe uma “terapia de choque” com o Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos.

Por esse mecanismo totalitário, está se abrindo na nossa Pátria uma das maiores perseguições religiosas da História.

Senão a maior: porque suas vítimas não serão apenas os seguidores desta ou daquela religião, mas todos os brasileiros de bem que querem respeitar a Lei de Deus, os ditames da justiça natural e sua própria consciência.

Face a essa ameaça, a Igreja Católica no Brasil, que não pode mudar os ensinamentos que recebeu em depósito das mãos de seu divino Mestre, também não pode deixar de evangelizar o nosso povo a esse respeito sem trair sua missão.

Ela não pode, portanto, evitar esse choque com o fundamentalismo ateu e com as estruturas do poder político que o sustentem, nem com aqueles conglomerados da mídia que ditam o “credo” ateu, individualista e hedonista imperante na sociedade contemporânea.

De nós, brasileiros, dependerá o resultado desse entrechoque:

- se nós nos omitirmos e permitirmos que o PNDH-3 seja implementado, os católicos passarão a ser perseguidos, ou pelo menos considerados “cidadãos de segunda classe” que vivem pachorrentamente num mundo completamente paganizado;

- se nós resistirmos, estaremos escrevendo mais uma página de glória na história de nossa Pátria e na história da Igreja.

 Sirvam-nos de alento nessa conjuntura as luminosas palavras que proferiu o Beato Papa Pio IX quando os revolucionários italianos ocuparam os Estados Pontifícios, invadiram Roma e deixaram o Sumo Pontífice virtualmente prisioneiro no Vaticano: 

Papa Beato Pio IX

“A maldade dos homens, excitada pelos demônios, elevou Jesus Cristo sobre o Gólgota, cravado numa cruz: mas foi precisamente sobre a cruz que Jesus Cristo estabeleceu sua Igreja, completando a obra de salvação do mundo. Aquilo não foi uma derrota, mas a primeira vitória. Foi lá que a graça triunfante começou sua obra.

“A partir daí, as oposições e as lutas não deram quartel à Igreja, mas cada luta marcou um triunfo. Porque aquele sangue que correu por todos lados, inundando e regando sobretudo o solo de Roma, em lugar de extenuar a Igreja, deu-Lhe uma nova força. E longe de eliminar seus discípulos, apenas conseguiu multiplicá-los. O que permitiu chamar esse sangue de semen christianorum, semente de novos cristãos!

“Hoje, não se faz mais a guerra a uma parte apenas da Igreja, ou a apenas um artigo de sua fé, ou a um de seus dogmas. É à Igreja universal que a guerra é declarada. É contra a incredulidade, contra o ateísmo, o materialismo que a Igreja deve lutar.

“Mas a Igreja de Jesus Cristo, construída sobre a pedra, não será jamais abalada, qualquer que seja a violência da tempestade. Ela tem como garantia a própria palavra desse Deus que disse: Portae inferi non praevalebunt – As portas do inferno não prevalecerão contra ela

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Anticatolicismo e a TIMES

Anticatolicismo e a TIMES

por Pat Buchanan

terça-feira, 06 de Abril de 2010

 

"Anticatolicismo,"disse o escritor Peter Viereck,"é o antisemitismo do intelectual". É "o preconceito mais profundo acontecido na história do povo americano," disse Arthur Schlesinger. Se havia qualquer dúvida de que persiste o ódio e a hostilidade em relação à Igreja Católica, foi removida pela multidão que surgiu howling "Demitir-se!", o Papa Bento XVI.

 

Para os católicos americanos, a história de sacerdotes pedófilos envolvidos em abuso de crianças, de sacerdotes pervertidos seduzindo garotos, é infelizmente muito familiar. Foi igualmente vergonhoso que alguns bispos tenham acobertado pedófilos e sedutores e permitido que clérigos corruptos tenham continuado continuar a lidar com meninos. 

 

Mas, para os católicos americanos, esta história é velha. Os sacerdotes foram destituídos, alguns enviados à prisão, como John Geoghan, que foi estrangulado em sua cela. Bispos foram removidos. Tolerância zero" foi a política durante uma década. 

 

O Papa Bento XVI chegou à América para se desculpar pelo o que aqueles homens haviam feito. E ninguém tem sido mais agressivo em erradicar o que ele chama "filth" (“sujeira”, “podridão”) na Igreja. Mas, como os recentes escândalos atingiram a Irlanda e a Alemanha, por que os ataques contra o Papa aqui na América? 

 

Resposta: The New York Times está conduzindo uma guerra contra este Papa tradicionalista em notícias, artigos e colunas: 

 

"Vaticano desistiu de destituir padre americano que abusou de garotos”...

"Mais funcionários do Vaticano – incluindo o futuro Papa Bento XVI – não afastaram sacerdote que molestou cerca de 200 meninos surdos”...

"Em 1996, o Cardeal Ratzinger falhou ao responder a duas cartas de Rembert g. Weakland, Arcebispo de Milwaukee, sobre o este caso  naquele momento." 

 

Os fatos:

 

O diabólico Padre, Lawrence C. Murphy, foi designado para a escola de São João, para crianças surdas, em 1950. Ou seja, antes que Joseph Ratzinger tivesse sido ordenado.  Os relatórios de seus abusos de crianças surdas são da década de 1950. Mas, em três arcebispados, nada foi feito. Polícia e magistrados do ministério público foram alertados pelos pais dos meninos. Nada foi feito. Weakland, que se tornou arcebispo em 1977, não relatou o caso à Roma até 1996. 

 

Como John Allen, da revista National Catholic Reporter, observou na semana passada, o Cardeal Ratzinger "não tinha nenhuma responsabilidade direta para gerenciar a resposta do Vaticano à crise, até 2001.

 

Antes de 2001, Ratzinger não tinha pessoalmente nada para fazer a respeito da grande maioria dos casos de abuso sexual, nem mesmo sobre o pequeno percentual que havia acontido em Roma". 

 

No momento em que o Cardeal Ratzinger foi designado pelo Papa João Paulo II para cuidar de ‘limpar’ a Igreja, infelizmente, o diabólico padre Murphy já estava morto havia três anos. 

 

Mas, aqui segue o resumo do caso feito pela colunista do Times, Maureen Dowd:

 

"Agora nós ficamos sabendo da notícia repulsiva de que o Cardeal Joseph Ratzinger, apelidado de 'Rotweiler de Deus', quando era responsável pela Igreja, em matéria de fé e de pecado, ignorou repetidas advertências e parecia omisso no caso do Padre Lawrence C. Murphy”.

 

Acontece que, como já foi dito, o arcebispo Weakland agiu muito lentamente no caso Murphy e em outros. Há controvérsias, inclusive, sobre sua partida da Arquidiocese de Milwaukee. Para Weakland, Lawrence Murphy foi um homosexual que confessou, numa carta de 1980, sentir "amor profundo" por um rapaz que recebeu US$ 450 mil, dos fundos das igrejas, como suborno para ficar de boca calada sobre o caso.

 

De acordo com Rod Dreher, Weakland ficou movimentando um outro padre - William Effinger -, de freguesia em freguesia, até que viesse a morrer numa prisão, sabendo que Effinger era um pederasta serial.  Quando uma das vítimas do Effinger processou a Arquidiocese, perdeu, devido um estatuto de limitações. Weakland, por sua vez, reagiu e processou a vítima de seu sacerdote sabidamente predador, tendo extraído da mesma US $ 4 mil. 

 

Dreher descreve Weakland assim: "ele tem dirigido escolas católicas para ensinar as crianças a usar preservativos, como parte da educação de AIDS, e aprovado um programa de gráficos de educação sexual para crianças". Ensina para elas que não há certo e errado sobre aborto, contracepção e sexo antes do casamento. Ele evoca os direitos dos gays e prega a ordenação de mulheres. Atacava deliberadamente o Papa João Paulo II, acusando-o e aos que são pró-vida (contra o aborto) de fundamentalistas.

 

Em 1988, falando sobre as vítimas de abuso sexual, Weakland disse que nem todos os adolescentes eram tão inocentes assim e que alguns deles podiam ser muito ativos e participantes.

 

Ou seja, Weakland é justamente o tipo de padre que uma revista como a TIMES adora e dá credibilidade para fazer críticas à Igreja e ao Papa.

 

Por outro lado A Liga Católica Bill Donahue relatou que 80% das vítimas de abuso sexual por padres são do sexo masculino e que a maioria dos molestadores é gay. É lógico, esta informação é sempre omitida.
 
Pat Buchanan :: Townhall.com Columnist
Anti-Catholicism and the Times
by Pat Buchanan
Tuesday, April 06, 2010
 
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MENSAGEM AOS LEITORES - DE VOLTA AO FRONT VIRTUAL - REBECCA SANTORO E CHRISTINA FONTENELLE

MENSAGEM AOS LEITORES - DE VOLTA AO FRONT VIRTUAL - REBECCA SANTORO E CHRISTINA FONTENELLE

Rio de Janeiro - Quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Antes de mais nada, gostaria de desejar a todos Boas Festas e um 2010 com muita disposição para trabalhar na conquista de nossos ideais e de um futuro melhor.

Por Christina Fontenelle

Caros leitores, amigos, colaboradores

Ao contrário do que possa ter parecido, eu jamais abandonei minha luta pela verdadeira democracia, pelo triunfo do bem e da verdade; e pela imprescindível liberdade de expressão, de labor e de ir e vir a que todos os seres humanos deveriam ter direito.

Não, eu não estava na valorosa e imprescindível luta virtual. Fui ao campo de guerra, sofri ferimentos, mas não perdi nenhuma batalha que fosse importante e necessária para levar exemplos de garra, de luta, de força de vontade, de patriotismo, de coragem de dizer o que deve e precisa ser dito, de perseverança e de altruísmo.

Estive, logo depois da mudança residencial de cidade, no início do ano, fazendo um curso , de agosto a novembro deste ano de 2009, na Escola Superior de Guerra – lugar que hoje, infelizmente, devo confessar, posso descrever, na minha opinião, como território de liberdades parlatórias cerceadas, como vigiado, e como onde já exista, digamos, uma indesejável grande quantidade de gente, ou condescendente com, ou sem coragem para mudar, a atual situação corrupto-caótica, esquerdopata e xenófoba anti-americanista em que se encontra nosso país - esta última, especificamente, provocada por pessoas que ainda não foram capazes de separar o povo norte-americano republicano e seus verdadeiros representantes no Congresso e no Governo, das mega-organizações internacionalistas, e, é lógico, de seus representantes, tanto republicanos como democratas, no Congresso e no Governo dos EUA.

Agradeço a todos que a mim me escreveram, durante o tempo em que estive ausente da rede; a todos que perseveraram em suas doações mensais e aproveito para agradecer também a todos que belas mensagens de apoio enviaram-me à época em que escrevi meu último texto, pedindo ajuda. Devo muitas mensagens de agradecimento que merecem especial referência particular. Preciso agradecer a muitos amigos, virtuais e não virtuais, individualmente. Ainda os escreverei a todos. Hoje, tenho mais de 14 mil mensagens na caixa de entrada de meu e-mail. É óbvio que não poderei ler todas. Por isso, peço a gentileza de que reenviem as que julgarem indispensáveis e as de cunho particular.

Finalmente, o site será reformado e modernizado, até que, a partir de janeiro, possa estar pronto para levar a todos bons artigos e excelentes informações. Espero que 2010 traga mais colaboradores, pois o financiamento pelos leitores é a maior arma que nós da mídia podemos ter para que nosso único compromisso seja com a busca incessante pela verdade e pelas informações que são ocultadas pela grande imprensa – e olha que, hoje eu sei, muito mais por uma questão de sobrevivência do que propriamente de ideologia e/ou de posicionamento. Espero, também, que haja cada vez mais adesões para o recebimento de newsletter, para que as notícias alcancem o maior número possível de leitores. O site, em inglês, também está nos planos, para que o mundo possa nos ouvir e conhecer melhor...

Voltando ao curso, devo dizer que fui expulsa da ESG, sob a justificativa de excesso de faltas. Meus colegas de curso, entretanto, sabem, perfeitamente, que houve pessoas que faltaram mais do que eu – e não por estarem agindo em benefício da ESG, como foi o meu caso, na maior parte das vezes em que tive que me ausentar (e, no final do filme abaixo, poderão saber um pouco melhor sobre isso) – nas quais não obtive um só abono, nem naquelas em que houve apresentação de atestado médico. Fui expulsa por discriminação político-ideológica mesmo – o que eu teria facilmente admitido como total e completo direito da Instituição, se tivesse sido esse o motivo declarado oficialmente. Coisa que não aconteceu.
Alguma vaga idéia da coisa toda será explicada ao final do filme que assistirão abaixo - que é longo, eu sei, merecendo, porém, ser visto com cuidado. Entretanto, há muito mais o que ser contado sobre este episódio da minha vida, cujo sofrimento só me fez ter mais certeza ainda daquilo que desejo e pelo que lutarei até o fim.

Enfim, foi por isso que fiquei sem escrever durante algum tempo, e mais algum para me recuperar de todos os golpes que me atingiram durante aquele período. O resultado, falando apenas no que veio a ser física e visivelmente manifestado, foi um distúrbio psicossomático que me fez reter líquidos em excesso (4 Kg de peso ganhos, em 1 mês, somente por isso), que causou feridas e coceiras nas mãos e nos pés e, posteriormente, queda excessiva de cabelos. Ainda hoje estou em tratamento. 
 


Aos colegas de curso, especialmente,
 
Devo dizer que, já nos últimos dias de curso, recusei-me a fazer minha defesa por escrito – pois tinha e tenho material comprobatório para isso, inclusive tendo recebido faltas em dias nos quais estive presente nas aulas (*) – já que esta tenha sido a única forma a mim oferecida como a que seria válida e aceita. Recusei-me porque, para isso, teria que citar,  por escrito, todos os que tivessem tido mais faltas do que eu, todos os que tivessem passado o curso todo 'na internet' (completamente 'não estou nem aí...') e todos para os quais houvessem sido abertas exceções com horários de chegada, de saída, além de licenças para viagens de trabalho. Também teria que revelar os nomes daqueles que seriam, digamos, radicais no sentido de como eliminar os ‘inimigos’ - que, no caso, seriam os corruptos, os empresários, os grandes produtores rurais, 'gente desse tipo', como costumavam expor, à boca pequena, é claro, aqueles cujo livro de cabeceira ainda é o velho O Capital, de Karl Marx. Além disso, teria que citar aqueles que tivessem cometido irregularidades disciplinares descritas nos códigos militares (e elas aconteceram), além de ter que escrever o nome da pessoa que disse ao sub-comandante da Escola ter-me   enviado comunicado/aviso preventivo, por escrito, por ter atingido os 3% de faltas – o que JAMAIS ocorreu - e que foi a mesma que nunca levou ao conhecimento do sub-comandante e do comandante que, à certa altura, eu tivesse pedido para que me houvesse sido dada a opção de requerer o meu afastamento do curso – na medida em que o que eu não suportava era ser alienada do mesmo por faltas (já que estas haviam ocorrido por estar eu, na maioria absoluta dos casos, trabalhando pela ESG e já que eu não havia tido nenhuma outra falta qualquer abonada – uma justificada com atestado médico, outra com orçamento de oficina por ter tido o carro quebrado no caminho para a Escola e outra por ter comparecido à missa pelo falecimento do pediatra de meus filhos (amigo de mais de 16 anos), sendo que, nesta última, somente pelo período da manhã). Aliás, raríssimas foram as vezes em que tenha faltado o dia todo.

Mas, algumas pessoas, talvez por saberem exatamente o que haviam feito comigo, convenceram-me a fazer uma tentativa não tanto radical... Assim sendo, para evitar maiores e mais e mais constrangimentos, concordei em assinar um documento no qual 'pedia' para continuar no curso, como ouvinte, mesmo sabendo que não receberia certificado no final do mesmo. Assim procedi para que não tivesse que prejudicar ninguém, e, talvez, quem sabe, para que pudesse ter a oportunidade de mostrar à turma que os ideais, a lealdade, a perseverança, a abnegação e o altruísmo fossem valores que precisassem ser cultivados e incentivados (e o são, na minha opinião), COM EXEMPLOS e ATITUDES, e não só com palavras. De que teriam valido minhas atitudes de enfrentamento, de coragem de dizer a verdade, de reagir ao que, a mim pelo menos, perecesse errado, se, na hora em que tivesse que suportar o exercício do sacrifício, eu simplesmente tivesse colocado meu orgulho, minha raiva, meu ego em primeiro lugar? Não. Eu precisava mostrar ao grupo que servir e se sacrificar pelos outros deve fazer parte da vida daqueles que têm autoconfiança, que acreditam no que fazem e no que possa haver de corajoso e de valioso nos seres humanos.

Nesse meio tempo, entre espera resposta daqui, aguarda procedimento dali, o comandante da ESG ordenara a minha retirada da Escola - sem que, naturalmente, absolutamente uma única só palavra a respeito disso me tivesse sido comunicada. O que somente aconteceu quando faltavam nada mais do que 5 dias para o término do curso.
 
Tanto é assim que foi por 'pura e santa intuição' que não tenha comparecido ao momento da foto oficial de turma e da cerimônia à Bandeira - coisa que a mim foi cobrada pelo comandante, para minha enorme surpresa, na reunião que tivemos no último dia em que estive naquela Escola, que,  ao ter-me visto ao final do café da manhã coletivo naquela oportunidade, interpretou como se tivesse se tratado de ato desafiador de minha parte às suas ordens.
 
Enfim, ao saber daquela decisão do comando da ESG, é lógico, pedi audiência com o subcomandante e com o comandante. Afinal, queria eu saber, o que poderia significar aquele tratamento que a mim dispensavam, o que poderiam eles não estar sabendo e/ou mesmo sabendo de forma distorcida. Pois bem, durante minha audiência somente com o subcomandante, primeiro, e, três dias depois, com ele e com o comandante da ESG,  pude dizer aos mesmos tudo o que pensava sobre o que se passava com as FFAA, com a Escola, com a hipocrisia disciplinar, aplicada com diferente rigor, entre uns e outros, e na qual, muitas vezes, alguns se escudavam para simplesmente não fazer o que devesse ser feito. Pude falar da vergonha que sentia das FFAA pela falta de reação às calúnias que se professam a respeito do Contragolpe de 1964; pela entrega de medalhas a conhecidos terroristas; pela submissão à realidade corrupto-esquerdopata que se instala no país; e pelo fiel e voluntário descumprimento à Constituição no que diz respeito ao juramento de manter a liberdade, a democracia e a integridade constitucional e territorial de nosso país – diante de um visível, inegável e contínuo aviltamento de cada um destes itens, já a alguns governos, mas principalmente neste último. Ao ouvir que as FFAA deveriam ser apolíticas e não ter ideologia, aterrorizada, fui obrigada a dizer que, em sendo assim, passaria a lutar para que o povo passasse a ter direito de eleger aqueles a quem permitiria portar as Armas e usar fardamentos das FFAA, já que, o mínimo que se esperava das mesmas era de que tivessem, sim, compromisso POLÍTICO e IDEOLÓGICO constitucionalmente estabelecido com a DEMOCRACIA e com a LIBERDADE, como sempre havia sido demonstrado haver na História de nossas FFAA.

Disse também ao comandante da ESG, como a mim me fora imputado, que não julgava ter cometido erro nenhum durante a aula inaugural, com as observações que fiz, porque eu penso que quem sobe ao púlpito como mestre tem a obrigação de respeitar a inteligência e o nível de informação de sua platéia, não devendo, de forma alguma, falar sobre o que não sabe e/ou dizer coisas que possam vir a ofendê-la, por parecer achar que esteja diante de pessoas que não considera inteligentes, bem informadas e capazes de raciocinar. Assim sendo, considero dever incondicional do ouvinte informar ao professor sobre aquilo que se pense, que se saiba, com boa argumentação, para que o mesmo se reoriente em relação ao rumo que deva dar a sua aula. Ou seja, quando este tipo de situação acontece, o ofendido é quem está na platéia e é quem tem o dever de informar ao mestre para que este tenha a oportunidade de transformar sua aula. Ao contrário, ofendendo, sim, ao mestre, estarão aqueles que não lhe derem essa chance, por estarem, preconceituosamente, duvidando de sua capacidade, de seus conhecimentos e por estarem lhe roubando a oportunidade de ensinar o que de melhor possa ter para fazê-lo.

Aproveitei para falar sobre a oportunidade que se perde ao não se permitir que material intelectual, especialmente os produzidos por militares, seja oficialmente comercializado, principalmente em ambientes acadêmicos, nos quais, obviamente, está concentrado o público mais interessado em assuntos que geralmente são específicos. Vender este material onde? Nas Bienais? Não me parece uma regra disciplinar inteligente. Penso que, em cada unidade militar do país, devesse haver uma loja que pudesse vender lembranças, brindes e principalmente material intelectual. Isso geraria renda, promoveria propaganda e patriotismo e poderia vir a dissipar pontos de vista pouco conhecidos sobre vários temas, já que a indústria editorial privada quase não se interessa por este tipo de literatura. Achei que seria bom deixar esse meu ponto de vista bem marcado, uma vez que havia citado, em puro instinto de defesa, que, se os princípios disciplinares, insistentemente alegados para o meu desligamento (no caso, as faltas) fossem tão inalienáveis em relação ao meu caso, também, e muito mais, o deveriam ser em relação a aqueles que deveriam dar o exemplo. Como se isso já não tivesse sido o bastante, estes mesmos que o exemplo deveriam dar e que somente de alguns exigiam 'tanta inquebrantável disciplina regulamentar' tenham sido aqueles que simplesmente ausentaram-se do curso, acompanhados por um dos próprios estagiários, por cerca de 4 dias inteiros - o que, por si só já seria suficiente para reprovar este estagiário, também como a mim era alegado, por excesso de faltas, principalmente, se estas tivessem sido (e não foram) suas únicas ausências ao longo do curso. Por acaso este aluno viria a ser, também, retirado do curso? É claro que não - como não o foi. E nem era de meu especial interesse que ninguém o tivesse sido, na medida em penso terem todos feito o melhor que lhes estivesse ao alcance, como eu mesma o o tenha feito, para fazer um bom curso.
 
Entretanto, é engraçado como pessoas que estufam o peito e apontam seus dedos com tanta facilidade para os supostos erros de outras sintam-se tão ofendidas quando o mesmo acontece com elas - apesar de saberem não ter razão, nem no que tenham feito, e muito menos para que venham a se melindrar. Porém, ao contrário, fazem-se de vítimas, de injustamente atacadas, por aqueles que simplesmente tenham dito a verdade, de modo a transformarem este último num monstro. Não, não há monstruosidade nenhuma naqueles que estejam se defendendo, honestamente, do que julgam ser a prática de uma injustiça contra si, principalmente quando não puderem ter contado com o apoio, com a presença, nem ao menos com a possibilidade de terem tido um tempo para dialogar, com aqueles que, hoje, se fazem de vítima, durante todo o processo que tenha acabado resultando numa situação extremamente desagradável, constrangedora e que tivesse podido, com um mínimo de diálogo, de honestidade e de previdência, ter sido evitada.

Da mesma forma, aproveito para dizer aos colegas que não pude comparecer ao churrasco de fim de curso, por estar em reunião com o comandante da ESG, em horário incompatível, e que, igualmente, não pude comparecer à cerimônia de formatura por estar proibida de pisar em solo esguiano. Mas, enviei alguns recados por colegas, que não sei se chegaram a ser repassados. De qualquer forma, ao ler o discurso proferido pelo orador da turma durante a cerimônia, e que suponho ter sido aprovado por todos, pude perceber que fui especialmente homenageada na parte em que dizia: “E se, em algum momento do presente ou do futuro, alguma voz dissonante, se levantar contra a Escola ou contra as pessoas honradas que aqui labutam diariamente em prol da pátria, 28 vozes uníssonas se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”.

Gostei especialmente da precisão do número 28 – 28 vozes – o que, honesta e evidentemente, me exclui do grupo (que, comigo, era de 29 alunos), mas, ao mesmo tempo, lembra a todos de minha passagem por ele. Graças a Deus! Porque, minha voz dissonante levantar-se-á, sim, se for para o bem da Escola, para o bem do Brasil e para o bem dos que por ela passarem; se for para que os que não ajam com coragem e com empenho pelo bem da mesma nela não permaneçam; se for para que nela sejam feitas todas as mudanças necessárias a fim de que na mesma possam voltar a conviver a verdade, a justiça, a liberdade e o compromisso com a descrição honesta das realidades nacionais; se for para que psicólogos e professores que, por acaso, quem sabe, possam estar recebendo diárias anuais acima da média de todos os que por lá trabalhem, não sejam talvez os olhos e as vozes que possam estar decidindo quem fica e quem não fica na Escola; e, principalmente, se for para livrá-la de todo e qualquer aparelhamento e patrulhamento político-ideológico, pois concordo plenamente que 'esta casa', em tempos passados, tenha realmente, 'desempenhado seu glorioso papel na História do Brasil'.

Quanto à parte que fala sobre as “vozes uníssonas”... que “se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”, fico pensando... Será que vozes que não tenham sido capazes nem de se levantar para defender ou para protestar contra o que se passava comigo, que era visivelmente injusto, por ter sido simplesmente notório o fato de que havia quem tivesse faltado mais do que eu ao curso... (Está certo, nem eu valia à pena nem a causa era tão grande e importante assim como a de uma defesa da ESG)... Mas que era uma causa tão pequena e tão próxima, serão capazes de se levantar para defender grandes causas? É que grandes causas exigem comprometimento que, certamente, resultam em conseqüências, que podem nem sempre ser fáceis de lidar... Sei que é difícil escrever discursos...

Saibam que, EM TODOS OS MOMENTOS em que estive no curso, fui, DE TODAS AS FORMAS, solidária a vocês, até mesmo quando não tinha condições, nem pessoais nem financeiras de o ser, particularmente com o orador, divulgando e defendendo suas habilidades e conhecimentos como historiador, bem como sua palestra registrada em DVD. Lamento, portanto, não ter recebido nem um único telefonema, nem um único e-mail de solidariedade de absolutamente ninguém. Certa vez, durante nossa viagem a São Paulo, surpreendi um colega de classe falando mal de minha pessoa, em voz alta, com um dos dirigentes do grupo, dentro do ônibus - o que, certamente, fez com que muitos que lá estivessem pudessem ter ouvido tais comentários. Talvez, quem sabe, possam ter-lhes dito coisas a meu respeito que, fora de contexto, tenham lhes feito fazer juízo errado a respeito do que quer que tenha feito e/ou dito, quando estive na presença do subcomandante, na do comandante da ESG e até em outras ocasiões...

Costuma-se muito atualmente dizer que sobre fatos há sempre pelo menos três verdades: a de um lado, a de outro lado e o que realmente tenha acontecido. Não concordo. Fatos são fatos e por trás deles só há uma única verdade – aquilo que realmente aconteceu. O que varia sobre um mesmo fato são as versões dos que nele estiverem envolvidos. Essas sim podem ser várias. Mas, se bem apuradas e bem investigadas, dentro de condições normais e sem trapaças, provas concretas e circunstanciais acabarão por fazer prevalecer aquela versão que mais se aproxime do que quer que realmente tenha acontecido. Verdade está relacionada a fatos, a provas; versões relacionam-se a pontos de vista pessoais sobre fatos. Jamais se deixem iludir por esta falácia que pretende relativizar a verdade, sempre com propósitos ilícitos de favorecer esse ou aquele, isso ou aquilo.

Não guardo mágoas porque quem deve julgar as pessoas é Deus e porque realmente acredito na capacidade humana de mudar para melhor... Porque é assim que eu gostaria que fizessem comigo... Porque provoca doenças... Porque considero tratar-se de pobreza de espírito... Porque simplesmente falo o que penso, na frente das pessoas e não por trás delas, o que penso tratar-se de falsa polidez, covardia e falta de amor pelo próximo - com raríssimas ocasiões em que se devam abrir exceções...

O filme acima é uma paródia sobre minha estada na ESG. Está cheio de argumentos para reflexão a respeito de nossas vidas. Espero que gostem. É longo, mas pode valer à pena. Ao final, há um texto. Na verdade, esse episódio mereceria um livro... Quem sabe não acabe  transformando-se em um, já que tantos detalhes não caberiam em outro formato, para que tudo pudesse ser dito e muito bem explicado...
 
Guardo boas lembranças, também, da ESG...
Da primeira cena que vi naquela Escola, que foi a do soldado Leonardo discursando, em sua despedida. Bendito foi aquele pronunciamento que se atreveu, no bom sentido, é claro, a fazer um paralelo entre um pensamento do filósofo Sócrates e um trecho de um dos Salmos bíblicos. Foi muito emocionante e muito acertado...
Do incentivador, misericordioso e brilhante discurso do Tenente Coronel Barroso para um determinado palestrante. Discurso que aplaudi de pé – sozinha evidentemente. Entretanto, ainda bem, depois das curtas palavras do emocionado palestrante, todos também aplaudiram de pé...
Da gentileza, da solidariedade e da inteligência do Sargento Alexandre... Da boa vontade do soldado Dias...
Da paciência e da sensibilidade do Tenente Coronel Esteves...
Da solicitude do Coronel Freire...
Da atenção e do apoio do Coronel Barros Moreira, embora possamos ter discordado um pouco sobre formas e meios, já no finalzinho de meu suplício naquela escola...
Do carinho e da atenção do João Paulo, por quem tinha especial carinho devido à sua semelhança com meu irmão mais novo, e a quem também admirava, principalmente por causa da sensibilidade...
Daqueles que admirava: Barroso, Medina, Robmilson...
Daqueles cujos sorrisos me animavam: Rodrigo e Borges
Do pessoal da limpeza e do cafezinho que com tanto carinho me tratava...
Da Sra. Maria Eliza, de quem não tive oportunidade de me despedir, mas de quem, diariamente, procurava saber notícias e enviar recados de que estaria disponível para ajudar no que quer que precisasse. Não sei se ela jamais ficou sabendo disso...
Do herói rebelde, do rebelde útil, que foi o nome pelo qual passei a chamar o admirável CEL. CELESCUEKCI, do DEA, e de seu companheiro de palestras - os dois homens sérios, brilhantes e gentis... Que foram testemunhas de grosserias explícitas a mim dirigidas, mas que foram capazes de ficar ao meu lado e de, ao final do dia, deixassem, para que levasse no meu coração, palavras de solidariedade... E do passeio de helicóptero, é claro...
Dos inteligentes, solícitos, receptivos e educadíssimos funcionários civís e militares de Aramar...
Do Major Mariano, que veio de Manaus ao Rio de Janeiro, para nos brindar com uma excelente palestra e com raras atitudes de gentileza e de solidariedade que só grandes homens são capazes de ter...

(*) Na aula do Cel. Freire, por exemplo, cuja minha presença na mesma foi confirmada, pelo próprio, ao subcomandante, levei falta em 7 tempos.

FORÇA E CORAGEM – QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

FORÇA E CORAGEM – QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

Por Rebecca Santoro
7 de maio de 2009

Não tenho escrito muito e nem publicado os artigos de terceiros - tão importantes - que tenho vindo sempre divulgando. Parei um tempo para refletir sobre a realidade. É, chega uma hora em que ela é implacável e finalmente bate à nossa porta cobrando decisões inadiáveis. Chegou a minha. Pedi um tempo. A Realidade está parada em frente à minha porta, de braços cruzados, porém sem muita paciência, esperando para ouvir o que tenho a dizer sobre as decisões que terei que tomar. Encostei a porta e, neste momento, atrás dessa porta, olho para minha casa, para meus familiares, para minhas coisas. Filmes da vida inteira me vêm à mente. Rezo, peço sabedoria. Confronto-me com o que sou e com o que, talvez, terei que extirpar de dentro de mim, a um custo altíssimo, diga-se de passagem, para continuar minha caminhada pela vida.

Certo estava Jesus (que grande novidade!) que, ainda que muito mal interpretado até hoje sobre sua atitude neste episódio, disse para um homem que lhe perguntara o que deveria fazer para lhe seguir, que este deveria vender tudo o que tivesse e deixar sua família para trás. O homem, entristecido, se foi, pois não teria como fazer aquilo que o mestre lhe dissera, para lhe acompanhar em suas peregrinações. Tem gente, até hoje, que pensa que Jesus estivesse dizendo que só poderia estar a seu lado aquele que se dispusesse a não possuir bens terrenos e nem apegos familiares, porque estas coisas seriam de importância pequena, sem valor espiritual elevado. Errado. Sabiamente, Jesus estava a dizer, em poucas palavras, que, para estar a seu lado, fisicamente, no combate que estava a travar, o homem cujos bens e familiares dele dependessem para sobreviver, física e espiritualmente, não poderia estar inteiro no ‘combate’ e nem livre para fazer o que tivesse que ser feito. Isso, entretanto, jamais significou dizer que não se pudesse estar espiritualmente a seu lado, seguindo os ensinamentos do Mestre, mas na missão que possam e que devam cumprir os homens com bens e com famílias. Se fosse hoje, talvez, Jesus dissesse ao homem: ‘cada um no seu quadrado’, cada um fazendo com presteza a parte que lhe cabe.

Também me lembrei de uma pregação do Padre Fábio de Melo (assista vídeo abaixo), no programa semanal DIREÇÃO ESPIRITUAL, na qual ele contava uma parte de sua própria estória de vida. Falava, então, a respeito de exorcizarmos certas memórias do passado que nos fazem sofrer, tendo a coragem de falar sobre elas. Contava o Padre Fábio sobre uma passagem em que, atravessando um momento de grande pobreza, ele e sua família – pai, mãe e sete filhos – haviam ido morar numa cidade nova, para tentar a vida. Mais uma dessas cidades pequenas, como tantas das que tínhamos e que hoje ainda temos por este Brasil a fora.

Não tendo quase nada para comer em casa e não podendo ir aos mercadinhos da cidade, ele, então com uns 14/15 anos, e sua mãe, foram procurar um sítio onde houvesse máquinas de arroz, que vendia o produto, exposto em sacas, em porções avulsas. Na casa de venda, havia várias sacas, cada uma com um tipo de arroz. Talvez nem o mais barato desse para comprar em quantidade suficiente para levar para casa e alimentar toda a família. Entretanto, numa daquelas sacas, havia um tipo de arroz com grãos muito pequenos, talvez porque estivessem quebrados e esfarelados, cujo preço a mãe do Padre poderia pagar para levar para casa pelo menos uns 5 kg do produto – era muita gente para alimentar. Ela olhou para o vendedor que lhe atendia e a ele pediu que embrulhasse a quantidade que desejava. O homem, inocentemente, perguntou: “É para alimentar os porcos?”. Padre Fábio disse que, na ocasião, morreu de vergonha da própria condição de sua família e da atitude de sua mãe, que, olhando o homem nos olhos, lhe disse: “Não. É para nós comermos mesmo”. De tão sem graça e comovido com a situação, bem como com a sinceridade daquela até então desconhecida senhora, o vendedor lhe deu o que pedira, mas também lhe ofertou, gratuitamente, um saco com um punhado de um arroz de boa qualidade. Padre Fábio levou mais de 20 anos para conseguir contar esta estória para alguém e o fez durante uma missa que rezava em sua cidade natal – Formiga (MG).

Durante muito tempo, confessou Padre Fábio, lembrou daquele acontecimento com imensa tristeza, até que pôde perceber a lição daquele momento: como é que a coragem pode fazer a diferença em determinadas ocasiões e o quanto podemos perder se não a tivermos. Quanta diferença pode haver em dizer a verdade, de cabeça erguida, deixando a vergonha (quando realmente não há motivo real para que ela se apodere de nós) de lado. O quanto pode ser possível usar os meios certos para se conseguir aquilo que se deseja e/ou aquilo que é preciso. Há tantos que usam a frase “os fins justificam os meios” para se livrar de culpa por algo de errado que se tenha feito ou para dar “nobreza” a práticas atrozes...

Lembrei da minha trajetória de vida. Das dificuldades. Das conquistas. Dos sonhos. Lembrei dos que me deram oportunidade – todas, Graças a Deus, aproveitadas. Recordei daqueles cujas vidas pude ajudar, de um jeito ou de outro.

Lembrei de muitas coisas. Mas, a Realidade ainda está lá fora, apressada, esperando minhas respostas...

Tenho tido tanto apreço pela verdade em tudo o que publico, em tudo o que produzo, em tudo o que tento passar adiante para as novas gerações, conversando com os jovens estudantes de hoje. Eles são muito mais espertos e inteligentes do que possa parecer. Têm sede de verdade. Já perceberam o mundo de mentiras e de incongruências que lhes tentam empurrar goela abaixo. Voltando... Por que tenho tanta dificuldade em dizer a verdade sobre mim, sobre minhas condições de trabalho e do quanto preciso de ajuda para continuar?

Lá no meu site, já há bastante tempo, há um link na barra lateral – FAÇA A SUA PARTE – que leva a uma página dentro da qual eu redigi um texto completo falando sobre a necessidade da ajuda e da união de todos aqueles que pretendam ver o Brasil liberto da esquerdização internacionalista, liberto da esquerda corrupta que nos governa. Portanto, não vou repetir o que gostaria que todos fizessem a gentileza e tivessem a paciência de ler ou de reler AQUI. Mas, leiam tudo, até o fim.

Não. Eu não sou miserável e, devo reconhecer, tive e ainda tenho condições de vida muito melhores do que a maioria dos brasileiros. Mas, o fato é que não tenho mais condições de manter meu trabalho sozinha e sem nenhuma ajuda financeira. Minha luta, assim como a de tantos outros brasileiros, pela nossa liberdade e pelo nosso pleno desenvolvimento como país e como nação, não pode ser genuinamente travada se continuar a ser encarada por tantas testemunhas como se um hobby fosse. Nunca o foi, pelo menos para mim.

Muitos, eu sei (talvez a maioria), dos que travam a mesma batalha possuem outras fontes de renda e/ou vivem o mesmo dilema que eu, tendo que dedicar grande parte do tempo a outras atividades remuneradas. Apesar de não possuir nenhuma outra fonte renda além da que vem do salário de meu marido – que há muito já não é suficiente para sustentar a família com padrão de classe-média (média mesmo, sem grandes luxos) – e de poder contar com alguma ajuda de meus pais e de meus sogros, insisti no ‘chamado interior’ de continuar lutando para levar a verdade a todos a quem ela pudesse chegar. Porém, agora, estou no limite do suportável.

Não dá mais para continuar a não conseguir colocar nenhuma contribuição financeira dentro de casa, nem mesmo a que já seria necessária para sanear as despesas que tenho com o trabalho que venho fazendo já há alguns anos. Não me arrependo de nada. Gostaria de continuar nesta luta, de muitos a ela agregar e de muito poder expandi-la. Por isso, enquanto a Realidade espera lá fora, impaciente, minhas respostas, resolvi tomar coragem para expor a situação, publicamente, a todos, e para pedir a ajuda daqueles que quiserem e que puderem, fazendo doações, colocando anúncios no site, etc. (instruções AQUI - Lembro que é importante ler tudo o que lá está escrito).

Não. Eu não sumirei do ‘mapa’ e nem deixarei de continuar escrevendo aqui e ali, publicando o que der, e quando der, se a ajuda não chegar (e ela precisa ser permanente, é bom lembrar). Continuarei recebendo e lendo e-mails (e respondendo, na medida do possível, ainda que com atraso, a todos os que a mim se dirigem, com questões, com pedidos, com denúncias, etc.).  Porém, nem ao site IMORTAIS GUERREIROS e nem ao livro público, de Christina Fontenelle (que já está no oitavo capítulo, há séculos, por falta de tempo e de dinheiro) poderá haver a dedicação necessária para que se trate de um trabalho atualizado e realmente engajado na luta pela verdade e pela liberdade neste país. Assim, calando, um por um, a todos nós, covardemente, com chantagem financeira, a esquerdalha corrupta tomará conta de tudo e de todos, até que testemunhemos as conseqüências de termos tratado como ‘hobby’ uma luta que deveria ser encarada com a maior seriedade – HOJE, AGORA – no futuro de nossos filhos e de nossos netos.

Marolinha News

Marolinha News

http://blogcasamata.blogspot.com/

24 de Março de 2009

 

Cada linha abaixo é um link para os temas que dizem respeito à marolinha de Sua Excelência, o presidente Lula...

 

Lula não se arrepende de ter chamado crise de marolinha

Quem apostar contra o Brasil vai quebrar a cara antes, diz Lula

Lula diz que crise "não assusta" porque "há comando"

Lula: 'Não frustre seu sonho com medo do futuro'

Crise afeta setor calçadista, e Vulcabras fecha fábrica da Azaléia no Sul

Fiat usa pista de pouso para estacionar veículos excedentes

Inadimplência de empresas sobe 9% em outubro, apura Serasa

Montadoras vão deixar de produzir 200 mil carros

Concessionárias rejeitam carros usados na compra de um zero km

Venda de veículos cai 22,2% em novembro, segundo Fenabrave

Crise global chega às fábricas brasileiras em outubro

Volvo inicia demissões entre as montadoras do Brasil

LG demite 200 funcionários em Taubaté

VALE demite 1.300 empregados para se adequar à crise

Construção paulista revisa projeções de 2009 para baixo

GOL ainda não sente crise, mas vê economia com preocupação

Votorantim anuncia corte de 118 funcionários em projeto no RS

Faturamento de bens de capital cai 10,3% em outubro

TIM anuncia redução de investimento e corte de despesas em 2009

Nível de emprego da construção civil é incerto após março de 2009

Anúncios de demissões dão alerta amarelo ao governo

Rapidez dos efeitos da crise na indústria surpreende a CNI

Montadoras sofrem freada brusca em novembro no Brasil

Sebrae-SP: crise afetou pequenas empresas em outubro

Acabou a 'euforia' no mercado imobiliário, diz representante do setor

Produção de automóveis cai 28,6% e vendas, 25% em novembro no Brasil

Licenciamento de veículos declina 25,7% em novembro ante outubro

Bancos dispensam mais de mil funcionários em 3 meses

Desaceleração brasileira cria problemas para a Fiat

Venda de carros usados cai 4,2% em novembro em SP

Venda de motos cai 10,5% em novembro

Lucro da Porto Seguro cai 40% em dez meses

Venda de carros importados cai 43,6% em novembro

Inadimplência dos consumidores cresce 8,4% em novembro, diz Serasa

Venda de automóveis deve cair 19% em 2009

Produção da indústria paulista deve ter queda de 6% em novembro, diz FGV

Crise reduz venda de imóveis usados em São Paulo

Fiesp prevê 80 mil demissões em dezembro na indústria

Crise afeta consumo de diesel no Brasil em novembro

Arrecadação federal tem 1a queda em quase quatro anos

Brasil cresce 2,4% em 2009 após recessão no início do ano, diz CNI

ACSP: vendas desaceleram na 1ª quinzena de dezembro

Confiança do consumidor paulista cai e atinge menor nível do ano

Telefônica já observa alta da inadimplência

Devolução de cheques sem fundo aumenta 7,5% em novembro, diz Serasa

Motorola congela salários e suspende contribuição a fundos de pensão

Fenabrave: vendas de veículos caem 3% no início do mês

Empresas dão férias para 9 mil metalúrgicos em SP

Imóveis têm pior outubro desde janeiro de 1999 em SP

Instituto prevê que Brasil crescerá 1,5% e México e Argentina terão recessão

Confiança do consumidor cai 5% com medo do desemprego, mostra CNI

América Latina terá 1,8 milhão de desempregados a mais em 2009

Cepal prevê fim da bonança na América Latina em 2009

Nenhum país escapará de dificuldades econômicas em 2009, prevê Bird

Fluxo de passageiros em Congonhas cai 13% em 2008

Marolinha: Crise é mais intensa do que se previa, diz o BC

Banco Central diz que economia brasileira crescerá 3,2% em 2009

Caged registra queda de 40 mil empregos formais no país

Produção de aço cai 19% em novembro no Brasil

Febraban prevê crescimento menor do crédito em 2009

Paralisação na Sadia afeta até 20% de pessoal

Veículos lotam pátio do Porto do Rio

Cresce estoque de carro usado e preços desabam 30%

Shoppings vão pedir flexibilização de direitos trabalhistas ao governo

Vendas de Natal sinalizam forte desaceleração do consumo

Refresco no final não impede pior ano desde 1972 na Bovespa

Confiança da indústria é a menor desde outubro de 1998, diz FGV

Inadimplência das empresas brasileiras cresce em novembro, diz Serasa

Aumenta presença da palavra 'crise' nos discursos de Lula

Perdigão vai desativar duas unidades e demitir 233 empregados

Inclusão de inadimplentes no SCPC aumentou 11,9% em dezembro

Brasil e EUA concentram empresas que perderam mais de 80% nas Américas

Casas Bahia fecha oito lojas no Rio Grande do Sul

Crise pesa e indústria tem maior queda desde 1995

Confiança do consumidor é a menor desde 2005, diz Fecomercio

Montadoras retornam das férias coletivas com ajustes de jornadas

Renault suspenderá mil trabalhadores durante 5 meses

Com crise, financiamento para compra de imóveis fica mais difícil

Montadoras vivem momento contraditório no Brasil

Desemprego tem discreta alta para 7,6% em novembro

Pedidos de recuperação judicial aumentam 130% em dezembro e 16% no ano

Produção de veículos no Brasil despenca 47% em dezembro

Lula foi complacente com a crise global, diz 'FT'

País perde 600 mil empregos em dezembro,dizem fontes

Um terço das indústrias pretende demitir

Polo de Manaus sente a crise com mais de 10 mil cortes

Empresários e sindicalistas buscam alternativas contra demissões

Indústria de embalagens já sinaliza efeitos da crise

Funcionários da GM protestam contra demissões em SP

Produção industrial paulista deve recuar 13,5% em dezembro, diz FGV

Cresce busca por seguro-desemprego em SP

Fantasmas da crise voltam a assombrar e Bovespa desaba 4%

Vendas contratas da incorporadora Rodobens caíram 38% no 4º trimestre

No Brasil, Nortel concentra operação e fecha unidade em Campinas

Venda de usados em SP caiu 11% em dezembro, estima Assovesp

Vendas de celular refletem crise e caem em dezembro

Faturamento de pequena empresa paulista cai 10% em novembro

Aviação doméstica tem o pior desempenho desde 2003

Em MG, demissões totalizam 6,7 mil; Volks e ArcelorMittal anunciam PDV

Saques do FGTS crescem 62% em dezembro

Lula confirma alta de demissões e reúne-se com sindicalistas dia 19

ONU prevê crescimento de 0,5% do Brasil em 2009

Volkswagen vai dispensar 150 trabalhadores temporários em Taubaté

FGV: crise leva à queda histórica dos preços em janeiro

Crise eleva gastos do FAT com seguro-desemprego

Inadimplência dos consumidores em 2008 tem maior alta em 3 anos

Varejo paulista começou ano com baixa nas vendas, diz ACSP

Vale desiste de projeto de siderúrgica que empregaria 4,5 mil no ES

Santander vai demitir 400, diz sindicato

Peugeot-Citroën volta a dar férias coletivas a 2,6 mil no RJ

Crise derruba vendas no varejo brasileiro em novembro

Autopeças M. Marelli confirma demissão de 800 pessoas

Emprego formal no país perde 654 mil postos em dezembro

Tyco Dinaço confirma que vai fechar fábrica em SP

Queda na produção industrial gera crise no setor de reciclagem

Pequena indústria paulista começa a demitir

GM dá licença remunerada a 1,6 mil temporários

Demanda por adubo encolhe 9% em 2008

Sadia demite 350 funcionários em plano de reestruturação

Exportações de calçados caem 6,4% em 2008, diz associação

Marcopolo dá férias coletivas a 1,8 mil em Caxias do Sul

MRS Logística anuncia demissão de até 200 funcionários

Tyco Dinaço fecha fábrica e retrata impactos no setor

Vale dará férias a mais trabalhadores, diz sindicato

Uso da capacidade instalada da indústria cai a 81,6% em novembro

Emprego industrial tem primeira queda em 31 meses, diz CNI
Setor de eletroeletrônicos demite 3 mil em dois meses

Com piora da crise, Copom faz o maior corte de juros em cinco anos

Fiat dá férias coletivas em Betim; sindicato fala em demissões

Devolução de cheques no país cresceu 1,5% em 2008 e 8% em dezembro

Expansão de frigoríficos no Brasil é abatida na crise

Produção de minério de ferro da Vale cai 21%

Após dispensas, GM dá férias coletivas em São José

Oi cancela pelo menos 269 mil linhas de celulares em dezembro, diz jornal

Consumo energético na indústria brasileira cai 8,8% em dezembro

O próximo alvo é o comércio e serviços

86% dos bancos veem alta da inadimplência, diz Serasa

Companhias nacionais de petróleo sentem o peso da crise, diz 'FT'

Conta corrente do país tem em 2008 primeiro déficit em 6 anos

Demissões da indústria paulista em 2008 assombram 2009

Inadimplência das empresas subiu 36% em dezembro e 4,8% em 2008

77% dos empresários acreditam em desemprego maior, mostra pesquisa

Caterpillar anuncia mais férias coletivas no Brasil

Volks Caminhões dá novas férias coletivas a 3,5 mil

América Latina perderá 2,4 mi de empregos em 2009, diz OIT

Instituto prevê crescimento de 0,8% do Brasil em 2009

FGV: confiança do consumidor está historicamente baixa

Produção brasileira de aço cai 0,2% em 2008, mostra IBS

BSH Continental confirma demissão de 120 em Hortolândia (SP)

Dados parciais mostram queda de 3% a 5% na venda de veículos em janeiro

Febraban: spread sobe com piora da economia e do risco

Inadimplência em compra de carros é a maior da história

Uso da capacidade instalada da indústria de SP cai a 77,8% em dezembro

Paulistanos pretendem comprar menos, mostra pesquisa

Com crise, 1º acordo com corte de salários é fechado

Pesquisa estima queda de 1,89% no faturamento do varejo no trimestre

Indústria de SP inicia ano com humor ruim e estoque

Humor do empresariado piorou nos últimos 15 dias

Sondagem da CNI mostra pior trimestre em 10 anos

Rendas de quatro a seis salários concentram inadimplência, diz pesquisa

Vendas em São Paulo caem 5% em janeiro; inadimplência sobe 9,5%

Bradesco vê aumento de calote e crédito fraco em 2009

Demissão em dezembro foi maior que a média do mês, diz Sinduscon

Atividade industrial no Brasil cai 4,7% em janeiro, mostra PMI

Fabricante de antenas e alarmes para carros faz acordo de redução de jornada

Produção industrial no país tem pior queda na história

Vendas no varejo caem e inadimplência cresce em São Paulo, diz ACSP

Uso da capacidade instalada da indústria cai a 80,2% em dezembro

CNI não afasta possibilidade de recessão na economia brasileira

Lula admite que País pode ter retração econômica

Perdigão dará férias coletivas a 2.780 empregados em RS

CNI: queda de horas trabalhadas em dezembro é recorde

Baixa na indústria em dezembro já favorece PIB negativo em 2009

GM dá férias coletivas no setor de Powertrain, diz sindicato

Lula afirma que crise é maior que a de 1929

Restrição de crédito afeta as vendas de motos e carros, diz Fenabrave

São Paulo concentra 43% das vagas fechadas em dezembro, mostra estudo

Pirelli dará férias coletivas para 2,2 mil funcionários, diz sindicato

Lula diz que Brasil pode enfrentar mais problemas com a balança comercial

Pedidos de recuperação judicial quintuplicam

Febraban reduz projeção de crescimento do PIB em 2009 para 1,87%

Lucro do Santander no Brasil tem queda de 14% em 2008

Queda do emprego reflete forte recuo da produção

Férias coletivas viram regra entre montadoras de carros

Perdigão fará 'paradas técnicas' em cinco unidades até maio

Processadora de suco de laranja demite mais de 200 em Bebedouro (SP)

Emprego industrial tem em dezembro maior queda da série

Otimismo da indústria brasileira despenca com a crise, indica pesquisa

Químicos ameaçam parar produção em fábricas do ABC

Bancários fazem protesto contra demissões na Avenida Paulista

Crise adia investimentos privados em infraestrutura

Vendas de cimento no país caem 1,7% em janeiro

Vendas de veículos importados despencam 23,7% no Brasil

Aviação doméstica tem a menor expansão desde 2004

Vendas de papelão ondulado recuam 8,3% em janeiro ante 2008

Produção de motos no país cai 38,7% em janeiro

Crise faz número de ricos encolher 6% no Brasil, diz FGV

Friboi demite 40 e Painco reduz jornada e salários

Embraer anuncia corte de mais de 4 mil funcionários

Itaú Unibanco corta 100 pessoas em banco de investimento e corretoras

Bovespa cai 2,56% na sexta e marca pior semana desde novembro

Sindicatos cobram ação de Lula e ameaçam parar Embraer

Dólar fecha a R$ 2,392, maior preço já registrado no ano

Coperfrango suspenderá abate e demitirá 1,4 mil em SP

Lopes fecha 2008 com prejuízo líquido de R$ 66,9 milhões

Desemprego em São Paulo vai a 9,4% em janeiro, diz IBGE

Com novo plano de corte de custos, Avon deve demitir até 3 mil pessoas

IBGE acusa expansão recorde na população desocupada em SP em janeiro

Arrecadação registra queda de 7% em janeiro

Emprego com carteira assinada bate recorde de queda, diz IBGE

Alta no número de desempregados é recorde, mostra IBGE

Lucro do Banco Votorantim cai 22% em 2008

Crise assusta e faz empresário brasileiro rever planos, diz CNI

SP, MG e RJ somam 80% das demissões de janeiro

Brasil perde quase 800 mil empregos nos últimos três meses

Abimaq: faturamento cai 38% em janeiro ante dezembro

Gerdau lucra 67% menos no trimestre e reduz previsão de investimento

CNI: intenção de investimento em 2009 cai para 82%

Crise afeta e lucro da Usiminas cai 14% no quarto trimestre

Marolinha: Piora na balança preocupa mercado e políticos, diz Itaú

No Brasil, crise leva Citi a vender Redecard

Inadimplência no financiamento de veículos é recorde

Seade/Dieese: desemprego em 6 capitais sobe a 13,1%

BC: inadimplência da pessoa física é a maior desde 2002

Desemprego sobe para 12,5% em SP

Inadimplência atinge maior nível em 7 anos, mas BC descarta explosão

Serasa: inadimplência de empresas sobe 29% em janeiro

Desemprego cresce em seis regiões metropolitanas, mostra Dieese

GM dispensa mais de mil temporários e dá licença a 900 no Brasil

Disposição para compra de duráveis é a menor já registrada, diz FGV

Pequena empresa de SP tem o pior resultado em 7 anos

Indústria corta mais empregos, mas tenta se recuperar

Indústria paulista fechou 43 mil vagas em fevereiro, mostra Fiesp

Indústria paulista fechou 236,5 mil vagas desde outubro

Receita de microempresas paulistas cai 16,5% em janeiro, diz Sebrae

Crise abala confiança de pequenos e médios empresários, mostra índice

Vulcabras dá férias coletivas a 1.580 funcionários

Contra a crise, Klabin corta investimentos pela metade

Demissão na indústria paulista em fevereiro é a maior desde 1995

CNI: 54% das indústrias já demitiram por causa da crise

Crise afeta oito em cada dez empresas brasileiras, diz pesquisa da CNI

Piora da economia forçou demissões na Vale e na Embraer, diz Previ

Empresários da construção civil estão mais pessimistas

Inadimplência do consumidor cresce 8,6% no 1º bimestre, aponta Serasa

Crise deve prejudicar negociação salarial em 2009, prevê Dieese

Sindipeças teme aumento de importados e vê saldo desastroso para 2009

Crise afeta desempenho da maioria dos subsetores no trimestre, vê IBGE

Afetada pela crise, Profarma vê lucro cair 32,7% em 2008

Crise afunda economia brasileira e PIB cai 3,6% no 4º trimestre

Lula: 'Brasil será um dos poucos que não terão recessão'

Resultado do PIB "é sinal vermelho", diz Lula

Dilma diz que PIB reflete impacto "violento" da crise

Lula lamenta agravamento do impacto da crise no Brasil

Lucro das empresas brasileiras cai 50% no 4º trimestre, diz pesquisa

Prejudicada pela crise, refinaria Sunoco anuncia 750 demissões

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Inadimplência do consumidor de SP sobe 58% em março

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BNDES: média empresa ainda tem dificuldade de crédito

Febraban demite 15% dos funcionários

Venda de embalagens cai forte pelo 2º mês seguido

Economia brasileira deve crescer 0,59% em 2009, conforme Focus

Crise internacional afeta vendas de derivados da BR Distribuidora

ACSP: indicador de vendas a prazo cai 13% na quinzena

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Número de cheques sem fundos cresce quase 20% no primeiro bimestre

Inadimplência cresce entre população de renda maior, mostra pesquisa

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Positivo Informática encerra 4o tri com prejuízo de R$25 mi

Prejuízo da Gol atinge R$ 687 mi no 4º trimestre de 2008

Brasil sofre 'bombardeio' de perspectivas negativas para a economia

Crise afeta arrecadação de impostos ligados à produção

Governo revisa de novo projeção para o PIB de 2009, agora para 2%

RAPOSA – SERRA DO SOL: O TEMPO DEU CHANCE PARA A VITÓRIA DA FARSA.

RAPOSA – SERRA DO SOL: O TEMPO DEU CHANCE PARA A VITÓRIA DA FARSA.

 

Por Rebecca Santoro

19 de março de 2009

 

Leia a íntegra do voto-vista do Ministro Marco Aurélio Mello

 

 

Diz o ditado que 'em terra de cego, quem tem olho é rei'. Menos aqui 'nesthe paísth'. Por aqui, quem tem olhos, ouvidos e boca, todos funcionando muito bem, para enxergar, ouvir e dizer a verdade, é tratado com desdém, como alguém a quem não se deva dar ouvidos posto que, provavelmente, seja do tipo que possua mania de perseguição, do tipo que veja chifre em cobra.

 

Bem, assim tem sido no tratamento de inúmeras e sérias questões de interesse nacional. E não foi diferente no caso da decisão em relação à legalidade no caso da demarcação da reserva indígena Raposa - Terra do Sol em terras contínuas, finalmente, findado o julgamento no Superior Tribunal Federal (STF), ontem e hoje (19/03/2009).

 

Durante o processo de discussão nacional a respeito do tema, incontáveis artigos e reportagens jornalísticas apontaram os riscos, as possíveis ilegalidades (cometidas e a serem cometidas) e as prováveis injustiças que poderiam advir no caso de a reserva permanecer homologada de forma contínua, como assim o desejava o governo de FHC e continuou desejando, digamos, ardentemente, o governo Lula. Experimentaram fazer na marra, mas viram que a crise seria grande, de forma que optaram por amolecer a resistência dos contrários à demarcação contínua utilizando-se de recursos de ‘legalidades’. Ganharam tempo e, gramscinianamente, conseguiram realizar o isolamento das terras que sempre souberam que seria realizado.

 

Na hora derradeira, ou seja, no julgamento final da questão pelo STF, última instância judicial a que se possa recorrer, o único ministro – o único - daquela casa que foi capaz de dizer todas as verdades que precisariam ser ditas naquele tribunal a respeito do tema foi Marco Aurélio Mello. Ele, que havia pedido vistas em sessão anterior, fez um voto-vista longo, completo, irretocável e corajoso em defesa do Brasil – tendo provocado, inclusive, após seu voto, uma espécie de justificativa do ministro Ayres Britto por não ter dado voto nada parecido (clique no quadro ao lado e leia parte da discussão). Marco Aurélio humilhou todos os colegas pela precisão e veracidade de seu voto. Mas, como sempre se soube, nenhum deles modificou o voto já dado.  Apegaram-se à bengala dos 18 itens a serem respeitados em concessões de terras indígenas apresentados pelo ministro Celso de Melo em seu voto.

 

Como se não bastassem todas as questões de ordem ‘subjetiva’, como as de conceito de segurança nacional, de provável e futura falência do Estado de Roraima, etc., Marco Aurélio provou, incontestavelmente, a inconstitucionalidade da ação da União, no sentido da homologação das terras da reserva em contínuas, uma vez que baseada e justificada em dados fornecidos por apenas um dos lados interessados na questão (o dos que defedem a demarcação em terras contínuas). O Ministro recomendou que o processo inteiro de demarcação daquelas terras fosse reiniciado, dessa vez, com a participação de todos os interessados.

 

De nada adiantaram os esclarecimentos do Ministro, as reportagens de alerta e os artigos bem elaborados tratando da questão – sob diversos pontos de vista. “A parede é verde, todo mundo vê que é verde; mas, os ministros do STF e o governo decidiram que devemos todos observa-la como se outra cor qualquer tivesse”.

 

O ‘pacote’ de 18 medidas (leia no post abaixo), que acabaram por se transformar em 19, a serem consideradas depois de confirmada a legalidade da homologação da reserva (e que servirão para todas as demais demarcações no país) parece saído de mentes surrealistas. Isso porque, se obedecidas todas as medidas (e não me parece que a realidade assim se imponha ou venha, como que por milagre a se impor), não me parece que ninguém tenha saído lucrando com a decisão do STF. Os não-índios e produtores rurais, por motivos óbvios. Mas, os índios, por sua vez, ficarão com aquela inimaginável imensidão de terras para nelas só poderem habitar, basicamente, como seres condenados à estagnação evolutiva natural dos grupos humanos. Não podem usar as riquezas minerais da terra, principalmente para exploração comercial; não podem estabelecer relações com outros estados como se estados fossem,; não podem receber a visita de quem quer que seja, a menos que autorizada pela Funai e, acredite quem quiser, não poderão impedir a circulação de forças militares federais nem a instalação de bases; também não poderão impedir a instalação de estradas e de hidrelétricas, por exemplo, e não poderão cobrar pedágio nem taxas para sua utilização.

 

Ou seja, ou nada disso pretende realmente ser cumprido por tribo indígena nenhuma – e muito menos fiscalizada por governo nenhum - ou de nada adiantou a tomada das terras, porque não foi para viver como seres primitivos isolados que os índios lutaram (com a ajuda biliardária de poderosas Ongs internacionais) para ficar com uma imensidão de terras riquíssimas como as que compõem o solo da Raposa – Serra do Sol.

 

Uma coisa é certa: se alguma das nefastas previsões para a região se concretizar – seja a da desgraça da fome, da separação das famílias compostas por índios e não-índios, seja a de ocupação da região por guerrilhas, seja a instalação do roubo sistemático de riquezas de diversas naturezas; de quem irão os brasileiros cobrar explicações e justiça? Dos ministros do STF, na porta de suas casas? Das autoridades máximas do Executivo, na porta de suas casas? Na porta dos quartéis das FFAA? Quando tudo é uma farsa; quando a Justiça é uma farsa, a quem ou a o quê mais se pode recorrer?

Os 19 critérios que definem o processo demarcatório da reserva Raposa/Serra do Sol e que deverá servir como referência para outras ações.

Os 19 critérios que definem o processo demarcatório da reserva Raposa/Serra do Sol e que deverá servir como referência para outras ações.

 

1 - O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser suplantado de maneira genérica sempre que houver como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição);

 

2 - O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

 

3 - O usufruto dos índios não abrange a pesquisa e das riquezas naturais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional;

 

4 - O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, dependendo-se o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

 

5 - O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional, à instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai. É o livre transito das Forças Armadas e o resguardo das fronteiras;

 

6 - A atuação das Forças Armadas da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

 

7 - O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

 

8 - O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação, ou seja uma dupla afetação --ambiental e indígena-- fica sob supervisão e responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

 

9 - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, ouvidas as comunidades indígenas --levando em conta usos, tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

 

10 - O trânsito de visitantes e pesquisadores não índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

11 - Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

 

12 - O ingresso, trânsito e a permanência de não índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

 

13 - A cobrança (de pedágios) de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

 

14 - É vedado negócio jurídico relacionado a terras indígenas, assim como qualquer ato que restrinja o pleno exercício da posse direta pela comunidade jurídica ou pelos indígenas;

 

15 - É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

 

16 - Os bens do patrimônio indígena, isto é, as terras pertencentes ao domínio dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, 16, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena isenção tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

 

17 - É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada. Se for para a Raposa/Serra do Sol, a medida é válida, mas para outras reservas, o tema deve ser submetido a discussões jurídicas;

 

18 - Os direitos dos índios relacionados às suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis;

 

19 - Assegurada a efetiva participação de todos os entes da Federação.

DEPOIS DA 'DIARRÉIA', UM 'SIFU' E MILAGROSA APROVAÇÃO 'POPULAR'

DEPOIS DA 'DIARRÉIA', UM 'SIFU' E MILAGROSA APROVAÇÃO 'POPULAR'

 

COMENTÁRIOS

 

Eu sei que você, leitor, pensou que já tivéssemos visto chegar ao limite a estupidez e a falta de postura de estadista do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do país. Enganou-se. Depois de falar em 'diarréia', utilizando o termo nada elegante como figura de linguagem para mais uma de suas comparações estapafúrdias, dessas que já estamos acostumados a ouvir, o presidente conseguiu a inimaginável proeza de se superar. Ele soltou um claro e retumbante "sifu" (que, mesmo sendo um palavrão que se refira jocosamente ao ato sexual, significa, na verdade, 'se deu mal'). Quem é que poderia imaginar que um presidente da república pudesse dizer um palavrão como esse numa fala oficial? É mais um 'nunca na história desse país' para a coleção memorável de Lula.

 

Como se não bastasse a linguagem de baixo calão do presidente, a coisa que mais nos pode deixar surpresos é a naturalidade com que Lula fala dos problemas do país, como se tivesse tomado posse, para exercer seu primeiro mandato, logo ali há, no máximo, um ano.

 

E, para fechar com chave de ouro, sai, hoje, mais uma pesquisa do Datafolha mostrando, novamente, que o governo, misteriosa e milagrosamente, é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros. Aprovação é a maior que um presidente já teve, desde 1990 - ou seja, desde de FHC.

 

Senhoras e senhores, o poço ainda é mais fundo do que se pensava que era ou que poderia ser.

 

Rebecca Santoro

 

O HOMEM DO “SÍFU”

 

Por Reinaldo Azevedo

 

Lula só pode ter voltado a abusar da água mineral. Não há outra explicação. No discurso em que, na prática, ficou tentando encontrar culpados para as dificuldades que a economia brasileira já começou a enfrentar, ele começou dizendo que é um Dom Quixote. Tá. Inteligente ele é, já afirmei aqui umas 500 vezes. Mas é de uma ignorância oceânica. A único traço de caráter apreciável da personagem de Cervantes era a inocência. No mais, bem..., era um desastre. E Lula não tem a metade da inocência daquele. Ademais, o que, naquele, era loucura, neste, é puro método. Se ele é mesmo um Dom Quixote, o desfecho será o pior possível. Adiante.

 


Encantado com o som da própria voz — um dos males que amiúde o acometem —, disse que o mercado financeiro é como um filho adolescente rebelde, que não quer saber do pai e da mãe... E foi adiante, vermelho, falando alto: “Quando o mercado tem uma dor de barriga, e, nesse caso, foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos". Entenderam? O Estado é o pai e a mãe da sociedade. Santo Deus!


Era pouco? Era pouco! Explicando por que prega tanto otimismo, Lula aí se comparou a um médico que estivesse atendendo a um doente. E indagou: “O que você fala? Dos avanços da medicina ou olha pra ele e diz ‘SÍFU’?” Sim, Lula empregou a palavra “SÍFU” num discurso oficial.


Bem: “SÍFU”, vocês devem saber, é uma forma sincopada da versão vulgar do verbo “copular”, mas numa estranha e improvável forma reflexiva. O “si” vem do “SE”, e o “FU”, da primeira sílaba do sinônimo de “copular”, mas trocando o “O” pelo “U”, entendem? E, na forma reflexiva, aquele sinônimo perde toda a carga positiva. Quem "sífu" está estrepado.


Isso é Lula, é normal. O seu gosto pelo tabuísmo é notório e conhecido. Mas o mais interessante é outra coisa. Recuperando-se o contexto da sua fala, fica claro que, para o “médico” Lula, o paciente Brasil “sífu”.


O país, muito melhor do que seus políticos, vai resistir. Ainda bem! Mas, sob muitos pontos de vista, o que se vê aí é o fundo do poço. Vamos torcer para que a economia mundial se recupere logo.

LULA TEME VER RUIR O MITO

 

Lula sabe que o mito do presidente competente e pé-quente, criado pelo PT e por seus marqueteiros, tinha uma base de sustentação: a expansão da economia mundial. Era o efeito do tal “neoliberalismo”, vocês sabem, que ele odeia tanto. Essa expansão trouxe muitos benefícios para o Brasil: elevação do preço das commodities, crescimento das exportações, aumento do emprego com carteira assinada... Tudo isso que está na raiz da popularidade do Apedeuta. Afinal, ele não é aprovado pela maioria dos brasileiros por causa da oratória apenas...


Pois é. Se Lula era o responsável por tudo aquilo, não a conjuntura internacional, que importa que esta mude? Lula tem de continuar a fazer milagres, certo? Acontece que ele não faz. Espertíssimo, o homem que sempre correu para o abraço quando a economia crescia a mais de 5%, já começa a tirar o corpo fora. Está em busca de culpados.

Os primeiros que entraram na sua alça de mira fomos nós, o conjunto dos brasileiros. Lula diz que, se a gente não sair comprando, vai haver desemprego. E, como o desemprego vai mesmo aumentar, os responsáveis já estão identificados. “Mas por que ele não culpa a crise internacional e pronto?” Porque seria forçoso admitir que, não podendo ele interferir no que acontece de mau no mundo, também não interferia no que acontecia de bom.


Em seguida, Lula mirou no Banco Central, que está, segundo diz, cobrando uma taxa de juros injustificável. E, hoje, mandou ver contra os bancos. Também eles não estão facilitando o crédito. E eu? Estou dizendo que a culpa é de Lula? Não! Como também nunca atribuí a ele o bom desempenho de antes da economia.


Quanto à referência que fez a Obama, dizer o quê? Era uma questão de dias ele sentir uma certa ponta de inveja, de ressentimento até. O mundo — e também o Brasil — descobriu um novo milagreiro: mais poderoso do que Lula, mais articulado do que Lula e, como direi?, ainda mais “minoria” do que Lula. E isso é demais pra sua vaidade.

 

 

Lula critica bancos de montadoras por dificultarem compra de carro

04/12/2008

CIRILO JUNIOR

Folha Online

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que, apesar de o governo ter disponibilizado mais crédito para os bancos das montadoras, está mais difícil comprar carro no país. Lula culpou essas financeiras que, segundo ele, vem encurtando os prazos das prestações diante da crise.

 

"Quando nós disponibilizamos dinheiro para as financiadoras das empresas automobilísticas venderem carro, o que aconteceu? Aumentou a entrada do carro de 20% para 30%, diminui o número de prestações, de 70, 72, para 36. Ou seja, ao invés de se facilitar, se dificultou a compra do carro", afirmou, durante lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Rio.

 

Segundo divulgou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) hoje, a produção de veículos recuou 28,6% em novembro deste ano ante o mesmo período de 2007, e as vendas, 25% na mesma base de comparação, com o impacto da crise de crédito internacional.

 

De acordo com o presidente da entidade, Jackson Schneider, o estoque ao final de novembro representava 56 dias, sendo 25 na indústria e outros 31 nas concessionárias.

 

O governo anunciou no início de novembro a liberação de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil para os bancos das montadoras, para irrigar o crédito do setor. Na mesma seguinte, a Nossa Caixa, do governo do Estado de São Paulo, também liberou outros R$ 4 bilhões com o mesmo objetivo.

 

Lula destacou que, em época de crise, os governos têm de optar em fazer os gastos necessários, que resultem em geração de emprego e renda para o povo. Diante disso, disse que o governo não vai deixar de investir "nenhum centavo" dos R$ 504 bilhões previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

"O que nós precisamos é tomar a decisão de não investirmos nenhum centavo em custeio enquanto tiver dificuldades, mas vamos investir todos os centavos possíveis em coisas produtivas, em coisas que possam gerar emprego, distribuição de renda, salário e poder de compra do povo brasileiro", salientou.

Lula minimizou a promessa do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de criar 2,5 milhões de empregos. Criticando parte da elite brasileira, que para Lula, é "colonizada intelectualmente", ele destacou que o país criou, este ano, número semelhante de novas vagas no mercado de trabalho.

 

"Quando o Obama propôs criar 2 milhões de empregos, foi uma coisa fantástica. (...) Este ano, no Brasil, criamos até agora, 2,149 milhões de empregos de carteira profissional assinada. E certamente que não mereceu 10% do destaque dos 2 milhões do Obama até 2011".

 

No fim do discurso, o presidente disse não ligar para as piadas que fazem em relação a ele. Descartando ser preconceituoso, Lula afirmou que gosta de brincadeiras politicamente incorretas.

 

"Acho que o mundo ficou chato depois que proibiu e está exigindo piadas politicamente corretas. Piada só é boa quando é escrachada. De qualquer forma, como sou apenas um, me submeto ao politicamente correto", concluiu.

 

Lula criticou a política adotada pela Vale de investir apenas na produção de minério de ferro, ao invés de apostar em outros produtos da cadeia, com maior valor agregado. Lula disse que ligou para o presidente da mineradora, Roger Agnelli, para questionar as 1.300 demissões anunciadas ontem, e, com críticas à imprensa, se resumiu a exaltar as contratações que a empresa havia feito antes do agravamento da crise.

 

"Liguei para o Roger [Agnelli] e disse: Quero saber por quê você mandou 1.300 trabalhadores embora? Qual é a crise? Ele disse: 'Ah presidente, mandei embora 400 que estavam no Canadá, as pessoas foram dispensadas pela inovação tecnológica da empresa, e dispensamos muita gente que trabalhava no escritório'. Mas uma coisa que a imprensa não diz é que esse ano a Vale contratou 6.200 funcionários. Se a gente mostra apenas uma cor, a gente não permite que o mundo tem um colorido além daquela cor apresentada às pessoas", afirmou, durante lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Rio.

 

Lula acrescentou que voltou a falar com o "companheiro Roger" sobre a necessidade de a Vale investir em outros produtos da cadeia do minério de ferro. Para o presidente, está provado que é melhor fazer o processo de transformação do produto no Brasil do que simplesmente vender a matéria-prima para outros países.

 

"Porque você vende 1 tonelada de bauxita por US$ 30, 1 tonelada de alumínio por US$ 500 e 1 tonelada de alumínio por US$ 3 mil. (..) Está provado que é muito melhor a gente fazer o processo de transformação aqui dentro e, ao invés de ficar vendendo minério e mais minério para a China, para eles produzirem mais aço e mais aço para vender para nós, vamos nós produzir aqui dentro. Vamos gerar os empregos necessários. Vamos gerar o desenvolvimento tecnológico desse país", completou.

 

Diante do anúncio de demissões em grandes empresas, como a da Vale do Rio Doce, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é importante que não se entre em clima de desespero, visto que o país - na visão de dele - está muito diferente, "no melhor momento econômico da história".

 

Lula afirmou ter certeza que o Brasil é o país mais preparado para enfrentar a crise entre os integrantes do G20 (grupo das principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo). Lula reafirmou que ainda o Brasil não vai quebrar diante da turbulência no mercado financeiro internacional.

 

O presidente, que já comparou a crise a uma marola, disse que o atual cenário, possivelmente, seja pior do que o observado na crise de 1929. Ele ressaltou que a turbulência nos mercados surgiu no momento de maior respeitabilidade do Brasil no cenário internacional.

 

Ainda sobre o tamanho da crise, Lula lembrou que nas crises da Rússia, do México e dos países asiáticos foram injetados US$ 200 bilhões no mercado. Na crise atual, foram US$ 4 trilhões, segundo o presidente. Lula disse ainda que apesar do PIB mundial somar US$ 65 trilhões, o dinheiro que circulava no mercado chegava a ser dez vezes maior e sumiu, resultando na falta de crédito no mercado.

 

"Esse dinheiro que desapareceu, fico me perguntando se está todo nas Ilhas Cayman. É tanto dinheiro que se estivesse lá, ele tinha afundado. É tanto dinheiro que na minha cabeça, não cabe. Eu, talvez, não tenha todos os neurônios para compreender o que significa US$ 600 trilhões. Se fosse de real eu ainda sabia, mas de dólares, é tanta coisa que não consigo saber".

Nova Estratégia Nacional de Defesa quer politizar e 'colocar cabresto na Escola Superior de Guerra (ESG)

Nova Estratégia Nacional de Defesa quer politizar e 'colocar cabresto na Escola Superior de Guerra (ESG)

 

Introdução deste site

 

No artigo que segue, que é longo mas precisa ser lido, o Cel. Celente diz tudo sobre a pretensão estabelecida no novo plano nacional estratégico de defesa de transferir a ESG para Brasília.

 

Eu adoro Brasília, como cidade para viver porque a qualidade de vida por aqui é uma das melhores do Brasil – simplesmente porque a violência e o stress do trânsito são incomparavelmente menores do que nas outras grandes cidades do país e porque os serviços públicos, em sua maioria, realmente funcionam. É uma cidade que está em constante e visível desenvolvimento e embelezamento e proporciona um ambiente mais tranqüilo para se criar os filhos, além de possuir excelentes unidades de ensino, inclusive contando com uma das melhores universidades do país – a UNB (que não se sabe como ficará, agora, com metade de seus alunos vindos das ‘excelentes’ escolas públicas que o Brasil possui – no que Brasília, apesar de estar em vantagem em relação a outras cidades brasileiras, não é exceção).

 

De todas as razões possíveis para transferir uma escola de excelência e de tradição como a ESG para a capital federal, portanto, as únicas que eu consideraria ‘de peso’ seriam justamente as que mais me agradam em Brasília: a facilidade de locomoção, de estacionamento e os níveis de violência incomparavelmente menores do que os do Rio de Janeiro e, portanto, ainda toleráveis. Quaisquer outras razões além destas não têm a menor justificativa e estão, sim, por trás de intenções duvidosas – como assim o está todo o novo plano estratégico de defesa (em minúscula mesmo) diga-se de passagem. Plano este, aliás, do qual, do papel, só sairá mesmo o que convier aos planos petistas (e aqui leia-se os planos da URSAL – união das repúblicas socialistas da américa-latina, ou seja lá o nome que se queira dar aos países formadores do bloco latino do novo socialismo do século XXI) e não o fortalecimento de nossas atuais Forças Armadas, como se iludem alguns de seus atuais membros mais importantes.

 

A transferência da ESG para Brasília, nesse contexto, portanto, certamente poderá ocorrer – e rapidamente. Já a renovação de nossos armamentos, isso fica sendo feito aos poucos, de modo que, lá para 2030, 2050, quando não existir mais Brasil (pelo menos não como o conhecemos hoje), aí, sim, teremos nossas Forças Armadas dignas de um país continental como o Brasil... Me engana que eu gosto...

 

Rebecca Santoro

 

 

EM DEFESA DO ÚLTIMO BASTIÃO DO NACIONALISMO

– A Escola Superior de Guerra –

 

Por ANTONIO CELENTE VIDEIRA – Cel. Int. R1 Aer

e-mail: acelente@terra.com.br

 

NESTA CASA, ESTUDA-SE O DESTINO DO BRASIL, PARA MELHOR SERVI-LO.

(Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco)

 

        

Os  meus deslocamentos para Brasília, a serviço, deixaram-me estupefato diante dos comentários desairosos sobre a nossa Escola Superior de Guerra (ESG).

 

         Dentre os absurdos, segundo a minha ótica, destaco:

 

- a ESG está ultrapassada e não serve para mais nada;

- o Método de Planejamento Estratégico da ESG parou no tempo e no espaço;

- a ESG no Rio de Janeiro está deslocada. Urge a sua transferência para Brasília, a fim dos políticos fazerem seus cursos.

 

         Paro por aqui para não me alongar, mas digo que são produções infundadas, não se sustentando com cinco minutos de diálogo, se confrontadas com as reflexões dos que conhecem e vivem a ESG e pensam diferente. É lógico que num embate como este não pode influir o peso de posições funcionais elevadas, pois estas não estão permitindo ainda vozes sensatas manifestarem-se contrariamente.

 

            No dizer da jornalista política Christina Fontenelle, no seu brilhante artigo intitulado “Quem é o inimigo?”, publicado no exemplar de n.º 26, JAN/ABR2008, de IDÉIAS EM DESTAQUE, publicação do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), “o esconderijo da incompetência é o melindre... os incompetentes e os culpados escondem-se atrás da suscetibilidade... porém, os mais inteligentes são sempre vistos como ríspidos, arrogantes e agressivos”. Eu complementaria as palavras da socióloga dizendo que os mais sensatos, atualmente, estão sendo vistos como “contrários ao progresso”.

           

         Aliás, hoje, por se estar engolfado no mundo da informação, o verdadeiro chefe ou o gestor está diante de um dilema: ele deve desenvolver talento para perceber a nítida fronteira entre o novo, que nada vai acrescentar à otimização finalística de um determinado processo, e o assessoramento correto e leal, a partir de pessoas mais antigas com experiências e especialistas sobre um determinado saber. Estas últimas, normalmente, em organizações “apinhadas” de aventureiros e de levianos, são classificadas como retrógradas ou reacionárias. Eis aí o grande desafio que os verdadeiros líderes desta “sociedade em rede” devem identificar.

 

         Voltando à nossa ESG, fiquei constrangido quando alguém me disse que com a ESG vindo para Brasília, nossos políticos voltariam a fazer parte do seu Corpo de Estagiários. Esta é uma afirmação tão infantil que dá para perceber a falta de largueza perceptiva.

 

         Onde já se viu o político atual deixar de participar da “festinha junina” do interior do seu estado no Norte ou no Nordeste para assistir aulas de Cratologia (estudo do Poder) ministrada pela ESG? Se Brasília é hoje local para sediar a ESG, por que, aproximadamente, há dez anos, não acontecem Ciclos de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) na Delegacia da ADESG da Capital Federal? Por que o GETRAM (Gerência Executiva de Transporte e Mobilização), um excelente Curso de Logística de Transporte, ministrado pelo Exército Brasileiro, em parceria com a Faculdade da Terra, não foi para frente? Qual o motivo que influenciou a não permanência do antigo Curso Intensivo de Mobilização Nacional (hoje Curso de Logística e Mobilização Nacional – CLMN) em Brasília, funcionando naquela cidade no curto período de 1982 a 1986, a retornar para a ESG em 1993? 

 

         Essas são questões que não se calam e não podem ficar fora do estudo do processo decisório (se é que vai haver) sério para remoção de uma Escola como a nossa.

 

         Apresento um quadro abaixo, demonstrando que os homens públicos de outrora, quando cursaram a ESG, eram pessoas inexpressivas na vida nacional.

 

NOME

QUALIFICAÇÃO QUANDO CURSOU

Ernesto Geisel

Coronel de Artilharia

Lauro Sodré Neto

Engenheiro

Humberto de A. Castelo Branco

Gen. de Brigada

Sylvio Frota

Ten. Cel. Cav.

Tancredo Neves

Bacharel

Délio Jardim de Matos

Ten. Cel. Av.

Mario Andreaza

Maj. Inf.

Antônio de Arruda

Desembargador

João Figueiredo

Ten. Cel. Cav.

Saturnino Braga

Procurador

Celso Sucokow da Fonseca

Engenheiro

Theophilo de Azevedo

Professor

Mario Amato

Industrial

Golbery do Couto e Silva

Ten. Cel.

Diogo de Figueiredo

Cel. Cav.

Omar Fontana

Bacharel

Arnaldo Niskier

Professor

Luis Fernando Furlan

Engenheiro

 

         Percebe-se que a falácia de que autoridades constituídas cursaram a ESG é de uma infantilidade inigualável, não sendo, portanto, justificativa para o quadro de estagiários, se em Brasília, fosse constituído de autoridades.

 

         Por outro lado, quer queira ou não, o Rio de Janeiro é ainda o Centro Cultural do Brasil, gozando a ESG o privilégio de estar nas proximidades da Academia, isto é, recebendo conferencistas de universidades no próprio Rio de Janeiro, Minas gerais, São Paulo e, até mesmo, de Brasília, a menos de uma hora e meia de vôo.

 

Em contrapartida, Brasília, uma cidade altamente politizada, vai desconfigurar o último ”bastião” onde se estuda o Brasil, entre civis e militares, de forma isenta e imparcial. A Escola de Estado vai se transformar em Escola de Governo.  Substituir-se-á um aprazível local, com tradição, nascedouro do Rio de Janeiro, com a chegada de Estácio de Sá, por instalações frias, ilhadas pelo sentimento público fantasioso que não retrata, graças a Deus, os verdadeiros anseios do povo brasileiro. Em suma, trocar-se-á a cidade maravilhosa, decorada com os encantos da natureza, pelo arrroubo da urbe empedrada, contendo, na intangibilidade de suas linhas arquitetônicas, a insipidez dos interesses grupais.

 

         Se a ADESG de Brasília não promove CEPEs há dez anos, a ESG, “sediada no Rio de Janeiro”, projeta o seu braço na Capital Federal, através do Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), produzindo elevados elogios, a partir de oficiais das três Forças Singulares e civis de repartições públicas que tiveram o privilégio de freqüentarem suas aulas e palestras por prestarem serviço em Brasília. O fato do CGERD estar dando certo em Brasília é porque, no seu bojo, guarda a mística do método de ensino da ESG forjado por ícones como os Marchais Oswaldo Cordeiro de Farias, Juarez Távora, César Obino, Desembargador Antonio de Arruda e tantos outros abnegados pela causa “esguiana”.

 

         A evolução desse método, em sincronia com o comportamento do mundo atual, deve-se à dedicação do seu Corpo Permanente, ao qual tenho a honra de pertencer e que, sem alardes, pesquisa e se atualiza, procurando fazer o melhor, não obstante os óbices naturais da Administração Pública.

 

         Quanto ao inconsistente argumento sobre a desatualização do conteúdo programático, não sei de onde isto está vindo. A ESG é parceira da COPPEAD, quando todos os seus cursos têm professores, além dos brilhantes membros do Corpo Permanente, os daquela Instituição, cujo posicionamento é destaque em excelência de Gestão Estratégica no Brasil e no mundo. A COPPEAD, desde 2001, por seis vezes, no Ranking Anual do Financial Times, está classificada entre os 100 melhores programas de MBA do mundo e posiciona-se entre os 12 programas de pós-graduação em Administração da América Latina, segundo a revista chilena América Economia.

 

         Com a Universidade Federal Fluminense (UFF), está-se buscando uma parceria, em fase final de concretização, na área de Defesa. Aliás, no Segundo Simpósio de Defesa, realizado no período de 15 a 18 de julho do corrente, pela Associação Brasileira de Estudo de Defesa (ABED), na UFF, com a participação das escolas militares de Altos Estudos, de Aperfeiçoamento e de Formação das três Forças Singulares, além de diversas universidades do Brasil, representadas por professores e mestrandos, lá estava a ESG, com alguns de seus professores, todos também doutores e mestres, formados por centros de excelências em pesquisa. Suas apresentações temáticas foram alvo dos mais efusivos elogios proferidos por oficiais da Aeronáutica, todos meus ex-cadetes, destacando-se esses professores como superiores, em profundidade e em objetividade, em relação aos demais que lá naquele simpósio também se apresentavam.   

          

         Por conseguinte, não consigo entender por que flui a conversa de termos um Corpo Permanente despreparado. Se forem levantadas as qualificações dos membros do Corpo Permanente, verificar-se-á que a grande maioria possui mestrado e doutorado, reconhecidos pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Além disso, existe uma intensa produção de artigos em periódicos diversos e participação em simpósios e congressos, denotando a ESG ser possuidora de excelente “capital intelectual”.

 

         Se este que está escrevendo estas linhas fala isso, é porque vive esse momento também. Participa de certames no mundo acadêmico com a elaboração de artigos publicados em anais e periódicos científicos e técnicos, que circulam no mundo universitário e no meio empresarial. Quem não vive intensamente as atividades da ESG e da ADESG, ouvindo distorções ou então se contentando com “leituras na diagonal”, permanecendo na superficialidade das questões, mas, por estar em função de decisão, acha que pode desmantelar obras intangíveis, como as produzidas pela Escola, junto às nossas elites.

 

         Outra parceria que a ESG tem é com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), cujos beneficiários são os estagiários dos Cursos de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), Logística e Mobilização Nacional (CLMN) e Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE). Afora isso, existe forte relacionamento com escolas congêneres à nossa, através de protocolos de intenções e de cooperações, com países como China, África do Sul, Angola, Chile, Estados Unidos, Colômbia, Namíbia, Peru, Portugal, Uruguai e Espanha, além de receber comitivas de nações como França, Inglaterra, Singapura, Coréia do Sul e tantas outras e lá também comparecendo com as nossas, travando intensa troca de experiências com o mundo, de uma maneira geral, em assuntos de estudos relacionados à geoestratégia, defesa, segurança, economia e outros. Então, não vejo onde estar deslocado em relação aos demais Institutos de Altos Estudos espalhados pelo mundo.

 

         Por fim, é vergonhoso falar que o nosso Método de Planejamento Estratégico está ultrapassado. Cabe aqui mencionar, como algo interessante nesta discussão, que não se faz qualquer tipo de crítica quanto ao Estudo de Estado-Maior ou ao Exame de Situação, ambos ministrados nas três Escolas de Altos Estudos das nossas Forças Singulares.

 

         Mas, quanto ao nosso Método, não - este seria antiquado. Ora, além do Estudo de Estado-Maior e do Exame de Situação, tive a oportunidade de estudar outros, quando fiz o Mestrado em Gestão e Tecnologia. A análise SWOT (Strengths-Força; Weaknesses-Fraqueza; Opportunities-Oportunidade; Threats-Ameaças), o método Analytic Hierarchy Process (AHP), a Pesquisa Operacional (PO), a Decision Support System (DSS), o Jogo de Empresa, a Análise Multicritério, utilizando, em alguns casos, o aplicativo informatizado “promoden”, como uma ferramenta de simulação, indicando soluções ótimas, tudo em cima de autores como Michael Pidd, Tamio Shimizu, Max H. Bazerman, Luiz Flávio Autran Monteiro Gomes e outros expoentes do estudo da Propedêutica e da Heurística.

 

Em nenhum momento, percebi inferioridade no Método de Planejamento Estratégico da ESG. Pelo contrário, o nosso Método, com o auxílio da ferramenta PUMA, é, sobremaneira, objetivo, elucidativo e amigável diante das incertezas do decisor e superior aos mencionados acima, na configuração de cenários prospectivos.

 

         Logo, são inconcebíveis determinadas afirmações, em relação à nossa ESG, cujo teor ainda não percebi a qual fim se quer chegar.

 

         Diante da inverdade maldosa, produzi um documento ao Comando, sendo imediatamente tomadas providências, como por exemplo, a designação de um Grupo de Trabalho (GT), utilizando-se das inteligências de alguns membros do Corpo Permanente, com o objetivo de demonstrar o quanto custará de negativo, para o País, essa medida unilateral (de transferência da ESG).

 

         Esse GT produziu um documento de abordagem profunda, a partir da pluralidade de reflexões de seus componentes, afastando decisões unilaterais e autoritárias, nefastas às soluções sensatas e efetivas.

 

         A transferência da ESG para Brasília, perdoem-me, não pode se concretizar sem uma análise das Linhas de Ações Preliminares (LAP) estabelecidas por esse GT. Se isso acontecer, a decisão não será técnica, mas levará a concluir que estará eivada de um viés dúbio.  

 

         Nesta contextualização, o Curso de Logística e Mobilização Nacional (CLMN) está também com os seus dias contados. Existe um documento, sem qualquer estudo prévio, tentando levá-lo para Brasília, como ocorreu há 15 (quinze) anos, sem resultado satisfatório - o que fê-lo retornar à ESG em 1993, no Comando do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Pedro Ivo Seixas.

 

         Esse Curso é um dos mais elogiados, gozando de elevado nível de excelência, principalmente agora com a participação da COPPEAD, que ministra dentro  do mesmo um módulo especializado em Logística Empresarial. A ESG, para salvaguardar a continuidade do CLMN em suas instalações, também instituiu um Grupo de Trabalho, cuja conclusão foi a manutenção do mesmo no Rio de Janeiro, com a reativação dos Estágios Intensivos de Mobilização Nacional (EIMN), com duração de uma ou duas semanas, trazendo frutos alvissareiros, em termos de recursos humanos voltados à Mobilização Nacional, no período de 2004 a 2007, mas que, infelizmente, sofreu interrupção por determinação do Ministério da Defesa.  

 

         O que se percebe é que os atores, com expertises no assunto, que deveriam estar sendo consultados para assessoramentos sobre mudanças de políticas de ensino de responsabilidade da ESG, não o são, mas passam a compor grupos de trabalho designados pelo Comando, com o fim de justificar o óbvio, diante de tentativas de usurpação de uma competência acadêmica desta Escola, já consagrada há mais de meio século. Está-se diante do dilema de que “o verdadeiro cego é o que vê, mas não enxerga, porém o surdo calculista é aquele que ouve e finge, maliciosamente, não escutar”. É por isso que a conquista dos objetivos de “cegos” e de “surdos”, por conveniência, pisoteiam as mais sensatas respostas, diante de iminentes absurdos a serem instalados. A História da humanidade está repleta de registros desta natureza.

 

         Com a divulgação da Estratégia Nacional de Defesa, no dia 07 de setembro, tendo no seu bojo, em um de seus parágrafos, a transferência da ESG para Brasília, bem como o pronunciamento do Exm. Sr. Ministro da Defesa,  no VIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), no dia 07 de novembro, na Universidade da Força Aérea (UNIFA) e a conseqüente publicação de suas palavras no jornal O Dia, de 08 de novembro, elucidou-se a   incógnita da equação, fazendo-nos entender que a “cantilena” do demérito e a inversão dos fatos sobre a ESG, previamente tão enfatizada, visa sensibilizar o Congresso Nacional a  aprovar a Estratégia Nacional de Defesa, com a transferência da ESG para Brasília.

 

         Percebe-se um arranjo velado e o que está em jogo é a manutenção ou não de um centro que estuda desenvolvimento, defesa e segurança, mas, muito mais do que isso, discutem-se os valores morais de uma nação, diante das crises nacionais dos últimos tempos, principalmente junto às nossas elites, “estraçalhando” o que é mais relevante na contextualização de um povo: a justiça.

 

         Eu me pergunto: Por que essa investida contra a ESG? Será que prevalece ainda o mito fantasioso e revanchista de que a Revolução de 1964 nasceu no interior de suas instalações? Qual o motivo de tentar-se acabar com a ESG, nos anos de 2004 e 2005, não indo à frente, e agora surgir uma nova proposta traduzida na sua transferência para Brasília? O que a Escola cometeu de errado, em termos de cumprimento da sua missão-fim, para ser assediada subliminarmente? Não seria mais sensato apontar, com embasamento, as possíveis falhas e solicitar e/ou conjuntamente executar as devidas correções? Será que é proposital a notícia-surpresa, objetivando impactar nefastamente, em termos psicológicos, a todos da Escola e, com isso, obstruir a difusão do nosso Pensamento Estratégico à Sociedade Brasileira? 

 

         Essas questões geradoras de controvérsias fazem-me insistir, portanto, que “o País não vive o instante de se transferir escolas, mas sim o instante de se construir escolas”. O sentimento de Defesa só se amalgamará em nossa gente com multiplicação de centros de estudos análogos à ESG  e não transferindo-a para uma Cidade sem vocação ao culto do Nacionalismo, descaracterizando, portanto, o único Centro de Altos Estudos que reúne civis e militares, em torno de projetos desenvolvimentistas de interesses para o Brasil.     

       

         Olho para trás e vejo aqueles que deixaram o legado da ESG às Elites Brasileiras, envolverem-se nas questões nacionais do passado, posicionando-se contra desmandos de oportunistas que queriam desestabilizar a Pátria. Nunca passaram, pelas cabeças daqueles líderes, nas situações difíceis que vivenciaram, até onde eu sei, interferência onde deveria ficar aquele ou este estabelecimento de ensino. Suas preocupações corajosas eram visando à ordem social, traduzida nos objetivos fundamentais constantes na nossa Constituição.

 

         Ao invés de retirar a Escola do Rio, por que não identificar as dificuldades existentes no sistema ESG/ADESG? Será que os mentores dessa idéia sabem como funciona o fluxo da informação pedagógica ESG/ADESG?

 

         Talvez a ADESG tenha sido a primeira organização em rede, hoje tão comum nas cadeias empresariais. Nos anos 50, quando a comunicação era através de telefonia à manivela, a ADESG levava a todos os rincões do País a palavra da ESG, funcionando como uma malha processual planificada, tudo porque havia vontade política por parte daqueles homens de visão que conceberam o sistema.

 

         Nas atuais megas empresas, que possuem conexão informatizada, tecnologia de rastreamento e telefonia celular, isso é comum.

 

         Por que então não investir neste sistema tão carente nos dias de hoje? O atual Diretor-Presidente da ADESG Nacional, sem querer desmerecer, mas, pelo contrário, enaltecendo a sua dedicação pela causa, está de “pires nas mãos” pedindo computadores à Receita Federal, a fim de mobiliar as delegacias mais carentes. Todos os meses, nos almoços de confraternização, no Clube de Aeronáutica, aquele nobre Presidente convida alguém da mídia, visando o bom relacionamento e a conseqüente divulgação dos trabalhos da ADESG nos meios de comunicações, já que a instituição não possui recursos para pagar uma propaganda produzida.

 

         Por que os custos que advirão com a transferência da ESG para Brasília não podem ser aplicados na aquisição de computadores e na divulgação da ADESG na mídia? Estudo criterioso constante do já citado GT da ESG, considerando o preço do metro quadrado da construção civil, fornecido pela Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM), aponta, em uma das Linhas de Ações Preliminares (LAP), o custo superior a 43 milhões de reais para a transferência da ESG para Brasília. Acho que a Nação, diante de orçamentos cada vez mais restritos, não pode ser onerada, simplesmente, para atender vontades que querem mexer em algo que funciona bem. A Sociedade Brasileira tem que saber os bastidores desses números.

  

         Ao iniciar este artigo, encontrava-me “enfurnado” em um hotel, em Londrina, em um belo domingo ensolarado, deixando para trás, no Rio de Janeiro, a minha família, com o meu neto adoentado, tudo para manter a presença da ESG na Delegacia e Representações da ADESG do Paraná. Na minha frente, ia um Professor, cujo sogro estava em um leito de um hospital no Rio de Janeiro, em fase terminal, vindo, logo a seguir, a falecer. Atrás de mim, vinha outro Professor que, depois, seguiria para outras localidades do País. Cada Membro do Corpo Permanente tem a sua história no cumprimento da missão, porém o denodo é o mesmo, cuja meta é levar o Pensamento da ESG aos diversos pontos do Território Nacional.

 

A Assessoria de Assuntos Externos da ESG, setor que apóia a ADESG com instrutores e professores, desdobra-se na efetivação do planejamento e designação dos palestrantes, já que o efetivo de docentes é mínimo, tudo para que não haja ruptura no sistema de ensino da ADESG e, o mais importante, sem custos de diárias.

 

         Por outro lado, nessas mesmas delegacias e representações o que se percebe é a demonstração de altruísmo por parte dos delegados e representantes, com os membros de suas respectivas equipes que, anonimamente, oferecendo tudo de si, colocando, muitas vezes, recursos financeiros seus, para que o sistema ESG/ADESG não entre em colapso e haja paralisação dos ciclos de estudos.

 

         Atitudes como essas são emblemáticas e trazem à tona o desprendimento de brasileiros, homens e mulheres, orgulhando-nos, mas que passam despercebidas por aqueles que ocupam posições tão distanciadas. Por desconhecê-las, desejam fazer mudanças radicais e onerosas, ao invés de traçarem um plano na distribuição de pequenos recursos financeiros, a fim de corrigir possíveis distorções.

 

         Por fim, por que os “teóricos de gabinetes” não iniciam uma campanha, junto ao Ministério da Educação, com o apoio do Ministério da Defesa  e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, visando a reintrodução das disciplinas de Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Estudos de Problemas Brasileiros (EPB), respectivamente nos currículos dos Ensinos Fundamental, Médio e Superior? Proposta como essa talvez vá transparecer uma mentalidade retrógrada e militarista, já que se desconhece que a disciplina de Moral e Cívica foi introduzida no Ensino Público e Privado nos anos vinte, no Governo do Presidente Rodrigues Alves e não, como a maioria pensa, nos Governos Militares. Somente com o sentimento exacerbado de cidadania é que se inicia o processo de solidificação de Defesa. Isso só pode ser feito através da difusão das autênticas regras de conduta, costume e cultura consagradas na ESG. 

  

         É, portanto, com tristeza e desconfiança que percebo um movimento maldoso e mentiroso em relação ao relevante papel da ESG no contexto nacional.

 

         Parece que a técnica subliminar de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Terceiro Reich, está se concretizando, naquilo que foi denominado “a grande mentira”. Afirmava, enfaticamente, aquela autoridade que “quanto maior a mentira e quanto mais fosse repetida - como é o caso da construção de que a ESG parou no tempo e no espaço -, mais facilmente será aceita pelas autoridades constituídas e pelas elites pensantes do País”.

 

         Não se quer aqui cultuar um passado improdutivo. O que se propõe é fidelidade para com a causa dos que nos antecederam. A Ordem Maçônica tem um ditado muito sábio, “tradição com evolução”. É isso que se deve buscar e é isso, com todo o ardor do meu coração que posso afirmar o que Corpo Permanente da ESG persegue.

 

           Indignado percebo todo um movimento ardiloso contra a ESG, não podendo, desta feita, como membro do Corpo Permanente e agora sendo guindado, no Instituto de Geografia e História Militar Brasileira (IGHMB), a tomar acento na cadeira de nº 61, cujo patrono é o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, silenciar-me e permitir que com uma “canetada”, em recinto fechado, sem um prévio e sério estudo, estabeleça-se o destino de uma causa que muito custou a verdadeiros idealistas. Estes jamais podem ser traídos por tudo que fizeram em prol de um “Santuário do Saber” que se chama Escola Superior de Guerra.

 

          Encerro essas minhas considerações externando que a pior coisa que pode acontecer à criatura envolta numa causa nacional “não é ser punida pela justiça dos homens, mas condenada, eternamente, pelo Tribunal da História”.

 

         Logo, em nossas mãos, está o destino desta Escola que muito tem feito pela Pátria.

A Batalha de Waterloo

A Batalha de Waterloo

 

Condensado de 'Descent Into Slavery', de Des Griffin, Cap. 5

 

À medida que a riqueza e o poder dos Rothschilds cresceram em tamanho e influência, assim também cresceu a rede de coleta de informações de inteligência. Eles tinham seus 'agentes' posicionados estrategicamente em todas as capitais e centros comerciais da Europa, coletando e desenvolvendo vários tipos de inteligência. Como a maioria dos negócios da família, ela era baseada em uma combinação de trabalho duro com pura esperteza.

 

O sistema de espionagem singular deles iniciou quando os 'meninos' começaram a enviar mensagens entre si por meio de uma rede de mensageiros. Ele logo se transformou em algo muito mais elaborado, eficiente e de maior alcance. Era uma rede de espionagem por excelência. Sua impressionante velocidade e eficiência deu aos Rothschilds uma clara vantagem em todas suas negociações em nível internacional.

 

"As carruagens dos Rothschilds percorriam velozmente as estradas; os barcos dos Rothschilds velejavam rapidamente pelo Canal da Mancha; os agentes dos Rothschilds eram sombras rápidas nas ruas. Eles transportavam dinheiro, ações, apólices de seguro, cartas e notícias. Acima de tudo, notícias - as mais recentes notícias exclusivas para serem vigorosamente processadas na Bolsa de Valores e na Bolsa de Mercadorias”.

 

"E não havia notícia mais preciosa do que o resultado da batalha de Waterloo..." (The Rothschilds, pg 94)

 

Da Batalha de Waterloo dependia o futuro do continente europeu. Se o Grande Exército de Napoleão emergisse vitorioso, a França seria a senhora de tudo o que tinha ocupado na frente européia. Se Napoleão fosse esmagado e levado a se submeter, a Inglaterra teria o poder na Europa, e estaria em condições de expandir grandemente sua esfera de influência.

 

O historiador John Reeves, um partidário de Rothschild, revela em seu livro, The Rothschilds: Financial Rulers of the Nations, 1887, pg 167, que "uma causa do sucesso de Natã foi o segredo com que ele ocultava e a tortuosa política com a qual enganava aqueles que o observavam bem de perto."

 

Havia vastas fortunas a serem feitas - e perdidas - dependendo do resultado da Batalha de Waterloo. A Bolsa de Valores em Londres fervilhava, à medida que os operadores aguardavam as notícias do resultado dessa batalha de gigantes. Se a Grã-Bretanha perdesse, os papéis ingleses mergulhariam em uma baixa sem precedentes. Se a Grã-Bretanha fosse vitoriosa, o valor dos papéis rapidamente atingiria as alturas.

 

À medida que os dois imensos exércitos se aproximavam para a batalha mortal, Natã Rothschild tinha seus agentes trabalhando freneticamente em ambos os lados da linha para coletar as informações mais exatas possíveis durante o transcorrer da batalha. Agentes adicionais dos Rothschilds estavam de plantão para levar os boletins da inteligência para um posto de comando localizado estrategicamente nas imediações. No fim da tarde de 15 de junho de 1815, um representante dos Rothschilds embarcou em um barco especialmente fretado e partiu apressadamente para o canal, em direção à costa inglesa. Em sua posse estava um relatório confidencial dos agentes do serviço secreto dos Rothschilds sobre o progresso da batalha crucial. Esse dado de inteligência seria indispensável para Natã tomar algumas decisões vitais.O agente especial foi recebido em Folkstone no amanhecer do dia seguinte pelo próprio Natã Rothschild. Após ler rapidamente os pontos principais do relatório, Rothschild novamente pegou a estrada, indo depressa para Londres e dirigindo-se à Bolsa de Valores.

 

O Golpe dos Golpes

 

Chegando à Bolsa de Valores entre uma frenética especulação sobre o resultado da batalha, Natã tomou sua posição habitual ao lado do famoso 'pilar do Rothschild'. Sem qualquer indício de emoção, sem a menor mudança na expressão facial, o chefe da Casa de Rothschild, com sua cara e olhos de pedra, deu um sinal predeterminado para seus agentes que estavam posicionados ali por perto.

 

Os agentes de Rothschild imediatamente começaram a vender os papéis no mercado. À medida que papéis no valor de centenas de milhares de dólares começaram a serem despejados no mercado, o valor deles começou a cair. Pouco tempo depois, o valor começou a afundar.

 

Natã continuava inclinado contra seu 'pilar'; impassível, sem qualquer expressão facial diferente. Ele continuou a vender, vender e vender. O valor dos papéis continuava caindo. Uma palavra começou a se espalhar pelo pregão da Bolsa de Valores: "Rothschild sabe; Rothschild sabe; Wellington foi derrotado em Waterloo."

 

A venda se transformou em pânico, à medida que os investidores se apressavam em se desfazer de seus papéis 'sem qualquer valor' e comprar ouro e prata, na esperança de reter pelo menos parte de sua riqueza. Os papéis continuavam em sua queda vertiginosa em direção ao pó. Após várias horas de fervilhante negociação, os papéis estavam em ruínas, sendo vendidos por aproximadamente cinco centavos a cada dólar do valor original.

 

Natã Rothschild, impassível como sempre, ainda estava inclinado contra seu pilar. Ele continuou a dar sinais sutis. Mas agora os sinais eram outros. Eram tão sutilmente diferentes que somente os agentes altamente treinados de Rothschild podiam detectar a mudança. Ao sinal de seu chefe, dezenas de agentes de Rothschild dirigiram-se aos balcões na Bolsa e compraram todos os papéis por apenas uma fração do valor original deles!

 

Pouco tempo depois, a notícia 'oficial' chegou à capital britânica. A Inglaterra era agora a mestra da cena européia. Em segundos, o valor dos papéis disparou para cima do valor original. À medida que o significado da vitória britânica começou a ser compreendido pela consciência popular, o valor dos papéis subiu ainda mais.

 

Napoleão tinha 'encontrado seu Waterloo'. Natã tinha obtido o controle da economia britânica. Da noite para o dia, sua já vasta fortuna tinha sido multiplicada por vinte.

Pensando Bem...

Pensando Bem...

 

Rebecca Santoro

28 de outubro de 2008

 

Depois do artigo que lemos acima - A Batalha de Waterloo – o artigo que se segue é de importância vital para que se possa entender quem são ‘os donos do mundo’, os ‘oligarcas’, os ‘iluminatti’ e alguns outros nomes pelos quais são tratados aqueles indivíduos (ou grupo de indivíduos e suas corporações) que não têm pátria e que desejam dominar os processos inteiros de produção, os homens, o mundo – tudo pelo controle, pela riqueza desmesurada e pelo poder. Há os que acreditem que quando se fale em ‘donos do mundo’ (internacionalistas, socialistas escravizadores, governo mundial) esteja-se tratando de ‘teorias de conspiração’.

 

No artigo abaixo, mostrar que talvez não se trate apenas de teoria fica mais fácil. Recebi o texto do Cel. Roberto Monteiro de Oliveira, que, “Tentando fazer uma pesquisa para decifrar o verdadeiro caos financeiro que se instalou no planeta”, encontrou o artigo “bem coerente para confirmar que tudo isso está dentro do grande esquema da Conspiração Mundial - como já nos alertou há muitos anos o Dr. Armindo Abreu, com o seu livro 'O Poder Secreto'”.

 

Ninguém será capaz de entender o mundo se não souber processar as informações abaixo contidas. Só não concordo com o finalzinho do texto (entre outras pequenas partes) que tende a resumir uma solução que passasse por enfrentamento entre ricos e pobres, fortes e fracos. Não, para mim, a luta é entre o Bem e o Mal, entre a liberdade e a escravidão – mas, não vou entrar nesse mérito agora. O mais importante, entretanto, é fazer com que um número cada vez maior de pessoas possa entender a diferença entre aqueles que dominam os Estados Unidos da América e aqueles que lutam pela liberdade daquele país (que já são muitos...).

 

Muitas vezes confundem-se os EUA com a se oligarquia anglo-saxônica que mantém o poder econômico sobre aquele país e sobre o mundo, esquecendo-se de que, embora os oligarcas americanos (no fundo, apátridas) estejam ligados em objetivos com os da Europa, não são eles a representatividade do Estado e da Nação norte-americana, e, sim, ao contrário, aqueles que querem a sua destruição e a sua submissão ao Governo Mundial.

 

Para terminar, reflexões do Sr. Nelson Antônio Prata, em discussão sobre o episódio da atual crise financeira que abala o mundo, com o Dr. Adriano Benayon – discussão esta compartilhada publicamente entre os contatos de ambos:

 

“Após muitíssimas conjecturas, durante toda a minha vida e após leituras de inúmeros livros, dentre eles  O Capital, cheguei à conclusão de que a verdadeira revolução social e econômica mais recente foi a Revolução Francesa, cuja maior conseqüência foi a eclosão da revolução americana, que reputo como sendo mais exitosa que aquela, por ter conseguido a 1ª e mais importante derrota do Império Anglo-saxônico. Tanto é que os EUA são o único país de língua inglesa que não integra a Commonwealth, constituindo-se em verdadeiro "espinho" entalado na garganta dos ingleses. Mesmo o revés imposto por Mahatma Gandi, na Índia, foi menos danoso aos brios e ao orgulho britânicos que a perda das 13 colônias”.

 

“A humanidade tem sido, na verdade, enganada por promessas ideológicas ulteriores, por propostas utópicas, propositalmente irrealizáveis, e que tiveram por objetivo afastar os intelectuais e as pessoas conscientes das idéias da revolução Franco-Americana (com objetivos claros e não utópicos), posto que visavam a queda do absolutismo monárquico, sem pretender suprimir as diferenças de classe ou as diferenças individuais. Revolução factível, como se provou, a partir de então. Porém, conseguido o objetivo primevo de derrubada da monarquia pelos "burgueses", numa espécie de reação em cadeia, trataram de engabelar o "povo" com idéias radicais de supressão das classes, em busca de um socialismo caracterizado pela sociedade dos comuns. Nesse ínterim trataram (os interessados em participar do PODER - ricos de toda a espécie e não possuidores de "sangue azul") de fincar o pé em suas novas e recentes posições conquistadas, através do imenso apoio popular obtido, pelas idéias de Charles de Secondat ou de Montesquieu. Hoje, a realeza capitulada, além de não representar nenhum perigo para os herdeiros (os donos do capital) das "posições conquistadas", acabou por se aliar a estes, compondo, assim, a "elite dominante" atual, também chamada de Poder Econômico”.

A Maior Fraude da História: A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008

A Maior Fraude da História: A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008

 

Por Nehemias Gueiros Jr.

Revista Jus Vigilantibus

http://jusvi.com/artigos/36376/2

12 de outubro de 2008

 

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis". ¿ Mayer Amschel [Bauer] Rothschild

 

"Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão". ¿ declaração do pres. americano James Garfield, 1881.

 

Poucas semanas após proferir estas palavras (da segunda citação), dirigidas aos moneychangers, o presidente Garfield foi assassinado. E não foi o único presidente norte-americano morto por eles, como veremos adiante. Para podermos entender melhor quem são os moneychangers (ou argentários), é necessário retornar no tempo até cerca de 200 A.C., quando pela primeira vez tem-se registro da "usura".

 

Entre as várias definições do Aurélio para usura encontramos juro exorbitante, exagerado, lucro exagerado, mesquinharia.

 

Dois imperadores romanos foram assassinados por terem pretendido implantar leis de reforma limitando a propriedade privada de terras ao máximo de 500 acres e liberando a cunhagem de moedas, que era feita pelos especuladores. Em 48 A.C., Júlio César recuperou o poder de emitir moeda, tornando-o disponível para qualquer um que possuísse ouro ou prata. Também acabou assassinado. Em seguida, as pessoas comuns perderam suas casas e seus bens, da mesma forma como temos assistido acontecer na crise americana das hipotecas.

 

Na época de Jesus, há dois mil anos, o Sanhedrin (a Suprema Corte da antiga Israel) controlava o povo através da cobrança de taxas representadas pelo pagamento de meio shekel. Vários historiadores estimam que os cofres dessa corte continham vários milhões de dólares em dinheiro de hoje. O povo judeu, totalmente oprimido e controlado pelo Sanhedrin, vivia escravizado pelos dogmas da religião imposta por esses líderes. Como todos sabemos, Jesus foi o primeiro a ousar desafiar esse poder e expor a conduta sacríleja de Israel e também acabou morto na cruz.

 

Nos séculos seguintes, os moneychangers continuaram a expandir a arte da usura em todos os segmentos da vida, criando expansões e contrações financeiras, de geração em geração enfrentando monarcas e líderes políticos que queriam erradicá-la. Sempre em vão. A cada bem-sucedida (e rara) tentativa de eliminá-la, a usura voltava com mais força ainda, respaldada pela ganância e pelo poder dos fortes e ricos contra os fracos e pobres.

 

Na Idade Média, o Vaticano proibiu a cobrança de juros sobre os empréstimos, com base nos ensinamentos e na doutrina eclesiástica de Aristóteles e de São Tomás de Aquino. Afirmou que "o propósito do dinheiro é servir à sociedade e facilitar a troca de bens necessária à condução da vida". De nada adiantou, eis que a própria Igreja conspirava com o Estado para acumular dinheiro e poder através dos séculos e controlar os oprimidos com os "castigos" e as "bênçãos" do Todo Poderoso. Os argentários usavam os juros para praticar a usura, que hoje é consagrada por lei através da prática bancária. Já naquela época, vários religiosos e teólogos condenavam a escravização econômica resultante da usura, mas, como podemos observar, a situação mudou muito pouco nos últimos 500 anos.

 

Na medida em que a usura foi se instalando em todas as camadas sociais, os moneychangers foram ficando cada vez mais ousados em suas manipulações financeiras e foi assim que surgiu o famigerado conceito do fractional reserve lending, ou "empréstimo baseado em reserva fracional" ou "empréstimo sem cobertura ou lastro". Embora de enunciado complexo, a prática é muito simples. Significa emprestar mais dinheiro do que se tem em caixa e transformou-se na maior fraude de todos os tempos - principal responsável pela vasta pobreza que assola o mundo até hoje e pela redução sistemática do valor do dinheiro.

 

A descrição dos economistas sobre os chamados "ciclos econômicos", nada mais é do que a identificação dos períodos de expansão e retração determinados pelos bancos em todo o mundo, através do fractional reserve lending. Eles simplesmente adotaram as regras do passado e continuaram a praticá-las até hoje.

 

A prática do "empréstimo sem lastro" continuou expandindo-se antes mesmo do surgimento dos bancos, alimentada pelos ourives e mercadores de ouro e de prata, que guardavam os metais nobres da população, em custódia, para não serem roubados. Logo, esses negociantes ¿ na realidade meros agiotas ¿ perceberam que a maioria das pessoas morria e não voltava para buscar seus bens, legando-os à herança familiar. Foi quando começaram a emprestar dinheiro a juros, geralmente em quantias muito superiores ao ouro e prata que possuíam guardados em custódia. O recibo da custódia foi provavelmente o primeiro embrião do dinheiro de papel que temos hoje, pois com ele, a pessoa podia adquirir mercadorias e bens no grande mercado.

 

Com a contínua expansão desse negócio ilícito e usurário, logo os moneychangers puderam abrir lojas específicas para empréstimos, advindo daí a origem dos bancos modernos. O primeiro banco central de um país a praticar o fractional reserve lending, ou FRL foi o Bank of England (Banco da Inglaterra), constituído em 1694 e de natureza privada. Era controlado por acionistas fraudulentos e mal-intencionados que utilizaram o mote "people's bank" (banco do povo), para praticar toda sorte de fraudes, visando unicamente o lucro. As dívidas com o Banco da Inglaterra de centenas de gerações posteriores, representadas, ou pela própria monarquia inglesa ou pelo governo, foram asseguradas através da criação de taxas impostas à população, que viriam a se transformar no Imposto de Renda como hoje o conhecemos. O modelo do Banco da Inglaterra rapidamente se transformou no modelo para os bancos centrais de todos os países no mundo atual.

 

Os agiotas descobriram que é muito mais lucrativo emprestar para monarcas e governos do que para cidadãos comuns. Através da dívida, tornavam-se literalmente credores e soberanos de nações inteiras. Em suma: os argentários colocavam um banco privado a cargo de todas as finanças e operações econômicas de um país, o que equivale a entregar a nação a uma organização mafiosa que controla a economia com a finalidade de lucro e assim mantém a população totalmente refém de suas políticas financeiras.

 

No início do século XVIII, cerca de 50 anos depois que o Banco da Inglaterra já estava operando, um alemão chamado Amshel Moses Bauer1, ourives e agiota que vivia em Frankfurt, na Alemanha, começou um negócio a que denominou de Rothschild, pois a insígnia na porta da loja era uma águia romana sobre um escudo vermelho. Rothschild significa "escudo vermelho" em alemão. O negócio prosperou e, em 1743, ele mudou seu próprio nome para Amshel Moses Rothschild.

 

Ele tinha cinco filhos e, ao atingirem a maioridade, ele enviou cada um a uma capital comercial da Europa para emprestar dinheiro a juros, principalmente às monarquias e reinos. O mais velho, Amshel, ficou em Frankfurt; Solomon foi para Viena; Nathan para Londres, Jacob para Paris e Carl para Nápoles. Assim foram plantadas as sementes que permitiram à mais poderosa e rica família da história do mundo reinar nos séculos seguintes da evolução da humanidade, com o único propósito de lucro e de poder, seja qual fosse o custo. Gerações seguidas dos Rothschild e seus correligionários exercem ¿ e continuam exercendo ¿ poder sobre a sociedade mundial, utilizando-se da antiga prática da usura e do fractional reserve lending.

 

Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus, os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por, indiretamente, causar a independência americana, quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims.

 

Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade do século XIX nos Estados Unidos, pelo menos três vezes, os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, entre eles os presidentes James Madison e Andrew Jackson, mas ele sempre ressurgia.

 

Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o seu mais bem-sucedido esforço nesse sentido. Judah Benjamin, principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados da América), era um agente dos Rothschild. A família plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou vender-lhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild. Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo figadal da família e acabando assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome jamais foi revelado, pois vários altos funcionários do governo americano eram membros.

 

O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de colocarem as mãos no sistema monetário dos Estados Unidos, como já faziam com a Inglaterra e com todos os países da Europa. Mas, apenas temporariamente.

 

Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque. Nascido em uma das casas dos Rothschild, em Frankfurt, ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada Kuhn & Loeb, uma famosa casa privada de financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a cooperação de "peixes grandes" do segmento bancário norte-americano. Tarefa difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt.

 

Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a indústria americana efetivamente começou a florescer para se transformar no colosso da atualidade. Com a decretação da paz e a expansão para o Oeste, havia estradas de ferro para construir, ligando as duas costas continentais do país, além da nascente prospecção petrolífera, das siderúrgicas e das empresas têxteis, para citar apenas algumas. Tudo requeria financiamento e não havia dinheiro suficiente no jovem país do Norte.

 

A Casa de Rothschild ponteava no cenário europeu e tinha recursos abundantes - resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos os centros comerciais da Europa nos 150 anos anteriores, emprestando dinheiro a monarcas, a governos e a parlamentares.

 

O jovem Schiff rapidamente se tornou padrinho de homens como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Edward Harriman. Com o dinheiro dos Rothschild, ele financiou a Standard Oil Company (hoje a poderosa ESSO, acrônimo das duas letras que formavam a abreviação da empresa em inglês: S.O. ¿ leia-se ESS-O), as ferrovias Union Pacific Railroad e Southern Pacific Railroad e o império do aço de Carnegie, com sua Carnegie Steel Company, que consagrou a cidade de Pittsburgh, no estado americano da Pennsylvania, como a capital mundial do aço.

 

Foi apenas uma questão de tempo para Jacob Schiff detivesse o controle da comunidade bancária de Wall Street, em Nova Iorque, que já incluía os Lehman Brothers 2, Goldman-Sachs e outros grupos internacionais, até hoje atuantes no mercado financeiro - todos eles, desde àquela época, controlados pelos Rothschild.

 

É possível resumir a situação de forma bem simples: Schiff era o "chefe" do mercado financeiro de Nova Iorque e controlava o dinheiro dos Estados Unidos. Assim foi preparado o bote sobre o sistema financeiro americano.

 

Com seus cinco filhos firmemente encastelados em todos os centros financeiros da Europa, a família Rothschild logo ascendeu à posição de mais rica família do planeta. Esta situação persiste até hoje, embora eles professem uma postura de discrição, avessa à mídia e à divulgação. Nenhuma família ou grupo empresarial possui tanto poder e controle financeiro em todos os países do mundo como os Rothschild. E isto há 250 anos.

 

Sua fabulosa fortuna foi conseguida através da prática do fractional reserve lending ("empréstimo sem lastro"), que consistia em multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas pessoas em suas casas de custódia (brokerage and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse3.

 

Os moneychangers não se aliavam a determinado partido ou tendência política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum tempo, a família Rothschild tomou conta de todos os bancos centrais do mundo ¿ voltados unicamente para o lucro e não para a administração da economia dos seus respectivos países ¿ e com a inteligente operação de sua inesgotável fortuna tornaram-se agentes determinantes na criação dos Estados Unidos da América, que viria a se tornar o pais mais rico e poderoso do mundo. Não se trata de mera coincidência, pois foi a opressão inglesa sobre o Novo Mundo, com a cobrança de taxas pelo Banco da Inglaterra, que acabou por desencadear a revolução que criou os EUA.

 

Benjamim Franklin, inventor, cientista, político e diplomata do século XVIII, artífice da aliança com a França que auxiliou a independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da Inglaterra, que tencionava financiar a nova república americana através da estratégia da usura (fractional reserve lending): "É muito simples. Aqui nas colônias nós emitimos nossa própria moeda, que se chama Colonial Script 4. Emitimo-la na exata proporção das necessidades do comércio e da indústria, para tornar os produtos mais móveis entre os produtores e os consumidores. Desta forma, criando nosso próprio dinheiro de papel, controlamos o seu poder de compra e não precisamos pagar juros a ninguém".

 

O controle do sistema monetário dos EUA está totalmente investido no Congresso Americano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parlamentares a bypassar a Carta Magna estadunidense e passar esse controle aos moneychangers. Para que essa transição fosse integralmente bem-sucedida e a população do país não pudesse fazer nada a respeito, seria necessário que o congresso americano promulgasse uma peça de lei específica.

 

Como conseguir isso? Através de um presidente sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o projeto de lei.

 

Nos quase 200 anos que se passaram entre a independência americana e a criação do Federal Reserve Bank (Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como "Fed", várias vezes a família Rothschild tentou controlar a emissão de moeda nos EUA. Em cada tentativa, eles procuraram estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers.

 

O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se tornaram proprietários do Federal Reserve System. Criaram uma mastodôntica estrutura financeira internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. O sistema FED arrecada bilhões de dólares em juros anualmente e distribui os lucros aos seus acionistas. Some-se a isso o fato de que o congresso americano concedeu ao FED o direito de emitir moeda através do Tesouro Americano (Dept. of the Treasury) sem cobrança de juros. O FED imprime dinheiro sem lastro, sem qualquer cobertura, e empresta-o a todas as pessoas através da rede de bancos afiliados, cobrando juros por isso. A instituição também compra dívidas governamentais com dinheiro impresso sem lastro e cobra juros ao governo americano que acabam incidindo sobre as contas do cidadão comum pagador de impostos.

 

O Federal Reserve Bank (Banco Central Americano) é, na realidade, a ponta-líder de um conglomerado de bancos internacionais e pessoas físicas unicamente dedicados a perseguir o lucro, todos a seguir identificados, o que constituiu a revelação de um dos maiores segredos dos últimos 100 anos:

 

- Rothschild Bank of London

- Warburg Bank of Hamburg

- Rothschild Bank of Berlin

- Lehman Brothers of New York *

- Lazard Brothers of Paris

- Kuhn Loeb Bank of New York

- Israel Moses Seif Banks of Italy

- Goldman, Sachs of New York

- Warburg Bank of Amsterdam

- Chase Manhattan Bank of New York

- First National Bank of New York

- James Stillman

- National City Bank of New York

- Mary W. Harnman

- National Bank of Commerce, New York

- A.D. Jiullard

- Hanover National Bank, New York

- Jacob Schiff

- Chase National Bank, New York

- Thomas F. Ryan

- Paul Warburg

- William Rockefeller

- Levi P. Morton

- M.T. Pyne

- George F. Baker

- Percy Pyne

- Mrs. G.F. St. George

- J.W. Sterling

- Katherine St. George

- H.P. Davidson

- J.P. Morgan (Equitable Life/Mutual Life)

- Edith Brevour

- T. Baker

* a empresa Lehman Brothers pediu

concordata em setembro de 2008,

através da Seção Onze do U.S.

Bankruptcy Code (Chapter Eleven)

 

 

Veio o Vigésimo Século e os moneychangers, sempre representados pelos Rothschilds e seus áulicos, já estavam firmemente estabelecidos com seus bancos centrais e sua prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) em todas as grandes capitais européias. Era a hora de devotar atenção total aos Estados Unidos da América, a nova nação emergente do mundo. Ainda não existia um banco central americano, pois as várias tentativas de estabelecê-lo ao longo do século XIX tinham sido infrutíferas. Finalmente, em 23/12/1913, durante um recesso de Natal do congresso, em que apenas três senadores retornaram à capital, Washington, para votar, foi perpetrado um dos maiores atos de vilipêndio contra o povo americano de que se tem notícia: sob a presidência de Woodrow Wilson, um democrata que chegou ao cargo alardeando a bandeira de nunca permitir a criação de um banco central, foi promulgado o Federal Reserve Act (Ato da Reserva Federal), que instituiu um banco central privado, "disfarçado", não apenas para dominar a emissão de moeda, mas também para cobrar juros sobre essa emissão.

 

Nada mais do que a milenar prática da usura. Uma verdadeira quadrilha estava em ação naquela época, dedicada a alimentar o sucesso da prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro), que incluía J.P. Morgan (John Pierpont Morgan) 5 e que serviria de fundamento para a passagem tranqüila da legislação que criou o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos. Todos foram escolhidos a dedo pelos Rothschild e preparados para esse desfecho em 1913.

 

Já famoso e muito rico, J.P. Morgan, que circulava com desenvoltura em todos os altos escalões do governo americano, começou a procurar um futuro presidente que apoiasse as idéias dos moneychangers de criar um banco central privado, com a finalidade primígena de lucro. Foi assim que conheceu Woodrow Wilson, então reitor da universidade de Princeton, no estado de Nova Jérsei. O Federal Reserve System foi o desdobramento direto dessa aproximação de Morgan com Woodrow Wilson, mesmo diante das várias e infrutíferas tentativas de criar um banco central nos EUA ao longo do século XIX e que resultaram em pelo menos dois presidentes assassinados por se oporem a essa idéia.

 

O simples apoio de Wilson às idéias dos moneychangers constituiu um ato de alta traição. Um dos comentários públicos de Wilson sobre o assunto teria sido o seguinte: "Todos os nossos problemas econômicos seriam solucionados se apontássemos um comitê de seis ou sete figuras públicas e homens espirituosos como J.P. Morgan para cuidar dos assuntos de nosso país". Essa assertiva confirmou as circunstâncias da verdadeira usurpação que os moneychangers estavam prestes a praticar para adquirir o controle fiscal e monetário dos Estados Unidos.

 

O deputado republicano Charles A. Lindbergh, do estado de Minnesota, declarou: "Aqueles que não simpatizam com o poder financeiro dessa turma serão banidos dos negócios e a população será atemorizada com as mudanças nas leis bancárias e monetárias". Os inocentes cidadãos americanos foram mais uma vez tragados para a noção da criação de um banco central e a conseqüente escravização econômica.

 

O senador Nelson Aldrich, de Rhode Island, tornou-se o líder da National Monetary Commission, composta de moneychangers fiéis a J.P. Morgan. A finalidade desta comissão era estudar e recomendar ao congresso americano mudanças no sistema bancário do país para eliminar quaisquer problemas que surgissem da oposição à intenção primordial de lucro financeiro. O senador Aldrich era o porta-voz das mais abastadas famílias da América, estabelecidas na costa leste. Sua filha casou-se com John D. Rockefeller Junior e deles nasceram cinco filhos: John, Nelson (que se tornou vice-presidente em 1974), Lawrence, Winthrop e David, depois dono e chairman do Chase Manhattan Bank.

 

Assim que a comissão foi instalada, o senador Aldrich embarcou num tour de dois anos pela Europa, para consultas com os bancos centrais do velho continente (Inglaterra, França e Alemanha). Somente a viagem custou aos cofres públicos americanos cerca de US$ 300,000.00, uma soma fabulosa para aqueles tempos. Logo após seu retorno, em 1910, Aldrich reuniu-se com alguns dos mais ricos e poderosos homens americanos, em seu vagão ferroviário privativo, e todos partiram secretamente para uma ilha na costa do estado da Geórgia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um certo Paul Warburg, que recebia um salário de US$ 500,000.00 anuais pago pela empresa Kuhn, Loeb & Co. para conseguir a aprovação da lei de criação do banco central americano e que era sócio de ninguém menos do que do alemão Jacob Schiff, neto do homem que se associou à família Rothschild em Frankfurt.

 

 

Na época, Schiff estava envolvido na derrubada do czar russo, empreitada que custou uns US$ 20 milhões e iniciou a revolução bolchevique que desaguaria na União Soviética.

 

Essas três famílias financeiras européias, os Rothschilds, os Schiffs e os Warburgs estavam todas ligadas pelo matrimônio ao longo dos anos, assim como os Rockefellers, Morgans e Aldrichs nos EUA. O segredo desta reunião insular na Geórgia foi tão grande que os participantes foram instruídos a usar somente seus primeiros nomes para evitar que serviçais e criados descobrissem suas verdadeiras identidades.

 

Anos depois, um dos participantes dessa secretíssima reunião, Frank Vanderlip, presidente do National City Bank of New York e representante e protegé da família Rockefeller, confirmou a realização do evento. Citado numa reportagem do jornal Saturday Evening Post de 09.02.1935 ele disse: "Eu me portei secretamente e furtivamente como qualquer conspirador. Nós sabíamos que se vazasse qualquer informação de que estávamos impondo ao congresso americano uma nova legislação bancária não teríamos a menor chance de sua aprovação".

 

A idéia principal da reunião em Jekyll Island era desdobrar a intenção principal de reintroduzir um banco central privado para controlar o dinheiro dos Estados Unidos. Não para o povo americano, mas para os moneychangers da Europa e de Nova Iorque. A atração do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) era simplesmente irresistível para os gananciosos argentários.

 

Essa conspiração dos banqueiros privados americanos para seqüestrar a economia americana se tornava cada vez mais importante diante da competição dos pequenos bancos estatais do país.

 

Como o próprio senador Aldrich diria anos depois: "Antes da promulgação do Federal Reserve Act (em 1913) os banqueiros novaiorquinos dominavam apenas as reservas monetárias de Nova Iorque. Agora controlamos as reservas do país inteiro". John Rockefeller disse a respeito: "A competição é um pecado, temos que demovê-lo".

 

O crescimento da economia americana prosperou e as grandes corporações do país começaram a se expandir, a partir de seus fabulosos lucros. Como os moneychangers não possuíam voz ativa sobre essa expansão, que se processava em nível, corporativo longe de seus tentáculos - pois a indústria estava se tornando independente deles -, algo tinha que ser feito para mudar a situação.

 

O nome do banco central americano consagrado naquela reunião secreta de Jekyll Island, na Geórgia, Federal Reserve Bank, foi escolhido para dar a impressão de que a instituição era pública, sem fins lucrativos e para administrar a economia americana, em nome dos cidadãos contribuintes. Ledo engano. O nome foi apenas uma cortina de fumaça para esconder a intenção monopolista e opositora à concorrência da nova instituição, que tinha a exclusividade de imprimir as cédulas do dinheiro americano, criando dinheiro do nada, sem quaisquer lastro ou reservas e emprestando-o às pessoas sob juros.

 

Mas como é mesmo que o Fed cria dinheiro do nada?

 

Comecemos com os bonds, ou letras do tesouro. São promessas de pagamento (ou IOUs, no acrônimo em inglês, originado de I owe you, "eu devo a você"). As pessoas compram esses títulos para garantir uma taxa de juros segura no resgate futuro. Ao final do prazo do papel, o governo repaga o valor principal mais juros e o título é destruído. Atualmente, existem cerca de US$ 5 trilhões desses papéis em poder do público.

 

Agora, eis os quatro passos adotados pelo banco central americano para criar dinheiro do nada:

 

O Federal Open Market Committee (Comitê Federal do Mercado Aberto) aprova a compra de letras do Tesouro Americano no mercado aberto. Esses títulos são comprados pelo banco central americano, o Federal Reserve Bank. O Fed paga pelos títulos com créditos eletrônicos emitidos em favor do banco vendedor. Esses créditos não têm origem, não possuem qualquer lastro. O Fed simplesmente os cria e os bancos utilizam esses depósitos como reservas. Como, segundo a prática do fractional reserve banking 6 ou FRB, os bancos podem emprestar dez vezes mais do que o valor efetivo de suas reservas e sempre a juros, rapidamente eles conseguem produzir dinheiro do nada, quando os tomadores começam a pagar os seus empréstimos, que, por sua vez, surgiram do nada.

 

O sistema FRB permite aos bancos não ter lastro em caixa equivalente aos depósitos dos clientes - vale dizer, se todos os correntistas resolvessem sacar o seu dinheiro, o banco não teria como pagá-los, como aconteceu no crash da bolsa de Wall Street, em 1929, do qual, aliás, os moneychangers foram os únicos beneficiários, retomando todas as propriedades e os bens do povo americano, para revendê-los, nos anos seguintes, com grande lucro.

 

Desta forma, se o Fed adquirir, digamos, US$ 1 milhão em títulos, este valor se transformará automaticamente em US$ 10 milhões, do nada, sem qualquer lastro ou cobertura. O Fed simplesmente aciona sua gráfica e "imprime" os outros US$ 9 milhões e começa a emprestar o dinheiro a juros no mercado, através da rede bancária comercial. Assim, o banco central americano cria 10% do total desse dinheiro novo e os demais bancos criam os 90% restantes. Isto expande a quantidade de dinheiro em circulação e amplia o crédito e o consumo, levando as pessoas a comprarem mais e a gastarem mais, inflando as estatísticas de crescimento nacional.

 

Mas a verdadeira intenção desta operação é mais sinistra. Pretende o controle absoluto sobre a economia. Para reduzir a quantidade de moeda circulante e provocar uma recessão, o processo é simplesmente revertido. O Fed vende os títulos ao público e o dinheiro sai dos bancos dos adquirentes. Os empréstimos têm que ser reduzidos em dez vezes o valor da venda porque, como vimos, o Fed criou US$ 9 milhões do nada.

 

Mas, a duvida persiste: como estas operações deliberadas de inflação e deflação beneficiaram os grandes banqueiros privados que se reuniram secretamente em Jekyll Island para planejar a monopolização do sistema monetário americano e dominar a emissão de moeda? Simples, modificou radicalmente a reforma bancária realmente necessária para criar um sistema de financiamento público livre de dívidas, como os greenbacks 7 do pres. Abraham Lincoln, representados por papelmoeda impresso e emitido pelo governo americano durante a Guerra Civil americana (1861-1865), um conflito entre os estados do norte contra os do sul.

 

Lincoln, tal como seus antecessores, Jackson 8 e Madison 9, era radicalmente contra o estabelecimento de um banco central, pois já conhecia a estratégia dos moneychangers. Ele favorecia a emissão da moeda nacional diretamente pelo Tesouro, por um departamento cuja função era exatamente essa, a de atuar como administrador da corrência do país.

 

Quando o Tesouro emite moeda, cada dólar impresso vale exatamente isso: um dólar, pois nasce consagrado pela confiança da população e pela certeza de que o dinheiro está sendo emitido sem especulação, sem incidência de juros. O dinheiro emitido pelo Federal Reserve, por outro lado, é exatamente o oposto. Traz embutidos juros e tem a intenção firme de lucrar ao ser "emprestado" ao governo, pois é isso o que o banco central faz - empresta dinheiro ao governo americano a juros.

 

Em outras palavras, a tão propalada missão de "guardião da moeda", e "banco do povo", conceitos consagrados lá atrás, através da criação do Banco da Inglaterra, nada mais é do que lucrar a qualquer custo e ainda controlar a emissão de moeda de um país. A estrutura do banco central favorece a centralização da oferta de moeda nas mãos de algumas poucas pessoas, com pouquíssimo controle político exercido pelo governo estabelecido.

 

Desde a proclamação da independência americana que políticos sérios e comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar da população da América se insurgiram contra os moneychangers. Em carta dirigida ao secretário do Tesouro, Thomas Jefferson disse, em 1802: "Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que exércitos armados. Se o povo americano autorizar bancos privados a controlar a emissão de sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as grandes corporações que crescerão em volta deles, gradualmente, controlarão a vida econômica das pessoas, deprivando-as de todo o seu patrimônio, até o dia em que seus filhos acordem sem-teto, no continente que seus pais e avós conquistaram".

 

Basta examinarmos o sistema de indicação política do presidente do Fed, (atualmente Paul Bernanke). O chefe do Fed é indicado pelo presidente da república, mas, tem mandato de 14 anos, separado da autoridade eleita pelo povo, muitas vezes perpetuando-se no cargo. Notórios presidentes do banco como Paul Volcker e Alan Greenspan constituem os verdadeiros "xerifes" da economia americana, e, por conseguinte, exercem influência planetária.

 

A criação do Federal Reserve Bank em 1913, consolidou definitivamente o controle dos moneychangers sobre o sistema financeiro americano, impedindo o retorno de uma política monetária de financiamento público livre de dívidas como os greenbacks de Lincoln e permitindo aos banqueiros criar 90% do dinheiro dos Estados Unidos baseado apenas no conceito de fractional reserves (reservas fracionais, sem lastro que garantisse a totalidade dos recursos) e emprestá-lo a juros.

 

Menos de duas décadas após sua criação, a grande contração de crédito realizada pelo Fed no início dos anos 30 do século XX causaria a Grande Depressão de 1929. A independência do Banco Central americano só aumentou desde então, através da promulgação de inúmeras novas leis. A estratégia para enganar o público e fazê-lo pensar que o Fed era controlado pelo governo foi a criação de uma junta governante (board of governors) apontada pelo presidente do país e aprovada pelo senado. Os banqueiros tinham apenas que garantir que seus correligionários fossem os escolhidos para a junta, o que não era difícil, já que os banqueiros tinham dinheiro e dinheiro compra influência política em qualquer lugar do mundo.

 

Logo após a reunião secreta de Jekyll Island, teve lugar uma verdadeira blitz de relações públicas. Os grandes banqueiros de Nova Iorque criaram um fundo educacional de US$ 5 milhões para financiar professores em universidades americanas importantes, em troca de apoio ao novo banco central. O primeiro a ser cooptado foi justamente Woodrow Wilson, de Princeton, que viria a se tornar presidente dos EUA.

 

Uma das primeiras ações legislativas dos moneychangers com o novo Fed foi uma lei conhecida como Aldrich Bill ("lei Aldrich") que logo foi apelidada pelo público como Banker's Bill, pois beneficiava apenas as grandes instituições financeiras. O congressista Lindbergh, pai do famoso aviador Charles Lindbergh, que pela primeira vez cruzou o Atlântico sem escalas, em 1927, voando num monomotor, disse: "O plano de Aldrich é o plano de Wall Street. Significa novo pânico financeiro, se necessário, para intimidar a população. O político Aldrich, pago pelo governo americano para representar o povo no congresso, em vez disso, está propondo um plano para o grande capital".

 

A lei não foi aprovada. Os moneychangers então, através dos banqueiros novaiorquinos, financiaram Woodrow Wilson como o candidato democrata à presidência dos EUA. Coube ao filantropo e financista Bernard Baruch a tarefa de "doutrinar" Wilson nesse sentido, em 1912. Tudo estava pronto para o ataque final dos moneychangers europeus ao sistema financeiro do Novo Mundo.

 

Essa luta já vinha desde os tempos da presidência de Andrew Jackson, ferrenho opositor da idéia de um banco central privado. Mas a capacidade de manobra do dinheiro logo se revelaria determinante, quando William Jennings Bryan, assessor de Jackson e vigoroso obstáculo entre os moneychangers e seu objetivo, sem saber da doutrinação empreendida por Baruch, apoiou a candidatura democrata de Wilson. Logo seriam traídos. Durante a campanha presidencial, os democratas tiveram o cuidado de "fingir" que se oposicionavam à lei Aldrich. Vinte anos depois, o congressista Louis McFadden, democrata da Pennsylvania, diria: "A lei Aldrich foi abandonada no nascedouro quando Woodrow Wilson foi nomeado candidato à presidência americana. Os líderes democratas prometeram à população que se fossem guindados ao poder não estabeleceriam um banco central para controlar as finanças da nação. Treze meses depois, esta promessa foi quebrada e a nova administração do presidente eleito Wilson, sob a égide das sinistras figuras de Wall Street, estabeleceu a monárquica instituição do "banco do rei", nos mesmos moldes do Banco da Inglaterra, para controlar, integralmente, o sistema monetário dos Estados Unidos da América¿.

 

Após a eleição de Wilson, os magnatas J.P. Morgan, Warburg e Baruch apresentaram um novo projeto de lei, que Warburg denominou de Federal Reserve System. O partido democrata ovacionou o projeto, apontando-o como radicalmente diferente da lei Aldrich. Na realidade, a lei era praticamente idêntica em quase todos os seus aspectos. E foi assim que, no dia 22 de dezembro de 1913, às 11h da manhã, com um quorum ínfimo de apenas três senadores, e apoiada pelo próprio presidente Woodrow Wilson, o Federal Reserve Act foi aprovado sem dissidências.

 

Naquele mesmo dia, o congressista Lindbergh alertava: "Essa lei estabelece um mastodôntico feudo monetário (money trust) na Terra. Quando o presidente assiná-la, um governo invisível representado pelo poder monetário será legalizado em nosso país. As pessoas podem não perceber imediatamente, mas a verdade virá à tona no futuro. O pior crime legislativo da História está sendo perpetrado por essa lei dos banqueiros".

 

Esse verdadeiro ato de ganância e traição ao povo americano foi o resultado de uma longa batalha entre os moneychangers da Europa e os políticos americanos honestos. O sistema de fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) seria para sempre o desejo dos mercadores, agiotas e usurários e efetivamente nunca mudou, desde o início do Renascimento, quando começou a ser praticado.

 

Outro ingrediente fundamental dessa equação era a taxação do povo e que foi consagrada na nova lei. A constituição americana, tal como foi redigida, não apenas precluía o governo de editar quaisquer leis (essa prerrogativa cabia somente ao congresso), como também vetava a imposição de quaisquer taxas sobre a população. Apenas os estados podiam criar taxas e emolumentos, como fora o desejo dos founding fathers.

 

A curiosa coincidência é que apenas semanas antes da promulgação do Federal Reserve Act, o congresso havia aprovado uma lei criando o imposto de renda. Até hoje, historiadores e estudiosos têm dúvidas se esta lei foi adequadamente ratificada antes de entrar em vigor.

 

O modelo de banco central criado pelos moneychangers nos Estados Unidos, com fundamento no pioneiro Bank of England, ganharia o mundo no século XX e hoje todos os países do planeta possuem um banco central igual ou similar, baseado num sistema de impostos como garantia do dinheiro que emprestam, a juros, aos governos de seus próprios países, literalmente mantendo esses governos e a população reféns de suas gananciosas políticas monetárias, expandindo e contraindo o crédito como melhor lhes apraz.

 

O líder inconteste dessa atividade é o Fed americano, que "dita as regras" para seus congêneres em redor do mundo, mas o mecanismo é exatamente esse. Como o Fed é um banco privado, sua intenção primordial é criar grandes dívidas junto ao governo e aplicar juros sobre elas e, como garantia de pagamento, precisa de um sistema de impostos à prova de erros. Desde os primórdios das atividades da família Rothschild na Europa que os moneychangers sabiam que a única garantia real de recuperar os seus empréstimos a reis, monarcas e governos era o direito do devedor de taxar a população.

 

Em 1895 a Suprema Corte americana considerou inconstitucional uma forma similar de taxação do público. Mais uma vez o senador Aldrich veio em socorro dos moneychangers e empreendeu vigoroso lobby no congresso para provar que a nova taxação era necessária. E sucedeu. Seus colegas congressistas acederam, sem se dar conta de que haviam votado o "elo perdido" do tabuleiro de xadrez dos moneychangers em sua jornada para dominar os Estados Unidos da América no século seguinte, bem como o resto do mundo, com seu conceito de "bancos centrais privados".

 

Em outubro de 1913 o senador Aldrich apresentou novo projeto de lei fiscal no congresso, dando ao governo federal o direito de cobrar impostos, o que era apenas permitido aos estados da união. Para os moneychangers era essencial que o governo federal pudesse taxar a população, sob pena de não conseguirem dar seguimento à estratégia de criação de dívidas crescentes com aplicação de juros. Essa estratégia foi repetida em todos os países do mundo durante o século XX até que todos se tornassem devedores de seus bancos centrais e garantissem os empréstimos através da cobrança de impostos ao público.

 

Revendo a história do Vigésimo Século e a dos Estados Unidos em particular, podemos observar claramente como a sombra gananciosa e sinistra dos poderosos moneychangers manipula a agenda planetária até hoje. A prática de financiar os dois lados de um conflito, por exemplo, tornou-se uma de suas atividades regulares, opondo o capitalismo ao comunismo e este ao socialismo, religiões contra religiões e raças contra raças.

 

Durante todo o século passado, os moneychangers, que não têm país, bandeira, hino ou deus, tiveram o controle em suas mãos. Eles financiavam um dos lados até que estivesse suficientemente forte e pronto para uma guerra; depois, financiavam o lado oposto e deixavam ambos se destruírem até ficarem sem recursos. A solução para ambos os oponentes saírem do fundo do poço em que se haviam atirado era criar mais e mais impostos para satisfazer a ganância e a usura dos argentários 10.

 

Não é difícil pintar o quadro real desta fraude. O risco que os moneychangers corriam era mínimo, pois os empréstimos que faziam eram apenas constituídos de cédulas de papel criadas do nada, através do sistema do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro). A prática se tornou até mais fácil com o advento dos computadores, que simplesmente adicionaram mais zeros às operações. Os cidadãos dos países devedores eram a garantia dos empréstimos enquanto continuavam a pagar seus impostos e estavam submetidos às diretrizes de seus governos estabelecidos.

 

Foi assim que os moneychangers europeus ganharam controle sobre as inocentes massas da civilização do planeta e continuam a detê-lo na atualidade.

 

Para termos uma idéia da ativa participação dos moneychangers na Primeira Grande Guerra (1914-1918), é preciso entender que o conflito era essencialmente entre a Rússia e a Alemanha. A França e a Inglaterra foram partícipes involuntários. Entretanto, ambos os países tinham membros da família Rothschild no controle de seus bancos centrais, mantendo-os reféns econômicos, juntamente com suas colônias ultramarinas.

 

Os moneychangers insuflaram a guerra sob o pretexto da defesa nacional, financiando todos os lados envolvidos, até à exaustão física e material. Depois de quatro anos de derramamento de sangue, os argentários reuniram-se com todos os envolvidos e desenvolveram um sistema de taxação para pagar as dívidas de guerra, que acabaria por desencadear o surgimento do nazismo e a eclosão da II Guerra Mundial, que funcionou da mesma forma.

 

A grande restrição creditícia imposta pelo Fed no início dos anos 30 causou a quebra da bolsa novaiorquina de 1929, com impacto em todo o mundo. O presidente Roosevelt acabou por falir a economia americana ao ceder a todos os mandamentos dos moneychangers, inclusive confiscando todo o ouro em poder do público e aplicando severas sanções a quem não o entregasse. Foi assim que surgiu Fort Knox, um dos grandes embustes americanos, famoso na literatura e no cinema por guardar uma imensa fortuna em barras de ouro, mas, que, na realidade, nunca foi auditado desde sua criação, há mais de seis décadas, e suspeita-se de que tenha pouco ou nenhum ouro guardado atualmente, que teria sido enviado aos bancos europeus como garantia de empréstimos feitos pelos argentários ao governo dos EUA.

 

Dez anos depois do crash, em 1939, todos os players, de um lado e de outro do Atlântico, estavam tão depauperados que uma nova guerra tornou-se iminente. Os moneychangers, principalmente através do Fed americano, financiaram todos os lados e aguardaram a eclosão do conflito. Até os nazistas receberam dinheiro deles. O projeto Manhattan, que deu aos Estados Unidos a bomba atômica, foi o coup de gras dos especuladores, viabilizando a emergência dos americanos como primeira potência mundial, mas também criou as condições essenciais para a Guerra Fria entre os americanos e a União Soviética - mais um projeto de alta lucratividade para os moneychangers nas décadas seguintes, com a corrida armamentista bipolar. A Guerra da Coréia (1950-1953) e do Vietnam (1959-1975) são exemplos das práticas do fractional reserve lending praticada pelos bancos centrais para prover os governos de recursos para custear os conflitos, então já sob controle global dos moneychangers.

 

O assassinato do presidente Kennedy, em Dallas, Texas, em 1963, é uma repetição das circunstâncias envolvendo a era de Jesus há 2.000 anos. No dia 30.06.1963, Kennedy promulgou a Ordem Executiva número 11.110, retirando do Fed o poder de emprestar dinheiro a juros ao governo federal norte-americano. Com uma canetada, o pres. Kennedy criou as condições para encerrar as atividades do Banco Central americano. Essa ordem restaurou ao Depto. do Tesouro o poder de emitir dinheiro, sem passar pelo Fed, e, portanto, sem cobrança de juros. O dólar deixou de ser nomeado Federal Reserve Note e passou a ser emitido como United States Note e não seria mais emprestado ao governo, seria impresso por ele, sem juros. Essa lei foi sua sentença de morte. Cinco meses depois, em 22.11.63, Kennedy foi assassinado por Lee Oswald, que, por sua vez, foi morto a tiros, por Jack Ruby, no dia em que daria seu primeiro depoimento público sobre o caso.

 

Jesus também confrontou os moneychangers e o tribunal Sanhedrin do templo judeu, revelando sua ganância monetária e acabou morto. Diante da possibilidade de perder o controle das massas e o direito de cobrar taxas e impostos, os moneychangers agem rápida e violentamente.

 

Alguém ainda tem dúvida sobre a origem da atual crise econômica que assola o planeta, iniciada com a retomada dos imóveis da categoria sub-prime e depois com o desmantelamento da "bolha" de investimentos de Wall Street, cujos efeitos irão impactar severamente todos os países do mundo, lamentavelmente os mais pobres com mais crueldade?

 

Fica fácil compreender o papel dos bancos centrais mundiais, liderados pelo Fed em todas essas crises. Quem é mesmo que está emprestando cerca de US$ 850 bilhões ao mercado nos EUA, injetando dinheiro nas empresas e nos bancos? Ele mesmo, o Fed. Desta forma, expandindo e contraindo o dinheiro em circulação no mercado, os bancos maiores retomam ativos e o patrimônio das pessoas por uma bagatela e os revendem a preços usurários. Milhões de pessoas e negócios vão à falência, perdem suas casas e até a roupa do corpo, enquanto os moneychangers continuam sua opulenta trajetória de acumulação de dinheiro e de poder.

 

Desconhecidas pela grande maioria das pessoas no planeta, essas informações estão a clamar uma decisão séria e definitiva da população diante desse cruel sistema de ganância e poder exercido por um pequeno grupo, há mais de 300 anos, em contrapartida aos ensinamentos de amor ao próximo, irmandade e temor a Deus professados pela religião. Será que somos suficientemente civilizados para tomar esta decisão de forma adequada, quer individual ou coletivamente, para as futuras gerações? Ou também nós, diante do dinheiro e de todas as oportunidades e do poder que ele oferece, seremos tomados pela ganância e pela usura?

 

Uma coisa é certa. A civilização contemporânea, tal como está estabelecida, não subsistirá por muito mais tempo. Os problemas gerados pela cultura do dinheiro, do lucro, da ganância e do individualismo já estão destruindo a natureza do planeta de forma irreversível para os nossos descendentes. Aí reside o cerne da delicada decisão que nossa civilização terá que adotar, mais cedo ou mais tarde.

 

Se não enfrentarmos vigorosamente o embate milenar entre fortes x fracos e ricos x pobres, buscando ascender a uma consciência coletiva mais humana e amorosa e suprimindo os valores argentários, estaremos certamente acelerando nosso caminho para o fim. É preciso que alcancemos sabedoria através de um renascimento espiritual, se quisermos deitar o pavimento para a sobrevivência das gerações futuras.

 

(Todas as citações deste artigo, quer no texto principal, quer nos rodapés, podem ser conferidas em livros e matérias atuais e da época ou diretamente pela Internet, através de ferramentas de busca como o Google e outros.)

 

NOTAS DE RODAPÉ E REFERÊNCIAS

1 Pai de Mayer Amschel [Bauer] Rothschild, autor da afirmação que abre o texto (acima).

2 Pela primeira vez em sua história, a empresa Lehman Brothers viu-se enredada em problemas especulativos e pediu concordata no início de setembro/2008 para evitar a falência.

3 A respeito, veja a história do conflito de Waterloo no Google, utilizando as palavras chave "Waterloo" + "Nathan Rothschild". É importante realizar a pesquisa com as aspas e o sinal de mais para atingir o resultado esperado.

4 Veja no Google, sempre entre aspas para "focar" a pesquisa.

5 Banqueiro, financista e colecionador de arte americano que dominou o financiamento corporativo e a consolidação industrial no século XIX, ele articulou a fusão das empresas Edison General Electric e Thompson-Houston Electric Company que se transformou na General Electric, a conhecida GE. Também participou ativamente da criação da United States Steel Corporation, fruto da união da Federal Steel Company com a Carnegie Steel Company, que se tornou uma das grandes siderúrgicas americanas. Doou grande parte de sua fabulosa coleção de arte ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.

6 Fractional Reserve Banking = Sistema Bancário de Reserva Fracional, em que apenas uma pequena fração (às vezes até nenhuma, zero) dos depósitos bancários tem lastro em moeda corrente disponível para saque dos depositantes.

7 Greenback = verso verde. Os dólares impressos por determinação do presidente Abraham Lincoln tinham o verso em cor verde, para diferenciá-los das demais cédulas da moeda americana.

8 Do presidente Andrew Jackson, ao expulsar uma delegação de banqueiros internacionais do Salão Oval da Casa Branca: "Vocês são um ninho de vespas e ladrões cuja única intenção é acampar em torno da administração federal americana com sua aristocracia monetária perigosa para as liberdades do país".

9 Do presidente James Madison (quarto presidente americano): "A história registra que os moneychangers se utilizaram de toda sorte de abusos, intrigas e de todos os meios violentos possíveis para manter o controle sobre governos através da emissão de moeda".

10 A propósito, leia sobre "A República de Weimar", período de inflação galopante na Alemanha entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, em que o poder de compra do marco alemão foi completamente pulverizado pela altas taxas cobradas dos países aliados vencedores do conflito.

RÚSSIA QUER PARTICIPAR DO CONSELHO DE DEFESA SULAMERICANO, MAS SÓ COMO OBSERVADORA...

ENTRETANTO, NÓS TEMOS MESMO É QUE TEMER  O IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO,  PORQUE OS RUSSOS SÃO BONS, DEMOCRATAS, PACÍFICOS E NOSSOS AMIGOS DESDE CRIANCINHA...NÃO É?

 

Rusia pide incorporarse como observadora al Consejo de Defensa de la UNASUR

© 1994-2008 Agence France-Presse

14 Oct 2008

 

El gobierno ruso solicitó la incorporación, en carácter de observador, al Consejo de Defensa Sudamericano (CDS) de la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur), informó este martes el ministerio de Defensa de Argentina en un comunicado de prensa.

 

La solicitud fue hecha por el secretario del Consejo de Seguridad ruso, Nikolay Patruscev, durante una reunión en Buenos Aires con la ministra de Defensa, Nilda Garré.

 

“La delegación rusa se mostró interesada en el desarrollo del Consejo de Defensa de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y de la Asociación Latinoamericana de Centros de entrenamiento para Operaciones de Paz (Alcopaz) y pidió la incorporación rusa a ambos organismos como observadores”, señaló la nota de prensa.

 

La Unasur se institucionalizó en mayo pasado en Brasilia y quedó conformada por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela.

 

En dicho encuentro, los países dieron su apoyo a la creación de un Consejo de Defensa Sudamericano, cuyos objetivos serán intercambiar experiencias en defensa, realizar ejercicios militares en conjunto con los países miembros y reforzar las misiones de paz entre las Fuerzas Armadas de la región.

 

El Consejo — que se encuentra en formación — no sería una alianza militar convencional, como la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), sino una instancia de diálogo entre los ministros de Defensa y los gobiernos para formar una política regional de defensa, según los organizadores.

 

En la reunión, Garré y Patruscev analizaron la posibilidad de incrementar la colaboración con Rusia en materia de Defensa y consideraron que el tema puede ser “un componente importantísimo” de la reunión entre los presidentes de ambos países, durante la visita de Cristina Kirchner a Moscú a fin de año.

 

Argentina y Rusia acordaron reunir a especialistas de defensa el 4 de noviembre en Buenos Aires, como preparación de la reunión de la Comisión Mixta de Cooperación Técnico-Militar que se realizará el 17 y 18 del mismo mes.

 

Otro de los temas examinados en la reunión fue la posibilidad de comprar helicópteros pesados rusos, especialmente valiosos para misiones antárticas, así como la eventual formación de aviadores argentinos como astronautas, según el comunicado.

Bolívia manda prender jornalista brasileiro

Bolívia manda prender jornalista brasileiro

 

CHICO ARAÚJO

chicoaraujo@agenciaamazonia.com.br Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

AGÊNCIA MAMAZÔNIA DE NOTÍCIAS

sábado, 11 de outubro de 2008

 

Jornalista Alexandre Lima, dono do jornal eletrônico O Alto Acre, teve prisão expedida por autoridades bolivianas.

 

BRASÍLIA — A instabilidade política que impera no Departamento (estado) de Pando, na Bolívia, região fronteiriça com o Acre, começa a ter reflexos do lado brasileiro.  Depois de prender o governador de Pando, Leopoldo Fernández, sob a acusação de genocídio, o Exército da Bolívia — que administra a cidade desde o dia 17 de setembro — agora também iniciou uma caçada a jornalistas brasileiros. Pando está sob estado de sítio desde o dia 12 de setembro.

 

Desta vez, o alvo do Exército boliviano é o jornalista Alexandre Lima, dono do jornal eletrônico  O Alto Acre. Lima mora na cidade de Brasiléia (AC), localizada na fronteira com a cidade de Pando, e separada da Bolívia pelo Rio Acre.   Desde o início desta semana, o jornalista começou a ser caçado por agentes da polícia militar do Exército do vizinho país.

 

“Após a decretação do estado de sitio, comecei a me precaver”, conta Lima, que já comunicou o fato ao Exército brasileiro, à Polícia Federal e à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Lima ficou sabendo que estava sendo procurado na manhã deste sábado, 11, ao telefonar para um colega jornalista em Cobija.  Lima procurava saber se, de fato, o presidente Bolívia, Evo Morales, faria uma visita à Província de Porto Rico (distante 80 km de Brasiléia) para inaugurar uma escola.

 

Ordem de prisão expedida

 

Durante o telefonema, Alexandre Lima manifestou ao colega boliviano o interesse de cobrir a visita de Morales e cruzar a fronteira, indo até a cidade de Pando. O colega, então, o aconselhou a não cruzar a fronteira.  Devido à ameaça, Lima diz estar temeroso pela sua segurança pessoal e da sua família. O jornalista é pai de dois filhos e tem negócios na fronteira com a Bolívia. As autoridades bolivianas silenciaram após o caso vir a público.

 

O jornalista boliviano contou a Alexandre Lima ter informações precisas de que as autoridades bolivianas haviam emitido um mandado de prisão contra ele. Ainda avisou que, se fosse preso, Lima seria levado para La Paz, onde seria julgado conforme as leis bolivianas, a exemplo do que ocorreu com o governador deposto Leopoldo Fernández.

 

Assustado com a notícia, Alexandre Lima quis saber os motivos da decretação de sua prisão pelo governo boliviano.  O motivo seria, confirme o colega, um contrato de publicidade que Lima tentou firmar com o governo de Pando, o que não se concretizou devido empecilhos da legislação boliviana.

 

Fernández foi deposto e, no dia 17 de setembro, preso a mando de Evo Morales. A partir da prisão do governador, Alexandre Lima também passou a ser alvo dos militares bolivianos pelo fato de ter boa relação com ele. “Fui informado, por exemplo, que os soldados têm em mãos minha foto para facilitar minha prisão”, contou Lima, via MSN, à Agência Amazônia.

 

Jornalistas bolivianos na mira

 

Alexandre Lima conta que, além dele, outros jornalistas — todos eles vivem em Cobija, capital de Pando — passaram também a ser procurados nos últimos dias pelo Exército boliviano. A caçada teve início, segundo ele, depois que o ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, mostrou em rede nacional uma lista de veículos de comunicação que, supostamente, estariam apoiando as ações de Leopoldo Fernández contra o cumprimento do estado de sítio em Pando. A lista inclui o jornal O Alto Acre.

 

No contato com a Agência Amazônia, o jornalista Alexandre Lima contou que passou a ser considerada “persona non grata” pelas autoridades da Bolívia a partir do instante que começou a divulgar os conflitos na cidade de Cobija, que começaram a pipocar há cerca de dois anos.  Os confrontos entre oposicionistas e grupo pró-Evo Morales acontecem desde 2006, ou seja, bem antes de Leopoldo Fernández ser eleito governador de Pando.

 

A irritação de Ramón e das autoridades pró-Evo Morales para com o jornalista Alexandre Lima chegou ao ápice quando ele, juntamente com o jornalista boliviano Carlos Valverde, da Rede PAT, denunciou os planos do ministro de tomada do chamado Oriente — a parte do território da Bolívia onde se concentram os governadores oposicionistas.  As denúncias abalaram seriamente a credibilidade do ministro.

 

 

Governo boliviano impõe lei do silêncio na imprensa e funcionários em Cobija Parte superior do formulário

 

 

Parte inferior do formulário

Por Alexandre Lima

11 de outubro de 2008

 

O Governo boliviano em um ato de imposição, ‘amordaça’ funcionários da Prefeitura (Governo) e a imprensa da capital de Pando, Cobija. O Ministro da Presidência, Juan Ramon Quintana, passou a ser o principal alvo da imprensa da Bolívia, desde que começou a perseguir os órgãos de comunicação e profissionais.


Nesta semana, foi ao ar em rede nacional, para fazer denúncias contra todos os meios de comunicação e profissionais de Cobija, dizendo que todos haviam sido cooptados pelo governador deposto, Leopoldo Fernandez, inclusive o jornal OALTOACRE.

Segundo informações, jornalistas estão escondidos pela cidade após o pronunciamento do Ministro e passaram a ser  procurados. Por telefone, um jornalista de Cobija, confirmou às ameaças que estão sofrendo.


Após a prisão do ex-governador Leopoldo Fernandez, o contra-almirante Landelino Rafael Bandeira Arze, assumiu o Palácio do Governo pandino e rege com mão-de-ferro, a atual administração.


Em uma reunião com os funcionários depois de duas semanas no poder, ‘puxou’ a orelha onde disse que, “estava ali para limpar a sujeira”. Desde então, qualquer funcionário ou pessoa que entre no prédio, é revistado tanto na entrada quanto na saída.

Todos os documentos do Governo estão sendo revisado folha por folha para que possam encontrar vestígios e de alguma forma, possam ser usados contra Leopoldo Fernandez. Os funcionários antigos passaram a ser vigiados e tratados de forma áspera e desconfiança por soldados da Marinha.


Os meios de comunicação: rádio, TVs, Produtoras e jornais impressos, passaram a ser subservientes ao Governo, caso não, poderão ter suas portas lacradas. Muitos radialistas brasileiros que trabalham no lado boliviano, estão apreensivos e alguns já pensam em mudar para outros estados no Brasil para poder sobreviver.

Homem leva tiro no Alvorada

Homem leva tiro no Alvorada

Invasão

Fonte: Correio Braziliense

06/10/2008

 

Invasor chegou a 500m da casa presidencial, mas foi atingido na perna por um tiro de arma calibre .12. O desconhecido passou por uma cirurgia vascular no Hospital de Base, onde ficará em observação.

 

A residência mais protegida do país, o Palácio da Alvorada, onde vivem o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, dona Marisa Letícia, foi alvo de uma tentativa de invas