IMORTAIS GUERREIROS

ETERNIZANDO OS IDEAIS DE LIBERDADE

COLABORE COM ESTE SITE

Photobucket 

CLIQUE NA FIGURA ACIMA E VEJA COMO AJUDAR

 

PARA REFLETIR: Humanistas X Humanos

PARA REFLETIR: Humanistas X Humanos

 

Dáuvanny Costa

http://meusdesassossegos.blogspot.com/

 

"O princípio fundamental do judaísmo se resume nestas palavras:

 

Amarás ajudando o necessitado.
Amarás protegendo o desamparado.
Amarás salvando vidas em perigo.
Amarás resgatando a dignidade humana.
Amarás absorvendo os teus irmãos em Israel.
Amarás hoje. Todos os dias. Sempre."

Não sou judia, mas não posso deixar de deitar meus olhos com honrosa admiração, seriamente meditar no princípio supra e a mim mesma dirigir a pergunta crucial: "de que forma estou amando?" Não amo incondicionalmente como Deus o faz, mas certamente amo como o ser humano que Ele me permite que eu seja. Esforço-me para fazer o que é possível a um humano.


E os humanistas? Cavam cisternas rotas para saciar a sede, investem na direção contrária, na parte errada; colocam o algoz na posição de vítima invertendo os papéis e distorcendo os valores. Os humanistas não trabalham com fatos, só aumentam sua voz e falam grosso para intimidar os que não pensam como eles e para humilhar aqueles que sofrem.


Eles são defensores do homem que nos pilha, do algoz que nos maltrata, do encarcerado que nos rouba. E há muitos modos de roubar uma vida.


Qualquer forma de mal é um mal. Estúpido. Banal. Cruel.


A humanidade foi criada em Adão, um único ser humano, para nos ensinar que todo aquele que destrói uma única vida, é considerado, aos olhos do Criador, como se destruísse o mundo inteiro.


Sou humana. Sinto repugnância pela crueldade, pelo ódio e pela violência. Os homens que se satisfazem no mal e depois desempenham, cínicos, o papel de vítimas enganando tolos crédulos, violentam minha concepção de moral.


Não aprendi a repugná-los tratando de suas vaidades. Aprendi a repugná-los tratando das feridas e das cicatrizes de suas vítimas. Não aprendi a repugná-los por mera especulação, mas por ter vivido, ou melhor, morrido do lado de cá, lado em que os humanistas não ousam colocar seus pés.


Não empunho uma arma para pilhar, estuprar ou matar, como fazem os criminosos defendidos pelos humanistas; contudo, como humana, faço de meu discurso uma arma e que ela abra feridas, rompa zonas de conforto, revele a covardia daqueles que se ocultam quando encontram alguém que não tolera sua pseudo e fantasiosa benevolência.


Os humanistas, com seus paradoxais discursos, me fazem agradecer a Deus por ter me dado o dom inefável da humanidade, por abrir meus olhos para a compaixão, e por ainda chorar por quem realmente merece minhas lágrimas.


Não posso crer que em lugar algum de suas consciências não haja um grito lancinante a despertá-los e a adverti-los de que estão na direção inversa e de que, parafraseando Bachelard, toda pequena dor é a representação da dor do mundo.


Urge, portanto, que seja abolida a injustificável defesa de indivíduos bestiais.


Não posso me calar, não o devo. Um zelo santo me exalta. Uma paixão me consome. Uma esperança me inebria. Sou fiel à minha consciência e não me oculto atrás de assessorias e chusma de títulos, não uso advogados como escudos porque possuo um Advogado Maior. Os meus anos em Faculdades de Direito me ensinaram muito mais que o Direito; ensinaram-me o Reto, o Certo, o Justo. Ensinaram-me que um título não nos torna melhores se nossas almas assim não forem. Ensinaram-me a não confiar em meu braço, mas no caráter daquele que me criou e admoestou, dentre mais nove deveres: "Não matarás".


Os meus anos em Faculdades de Direito talvez me tivessem ensinado a ser humanista, contudo, os meus anos na cruel escola da vida ensinaram-me a ser humana.

O presidente etílico e o general comunista

O presidente etílico e o general comunista PDF Imprimir
21 de julho de 2008

lulaalcoolismo

Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro

DO SITE: BRASIL ACIMA DE TUDO

O ex-correspondente do NYT no país, Larry Rohter, é merecedor de nossa admiração pelo célebre texto onde descrevia Luiz Inácio da Silva como um presidente que gostava de beber, chegado no álcool: "Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor, um trago de cachaça, o potente aguardente do Brasil". O texto provocou a ira do presidente que, não aguentando a verdade, coroou-se de insucesso na tentativa de expulsar o escriba do país.

lulacagada
Quanta besteira anda falando pelo mundo.
Era e continua sendo verdade, o Chefe da Nação continua o mesmo "chegado no álcool". É facil comprovar. A química habitual do presidente oblitera-lhe os sentidos e, ultimamente, tem embaralhado as suas poucas referências intelectuais em conseqüência das facilidades etílicas palacianas, dos bastidores de eventos, das luxuosas hospedarias e do farto frigobar a bordo do seu querido Aerolula. Os estados de letargia e ausência são controlados a duras penas pelo seu inseparável e incansável médico pessoal, e  seu general, o fiel escudeiro Gonçalves Dias. Tudo em plena "Lei Seca".

A mais recente expressão do estado etílico crônico do presidente ocorreu no último dia 10, ao visitar o general comunista Vo Nguyen Giap, de 98 anos, herói da guerra do Vietnã, em Hanoi. Na ocasião, Mr. Da Silva disse que "todos aqueles que amam a democracia, têm o senhor como referência", e arrematou, dizendo ao ancião, que o Brasil tinha o mais velho comunista do mundo, Oscar Niemeyer. Para os que conhecem democracia, o fato transformou-se em piada. Mais uma pérola do senhor presidente.

Mr. da Silva exaltou a vitória do Vietnã contra os EUA e conseguiu azedar a cultura diplomática em Paris, Washington e Brasilia, pela ofensa à história da democracia e inoportuna manifestação como Chefe de Estado. A guerra do Vietnã é uma página virada na história política e militar deste milênio e deve ser respeitada, entre vencidos e vencedores, pelas vítimas causadas. Hoje, o Vietnã é uma só nação sob o jugo comunista, e a anistia politica constitui exemplo a ser seguido, e não o sistema de corrupção que se instalou na República Socialista do Vietnã.

O ex-metalúrgico, hoje presidente do governo mais corrupto da história do Brasil, mentiu ao lendário general comunista. Suas preocupações sindicais não davam tempo para projetar seu pensamento no que se passava no sudeste asiático, foi um mero papagaio do instrutor Marco Aurélio Garcia e do cineasta embaixador Celso Amorim, que se esqueceram de avisar o poderoso chefão que a guerra do Vietnã durou longos 14 anos, que os EUA perderam 45.941 soldados, além de 300.365 feridos e 1.8ll desaparecidos em combate com o propósito de impedir o dominio totalitário do comunismo na região. As baixas vietnamitas, norte e sul, foram superiores a 2.800.000. Meros "detalhes" para quem nunca se ocupou de História.

hitler_museucera
Adolf Hitler é atração polêmica no museu Madame Tussaud's, em Berlim, entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da História. Foto:John MacDougall/AFP.
Vietnamitas no Brasil

Na história do malogrado Movimento Comunista Internacional, seus dirigentes nunca se conformaram pelo insucesso da conquista, para a órbita soviética, das Américas Central e Sul, mesmo com o trampolim de Havana. É bem provável que o velho general Giap se lembre dos relatórios dos agentes da KGB em Hanoi, dando conta que o Brasil liderou o levante contra a revolução comunista ao sul dos Estados Unidos, a partir de março de l964.

O general Giap deve ter pensado que Mr.da Silva é um gozador. Nos idos de 1967, os comandantes do Vietnã do Norte despacharam para a América Latina algumas dezenas de instrutores de guerrilha para a formação de quadros na juventude universitária. Em l968, algumas organizações democráticas de fachada, como a União Cultural Brasil Rússia, albergaram em São Paulo e Rio, agentes vietnamitas que, após a edição do AI- 5, desapareceram rumo a cordilheira andina.

Larry certamente acompanhou o noticiário sobre a visita de Mr. da Silva ao Vietnã. Pelas matérias e fotos sempre pode confirmar a sua assertiva sobre os  hábitos do mandatário tupiniquim. Assim, compreendemos os cuidados especias do staff de comunicação social do presidente. Visitar museus torna-se muito arriscado, principalmente os de cera. Mr.da Silva, em estado obliterado pode se inspirar em Stalin pelo exemplo de polícia politica, pedir desculpas a Mussolini pelo desembarque da FEB na Itália e se comover com a figura de Adolf Hitler pela coragem de provocar a 2a. Guerra.

kernan
Joseph D. Kernan, o novo comandante da 4a. Frota, foi chefe da Força Seal, grupo de elite da marinha, considerado o mais avançado para missões supersecretas.
Na agenda de Mr.Da Silva, não há previsões de visita a Polônia, pois seria um risco visitar Auschwitz: poderia se encantar com a arquitetura e pensar que tudo não passou de um cenário para a Metro Golden Meyer, no momento que a Família Da Silva e companheiros se entusiasmam com a exploração de gás e exportação de álcool. Aguardemos o lançamento do novo livro de Larry, contando suas experiências no Brasil. Entre outras, a comemoração com amigos pelo fracasso da tentativa do governo de Luiz Inácio de expulsá-lo do país, cantando Apesar de Você, de Chico Buarque.

Pentágono na área

Mr.Da Silva pode dizer o que quiser, pedir esclarecimentos sobre a 4a. Frota e criar o Conselho de Defesa da América do Sul. Uma comissão de alto nível do Pentágono (Ministério da Defesa) está em visita ao Cone Sul e Brasil, cumprindo programa  de avaliação conjuntural para o planejamento estratégico que deverá ser repassado ao próximo Governo dos EUA.

Terrorismo, narcotráfico, máfias russa e chinesa, contrabando de armas, são temas dos visitantes e dos periscópios americanos que justificaram  a reativação da 4a. Frota Naval dos EUA para monitoramento do Atlântico e Pacífico sul, onde exercerá sua influência aliada, enquanto os governos do Brasil, Argentina e América Central estiverem deteriorando suas Forças Armadas. (OI/Brasil acima de tudo)

Ciranda da corrupção: novos fatos e velhos personagens

MilitaryClothing.com

A corrupção é o resultado do aparelhismo do Estado pelas ratazanas lulo-petistas.



Ciranda da corrupção: novos fatos e velhos personagens
por Paulo Carvalho Espíndola
Coronel do Exército Brasileiro
Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quarta-feira, 15 de julho de 2008.
 
Passa o tempo e fatos novos surgem com velocidade cada vez maior na ciranda da corrupção no Brasil, mas o governo é o mesmo, assim como os personagens do mar de lama.

O interregno entre os escândalos reduz-se a poucas horas. Algemas policiais em peixes graúdos não mais escandalizam uma opinião pública já entorpecida diante de tanta desonestidade. O orgulho de ser brasileiro nem no futebol ora encontra respaldo, em vista dos tropeços e da bisonhice da seleção canarinho. Entretanto, Lula e seu governo continuam batendo recordes de popularidade, num fenômeno que Freud jamais explicaria.

As supostas motivações políticas do assassinato de Celso Daniel - lembram-se dele? - quedaram-se no esquecimento e sequer o Ministério Público encontra ânimo para prosseguir investigando, malgrado ruidosos indícios contra a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores nesse crime brutal. Se não me falha a memória, os fatos seriam conseqüência de corrupção eleitoral e enredaram figuras de proa como: José Dirceu, a velha eminência parda do regime; Gilberto Carvalho, hoje chefe-de-gabinete do presidente Lula; Luiz Eduardo Greenhalg, preposto do partido, que teria cumprido o encargo de abafar o caso e mascarar evidências; e outros do baixo clero petista.

O escândalo do mensalão, as cuecas recheadas de dólares, as trapalhadas de Pallocci versus caseiro Francenildo, o dossiê de Dilma Rousseff, os cartões corporativos, as CPI de pizzaiolos, as propinas do Severino, a compra da Varig, hoje parecem coisas do passado e até saíram do anedotário político por não terem mais graça, inclusive alguns porres do presidente flagrados por fotógrafos abelhudos. Por oportuno, Lula há poucos dias, na iminência de sancionar a lei seca, teve a descerimônia de declarar que o seu último porre foi na copa do mundo 1974, após a derrota da seleção para a Holanda...

Curiosamente, porém, porres e cuecas à parte, em toda essa barafunda pontuam velhos personagens, gravitando direta ou indiretamente na endêmica sujeira nacional: José Dirceu, Gilberto Carvalho, Luiz Eduardo Greenhalg, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Teixeira, Naji Nahas e mais vários santos, como se vê nas páginas da revista “Veja”, edição de 16 de julho de 2008, na reportagem sob o prende-e-solta de Daniel Dantas, o agora inimigo público número um do governo.

Lamentável em tudo isso é que, além do transbordamento desse mar de corrupção, se abriu grave crise no seio do Judiciário e mais uma picuinha entre este e o Executivo.

É ainda mais curioso que Lula tenha reunido o conselho político do seu governo para discutir o imbróglio da operação Satiagraha e da prisão de Daniel Dantas. Será demonstração de zelo ou medo do que poderá vir à tona?

Oficialmente sóbrio, Lula há poucos dias resolveu dar curso a mais uma de suas fanfarrices imbecis, afrontando explicitamente o povo norte-americano, ao exaltar a vitória dos vietcongues na guerra do Vietnã. Ao lado da sua sorridente comitiva de ex(?) - comunistas brasileiros, o apedeuta escarneceu dos milhares de jovens mortos nessa guerra cruel e do que ela representa para o povo americano. Com qual propósito Lula ofendeu o aliado histórico e o maior parceiro comercial do Brasil? Que diplomacia é essa que olvida as mais caras tradições da casa de Rui Barbosa para pôr em prática a política externa de aloprados como Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim, Dilma Rousseff e demais “itamaratecas” do comuno-petismo? O boquirroto falou em nome de quem, se o povo brasileiro não lhe dá carta-branca para tanta verborragia irresponsável? Não se assustem e nem sejam levados por patriotadas de arquibancada se o governo americano retaliar de algum modo.

Enquanto isso, no Brasil, algemas, presos, advogados e juízes mostravam ao mundo a lavação da imundície verde-amarela.

Voltando à ciranda, será que desta vez se rasgará a máscara do cego-surdo-mudo? É humanamente impossível alguém enganar um povo inteiro por tanto tempo.

Um dia a casa cai na cabeça dessa gente.

Esperemos, com olhos no futuro e com as mãos nos bolsos para defender o nosso dinheiro pelo menos, uma vez que a honra nacional já está pra lá de indefensável.

O CASO DANIEL DANTAS

O CASO DANIEL DANTAS

 

(Nivaldo Cordeiro -19/07/2008)

 

“Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.”

Ferreira Gullar, poema Traduzir-se

 

É preciso lançar alguma luz sobre o noticiário dos últimos dias, que pode parecer confuso ao leitor desavisado. Como entender o fato de o presidente Lula mandar dar um breque no delegado Protógenes Queiroz no caso Daniel Dantas, a ponto de demiti-lo da função, se toda a gente sabe que a maneira de agir da Polícia Federal no caso é a recomendada pelo partido governante? Afinal, Lula e o PT são ou não favoráveis ao rito sumário, à margem da lei, para linchar os supostos delinqüentes ricos?

 

Obviamente que a resposta à última questão é positiva, com as qualificações devidas. Por menos que o PT queira e goste ainda estão vigentes uma ordem constitucional e o Estado de Direito. Pior, temos eleições sucessivas, uma delas, importante, ainda neste ano, e o eleitorado, especialmente aquele da classe média residente em São Paulo, não pode ser negligenciado. Então, a questão de princípio de se linchar os supostos delinqüentes ricos – delinqüentes justamente por serem ricos, na visão revolucionária – tem que ser suavizada para não espantar a lebre eleitoral.  Devagar com o andor que o santo – a urna, no caso – é de barro.

 

Temos aqui a razão tática para a ordem de retirar o delegado xiita do inquérito, ele que ignorou todos os ritos, todos os direitos fundamentais, todos os fundamento do Direito e partiu para o justiçamento sumário de um dos maiores financiadores da oposição política em tempos idos e atualmente um grande financiador de seus próprios algozes. O fato é que a truculência dos esbirros da Polícia Federal repugnou a opinião pública, que não partilha, com o PT, dessa plutofobia. O recuo tinha que ser feito sob pena de se comprometer as chances eleitorais de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo, já queimada com a classe média desde sua desastrada declaração “relaxa e goza”, quando da recente crise dos aeroportos, bem como pelo fatídico desastre da queda do avião da TAM, nos arredores do Aeroporto de Congonhas.

 

Há um claro conflito entre a ética (que má palavra!) revolucionária e a ética eleitoral. Lula e o alto-comando petista, como sempre, praticaram a realpolitik e mandaram o delegado Protógenes (que nome!) para a escola, dando um tempo no seu afã persecutório à plutocracia nacional. Então, caro leitor, perceba que a canalhice de Lula é maior ainda do que a canalhice dos meganhas da PF, ajudados pelos juízes justiceiros seguidores de Rousseau e Marx (veja-se meu artigo anterior sobre o assunto). E aqui nota-se a lógica inexorável da revolução em processo, a mesma lógica que se viu em toda parte onde ela aconteceu: é preciso que haja o “centralismo democrático”, é imperativo que os quadros obedeçam ao comando da cúpula.

 

Ora, o delegado Protógenes, como muitos dos companheiros de viagem dos revolucionários, pensam estar fazendo o melhor quando agem de acordo com as leis produzidas ao longo de décadas de ação gramsciana, que produziu essa monstruosidade que se tornou nosso ordenamento jurídico. Uma parte desse ordenamento consagra a tradição das liberdades democráticas, outra parte é pura concepção leninista (“Uma parte de mim/pesa, pondera/outra parte/delira” Ferreira Gullar). Esse Frankenstein jurídico tem sido usado a bel prazer dos esbirros policiais, com a aprovação da cúpula governamental, mas agora que a coisa transbordou para a opinião pública e pode afetar as eleições vimos a contradição brotar, ela que não é filosófica, mas de mera forma de agir.

 

Esses companheiros de viagem que integram as carreiras de Estado têm as autonomias de lei e não respondem a nenhum comando centralizado, se não quiserem. Não são quadros do partido, mas do Estado, de modo que são controláveis apenas até certo ponto e marcham juntos apenas naquilo em que suas idéias deformadas se confundem com o programa do partido. Quando o grau de xiitismo individual – a famosa porra-louquice – extrapola contra os interesses estratégicos, o companheiro tem que ser sacrificado. O sacrifício, no caso, é ainda metafórico entre nós, mas os exemplos históricos testemunham que podem vir a ser literais. Protógenes, te cuida, oh meu!

 

Observar esse processo é interessante porque, cada vez mais, a tentação do epílogo totalitário se coloca como única alternativa para que o comando partidário tenha o controle total. Os funcionários do Estado teriam que ser, antes de tudo, funcionários do partido, sujeitos à disciplina revolucionária. Para isso, a ordem legal teria que ser suspensa e não se fará algo assim no Brasil sem forte resistência. O tempo ainda não está maduro para um gesto de forças dessa envergadura. Se e quando vai acontecer é uma questão em aberto, mas a lógica é inexorável, quase uma determinação histórica. Ela leva a crer que isso algum dia virá. Os revolucionários estão cada vez mais confiantes e cada vez menos dispostos a ensaiar a chatíssima peça eleitoral.

Lula agora exige "restauração" da hierarquia na PF

Lula agora exige "restauração" da hierarquia na PF

Blog do Josias

da Folha Online

22/07/2008

 

No mesmo dia em que assumiu o novo comandante da Operação Satiagraha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "é preciso restaurar a ordem, em nome da preservação da imagem da Polícia Federal", informa o blog do Josias.

 

Nesta segunda-feira (21) a chefia da investigação --que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e mais 16 pessoas-- foi passada para Roberto Saadi. Ele vai ocupar o lugar de Protógenes Queiróz, afastado do caso Dantas devido a um curso da Polícia Federal em Brasília.

 

Segundo um assessor de Lula, o presidente vê como prioridades de Saadi a necessidade de "restaurar o respeito à hierarquia na Polícia Federal" e "sanear o inquérito, retirando dele as ilações infundadas do delegado Protógenes".

 

Em privado, Lula se diz inconformado com os procedimentos adotados por Protógenes na condução das investigações, dizendo que o delegado desrespeitou seus superiores na PF ao consolidar parceria com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) à revelia da cúpula da polícia.

 

Segundo o blog, um dos principais problemas deixados no inquérito por Protógenes é uma suspeita colocada sobre a fusão da Brasil Telecom e da Oi. O governo diz que o delegado "exagerou" ao registrar que o ex-deputado petista Eduardo Greenhalgh valera-se de sua influência no Planalto para exercer "tráfico de influência" e "lobby" em favor da venda da BrT.

CHARGE: PRGRAMAS DO GOVERNO FEDERAL

Vai transar?

  O governo dá camisinha.

Já transou?

O governo dá a pílula do dia seguinte.

Engravidou?

 O governo dá o aborto.

Teve filho?

O governo dá o Bolsa Família.

Tá desempregado?

O governo dá Bolsa Desemprego.

Vai prestar vestibular?

O governo dá o Bolsa Cota.

Não tem terra?

O governo dá a Bolsa Invasão e ainda te aposenta.

AGORA...

Experimenta estudar...trabalhar....ou ambos.....

 E andar na linha pra ver o que é que te acontece!!!!!



VOCÊ VAI GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS

 NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO !!!

CLUBE DE MADRID PROMOVE NA ESPANHA SEMINÁRIO SOBRE GLOBALIZAÇÃO, MIGRAÇÃO INTERNACIONAL E DESENVOLVIMENTO

CLUBE DE MADRID PROMOVE NA ESPANHA SEMINÁRIO SOBRE GLOBALIZAÇÃO, MIGRAÇÃO INTERNACIONAL E DESENVOLVIMENTO

 

http://blogdoburundanga.blogspot.com/2008/07/clube-de-madrid-promove-na-espanha.html

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

 

Nota Prévia : O seminário que será realizado na Universidade Menéndez Pelayo no perído de 18 de agosto a 19 , com a duração de apenas UM DIA, é para mim um tempo muito curto para se discutir apenas o problema da migração internacional que interessa a nós brasileiros. Como se sabe mais de 5 milhões de brasileiros vivem e trabalham na Europa e uns 60% estão em situação ilegal. Como tem noticiado a mídia a União Europeia adotou uma série de medidas para frear este surto imigratório e repatriar os ilegais. Dom Burundanga

 

"The seminar will facilitate an exchange of views and experiences between Members of the Club of Madrid, international experts and representatives from governments, international organizations and civil society. It will address the multidimensional aspects, opportunities and challenges ofinternational migration and its links with development, bringing political expertise from all regions,aiming towards an interdisciplinary management of international migration flows in order to recommendpractical and results-oriented policies at regional and global levels.
Universidad Internacional Menéndez Pelayo (UIMP)Santander, Spain "

SOBRE QUEM ATACA, ATUALMENTE, O CEL.USTRA

SOBRE QUEM ATACA, ATUALMENTE, O CEL.USTRA

 

Senhores(as)

 

Daniel Aarão Reis e Denise Rollemberg são marido e mulher. Se conheceram nos anos 60, quando sua escolha era a mesma: Implantar o comunismo no Brasil, a ditadura-revolucionária, a exemplo de Cuba e China. Hoje são professores na UFRJ.

 

Este Aarão é tão descarado quanto todos os demais que hoje se fazem de coitadinhos, afirmando que, o que desejavam na época era apenas a democracia. Dilma, Dirceu, Franklin e outros traidores da Nação idem.

 

Possuo esta declaração, que foi editada pelo jornal O Globo, me parece que em 2004. Eu a peguei na época, no link do site que consta abaixo da matéria, do qual NÃO estranhamente o texto sumiu. Mas certamente consta do histórico do jornal, é só buscar pelo título. A imagem que acompanha o texto é a mesma que estava no site indicado.

 

Estes elementos não se conformam com a derrota que sofreram nos anos 70 e agora, com o respaldo de sua turma que criou e tomou conta do Comissão de Anistia no país. babam sangue para se vingar daqueles que impediram o avanço de seus propósitos, além de assaltarem os cofres públicos com suas milionárias indenizações contempladas a si e simpatizantes.

 

E decidiram iniciar sua vingança escolhendo o Cel Ustra, que foi chefe do DOI em SP. Incluo aqui, a defesa escrita pelo mesmo, que teve suas palavras distorcidas pela revista Época, nas bancas esta semana, provocando grande confusão nos leitores.

 

Esta gente declara uma coisa em um momento e poucos anos depois, outra totalmente diferente. Dá pra acreditar em quem age assim? Ou em alguém que jamais modificou uma palavra em suas declarações? Eu fico com o segundo, sem dúvidas!

 

Ana Prudente

 

 

Resistência democrática, dogma que desaba

http://www.nacionalismo.com.br/resistencia_democratica.htm

 

Jornal O Globo

Aydano André Motta, Chico Otavio e Cláudia Lamego


 

Estudiosos da ditadura, entre eles um ex-guerrilheiro, atacam crença de que esquerda armada lutava por democracia


Um dogma precioso aos adversários da ditadura militar iniciada a 31 de março de 1964 está em xeque. Novos estudos realizados por especialistas no período - alguns deles integrantes dos grupos de oposição ao regime autoritário - propõem uma mudança explosiva, que semeia fúria nos defensores de outras correntes: chamar de resistência democrática a luta da esquerda armada na fase mais dura do regime está errado, historicamente falando.


- Falava-se em cortar cabeças, essas palavras não eram metáforas.
Se as esquerdas tomassem o poder, haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil -atesta Daniel Aarão Reis, professor de História da UFF e ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). - Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamento e cabeças cortadas.


"Ninguém estava pensando em reempossar João Goulart"


Denise Rollemberg, mestre em história social da UFF, destaca que o objetivo da esquerda era a ditadura do proletariado e que a democracia era considerada um conceito burguês.


-
Não se resistiu pela democracia, pela retomada do status quo pré-golpe. Ninguém estava pensando em reconstituir sistema partidário ou reempossar João Goulart no cargo de presidente - diz Denise.


A professora explica - e Aarão Reis concorda - que a expressão sequer surgiu no fim dos anos 60, início das batalhas entre militares e terroristas. A "resistência democrática" apareceu na campanha pela redemocratização do início da década de 80, após a anistia que permitiu a volta de exilados como Leonel Brizola, Miguel Arraes e Fernando Gabeira e criou uma clima de conciliação nacional.


- A descoberta da democracia pela esquerda se dá apenas no exílio, com a leitura de filósofos e pensadores como o italiano Antonio Gramsci e o entendimento correto das manifestações de maio de 1968 em Paris. Acabou virando tudo uma coisa só - diz ela.


A revisão de uma idéia cara à esquerda transformou-se em bate-boca no seminário "40 anos do golpe: 1964-2004", realizado semana passada no Rio.


Professor de filosofia da Unicamp, João Quartim defende que a luta era contra o golpe, pela restauração da democracia. Também ex-integrante de uma organização armada, a Vanguarda Popular Revolucionária, Quartim rejeita o rótulo de antidemocrático.


- Lutávamos contra o golpe imposto pela violência ao país. O conteúdo do nosso projeto era levar adiante, com mais audácia, as reformas de base do governo Jango. Quem deu o golpe é que quebrou, pela violência, esse processo. O golpe foi dado pela direita, com o apoio da frota americana que chegou a começar o deslocamento para cá , argumenta Quartim.


O período que está na berlinda tem o rótulo de "guerra suja" e aconteceu de 1968 a 1974 - ainda que as paixões indiquem que foi ontem. O mergulho nas ações armadas deu-se a partir de uma dissidência que produziu vários grupos de esquerda, depois massacrados por uma indústria de torturar e matar montada pelo governo dentro das Forças Armadas.

Outro participante da luta, o professor de História da UFRJ Renato Lemos, acha que é responsabilidade ética, social, política e histórica da esquerda assumir suas idéias e ações durante a ditadura.


- Cada vez mais se procura despolitizar a opção de luta armada numa tentativa de autocrítica por não termos sido democratas. Nossa atitude foi tão válida quanto qualquer outra. Havia outros caminhos, sim. Poderíamos tentar lutar dentro do MDB, mas achávamos que a democracia já tinha dado o que tinha que dar - confirma Lemos


Professora da USP, Maria Aparecida de Aquino pondera que nada é assim tão simples. Para ela, não se pode afirmar que caminho tomaria o Brasil se a luta armada tivesse prosperado.


- Era resistência, mas não sabemos se seria democrática porque a esquerda não chegou ao poder - sustenta ela. - Não havia como pensar no restabelecimento do estado de direito sem tirar militares do poder. Quem interrompeu a democracia foram os militares.


Aarão Reis discorda.


-
As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no país por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra.


Disputa entre duas elites a que o povo assistia de fora.


Professor de sociologia da Unicamp, Marcelo Ridenti argumenta que o termo "resistência" só pode ser usado se for descolado do adjetivo "democrática".

- Houve grupos que planejaram a ação armada ainda antes do golpe de 1964, caso do pessoal ligado ao Francisco Julião, das Ligas Camponesas. Depois de 1964, buscava-se não só derrubar a ditadura, mas também caminhar decisivamente rumo ao socialismo.

Professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, autor do aclamado "Como eles agiam", sobre o funcionamento do regime,
Carlos Fico chama de ficção a idéia de resistência democrática. Ele também ataca a crença de que a luta armada foi uma escolha motivada pela imposição do AI-5.


- A opção de pegar em armas é anterior ao ato institucional. Alguns grupos de esquerda defenderam a radicalização antes de 1968 - garante ele.

O professor da UFRJ defende que os confrontos armados eram uma disputa sangrenta entre duas elites - o povo ficava de fora, assistindo aos sobressaltos.

 

CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM

 

Pelo Coronel Reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra

 

1. INTRODUÇÃO

 

Faço, a seguir, o relato da luta armada ocorrida no Brasil, especialmente em São Paulo , e da minha participação, como comandante do DOI/II Ex, durante parte desse período sombrio. Baseio-me, principalmente, nos livros que escrevi e que, não sendo fantasia, nunca foram contestados direta ou indiretamente por ninguém, muito menos por quem pretendeu ou pretende denegrir a minha imagem de militar cumpridor de seus deveres..

 

Atenho-me aos fatos que são a verdade na qual acredito firmemente. Representam tudo aquilo que as esquerdas derrotadas almejam sufocar ou deturpar, pois desejavam implantar no Brasil, pelas armas, uma ditadura marxista-leninista.

 

Hoje, sou apresentado por elas como criminoso político, o que lhes enseja levar-me aos bancos dos réus, numa total e desqualificada inversão de valores. Comandei um órgão para o qual fui nomeado em ato oficial por autoridades reconhecidas mundialmente e referendadas pela sociedade brasileira, que chegou a dar-lhes a credibilidade de mais de 82%. Na realidade, quem está sendo julgado é a própria sociedade brasileira, a qual, em última análise, foi a grande vencedora do conflito fratricida em que fui envolvido por força da minha profissão, juntamente com outros que trabalharam no combate à subversão e ao terrorismo. Ela teve em sua defesa a força dos órgãos de repressão às inúmeras organizações comunistas revolucionárias que ensangüentaram o Brasil e que nunca tiveram apoio popular para tantos crimes, hoje mitificados como “resistência pela democracia contra a ditadura militar” ou "dissidência ao governo militar que assumiu o poder no Brasil em 1964".

 

2.        MOTIVAÇÃO PARA A LUTA ARMADA

 

A respeito da lenda  de “resistência democrática contra a ditadura” ou "dissidência ao governo militar que assumiu o poder no Brasil em 1964 como preferem os procuradores, autores dessa Ação Civil Pública, é necessário que palavras de militantes dessa luta insana sejam relembradas. 

 

Daniel Aarão Reis Filho, um dos quarenta militantes banidos para a Argélia em troca do embaixador da Alemanha que havia sido seqüestrado, declarou em entrevista a O Globo de 23/09/2001:

 

 “As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitificadas. Nem para um lado nem para o outro. Eu não compartilho da lenda de que no final dos anos 60 e no início dos 70 (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática.

 Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”.

 

Ainda sobre o assunto, em 29/03/2004, o jornal O Globo publicou a reportagem abaixo, da qual transcrevo trechos:

 

“Falava-se em cortar cabeças; essas palavras não eram metáforas”.

Aydano André Motta, Chico Otávio e Cláudia Lamego

 

“Um dogma precioso aos adversários da ditadura militar iniciada a 31 de março de 1964 está em xeque. Novos estudos realizados por especialistas no período - alguns deles integrantes dos grupos de oposição ao regime autoritário - propõem uma mudança explosiva, que semeia fúria nos defensores de outras correntes: chamar de resistência democrática a luta da esquerda armada na fase mais dura do regime está errado, historicamente falando.

Falava-se em cortar cabeças, essas palavras não eram metáforas. Se as esquerdas tomassem o poder haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil - atesta Daniel Aarão Reis, professor de História da UFF e ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamento e cabeças cortadas”.

 

Na mesma reportagem, Denise Rollemberg, mestre em História Social da UFF, declara:

 

“Ninguém estava pensando em reempossar João Goulart”... “que o objetivo da esquerda era a ditadura do proletariado e que a democracia era considerado um conceito burguês”.

 

“Não se resistiu pela democracia, pela retomada do status-quo pré-golpe. Ninguém estava pensando em reconstituir o sistema partidário ou reempossar João Goulart no cargo de presidente” diz Denise.

 

“A professora explica - e Aarão Reis concorda - que a expressão sequer surgiu no fim dos anos 60, início das batalhas entre militares e terroristas.”

 

“A descoberta da democracia pela esquerda se dá apenas no exílio, com a leitura de filósofos e pensadores como o italiano Antonio Gramsci...”.

 

Aarão Reis continua na mesma reportagem e declara:

 

“As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no País, por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra”.

 

Continuando,

 

“O Professor de Sociologia da Unicamp, Marcelo Ridente argumenta que o termo “resistência” só pode ser usado se for descolado do adjetivo “democrática”.

 

“Houve grupos que planejaram a ação armada ainda antes do golpe de 1964, caso do pessoal ligado ao Francisco Julião, das Ligas Camponesas. Depois de 1964, buscava-se não só derrubar a ditadura, mas também caminhar decisivamente rumo ao socialismo”.

 

Ao completar quarenta anos da Contra-Revolução, em 31/03/2004, o jornal O Estado de S. Paulo publicou a entrevista “Derrotados escreveram a História”, a seguir: 

 

“Estado - O que levou os militares ao movimento de 1964?

Ruy Mesquita –

 

Acho fundamental, para que se possa fazer uma análise objetiva e fria sobre a chamada revolução de 64 - que na realidade não foi uma revolução, foi uma contra-revolução; não foi um golpe, foi um contragolpe -, situá-la no tempo político internacional. No começo dos anos 60, com a vitória de Fidel Castro e com a sua entrada no jogo do bloco soviético, o foco principal da guerra fria passou a ser a América Central, o centro geográfico das Américas. A tal ponto que ali nasceu a primeira e talvez única ameaça concreta e iminente de uma guerra nuclear, quando em 62 houve a crise dos mísseis nucleares que os russos instalaram clandestinamente no território cubano. O risco era real.

 

Diz-se que a história é sempre escrita pelos vencedores.

 

A história do golpe de 64 foi escrita pelos derrotados.

 

Não há qualquer sustentação na História ou nos documentos da esquerda que comprove ter havido um golpe da direita ou um golpe militar. Tais conceitos fazem parte da mesma orquestração em que se inclui a falácia de que a esquerda revolucionária pós-1964 lutava contra a ditadura. Não tenho idéia de quem urdiu essas mentiras, mas com muita convicção afirmo que tudo faz parte de um processo para desmoralizar o movimento de 31 de março de 1964 e de mitificar os heróis das esquerdas.

 

Houve, realmente, uma Contra-Revolução: um duro golpe contra as pretensões de comunização do Brasil".

 

Para desproveito da Nação, infelizmente, o governo democrático de agora, em parte integrado por inúmeros ex-criminosos políticos daquela época, coonesta a farsa, promovendo verdadeiro butim aos cofres públicos, premiando os que intentaram contra o Brasil e enxovalhando os que o defenderam. Tudo isso em completo e escandaloso desprezo à Lei da Anistia, criada para exorcizar ódios e amparar os dois lados do desditoso conflito.

 

3.     AÇÕES DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA

 

Antecedentes

 

Com a Contra-Revolução de 1964 e o combate aos focos de agitação e distúrbios das organizações subversivo-terroristas, grupos dissidentes dos partidos comunistas iniciaram com maior intensidade as atividades de guerrilha armada urbana e rural, com vista a atingirem seus objetivos: implantar uma ditadura comunista,  tendo como modelos Cuba e China, o que já vinham tentando bem antes da Contra-Revolução.

 

Combatidos pelo novo poder vigente, antigas organizações existentes antes de 1964, como  o Partido Comunista do Brasil (PC do B), que mandou militantes para treinamento de guerrilha à China, ainda no governo Jango; a Ação Popular (AP), grupo originário no seio da Igreja Católica; o Partido Socialista Revolucionário (PSR), substituído posteriormente pelo Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT); a Política Operária (POLOP);  o Grupo dos Onze; e as Ligas Camponesas - desde 1961 enviava militantes para se especializarem em técnicas de guerrilha em Cuba -, deram origem a várias organizações cada vez mais radicais, que passaram a assaltar bancos e quartéis, praticar  assassinatos, atos terroristas, sabotagens, seqüestros de diplomatas e de aviões, assaltos a bancos e supermercados, além de uma série de atentados a bomba.

 

Antes e depois da Contra-Revolução, Cuba propiciou treinamento militar  para brasileiros selecionados pelas organizações terroristas, que tinham como objetivo maior a criação de uma massa capaz não apenas de desencadear ações de guerrilha urbana e rural, mas, principalmente, de operar campos de treinamento para instruir outros militantes selecionados para a guerra de guerrilha. Na década de 60, 219 guerrilheiros, além de outros não ide