IMORTAIS GUERREIROS

ETERNIZANDO OS IDEAIS DE LIBERDADE

                                     
     
     
                            

AGÊNCIA BRASILEIRA DE BLINDAGEM

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008 

Em declarações na CPI mixta dos Cartões orporativos, o diretor da Abin (agência Brasileira de Informações), Paulo Lacerda, disse que a divulgação de gastos simples do presidente podem colocar em risco a segurança da presidência da república: "É óbvio que através de um alimento você pode envenenar aquele que pode consumi-lo. Então, por que não ter preocupação sobre quem vende esse produto, saber se é confiável? Esses gastos hão de ser submetidos aos órgãos competentes. Torná-los públicos é que é o problema".

Vamos esclarecer uma coisa ao senhor diretor da Abin: divulgar o quanto foi gasto com determinado alimento por parte da presidência da república não significa ter que divulgar, também e necessariamente, o nome do fornecedor, que poderia, perfeitamente, ser mantido em sigilo. Outra coisa: para alguém que se proponha a matar o presidente da república invenenando um determinado produto que supostamente pudesse ser consumido por ele ou por alguém de sua família, supõe-se, pelo grau de sofisticação que a operação exigiria, que saber o quê, onde, como e quando executar o tal plano seria o que se costuma dizer na gíria, "pinto".
Ora, pelo amor de Deus! Somos tratados todos como idiotas. Apesar disso, não somos. Se a primeira dama gasta milhões com roupas, cabeleireiro, cirurgia plástica e tratamentos de beleza, isso tem que ser divulgado sim - o que não significa que todos tenham que saber exatamente onde, como, com quem nem quando a primeira dama tenha se dirigido a tais lugares para efetuar essas despesas. Isso sim, talvez, colocasse a senhora em risco, apesar do já sabido aparato de segurança que quem quer que tentasse fazer alguma coisa a ela teria que enfrentar. Mas, nós aqui, os rélis mortais explorados, temos o direito de saber o que a primeira dama faz com o dinheiro dos nossos impostos.

O que está acontecendo nesse governo é que, muitas vezes (digamos, em um número mais do que exagerado de vezes), as instituições do país estejam sendo usadas para "blindar" a presidência, , a família "real", os "alopradinhos do PT" e os amigos do Palácio. Não se venha com essa estória de que há gente séria trabalhando nesses lugares (nas instituições) - o que realmente há, sem dúvida - porque isso não impede que tal blindagem partidária aconteça e nem que gente que esteja lá dentro trabalhe para o governo, no sentido mais partidário da expressão. A imprensa que o diga, tamanha já foi a cobertura mais do que completa sobre os maiores escândalos governamentais que esthe paísth já viu.

Se trabalhar nas mais diferentes instituições de estado fosse garantia de idoneidade, de seriedade, de honestidade e de imparcialidade, as atrocidades cometidas contra a população civil e desarmada não teriam acontecido na Alemanha Nazista, na Cuba de Fidel, na União Soviética da KGB, na China de Mao até hoje e em todos os outros lugares por onde a desgraça comunista tenha se imposto como governo. Resumindo: existe gente má, mal caráter e homicida em qualquer lugar e para toda obra, e, quando elas infestam as instituições, principalmente em postos "chave", estas deixam de ser confiáveis.

Acabar com as instituições? De maneira nenhuma. Desaparelhá-las seria o correto. Mas, isso não é possível sob a espada do comunismo.

Rebecca Santoro

09/04/2008 - 11h07

À CPI, diretor da Abin defende sigilo de gastos de todos os presidentes

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, defendeu nesta quarta-feira em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos o sigilo nos gastos da Presidência da República com os cartões. Lacerda disse ser favorável à manutenção do sigilo para qualquer presidente --do atual governo, do anterior ou do próximo a ser eleito-- numa tentativa de despolitizar os debates na comissão sobre o segredo nos gastos do Palácio do Planalto.

"Eu acho que o presidente do Brasil não há de ser diferente do presidente da República de nenhum outro país. O sigilo é absolutamente necessário. [...] Jamais me candidatarei a cargos eletivos, porque acho que não tenho perfil, não estou aqui para agradar ninguém neste governo, o outro ou o próximo. O que eu penso é que há de ser rigoroso os critérios desses gastos da Presidência da República", defendeu.

Lacerda adotou postura mais radical na defesa do sigilo dos gastos que o ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional). Em depoimento à CPI nesta terça-feira, Félix disse o sigilo de gastos de rotina do presidente pode ser quebrado se não oferecerem riscos à sua segurança. Mas ressaltou, porém, que seria "complicado" separar os gastos que podem ser divulgados dos sigilosos.

Na opinião do diretor da Abin, a divulgação de gastos simples do presidente podem colocar em risco a segurança da Presidência da República. "É óbvio que através de um alimento você pode envenenar aquele que pode consumi-lo. Então, por que não ter preocupação sobre quem vende esse produto, saber se é confiável? Esses gastos hão de ser submetidos aos órgãos competentes. Torná-los públicos é que é o problema", afirmou.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse ser favorável à divulgação de gastos rotineiros do presidente, como "vinho ou touca de banho usada para tomar banho na piscina no Palácio da Alvorada" --residência oficial do presidente da República). Serrano disse que o objetivo da comissão ao cobrar a quebra do sigilo dos gastos não é colocar em risco a segurança do presidente.

"Eu não acredito que nenhum deputado ou senador querem que nenhuma ação deixe vulnerável o presidente da República, o vice e seus familiares. É o país que está em jogo, é fundamental que não se faça isso. Há questões de segurança dentro do gastos da família, a questão de segurança em gastos da Presidência. Mas há gastos que não são questões de segurança."

DEVOLVAMOS TUDO AOS PRIMEIROS HOMO SAPIENS

Por Rebecca Santoro

Estou preocupado com a evolução dos povos indígenas e com o medo que está se espalhando pelo Estado. Assim que a desintrusão ocorrer, teremos condição de viver e produzir em paz. Os brancos têm que pagar pela dívida de mais de 1.500 anos massacrando os índios”.

 

Esta é a frase de um dos líderes indígenas que é favorável à expulsão dos não índios da Reserva Raposa da Serra do Sol, em Roraima. Reparem como ele repete como papagaio aquilo que fizeram ele decorar. Há inúmeras contradições dentro dessa única frase - acho mesmo que poderia concorrer, no Livro dos Recordes (Guiness Book) nessa categoria, se é que ela existe.

 

Evolução? Que evolução "cara vermelha"? As tais das reservas não são para que índios fiquem condenados à estagnação imposta pela preservação das culturas indígenas? Acorda, companheiro índio! O que é que a cultura indígena original (tem que ser a original - não vale expulsar o branco para tomar as coisas deles e imitá-los em seu modus vivendi, né?) poderá produzir para sustentar seu povo autonomamente, já que era assim que os índios viviam?

 

"Assim que a desintrusão ocorrer", diz o índio. Desintrusão é o que eles chamam de desocupação. O camarada índio está dizendo que a presença não indígena naquela região, datada de uns 300 anos mais ou menos, é intrusão. Já informaram ao caro silvícola que os portugueses estiveram por aqui e fundaram o que hoje conhecemos como Brasil? Pois é, esse pessoal esteve passando uns tempos por aqui e, como aconteceu na história mundial de todos os povos, acabou que aconteceu uma mistura de gente que criou raízes e se transformou em nação, sobre um solo cujas delimitações geográficas passaram a ser reconhecidas oficialmente como país.

 

Foi graças à "intrusão" desse pessoal que nasceu o que hoje conhecemos como Brasil. Se 508 anos não foram suficientes para convencer o nosso índio falastrão de que somos todos brasileiros, produtos de uma enorme miscigenação, e que acabamos por formar uma grande nação independente, pelo menos no papel, então que sejamos todos nós, os não índios, de norte a sul e de leste a oeste, expulsos dessa terra chamada Brasil,  só porque o cacique mandou. Devolvamos tudo aos senhores originários da terra e nos afoguemos no oceano - já que não teremos para onde ir e que somos todos cidadãos fantasmas, surgidos da injusta conquista de povos sobre povos que originou o mundo como o conhecemos hoje. Aliás, vamos todos sair à caça dos primeiros descendentes diretos dos primeiros homo sapiens e devolver tudo a eles - nos afoguemos todos. Mas, levemos conosco os antibióticos, a pinicilina, os carros, a água potável, as máquinas, os lápis, as canetas, os aparelhos de TV, as bebidas alcoólicas, os alimentos industrializados - tudo, tudo que a famigerada raça invasora trouxe consigo.

 

Será que sem ter para quem vender as riquezas da terra brasilis, para poder comprar bens de consumo produzidos pelos odiosos invasores, o índio vai querer a tal da terra que pleiteia?

 

E, por último, "cara vermelha", você não decorou direito: não havia "brancos" por aqui há 1500 anos. Essas terras receberam os primeiros portugueses EM e não 1500 anos. De lá para cá, passaram-se apenas 508 anos, que, se tivessem sido de todo esse massacre que o cacique diz, certamente, como aconteceu em muitos outros lugares do planeta, você não estaria aqui, hoje.

 

As pessoas precisam começar (o que talvez já possa ser, inclusive, tarde demais) a parar de fingir que aceitam muito bem esse discurso politicamente correto que simplesmente tergiversa sobre a realidade, assim, na maior cara-de-pau, nas suas barbas, exigindo que se reaja como "burro-idiota". Um discurso que qualquer criança com 5 anos, ou até menos, desmonta com duas ou três perguntinhas básicas, lógicas e inocentes.

 

Rebecca Santoro

 

Leiam, na página AMAZÔNIA deste site, tudo o que se tem publicado sobre o genocídio que se aproxima de Roraima.

 

 

GOVERNO PATROCINA A GUERRA ENTRE BRASILEIROS - DE NORTE A SUL. AGORA, QUEM ARDE É RORAIMA

No último artigo que escrevi tratando sobre o seríssimo problema da desocupação forçada que o governo do PT pretende impor aos moradores brancos das áreas municipais e de fazendas que passaram a ficar dentro da reserva indígena Raposa da Serra do Sol, em Roraima, demarcada, a despeito de centenas de protestos e de argumentos constitucionais em contrário, em terras contínuas, eu disse, muito claramente, que o deslocamento de grandes contingentes policiais para regiões próximas, sob a desculpa de vigiar extração ilegal de madeira, seria, na verdade, para as operações dessa expulsão de moradores brancos - que a mídia televisiva insiste em continuar tratarem-se somente de grandes fazendeiros - não, são todos os NÃO ÍNDIOS. Isso mesmo: brasileiros não-índios sendo expulsos das terras que habitam, muitos deles, há mais de 50 anos!

 

Eu disse, repito, claramente (texto em azul):

 

Todo mundo está sabendo que o governo federal deslocou um contingente de 170 homens da Força Nacional e de 50 policiais federais para o município (e redondezas) de Tailândia, que fica a 260 km de Belém, no Pará, desde o dia 25 de fevereiro, para “combater a exploração ilegal de madeira e devastação da Amazônia”. O nome da ofensiva é Operação Arco de Fogo - aprovada pelos ministros Tarso Genro, da Justiça, e Marina Silva, do Meio Ambiente - e deflagrará, em breve, a maior ofensiva do governo para combater os crimes ecológicos na região amazônica. Será que é só isso mesmo?

 

(...)

 

A Polícia Federal também vai manter a Operação Arco de Fogo, que deverá deflagrar uma ocupação de permanência dos policiais na região amazônica - operação que vem sendo planejada, em sigilo, desde o final do ano passado. Segundo o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, “ao contrário de outras ações do gênero, os policiais destacados ficarão por muito tempo na região e formarão uma espécie de vanguarda institucional do governo na ocupação de espaços na região”.

 

(...)

 

E justamente por não sermos tão idiotas quanto parecemos ser, é que surgem algumas conjecturas a respeito dessa operação permanente de ocupação de região amazônica tão próxima da reserva indígena Raposa da Serra do Sol, de onde, já no ano passado, operação da PF planejava tirar, à força, os moradores brancos e que, segundo o vazamento de informações que acabou abortando tal operação, poderia contar a ajuda das Forças Armadas (que, por sinal, até o momento do vazamento negavam-se a cumprir tal tarefa).

 

A Força Nacional de Segurança, criada, assim, disfarçadamente, como quem não quer nada, para combater o crime organizado, segundo o governo, agora, depois de ter dado uns pitacos no PAN e em alguns outros eventos, finalmente (e como já diziam muitos que a critivam, pela sua possibilidade de vir a se tornar uma outra espécie de polícia governamental) mostra que realmente acabará sendo usada para ajudar no cumprimento de ordens governamentais que, nem sempre (ou quase nunca, nos últimos anos) está de acordo com os interesses dos brasileiros ou dos moradores de determinadas regiões do país - como em Roraima, no Pará, no Acre e em outros lugares.

 

 

Agora, responda-se: quem é que vai defender esses brasileiros? Vão ficar à mercê da covardia alheia? Como é que as autoridades constituídas desse país podem permitir que brasileiros sejam expulsos de terras, dentro do território nacional, onde moram, trabalham e possuem vínculos familiares, alguns há décadas? A reserva Raposa da Serra do Sol está cheia de riquezas BRASILEIRAS, cheia de cidadãos BRASILEIROS e a sua homologação em terras contínuas foi completamente em favor de interesses supranacionais. O Brasil, caros senhores, não ganhou absolutamente nada com isso. Há índios naquele lugar que foram importados de países fronteiriços para formar um contingente de indígenas que justificasse a demarcação de reserva tão extensa. Existem fotos registrando isso e eu mesma as publiquei, com exclusividade!

 

As Forças Armadas brasileiras têm a obrigação constitucional de defender estes cidadãos brasileiros que estão sendo vítimas de injustiça explícita, sob ordens que vão claramente contra os interesses nacionais. São os impostos brasileiros que pagam as Forças Armadas e o povo não tem nada a ver com crime que se comete contra elas aviltando os salários de seus componentes. Omitir-se de defender os interesses nacionais e de defender o povo brasileiro, esteja ele onde estiver, é crime! É uma vergonha para a História de instituição que tem a maior confiança dos brasileiros e que tanto fez pelo país jogar seu nome na lama omitindo-se em momento tão sério e tão aviltante para todos nós.

 

 

 

Rebecca Santoro

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CÍNICO, DEBOCHADO E MENTIROSO - O PT SE APROPRIOU DO PAÍS...

Por Rebecca Santoro

 

O que mais se poderia dizer do discurso no presidente reeleito do Brasil, na eleição mais fenomenal da história das eleições mundiais. Fenomenal no sentido de fenômeno, fato extraordinário, não comum. Sim, quem é que não se lembra do milagre da caixa-preta eletrônica eleitoral que fez 11 milhões de pessoas mudarem seu voto do primeiro para o segundo turno das eleições, nas quais, sem motivo aparente nenhum 2 milhões de pessoas resolveram deixar de anular seu voto e mais outras 6 milhões migraram de candidato? O resultado do fenômeno inquestionado e inconferível está aí: o senhor da Silva reeleito, aparelhando cada vez mais o Estado e todas as suas instituições e colocando a ele, a seus familiares, a seus amigos e companheiros, todos, acima da Lei, do Bem e do Mal.

 

Ontem, talvez inflado por resultados divulgados sobre pesquisa de popularidade de seu governo, pelo CIN/Ibope, Lula exagerou na dose de “eu digo o que é real ou não”, durante o segundo dia de visita a Pernambuco, para juntamente com o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, acompanhar as obras da refinaria de petróleo em construção no porto de Suape, na qual a Petrobrás ficará com 60% do capital e a PDVSA, estatal venezuelana do petróleo, com 40%.

 

Para ressaltar o clima de harmonia entre os dois presidentes, Lula voltou a defender a entrada da Venezuela no Mercosul: “Todos nós queremos que a Venezuela seja membro definitivo do Mercosul, todos nós”.  O “todos nós”, é claro, não inclui, necessariamente, o povo brasileiro, mas, certamente, os membros do Foro de São Paulo. Como se não bastasse, e a despeito do farto registro da imprensa que mostra o contrário, Lula, o senhor da realidade, com um cínico sorriso, disse também que o mundo estaria devendo a Chavez os entendimentos que evitaram uma guerra entre a Colômbia e o Equador, no episódio em que forças militares colombianas colombiana entraram pelo território fronteiriço de seu país com o Equador para atacar um acampamento de terroristas das Forças Armadas Comunistas (as FARC) que atuam na Colômbia.

 

Como se sabe, a realidade foi bem outra. Na época do episódio, Chavez foi o primeiro líder da região a usar a palavra "guerra", em seus inflamados discursos sobre os possíveis desdobramentos da crise – todos em favor das FARC, é claro, grupo sobre o qual Chavez possuiria mágicas e suspeitas influências de negociador. Nessa mesma missão “apaziguadora”, pelo menos segundo a avaliação de Lula, o presidente venezuelano mandou fechar a embaixada da Venezuela em Bogotá (Colômbia), além de ter mobilizado seis mil soldados, tanques e aviões para a fronteira com a Colômbia (há denúncias de que não foi exatamente de toda essa quantidade de gente e de armas a mobilização; mas isso já é outra estória).

 

De modo que, das duas uma: ou Lula mente descaradamente mesmo sobre o episódio, querendo transformar a realidade, ou sabe de coisas que a imprensa não somente não sabe como também nem sequer tenha suspeitado, uma vez que nada tenha sido falado a respeito dessa atitude “pacificadora” de Chavez. Do jeito que as coisas andam, pode ser também que as duas opções sejam verdadeiras. Quem levanta a “lebre” é o próprio Lula, ao fazer declarações obviamente contrárias à realidade dos fatos que foram amplamente divulgados pela imprensa.

 

Em seu estranho estado de alegria, Lula também falou sobre a crise na economia americana, dizendo, inclusive, ter ligado para o presidente norte-americano, George W. Bush: "Eu liguei para ele e falei: - Ô Bush, o problema é o seguinte, meu filho: nós ficamos 26 anos sem crescer. Agora que a gente está crescendo, vocês vêm atrapalhar, pô? Resolve a tua crise!”. Assim mesmo, com essa fineza toda (veja vídeo abaixo).

 

Em inegável peregrinação eleitoreira, com o dinheiro do contribuinte é claro, já que Lula está presidente do Brasil, o para lá de ex-operário classe-média baixa, senhor da Silva, segue viagem pelo nordeste, de palanque em palanque, defendendo, baseado em discursos que, no mínimo tergiversam sobre a realidade, notórias figuras do espetáculo de corrupção que não sai de cartaz no Brasil, como os ex-presidentes da Câmara, Severino Cavalcanti, e do Senado, Renan Calheiros (veja vídeos abaixo).

 

Lula defende Severino Cavalcanti

Lula defende Renan Calheiros

 

Nas suas andanças “palanqueiras”, Lula, sempre acompanhado por Dilma Rousseff, sua pupila sucessora, disse também que vai emplacar um sucessor na presidência da república nas próximas eleições presidenciais, em 2010. Que novidade, não?! Depois, passados os quatro anos da gestão deste sucessor, é lógico, Lula pretende voltar por mais 8 anos. Quem mais se surpreenderia com isso no paraíso do voto eletrônico e do estado aparelhado?!

 

Para espantar as suspeitas sobre a atuação “KGBística” da Casa Civil, que teria levantado, segundo Dilma Rousseff, um “relatório de dados”, e não feito um dossiê, sobre os gastos da equipe do ex-presidente FHC com cartões corporativos do governo e com contas tipo B, dando “destaque”, digamos assim, às despesas da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, aos ministros e às pessoas próximas do ex-presidente, tanto particular como profissionalmente,  Lula e Dilma adotaram o discurso de acusar quem teria divulgado a execução do tal “dossiê”. É, o crime, nesse governo comunista, é falar dos crimes do governo. Além disso, tentam passar a idéia de que o tal levantamento de dados seria ação de rotina. Hoje, o ministro da justiça, Tarso Genro, já adiantou que a Polícia Federal não vai investigar nada sobre o assunto, classificando o mesmo de simples disputa política. Crime do PT cai sempre nessa classificação. De modo que a PF, agora, é de propriedade do PT - o partido decide o que é crime e o que deve ou não ser investigado.

 

Lula supõe ter procuração para mentir e para fazer o que bem entender num país que virou propriedade privada do PT. O presidente conta com a divulgação de pesquisas de popularidade a seu favor. Ontem, saiu o resultado da pesquisa CNI/Ibope sobre os índices de popularidade do senhor presidente. Ele está com 58% de aprovação (ótimo ou bom), segundo a pesquisa, na qual foram entrevistados 2.002 eleitores em 141 municípios entre os dias 19 e 23 de março. E eu pergunto: quem dos nossos leitores já foi ouvido pelo Ibope numa pesquisa dessas? Quantas já não foram as denúncias de que não são consideradas, por muitos pesquisadores, as respostas que vão contra os interesses do governo? E mais: quantas pessoas o leitor conhece que aprovam, como ótimo e até mesmo como bom o governo de Lula?

 

O governo de Lula vai bem por causa da estabilidade econômica? Que estabilidade? Essa que está aí, completamente baseada em crédito e endividamento? Um dia o mico preto vai acabar na mão de alguém... adivinha na mão de quem... Pelo amor de Deus! O brasileiro compra até alimentos com crédito... Isso é que é sinal de economia saudável? O governo Lula vai bem por causa da ascensão de milhões de famílias vindas da classe E às classes D ou C? E a decadência de outras milhões da classe média B (que é a que sustenta a empregabilidade privada do país) e C para a classe D e até para a E, não conta? E a falência da agricultura que não seja a de grãos ou a de insumos para os biocombustíveis? E falência, também, de nossas fábricas em decorrência da invasão chinesa no mercado? O governo lula vai bem porque têm aumentado os índices de emprego com carteira assinada? Mas, em que nível estariam esses novos empregados? Nos níveis de produção de conhecimento, de ciência e de tecnologia - todos agregadores? É claro que não. O que aumentou foi o emprego no nível de "apertador de parafuso" - o que, apesar de ser aparentemente bom para o país, na verdade será péssimo a longo prazo, carregando-nos a todos para os confins da subcultura, do subdesenvolvimento.

 

Certamente, então, o governo Lula vai bem por causa da infinidade dos escandalosos casos de corrupção no governo - ininterruptamente, um atrás do outro e cada um mais obviamente incriminador que o outro. Vai ver que o governo de Lula (e a sua pessoa) vão bem, então, nas pesquisas porque, "nunca na histhória desthe paisth", tanta gente amiga e parente de um presidente enriqueceu tanto e milagrosamente em tão pouco tempo. Vide o filho de Lula, o Lulinha, que saltou de biólogo empregado de zoológico, ganhando R$ 600,00 por mês, a mega-empresário de comunicação, contando com a ajuda da Telemar que doou/investiu R$15 milhões no pimpolho - isso para não falar das investidas do garoto em mega fazendas espalhadas pelo páis. O próprio presidente, nos primeiros 4 anos de governo, quadruplicou seu patrimônio!

 

Essa popularidade toda do presidente Lula também pode ser pelo fato de sua esposa e de seus filhos terem buscado conseguir a cidadania italiana. Ou pode ser também pelo fato das epidemias de dengue virem piorando a cada ano no país, no qual voltaram a aparecer doenças que já estavam erradicadas, como tuberculose e febre amarela. Se não for por nada disso, ou por tudo isso junto, talvez toda essa popularidade se deva ao fato de que milhares de brasileiros sejam deportados de volta ao Brasil, de onde fogem para alcançar a sonhada cidadania, em sociedades que valorizem um pouco mais os méritos e os talentos de cada ser humano. São mais de 30 mil brasileiros mandados de volta ao país por ano. No exterior, ficamos cada vez mais conhecidos como criminosos e como prostitutas - para o Japão, por exemplo, exportamos ladrões de carro e para a Espanha, traficantes e prostitutas.

 

Quem aprova Lula  e seu governo, afinal? Ora, os militantes do PT, os banqueiros, os grandes empresários, os agraciados com cargos no serviço público, os funcionários contratados ao Estado como DAS, as vítimas dos bolsa-isso-bolsa-aquilo e a gente que faz parte dos chamados movimentos sociais, como os quilombolas, o movimento dos Sem-Teto, dos Sem-Terra, as centrais sindicais e, porque não dizer, a gente que trabalha com o crime organizado. Essa gente, sim, é que aprova o governo de Lula em sua maioria. Até aí, nada de novo. Mas, o que causa estranheza é esse pessoal já estar representando 58% da população - isto se formos tomar a pesquisa do Ipobe como referência. Será?

 

Rebecca Santoro

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MORDAÇA NA TV POR ASSINATURA - E DEPOIS, O QUE MAIS SERÁ AMORDAÇADO?

Por Rebecca Santoro

 

O cidadão entra numa loja para comprar uma roupa. Passa horas escolhendo e experimentando diversas peças, meticulosamente. Finalmente, faz suas escolhas, manda embrulhar e calcular o valor da compra. Foram duas camisas, duas claças, duas cuecas, dois pares de meia e dois cintos. Efetua o pagamento e recebe a sacola com seus novos pertences. Ao abrir a sacola para confeir os itens, a surpresa: a quantidade era realmente a da compra efetuada, mas somente parte dos itens era a dos que haviam sido escolhidos pelo cidadão. Uma das camisas, uma das calças, uma das cuecas, um dos pares de meia e um dos cintos tinham sido substituídos, respectivamente, pelo mesmo tipo de peça, só que de modelo e de cor diferente - eram todos de cor vermelha, com uma estrela branca. "Mas o que significa isso?" perguntou, indignado, o cidadão. "É que, agora, é assim: o cidadão escolhe, paga, mas o governo é quem decide parte do que ele vai levar!", esclarece o vendedor. Cena de teatro do absurdo? De filme de ficção científica cujo autor tem mania de ver conspiração em tudo? Pode ser. Mas, é exatamente isso o que vai acontecer com os consumidores de TV a cabo, no Brasil, se o Projeto de Lei n° 29/07, que estabelece um complexo sistema de cotas para programação de conteúdo nacional, a ser transmitido durante o horário nobre, se ele passar pelo Congresso como está.

 

O PL que está em andamento no Congresso estabelece inúmeras obrigações e restrições ao serviço de TV por assinatura do Brasil, definindo, inclusive, o que você vai ter que assistir e em que horário essa programação irá passar. O objetivo seria impulsionar a produção nacional de conteúdo para TV a cabo. Um absurdo que, certamente, além de aumentar o valor mensal da assinatura, vai fazer o cidadão pagar para que gente que deveria estar trabalhando no setor privado (assim como a indústria cinematográfica), num mercado tão amplo, embora também tão competitivo, faça suas produções. Para, depois, vir aquele festival de inverdades que a indústria nacional de filmes financiados pelo Estado costuma produzir.

 

Especialistas (*) calculam que a despesa do serviço de TV por assinatura ganhará um adicional de aproximadamente 80% em apenas ano e, em quatro anos, o preço dos pacotes básicos aumentará algo em torno de 82,6%. Isso representaria uma perda potencial de 3,92 milhões de assinantes até 2010, apenas em razão do aumento do valor mensal da assinatura, além do que o mercado poderia vir a perder com novos assinantes potenciais – totalizando uma perda de 4,4 milhões destes.

 

A ABPTA (Associação Brasileira de Programadores de TV por Assinatura) revela que, para cumprir as medidas complexas e absurdas trazidas na atual redação do Projeto de Lei n° 29/07, seria necessário retirar canais já consagrados do ar ou adquirir novos canais - o que demandaria altos investimentos, além de resultar no aumento da mensalidade dos assinantes.

 

O tal PL visa revogar a cláusula dos contratos de concessão pública que proíbe a prestação dos serviços de TV por assinatura pelas concessionárias de telefonia fixa. Afinal, a Telemar doou tantos mimos financeiros a um dos pimpolhos do presidente Lula - o "Ronaldinho" da comunicação e o mais novo milionário do país (não, não é o Rafinha que ganhou 1 milhão no BBB8) não deve ter sido pelos índices de QI do ex-funcionário de zoológico. A ABPTA relata que o PL n° 29/07 não se preocupa em estabelecer um mercado equilibrado e harmonioso, onde as restrições e atribuições seriam compartilhadas por todas as empresas envolvidas, e que, ao contrário, promoveria uma série imensa de distinções que, entre outras coisas, permitiria intervenções severas nos meios de comunicação: "para assegurar que a competição continue se desenvolvendo no mercado de TV por assinatura, é necessário que existam salvaguardas suficientes para não favorecer uma concentração de redes em grandes conglomerados econômicos. Estas condições se resumem na efetivação da portabilidade numérica, implementação da desagregação de redes e o estabelecimento de assimetria tarifária".

 

Para que o leitor entenda melhor o que se passa, é preciso que conheça a imposição legal que já existe para todas as empresas que oferecem o serviço de TV a cabo. Apresento-lhes o Must Carry (Conteúdo Obrigatório), que é o termo adotado para definir o conjunto de canais que devem ser obrigatoriamente distribuídos pelas operadoras, como TV Senado, TV Câmara, TV Escola, Futura, TV Justiça e outros. Pois bem, apesar de representar uma espécie de recompensa ao governo (o que deveria ser uma recompensa à população) pelas concessões que oferece para que os canais a cabo sejam transmitidos, é preciso reconhecer que, para as operadoras, esta imposição representa um custo, já que a sua infra-estrutura está sendo utilizada compulsoriamente, sem qualquer remuneração, ocupando o lugar de outro canal que poderia ser distribuído. Como se não bastasse, o atual Projeto de Lei n° 29/07 estabelece uma nova quantidade exorbitante de canais que deverão ser ofertados obrigatoriamente nos pacotes, que inclui, além dos canais abertos das geradoras locais, mais 10 canais.

 

Você conhece a TV Globo? Ou quem sabe a TV Bandeirantes? É claro que sim e, portanto, no caso do Brasil, com suas peculiaridades próprias, são mais de 190 milhões de testemunhas de que nossa TV aberta já produz programação nacional mais do que o suficiente, inclusive com profissionais da terra, e, ainda por cima, com qualidade exemplar (ao menos na produção - o conteúdo é discutível; mas é nacional e disso não há dúvidas). Ao impor uma cota antidemocrática e arbitrária na TV por assinatura, além de representar uma interferência excessiva na TV por assinatura, cria-se, necessariamente, uma reserva de mercado, e não uma melhoria na qualidade da TV por assinatura e fomento eficaz à produção nacional. No Brasil, a TV a Cabo é apenas um complemento da TV aberta e que, por acaso ainda não chega ao nível do que se possa chamar de massificado. A proposta de cotas, portanto, vai na contramão da sua característica principal: que é dar ao assinante uma pluralidade de canais variados, como uma forma de opção à programação transmitida na TV aberta.


Como se não bastasse todas essa arbitrariedade com as cotas nacionais na TV por assinatura, o atual PL define que apenas produções nacionais com até 5 anos de realização serão válidas para fins de cálculo destas cotas. Ou seja, "Central do Brasil", por exemplo, um clássico do cinema nacional, premiado internacionalmente e que dispensa comentários em favor, por sua excelência consagrada, não pode mais ser exibido dentro da cota nacional. O mesmo acontecerá com "Tropa de Elite" a partir de 2012. Um outro filme qualquer, mesmo que seja insuportavelmente ruim, desde que tenha sido produzido e veiculado antes dos últimos 5 anos, é que deverá consumir o horário da cota de conteúdo nacional. Ninguém vai ver, é claro, e a empresa perderá dinheiro. Não que isso seja problema para o governo, que certamente vai pagar esse prejuízo com o dinheiro de nossos impostos, é claro. O próprio PL já acrescenta um imposto a ser cobrado de quem fizer assinatura de TV a cabo - a contribuição para o fomento do audiovisual - sem considerar que já dispões de várias fontes para o fim de incrementar a produção nacional de audiovisual, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), por exemplo, que é uma contribuição criada para viabilizar o dever legal das concessionárias públicas de universalizar a telefonia fixa (que conta com mais de R$ 5 bilhões em caixa, recolhidos entre empresas de telefonia e de TV por assinatura).

 

E tem mais: como é preciso uma grande quantidade de programas e de filmes para preencher a programação dos canais – uma média de pelo menos 12 programas por dia – num primeiro momento, é certo que teremos um festival de reprises de tudo o que se viu de produção nacional no país nos últimos 5. Muito animador... Voltamos à Idade da Pedra... Tudo bem, quem sabe poderemos assistir à reprise do Jornal Nacional, ou a do Globo Repórter, afinal... Que otimismo, não - se é que isso é possível. Não. Sabe por quê? Porque, em sua nova versão, o PL n° 29/07 estipula que canais essencialmente jornalísticos, esportivos, religiosos, políticos - além de todos os canais abertos e obrigatórios (denominados “Must Carry”, como TV Senado, TV Câmara, TV Escola, Futura, TV Justiça e outros -  estão excluídos do cumprimento da cota de conteúdo nacional). Não é só isso. Mesmo que um filme seja produzido no Brasil, com atores brasileiros, figurinos brasileiros, contando uma história folclórica do nordeste brasileiro, nada disso o qualifica, segundo o PL 29/7, como de conteúdo nacional ou mesmo como um filme nacional.

 

Ainda bem que empresas como a FIAT, por exemplo, que fabrica automóveis, não produz conteúdo audiovisual. Pois, segundo os conceitos de nacionalidade explícitos no PL 29/7, todos os carros produzidos por esta empresa, ainda que aqui no Brasil, seriam legitimamente italianos e PT saudações. E as estatísticas do governo Lula sobre a produção nacional de automóveis, hein?! Iriam para as cucuias....

 

Pasmem! Da forma como está redigido, este projeto de lei desconsidera todo conteúdo apresentado na TV aberta como conteúdo nacional. Canais como GNT, Canal Brasil e Multishow (cujas sedes são localizadas no Brasil e que possuem na uma programação essencialmente nacional, também ficam sujeitos as cotas! Além disso, segundo denúncia da ABPTA, "canais já consagrados na TV por assinatura, que não possam cumprir os critérios do atual Projeto de Lei nº 29/07, ficam ameaçados de saírem dos pacotes oferecidos atualmente.  Por exemplo, canais como o TNT, Sony, Warner, Eurochannel, Cartoon Network, National Geographic, Disney, MGM, Universal, FOX e muito mais".

 

A ABPTA propõe uma série de medidas para ampliar a produção nacional de conteúdo audiovisual que passariam longe da adoção das que propõe o PL 29/7. Revisar a incidência tributária, seria uma delas, além do aprimoramento de mecanismos já consagrados de fomento, como aqueles estabelecidos na Lei Rounaet, para incentivar o desenvolvimento de obras audiovisuais nacionais e o patrocínio de produções nacionais. Outra medida seria permitir que parte do recurso do FUST fosse utilizado com a finalidade de fomentar a produção nacional. Combater a pirataria e aumentar a fiscalização para que os produtores nacionais fossem devidamente remunerados também seriam medidas positivas. Incentivar investimentos estrangeiros em produções nacionais - que geraria empregos, no setor, dentro do país - não seria nada mal e muito menos inviável. Uma coisa é clara:  Cota para programação de conteúdo nacional durante o horário nobre na TV por assinatura não cria demanda! Quem conhece a Voz do Brasil, programação que é transmitida, obrigatoriamente, pelas rádios de todo o país, entre as 19 e 20 horas, diariamente, de segunda a sexta-feira, que o diga.

 

É costume de toda boa reportagem apresentar equilibradamente os dois lados, ou os vários deles, de todas as questões e/ou acontecimentos. No Brasil, isto está começando a fazer parte do passado. Não, não as boas reportagens, mas a apresentação dos vários lados. É que no governo de dom Luiz Inácio e do PT, está ficando cada vez mais dispensável mostrar o lado que o partido ou governo defendem - simplesmente porque é sempre e invariavelmente o lado explicitamente, ou ilegal, ou inoportuno, ou nocivo aos interesses públicos, ou ainda nocivos à liberdade e à democracia. De modo que está ficando sem sentido ocupar espaço na mídia para mostrar o lado daqueles que defendem o óbvio indefensável. É o que farei neste artigo. Pouparei o leitor de argumentos que ofendem sua inteligência ao defender um PL de caráter obtuso, arbitrário, xenófobo, “coronelesco” e “chavista”.

 

TV por assinatura não é problema seu? Não é problema da maioria dos brasileiros? Pode não ser mesmo, já que a maior parte de nossa população não assina tv. Mas, a questão não é o objeto em discussão, mas a atitude daqueles que pretendem controlar a tudo e a todos, a atitude de censura, a atitude de se meter num serviço que teria a característica de ser privado.

 

Como fala o texto da Liberdade na TV(#), “hoje, as restrições da atual redação do Projeto Lei nº 29/07 estão baseadas na definição de conteúdo nacional e na imposição de cotas. E amanhã? Qual será a base para definir restrições nos veículos de comunicação? Alinhamento político? Que outro critério poderia ser adotado a partir daí? E se a ameaça hoje é no conteúdo veiculado na TV por assinatura (que por princípio deveria ser uma escolha individual do assinante, já que não se trata de exibição em plataforma de regime público), o que impediria futuras restrições à Internet? À TV aberta? Aos celulares? Aos telefones?”

 

ASSISTA AO VÍDEO E ENTENDA

 

 

VEJA A ÍNTEGRA DO PL 29/7 CLICANDO AQUI

VEJA O SITE DA ABTA (LIBERDADE NA TV)

 

Rebecca Santoro

E-mail: rebeccasantoro@gmail.com

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(*) Informação obtida do estudo econômico “Impactos Econômicos das Cotas e Desestímulo ao Capital Estrangeiro no Mercado Brasileiro de Televisão por Assinatura” elaborado pela Instituto Pezco de Pesquisa e Consultoria, em fevereiro de 2008, para ABPTA (Associação Brasileira de Programadores de TV por Assinatura).

 

ADVOGADOS SÃO ADVOGADOS... MILITARES SÃO MILITARES...NÃO DÁ PARA FINGIR QUE SE ENTENDE DE TUDO...

Nelson Jobim, que ESTÁ ministro da Defesa do governo petista de Luiz Inácio da Silva, o Lula, não deveria esquecer que, quando sai do país, ainda que esteja sob as ordens do atual governo, deveria cuidar de sempre esclarecer que suas declarações, como um notório não-especialista em Defesa e em Segurança Nacional (assim como também seu estimado colega Mangabeira Unger, especialista em diretrizes do Foro de São Paulo e do socialismo internacional, mas jamais em Defesa), são apenas suas e que nunca refletiriam o que pensam o povo brasileiro e nem os 99% do contingente de suas Forças Armadas... Antes que seja tarde, se já não o for.

 

Sendo o Ministro Jobim réu confesso de haver violado a Constituição Federal, inserindo por conta própria tópicos que não deveriam constar no seu texto, carece de credibilidade para tomar ciência de assuntos, protegidos por grau de sigilo, inerentes à Defesa Nacional”. A frase consta do artigo do Cel Ref Márcio Matos Viana Pereira, “Defender as Instituições Militares é um dever patriótico”, que relata um pouco da trajetória do atual ministro da defesa e manifesta repúdio às reações intempestivas de Jobim em defesa de ex-guerrilheiros que tentaram, no passado, implantar o comunismo no Brasil através da luta armada.

 

Por que citar essa frase? Ora, porque o ministro da defesa esteve nos EUA (*), durante quatro dias na semana passada, e ousou defender o posicionamento dos governos da Venezuela e do Equador frente ao do governo da Colômbia, em relação à “invasão” de área de fronteira do território equatoriano, por parte do exército colombiano, para combater acampamento fixo e estável dos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias Comunistas (FARC), da Colômbia, que estava assentado naquele território fronteiriço. Jobim insistiu nesse posicionamento, como se fosse o porta-voz de milhões de brasileiros, apesar de todas as revelações amplamente divulgadas pela imprensa a respeito do conteúdo dos documentos encontrados nos computadores apreendidos na operação colombiana ligando as FARC a Hugo Chavez, presidente da Venezuela, e a Rafael Correa, presidente do Equador.  

 

Nos encontros com autoridades, incluindo Condoleezza Rice, a secretária de Estado norte-americana, Stephen Hadley, o assessor do Conselho de Segurança Nacional, e Jamis Mattis, o chefe do Comando de Forças Combinadas e comandante supremo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jobim, segundo reportado por Eliane, disse que não haveria nenhum motivo para que os EUA se preocupassem com a situação política da América Latina e que o futuro Conselho Sul-Americano de Defesa, articulado pelo Brasil, seria “um bom ambiente de diálogo, principalmente no sentido profilático, examinando situações, antecipando problemas e neutralizando tensões", num esforço do ministro para, ainda segundo Cantanhêde, “dissipar a percepção de que um conselho de defesa - militar, portanto - exclusivo da América do Sul, poderia ser um foco de confrontação e de resistência à liderança natural e poderosa dos EUA, que têm o domínio nos organismos já tradicionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos)”.

 

Errou a Cantanhêde. Influência na OEA ainda vá, mas na ONU? O Estado norte-americano? Não. Tanto é que os EUA têm se visto na antipática posição de não assinar diversos acordos, legislações, protocolos etc. estabelecidos naquela organização, justamente por se verem no dever de defender os interesses dos próprios EUA. Não há nada mais antiamericano do que a ONU. Pelo amor de Deus! Aliás, não há nada tão anti-estados-nacionais do que a ONU.

 

Jobim foi além. Disse que Chavez havia sido eleito democraticamente na Venezuela e que os EUA, ao contrário, teriam fomentado o golpe de 2002 que pretenderia destituir Chavez do poder. Vê-se que o chefe do ministério da defesa não leu absolutamente nada a respeito do assunto e, se leu, não deu a menor importância para os boletins, a que certamente teria condições de acesso, fornecidos pelos departamentos de inteligência nacionais e internacionais e ainda para documentos de investigações sobre a crise venezuelana, que teria desencadeado o tal do falso golpe, feita por agentes públicos dentro da própria Venezuela.

 

E caso porventura não tivesse o senhor ministro acesso a nenhum documento privilegiado de informações, bastariam poucos cliques na rede internacional de computadores, onde, por exemplo, poderia conhecer um dos tais funcionários públicos venezuelanos, o promotor Danilo Anderson – o ”Mártir Necessário” - assassinado, em 2004, na Venezuela (**1), assim como também vídeos sobre a invasão da guarda nacional de Chavez às estações de rádio e de TV venezuelanas, na ocasião, para obrigá-las a deixar de transmitir o massacre que agentes da guarda nacional (e da polícia metropolitana de Caracas) faziam a civis desarmados (**2) e a transmitir pronunciamento do ditador. É medíocre e irresponsável demais acusar o governo norte-americano de golpe contra Chavez em 2002.

 

"Os governos (do Equador e da Venezuela) não têm nada a ver com isso. Os guerrilheiros se escondem e às vezes é impossível detectá-los. Só quem não conhece a floresta é capaz de achar que é fácil identificar acampamentos nas fronteiras", disse Jobim também, em defesa de Chávez e de Correa, como revela Cantanhêde. Comentar o quê sobre esta infeliz frase (mais uma de uma série de tantas outras, é verdade) proferida por um homem que deveria saber que os acampamentos da guerrilha não são nada provisórios e que monitorar acampamentos habitados por humanos em áreas densamente cercadas por florestas, dentro do território nacional de cada um, já não é algo tão impossível assim, principalmente quando o acampamento tem até antena de recepção e de transmissão de dados via satélite? Comentar o quê?

 

Talvez só reste, por exemplo, recordar uma declaração feita, recentemente, pelo general Heleno Pereira, que hoje comanda as operações do Exército na Amazônia, à jornalista Mirian Leitão. Em seu artigo “Fronteiras Vivas”, de 5 de março de 2008, ela cita frase do general, justamente sobre o episódio da “invasão” colombiana: “Apesar de selva, qualquer movimento é percebido. A população é rarefeita; para um grupo ficar na selva, ele tem que ter apoio. Como se abastecer? O apoio tem que vir pelo rio, e isso seria percebido”, disse o general Heleno que argumentava ser impossível que as FARC entrassem e se instalassem num país sem serem percebidas, ainda que em região de selva. Quem será que entende mais de guerrilha em selva, o general Heleno ou Nelson Jobim?

 

Apesar de supor que já esteja mais para lá do que claro que o senhor atual ministro da defesa talvez não seja muito chegado ao interesse de realmente se inteirar das questões militares que vão além das que constem de dois ou três discursos milimetricamente decorados (no mínimo pela repetição enfadonha do mesmo em conferências públicas e privadas) sobre a Segurança Nacional, faltou algum repórter, talvez também um pouco mais bem informado, questionar Jobim sobre esse seu posicionamento em favor das reações de Hugo Chavez e de Rafael Correa à “invasão” do território equatoriano pelo exército colombiano para combater as FARC. E questionar como?

 

Questionar, talvez, sobre as incursões das FARC em territórios estrangeiros e até em território brasileiro para matar soldados e para pilhar grupamentos militares de fronteira, como, por exemplo, a que aconteceu em 1991 (***), quando um grupo de 40 militantes daquela organização entrou em território nacional e atacou, de surpresa, um destes destacamentos militares, às margens do rio Traíra, matando 3 militares, ferindo outros 17 e, por fim, roubando armas, munições e equipamentos. Como a Colômbia não dá guarida para guerilheiro comunista, dias depois, o Exercito Brasileiro deflagou a Operação Traira, em conjunto com o Exército da Colômbia, para afastar os atacantes e recuperar o que havia sido roubado. Na operação, que foi bensucedida, 7 guerrilheiros morreram.

 

Isso aconteceu, porém, em 1991, antes, portanto, que membros do Foro de São Paulo, como Lula, aqui no Brasil, Rafael Correa, no Equador, Hugo Chavez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, e outros chegasssem ao poder, financiados por este próprio Foro, em diversos países da América Latina. O Foro de São Paulo, como já amplamente divulgado na internet, abriga as FARC como se fossem apenas e tão somente uma organização político-partidária.

 

E se os guerrilheiros, hoje, depois de atacar brasileiros, fugissem para acampamento na Venezuela, por exemplo, faríamos o quê? Nada? Talvez tivéssemos que optar por uma saída diplomática e negociar com os terroristas, via Chavez? Ou não faríamos nada mesmo, como tem acontecido em diversas ocasiões, simplesmente por causa do abandono que o governo e o MD têm deixado as Forças Armadas brasileiras, como revelava reportagem da revista Época, em dezembro do ano passado? Nessa matéria, um oficial militar cujo nome, por razões óbvias, não pôde ser citado, disse o seguinte: "Se os soldados encontrarem cocaína das Farc, tenha certeza de que os guerrilheiros vão querer recuperar o que foi apreendido. Não estamos preparados para isso".

 

Nelson Azevedo Jobim, nosso ministro da defesa, é advogado e político. E, como ministro da defesa, Jobim é um ótimo advogado e político. É, Jobim é, definitivamente, advogado e político.

 

Rebecca Santoro

E-mail: rebeccasantoro@gmail.com

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(*)

Nos EUA, Jobim defende Chávez e Correa

O ministro da Defesa rebateu a acusação de conivência dos líderes da Venezuela e do Equador com guerrilheiros das Farc.


Jobim disse a Condoleezza Rice que não há motivo para preocupação com a América Latina e que quer Conselho Sul-Americano de Defesa.


ELIANE CANTANHÊDE

ENVIADA ESPECIAL A WASHINGTON


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, aproveitou sua viagem de quatro dias aos EUA, na semana passada, para defender nas suas conversas oficiais os governos Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, do Equador, da acusação de conivência com guerrilheiros. Avaliou também que a transição em Cuba será tranqüila.


"Há muita tranqüilidade em relação à transição em Cuba, desde que ela seja gerenciada pelo povo cubano, que é muito orgulhoso", disse Jobim em conversa na sexta-feira com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, conforme ele próprio relatou à Folha antes de embarcar de volta ao Brasil.
Na conversa com Rice, o ministro comparou Fidel Castro, o ditador que renunciou ao comando do governo em Cuba, com Raúl Castro, seu irmão e sucessor: "O Fidel ouvia pouco, o Raúl ouve muito", disse à secretária que, segundo ele, considerou a observação "um aspecto muito interessante".


Rice manifestou especial interesse na visão brasileira sobre Chávez e sobre o incidente entre a Colômbia e o Equador, quando tropas colombianas bombardearam um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em solo equatoriano, na madrugada do dia primeiro deste mês.
Jobim respondeu-lhe que "não há motivo para preocupação com a América Latina", algo que repetiu em seus outros contatos nos EUA, como, por exemplo, com o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Stephen Hadley, e o chefe do Comando de Forças Combinadas e comandante supremo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jamis Mattis.


Conselho de Defesa


"Não há nenhuma gravidade especial, tudo foi devidamente contornado pela ação diplomática", respondeu-lhes Jobim, sempre na sua própria versão.


Acrescentou que o futuro Conselho Sul-Americano de Defesa, articulado pelo Brasil, pode ser precioso em eventuais situações similares. "O Conselho será um bom ambiente de diálogo, principalmente no sentido profilático, examinando situações, antecipando problemas, neutralizando tensões", disse o ministro a Rice.


Ele se esforçou todo o tempo para dissipar a percepção de que um conselho de defesa -militar, portanto- exclusivo da América do Sul poderia ser um foco de confrontação e de resistência à liderança natural e poderosa dos EUA, que têm o domínio nos organismos já tradicionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos).


Brasil e Chávez


Jobim também repetiu para Rice e para Hadley e Mattis a posição brasileira quanto a Chávez: a de que ele foi eleito democraticamente e segue todas as normas institucionais, respeitando inclusive a derrota no plebiscito sobre mandatos múltiplos. "Quem agiu não-democraticamente foi a oposição que [com apoio dos EUA] tentou um golpe para derrubar Chávez em 2002."


O ministro também discordou do discurso do presidente George W. Bush de que países sul-americanos dariam guarida e teriam conivência com grupos guerrilheiros e narcotraficantes, como as Farc.
"Os governos [do Equador e da Venezuela] não têm nada a ver com isso. Os guerrilheiros se escondem e às vezes é impossível detectá-los. Só quem não conhece a floresta é capaz de achar que é fácil identificar acampamentos nas fronteiras", disse, em defesa de Chávez e Correa.


Compras militares


O ministro, que visitou a base aeronaval de Norfolk e a base aérea de Langley, também participou de uma mesa-redonda com representantes da indústria de defesa, organizada pelo Conselho de Negócios Brasil-EUA. Ali, conforme relatou, deixou claro que o Brasil não se conforma em ser mero comprador. "Não queremos dependência, queremos fazer parcerias nacionais", disse.


Ou seja: insistiu na transferência de tecnologia.


Sugeriu, ainda, que os representantes entrassem em contado com o Comdefesa, grupo ligado à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), para articular uma pauta de negócios possíveis nessa área.
França, Rússia, EUA e, mais distante, Suécia oferecem seus aviões de caça militares para o Brasil, dentro do projeto F-X de renovação do esquadrão da FAB (Força Aérea Brasileira). Jobim voltou a dizer que não há nada fechado e encerrou a conversa com a Folha abrindo uma nova possibilidade: "Quem sabe a gente não abre uma concorrência entre eles?"

(**1)

(**2)

 

(***)

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LIÇÕES DA HISTÓRIA: ANISTIA É COISA DE "OTÁRIO"?

Saturday, March 22, 2008

Por Rebecca Santoro


Este sábado, 22 de março, começa bem. Em matéria veiculada pelo JB Online, o tenente QAO reformado, José Vargas Jimenez, ex-chefe de um dos Grupos de Combate (GCs) que lutou na guerrilha do Araguaia resolveu pronunciar-se mais uma vez a respeito do episódio. E isso, suponho, não deve ter nada a ver com a vontade de que seu livro “Bacaba - memórias de um guerreiro de selva da Guerrilha do Araguaia”, editado, segundo o próprio autor, com recursos próprios, tenha um boom de vendas. Não, claro que não.

Também não deve ter nada a ver com a covarde bajulação que se faz de antigos algozes, muito em moda entre alguns militares de hoje (fenômeno também conhecido como Síndrome de Estocolmo), a revelação de material sobre a guerrilha que, coincidentemente, sempre achincalha os combatentes militares, descrevendo-os como sanguinários, estupradores, aviltadores da vida alheia, etc. Não, claro que não.

Mas, desta vez, o ex-tenente – que inclusive estaria para receber, vejam só, uma medalha do Exército – soltou essa pérola: "A ordem era atirar primeiro e perguntar depois. Nós entramos para matar, destruir. Não era para fazer prisioneiros".

É, o tenente deve estar falando mesmo a verdade. José Genoíno, Neusa Rodrigues Lima, Zezinho do Araguaia, Danilo Carneiro e outros, que retornaram vivíssimos da guerrilha, que o digam, não é mesmo? São eles que hoje andam pelo país, cabisbaixos e empobrecidos – todos pessoas que, só de olhar, a gente percebe o ar de criatura traumatizada por horripilantes torturas sofridas. Pessoas inocentes, coitadas, que não sabiam que pegar em armas para fazer a revolução comunista era entrar em guerra contra o povo brasileiro, cujas Forças Armadas, pelo menos naquela época, tinham a obrigação de proteger e de livrar de destino igual ao de Cuba, por exemplo – ilha maravilhosa na qual morrem milhares de pessoas, anualmente, para falar só em tentativas de fuga! Quem fugiria do paraíso socialista?

Um outro aspecto interessante sobre o pronunciamento do ex-tenente: há algo de muito estranho quando um militar acha que possa entrar numa guerra para morrer e não para matar. Presume-se que seja o contrário; ou seja, que, numa guerra, as pessoas entrem, tanto militares como guerrilheiros, para vencer, e isso, embora haja os que não queiram enxergar a realidade, compreende, sim, entre outras coisas, matar o inimigo e destruir sua capacidade de recomposição para retaliação. É, a guerra não é a mais nobre das façanhas humanas, mas, existe, infelizmente e quase sempre por causa de gente que acha que está acima dos outros e que deve, por isso, aprisioná-los para lhes dizer como serem felizes.
Em seu “relato”, Jimenez, que na época da guerrilha comandava um GC com 10 homens, subordinado ao então major Sebastião Rodrigues de Moura, o atual prefeito de Curionópolis (cidade que leva o nome originado de como é conhecido – por “Curió”), diz que eles tinham “o poder de vida e de morte sobre os guerrilheiros. Era para exterminar e não vejo por que esconder que houve tortura ou que se tratou de um extermínio". Primeiro, repito: Genoíno e outros que o digam; segundo: não sabemos ao certo se o que nos é revelado seria motivo ou não de comemoração por não termos tido, pelo menos até a algum tempo atrás, uma organização terrorista tão poderosa quanto as FARC (Forças Armadas Revolucionária Comunistas, da Colômbia – o nome é esse mesmo) circulando em território nacional, promovendo assassinatos, assaltos e seqüestros em massa.

A ministra Dilma Rousseff tem sob seu poder abrir completamente os arquivos do período da guerra de combate aos terroristas por parte das Forças Armadas brasileiras. Já poderia ter aberto tudo. Mas, prefere fazer uma espécie de “filtragem”, segundo ela, para não manchar e para não prejudicar a imagem de gente que ainda está viva, blá, blá, blá..... Traduzindo: é preciso não revelar aquilo que não for do interesse da esquerda – uma boa lavagem aos moldes das que foram feitas por Stalin, que modificou, sem a menor cerimônia, livros e documentos históricos (inclusive fotografias) para transformar seu delírio de poder em realidade.

Essa gente parece querer que a conclusão a que se chegue é a de que gente como Fidel Castro, Che Guevara, Stálin, Hitler e tantos outros tinha toda razão em pregar que inimigo bom é inimigo morto. Parece que querem que a História ensine que Anistia é coisa de “otário”. Parece que estão conseguindo... Fazem questão de provar isso, diariamente, nos últimos 20 anos, com a farta distribuição de “bolsa-revolucionário” (indenizações a terroristas), com a vasta poluição das instituições por aparelhamento e por corrupção, promovendo a venda e a imobilização do território nacional com a concessão de valiosos e até mesmo produtivos pedaços de terra a invasores armados profissionais e a índios dominados por ONGs estrangeiras e ainda patrocinando atitudes indisfarçavelmente revanchistas contra as Forças Armadas e contra alguns militares que estavam na atividade durante o período em que a luta armada pretendia promover a revolução comunista aqui no Brasil e perdeu.

É, a Anistia, que deveria servir de exemplo a todos os povos civilizados, e que poderia, no caso do Brasil, quem sabe, ter ajudado na construção de uma democracia sólida que preparasse nosso país para um futuro digno, parece mesmo que está condenada a entrar para a História como sendo coisa de “otário”. E, mais, confirma-se a regra: para comunista, a mentira é fundamental(*).
 
 
(*) Assistam, por exemplo, a este video no qual Hugo Chavez concede entrevista a um repórter da Univision, antes de ser eleito, pela primeira vez, presidente da Venezuela:


QUEM PRECISA DE REVOLUÇÃO ARMADA PARA MATAR BRASILEIROS CONTRÁRIOS AO GOVERNO COMUNISTA?

Por Rebecca Santoro

18/03/2008

 

O governo do presidente Lula baterá, sem sombra de dúvidas, o recorde em mais uma categoria de realizações do “nunca na hisstória desse paísss”. Só que este feito não será revelado pelos meios de comunicação, em horário nobre, nem pelas empresas de pesquisa. Esse foi o governo que mais causou a morte de brasileiros dos mais diversos segmentos sociais, sem disparar um único tiro que fosse – apenas com medidas, ou a não adoção das mesmas, jurídicas, políticas e econômicas. E isso em época em que o planeta esteve sob bonança econômica. Também não entrará nesta conta, pelo menos nos primeiros cálculos, o número de vítimas da violência urbana – caos que o Estado faz questão absoluta de preservar, alegando estar agindo de acordo com os direitos humanos (para os criminosos e para os terroristas, é claro).

 

O Brasil está entre os dez países do mundo no ranking do suicídio, cerca de 8.000 casos por ano – sem contar as muitas mortes não são registradas como suicídio e nem as tentativas infrutíferas, que aconteceriam em número dez vezes superior ao dos casos consumados. Depois do período que insistem em chamar de “ditadura militar”, e nos últimos 20 anos, o número de mortes por suicídio cresceu 1.900% (mil e novecentos por cento!!!), entre indivíduos na faixa etária de 15 a 24 anos. Pasmem, o suicídio já representa a terceira principal causa de morte de pessoas em plena idade produtiva, com conseqüências que atingem também suas famílias.

 

Tudo bem, as estatísticas revelam que nos últimos 40 anos, as taxas de mortalidade mundial por suicídio subiram cerca de 60%. Isso representa nada menos do uma morte a cada 40 segundos e mostra, também, que o fenômeno não é exclusividade nacional. Entretanto, é claro, não se comparam aos nossos 1.900%.

 

Solidão, falta de perspectivas e dificuldades financeiras seriam o que podemos chamar de “gatilho” que faz com que, em determinadas pessoas, seja acionado um círculo depressivo desequilibrador que, por sua vez, pode sim levar gente mais “susceptível” a cometer suicídio. O fenômeno espalha-se também entre os idosos, porém, mais por causa de um sentimento de vergonha perante familiares, devido à sensação de impotência diante de dificuldades financeiras.

 

Recentemente, o Exército brasileiro perdeu dois de seus generais da ativa, acredita-se, por suicídio. Um deles foi o general de divisão Luiz Alfredo Jeff, que comandava a quarta região militar, com sede em Belo Horizonte. Antes dele, o general de divisão Urano Bacellar, que comandava a Força de Paz da ONU no Haiti também teria cometido suicídio, embora esta não seja a única versão sobre a morte do general. Os dois altos oficiais eram homens preparados para o comando e emocionalmente equilibrados, segundo o alto-comando da força, que está sempre acompanhando a vida de seus oficiais, avaliando-os de seis em seis meses. Como nada de anormal foi encontrado nos dois generais que cometeram suicídio, pergunta-se: o que teria levado os dois a essa atitude extrema? Suspeita-se de que as razões possam ter sido exclusivamente de ordem pessoal, mais especificamente de ordem financeira. É, os generais ganham uma miséria para o padrão de vida que são obrigados a levar e para a carga de formação intelectual que possuem.

 

Certamente os generais não são os únicos. Professores, médicos, muitos funcionários públicos, empresários e aposentados também estão na lista dos que passam por dificuldades. Sem dúvida, a classe média vem sendo gradualmente exterminada na medida em que emerge uma nova classe à riqueza, vinda dos porões do crime organizado que, por sua vez promove a ascensão de muito pobres e de miseráveis para uma pseudo nova classe média (que poderia facilmente ser chamada de “de cavalo dado não se olha os dentes e lambam os beiços” – e que é a classe manipulada, via chantagem financeira, para manter, inclusive sob o uso da força, a nova classe chegada ao poder exatamente lá onde está).

 

Quem lembra dos aposentados do AERUS da antiga VARIG? Pois é, eles também são vítimas do governo. Sabe-se que a GOL já pagou debêntures no valor de cerca de R$ 80 milhões, dos quais, previa-se, R$ 30 milhões deveriam ser usados para melhorar a situação dos aposentados e o restante para amortizar as dívidas do plano com os credores – Petrobras, Infraero, entre outros. Mas, estes últimos entraram com uma liminar bloqueando o que deveria ser destinado ao AERUS, alegando ser deles (dos credores) a prioridade. Isso fez com que o dinheiro devido aos aposentados, mais uma vez, fosse impedido de chegar aos mesmos.

 

São 8 mil pensionistas numa situação desesperadora. Muitos já morreram. Causa das mortes? As mais diversas, é óbvio, pelo menos para a medicina legal. Entretanto, não há como negar que a situação em que ficaram os aposentados do AERUS e ainda a de muitos funcionários demitidos da Varig contribuiu pesadamente para que surgisse todo o tipo de enfermidade que acabou, em alguns casos, por levar desta vida tantos brasileiros que deixaram vazios, dificuldades e muita saudade nas existências de quem os amava.

 

São ex-Comandantes, Engenheiros de Vôo, Comissários, etc. - cada um com seu calvário. É claro que o governo paga aposentadoria aos funcionários que contribuíram para o INSS. Quem descontava quando estava na ativa sobre 10 salários mínimos, percebeu, ao se aposentar nos anos 90, por exemplo, cerca de 5 salários mínimos, na época, como aposentadoria. Hoje, estas mesmas pessoas recebem o que não chega nem a 3 salários mínimos, já que, como se sabe, o reajuste dos aposentados é sempre diferente do reajuste do tal salário mínimo.

 

Gerente Geral da Varig nos aos 90, o senhor Nelson Ribeiro, por exemplo, que se aposentou em 1993, além de descontar INSS em cima de 10 salários, também contribuía para o AERUS. Em abril de 2006, a aposentadoria de Nelson pelo plano, que era de R$ 6.400,00, foi drasticamente reduzida para R$ 3.200,00. Como se já não fosse um baque estúpido o suficiente, meses depois, a aposentadoria do ex-gerente da Varig foi reduzida em mais 30%. A renda passou, então, a ser a de R$ 1.722,00 mensais e está assim até hoje. Detalhe: nosso ex-Gerente Geral da Varig tem quase 70 anos. Ou seja, o que fazem com essa gente é uma covardia. Alegam os pagadores que isso, ainda por cima, é uma espécie de favor, pago como "adiantamento" da reserva matemática que, no caso de Nelson, seria, segundo o informaram por escrito, de cerca de R$ 970 mil.

 

Infelizmente, o pouco caso não pára por aí. Além de tudo, ninguém recebe com regularidade – cada mês é um dia diferente o do pagamento. O que era para ser pago no início de dezembro foi pago no dia 21 do mesmo mês; o 13º que era recebido normal e regularmente não é pago desde 2006; a parcela da aposentadoria (ou o "adiantamento" como a chamam os “prestativos” pagadores) de janeiro de 2008 foi paga no dia 28, a de fevereiro no dia 27 e a de março também no dia 27 daquele mês.

 

O que mais esperar deste governo? O que mais esperar da Justiça? O que mais esperar da vida? Por certo que a morte, nas trincheiras da angústia, com gosto de injustiça na boca...

 

Ei, você aí! Não ria e nem ache que isso não é um problema seu. Acredite: é. Toda injustiça, toda ilegalidade, todo abuso de poder, toda covardia que se faça à luz do dia, à luz da imprensa, à luz da Justiça e cujos responsáveis andam altivos, impunes e endinheirados (muitos deles com rendimentos de origem desconhecida) pelas ruas, debaixo das barbas de todos, é problema – e dos gravíssimos – de todos nós, de toda a sociedade. É uma questão de cronologia: a sua hora de sofrer também chegará... E isso pode estar mais perto de acontecer do que você possa imaginar... E assim caminhamos – nem todos calados, é verdade – fingindo não enxergar os verdadeiros anos da ditadura genocida que pairou sobre nosso país...

 

 

CAMPANHA DO TSE PARA INCENTIVAR OS JOVENS A VOTAR TEM ERRO DE PORTUGUÊS E DE INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA DOS FATOS

Filme

Por Christina Fontenelle

12 de março de 2008

Professores afirmam (e estão certos) que os filmes produzidos pela agência de publicidade de Washington Olivetto, W/Brasil, para o Tribunal Superior Eleitoral apresentam erro de português – mais precisamente, um erro de regência. O TSE diz que os filmes passaram por revisões e que o português estaria correto. A série de filmes faz parte da campanha "Heróis pela Democracia", lançada no último dia 28 de fevereiro, pelo TSE em parceria com a TV Cultura. Os filmes, com duração de 30 a 60 segundos cada, contém todos o mesmo texto e devem ser veiculados, sem obrigatoriedade, entre os dias 7 de março e 7 de maio em emissoras de rádio e de TV.

 

produzido por W/Brasil

 

A polêmica gira em torno da última da última frase dos filmes: "Heróis existem. Não desperdice o direito que eles tanto lutaram e conquistaram para você. Vote!"

 

Para a W/Brasil, se a assinatura fosse apenas “Não desperdice o direito que eles tanto lutaram”, a sentença estaria errada e o correto seria reescrevê-la: “Não desperdice o direito pelo qual eles tanto lutaram”. Porém, a agência diz que a mensagem que querem comunicar é a de que “eles lutaram para conquistar o direito” e não a de que “eles lutaram pelo direito”. Para a W/Brasil, a palavra “direito” não tem relação sintática com o verbo que vem logo depois (“lutaram”), mas sim com infinitivo “conquistar”, do qual seria objeto direto. Isto a agência comunicou por escrito, via e-mail, a aqueles que reclamaram do erro que explicações semânticas não corrigem. É, infelizmente para muitos, é preciso, sim, saber o português correto para que uma mensagem seja transmitida adequada e corretamente.

 

O professor Rabin, coordenador de redação e interpretação de texto do curso Vestibular A a Z, do Rio de Janeiro, em entrevista ao portal G1, por exemplo, contesta a explicação da agência: "Supondo que o sentido fosse esse que eles queriam dar, a frase deveria ser assim: 'Não desperdice o direito que eles tanto lutaram para conquistar para você'". Ainda, segundo o professor, o "e" da frase original estabelece coordenação entre as orações, que são independentes: "A coordenação é a ausência de nexo sintático entre as orações. Para dar o sentido que queriam, deveriam subordinar uma frase à outra ou colocar uma locução verbal", afirmou. "Prova disso é que o verbo 'conquistaram' não está no infinitivo, mas no pretérito perfeito. A emenda saiu pior que o soneto."

 

O professor e consultor de português Ademir Araújo Filho, de Brasília, aponta outra possibilidade para a frase, também na matéria do portal G1. "Por que" poderia ser usado em lugar do "pelo qual" ("Não desperdice o direito por que eles tanto lutaram e que conquistaram para você."). "O por que separado e sem acento, do ponto de vista clássico, é lindíssimo e muito bem formulado", afirmou.

 

O consultor do jornalismo da Globo e colunista do G1, Sérgio Nogueira, concorda com seus colegas: "Lutaram pelo direito e conquistaram o direito”. Logo, 'pelo qual lutaram e que conquistaram'. Isso acontece porque temos dois verbos de diferentes regências, mas com o mesmo complemento. O melhor seria refazer a frase", disse ao G1.

 

Os filmes foram feitos gratuitamente para o TSE pela agência de Washington Olivetto - um dos mais premiados publicitários brasileiros. Sendo a primeira vez que faz uma campanha institucional para um órgão público, Olivetto, segundo o TSE, teria aberto mão de pagamento por entender "a importância das eleições neste momento de nossa história e pela admiração que nutre pela TV Cultura e pela sua dimensão pública".

 

Os filmes mostram imagens de personagens históricos que, segundo a visão da agência, corroborada pelo TSE, contribuíram para a redemocratização do país, como o ex-deputado Ulysses Guimarães, o cartunista Henfil, o sociólogo Betinho, Chico Buarque, o poeta Vinicius de Moraes e outros, além de compilar cenas que retratariam a época da ditadura militar. Não, não são as cenas do país crescendo 14% ao ano, as estradas boas, as praias repletas e sem arrastão, os cidadãos de todas as idades, de todas as cores e de todos os níveis sócio-econômicos passeando nas ruas e nas favelas (que, por sinal, estavam sendo remanejadas e urbanizadas). Não. São aquelas cenas de sempre. Cenas que mostram as aflições de quem queria fazer desse país uma Cuba gigante e não conseguia.

 

Tudo bem. A intenção do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, como revelou durante o lançamento da campanha, é a de que se passe a imagem de que: "Não somos vítimas. Somos autores, responsáveis pelos políticos e administradores públicos que temos. Devemos fazer a melhor escolha possível para depois não nos arrependermos". Para o ministro, "o que queremos é revelar a evolução que tivemos a partir de 1988, deixando para trás o regime de exceção e sinalizar que passa pela escolha dos representantes a solidez do próprio estado de direito. Não somos saudosistas".

 

Que me perdoe o excelentíssimo senhor ministro presidente do TSE, mas os filmes são insultantes à inteligência dos brasileiros e não cometem somente um erro de regência em português, mas também um erro de interpretação histórica dos fatos que ocorreram no país. Neste sentido, com todo o respeito, o filme presta um desserviço à nação e, principalmente, aos jovens brasileiros, quase que completamente indefesos em matéria de conhecimento dos fatos históricos – tamanha a lavagem cerebral que sofrem nos bancos escolares.

 

Eu prefiro achar que um homem como o senhor Marco Aurélio Mello, que, sem sombra de dúvidas têm lutado corajosamente para preservar as instituições democráticas e o estado de direito em nosso país (e com cujas declarações quase sempre temos que concordar), tenha optado por privilegiar os meios para chegar a um fim. Ele deve ter entendido que usar a linguagem histórica que já está impregnada no cérebro de nossos jovens, ainda que distorcida, seria a forma mais rápida e eficaz de incentivá-los a assumir uma postura de luta pela democracia e pela liberdade.

 

Na minha modesta opinião (inclusive a julgar pelas “surpresas” que vieram a público depois do sucesso do filme Tropa de Elite), os meios de comunicação e os projetos de educação para o país, continuam a insistir em querer fabricar a maneira como o jovem deva ver a História do país e a não permitir que ele simplesmente use sua lógica simples e descompromissada para chegar à verdade. E nesse caso específico do tempo dos governos militares e da campanha pelas Diretas Já o que essa gente que aparece como “herói” nos filmes da campanha do TSE queria era justamente o contrário de democracia e de liberdade. Queriam a ditadura comunista e usar a democracia para chegar ao poder, como de fato o conseguiram e de onde passariam a minar as instituições democráticas - e onde também pretenderiam ficar por muitos e muitos anos, através do aparelhamento dessas instituições com gente do partido e com simpatizantes da causa comunista.

 

Estou mentindo? Estou enganada? Não, absolutamente. A História futura que se fez depois das Diretas Já e que hoje se apresenta para nós me dá razão. De fato, os tais “heróis” chegaram ao poder e aí estão, roubando, colocando grampos até em ministros do STJ e do TSE, aparelhando o estado, comprando votos, e, enfim, querendo transformar o nosso ex-grande país numa republiqueta socialista integrada a união das repúblicas socialistas da América-Latina.

 

Democracia e liberdade? É claro que houve aqueles que lutaram e que até deram suas vidas por estes dois ideais. Tiradentes, por exemplo. E ainda há casos mais recentes como os do Tenente Alberto Mendes Júnior, morto por proteger seus soldados pelo covarde e assassino guerrilheiro comunista Carlos Lamarca (cuja viúva e filhos receberam indenizações milionárias e ainda recebem pensão do Exército pelos crimes cometidos pelo desertor – tudo patrocinado pela “democracia” que os “heróis” patrocinaram). Casos como os dos policiais brasileiros que dão suas vidas, diariamente, para livrar a população brasileira dos criminosos. Bombeiros que arriscam suas próprias vidas para salvar as de outros seres humanos que jamais conheceram. Médicos, trabalhando com salário de miséria e sem condições adequadas para bem exercer suas profissões, que salvam vidas, milagrosamente, país afora. Sim, temos heróis, de carne e osso. Mas não estes que aparecem nos filmes do TSE.

 

Mostrar Henfil, Betinho e Chico Buarque como se fossem heróis nacionais é, no mínimo, uma ofensa à inteligência de todos nós brasileiros. Mostrar um filme desses e não completar dizendo que toda essa gente manipulou a democracia para chegar ao poder e por lá permanecer, forjando uma economia de mercado e uma democracia, é uma infâmia.

 

Temos sim, insisto, muitos heróis de carne e osso, inclusive ainda vivos e atuantes. Usem esses heróis nos seus filmes. Sim, há que se corrigir não somente o erro de regência de português – erro, aliás, que deve ter sido percebido por muito poucos brasileiros, a começar pelo presidente da república. Mas, principalmente, há que se corrigir esse erro de interpretação da nossa História. Erro imperdoável, diga-se de passagem, para um órgão que deveria ter muita responsabilidade sobre aquilo que produz e sobre o que veicula como é o caso do TSE.

 

Como afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, "Apatia não conduz a nada. É fuga. O jovem, que é idealista por natureza, não pode ser apático", assim também, complemento eu: nem tampouco o podem ser aqueles que têm o dever de mostrar a eles a verdade sobre sua História e sobre seus verdadeiros heróis.

 

Christina Fontenelle
E-mail: chrisfontell@gmail.com

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JOBIM PROÍBE GENERAL COMANDANTE DA 1ª BRIGADA DE INFANTARIA E SELVA DE RORAIMA DE ACOMPANHAR MANGABEIRA UNGER EM VISITA À RESERVA RAPOSA DA SERRA DO SOL, EM RORAIMA

Por Rebecca Santoro
Em 11 de março de 2008

Ontem, o jornal eletrônico FONTE BRASIL (*) divulgou matéria sobre o repúdio de senadores e de deputados à proibição que o ministro da defesa, Nelson Jobim, impôs ao general Elieser Monteiro Filho, Comandante da 1ª Brigada de Infantaria e Selva de Roraima, de acompanhar o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, numa reunião do CIR (uma ONG com relações estrangeiras) com os índios tuxauas, dentro da área da Raposa/Serra do Sol, na localidade do Barro. Além do general, alguns parlamentares que pretendiam acompanhar a reunião também foram barrados.

De acordo com a reportagem, "o presidente da Assembléia Legislativa (ALE-RR), deputado Mecias de Jesus (PR), disse que, em se comprovando a postura do ministro Jobim, sua atitude pode ser considerada uma falta de respeito ao Exército Brasileiro, e à pessoa do general Elieser". E disse ainda que: "Por tudo isso não nos sentimos motivados para dialogar com os representantes do governo Lula, já que estamos cansados de esperar as decisões que beneficiem Roraima e para nossa decepção só se repetem incidentes como esse".

Outro deputado federal, Urzeni Rocha (PSDB), disse que Jobim não teria autoridade para proibir um General de transitar em território nacional. Rocha afirmou que o ministro será convocado pela Comissão da Amazônia da Câmara Federal, através de Requerimento que, deverá ser assinado por ele e pelo deputado federal Chico Rodrigues (DEM), que também criticou a postura de Jobim.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB) também criticou o ministro da defesa, e disse que, apesar de ter que haver respeito à hierarquia no ministério da defesa, não havia impedimento de o General acompanhar uma autoridade do próprio Governo à região da Raposa da Serra do Sol: "Isso é um retrocesso, um viés deste Governo que o Ministro Jobim está encampando. Daremos conhecimento desse fato na tribuna do Senado Federal para que, toda nação brasileira tome conhecimento das decisões abusivas do governo do PT" destacou.

Pois é, este era o gancho que eu estava esperando para fazer uma conjectura (eu e minhas peguntinhas básicas). Todo mundo está sabendo que o governo federal deslocou um contingente de 170 homens da Força Nacional e de 50 policiais federais para o município (e redondezas) de Tailândia, que fica a 260 km de Belém, no Pará, desde o dia 25 de fevereiro, para “combater a exploração ilegal de madeira e devastação da Amazônia”. O nome da ofensiva é Operação Arco de Fogo - aprovada pelos ministros Tarso Genro, da Justiça, e Marina Silva, do Meio Ambiente - e deflagrará, em breve, a maior ofensiva do governo para combater os crimes ecológicos na região amazônica. Será que é só isso mesmo?

Em Tailândia foram apreendidos 15 mil metros cúbicos de madeira em uma ação do Ibama que, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (Semma), iniciou a operação “Guardiões da Floresta”, no dia 21 de fevereiro, com o apoio de 160 policiais militares, e que não tem data para acabar. Segundo estimativas da PM, ao todo, o transporte de toda essa quantidade de madeira apreendida deveria durar pelo menos um mês.

Segundo a coordenadora de fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Pará, Eleni Cunha, a madeira está sendo levada para um local seguro, que não será divulgado, para, depois, ser leiloada. O dinheiro obtido com o leilão será revertido para o Estado. Ainda de acordo com Eleni, a maioria das toras apreendidas é proveniente de espécies como goiabão, melancieira e faveiro, próprias para atividade de laminação. Todo o material apreendido tem o valor estimado em um milhão de reais. Deverá girar em torno desta mesma quantia o total das multas aplicadas às indústrias apanhadas em irregularidade.

Durante a operação, não houve nenhuma resistência por parte dos proprietários das primeiras duas madeireiras a sofrerem com a operação de retirada da madeireira. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Movelaria de Tailândia (Sindimata), João Medeiros, “Se depender de nós, o trabalho da fiscalização poderá acontecer sem nenhum problema. As portas das serrarias estão abertas para os fiscais. Nós, a partir de agora, só vamos agir juridicamente”. Medeiros também deixou claro que “grande parte desse problema acontece por causa da falta de compromisso do poder público, seja na liberação dos planos de manejo ou na regularização de terras. Nós estamos sempre buscando a legalidade, acreditamos na Justiça, mas sem força de vontade política fica difícil“. Ele disse ainda que somente na região de Tailândia, cerca de 16 mil pessoas sobrevivem da atividade madeireira.(Veja nos dois quadros - ao lado e abaixo – o calvário dos madeireiros e dos trabalhadores para entrarem no que passou a ser a legalidade ecológica).

O assessor jurídico do Sindimata, Christian Bonn, fez duras críticas à maneira como a fiscalização se realiza e disse que contestará a operação na Justiça. Segundo ele, há muitas irregularidades no sistema de informática da Sema: “Só no meu escritório estamos investigando três casos de empresas que tiveram seus cadastros de toras de madeira desfalcados e revertidos em favor de uma outra empresa. A Secretaria tem como saber disso e por que, então, não toma uma providência?


A partir de Tailândia, as equipes de fiscalização devem seguir para outros 12 municípios considerados prioritários pelos governos federal e estadual para a diminuição do desmatamento no Pará. A Polícia Federal também vai manter a Operação Arco de Fogo, que deverá deflagrar uma ocupação de permanência dos policiais na região amazônica - operação que vem sendo planejada, em sigilo, desde o final do ano passado. Segundo o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, “ao contrário de outras ações do gênero, os policiais destacados ficarão por muito tempo na região e formarão uma espécie de vanguarda institucional do governo na ocupação de espaços na região”.

A Operação Arco de Fogo, na qual o governo deverá gastar mais de R$ 200 milhões (a maior parte já foi liberada), tem a finalidade de fechar todas as passagens por rio ou por terra para a saída ilegal de madeira e de outros produtos de estados que integram a Amazônia Legal. Ou, quem sabe, pois tudo é possível nessa terra que não é mais nossa, privatizar, digamos, o direito de fazer e de desfazer na região. Três órgãos federais - Ibama, Polícia Rodoviária Federal e PF - empregarão cerca de 800 homens para constituir uma força-tarefa encarregada de estrangular os pontos mais utilizados pelos criminosos no transporte da madeira cortada ilegalmente de reservas indígenas ou de áreas de preservação ambiental. Ao fazer isso, a polícia acha que atacará também outros crimes que ocorrem na região, como a biopirataria, o contrabando de minério precioso, a compra ilegal de grandes áreas de terra por estrangeiros, invasões em áreas indígenas, grilagem e, ao mesmo tempo, passa a exercer controle da região. Repito: ou exclusivizar...

As apreensões e o fechamento de madeireiras e de serrarias acabaram provocando uma revolta popular no município, quando, num período que durou quase dez horas, cerca de 600 funcionários dessas empresas promoveram a interdição da rodovia PA-150 e a depredação do Fórum e da Prefeitura local. Muito diferentemente do que acontece em atos de vandalismo promovidos pelo MST, MLST e cia., quatro pessoas foram presas pela PM e identificadas como líderes dos atos de vandalismo praticados. Elas foram trazidas para a capital para interrogatório e serão processadas por danos ao patrimônio público e por formação de quadrilha. Quem mandou não ser baderneiro profissional, que é financiado com dinheiro público... Mas, segundo a PF, as manifestações que vêm ocorrendo na região já seriam “sintomas da reação dos grupos que podem ser alcançados”. Uma lista com 36 municípios em toda a região amazônica já foi publicada - doze deles estão no Pará.

Acontece que muitas das ações da PF têm sido motivo de especulações a respeito do uso de parte dessa força policial como polícia do governo Lula e não do estado institucional brasileiro. E, por isso, não inspira confiança em tudo que faz. Nos bastidores da PF parece haver um conflito de interesses entre os policiais que trabalham para o Estado e os que trabalham para o governo. Foi essa mesma polícia federal, afinal, que disse que não houve grampos nos telefones de ministros do STJ e do TSE, quando houve. Recentemente, foi essa mesma PF que disse que no avião militar venezuelano que teve de pousar emergencialmente no Acre, vindo de uma tentativa de pouso frustrada na Bolívia, onde fora apedrejado por populares, não havia armas e sim apenas alguns militares armados. Acontece que a Aeronáutica, como foi amplamente divulgado, foi terminantemente proibida de fazer a revista no avião militar da Venezuela – tarefa que seria sim da Aeronáutica e não da PF. E fica a pergunta: os militares armados dentro da aeronave iriam fazer o que na Bolívia? Foram apenas dar um passeio para gastar o farto combustível venezuelano de Hugo Chavez num avião vazio? “A gente somos idiotas, mas nem tanto assim né, ô pessoar!!!”


E justamente por não sermos tão idiotas quanto parecemos ser, é que surgem algumas conjecturas a respeito dessa operação permanente de ocupação de região amazônica tão próxima da reserva indígena Raposa da Serra do Sol, de onde, já no ano passado, operação da PF planejava tirar, à força, os moradores brancos e que, segundo o vazamento de informações que acabou abortando tal operação, poderia contar a ajuda das Forças Armadas (que, por sinal, até o momento do vazamento negavam-se a cumprir tal tarefa).


A Força Nacional de Segurança, criada, assim, disfarçadamente, como quem não quer nada, para combater o crime organizado, segundo o governo, agora, depois de ter dado uns pitacos no PAN e em alguns outros eventos, finalmente (e como já diziam muitos que a critivam, pela sua possibilidade de vir a se tornar uma outra espécie de polícia governamental) mostra que realmente acabará sendo usada para ajudar no cumprimento de ordens governamentais que, nem sempre (ou quase nunca, nos últimos anos) está de acordo com os interesses dos brasileiros ou dos moradores de determinadas regiões do país - como em Roraima, no Pará, no Acre e em outros lugares.


Fica a pergunta: o que será que Mangabeira Unger foi dizer à CIP e aos índios tuxauas que um general do Exército brasileiro e alguns parlamentares foram proibidos de ouvir, DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL?



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Rebecca Santoro
MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm

(*) FONTE BRASIL – JORNAL ELETRÔNICO (http://www.fontebrasil.com.br/noticia_detalhe.asp?cod_noticia=12264) - Escrito por Gilvan Costa, em 11-Mar-2008

ASSEMBLÉIA DOS TUXAUAS - Parlamentares e general proibidos de acompanhar visita do ministro

10-03-2008
Fonte: http://www.folhabv.com.br/noticia.php?editoria=politica&Id=36733
 
Foto: Alfredo Maia
Márcio Junqueira e o general Monteiro ficaram insatisfeitos com a decisão do ministro Unger

ANDREZZA TRAJANO

O embarque do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, da 1ª Brigada de Infantaria de Selva para a terra indígena Raposa Serra do Sol foi conturbado, no sábado. No último minuto antes dos helicópteros decolarem, parlamentares estaduais e federais e até mesmo o general do Exército Eliéser Girão Monteiro, comandante da Brigada, foram proibidos de acompanhar o ministro na visita que faria na Assembléia dos Tuxauas, realizada no Surumu.

A visita do ministro, que incluía ainda passagens pelos pelotões do Exército em Uiramutã e Pacaraima, estava agendada para depois do encontro realizado pela manhã na Brigada, onde ouviu lideranças indígenas, militares e rizicultores.

Alegando uma determinação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, corroborada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, Unger informou que apenas o administrador da Fundação Nacional do Índio, Gonçalo Teixeira, o bispo de Roraima, dom Roque Paloschi e parte de sua própria comitiva estavam autorizados a participar da assembléia no Surumu. Os demais poderiam ir somente até Uiramutã. Sua segurança pessoal também sairia da responsabilidade do Exército e seria feita pela Polícia Federal.

A decisão revoltou o senador petista Augusto Botelho, o deputado federal Márcio Junqueira e o deputado estadual Ivo Som, que acompanhavam o evento. Eles se negaram a realizar uma visita parcial e foram embora.

“É um absurdo que as ONG’s ditem quem anda por dentro de Roraima e limitem o próprio Exército, que está dando todo o apoio logístico e é o responsável pela segurança do ministro”, protestou Junqueira.

O mesmo desconforto foi apresentado pelo general Monteiro. “Quero que fique registrado que estou chateado com toda essa situação, pois onde há necessidade da segurança nacional, o Exército sempre se fará presente”, lamentou.

Para o deputado federal Chico Rodrigues, a decisão foi “um erro imperdoável de avaliação e estratégia, já que o apoio logístico está sendo dado pelo Exército e a ausência do general ao evento é uma afronta à segurança do próprio ministro”.

Em resposta, Mangabeira pediu calma e compreensão. “É preciso serenar os ânimos. Não é possível atender a duas vertentes de forma unilateral. Já ouvi diversos segmentos da sociedade. Agora é hora de ouvir os indígenas. Se eles querem apenas a presença de minha comitiva, assim será. Em um outro momento, eles [indígenas] disseram que conversarão com vocês”, frisou.

Sem outra alternativa, embarcaram na viagem até o Surumu apenas o ministro Unger, dois membros de sua comitiva, um fotógrafo do Governo do Estado, o administrador da Funai e o bispo de Roraima. Os demais foram até Uiramutã e depois ficaram no Contão, a 25 quilômetros de Surumu, enquanto o ministro se reunia com os tuxauas.

Da conversa tida pelo ministro com a prefeita Florany Mota e indígenas, resultou em acordo para que a prefeitura e a Câmara de Vereadores encaminhem ao ministro as demandas do município, incluindo a necessidade de federalização e asfaltamento das RRs 171 e 407.

Tuxauas pediram saída dos arrozeiros e posse da Raposa Serra do Sol

Em entrevista exclusiva à Folha, ontem, Mangabeira Unger disse que durante sua participação na Assembléia, os tuxauas da Raposa Serra do Sol pediram a posse imediata da terra indígena, além de investimentos nas áreas de educação e saúde. “Eles querem a efetiva homologação da terra, com a saída dos arrozeiros que ainda permanecem na localidade”.

Mangabeira Unger disse que após ouvir os indígenas, apresentou o projeto Amazônia, que trata do desenvolvimento da região amazônica, como prioridade do Governo Federal para o século 21.

Relatório da visita a Roraima será apresentado dia 25

O ministro Mangabeira Unger anunciou que no próximo dia 25 de março, às 11h, em Brasília, haverá uma reunião de um grupo de trabalho entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e o ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima, para discussão das informações obtidas durante a viagem pela Amazônia.

Às 15h, haverá também em Brasília, o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), que contará com a presença do presidente Lula e dos governadores amazônidas, onde serão definidas ações de execução do PAS já na primeira semana após o lançamento.

No dia seguinte, haverá um encontro do presidente Lula com o presidente venezuelano Hugo Chávez, em Recife (PE), onde Unger pretende pedir aos dois chefes de Estado ajuda na cadeia produtiva de Roraima.

Em entrevista à Folha, Mangabeira Unger reafirmou a necessidade de organizar a agricultura no Estado, implantando um modelo moderno que atenda o grande e ao mesmo tempo o pequeno agricultor.

Também destacou a necessidade de construção de um novo Ensino Médio, que além do ensino geral, capacite os alunos com cursos técnicos e profissionalizantes. E para que haja um real desenvolvimento do Estado, o ministro disse que é preciso aliar os dois fatores já citados, ao fim do “preconceito, incompreensão e ódio” existentes. “Assim Roraima desenvolverá e ajudará a levantar o Brasil”, disse Unger.

Unger afirmou que Roraima é vanguarda na Amazônia e que possui uma região geográfica privilegiada, devido aos seus limites fronteiriços e sua riqueza mineral.

Conforme o ministro, o trabalho para desenvolver Roraima começou ontem mesmo, com uma reunião que contou com a presença do governador Anchieta Júnior, o senador Romero Jucá e parlamentares da bancada federal.

Ministro participa de reunião com militares

Antes de viajar para a região de Uiramutã, sábado, o ministro Mangabeira Unger participou de reunião com os comandantes das organizações militares e oficiais do Estado Maior do Comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, além de representantes da Funai, Ibama, Universidade Federal de Roraima, Ministério Público Federal, do governo estadual, parlamentares, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência em Roraima (Abin/RR) e lideranças indígenas.

No encontro, realizado no auditório da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, o presidente da Associação dos Rizicultores de Roraima, Paulo César Quartiero, apresentou ao ministro atual situação dos arrozeiros do Estado e o que eles estão pedindo do Governo Federal.

“Nós queremos deixar claro que não somos contra a demarcação, mas sim quanto à forma como o processo foi conduzido. Nós dormimos produtores e acordamos como invasores de terra. Nós estávamos pedindo, na época em que o presidente era o Fernando Henrique Cardoso, uma faixa de terra correspondente a 10% da reserva indígena para atender os interesses dos produtores rurais e a sobrevivência de três municípios. Hoje, estamos pedindo menos de 5%, isso num universo de 1,7 milhão de hectares”, frisou.

Segundo Quartiero, na década de 80, o Incra leiloou e vendeu terrenos da região conhecida como Caracaranã, com a anuência da Funai. “Hoje, esta mesma Funai diz que a área é indígena e o Governo Federal vai lá e toma as terras das pessoas que investiram suas economias, suor, esperanças, somente indenizando as benfeitorias”, acrescentou.

Ainda durante sua apresentação, Quartiero explicou ao ministro que, na época da homologação da Raposa Serra do Sol, o Governo Federal publicou notas na imprensa informando o que iria fazer a partir daquele momento. “O Governo Federal não cumpriu, praticamente, nenhuma das medidas que iria adotar até por uma obrigação legal. Uma delas, dizia que as pessoas só sairiam da terra depois de serem indenizadas e reassentadas em áreas equivalentes. E não é isso que estamos vendo”, continuou.

Ao final da reunião, o ministro explicou à imprensa que a Amazônia possuía muitos conflitos e que a sua tarefa era ir ao encontro desses conflitos, compreendê-los, ouvir todas as vozes discordantes. “A solução das questões fundiárias da posse da terra é um pressuposto para o projeto Amazônia”, declarou.

Ele disse também que a Amazônia não é apenas uma coleção de árvores, “trata-se de um grupo de pessoas e se elas não tiverem oportunidades econômicas, haverá uma busca por atividades econômicas desordenadas e que levará ao desmatamento”. Na visão de Unger, um ambientalismo sem projeto econômico seria autodestrutivo. “Precisamos definir na prática qual o caminho para reconciliar o compromisso produtivo, social e ambiental”.

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BARRADOS NA ESPANHA: PERGUNTINHA BÁSICA...

Sunday, March 09, 2008

Vamos lá minha gente, vamos insistir nessa nossa péssima mania de pensar e de questionar o que é veiculado uniformemente pela mídia em geral como se fosse a verdade absoluta sobre os fatos.

Vamos brincar de pensar nesse caso dos brasileiros devolvidos da Espanha ao Brasil, depois de desembarcarem naquele país, segundo as autoridades espanholas, sem estarem cumprindo com todas as exigências européias, e não somente espanholas, para que se permita a entrada de estrangeiros nos países daquele continente.

Vamos pegar o caso específico – e que por aqui teve mais impacto na repercussão – dos dois estudantes de mestrado do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), que estavam em trânsito para Lisboa (Portugal), onde participariam do 4º Congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política. Patrícia Rangel e Pedro Luiz Lima levavam, segundo a polícia, apenas 250 euros cada um - quando o que se exige são 70 euros para cada dia de permanência. Além disso, Patrícia e Pedro não puderam comprovar que iam de fato a um congresso.

Como bem se viu na imprensa, assim como aconteceu, agora, com estes mestrandos, aconteceu também, em fevereiro, com a física Patrícia Camargo Magalhães (23 anos), que pretendia participar de um congresso científico em Lisboa e que foi igualmente mandada de volta ao Brasil, depois de ter ficado cerca de 50 horas presa no aeroporto de Madri, de onde pegaria um avião para Portugal.

Bem, senhoras e senhores, há algo mais em comum entre os mestrandos e a física, além de terem sido enviados de volta ao Brasil depois de pousarem na Europa para participar de congressos em Lisboa. Algo tão óbvio que não se sabe como não tenha sido nem ao menos perguntado aos entrevistados, por nenhum dos tantos competentes repórteres. A perguntinha básica seria simples assim: “Se você estava indo para um congresso em Lisboa, por que não pegou um vôo direto do Brasil para Lisboa? Afinal, a diferença de preço não é tão grande assim (cerca de 20 dólares, como se pode ver na tabela ao lado -
http://viagens.americanas.com.br/passagens/passagens-aereas.aspx?gclid=CL6Nz6eq_pECFQFxHgodo0gg4A) e, presume-se, o desembarque em Lisboa – cidade sede dos tais congressos – devesse ser bem mais fácil, pois não?”

Fico me fazendo esta pergunta... e outras: será que as agências de viagem ganham mais quando vendem um bilhete para qualquer lugar da Europa via Espanha? Será que se colocam mais vôos de entrada para aquele continente via Espanha para que os aeroportos espanhóis lucrem mais? Por quê? E os barrados? Como é que esse pessoal vai para os congressos com tão pouco dinheiro?

Mas, foi bom que isso começasse a vir a público dessa maneira meio, digamos, mal esclarecida mesmo, porque já não é de hoje que venho falando que seremos prisioneiros na grande pátria latino-americana. Seremos todos escravos de uma elite cinicamente “democrática” que nos imporá, ainda que pensemos ser algo advindo necessariamente do fenômeno da globalização, onde, como e em que trabalharemos, o que comeremos, o que teremos o direito ou não de saber e por aí vai... Liberdade de ir e de vir? Esquece, vai... Você será um latino-americano e assim será marcado, ainda que seja intelectualmente privilegiado, que tenha olhos azuis e cabelos loiros. Brasileiro? Não. Latino-americano – assim mesmo: por condenação. Ir e vir para fora de suas fronteiras? Isso o farão as elites privilegiadas da nomenklatura da grande pátria. Para você, cidadão comum, sobrará o “seja patriota e viaje por aqui mesmo pelo seu continente, pagando em um milhão de prestações, que já está muito bom e cala essa boca”... E assim será com nossos filhos, com os filhos dos nossos filhos até que cesse a fobia de realidade e a covardia do povo do gigante adormecido.

Christina Fontenelle

9 de março de 2008
E-mail: chrisfontell@gmail.com
Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/index.htm
A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
(Cópia em: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/reproduoavozdosguerrei.htm)
CRISE AÉREA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/crisearea.htm e http://acidentetam2007.blogspot.com/
MEMÓRIA INFOMIX: http://acidentetam2007.blogspot.com/ (Deixe seu recado)
MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm
 
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Carregamento de Armas na TAM para a Venezuela: Não levou, mas levou

Tudo começou com uma nota expedida no dia 2 de março deste ano, pela agência de notícias britânica World Check que falava sobre o perigo de uma guerra civil na Venezuela, alertando sobre  carregamentos inexplicáveis de armamentos que seriam levados do Brasil para aquele país, direto para o palácio presidencial Miraflores, sob as ordens, pagamento e encomenda do senhor presidente venezuelano Hugo Chavez, em quatro vôos secretos que seriam realizados pela TAM. A nota dizia ainda que um destes vôos programados já havia sido realizado e que carregara para a Venezuela 1,5 toneladas em armas. O Senador Arthur Virgílio soube da nota e levou o problema para o Congresso, pedindo explicações.

 

A TAM negou que tivesse levado carregamento de armas para a Venezuela. Jobim disse que houve sim carregamento, mas de balas de borracha e de outros equipamentos que são usados em segurança pública, mas, de armas, não. Depois, a TAM disse em nota, afinal, que houve sim um transporte de aproximadamente 1,33 toneladas de pistolas Taurus  (vejam como as quantidades são similares)- mas, que foi tudo legal e registrado. Entretanto, não divulgou o nome do comprador.

 

Quem poderia importar esse peso todo em armamentos de uma vez só? O dono da padaria? As Forças Armadas já tão bem equipadas da Venezuela e/ou alguma outra força policial? Va lá... Se foi o caso, por que o cuidado de não revelar o nome do comprador? E as nossas Forças Armadas? Sabiam desta "pequena" exportação" - ao que parece, uma compra particular-privada de armas? Pelo visto não sabiam, pois o ministro da defesa, Nelson Jobim, como verão abaixo, disse que a Aeronáutica de absolutamente nada sabia.  Jobim disse também não conhecer a agência britânica de notícias World Check. Ora, por que o ministro da defesa conheceria uma porcariazinha de agência de notícias que presta serviços apenas para a ONU e para o Departamento de Segurança dos EUA ? Se isso for realmente verdade, todos os serviços de informação e de inteligência que trabalham para manter o ministro da defesa bem informado deveriam ser desmantelados ONTEM! E que PARA ONTEM, TAMBÉM, ser reconstruídos com eficiência. O caro leitor acredita nessa ineficiência toda? Bem, eu não.

 

E devo recordar a todos que, recentemente, um avião venezuelano, que fora apedrejado ao pousar na Bolícia, teve de fazer um pouso forçado no Acre. Havia denúncia de que este avião carregava armas. A Aeronáutica iria fazer uma vistoria na aeronave, mas recebeu ordens em contrário - ordens contundentes. Quem fez a vistoria? A Polícia Federal que, nesse caso, particularmente, assumiu um papel que é da Aeronáutica, sabe-se lá porquê. A satisfação que o governo deu à sociedade brasileira DO PORQUÊ DESTA NOVIDADE? NENHUMA, NENHUMA, NENHUMA!!! E continua todo mundo fingindo que não está vendo nada...

 

Sabem quantas autorizações foram dadas pelos brasileiros para que aviões militares venezuelanos atravessassem o espaço aéreo brasileiro em direção à Bolívia e redondezas (aqueles outros países com governantes alinhados ao Foro de São Paulo)? 86 VEZES! VOU REPETIR: 86 VEZES, SÓ EM 2007!!! E, como já disse, continua todo mundo fingindo que estamos a viver a normalidade dos tempos modernos, de democracia vibrante, de economia pujante etc.

 

Vale citar, também, que nossos aviões de passageiros viajam para cá e para lá, sempre muito pesados... muito pesados... Era o caso, por exemplo, do avião da GOL que caiu em setembro de 2006 - um acidente cercado de perguntas não respondidas até hoje. São aviões cheios de cargas que não são somente as dos pertences dos passageiros e da tripulação. São caixas enormes que entram e que saem de nossas aeronaves que, teoricamente, deveriam estar levando passageiros, tripulantes e suas bagagens, somente, com eventuais exceções. Mas, isso não vem ao caso, agora. Viria, sim, mas, por enquanto, vamos deixando para lá...

Vejam, abaixo a nota da TAM e as declarações de Jobim. Em seguida, a nota traduzida da World Check e a original.

 

TAM nega transporte secreto de armas para a Venezuela 

 

Em nota oficial, a TAM nega que tenha feito qualquer operação secreta para a Venezuela. Segundo a empresa, um avião seu carregou, sim, uma carga de revólveres Taurus, num processo legal de exportação. O texto não informa quem é o importador. Segue a nota:

Nota de Esclarecimento

São Paulo, 04 de março de 2008 – Sobre declaração feita hoje no Senado sobre suposto transporte secreto de armamento para a Venezuela, a TAM esclarece:

1. A companhia não realiza “vôos secretos” à Venezuela ou a qualquer outro destino. A TAM mantém vôo regular diário para Caracas, de passageiros e cargas, desde setembro de 2007;

2. A pedido do Ministério da Defesa, a companhia realizou, em caráter de urgência, uma pesquisa em seus registros dos últimos 15 dias, sem encontrar nenhuma exportação de armas, e repassou essa informação às autoridades. Em seguida, iniciou buscas nos dias anteriores, localizando uma exportação de uma carga de revólveres Taurus para um importador venezuelano, totalizando 1.329,4 kg.

3. A exportação, que seguiu todos os trâmites legais, contou com as autorizações oficiais devidas, e o transporte desse tipo de carga pela TAM é autorizado pelo Exército (Certificado de Registro nº 34704, de 11.10.2006, válido até 30.09.2008), que também emitiu a permissão ao exportador (Guia de Tráfego nº 000319/2008, de 15.01.2008).

4. O transporte regular de exportações da Taurus também é feito para países como os EUA e Argentina, sempre cumprindo todos os requisitos previstos em lei.

Armas
Jobim nega envio do Brasil à Venezuela pela TAM

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou a informação de que o Brasil teria enviado uma remessa de armas de fogo à Venezuela num vôo comercial. O desmentido foi feito em resposta ao pedido de explicações apresentado em Plenário, nesta terça-feira (4), pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que exibiu nota sobre a denúncia, divulgada na internet pela agência privada de inteligência World Check.

- "Houve, isso sim, autorizações do Ministério da Defesa para remessas, no ano de 2008, de materiais de borracha, balas de borracha, essas coisas que são de segurança pública. E houve também, no final do ano passado, um pedido de munições para pistolas, que foi autorizado pelo Ministério das Relações Exteriores. Mas não houve transporte de armas de fogo por parte da TAM" - esclareceu Jobim.

Segundo noticiou a World Check (ver nota traduzida e original mais abaixo), um avião da TAM com uma tonelada e meia em armamentos teria partido do Brasil com destino à Venezuela, cumprindo a primeira etapa de um carregamento de 31 toneladas e meia a ser completado em quatro vôos, sendo os três últimos de dez toneladas cada.

De acordo com Jobim, que se reuniu com os senadores e com o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), em seu gabinete, "a notícia não tem nenhuma procedência".

- "O comando da Aeronáutica fez um levantamento urgente relativo à data de hoje em relação aos vôos para a Venezuela e não há absolutamente nada" - sustentou.

Jobim também disse desconhecer a agência World Check.

- "Não vim responder à World Check. Vim prestar informações ao senador Arthur Virgílio e ao Senado, entendendo a necessidade de que o ministro não aguardasse um convite formal, mas viesse imediatamente para resolver o problema" - declarou.

 

 
Regulatory Compliance Solutions | World-Check
 
Kenneth Ryjock
 
Consultor de Crimes Financeiros para o World-Check
Mais sobre o autor (em Inglês): More about the Author
 
AINDA UM INDICADOR DE ALTO RISCO PARA O TERRITÓRIO VENEZUELANO
 
2 de março de 2008
 
Se você se lembra do caos que envolveu a Guerra Civil Libanesa (1975-1990), você sabe que instituições financeiras simplesmente não podem operar sob violência sem controle nas ruas (obs. feita por mim, especialmente para brasileiros: é que condições extremas de violência nas ruas às quais o autor se refere dizem respeito a uma guerra civil e não a uma situação de enorme violência urbana na qual vivemos - que ele não deve fazer a menor idéia do que seja).  A incrível situação de tensão na Venezuela poderia, sim, alcançar o Estado, de acordo com o desenrolar dos distúrbios na América do Sul e com o que vier a ser descoberto a respeito do envolvimento de alguns países dessa região com a narco-guerrilha FARC. Leia os detalhes abaixo e conclua por si mesmo se há ou não uma guerra civil prestes a eclodir na Venezuela.
 
Segue o que já sabemos:

  • Quatro vôos secretos estão programados, do Brasil para a Venezuela, pela TAM, levando 31,5 toneladas de armamentos fabricados no Brasil. O primeiro já chegou à Venezuela, e nele havia 1,5 toneladas de arma. Cada um dos outros vôos restantes está programado para levar 10 toneladas. 
  • Enquanto não se sabe exatamente de que tipo de armamentos estamos falando, com certeza pode-se fazer uma estimativa de que se trate de algo entre 50 e 70 mil armas nestes carregamentos - que não vão para o Ministério da Defesa Venezuelana, mas direto para o Palácio Presidencial Miraflores, sob às ordens do presidente da Venezuela Hugo Chavez. Por que todo essa operação secreta?
  • Num país onde as Forças Armadas e as forças policiais já estão muito bem equipadas, todo esse armamento extra só pode ter uma finalidade - armar os civis que dão apoio ao atual governo para que ajudem num suposto confronto violento com as forças armadas legais do país, se estas se dispuserem a lutar contra o atual governo. Isso tem nome: guerra civil.

 
2 March 2008

If you remember the chaos that surrounded the Lebanese Civil War (1975-1990), you know that financial institutions simply cannot operate under conditions of street violence. The tenuous situation in Venezuela could soon reach that state, in light of disturbing new developments that have come to light. Read the details below, and decide for yourself whether a civil war is on the horizon in Caracas.

Here is what we know so far:

  • Four secret flights are scheduled into Venezuela, on TAM Brazilian Airlines, transporting 31.5 tonnes of firearms made in Brazil. The first flight has already arrived, carrying 1.5 tonnes of weapons; each additional flight is scheduled to bring in ten tonnes each.

  • Whilst the exact types of weapons are unknown, one can safely estimate that between 50,000 and 70,000 weapons will be contained in these shipments, which are not consigned for the Ministry of Defence, but are to be quietly delivered directly to the Miraflores Presidential Palace, on the orders of Venezuela's President Hugo Chavez Frias. Why all the secrecy?

  • In a country where the armed forces and the police are already well-equipped, these weapons can only have one intended use; to arm civilian supporters of the current regime, who will use it upon the opposition in an expected violent confrontation that could degenerate into a civil war.

A civil disturbance would result in the complete shutdown of the financial system in the capital. Watch for any  preliminary signs of organised violence, closure of shoppes and businesses, and attacks upon civilians.     
 
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GRAMPOS E POLÍCIA FEDERAL - VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

Sunday, March 02, 2008


PROVAVELMENTE SIM. MAS E QUEM ESTÁ OUVINDO, VOCÊ SABE?

Por Rebecca Santoro

Em dezembro de 2007, começou o trabalho da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, que teria 120 dias, com grandes chances de prorrogação, para apresentar o relatório final. O presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), pretendia fazer um mapeamento de escutas legais, feitas com autorização judicial, de escutas ilegais, tentando identificar quem as pratica, e dos equipamentos utilizados nestas escutas – para saber quem os produz, os comercializa, os fiscaliza e, finalmente, quem os controla.

Segundo
reportagem de Priscyla Costa, da Revista Consultor Jurídico, publicada em 28 de fevereiro de 2008, durante audiência da CPI, na última quarta-feira (27/02), o representante de Relações Institucionais da Oi Fixo (antiga Telemar), Arthur Madureira de Pinho, que trabalha há 28 anos na companhia, ao ser ouvido, confirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, foi mesmo grampeado quando visitou o Rio de Janeiro, depois de novembro de 2005 – época em que Madureira saiu da Gerência de Operações Especiais da empresa, afirmando, por isso, não poder dar detalhes sobre o caso.

O representante da OI relatou, ainda, o caso de dois gravadores que foram encontrados na central telefônica do local onde estava o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em Petrópolis (RJ). Na ocasião, a Telemar fazia varreduras preventivas nos locais onde o presidente se hospedaria. Segundo a Consultor Jurídico, de acordo com Madureira, existem muitos equipamentos que fazem escutas, inclusive as que são feitas por meio da concessionária de telefonia, via autorizações judiciais: “Há alguns anos, a escuta era feita pelos policiais dentro da companhia telefônica; depois as empresas passaram a oferecer um cabo ligado diretamente aos órgãos da Justiça que fazem a escuta, como as polícias federal, civil e militar, por meio de seus órgãos de inteligência”.

Segundo notícia divulgada pela própria Câmara dos Deputados, os parlamentares teriam ficado bastante estarrecidos (me engana que eu gosto...) com a afirmação de Madureira de Pinho de que há escutas sendo feitas a partir de “solicitações de feitas pelas varas cíveis e trabalhistas, quando o normal é que o pedido de autorização seja feito pelas varas criminais”.

Ainda segundo à reportagem, o ministro Marco Aurélio disse estar "perplexo" e "inconformado" com as afirmações do executivo da Oi Fixo. Disse mais: "A situação é surrealista”... “Em relação a ministro do Supremo, a competência para deferir este tipo de autorização é do próprio STF. Será que um colega meu deu uma ordem como essa? A resposta é negativa. Então, foi um grampo clandestino como tantos outros. Se ousam a ponto de grampear o telefone de um ministro do Supremo, o que pode ocorrer com o cidadão comum? Viram as tripas dele ao avesso. Isso só se combate com mudança cultural e aplicação rigorosa da lei. Estou perplexo”... "Sou um homem público e que está sujeito a isso. Não tenho nada a esconder. O grampo foi feito em 2006, ano eleitoral. Por que será que estariam me bisbilhotando?"... “Não posso presumir que a própria Polícia (no caso, a Federal) cometa um crime. Não posso imaginar que o grampo tenha partido desta corporação."

Será mesmo, meritíssimo? Quer dizer, será mesmo que não há motivos para desconfiar da PF? Tem muita gente que acha justamente do contrário. É claro, ninguém afirma essa suspeita, incisiva e publicamente, sob pena de perseguição e/ou de ser processado por não poder provar o que diz.

Em agosto de 2007, lembra a reportagem da Cons. Juríd., foi divulgada pela revista Veja uma suspeita de grampo ilegal nos telefones de ministros do STF: Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Sepúlveda Pertence - já aposentado -, Celso de Mello e Cezar Peluso. Eles admitiram publicamente haver suspeitas consistentes, que em seguida recaíram sobre a PF, de que suas conversas estariam sendo ouvidas por terceiros – é claro, sem autorização judicial.

Na ocasião, Gilmar Mendes contou à Veja, que teve certeza de que estava sendo vítima de escutas clandestinas desde o mês de junho de 2007, quando, depois de ter avisado ao procurador-geral da República, por telefone do STF, que mandaria soltar algumas pessoas detidas pela Operação Navalha, ter recebido, minutos depois um telefonema de uma jornalista que queria saber se o ministro iria mesmo soltar os presos. Depois de perguntar ao procurador se ele havia comentado o assunto com alguém e, em recebendo do mesmo resposta negativa, Gilmar Mendes só pôde supor que estava sendo monitorado e, imediatamente, pediu providências ao ministro da Justiça, Tarso Genro.

Outro caso relembrado pela Consultor Jurídico, também denunciado pela revista Veja, foi o que ocorreu com o ministro Sepúlveda Pertence, pouco antes de se aposentar, quando estava sendo sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual, como se sabe, a PF está subordinada. O ministro foi vítima da divulgação irresponsável de telefonemas grampeados, em que a PF interceptara (e divulgara) uma conversa entre um advogado e um lobista sobre uma decisão de Pertence, que teria acabado por beneficiar o Banco do Estado de Sergipe e pela qual - surgiu depois a hoje sabida falsa informação -, o ministro teria recebido R$ 600 mil. "Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em estava sendo sondado para chefiar o Ministério da Justiça. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite", afirmou Pertence à Veja.

A reportagem da Cons. Juríd. lembra também que, em setembro do ano passado, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, em encontro com um grupo de cinco deputados, contou que uma empresa especializada havia detectado na casa dela um grampo telefônico clandestino, em 2001 - portanto, antes de que ela houvesse se tornado presidente do STF.

Na mesma época em que a ministra fez esta revelação, o ministro Marco Aurélio recebeu uma mensagem eletrônica de um remetente anônimo dizendo que seus telefones estavam grampeados e que policiais estavam oferecendo as gravações em Campo Grande. E mais: que o mesmo estaria acontecendo com conversas telefônicas do ministro Celso de Mello. O caso foi investigado, mas, a Polícia Federal concluiu (como sempre) que a mensagem era obra de estelionatários fazendo uma denúncia falsa. Na época, apenas os ministros Eros Grau e Carmen Lúcia admitiram não suspeitar de grampos ilegais. Não se pode nem imaginar, é claro, o porquê de justamente estes dois ministros estarem, assim, digamos, sendo, de certa forma, pode-se dizer, discriminados.

Em setembro de 2006 – portanto um ano antes do fato acima citado -, ocorreu outro caso de grampo, também relembrado pela Cons. Juríd., no qual Cezar Peluso queixava-se de barulhos estranhos nas suas ligações, tendo uma empresa especializada, contratada pelo STF para fazer uma varredura, detectado, realmente, indícios de monitoramento ilegal nos telefones de Peluso (que na época cuidava da Operação Furacão da PF) e do ministro Marco Aurélio e na linha de fax do ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral.

Com a divulgação do caso, a PF entrou em cena e, em tempo recorde de apenas nove dias, concluiu que não teria havido grampo e acabou, então, o delgado Emmanuel Henrique Balduíno de Oliveira, que chefiava as investigações, indiciando, vejam só, o dono da empresa, por falsa comunicação de crime. O empresário Enio Fontenelle, que sempre reafirmou a existência de indícios de grampos, foi interrogado, sem saber que o estava sendo e, pensando estar apenas prestando auxílio às investigações, a pedido informal do próprio delegado, portanto ilegalmente, durante três dias pela PF. Não é preciso nem dizer que o indiciamento foi considerado completamente indevido e, obviamente, o empresário não chegou a ser processado.

Pois é, tantos policiais federais trabalhando honesta e corretamente e outros nem tanto assim, não é mesmo? O delegado Emmanuel H. Balduino de Oliveira, por exemplo, que é o nosso chefe da divisão de contra-inteligência policial da PF, no Distrito Federal - será que foi a primeira vez que ele indiciou ou denunciou alguém indevidamente? Não, não foi.

O juiz federal Ali Mazloum, depois de a Justiça inocentá-lo das acusações de abuso de poder e de prevaricação, entrou com ação de reparação por danos morais (no valor de cerca de R$ 166 mil) contra os delegados Emmanuel Henrique Balduino de Oliveira e Elzio Vicente da Silva, que o investigaram e o denunciaram na Operação Anaconda, como revela a reportagem
Estilhaços da Anaconda, publicada pela Revista Consultor Jurídico, em 20 de outubro de 2006. Incluídos na ação estão também as procuradoras Janice Agostinho Barreto Ascari e Ana Lúcia Amaral e ainda a União.

A reportagem revela que “segundo o juiz, os dois delegados e as procuradoras, ao lançarem imputações sem um mínimo de investigação, agiram com imperícia e imprudência, e o expuseram ao escracho público, com a imprensa veiculando a versão de que ele seria integrante de uma quadrilha especializada na venda de sentenças”.

Isso prejudicou os delegados e as promotoras? Não. Mas, prejudicou a Mazloum e à sua família. A denúncia acabou fazendo com que o juiz tivesse sido afastado do cargo que ocupava e, como não poderia deixar de ser, criou constrangimento para amigos e familiares. Mazloum afirma que foram omitidos e distorcidos, propositadamente, fatos relevantes, com o intuito de emplacar “maliciosamente” a acusação, numa denúncia que teria se embasado, segundo a revista e os autos do processo, em relatório “apócrifo” que teria sido apresentado como se tivesse sido uma representação feita por um policial rodoviário, por suposto abuso de poder por parte do juiz, em uma suposta reunião dele com dois policiais rodoviários.

Em dezembro de 2004, um ano depois, a denúncia foi trancada, por decisão do Supremo Tribunal Federal. O então ministro Carlos Velloso entendeu que a denúncia era, além de inepta, cruel: “Ela (denúncia) foi formulada contra um magistrado que não tinha contra ele qualquer acusação. É formulada com essa vagueza, que se viu, submeteu o magistrado — como dito hoje pelos jornais pelo seu ilustre advogado — a um calvário”, afirmou o então ministro, como revela a Cons. Juríd. Depois, a 2ª Turma do STF extinguiu ação penal que acusava Mazloum de abuso de poder.

Isso, o delegado Emmanuel fez com um juiz!!! Imagine o que ele não poderia ser capaz de fazer com um cidadão comum e indefeso?

Por conta da mesma Operação Anaconda, correm outras queixas contra o delegado. Inclusive o próprio Balduino já confessou ter feito escutas ilegais no caso da desta Operação, coordenada por ele. Antes do início do julgamento de 12 dos acusados pelo MP, depois do “sucesso” da operação, o advogado Ivan Santos do Carmo, responsável pela defesa de um dos réus (o agente da PF, Cesar Herman Rodrigues – que eu não sei quem é e nem que crimes cometeu), apresentou relatório em que acusa o Ministério Público Federal de ter cometido supostas irregularidades nas investigações e cita irregularidades cometidas pelo delegado Emmanuel.

A revista Consultor Jurídico publicou com exclusividade as primeiras peças de embate no julgamento. Numa delas (São Paulo, 1º de dezembro de 2004), o advogado Ivan Santos do Carmo apresentou os documentos que comprovariam prevaricação do Ministério Público Federal. Logo nas primeiras enumerações legais para fazer suas reclamações está o seguinte trecho, onde o Delegado Emanuel é citado como se tivesse cometido prevaricação e, depois, como tendo confessado ter feito escutas não legalmente autorizadas:

...”3) Há evidente prevaricação por parte dos Membros do Ministério Público Federal que capitanearam pessoalmente a Operação Anaconda. Há prevaricação por parte do Dr. Emanuel Henrique Balduíno de Oliveira, Delegado da Polícia Federal que coordenou a Operação Anaconda. E há prevaricação por parte da Relatoria desses Autos, haja visto que determinou, na integralidade, os rumos das diligências, do Inquérito e da Ação Penal propriamente dita.

... 14) Ora direis: ensandecida a defesa? Ao contrário, redargüiremos, haja vista que, “esclarecendo” as perguntas do MPF, a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, por meio do Dr.Emanuel Balduíno, reconhece que no telefone de César Herman, além de ter havido clonagem, houve escuta sem autorização judicial pois “nem mesmo foi solicitada a prorrogação de prazo do monitoramento”.

15) A confissão é grave, diga-se, gravíssima. A confissão do Delegado Emanuel, principal testemunha de acusação, coordenador direto da arapongagem, macula a prova, contamina o processo e tornam nulas todas as demais escutas, supostamente autorizadas.”


O delegado Emmanuel Henrique Balduino de Oliveira fez isso com um colega de profissão. Imagine o que ele não faria com um cidadão comum, que ele nem ao menos conhecesse?

Em janeiro deste ano, a vereadora Teresa Bergher (PFL-RJ), presidente da
CPI n.º 1.066/2007, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, criada com o objetivo de apurar suposta fraude no resultado do Grupo Especial do Carnaval 2007, apresentou o relatório final do trabalho de investigação. A CPI ouviu os jurados, o atual Presidente da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Jorge Luiz Castanheira Alexandre, que ocupava o cargo de Vice-Presidente em 2007; o Presidente da LIESA no Carnaval de 2007, Ailton Guimarães Jorge; o coordenador de jurados no Carnaval 2007, Júlio César Guimarães Sobreira; a secretária pessoal de Júlio César Guimarães Sobreira, Jacqueline da Conceição Silva; a secretária da Presidência da LIESA, Janice Regina Prist Teixeira, o Diretor-Presidente da RIOTUR, Luiz Felipe Bonilha, e o Presidente de Honra da Beija-Flor, Aniz Abrahão David, que presidia o Conselho Deliberativo da LIESA no Carnaval 2007.

Por que A CPI foi instalada? É que, em abril de 2007, a Polícia Federal divulgou, através da mídia impressa e eletrônica, suspeita de indícios de manipulação no resultado do desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial daquele ano. As declarações (de quem????) do Delegado Emmanuel Henrique Balduíno de Oliveira, no programa “
Fantástico”, da REDE GLOBO, foram fator determinante para a instalação desta CPI, que analisou durante 120 dias as denúncias feitas pela PF, através de documentos solicitados e enviados por este órgão, e fitas enviadas pela GLOBO.

Segundo Teresa Bergher, a CPI não conseguiu provar de modo cabal a manipulação do resultado do Carnaval 2007, como chegou a acenar o delegado Emanuel Henrique Balduino de Oliveira, porque ele, o próprio autor da denúncia, não contribuiu de forma efetiva para a apuração dos fatos ao decidir não comparecer a nenhuma das audiências públicas convocadas pela CPI, apesar das inúmeras gestões da Presidência da Comissão, através do Diretor-Geral da Polícia Federal, seu superior hierárquico, e também da juíza da 6.ª Vara Federal Criminal. Numa das vezes, o delegado respondeu à vereadora (leia figura ao lado).

Como assim, o delegado faz uma denúncia gravíssima, mobiliza uma porção de gente para investigar e para prestar esclarecimentos e não comparece para ser ouvido – jamais, num período de mais de três meses????

E vale perguntar outra vez: Imagine o que ele não poderia ser capaz de fazer com um cidadão comum e indefeso?

Penso que de um homem com tanto poder para apontar o dedo (e a arma) em direção aos outros, acusando-os de criminosos, deveria ser exigido um elevado grau de maturidade, de seriedade, de honestidade, de capacidade intelectual e de, principalmente, um acima do normal, autocontrole. Tudo bem, ele tem que ser escolhido entre os seres humanos, vá lá... Mas, cá para nós, ele deveria estar, com certeza, acima da média, nas questões de comportamento e de caráter, como as citadas acima. Inclusive, no caso do delegado Emmanuel, sua responsabilidade é tanta que, em seu nome, segundo divulgado pelo site Transparência Brasil, e sob sua responsabilidade, foram disponibilizados R$ 181 mil – naturalmente para despesas com operações policiais. Ou seja, não se trata de um cargo qualquer... E, portanto, deveria exigir conduta ilibada de quem o ocupasse...

O nosso chefe de contra-inteligência da PF, lotado no DIP de Brasília, quando já fazia parte deste Departamento de Inteligência da Polícia, em janeiro de 2005, com certeza mostrou o que pode fazer com cidadãos comuns, como revelou uma reportagem de Gustavo Tourinho, de 11/01/2005, para o Correio WebBrasília - Abuso: Polícia contra polícia (clique na foto ao lado). Na véspera, Balduino e outros 7 policiais federais haviam se envolvido em uma confusão na casa noturna UK Brasil, na 411 Sul, na qual haviam entrado às 23h, e da qual, por volta de 1h, queriam sair sem pagar a conta.

Segundo a reportagem, que entrevistou o então gerente da UK, Francisco Serafim, três dos sete homens da PF, ao serem abordados pelos seguranças da UK, apresentaram-se como policiais, já sacando suas pistolas nove milímetros - naturalmente carregadas: ''Quando os seguranças insistiram para eles pagarem, a primeira arma foi sacada e a confusão começou de verdade'', disse o gerente à reportagem. E continuou: ''O delegado (Balduíno) colocou a arma na cabeça do nosso porteiro (Antônio Francisco de Lima, 36) e mandou ele se ajoelhar, na frente de todo mundo". Enquanto isso, o escrivão Ronie Taveira da Cruz, 33, dava uma coronhada no barman Eduardo Lima Carvalho, 22.

Depois de tamanha demonstração de superioridade em termos de força, podemos dizer assim, os policiais saíam da casa, é claro, sem pagar a conta, quando foram surpreendidos por PMs, que haviam sido chamados por um cliente que acompanhava a confusão. Segundo relato de testemunhas (diz a reportagem), do lado de fora, Balduíno e dois agentes, então, apontaram as armas para os PMs e se identificaram como policiais federais. Um deles chegou a dar um tiro para cima, mas os PMs não se intimidaram, obrigando-os a se deitar no chão e a entregar as pistolas.

Foram todos para a 1ª DP da Polícia Civil. ''As viaturas da Polícia Federal estavam entrando aqui em velocidade acima da permitida, talvez para intimidar nossos agentes'', disse à reportagem, um dos delegados plantonista da 1ªDP, Carlos César Ferreira. O número de policiais federais armados que chegavam à delegacia não parava de crescer e a situação se agravou, segundo a reportagem, quando houve um desentendimento entre o delegado federal Emmanuel Henrique Balduíno de Oliveira e a delegada de plantão que atendia à ocorrência, Eliana Alipaz Clemente, que acabou chamando agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil - o grupo de elite da corporação, formada por agentes que passam por rigorosos testes físicos e de habilidade com armas - para protegê-la.

Durante a conversa com Eliana, o delegado federal Balduíno teria retirado os sapatos e as meias que vestia e colocado tudo sobre a mesa da delegada, para que a mesma pusesse na ocorrência a versão dele. Balduíno não foi preso por desacato à autoridade, porque, segundo a reportagem, a delegada Eliana entendeu que o possível grau de embriaguez em que se encontrava havia tirado a lucidez do delegado. Resultado: o tumulto acabou envolvendo 60 homens de três corporações PF, Polícia Civil e PM. O final disso? Realmente não sei. Talvez tenha tudo acabado por ali mesmo.

O sono do senhor delegado Emanuel Henrique Balduíno de Oliveira deve estar sem perturbação nenhuma. Pouco está a se importar com empregos e vidas, a não ser com a sua própria. Acham que trabalho se arruma outro e que todas essas pessoas atingidas por ele indevidamente, se provarem inocência, nada sofrerão de mais sério. Acontece que honra, dignidade, senso de justiça e honestidade são valores sim que algumas pessoas acham indispensáveis à vida. São pessoas que podem perder todos os bens materiais que lhes tenham pertencido, mas que não sobrevivem à injusta difamação e que só se acovardam na luta para resgatar a reintegração de sua imagem perante seus familiares e perante a sociedade, muitas vezes, por uma questão de sobrevivência, de medo – já que, se um delegado de polícia as assim tratou, o que mais se pode esperar da Lei e da Justiça?

Não mais se suporta ver na imprensa as inúmeras manifestações de autoridades a denunciar o uso político da Polícia Federal. A própria Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal divulgou nota, no dia 27 de setembro de 2006, repudiando “veementemente” o uso político-eleitoreiro da Polícia Federal pelo governo do PT e do presidente Lula. A federação protestava e afirmava que a instituição deveria ser apartidária: "momento tão difícil pelo qual passa a Nação, em que corrupção e criminosos infiltrados nos partidos políticos, Congresso Nacional e Poder Executivo estão minando as instituições democráticas", dizia uma parte da nota.

O que se pode esperar de um país onde o chefe de contra-informação policial do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, subordinado ao Ministério da Justiça, comete erros da natureza dos que foram acima descritos e continua em sua nobre função? O que se pode esperar de um país em que parte da Polícia Federal age como se fosse a KGB soviética? O que se pode esperar de um país onde ministros do STF, do TSE e outras autoridades são grampeadas ilegalmente? E se um policial desses "cisma com a sua cara" e resolve grampear seus telefones até que consiga encontrar alguma razão qualquer para envolver você, sua família e/ou seus amigos numa situação criminosa qualquer? O que é isso? É o faroeste?

Agora, este ano já começa com as revelações da CPI dos grampos.
A OAB emitiu nota, no dia 27/28 de fevereiro, repudiando os grampos ilegais, depois da divulgação de que o telefone do Ministro Marco Aurélio havia sido grampeado, quando este fizera uma visita ao Rio de Janeiro, em 2005. Que ninguém se iluda, pois, deve acabar como as outras CPIs – uns e outros feridos, mas tudo como deseja vossa majestade o imperador milionário “dos pobre” e Saudações PT... Ops!...PT Saudações.

PROFUNDA VERGONHA...

Thursday, February 28, 2008

Por Rebecca Santoro

O Jornal O DIA,
de 28/02/2008, exibe uma reportagem de Djalma Oliveira sobre o reajuste dos militares: “Militares devem ficar com reajuste linear de 8%”.

A matéria revela que os 290 mil militares das Forças Armadas serão “surpreendidos com mudança na proposta de aumento dos soldos”, prevendo reajustes bem aquém dos 34,99% e 27,62% esperados. A proposta daria reajustes lineares de apenas 4% para agosto deste ano e de 4% para janeiro de 2009, incluindo algumas vantagens financeiras diferenciando ativos, de reservistas e de pensionistas. Voltariam o auxílio-moradia e a gratificação por tempo de serviço. Tempo esse que, ACREDITEM, passaria a ser contado a partir de 1º de janeiro de 2001.

A cada cinco anos de serviço, um ganho de 5% seria incorporado aos vencimentos, até o limite de 30%. Assim sendo, quem está na ativa teria este ano, além dos 4%, mais 5% e a garantia de mais 5% em 2010.

Lembre-se de que os atuais inativos já foram, em sua maioria, para a reserva, com uma gratificação neste valor – ou seja, para a maioria deles, não faria diferença. Já para os que foram para reserva depois no governo de FHC, que não contaram mais com essa gratificação, faria sim diferença. Mas, como revela O DIA, a proposta deixa em aberto a possibilidade de que quem tiver ingressado na inatividade após 2001, sem ter conseguido obter os 30% totais permitidos para gratificação por tempo de serviço, possa obter essa diferença de forma proporcional ao tempo de serviço efetivo na ativa.

A diferença entre os ganhos entre os que estão na ativa e os que já estão na reserva aconteceria no caso da volta do pagamento de “auxílio moradia e possivelmente de adicionais como a compensação orgânica, que seriam pagos só ao pessoal da ativa. Essa medida serviria para tentar reduzir a evasão”, segundo revela a reportagem de O DIA. Entretanto, o tal do auxílio-moradia só seria dado a oficiais e sargentos de carreira, e em atividade, que conseguissem comprovar que pagam aluguel. Aluguel não é condomínio – coisa que todos os “milicos” têm que pagar quando habitam até mesmo apartamentos funcionais, como acontece em Brasília, por exemplo, onde os valores variam de R$ 100,00 a R$ 400,00.

Segundo a reportagem, o valor do auxílio moradia seria “fixado de acordo com custo de vida da na cidade onde servem”. Será? Parece que não, pois, ainda segundo O DIA, estudos apontariam “R$ 320 para quem mora em capitais e R$ 260 para o pessoal do interior”, com “valor igual para praças e oficiais”.

Alguém aí pode me dizer onde é que se moraria, por exemplo, numa cidade como Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, com R$ 320,00 por mês?
Tudo isso só pode ser piada – e daquelas de péssimo gosto. Os 23% que deram no último reajuste, em “trezentas” prestações, já foi uma piada, uma vergonha. Essa de agora chamaremos de que? De ofensa mesmo?

Querem saber como anda o espírito das casernas? Dêem uma olhadinha no PORTAL MILITAR (*), que tem manifestações como estas que aparecem nos quadros que se seguem(ao lado e abaixo). Vou logo avisando: o site prega um pouco de revolução (da comunista mesmo e não daquelas como as de 1964 não). Há pessoas com todo o tipo de disposição e de idéias. Há que se ter espírito aberto à compreensão do momento difícil que os militares das FFAA estão passando, HÁ ANOS, ENTRA E SAI GOVERNO CIVIL, principalmente nas questões de condições de trabalho e de salários. Isto, no mundo inteiro, sempre provocou divisões internas, motins e até revoluções.




Gostaram? Pois é assim que estão as casernas: desunidas, rancorosas, com sede de vingança... Isto não vai dar certo... Atualmente, o objetivo do estado em que o governo deixa as FFAA é esse mesmo – o da divisão, para introduzir nas mentes e nos corações a lenda socialista e para, em seguida, COMPRAR OS HOMENS ARMADOS COM MELHORES SALÁRIOS, DESDE QUE SEJAM FIÉIS AOS IDEAIS SOCIALISTAS DA UNIÃO DAS REPÚBLICAS LATINO-AMERICANAS. Estamos falando de praças e de oficiais, em geral – não de Generais, de Brigadeiros e de Almirantes, posto que estes, se na ativa estão, é porque já coadunam com os ideais e com os projetos do atual governo. Se assim não fosse, estariam a comandar o quê? O próprio bolso? Não valeria a pena...

Mesmo assim, sabendo disso tudo, não é mais possível que algum militar deixe de ter vergonha de usar sua farda pelas ruas do país. Porque, todos, sem exceção, são olhados e reconhecidos como parte da geração de militares mais entreguista, covarde e sem vergonha na cara que jamais vestiu os uniformes das Forças Armadas brasileiras. Nós brasileiros, quando olhamos para os nossos militares, sentimos profunda vergonha... Profunda vergonha... Profunda vergonha...

Rebecca Santoro

E-mail: rebeccasantoro@gmail.com

Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/index.htm

A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
(Cópia em: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/reproduoavozdosguerrei.htm)

CRISE AÉREA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/crisearea.htm e http://acidentetam2007.blogspot.com/

MEMÓRIA INFOMIX: http://acidentetam2007.blogspot.com/ (Deixe seu recado)

MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm


(*) Dependendo de onde você esteja navegando e de qual for o seu portal, para acessar o site do PORTAL MILITAR, você terá que digitar o nome no Google e, através do link oferecido (o primeiro que aparece), você conseguirá. Links, clicados de qualquer outro site, inclusive quando se coloca o
http://www etc do Portal Militar direto no seu Internet Explorer, poderão falhar. Este é o país em que vivemos: censura, censura, censura... Portanto, estou dando a dica para aqueles que não estão acostumados a driblar boicote de internet o façam desta maneira acima descrita.

CPI PARA QUÊ? NINGUÉM AINDA ENTENDEU O QUE SE PASSA POR AQUI?

O CARO LEITOR ESTARIA PREOCUPADO EM COMPARAR O QUE HOUVE DE ERRADO E DE DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO NOS GOVERNOS DE FHC COM O QUE VEM ACONTECENDO NO NOS DOIS GOVERNOS DO SR. LULA? EU ACHO QUE, PARA VARIAR, OS RUMOS QUE O GOVERNO PRETENDE IMPOR À CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS SÃO, MAIS UMA VEZ, PARA PROMOVER UM ESPETÁCULO DE SORDIDEZ QUE SERÁ O CUMPRIMENTO DE MAIS UMA ETAPA PARA DESACREDITAR E IGUALAR, NO HÁ DE PIOR, TODOS OS POLÍTICOS. ISSO SEM FALAR NO ABSURDO DE MAIS UMA BLINDAGEM DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA NAS INVESTIGAÇÕES.

 

Não tem que ser assim. Se é para comparar, comparem-se os gastos do governo Lula, por exemplo, com os dos governos anteriores ao de FHC – este que aliás atravessou crises internacionais que nem se coparam ao céu de brigadeiro em que Lula governou. Entretanto, seria perda de tempo, pois nada se compara ao aparelhamento do Estado, ao uso indevido (eufemismo para roubo) dos cartões de crédito corporativos, às reformas nas residências oficiais do governo e no Palácio do Planalto, ao aumento exagerado do número empregados em função da família real e da presidência, ao uso e abuso das vantagens a que teoricamente tem um presidente durante seu mandato. Já falei nesta matéria algumas vezes, mas, vale a pena ler LULA - OPERÁRIO PADRÃO, que escrevi ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2006 E QUANDO O TCU JÁ INVESTIGAVA TAIS DESPESAS EXAGERADAS!

 

Por que o eleitor não ficou sabendo? A quem interessava a reeleição de Lula? Podemos não saber todas as respostas, mas temos algumas boas pistas: 1) aos poderosos transnacionalistas ingleses (com belos aliados no continente norte-americano), 2) à própria oposição – o que ficou evidente durante a campanha eleitoral, especialmente durante os debates ao vivo entre Lula e Alkimin, e também, é claro, porque aqueles que ajudaram a colocar FHC na presidência são os mesmos que sustentaram a eleição de Lula e, finalmente, 3) aos integrantes do Foro de São Paulo. Não é o caso de nossos leitores, é claro, mas, acreditem se quiserem, há milhões de brasileiros em cargos estratégicos, tanto de segurança como de inteligência, que JAMAIS OUVIRAM FALAR NO FORO DE SÃO PAULO (Aqui entre nós, é o caso de 80%, se não mais, dos membros da Polícia Federal, da Abin e da Forças Armadas).

 
 
   
 CLIQUE NO LINK DO MSM(ACIMA) E, DEPOIS, CLIQUE NA IMAGEM IGUAL À MOSTRADA ACIMA, LÁ NO SITE, SOB O TÍTULO DE EDITORIAL, E SAIBA TUDO SOBRE O FORO DE SÃO PAULO. SE NÃO CONSEGUIR ACESSAE O SITE CLICANDO NA FIGURA DO MSM, COM A SETA DO MOUSE EM CIMA DA FIGURA, CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MESMO E ESCOLHA "ABRIR LINK".

 

É verdade que não se sabe o que pode vir a ser revelado durante uma CPI. Mas, depois de tudo que já foi revelado sobre este governo durante as mais de não sei quantas CPIs – todas, invariavelmente, com resultados que não significaram punição real (aquela em que roubo dá cadeia) à praticamente ninguém que fizesse parte de qualquer um dos esquemas em que o governo estivesse envolvido – quem é que pode acreditar que essa dos Cartões Corporativos, já toda aparelhada e blindando o Alvorada, o Planalto e a Família da Silva Real, vai servir para alguma coisa além de esclarecer a população e, apesar de deixá-la indignada, levá-la a responder, inexplicavelmente, em todas as pesquisas e, pior, nas urnas (verdadeiras caixas pretas) que continua a aprovar Lula e seus indicados para assumir, a presidência da república, governos de estado, direção de prefeituras e cargos de deputado e de senadores por todo o país?

 

Para quê esta CPI da enganação? CPI com Estado aparelhado? Conta outra, vai... CPI dá despesa para os cofres públicos? Então vamos economizar – basta juntar tudo o que já foi publicado nos jornais, na internet e visto e ouvido nas rádios e TVs do país, nos últimos – sei lá... – 7 anos? Sim, porque são 5 de governo, mas já tem coisa podre de bem antes desse período.

 

Também não se pode esquecer de ressaltar que, certo e errado, ético e não-ético, entre outras coisas, para “companheiros comunistopatas” são coisas completamente diferentes do que para quem não faz parte desse grupo de indivíduos sociopatas. Para eles, tudo o que tiver que ser feito, sem exceções de nenhuma espécie, para chegar ao poder e por lá permanecer “ad eternun”, será considerado perfeitamente como sendo ético e correto. Não há discurso, lei e muito menos apuração de CPI que os faça mudar de ponto de vista. Ponto final. Portanto, se for para acabar em “palhaçada de me engana que eu gosto”, é melhor apenas que se republique tudo o que já veio a público e os interessados em fazer alguma coisa, ou pelo menos em tomar conhecimento do assunto, que estejam à vontade para se informar.

 

Não há como negar que os maiores escândalos por causa do uso indevido do cartão de crédito corporativo sairiam (e muitos já foram revelados) de dentro da Presidência e dos gabinetes ministeriais. Mas, o acordo é para que essa parte da investigação seja deixada de lado. De modo que saem coisas, por exemplo, como a que colocou o Exército na lista de quem usou indevidamente o cartão corporativo por causa de R$ 4,00 (não foi erro de digitação não, são quatro reais mesmo). Tenham a santa paciência... Tudo bem, dona Matilde, do ministério da divisão dos brasileiros entre negros e brancos, teve que pedir pra sair. Mas, ficará a senhora ao Deus dará? Devolverá tudo aos cofres nacionais? Só se for a primeira, porque, até hoje, todos os petistas e amigos do Planalto que tiveram que pedir pra sair por causa de reportagens que revelavam escândalos políticos, financeiros e até criminais jamais passaram necessidades ou foram abandonados pelos companheiros.

 

Enquanto isso, só até antes das eleições presidenciais de 2006, a presidência já tinha feito gastos inimagináveis – todos sigilosos, é claro. De Janeiro de 2003 a maio do ano das eleições, o Gabinete da Presidência gastara 4 bilhões e 900 mil reais, segundo o professor Ricardo Bergamini. Em 2002, ainda no governo de FHC, ano de estréia da nova forma de pagamento de despesas imediatas, as faturas e os saques com cartões da Presidência da República somaram R$ 1,3 milhão. No ano seguinte - primeiro de Lula -, os gastos foram MULTIPLICADOS POR SETE. Desde o início do governo petista até meados de 2006, as despesas com os cartões, sem prestação de contas, já somavam R$ 18,7 milhões.

Quando foram lançados, os cartões tinham cada um o limite de R$ 400 mil. Mas, o Presidente Lula ultrapassou este limite, logo nos dois primeiros meses de uso. A administradora, então, alterou os limites dos cartões para R$ 1 milhão cada. Saques de grandes quantias em dinheiro feitos com os cartões de crédito corporativos do governo federal - usados para pagar despesas do Gabinete da Presidência da República, da Granja do Torto e dos ministros que assessoram o presidente - vinham sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde bem antes da reeleição. Já havia indícios de notas fiscais frias e as faturas dos cartões usados pelo Palácio do Planalto somavam R$ 10,2 milhões, apenas do início de 2066 até o ao meio do ano, dos quais R$ 6,8 milhões teriam sido sacados em dinheiro vivo. Segundo números do Siafi, destes R$ 10,2 milhões, cerca de R$ 5,6 milhões foram gastos pelo gabinete do presidente. Em 2004, 53 funcionários do governo, os chamados de ''ecônomos'', usaram os cartões. Em 2005, foram 48 funcionários. Entre eles, C.P.F. (mais de R$ 1 milhão e R$ 226,9 mil em saques em dinheiro) e M.E.M.E. (R$ 441,5 mil, com saques no valor de R$ 198,1 mil), que costumam acompanhar Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia. O pedido de devassa nas contas foi feito no dia 14 de julho de 2005, pelo procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no TCU. E ELAS DE FATO COMEÇARAM ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2006.

Isto tudo sem falar nas tais das ONGs de parentes e de amigos do presidente Lula e no fato de que o relatório do ministro Ubiratan Aguiar sobre o exercício financeiro de 2006 do governo federal aponta falhas na fiscalização de repasses feitos por meio de convênios. De acordo com o texto, hoje existem cerca de R$ 12,5 bilhões nestes convênios, cuja aplicação o governo desconhece os resultados. A média de atraso para a prestação de contas desses repasses chega a quase quatro anos, e os que são entregues podem levar mais de cinco anos para serem efetivamente analisados. Ou seja: funde uma ONG qualquer que empregue gente do PT e intelectuais à serviço do transnacionalismo anglo-americano e seja feliz, caro leitor... afinal, parte do dinheiro que paga por todas as atrocidades cometidas acima é seu - dos milhares de impostos que paga, todos os dias de sua vida, direta ou indiretamente.

Enquanto as pessoas não entenderem que já não vivemos mais nem mesmo naquele ensaio de democracia e de capitalismo em que íamos lutando para crescer e que o que se passa em nosso país é a constatação de uma crise de transição desse sistema de governo e de  comércio para um sonhado pelas esquerdas mundiais casamento perfeito entre capitalismo e comunismo disfarçado de democracia, de nada adiantarão CPIs. Querem falar sério? Abram uma CPI para investigar o que vêm fazendo neste país e em toda a América-Latina os membros do Foro de São Paulo. Essa já estaria boa para começar...

 

Christina Fontenelle
E-mail: chrisfontell@gmail.com

Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/index.htm

A VOZ DOS GUERREIROS  - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/

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CRISE AÉREA:
http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/crisearea.htm e http://acidentetam2007.blogspot.com/

MEMÓRIA INFOMIX: http://acidentetam2007.blogspot.com/ (Deixe seu recado)
MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA:
http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm

 

O QUE VOU DIZER A MEUS NETOS?

Sunday, February 17, 2008

POR REBECCA SANTORO


RECEBI E-MAIL, DIA DESSES, FALANDO DE UMA FOTO REPULSIVA QUE MOSTRAVA O GENERAL-DE-EXÉRCITO JORGE ARMANDO FÉLIX SENTADO À MESA, AO LADO DE DILMA RUSSEF E DE FRANKLIN MARTINS, DANDO UMA COLETIVA À IMPRENSA PARA “O ME ENGANA QUE EU GOSTO DE SEMPRE” SOBRE O VELHO, PORÉM SÓ AGORA DIVULGADO, ESCÂNDALO DOS GASTOS COM OS CARTÕES DE CRÉDITO CORPORATIVOS DO GOVERNO.

SEU FÉLIX ESTVA SORRIDENTE – OLHINHOS BRILHANDO, CHEIO DE SAÚDE E DE CERTEZA DE SUCESSO. A GENTE SABE QUE O GENERAL POSSUI UMA CÚTIS UM TANTO QUANTO ESVERDEADA – POR FALTA DE TEMPO OU POR NÃO PODER TOMAR SOL, EVIDENTEMENTE. MAS, CERTAMENTE, TAMBÉM SABEMOS E PODEMOS OBSERVAR QUE, POR DENTRO, A COR DE SEU SANGUE É VERMELHO VIVO – REFLETINDO SEU ÓTIMO ESTADO DE SAÚDE.



QUEM ENVIAVA O TAL E-MAIL PERGUNTAVA, ENTÃO:

“O QUE VOU DIZER A MEUS NETOS?”

ENTRE AS RESPOSTAS, APARECEU ESTA QUE RESOLVI PUBLICAR:

DIGA A ELES QUE A GERAÇÃO DE MILITARES QUE, DO FINAL DOS ANOS OITENTA A 2007/8/9..., FOI OCUPANDO OS CARGOS DE TEN.CEL., DE CORONEL E DE GENERAL DE TODAS AS ESTRELAS, COM RARÍSSIMAS (E QUASE TODAS JÁ AFASTADAS EXCEÇÕES), FOI A MAIS COVARDE, CORRUPTÍVEL, ESTÚPIDA E DESPROVIDA DE INICIATIVA, DE AMOR À PROFISSÃO E DE INTELIGÊNCIA DE TODA A HISTÓRIA DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS.

DIGA A ELES PARA LEREM TUDO O QUE DIZIAM OS VERDADEIROS PATRIOTAS SOBRE AQUELES QUE PASSARAM PELO COMANDO DAS TRÊS FORÇAS DURANTE ESTE PERÍODO, RESSALTANDO QUE TUDO O QUE LÁ ESTIVER ESCRITO É PARA SER USADO COMO ENSINAMENTO SOBRE O QUE UM MILITAR E TODA UMA FORÇA ARMADA NÃO PODE FAZER, PERMITIR OU SE SUJEITAR. DIGA A ELES QUE, NESSA ÉPOCA, OS DEFENSORES DA PÁTRIA NÃO USAVAM FARDAS E QUE LUTAVAM, CADA UM DELES, COMO UM DEVOTADO SOLDADO, DA MANEIRA QUE PODIA.

ISSO TUDO VOCÊ PODERÁ DIZER A ELES, OU LHES DEIXAR POR ESCRITO, POIS ELES VERÃO TODA ESSA GENTE QUE NÃO SOUBE HONRAR AS FARDAS QUE VESTIA E NEM USAR AS ARMAS QUE POSSUÍA PARA DEFENDER SUA PÁTRIA E SEU POVO, UM DIA SE AFOGANDO NA PRÓPRIA COVARDIA E, CHEIA DE VERGONHA, PARTINDO PARA A ESCURIDÃO QUE CONSTRUIU AO LONGO DE UMA VIDA EM QUE FOI APAGANDO TUDO QUE HAVIA DE LUZ EM SUA ALMA - HONRA, CORAGEM, OBRIGAÇÃO PROFISSIONAL, PATRIOTISMO ETC.

 

SIM, PORQUE CHEGARÁ O DIA EM QUE TODOS OS HOMENS PATRIOTAS QUE LUTARAM BRAVAMENTE, AINDA QUE SEM FARDAS E SEM FUZIS, VERÃO A VITÓRIA CHEGAR PELAS MÃOS DOS ANJOS DA LEGIÃO DO BEM. NESSE TEMPO QUE CHEGARÁ, ENTÃO, SEUS NETOS SABERÃO O QUE É SER UM SOLDADO DE VERDADE E NAS FUTURAS GERAÇÕES, DESSA FORMA, SÓ VESTIRÃO FARDAS AQUELES QUE SOUBEREM E QUE CONSEGUIREM SUSTENTÁ-LAS EM SEUS CORPOS, PORQUE SERÁ COMO ESTAREM VESTINDO A PRÓPRIA ALMA.

TROPA DE ELITE - O QUE É BOM É BOM. PONTO FINAL

Christina Fontenelle
16/02/2008

Apesar do diretor do filme Tropa de Elite, Antônio Padilha, permanecer insistindo nas entrevistas que dá que seu filme procurou abordar a criminalidade do Rio de Janeiro de forma isenta e tentando mostrar os vários lados da questão, bem como colocar o personagem do Capitão Nascimento como um anti-herói, vítima também do que o filme chama de “sistema”, não há como acreditar naqueles que dizem que o filme tenha saído do controle das intenções de Padilha. Primeiro, porque ele é muito inteligente e não tem nada, absolutamente nada, de bobinho.

Na verdade, o que parece é que o diretor assumiu um discurso “ongueiro-direito-humanista-esquerdo-psicótico”, para não ser definitivamente expulso e boicotado no meio cinematográfico brasileiro. Porém, inteligente como é, na realidade, o que Padilha captou mesmo foi os anseios do “inconsciente (bem ciente, aliás) coletivo da população, não só a carioca, mas também a do resto do Brasil, que não suporta mais ser vítima indefesa do crime organizado – que já deixou de ser o modo de vida de quem não teve opções na vida há muito tempo.

De qualquer modo, apesar das críticas contrárias ao filme, tanto no Brasil, como agora, quando estreou no Festival de Cinema de Berlim, no último dia 12, para concorrer à premiação, ao que parece, aos olhos do júri, Tropa de Elite, por ser um filme bem feito, com conteúdo e que aborda um tema corajosamente fora do olhar surrealista e irritante do politicamente correto, mereceu levar nada menos do que o primeiro prêmio: o Urso de Ouro.

Se tivesse sido indicado para concorrer ao Oscar, as chances de levar o prêmio seriam muito grandes. É bem capaz, agora, de haver intensa mobilização lá pelos “States” para que o sem graça e de tema mais do que batido “Quando meus Pais saíram de Férias” ganhe o tal do Oscar – só para mostrar que mostrar que falar de mentiras batidas e unilateralmente contadas sobre os idos dos “tempos da ditadura” (tempo em que guerrilheiro comunista não mandava e desmandava no país e tempo em que éramos a quinta economia do mundo) faz mais sucesso do que filmes que tratem de temas atuais e de maneira verdadeira, deixando o politicamente correto de lado.

Acontece que, meus caros, o que determina o sucesso de um filme é a bilheteria e, excepcionalmente aqui no Brasil, pela quantidade de filmes pirata que são vendidos. Além disso, é determinado também pelo que sai das telas para o cotidiano das pessoas, marcando épocas e até gerações – um bom exemplo disso é a expressão que está nas bocas de todo mundo: “pede pra sair 02” (fenômenos que só costumam acontecer, aqui no Brasil, provocados pelas novelas globais que ficam no ar, diariamente, por mais de 5 meses no ar.

Pois é, pessoal do contra, engole essa e pede pra sair. E Padilha, vê se assume logo essa sua genialidade de tirar o que passa na cabeça do povo e colocar na telona!

VEJA A REPORTAGEM DO JORNAL NACIONAL

UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCILISTAS DA AMÉRICA-LATINA - TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?

Thursday, February 14, 2008

POR REBECCA SANTORO
E CHRISTINA FONTENELLE

Brasília, 14 de fevereiro de 2008

Entre o final de novembro até meados do mês dezembro, eu estive “passeando” pelo Congresso Nacional para assistir palestras, observar manifestações de populares, bem como as atividades, em geral, das pessoas que por lá trabalham. Não há como negar que se trate de uma casa parlamentar com trânsito bastante acessível aos cidadãos comuns, desde que as mais claras intenções do visitante não venham a ser as de realizar manifestações que possam provocar algazarra e confusão na Casa – muito menos ainda se o ato for contrário ao partido que está atualmente no governo, ressalvando-se as exceções de praxe: MST, MLST e cia. Ltda.

Numa dessas visitas eu me deparei com um debate aberto sobre o Parlamento do Mercosul e resolvi assistir. Não foi preciso mais do que alguns minutos para perceber que não se tratava exatamente de um debate, já que o mesmo, em tese, acontece quando há pontos de vistas vários sobre uma mesma questão e que vão sendo expostos, teoricamente, com a finalidade de levar à reflexão os participantes e os ouvintes, e até mesmo com o objetivo de que se chegue a alguma conclusão. Definitivamente, não era o caso ali. Tratava-se mais de uma reunião entre amigos, sem que houvesse por lá absolutamente ninguém com opiniões em contrário ou com espírito crítico em relação ao que os palestrantes iam expondo.

Linha das palestras? A mesma de sempre: o imperialismo danoso e atentatório do “monstro capitalista” – os EUA; a necessária “integração solidária” latino-americana, com um parlamento aos moldes do da União Européia; o Rei Juan Carlos da Espanha não tinha o direito de mandar que Chavez (Venezuela) calasse a boca; e por aí vai... São as maiores atrocidades proferidas cínica e candidamente que, como disse o grande filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho, em recente artigo, é como se o tom com que são ditas as coisas prevalecesse, aos ouvidos e ao cérebro, sobre o conteúdo do que está sendo dito e ainda como se fosse impositivo aos que se dissessem democratas ter que ouvir as maiores mentiras e ofensas, sem poder reagir – tudo em nome da liberdade democrática, mesmo que o agressor os esteja, claramente, ameaçando de morte. É como se o mundo tivesse que ter complacência com homens como Hitler ou Stalin se eles porventura tivessem vindo a justificar e a descrever os bárbaros crimes que cometeram com cândida oratória...

A tergiversação sobre os ideais democráticos pelos nazi-comunistas nunca teve limites. É preciso resgatar o conceito sobre o que vem a ser democracia – ou, então, que se invente outro nome para fazer referência ao verdadeiro significado do termo, uma vez que este foi apropriado indebitamente e incorporado à oratória comunista. Quando um democrata fala de democracia, ele está se referindo ao respeito às leis, ao respeito aos homens, ao respeito a valores determinados socialmente e a eleições limpas, livres e que resguardam a maior justiça possível em termos de proporcionalidade. Quando um comunista fantasiado de democrata fala em democracia, ele está se referindo a controle de imprensa e de informações, a controle das massas empobrecidas, para garantir, nas urnas (ou pela força, mesmo), a ditadura do voto popular desinformado e/ou comprado. Traduzindo: para comunista, democracia é o regime que forma duas classes – a elite (a cúpula do partido comunista) e o resto da população, igualizado na miséria-média, e pela qual eles se acham no direito de decidir o que ser, o que ter, o que comer, o que saber e por aí vai...

Aqui na América Latina, precisamente no Estado de São Paulo e com sede na capital, já tínhamos (e ainda temos) o
Parlamento Latino-Americano (Parlatino), que foi constituído em dezembro de 1964, na cidade de Lima (Peru) – uma instituição que pretendia ser democrática, de caráter permanente, representativa de todas as tendências políticas existentes nos corpos legislativos dos diversos países membros e que, entre outras coisas, estaria encarregada de promover o movimento em direção à integração (muito mais virtualmentente e no sentido diplomático – nada que derrubasse fronteiras). Mas, foi somente depois de 1987, que o Parlatino tomou força, após a assinatura do Tratado de Institucionalização, em novembro daquele ano, também em Lima, e a partir do qual ficou decidido que aquele parlamento seria uma organização de caráter regional, permanente e unicameral, integrada pelos Parlamentos Nacionais da América Latina, eleitos democraticamente, mediante sufrágio popular, e cujos países o tivessem subscrito, ou o viessem a fazer ao longo do tempo.

Integram o Parlatino os Congressos e Assembléias Legislativas das Antilhas Holandesas, da Argentina, de Aruba, da Bolívia, do Brasil, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, de Cuba, do Equador, de El Salvador, da Guatemala, de Honduras, do México, da Nicarágua, do Panamá, do Paraguai, do Peru, da República Dominicana, do Suriname, do Uruguai e da Venezuela. São idiomas oficiais do Parlatino o espanhol e o português

A revista Veja, de 28 de fevereiro de 2007, trazia uma nota dizendo que o governador de São Paulo, José Serra, havia feito as contas do Parlamento Latino-Americano e verificado que a entidade custava ao estado quase dois milhões de Euros – consumidos, em grande parte, com viagens internacionais (o famoso turismo político!)

Observem, no quadro ao lado, os princípios e os objetivos do Parlatino. Entre eles estão dois destaques:

1. Opor-se à ação imperialista na América Latina, recomendando a adequada legislação normativa e programática que permita aos povos latino-americanos o pleno exercício da sua soberania sobre seu sistema econômico e seus recursos naturais;

2. Promover o estudo e o desenvolvimento do processo de integração da América Latina visando a constituição da Comunidade Latino-Americana de Nações; e Promover, em conseqüência, o sistema de sufrágio universal direto e secreto, como forma de eleger os representantes que integrem, por cada país, o Parlamento Latino-Americano.

Isto, desde 1987! Ou seja, época a partir da qual ficou decidido por poderosos grupos de influência transnacional, como o Grupo de Bildelberg, por exemplo, que o planeta deveria ser divido em blocos continentais – cada um com função sócio-político-econômica específica dentro do quadro mundial. Mesmo assim, apesar de todo o sucesso que vem sendo conseguido ao longo dos anos para que se cumpra essa meta, surge a estranha imposição (como se o Parlatino já não fosse um apêndice alienígena grande o suficiente) do
Parlamento do Mercosul, sobre o qual, observando-se o Estatuto (quadro ao lado), podemos verificar que se trata quase que de uma cópia do que já estabelece o Parlatino. Seria uma questão de viabilizar um segundo viés mais à esquerda?

Senão, vejamos. Mais adiantado do que possa julgar a vã filosofia do “não vejo, não escuto e não falo” que prepondera nos nossos veículos de comunicação de massa, no nosso Congresso e nas nossas mais antigas e tradicionais Instituições, o Parlamento do Mercosul articula-se e se instala muito mais, definitiva e irreversivelmente, no sentido de fundar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL) - ou seja lá qual for o nome com que pretendam batizar a grande nação -, à revelia da vontade dos povos que compõem as nações que fazem parte do bloco, do que no sentido de meramente fazer frente à recomposição mercadológica do mundo globalizado.

Não deixa nenhuma dúvida a esse respeito a clareza com que o Deputado Federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha (PT/PR), que é o presidente pelo Brasil da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. Entre outras coisas, em seu site (clique na figura ao lado), Dr. Rosinha esclarece que: “Mais do que um bloco, o Mercosul pretende iniciar um processo inédito de integração cultural e política. Com novas adesões (Venezuela e Bolívia), pode resultar, num futuro próximo, na Comunidade Sul Americana de Nações. A integração do terceiro mundo é a melhor forma de enfrentamento ao imperialismo norte-americano e ao capital internacional”.

Alguma dúvida do que se pretende sob a regência do recém inaugurado Palrlamento?

Em julho de 2003, quando o deputado João Paulo Cunha era o presidente da Câmara dos Deputados, ele esteve com o presidente Lula em Buenos Aires (Argentina), entre outras coisas, para um encontro de trabalho organizado pelo
Grupo Brasil, integrado por empresas brasileiras com negócios naquele país. Na ocasião, o Jornal Gazeta Mercantil publicou matéria (“Brasil quer a "integração absoluta" dos países-sócios” - 21.07.2003) na qual Cunha citava Lula: "Ele me disse que sua preocupação é chegar a uma integração absoluta" no Mercosul. Na época, o bloco era composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, tendo Bolívia e Chile como sócios comerciais.

Alguma dúvida sobre o que nosso presidente disse?

Mas, nossos empresários – figuras tão proeminentes, de sucesso financeiro –, parecem não ter muita aptidão para a interpretação de textos que não falem de números, já que, segundo o então presidente do Grupo Brasil, Eloi Rodrigues de Almeida, os legisladores deveriam atuar "com sabedoria, profissionalismo e eficiência para construir as instituições supranacionais exigidas pelo Mercosul".

Será que o empresário realmente tinha condições de acreditar no que estava dizendo? Supranacionais? Que supranacionais, que nada; serão nacionais mesmo – só que nacionais de outra nação... Da grande nação Latino-Americana... E socialista, ainda por cima... Talvez ele ache que se o “dim dim” dele estiver garantido, estará tudo bem... Santa inocência, maldita conveniência...

Em dezembro de 2003, uma semana antes da reunião de Cúpula de Presidentes do Mercosul, que se realizou em Montevidéu (Uruguai), e onde foram anunciadas as metas até 2006, já se pensava em dar início ao funcionamento do Tribunal de Resolução de Controvérsias, no Paraguai e no estabelecimento de metas econômicas e sociais para o bloco, incluindo a entrada em vigência de uma moeda comum, à semelhança do Euro, utilizado pelos países que fazem parte da União Européia. Na ocasião, e isso não seria de se estranhar pela obviedade daquilo que o governo mundial planeja para o mundo futuro, além dos parceiros habituais, estiveram na reunião o comissário de Comércio da União Européia, o presidente de Angola e o chanceler da Rússia. Naquela época, o Peru assinava acordo de livre comércio com os países do Mercosul e se pretendia fazer o mesmo com a Colômbia, com a Venezuela e com o Equador.

Em 2005, começou a ficar mais evidente a intenção transnacionalista (com viés muito mais sócio-político do que econômico-comercial) dos governantes de esquerda dos países membros do Mercosul. Em outubro daquele ano, o então presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, o Deputado Federal Aldo Rebelo, afirmou que seria necessário “uma dose de confiança e de generosidade dos países membros do Mercosul para que as negociações fossem bem sucedidas”. Era a senha para abrir caminho para o enorme sacrifício de generosidade que o atual governo, hoje, impõe aos brasileiros, usando o dinheiro de seus impostos para financiar, solidariamente, não somente a constituição do Parlamento do Mercosul, como também o desenvolvimento de países como o Paraguai e a Bolívia (
vide a benevolência com que nosso vizinho, comandado pelo cocaleiro Evo Morales, tem sido tratado, mesmo depois de ter se apropriado de duas refinarias da Petrobrás na Bolívia).

No caso da Bolívia, o espanto de brasileiros com a submissão do Brasil em relação ao comportamento aparentemente irresponsável e autoritário de nosso vizinho acontece simplesmente pela falta de orientação sobre o ponto de vista sob o qual a questão deva ser olhada. Não se tratam de problemas entre Brasil e Bolívia, mas de entendimentos entre companheiros socialistas do Foro de São Paulo – entre Lula e Evo Morales -, para os quais os ideais socialistas estão muito acima de quaisquer interesses nacionais e para os quais as fronteiras entre as nações não são físicas, mas ideológicas. Essas pessoas não governam para seus países, e sim para o socialismo.

Enfim, sob o risco de virar mais um daqueles sorvedores de recursos públicos e mais uma estrutura empregatícia do aparelhamento socialista, o Mercosul ganhou um parlamento com sede em Montevidéu, em 7 de maio de 2007. Antes de funcionar plenamente com representantes eleitos em cada país, passará por duas etapas de transição até assumir características definitivas - previstas para 2014. Na primeira fase, cada país indicou 18 deputados de seus respectivos congressos para representar seus países nas reuniões plenárias que acontecem a cada mês. Essa estrutura vai funcionar até 2010. A representação não será, portanto, proporcional e (dizem) os membros não receberão complementos salariais do Mercosul para exercerem essa função. Na segunda fase, a representação por país terá certa proporcionalidade e o Brasil terá 16 parlamentares, a Argentina 31 e Paraguai e Uruguai 18 cada. Continuaremos, portanto, apesar de sermos infinitamente maiores e melhores em quase todos os quesitos que se possa pensar, com menor representatividade. As eleições vão obedecer o calendário eleitoral de cada país. A partir de 2014, porém, os parlamentares terão de ser eleitos todos no mesmo dia e não poderão ser também congressistas em seus países.

Somos maiores e mais importantes, mas temos menor representatividade, como ficou claro acima. Entretanto, já desde 2003, com a criação e a aprovação do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem), que os recursos para este fundo são constituídos por contribuições anuais dos países integrantes do Mercosul, efetuadas da seguinte maneira: com o valor anual do fundo, que gira em torno de U$ 100 milhões, o Brasil contribui com nada mais nada menos que com 70% desse valor, a Argentina com 27%, o Uruguai com 2%, e o Paraguai com 1%. Esses percentuais foram definidos com base na média histórica do Produto Interno Bruto (PIB) do Mercosul. Como se não bastasse, o Focem destinará 80% de seus recursos para as duas menores economias do bloco, ou seja, para o Uruguai e para o Paraguai.

Portanto, são dois pesos e duas medidas: para a representatividade, ficamos com a menor porque somos os maiores, já para as contribuições financeiras, ficamos com a maior, justamente por sermos os maiores. Ora, não há o menor compromisso com a vontade popular brasileira e nem com justiça. Estão usando o dinheiro, fruto do trabalho e da produção dos brasileiros, para financiar um sonho socialisto-imperialista de meia dúzia de gente que se acha no direito de impor sua maneira de ver o mundo a uma maioria que eles julgam ser incapaz de saber o que é melhor para si. Ou melhor, para uma maioria que eles resolveram se achar no direito de escravizar.

Quando ainda era o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, afirmou que a generosidade dos países mais ricos com os menos desenvolvidos seria fundamental para a consolidação do bloco econômico e que isso não significaria favor nenhum por parte de nações como Brasil e como a Argentina, que são os integrantes mais prósperos desse mercado: “Não faremos nenhum favor ao Uruguai e ao Paraguai, porque disso nunca precisaram. Precisam de solidariedade”. Na opinião de Aldo Rebelo, as nações mais ricas do bloco precisam entender que qualquer diferença em suas balanças comerciais, que resulte de uma atitude generosa para com esses países, não significará perda, mas sim força, porque “tornará a comunidade maior, mais solidária e portanto mais forte”.

Esmola com o chapéu dos outros...

Na oportunidade em que foram abertos, no Brasil, os trabalhos do Parlamento do Mercosul, em dezembro de 2006 – ainda sem sede, que viria a ser inaugurada em maio de 2007 -, o Presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, o argentino Carlos "Chacho" Álvarez afirmou que o desafio do Mercosul seria realizar políticas públicas contra a pobreza e contra a desigualdade - tudo em prol do crescimento sustentável dos países da América do Sul. Na ocasião o presidente Lula declarou que o Brasil deveria ter políticas generosas para com os países menores e menos desenvolvidos da região: “Queria que houvesse compreensão de que a integração é um momento extraordinário e que nós não nos cansemos de debater nossas divergências e convergências”.

Na mesma ocasião, o ministro Celso Amorim afirmou que o fato marcava uma nova fase do bloco regional: "O Mercosul não é exclusivamente do mercado e do comércio, mas dos povos”. Amorim afirmou ainda que “o principal problema do Mercosul não está nas assimetrias econômicas entre os países-membros, mas nas "resistências mentais" dos chamados "mercocéticos"”... “Mas, talvez, as maiores sejam as resistências mentais”. Para o ministro, "os mercocéticos" são aqueles que "não conseguem se libertar de padrões intelectuais desenvolvidos numa realidade histórica já superada". Ao falar em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chanceler brasileiro destacou a importância do Mercosul como motor da integração na região: "Estamos buscando um crescimento integrado, compartilhado, em prol do desenvolvimento e da justiça social", afirmou.

Por sua vez, o secretário-administrativo da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, o uruguaio Oscar Casal, dizia que: "A criação do Parlamento é uma possibilidade de integração diferente daquela vivida nos anos 90, quando havia um paradigma neoliberal, centrado no comércio"... "Está claro que não pode haver integração sem comércio, mas o formato mudou. Temos que criar um novo modelo para o século 21, com maior integração política, social e produtiva".

Há, também, parceiros de fora do bloco nessa empreitada. O presidente de Taiwan, por exemplo, em sua passagem por Assunção (Paraguai), em meados do mês de maio deste ano, anunciou a criação de um fundo de US$ 250 milhões para investidores chineses no Paraguai, nas áreas de microprocessadores, de softwares e de plásticos. A União Européia (UE), que já tem um convênio com o Mercosul, só no primeiro semestre de 2006, doou US$ 1,13 milhão para ajudar na criação do Parlamento. A Rússia é outra que mantém grande interesse em obras de infra-estrutura na América-Latina, sobretudo nas construções de gasodutos e de ferrovias – há a possibilidade, inclusive, de a estatal russa Gazprom participar do mercado de gás da América do Sul.

Aliás, nossas relações com o eixo pseudo-neo-capitalista e pró-Islã andam de vento em popa. Em 2007, como se sabe, o ministro Celso Amorim, afirmou que pretendia ver o comércio Brasil-Rússia saltar para US$ 10 bilhões até 2010. O Brasil se destaca nessa aproximação com a Rússia de Putin, já que, em acordo bilateral entre os dois países, prevê-se até a utilização de combustíveis líquidos russos pelo Veículo Lançador de Satélite (VLS) brasileiro, instalado na Base de Alcântara, no Maranhão, e ainda existe também a possibilidade de que haja uma atuação conjunta do Brasil com a Rússia nas discussões sobre 'modernas ameaças', entre as quais a instalação de armas no espaço sideral.

Em dezembro de 2006, o secretário-geral da Comissão Parlamentar Conjunta Mista do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmava em entrevista à Agência Estado, que o Parlamento do Mercosul teria mais de um significado: “Primeiro, um significado político. Mostra que a integração não está se dando somente em nível comercial e empresarial, mas na política também. O segundo é institucional. Mais uma instituição dentro do bloco, o que dá mais segurança jurídica para quem quer fazer investimentos no Mercosul. É também um parlamento onde se debatem os temas relativos ao bloco e isso dá uma característica de cidadania. Qualquer pessoa que tenha alguma queixa ou que reclame, hoje, não tem a quem recorrer, e o Parlamento será o lugar para onde a população deverá se dirigir. Assim, entra-se num processo de construção da cidadania do Mercosul”.

Nessa mesma entrevista , Dr. Rosinha fez questão de realçar o compromisso com a “democracia” dizendo que “mesmo com as dificuldades políticas que têm atravessado, (os países do bloco) não se transformaram em ditaduras militares”. Naturalmente, para o nobre deputado – é claro e todos nós sabemos exatamente o por quê – Evo Morales, na Bolívia, e Hugo Chavez na Venezuela são muito democratas. Visão, aliás, compartilhada pelo presidente Lula.

Para Dr. Rosinha, o parlamentar do Mercosul não estará lá para defender o Estado e sim para defender os interesses do bloco: “Um ou outro país pode ter interesse, circunstancialmente, em se contrapor ou bloquear a integração e nós teremos de nos contrapor a essa ação. Hoje, o Paraguai e o Uruguai têm ameaçado constantemente assinar um acordo bilateral com os Estados Unidos. No Parlamento, eu tenho de condenar isso e acredito que haverá parlamentares desses países que também estarão condenando. Nós não estaremos lá para defender políticas nacionais ou políticas de soberania nacional. Vamos defender políticas do bloco e soberania do bloco”.

O deputado acha, por exemplo, que o fato de alguns países tanto do Mercosul como da América-Latina em geral serem atraídos por outros blocos não se deve por decisão dos governos, mas sim por pressão e até por chantagem de empresários que usam seu poder econômico para pressionar ou chantagear os estados do Mercosul. A criação de organismos e de leis comuns na América-Latina seria uma necessidade – previdência comum a todos, sistema de ensino unificado (vide Universidade do Mercosul, com cerca de 16 campus, nos quatro países que compõe o Mercosul)

Então presidente do Congresso brasileiro, o senador Renan Calheiros, disse, à época da que a abertura dos trabalhos do parlamento, em dezembro de 2006, era um momento histórico e que vinha a ser a concretização de um sonho antigo (dele e dos socialistas, é claro). Finalmente, na instalação do Parlamento do Mercosul, em Montevidéu, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) comemorou, em Plenário, pelo que destacou ser "o acolhimento de diversas nacionalidades e etnias naquela instituição". O senador lembrou da “bravura de homens e de mulheres da América Latina que, no século 20, enfrentaram corajosamente as violentas e sanguinárias ditaduras, a soldo do império americano, que praticamente impôs ditaduras em mais da metade do continente".

Pediu para Sair...

Estando eu diante do Dr. Rosinha, deputado federal (PT-PR) e parlamentar também do Mercosul, não poderia deixar passar a chance de fazer uma pequena entrevista:

Rebecca: O senhor não acha que toda a dificuldade em se formatar o regimento interno e definir uma independência de ação do parlamentar do Mercosul seja porque não é um organismo surgido da necessidade dos povos da região e sim uma imposição de cima para baixo e de fora para dentro, uma tendência imposta pela ONU?

Dr. Rosinha: Se formos esperar qualquer movimento popular no sentido de obter uma instância com características de parlamento não vamos obter. Até porque, o interesse das grandes corporações é o de que não exista nenhum tipo de formação desse tipo. O Parlamento do Mercosul surge da necessidade daqueles homens e mulheres que militando pela integração, ao constatarem que há um déficit democrático, têm que cobrir esse déficit democrático. Agora, muitos parlamentares não constatavam esse déficit, porque estava muito cômodo para eles manter essa posição.

Rebecca: Mas, o senhor realmente acha que o Brasil, o povo brasileiro, quer essa união com os demais países sul-americanos?

Dr. Rosinha: Se essa pergunta for feita para qualquer cidadão a nível mundial, ele vai ter dúvida na resposta. Não há mais possibilidade de um país viver nesse mundo de modo solitário, só dentro das suas fronteiras. Aliás, essa possibilidade nunca existiu. Vamos lembrar aqui que a Rússia de Stálin tentou viver isoladamente, dentro do estado nacional russo e ela foi incapaz – desmoronou tudo em 1989... O bloqueio que está sendo feito a Cuba tem destruído aquele país. Por que ela esta viva? Porque um ou outro país fura este bloqueio. Se não há a possibilidade de se viver sozinho, tem-se que buscar a integração. E a integração se faz com negociação. E essa negociação tem que sair do campo econômico e ir também para o campo político, pro campo humano, pro campo da solidariedade, pro campo da integração das pessoas.

Rebecca: Por que essa integração, então, não pode se dar em termos de combinações ideológicas de propósitos políticos e econômicos comuns que efetivamente já existam entre as nações e não necessariamente tenha que se dar em termos geográficos regionais, já que parece ser a política da ONU realmente estabelecer a formação de blocos regionais que venham a desempenhar funções políticas e econômicas rigidamente definidas (e imutáveis), cabendo nesta divisão ao bloco latino-americano desempenhar a função de exportador de alimentos não processados e de matérias primas em geral, onde viverá uma população com baixo nível de produção científico-intelectual, dominada por uma nova elite socialista – uma nomenklatura rica e exploradora?

Dr. Rosinha: Eu acho que ideal seria uma união com os países que realmente tivessem uma identidade política, ideológica, cultural; mas os interesses a nível mundial impedem esse tipo de aliança – os interesses são muito mais econômicos. Então, se busca, geralmente, a integração econômica. O Mercosul começou assim. A União Européia começou em torno do aço e do carvão. É assim que conseguem enfrentar o poder.

Dr. Rosinha: Me dê licença porque preciso falar ali com um amigo...

Pois é, pediu pra sair....

ESCÂNDALO NOVO? ME POUPEM!!!

USO "ILEGAL" DO CARTÃO CORPORATIVO PELOS ÓRGÃOS DO GOVERNO, INCLUSIVE DENTRO DA PRÓPRIA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, E AS DESPESAS ABSURDAS DO PALÁCIO DO PLANALTO E DO ALVORADA SÃO ESCÂNDALOS NOVOS?&#

Desde julho de 2006 que publiquei no antigo INFOMIX uma matéria sobre uma breve, porém chocante, biografia do homem que estava se candidatando à reeleição presidencial - o sr. luiz inácio lula sa silva. Nela, nas duas partes finais (abaixo, grifadas em amarelo) estavam descritas quantias absurdas de gastos com o Palácio e com os cartões de crédito corporativo da Presidência - que logo foram considerados segredos de "segurança nacional" e, o senador aloisio mercadante foi o incentivador e porta-voz desta medida de não divulgar os gastos da presidência por tratar-se de assunto de, como já disse, segurança nacional.

Agora, bem depois que o homem foi reeleito (o que aconteceria sem ou com escândalo - e quem é bem informado nesse país sabe perfeitamente o porquê disso) vem a parte cara-de-pau da imprensa de grande alcance tratar a questão como se fosse uma grande novidade - mais um possível recente escândalo. Apesar da cara-de-pau, antes tarde do que nunca.

Para os leitores deste site, fica a "brincadeira de matemática" de somar o que está sendo divulgado agora com o que já havia sido até julho de 2006. Detalhe: o TCU sabia de tudo e prometia, na época, entregar resultado de investigação em agosto daquele ano.

Bom divertimento matemático para vocês....

Wednesday, July 26, 2006

LULA - OPERÁRIO PADRÃO

 

PARTE 1

Sobre a declaração de bens do Presidente Lula

Se no começo do governo, Lula tivesse vendido tudo o que declarou e tivesse feito uma aplicação onde a ética indicaria que fizesse – ou seja, na Caderneta de Poupança – que é onde o povão costumava poupar (quando ainda tinha como), hoje ele teria cerca de R$ 600 mil. Se tivesse poupado totalmente o salário de Presidente (R$ 8.885,48) e a pensão de anistiado (R$ 4.294), teria acumulado R$ 566.717,64, sem contar os juros que viriam se acumulando ao longo dos depósitos mensais.

Acontece que isso seria impossível, já que o Presidente tem propriedades e família que dão despesas para lá de superiores aos R$ 13.179,48 que percebe mensalmente, apesar de não ter que gastar no Alvorada com constas de luz, gás, telefone, água, IPTU, condomínio, e ainda com alimentação, vestuário, higiene, saúde e transporte. Se fosse um rélis mortal, já classe média alta e não mais um operário – como gosta de fazer parecer que ainda é – o Presidente estaria para lá de enforcado com os juros do cheque-especial e do cartão de crédito – aos quais certamente teria que estar apelando - para pagar os custos dos 3 apartamentos, da Chácara, do carro e da família que possui.

Em relação à declaração de bens de 2002, a de 2006 manteve os quatro imóveis em São Bernardo, avaliados no mesmo valor de 2002. A Blazer 98/99, teve valorização de 23,5%, de 2002 para cá. O presidente acrescentou, agora, a participação em uma cooperativa habitacional no Guarujá. O maior crescimento ocorreu nas aplicações financeiras, que cresceram 306% – de R$ 117.670,58 para R$ 478.059,40. A coleção de investimentos evoluiu, de duas cadernetas de poupança e uma aplicação financeira, para dez tipos de investimento, incluindo novidades como fundos de ações da Petrobras, da Vale do Rio Doce e do Banco do Brasil. Os maiores recursos estão aplicados no FIX Especial Plus do Banco do Brasil e no FIF Plus DI do Bradesco, além de um Fundo de Investimento Bradesco.

PARTE 2

Luiz Inácio Lula da Silva começou a trabalhar, aos 12 anos, como engraxate e depois como entregador de roupas em uma lavanderia, em São Paulo. Formou-se como metalúrgico, pelo SENAI, em 1963. Três anos depois, entrou para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Em 1972, passou a fazer parte da diretoria e, em 1975, tornou-se presidente desse mesmo sindicato, sendo reeleito em 1978. Um ano depois, numa paralização grevista, o sindicato de São Bernardo e Diadema sofreu intervenção do governo federal e Lula foi destituído do cargo. Em fevereiro de 1980, ele fundou o Partido dos Trabalhadores, juntamente com outros sindicalistas e ainda com alguns intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais. Foi nesse mesmo ano que, durante uma das maiores greves sindicais da história do país, Lula e mais sete sindicalistas foram detidos por 31 dias nas instalações do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS) paulista.


O atual Presidente não ficou em cela comum e foi muito bem tratado. O diretor do DOPS à época, o hoje Senador Romeu Tuma, oferecia sua própria sala para que o sindicalista pudesse ler os jornais - proibidos de entrar na cela. A mãe de Lula estava doente, em estado terminal, naquela época. Um militar, agente do DOPS, conduziu Lula até o hospital onde dona Eurídice Ferreira de Mello estava internada. Foi assim que o filho Luis Inácio pode estar com a mãe pela última vez, antes que ela viesse a falecer. Romeu Tuma permitiu que Lula fosse ao velório e que acompanhasse o enterro. Em 1981, Lula foi condenado pela Justiça Militar a três anos e seis meses de detenção por incitação à desordem coletiva, mas a sentença acabou anulada no ano seguinte.


Esse episódio redeu ao atual Presidente do Brasil o título de preso político e naturalmente o benefício de indenizações que passaram a ser pagas aos anistiados políticos de 1979, depois da criação da Comissão de Anistia, em agosto de 2001, no governo de Itamar Franco. Um fenômeno! Já que Lula teve sua sentença de prisão anulada em 1981 e que os 31 dias em que esteve preso jamais o impediram de continuar sua carreira de alpinista político, às custas do sindicato e posteriormente do PT. Lula recebe mensalmente, desde 1997, como anistiado político, uma aposentadoria especial que hoje está em R$ 4.294,00.


Vale lembrar que nosso Presidente aposentou-se com 22 anos de serviço (?), quando ainda teria 42 anos de idade (5/10/1988) e que seus vencimentos como aposentado estão livres de Imposto de Renda, graças ao Decreto 4.897, publicado no Diário Oficial de 26 de novembro de 2003, assinado pelo próprio Lula, que livra os anistiados do ônus do Imposto de Renda. É por uma questão de lógica: se a União está pagando esses benefícios, não faz sentido que parte deles retorne aos cofres públicos em forma de imposto. A lógica só não funciona para o resto dos aposentados e dos funcionários públicos civis e militares do país.


Em 1982, Lula foi candidato ao Governo de São Paulo, pelo PT. Perdeu. Em 1984, participou da campanha das Diretas Já, que clamava por eleições presidenciais diretas. A campanha não conseguiu seu intento e as eleições de 84 ainda foram feitas pelo Colégio Eleitoral do Congresso Nacional. Em 1986, Lula foi eleito deputado federal, com recorde de votos, tendo participado da elaboração da Constituição Federal de 1988. Sua atuação como Deputado Federal foi, digamos, “discreta” e ele não se candidatou à reeleição. Entretanto, Lula viajou pelo Brasil estruturando as seções regionais do partido e ajudando a transformar o PT, de pequeno partido, em uma das principais forças do país. Sua participação neste processo é que o tornou uma figura essencial, simbólica e incontestável dentro do partido, mesmo depois de suas sucessivas derrotas eletorais. Um milagre!


Em 2002, Luis Inácio Lula da Silva chega à Presidência da República, com cerca de 53 milhões de votos, no segundo turno das eleições. Na época, seu patrimônio declarado era de R$ 422.900,00 – muito, para um operário do povo, presidente de partido e ex-deputado federal, diga-se de passagem. Mas, ninguém deu a menor importância para isso. Hoje, 4 anos depois, o Presidente declara ter um patrimônio de R$ 839.033,49 – 98% a mais do que possuía em 2002. Mas, o PCC atacou São Paulo, pela segunda vez este ano, e ninguém pôde prestar muita atenção a isso também.


O Presidente declarou possuir 3 apartamentos e 1 terreno, em São Bernardo do Campo. São 2 no Edifício Kentuchy (R$ 38.334,67, cada um), 1 no Prédio Green Hill (R$ 189.142,50) e o terreno – uma Chácara - (R$ 5.466,90), no sub-distrito de Riacho Grande. Além desses imóveis, Lula também comprou (e já pagou) um apartamento que ainda está em construção no Guarujá (R$ 47.695,38). O único carro do Presidente é simples: uma S10 Cabine Dupla, diesel 98/99 (R$ 42 mil).


Embora afirme jamais ter sido informado sobre nada do que acontecia em seu governo, segundo aponta a denúncia do Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre uma quadrilha organizada que protagonizou o escândalo do mensalão, composta por nada menos do que 40 pessoas chagadas ao próprio presidente, Lula foi muito bem informado sobre como aplicar seu dinheiro. O Presidente tem R$ 478.059,40 investidos em aplicações financeiras:


Aplicação financeira no Banco do Brasil — R$ 86.794,73; Caderneta de Poupança na Caixa Econômica Federal — R$ 54.762,02; Caderneta de Poupança no Banco Bradesco — R$ 1.398,67; Caderneta de Poupança no Banco Bradesco — R$ 1.124,36; Six Especial Plus no Banco do Brasil — R$ 156.146,83; Fif Plus Di Banco Bradesco — R$ 111.055,40; Fundo de ações da Petrobras — R$ 1.866,39; Fundo de ações da Vale do Rio Doce — R$ 497,97; Fundo de ações do Banco do Brasil — R$ 1.108,87; e Fundo de Investimentos no Bradesco — R$ 63.304,16.


O Ministro da Fazenda não pode ter aplicação na Bolsa de Valores, o Presidente do Banco Central também não. O Presidente da República não deveria poder. Mas, a Lei parece que permite. Então, não é ético, mas também não é ilegal. O jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, do qual se desligou após o escândalo do valerioduto, disse, em entrevista ao jornal O Globo (7/07/2006), que seria mais importante que a Lei Eleitoral fosse modificada, de forma a exigir também que os parentes dos candidatos declaressem publicamente o patrimônio.

PARTE 3


Se hoje fosse esse o caso, o Presidente Lula teria que dar algumas complicadas explicações sobre seus filhos. A primeira delas, por exemplo, seria a incrível transformação seu filho Lulinha (Fábio Luiz Lula da Silva) em grande empresário na área de mídia. Quando Lula assumiu a presidência, seu filho mais velho, formado em Biologia, dava aulas particulares de inglês e de informática. No fim de 2003, Lulinha abriu uma agência de publicidade, a G-4, em sociedade com dois filhos do ex-sindicalista e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Dez meses depois, a empresa fundiu-se com a Espaço Digital, criando uma holding, a BR-4. Passados dois meses, o capital do empreendimento já era de R$ 2,7 milhões. O dinheiro teria vindo da Telemar. Jacó Bittar, o pai dos dois sócios de Lulinha, é conselheiro da Petros. E a Petros é sócia da Telemar.


Logo depois, Lulinha abriu a Gamecorp. Desta vez a Telemar entrou com R$ 2,5 milhões, comprando debêntures com direito a ações futuras. Ao todo, a Telemar ajudou Lulinha com R$ 5 milhões. A Trevisan Associados intermediou os contatos com a Telemar. O sócio principal da Trevisan era Antoninho Marmo Trevisan. Ele fazia parte do Conselho de Ética da Presidência da República. Lula julgou "normal" a operação e afirmou que nunca interferiu para que seus filhos tivessem benefício em contratos com empresas públicas ou privadas. E não foi só a Telemar que resolveu apostar na genialidade de Lulinha. Outras duas gigantes fizeram o mesmo: a Gradiente, cujo presidente é Eugênio Staub, amigo pessoal de Lula, e a Sadia, cujo ex-presidente é o Ministro de Desenvolvimento de Lula, Luís Fernando Furlan. Ficou tudo por isso mesmo, até hoje.


Mas Lulinha, o mais novo jovem empresário genialmente bem sucedido do país, não pretende ficar só nesse negócio de games não. Como divulgado pelo Alerta Total, em 18 de outubro de 2005 (http://alertatotal.blogspot.com/2005/10/oposio-questionar-jos-serra-por-uso.html), consta que Fábio Luiz seria um dos sócios minoritários da maior empresa de segurança do Brasil, a Glock do Brasil S.A., que ainda estava sendo constituída. De acordo com a inscrição no CNPJ (006.275.981/0001-66), a empresa foi registrada em maio de 2005. O Cadastro público do Estado de São Paulo (SINTEGRA-SP) registra que a empresa esta habilitada desde março de 2005, embora sua criação tenha sido em 23 de outubro de 2004. Quem diria, Lulinha vai compartilhar a sociedade com o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, que já detém os direitos de comercialização, no Brasil, de um avançado sistema de segurança alemão. A austríaca Glock é uma das maiores fabricantes de armas do mundo. Nada como andar bem acompanhado e dispor de informações privilegiadas!


Aliás, quem se lembra do apoio irrestrito das Organizações Globo ao desarmamento da população? Pois é, mesmo que o inútil referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e de munições tenha revelado que a imensa maioria dos brasileiros condena a proibição, o Estatuto do Desarmamento, que, na prática, é o puro exercício dessa mesma proibição que o povo repudiou, já havia sido aprovado. Agora, muitos dos que achavam que o pessoal da Globo era bonzinho e humano podem entender o porquê de a Rede Globo ter apoiado a proibição. Esta era (e ainda é) a estratégia: criar insegurança para vender segurança – simples assim. A Glock, uma empresa estrangeira, é a maior rival da Forjas Taurus, uma fábrica gaúcha de armas de fogo – uma empresa nacional, portanto.


Fábio Luiz é casado com Adriana. Segundo publicações feitas em páginas da Internet, pelos próprios filhos de Lula, Lulinha e Adriana têm uma cadelinha chamada Pituka que, junto com o casal, costuma (ou costumava) viajar no Boeing presidencial. Numa dessas viagens, Adriana aparece numa foto com a seguinte legenda: “Isso é que é vida”. Para ela deve ser mesmo. Todas as páginas dos filhos do presidente que revelavam intimidades da família já foram tiradas de circulação e foram notícia nos maiores jornais do país.

PARTE 4


O segundo filho de Lula com Dona Marisa é Sandro Luís Lula da Silva. Lula também teria explicações a dar sobre este filho. Sandro protagonizou uma das muitas estórias que já deixaram o PT de saia justa. Segundo foi divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, o rapaz aparecia como contratado do Diretório do PT paulista, desde 2002, sem que nenhum de seus colegas de trabalho jamais o tivessem visto por lá. Num primeiro momento, assessores chegaram a dizer que ele nunca havia trabalhado no diretório. Depois, disseram que Sandro tinha deixado de ser funcionário em meados de 2002. Mas, o relatório de despesa mensais do partido mostrava o contrário. O rapaz foi contratado como assistente administrativo do partido em maio de 2002, por R$ 1.522,00 mensais, para prestar “serviços à distância”. No livro de empregados do Diretório, ao contrário dos outros 70 funcionários do partido, não estava especificado o horário da jornada de trabalho de Sandro. Por último, então, o PT divulgou nota dizendo que o filho de Lula não estava mais trabalhando para o partido havia cerca de três semanas na época da reportagem da Folha (julho de 2005).


Como vários rapazes de sua geração, Sandro é aficionado por internet. Numa página do Orkut, que eu não sei se já foi tirada do ar, sob o pseudônimo de “spiderman”, quando perguntado por seus colegas sobre o que andava fazendo da vida, ele costumava responder que continuava “vagabundeando e tentando terminar a faculdade” (de Publicidade) e que vinha “fingido que trabalha um pouco”. Numa dessas páginas do Orkut, mantida pelo enteado de Lula, Marcos, Sandro aparece descansando ao lado de sua esposa Marlene. Comentário de Marcos: “Meu irmão e minha cunhada não estão fazendo p... nenhuma... Em plena segunda feira... Assim não dá!!!”. Em outra foto o casal aparece fantasiado, numa festa. “Estão parecendo duas Darlenes”, brinca Marcos, obviamente fazendo referência à personagem Darlene, interpretada por Deborah Secco, na novela Celebridade, da TV Globo.

PARTE 5


Parece que ninguém vai escapar da lista de explicações que Lula teria que dar sobre seus familiares. O filho caçula de Lula é Cláudio Luiz Lula da Silva. Em julho de 2004, Cláudio, então com 19 anos, convidou um grupo (6 garotas e 8 garotos) de amigos de São Bernardo, onde mora, para passar férias de 15 dias em Brasília, com tudo pago, inclusive o transporte aéreo, que foi feito por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O pacote incluía hospedagem no Palácio da Alvorada, churrasco na Granja do Torto, passeio de lancha no lago Paranoá (a bordo de uma lancha da Marinha) e até um encontro com Pelé. O grupo de jovens teve ainda direito a passeios pelo Itamaraty e pela Praça dos Três Poderes. As fotos da temporada ficaram à disposição em fotoblogs na internet durante algum tempo e foram tiradas do ar no dia 6 de janeiro de 2006, logo depois que A Folha de SP publicou reportagem completa sobre o assunto.


Uma das garotas do grupo não pôde ficar até o final da programação. Ela aparece numa foto, publicada em um desses blogs, voltando para São Paulo em um jatinho. Na imagem, não é possível afirmar se a aeronave também pertence à FAB. Além da rotina dos dias de férias, as fotos mostravam os jovens pelos corredores do Planalto, onde registraram encontros com artistas e esportistas. Em seu fotoblog, um dos adolescentes descreveu um encontro com a atriz Regina Casé, que tinha ido ao Planalto ter audiência com o presidente. No dia 13 de julho, o grupo assistiu no Alvorada ao filme ‘Pelé Eterno’, ao lado do próprio ex-jogador e do presidente Lula.


Não há uma legislação clara sobre o uso do patrimônio público pelo presidente ou por sua família. Procurada pela reportagem da Folha, a Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto afirmou que não se pronunciaria. A Comissão de Ética da Presidência disse que atos do presidente não constavam de suas atribuições. Responsável pelo controle dos gastos públicos, a CGU (Controladoria Geral da União) disse que o tema estava sob a alçada da Secretaria de Controle Interno, que, por meio da Casa Civil, disse que só a Secretaria de Imprensa falaria sobre a questão. Procurada novamente pela Folha, a Secretaria manteve a posição de não fazer comentários sobre o assunto.


As fotos estavam nos endereços www.fotolog.net/tata_lulu; www.fotolog.net/feijao_fodao/; www.fotolog.net/gringo_mi/; e www.fotolog.net/monique_martan/


A internet recebeu uma onda de protestos contra as mordomias exibidas nos fotologs de amigos do filho do presidente Lula que estavam aproveitando as benesses do poder. Duas comunidades no Orkut surgiram para criticar a viagem dos jovens amigos de Cláudio. A mais popular tinha o nome de “Férias no Alvorada - EU QUERO!” e vinha com a seguinte descrição: “Essa comunidade é dedicada a todas as pessoas que querem andar de lancha, comer um churrascão, andar no avião da Força Aérea Brasileira e ainda não gastar nada, porque o governo pagou! Porque o povo pagou!!! Entre e seja mais um marajá!!!! Porque no Brasil, já existem milhares!!!”.


Luis Cláudio também mantém (ou mantinha) perfil no Orkut, onde se descreve como um apaixonado pela namorada e onde contava que, como o pai, também é torcedor do Corinthians. A página também andou exibindo uma foto de um lança-foguetes do Exército, o Astros 2. Comentário do caçula de Lula: “Olha o lança-foguetes que eu entrei” (é “em que eu entrei” que se escreve, Cláudio). A namorada dele pertencia (ou ainda pertence) à comunidade "Eu amo viajar com meu namorado". Por que será hein?

PARTE 6


Para falar do enteado de Lula, filho do primeiro casamento de Dona Marisa, usarei um parágrafo completo do artigo que Diogo Mainardi escreveu na Veja de 24 de julho de 2005: “Marcos Cláudio é o filho mais velho de Lula. No Orkut, ele participa da comunidade "Viva Lula". Além disso, é o fundador da comunidade dos "Adoradores do Shopping Metrópole de São Bernardo do Campo". Marcos Cláudio era do departamento de marketing do Sindicato dos Metalúrgicos. Sua mulher, Carla Ariane, que pertence à comunidade orkutiana "Orgulho de ser PT", tinha um cargo comissionado na prefeitura petista de Mauá, que está sendo acusada de desvio de dinheiro. Foi justamente pelo departamento de marketing das estatais e pelos cargos comissionados na administração pública que passou grande parte da roubalheira petista. O casal Marcos Cláudio e Carla Ariane representa uma espécie de síntese do petismo”. Parece que nem o enteado dispensaria explicações por parte de Lula.

PARTE 7


Outra filha de Lula que costuma freqüentar o noticiário é Lurian, filha que o Presidente teve com a auxiliar de enfermagem Miriam Cordeiro. Em 1996, Lurian, então com 22 anos, lançou-se candidata a vereadora em São Bernardo do Campo. Na época, alugou duas salas para montar o escritório de campanha e pediu à mãe de uma amiga que fosse sua fiadora. Lurian não foi eleita. Deixou as salas e uma dívida de 12 aluguéis. A amiga passou 4 anos cobrando a dívida e, quando a mãe já estava ameaçada de perder a casa em que morava, disse que viria a público transformar o episódio em escândalo. O amigo da família, então recebendo apenas a aposentadoria de metalúrgico (R$ 45.679,00 por ano), Paulo Okamotto, pagou a tal da dívida, que, em virtude de acordo entre as partes envolvidas, foi de R$ 26 mil. A fiadora disse que foi Okamotto quem pagou. Depois “desdisse”. Okamotto alega que não foi o autor do pagamento. Ficou por isso mesmo.


Lurian formou-se em Jornalismo, pela Universidade Metodista de SP, em 2000. Hoje, ela vive em Santa Catarina, tem dois filhos e é casada com Marcelo Sato. O genro de Lula é chefe de gabinete da deputada estadual Ana Paula Lima (PT/SC). Ela, por sua vez, é casada com Décio Lima, que foi prefeito de Blumenau, pelo PT, por dois mandatos seguidos (1996-2000 e 2001- 2004). O Tribunal de Contas de Santa Catarina condenou a Prefeitura de Blumenau a devolver mais de dois milhões de reais por desvios em obras municipais, entre 1997 e 2000. Décio ajudou Lurian: ela estava desempregada depois de deixar São Bernardo do Campo e passou a trabalhar no diretório do PT em Blumenau. O marido, Sato, tornou-se membro da executiva municipal do PT, não sei exatamente quando.


Ao deixar a prefeitura, em 2004, Décio Lima foi nomeado por Lula como superintendente do Porto de Itajaí. No fim de março de 2006, Lima deixou o cargo para se candidatar a deputado federal ou a vice, na chapa de José Fritsch, candidato ao governo de Santa Catarina. O marido de Lurian, segundo o jornal O Globo (20/04/2006), costuma enviar os pedidos de parlamentares de SC à Senadora Ideli Salvati, que, de fato, alegou ter “relações cordiais” com Sato e Lurian. A Senadora se justificou dizendo que Sato é chefe de gabinete de uma parlamentar e essa é uma das funções dele. Ideli é ex-mulher de Eurides Mescolotto, presidente do BESC (Banco do Estado de Santa Catarina). Foi ela quem lutou bravamente contra a privatização do banco. Mescolotto é amigo de Lula e das famílias Lima e Sato.


Segundo o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, são de agências bancárias em Blumenau (SC) algumas contas supridas por Paulo Okamotto. Ainda conforme o Prefeito, o dono de contas no BESC e no Banespa (ambas abertas em Blumenau), é Marcelo Sato Rosa, o genro de Lula. Mas, parece que nem Deus conseguirá quebrar o sigilo bancário de Okamotto, já que, na época em que o assunto estava esquentado na imprensa, o Congresso foi invadido por vândalos do MSLT e não se falou mais nada a respeito das tais contas.


Lurian já colocou muita gente da imprensa na Justiça. Ela entrou com ação contra o jornal catarinense "A Notícia", por exemplo, cuja coluna "No Ar", publicada no dia 13 de setembro de 2002, dizia que Lurian era funcionária do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Blumenau por causa da amizade de seu pai (que na época ainda concorria à presidência), com o então prefeito da cidade, Décio Lima (PT). O jornal chegou a publicar uma errata, já que ela não era funcionária da Samae. Mas, a Justiça de Blumenau condenou o jornal a pagar indenização de R$ 50 mil a Lurian. A empresa recorreu e, por isso, o processo ainda não terminou.


Junto com Décio Lima, Lurian também entrou na Justiça contra o colunista Cláudio Humberto, em março de 2002. Dessa vez, pelo menos até agora, ela parece ter perdido: ambos foram condenados a pagar R$ 4 mil de indenização ao colunista. Entretanto, na decisão, o magistrado concedeu a Lurian o benefício da gratuidade da Justiça - normalmente destinado a pessoas sem recursos - e ela não terá de pagar o valor, cabendo a dívida ao co-autor do processo, Décio Lima. Ele vai recorrer. Na ação, ambos argumentaram ter sido moralmente ofendidos em notas escritas pelo jornalista, entre as quais o colunista atribuía à direção nacional do PT "um esforço especial para salvar o pescoço do seu prefeito de Blumenau, Décio Lima, em retribuição ao emprego que ele deu a Lurian". Para o magistrado, as notas faziam referência a investigações abertas pelo Ministério Público e que, portanto, configuravam a prática do exercício regular do jornalismo. A jovem ainda tem mais 3 processos correndo na justiça contra órgãos de imprensa.


Bom, pelo menos ao que parece, Lula não tem mais que se preocupar com o futuro de seus filhos, ao contrário da maioria dos brasileiros. Teria muitas explicações a dar. Mas, todos nós sabemos que não o fará – e também que ficará tudo por isso mesmo, como sempre.

PARTE 8


Dentro do Palácio Alvorada, residência oficial do Presidente, o ritmo de gastos condiz com o da incrivelmente veloz capitalização pessoal de Lula, que dobrou seu patrimônio pessoal durante os 4 anos de governo, como já vimos. Aliás, já lá pelos idos de 1978, o então sindicalista disse, em entrevista ao programa "Vox Populi", da TV Cultura, que a classe trabalhadora não gosta de miséria e que tem o direito de consumir tudo o que produz: "É o mínimo a que nós podemos aspirar; ou iremos apenas fazer os outros se vestirem, assistirem TV em cores e viver bem". Tudo bem: ele só esqueceu de dizer que a classe operária não custeia a produção e nem suporta o ônus de eventuais prejuízos ou falências. Mas, não foi por esquecimento não, foi por ideologia de “selfish made man” mesmo – hoje todo mundo sabe disso. Lula tem o hábito, por exemplo, de fumar exclusivamente charutos cubanos e de usar cigarrilhas holandesas. Não é para qualquer um.


É aquela velha máxima popular: “Quem gosta de miséria é rico intelectual. Pobre gosta de luxo, de brilho, de esbanjamento e de fartura” – de preferência sempre acompanhados de muito exibicionismo – para que todos possam sentir a mesma inveja que ele sentia dos que tinham aquilo que ele desejava ter. Regozijo de pobre que enriquece é fazer com que os outros sintam ou passem por aquilo que ele sentiu ou passou antes de enriquecer. A simples satisfação pela conquista não é suficiente para aplacar anos e anos de rancor. Há exceções, mas elas só confirmam a regra.


Já em 2003, a Folha de SP publicou interessante matéria comparando o arrocho que o governo está impondo no país, até nos investimentos sociais, com a prodigalidade dos gastos destinados ao conforto e ao luxo de Lula e de dona Marisa no Palácio do Planalto e na Granja do Torto. Foram abertas licitações para a construção de um ginásio esportivo, com sala de fisioterapia, no Palácio do Planalto (R$ 62.500), ampliação da churrasqueira e do salão da Granja do Torto (R$ 92.127) – onde antes já se construiu um campo de futebol devidamente iluminado para que Lula possa jogar à noite com os amigos -, enxoval para o Palácio da Alvorada, que inclui 160 jogos americanos coloridos (R$ 15.200), material de cama em que figuram roupões de banho que sejam confeccionados necessariamente com fios de algodão egípcio (R$ 152.637), travessas de prata, guardanapos e xícaras novas (R$ 19.963), equipamento de mergulho (R$ 38.160), quatro máquinas fotográficas digitais (R$ 5.760), e vai por aí afora.


Em 2005, o Estado de SP publicou alguns dados sobre os gastos do Alvorada: 15 edredons para cama de casal Super King dupla face (R$ 640 cada), 4 colchas de casal - de piquê com acabamento ponto Paris - (R$ 990 cada), 54 edredons de solteiro (R$ 176 cada), 28 colchas para cama de solteiro (R$ 411 cada), 74 colchões (14 deles a R$ 830 cada), 20 toalhas de banho para piscina tamanho extra gigante (R$ 54 cada). Para os 98 servidores que trabalham tanto no Alvorada quanto na Granja do Torto, novos uniformes, no custo total de R$ 50 mil. São eles: 8 integrantes da administração dos palácios, 36 atendentes das copas, 2 do cinema, 39 da cozinha e do refeitório, 27 zeladores, 4 bombeiros hidráulicos, 2 piscineiros e 4 eletricistas. Os ternos masculinos dos empregados custaram R$ 210 cada, mais 152 pares de sapato (36 a R$ 100 cada e 116 a R$ 78) e 228 pares de meias pretas (R$ 7,50 cada). Os 28 pares de sapatos femininos custaram R$ 90 cada. Miséria pouca é bobagem!

PARTE 9


No Gabinete da Presidência é a mesma coisa – uma gastança fantástica. Somente de Janeiro de 2003 a maio deste ano, foram 4 bilhões e 900 mil reais, segundo o professor Ricardo Bergamini. Foi o mesmo que gastou o Ministério das Relações Exteriores e mais do que gastaram individualmente os Ministérios da Indústria e Comércio (R$ 3,8 bilhões), da Comunicação (R$ 3,5 bilhões) e do Meio Ambiente (R$ 3,3 bilhões).


Os cartões de crédito corporativos não ficam atrás - são uma metralhadora de gastos. Em 2002, ainda no governo de FHC, ano de estréia da nova forma de pagamento de despesas imediatas, faturas e saques com cartões da Presidência da República somaram R$ 1,3 milhão. No ano seguinte - primeiro de Lula -, os gastos foram multiplicados por sete. Desde o início do governo petista, as despesas com os cartões sem prestação de contas já somam R$ 18,7 milhões. No governo Fernando Henrique, as faturas eram enviadas ao TCU e publicadas para conferência pública no site do Sistema de Acompanhamento Financeiro da Administração Federal (Siafi). O governo Lula passou a tratá-las como assunto sigiloso, de segurança nacional, deixando de enviá-las, e retirando do Siafi informações referentes aos gastos.


A Secretaria de Administração da Presidência da República lançou mão de uma regra baixada em dezembro de 2003 pelo Gabinete de Segurança Institucional para negar detalhes sobre as movimentações com cartões de crédito corporativos no Planalto: "Não é permitido o fornecimento de informações detalhadas dos gastos com as peculiaridades da Presidência da República, por questões de segurança", informou por escrito o departamento da Casa Civil que é encarregado da administração do Planalto. Os gastos com cartão de crédito bancam despesas que têm de ser pagas imediatamente, enquadradas como "suprimento de fundos". Essas despesas não são classificadas legalmente como gastos secretos, para os quais há quantia especialmente reservada no Orçamento da União e que têm um ritual diferente para a prestação de contas. Nas movimentações com cartões, o Siafi não identifica o destino final do dinheiro público, mas apenas os nomes dos titulares nos pagamentos feitos ao Banco do Brasil.


Quando foram lançados, os cartões tinham cada um o limite de R$ 400 mil. Mas, o Presidente Lula ultrapassou este limite, logo nos dois primeiros meses de uso. A administradora, então, alterou os limites dos cartões para R$ 1 milhão cada. Entretanto, como todo mundo sabe, em que pese o absurdo da extensão do limite, os cartões de crédito costumam ser usados para facilitar operações de compra e, mesmo sem querer, acabam dando uma transparência melhor sobre quem, como, quanto e onde se gastou. As pessoas não usam cartões de crédito para sacar dinheiro, principalmente se eles forem corporativos – a não ser em casos extraordinários. Não é o que parece estar acontecendo com os cartões de crédito corporativos do Governo.


Saques de grandes quantias em dinheiro feitos com os cartões de crédito corporativos do governo federal - usados para pagar despesas do Gabinete da Presidência da República, da Granja do Torto e dos ministros que assessoram o presidente - vêm sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Ubiratan Aguiar (TSU), analisa as auditorias realizadas em 3 mil das 30 mil notas fiscais que comprovam os gastos milionários com os cartões de crédito corporativos da Presidência da República. Há indícios de notas fiscais frias e até de saques em dinheiro vivo, sem prévia liquidação da despesa, como manda a Lei. As faturas dos cartões usados pelo Palácio do Planalto somam R$ 10,2 milhões, apenas do início deste ano até o último dia 18, dos quais R$ 6,8 milhões teriam sido sacados em dinheiro vivo. O procedimento levantou suspeitas porque os cartões foram adotados justamente para dar mais transparência aos gastos com estadia, alimentação e transporte das autoridades, que não precisariam, em sua maioria, ser feitos em dinheiro.


Segundo números do Siafi, dos R$ 10,2 milhões em despesas deste ano, cerca de R$ 5,6 milhões foram gastos pelo gabinete do presidente. Em 2004, 53 funcionários do governo, os chamados de ''ecônomos'', usaram os cartões. Em 2005, foram 48 funcionários. Entre eles, C.P.F. (mais de R$ 1 milhão e R$ 226,9 mil em saques em dinheiro) e M.E.M.E. (R$ 441,5 mil, com saques no valor de R$ 198,1 mil), que costumam acompanhar Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia. O pedido de devassa nas contas foi feito no dia 14 de julho de 2005, pelo procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no TCU.


O Planalto se mexe para que o escândalo dos cartões de crédito não apareça antes das eleições, mas o TCU concluirá a investigação em agosto.


Como bem se pode observar, e não causa surpresa nenhuma, o atual Presidente da República de povão e de metalúrgico não tem mais absolutamente nada. O homem gosta de riqueza e do bom e do melhor – custe o que custar e a quem custar. O senso de justiça e de valores éticos e morais do Presidente e daqueles que o cercam obedece à mentalidade socialista, para a qual os fins justificam os meios e onde a nomenklatura está acima do bem e do mal, do justo e do injusto, das Leis, etc.

O CAOS AÉREO NÃO ACABOU E OS CÉUS DO BRASIL FORAM TOMADOS POR UM CARTEL DE EXPLORAÇÃO E DE INCOMPETÊNCIA

Por Christina Fontenelle

03/02/2008

 

O Ministro da Defesa Nelson Jobim, “O Idiota”, como é chamado unanimemente pelos freqüentadores dos aeroportos brasileiros, sejam eles passageiros, tripulantes ou funcionários, vem declarando publicamente, já há algum tempo, com aquele tom de voz e com aquela postura imponentes de sempre, que não há mais caos aéreo no Brasil. Entenda-se: para o ministro, falar grosso e ser fisicamente agigantado são requisitos suficientes para resolver todos os problemas que apareçam pela frente e que estejam sob a responsabilidade do MD, inclusive, tirar e colocar de cargos de importância estratégica para o país quem quer que seja, sem que logo surjam os conseqüentes prejuízos dessas ações para todos os brasileiros.

 

Depois de arbitrar, por exemplo, algum tempo depois do último acidente aéreo grave com um avião da TAM em Congonhas, no qual morreram 187 pessoas, que naquele aeroporto não haveria mais pousos e decolagens de aeronaves de médio e de grande porte com conexões e com escalas, agora, no último dia 28 – apenas seis meses depois – o senhor “entendo de tudo e calem a boca” anunciou a ressurreição do pesadelo. "Mas a segurança do aeroporto continua intocável", disse o ministro, apesar de toda a nação saber que a pista de escape elaborada com concreto poroso – recomendação tácita, tanto antes como depois do acidente – jamais tenha começado a ser construída em Congonhas.

 

Vou relatar apenas um dos mais diversos tipos de aflição que têm acometido milhares de passageiros, país a fora, diariamente, só para vocês saberem o que é que o nosso (nosso não, deles) ministro da defesa classifica de fim do caos aéreo.

 

RIO DE JANEIRO

 

No dia 25 de janeiro deste ano que se inicia, meus três filhos – uma menina de 15, um menino de 14 e outro de 10 anos – acordavam, na casa dos avós, no Rio de Janeiro, por volta das 7 horas, para, logo depois do desjejum, seguirem de carro, com os avós, para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (aquele que todo mundo chama, inclusive por escrito, de Galeão). Eles deveriam se apresentar para fazer o Check-In por volta das 10h, para embarcarem no vôo 1900 da GOL, com destino à Brasília (DF) e com decolagem marcada para as 11h.

 

Feito o Check-In e despachadas as bagagens, os três menores foram entregues, no portão que vai para a área de espera para embarque – e pelo qual nem mesmo o Papa pode passar se não for embarcar em um vôo qualquer -, a uma funcionária da GOL que, especialmente no caso de crianças com menos de 12 anos que viajam desacompanhadas, deve ficar permanentemente responsável por elas até que sejam devidamente entregues à responsabilidade da tripulação da aeronave em que viajarão. Maiores de 12 anos não precisam de um funcionário-acompanhante permanente a seu lado, embora, naturalmente, devam ser bem orientados e, assim como idosos e como deficientes, devem ter prioridade para embarcar.

 

Por volta das 12h:45m, todos os passageiros do vôo 1900 deixaram a sala de embarque e foram conduzidos ao ônibus que os levaria até à aeronave. Chegando lá, o veículo ficou um bom tempo parado, em frente ao avião – sob aquela “agradável” temperatura do verão carioca – e, sem maiores satisfações por parte dos funcionários da companhia aérea, retornou com os passageiros para a área de embarque, onde foram todos “acomodados” (não menos de 100 pessoas, é claro) numa pequena sala, sem ar condicionado e com APENAS 9 ASSENTOS instalados!

 

Água? Café? Lanche para os idosos e para as crianças? É claro que NÃO! Onde é que essa gente-carga-pagante (que é como a GOL trata seus passageiros) pensa que está? Na Disneylândia?

 

Depois de desfrutarem do “conforto” das acomodações da saleta acima descrita, por cerca de uma hora, os passageiros foram novamente colocados na condução e, desta vez, chegaram a embarcar na aeronave. Todos acomodados. O avião levantou vôo? Não. Os passageiros foram informados de que deveriam deixar a aeronave e retornar à sala de espera de embarque, pela segunda vez, “por causa de problemas com o ar condicionado”. Tumulto, gritaria, xingamentos (Jobim não foi esquecido) e rebelião dos passageiros para não terem que sair da aeronave. Mas, não houve jeito – todo mundo teve mesmo que voltar para a “confortável” saleta de embarque.

 

BRASÍLIA

 

Até então, quem estava, em Brasília, à espera da chegada do vôo 1900 vindo do Rio de Janeiro, tanto para reencontrar seus parentes e amigos como para pegar o mesmo vôo (que passa a se chamar, quando chega e sai de Brasília, de vôo 1901) com destino à outra cidade, só sabia que o vôo estava atrasado “por motivo de excesso de trânsito de aeronaves para decolar lá do Galeão.

 

RIO DE JANEIRO

 

Quando voltaram à sala de espera de embarque, vários passageiros que tinham problemas de horário para chegar ao aeroporto de Brasília, por causa das conexões que deveriam fazer e que haviam sido programadas, na hora da venda de passagens, justamente pela própria GOL, foram separados dos outros passageiros do vôo 1900 e conduzidos para embarque em outra aeronave.

 

Foi exatamente nesta hora - em que todo mundo teve que deixar a aeronave e quando alguns passageiros foram separados - que minha filha me ligou, lá do Galeão – já aos prantos – dizendo que ela, os irmãos e todos os outros menores haviam sido literalmente abandonados pela acompanhante de menores (que havia ido conduzir os passageiros que fariam conexões em Brasília, como já descrevi acima). Minha filha dizia que todos estavam exaustos, com muito calor e sem se alimentar - àquela hora, havia mais de 4 horas. Já passava das 14h. Preocupação da GOL com os passageiros e especialmente com os idosos e com os menores? Nenhuma!

 

BRASÍLIA

 

Por aqui, imediatamente após ter recebido o telefonema, dirigi-me ao aeroporto JK e, lá chegando, fui direto para a sala da ANAC, onde já encontrei algumas pessoas pedindo informações e registrando queixas contra a GOL sobre o tal do vôo 1900. Identifiquei-me como jornalista e que ali estava para saber exatamente onde estavam meus filhos, em que vôo e em que hora eles finalmente seriam embarcados e, principalmente, o porquê de eles terem sido completamente abandonados pela acompanhante de menores da GOL no aeroporto do Rio de Janeiro.

 

Silêncio total na sala... Todo mundo com cara de quem “não acredito!”. O senhor Luiz Gustavo, funcionário de carreira da ANAC – há 20 anos na agência, muito educado e tentando defender os passageiros, não cansava de repetir que aqueles problemas específicos deveriam ser resolvidos entre estes e a companhia aérea, mais precisamente no Juizado de Pequenas Causas – ali mesmo no aeroporto. Mesmo assim, ele já havia requisitado a presença de responsáveis da GOL na sala da ANAC, mais de uma vez, e não havia obtido sucesso. Entretanto, depois da descrição do meu problema, ele deixou a sala – porém, sem dizer o motivo a ninguém.

 

Achando que ali na ANAC eu não conseguiria resolver e nem saber de nada, parti para o Juizado. Lá chegando, uma funcionária veio logo saber qual era o meu problema e, muito preocupada com o meu já adiantado estado de nervosismo, me ofereceu assento e um copo de água. Descrito o meu caso, a funcionária disse que naquele juizado não se resolvia problemas que envolvessem menores. Além disso, como por lá também já havia outras pessoas tentando resolver problemas em relação ao vôo 1900, a funcionária disse que os responsáveis pela GOL já haviam sido requisitados por duas vezes a comparecer ao Juizado, mas que se recusavam a descer do escritório da empresa – que fica atrás dos balcões de Check-In da companhia, no segundo andar do aeroporto de Brasília.

 

Bem, no meu estado já descontrolado, se Maomé não iria à montanha, definitivamente, e em tempo recorde, a montanha viria a prostrar-se sob seus pés. Saí do Juizado, subi aos balcões de Check-In da GOL e solicitei a um funcionário que chamasse quem quer que estivesse respondendo pela companhia naquele momento. Expliquei rapidamente o meu problema e ele foi lá dentro, presumia eu, chamar algum responsável. Pois, alguns minutos depois, voltava o funcionariozinho, com a cara mais tranqüila do mundo, dizendo que o vôo estava “apenas” atrasado, mas que certamente chegaria à Brasília – a hora da chegada é que estava difícil de prever.

 

“Você não entendeu a língua em que eu lhe pedi para trazer o responsável pela GOL ou está com problema de audição?”, perguntei eu. “Vou repetir: Eu quero falar com o responsável pela GOL, agora!” Disse isso, aos berros, e fui atravessando o galpão, as esteiras que rolam as malas, até começar a abrir as portas que levam aos escritórios das companhias aéreas. Um funcionário tentava me segurar, mas, eu continuava aos berros dizendo que queria saber dos meus filhos e do porquê de eles terem sido abandonados pelos responsáveis da GOL no aeroporto do Rio de Janeiro, além de terem sido obrigados a embarcar numa aeronave que já havia deixado de levantar vôo duas vezes por causa de problemas técnicos – “Por que não trocaram as pessoas de avião? Que problema era aquele?” – Isso tudo, aos berros, para que todos pudessem saber o que a GOL estava fazendo comigo e com meus filhos.

 

O aeroporto inteiro de Brasília ouvia meus gritos e via meu desespero. Desta forma, acharam mais conveniente conduzir-me para dentro das salas onde ficam os escritórios das companhias. Detalhe: quem me atendeu e me levou para encontrar com uma, suponho eu, supervisora da GOL, foi um funcionário da Ocean Air, cuja porta de acesso ao escritório fica ao lado da porta da GOL. A esta altura, até o funcionário da ANAC que havia deixado a sala da agência sem dar satisfações, já estava lá atrás também, indo ao meu encontro, com uma lista dos menores que iriam embarcar no vôo 1900 (fora para isso que ele havia deixado sua sala, agora ficava eu sabendo).

 

Bem, “apareceu a margarida” – pelo menos, “uma margarida”: a funcionária da GOL de nome Paula Cunha. Muito calma e educadamente, ela esclareceu que o “probleminha” que havia ocorrido na aeronave do vôo 1900 era apenas numa das turbinas (por duas vezes, como já disse, o piloto já havia deixado de decolar pelo mesmo motivo). Ora, então, naturalmente para a dona Paula, havia motivo suficiente para que eu ficasse mais “tranqüila” ainda, pois, o problema, como haviam dito aos passageiros lá no Rio de Janeiro, não era no sistema de ar condicionado, mas APENAS na turbina – E HAVIA OCORRIDO POR DUAS VEZES!!!

 

A senhora Paula tentava dar-me umas aulinhas de aviação sobre problemas com turbinas, mas eu não pude continuar ouvindo coisas que, afinal, para quem já tem investigado os dois últimos maiores acidentes aéreos ocorridos no Brasil, o discurso da moça era patético. Eu, pela enésima vez, esclareci que queria saber onde estavam meus filhos, com quem eles estavam e porque todos os passageiros não haviam sido remanejados para outra aeronave, presumivelmente, sem defeito. Queria um documento, uma declaração por escrito da GOL. Porém, vendo que dali não sairia nada, desci outra vez para a sala da ANAC, onde registrei a ocorrência.

 

RIO DE JANEIRO

 

Novamente na sala de espera, colocaram menores e idosos já do outro lado do vidro que divide estas salas do corredor de embarque, separando-os do resto dos outros passageiros. Meus três filhos ficaram esquecidos junto com estes passageiros e tiveram que berrar e espancar a porta de vidro até que algum funcionário da GOL viesse abrir a porta para colocá-los junto com os outros menores, do outro lado do vidro. A esta altura, estavam havia cerca de 5 horas sem comer absolutamente nada - pelo menos que lhes tivesse sido providenciado pela GOL. Nessa hora, apareceu uma outra funcionária da companhia que, surpresa ao saber que os menores estavam desacompanhados e desorientados, resolveu ficar ali até que os mesmos fossem embarcados no ônibus.

 

Junto com os menores havia uma senhora que deveria ter uns noventa e poucos anos, bem franzina, e que já não agüentava mais ficar de pé e nem andar. Os menores e a senhora cansaram de pedir uma cadeira de rodas, mas, os funcionários da GOL diziam que não havia nenhuma disponível. Quem conduzia e auxiliava a senhora nas idas e vindas? Algum funcionário da GOL? Não. Quem fez isso foi um menor de 15 anos com físico mais avantajado. Um absurdo? Absurdo maior foi constatar, ao descerem para embarcar no ônibus que levaria os passageiros para aeronave, já pela terceira vez (e desta vez a última), que havia uma linda, perfeita, isolada e desocupada cadeira de rodas no andar de baixo. Porém, já de nada adiantaria pegá-la, pois não seria usada no ônibus e nem no avião.

 

Finalmente dentro da aeronave, todos acomodados, esta levantou vôo, por volta das 15h:30m - quatro horas e 30 minutos após a hora marcada para a decolagem, que deveria ter ocorrido às 11h. Atraso de mais de 4 horas não pune a companhia com multa e não dá direito aos passageiros de receber o dinheiro da passagem de volta? Vou consultar o código, mas tenho a impressão de que sim.

 

BRASÍLIA

 

Por volta das 16h:20m, os passageiros que haviam embarcado em outra aeronave para não perderem suas conexões em Brasília, finalmente pousaram na Capital. De repente, nova invasão na ANAC. Por quê? Simplesmente porque a GOL havia dado ordens expressas para que os aviões nos quais os ex-passageiros do vôo 1900 fariam suas conexões levantassem vôo sem esperar que os mesmos chagassem à Brasília. Houve casos em que a diferença entre a chegada dos passageiros e a partida do avião em que fariam conexão foi de apenas 10 minutos. Todos revoltados - e com razão. Foram tratados como lixo!

 

Uma destas passageiras viajava para ver o pai que estava em estado grave numa UTI, em Corumbá (Mato Grosso). Indignada, ela teria que ficar por pelo menos mais 7 horas no aeroporto de Brasília para que conseguisse, finalmente, pegar outro vôo para aquela cidade – tudo por conta “do bolso” dela, é claro, e inclusive sem que lhe fosse dada a menor atenção diante de sua angústia e de seu sofrimento. Foi por esta mulher que, dando a descrição de meus filhos, fiquei sabendo que haviam realmente embarcado no vôo 1900 e que, no painel da área de desembarque doméstico, o horário previsto para a chegada do vôo mostrava 16h:50m.

 

Revoltada, porém mais tranqüila em relação ao meu problema, enfim, dirigi-me para o portão de desembarque doméstico e, freqüentemente, olhava o relógio e a situação do vôo. Para ver se o tempo passava mais rápido, fui tomar um café e, quando voltei ao portão, adivinhem o que estava escrito ao lado do vôo 1900? “Procurar a Companhia Aérea”. Isso mesmo: aquela mensagem que apareceu no painel de desembarque dos aeroportos onde eram esperados os vôo da GOL e da TAM que se acidentaram em 2006 e em 2007, respectivamente, dos quais, infelizmente, jamais desembarcou nenhuma das pessoas que dentro daquelas aeronaves estavam.

 

Eu e mais algumas pessoas, em estado quase que de surto emocional, partimos para o balcão da GOL para saber notícias. Diante daquelas pessoas – todas verdes, azuis, brancas e completamente desesperadas, um funcionário da GOL foi imediatamente buscar esclarecimentos. Voltou rapidamente (embora para nós, que esperávamos notícias, parecesse ter passado horas) e disse que o avião já estava no solo do aeroporto de Brasília e que a demora para o desembarque se devia a problemas de taxiamento. Foi um alívio indescritível. Mas, sossego mesmo, só tive quando vi as carinhas dos meus três amores saindo do portão de desembarque com suas bagagens e seus sorrisos. Passava das 17h. Foram as 6 horas mais longas e angustiantes da minha vida. Deixei pelo menos uns cinco anos de vida naquele aeroporto, em saúde e em aparência.

 

A Gol Linhas Aéreas, que complementa seu nome se autoproclamando “Inteligentes”, deveria ser judicialmente obrigada a trocar este complemento pela palavra que mais se adequa ao perfil e ao “modus operandi” da companhia, passando a ser nomeada de GOL Linhas Aéreas Espertas. Sim, porque tratar passageiros como carga-animada (desprovida de fome, de sede, de necessidade de conforto e de respeito), que, bem ao contrário do que a companhia anuncia como sendo seu carro-chefe de concepção de administração, cobra passagens absurdamente caras pelos péssimos serviços que presta. Não se trata de inteligência, num país como o nosso, onde não existem empresas aéreas concorrentes que ofereçam outros tipos de serviço, ainda que mais caros fossem, administrar uma companhia aérea de baixo-custo como o faz a GOL.

 

No Brasil, o tipo de negócio bi-monopolizado e cartelizado que fazem a GOL e a TAM é o da esperteza, do tipo daquele que faz quem quer levar vantagem em tudo e do tipo daqueles que fazem o que querem com o consumidor, por saber de sua impotência diante de um Estado Neo-Comunista que finge funcionar numa democracia e num capitalismo de mercado livre.

 

Conduzem passageiros em aeronaves extremamente desconfortáveis, classificando amendoim e refrigerante como serviço de bordo; excedem o mínimo nível de tolerância que se poderia esperar de uma companhia aérea quanto ao extravio de bagagens; carregam cargas desacompanhadas em aviões que deveriam transportar exclusivamente passageiros e seus pertences, e finalmente preferem ser processadas por erros e abusos do que melhorar seus serviços – porque assim fica mais barato. Pelo que são submetidos os passageiros que viajam por estas companhias, “cenzinho” (R$ 100,00), ida e volta, para e de qualquer lugar, ainda estaria meio caro.

 

Mas o Jobim já discursou sobre todas as resoluções. Para ele, isso já foi mais do que suficiente para por um fim na crise aérea – que, para ele, não existe mais.

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HUGO CHÁVEZ PERDEU?

Muitas importantes personalidades venezuelanas haviam destacado, antes do plebiscito de 2 de dezembro sobre a reforma constitucional proposta pelo governo de Hugo Chavez, que o sistema eleitoral totalmente automatizado da Venezuela já não era confiável. Entre outras razões das críticas ao sistema estava, por exemplo, a questão da simples aceitação do súbito aumento do número total de eleitores do país ¿ que subiu de 10 para 16 milhões em apenas 5 anos; ou ainda registros que mostravam a incrível quantidade de 100 mil eleitores que já estariam com mais de 100 anos. Além disso, temia-se pela fraude dentro dos próprios programas internos das urnas (fraude mais difícil ainda de ser detectada) e também pela quebra de sigilo dos votos (coisa que há razões de sobra para se suspeitar que realmente já tenha ocorrido).
 
Mas, e agora, que a opção pelo NÃO à proposta de reforma da Constituição venceu com pouco mais da metade dos votos? Naturalmente, muitos pensam, aliviados, que não houve como acontecer fraudes que estariam planejadas, por causa da intensa vigilância nacional e internacional sobre as votações do plebiscito e ainda que tenha havido uma espécie de ressurreição do Estado de Direito democrático e das oposições venezuelanas ao chavismo. Sem querer retirar o mérito inegável e invejável do povo venezuelano ¿ que já deu inúmeras demonstrações de que não vai para a forca calado e de cabeça baixa -, é óbvio que, infelizmente, as coisas não são tão simples assim como parecem ser e que, na verdade, preparam o cenário para a entrada definitiva e triunfante do comunismo bolivariano de Chavez.
 
É muito simples. De que andava sendo acusado o coronel Hugo Chavez? De antidemocrata; de que o que fazia na Venezuela não era fruto de legítima concessão democrática da maioria dos venezuelanos e de que poderia estar fraudando os pleitos, desde alguns anteriores ocorridos naquele país. Então, qual seria o verdadeiro triunfo de Chavez nesse plebiscito tão importante sobre sua ¿precipitada¿ proposta de reforma constitucional de viés nitidamente comunista? Perder e aceitar a derrota ¿democraticamente¿ ¿ desde que fosse por margem muito pequena, é claro, para, depois de certo tempo, quando fizer outro e se sair vitorioso, dar a impressão de que as coisas possam facilmente ter se invertido. Assim, o ditador venezuelano caberia perfeitamente na carapuça de ¿que pode ser acusado de tudo, menos de não ser um legítimo democrata¿, como declarou recentemente seu fiel colega do Foro de São Paulo, o Sr. Lula, presidente do Brasil.
 
Não consigo entender como não houve uma só linha em nenhum jornal de grande circulação que especulasse sobre o assunto sob esse ponto de vista. A nós brasileiros, por exemplo, não nos falta experiência: não viram para que serviu o referendo sobre o Desarmamento? A vitória do NÃO à proibição de venda de armas e de munições em território brasileiro foi praticamente inócua, posto que o Estatuto do Desarmamento, votado e aprovado pelo Congresso, estabelece regras que já, na prática, instituem o desarmamento dos cidadãos brasileiros, além de colocarem sob risco de prisão inafiançável qualquer cidadão honesto que possua uma arma dentro de casa, mas que não tenha condições financeiras de desembolsar mais de R$ 2000,00 para renovar o registro desta arma, se não me engano, de 3 em 3 anos.
 
Isso para não falar que o respeito ¿democrático¿ à derrota no referendo deu legitimidade à ¿segurança e à inviolabilidade¿ das urnas eletrônicas, que, nas eleições seguintes revelaram a reeleição incompreensível de ¿mensaleiros¿, de ¿invasores de contas bancárias de caseiros indefesos¿ e de um presidente que conseguiu a proeza ¿ inédita na história das eleições mundiais ¿ de retirar de seu adversário cerca de 11 milhões de votos, da noite para o dia, no segundo turno das eleições presidenciais, e de ainda levar mais de 2 milhões de eleitores que haviam anulado seu voto no primeiro turno, a mudar de idéia e resolver votar no candidato do PT, que acabou sendo reeleito. Ora, no caso agora do plebiscito da Venezuela, trata-se da mesma jogada, para dar às ditaduras o respaldo ¿democrático¿ de que precisam para fingir que enganam o mundo. É, na verdade, as pessoas fingem que estão sendo enganadas e quem engana finge que não sabe que todo mundo finge que não sabe que está sendo enganado.
 
Ser um democrata é, antes de respeitar a vontade da maioria, respeitar a lei, viver sob um Estado de Direito, com Instituições fortes e independentes (e não aparelhadas por militantes de um partido só) e onde exista liberdade de imprensa e amplo acesso a todo tipo de informação por parte da população. Assim, quando a ¿democracia¿ se limita, simploriamente, à expressão, por voto, da vontade e/ou da opinião da maioria, o que existe, na verdade, é a ditadura do voto - quase sempre a expressão de doutrinamento e de falta de informação. Portanto, dizer que uma pessoa seja democrata apenas por transformar todas as grandes questões nacionais em plebiscito, comprometendo-se a acatar os resultados, ou por ter sido eleito ao poder pelo voto popular é reduzir a democracia à simples ¿ditadura votocrcrática manipulada¿, na qual, na realidade, uma minoria paralisa e emudece a maioria.
 
Será que não há entre nós quem perceba que as ações e os planos de todos os líderes de esquerda ¿ incluindo muitos dos presidentes dos países - da América Latina sejam todos ¿coincidentemente¿ coordenados e todos visando a uma longa continuidade que não pode vir a sofrer interrupções futuras por causa das alternâncias de poder nos governos locais de cada país da região? O sonho megalômano esquerdopata - alimentado pela esquerdopatia comunista internacional, diga-se de passagem - de transformar em realidade a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL) está se convertendo em realidade ¿ mesmo que por imposição. São tantas e tão óbvias as evidências desse processo que fica difícil acreditar que o discurso de muita gente que se diz séria e patriota ainda possa estar voltado para eleger o Estado norte-americano como o maior dos inimigos imperialistas do Brasil.
 
Veja-se, por exemplo, a última proposição do governo Lula: Brasil vai propor defesa única para litoral do continente (matéria de Kayo Iglesias ¿ JB de 29/11/2007), revelada pelo assessor especial de assuntos internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, ao dizer que ¿Lula pretende propor, em janeiro, na 3ª reunião de chefes de Estado da União Sul-Americana de Nações, em Cartagena, Colômbia, a criação de uma junta de defesa do continente. O grupo seria formado pelos ministros da Defesa de todos os países e teria como principal missão proteger a Região Amazônica e as fronteiras marítimas¿. Sabem o que MAG disse para justificar a tal proposição? Que ¿a descoberta de novas riquezas e a consolidação do continente como principal fonte de recursos naturais geradores de energia requerem atenção e preocupação com possíveis interferências externas¿.
 
Nossa perguntinha inocente: ¿Quer dizer que só devemos nos preocupar ou considerar como interferência externa aquela que vier de fora do Continente sul-americano?¿ 
 
 
MAG disse mais. Ao ser questionado sobre os problemas que o Brasil enfrenta com outros países da região, especialmente com a Bolívia, disse que ¿as relações econômicas entre os dois países não seriam afetadas por causa dos problemas ocorridos com a Petrobrás naquele país e nem por causa dos problemas com o fornecimento de gás para o Brasil¿. Preste-se atenção em sua justificativa: ¿A riqueza, quando é um bem compartilhado, é um fator de paz¿. É isso mesmo que o leitor leu ¿ nosso ¿sem problemas e biliardário¿ país deve compartilhar suas riquezas com os povos irmanados da região, por imposição de sua excelência, o escravagismo comunista.
 
 
 
A matéria do JB revelava ainda que Lula já estaria em conversações a respeito desse plano de defesa continental unificada com os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Nelson Jobim, da Defesa. Para Amorim, a ¿importância da Amazônia¿ seria ¿como um fator agregador entre as nações¿ e que, por lá, haveria ¿entidades que simulam papel de protetoras da floresta, mas que representam interesses econômicos de outros países¿. Não vou repetir a perguntinha inocente.
 
O jornalista Merval Pereira escreveu sobre esse plano em artigo para o jornal O Globo no qual citava a análise do cientista político Amaury de Souza (*) de que "para contra-arrestar a ameaça militar norte-americana, três linhas de ação vêm sendo implementadas: 1) uma nova visão estratégica de defesa nacional no marco de uma guerra assimétrica; 2) a defesa integral da nação com base em uma aliança cívico-militar; 3) o fortalecimento e a preparação da Força Armada Nacional, com a modernização de seu equipamento e a criação de uma força conjunta para a defesa da América do Sul". Para Amaury de Souza o que estaria sendo ¿menos perceptível no esquema militar chavista¿ seriam os "esforços em prol de uma integração militar e geopolítica paralela à integração econômica da região e do desenvolvimento de um pensamento militar autóctone".
 
Recentemente, o jornal Correio Brasilense publicou uma reportagem do jornalista Cláudio Dantas Sequeira dizendo que Chavez teria um projeto para transformar o Brasil numa ¿democracia socialista¿ e que, entre outras coisas, para isso, teria enviado 15 ¿diplomatas¿ para ajudar a implantar e/ou a organizar os Círculos Bolivarianos e outras unidades de apoio à causa chavista. A matéria dizia ainda que o trabalho de campo estaria sendo coordenado pelo venezuelano Maximilian Arvelaiz, homem de confiança de Chavez, e que toda a articulação culminaria na realização da primeira Assembléia Bolivariana Nacional em dezembro, no Rio de Janeiro.
 
Trata-se de uma frente antiimperialista dedicada a transformar o Estado numa ¿democracia socialista¿, como consta do próprio estatuto desse futuro organismo, cujas linhas teóricas repetem, claramente, o ideário da Reforma Constitucional chavista e sua meta de construir um ¿poder popular¿ para formar uma ¿federação socialista latino-americana¿.
 
Agora, imagine o leitor se os EUA resolvessem promover aqui movimento semelhante, só que de ideologia democrata... E quantos movimentos nazi-fascistas já foram destituídos no Brasil por serem, evidentemente, considerados ilegais? Entretanto, o movimento revolucionário bolivariano pode instalar-se aqui, sem a menor cerimônia, e contar com a ajuda explícita da Venezuela, através de seus consulados espalhados pelo país.
 
No site do Círculo Bolivariano Leonel Brizola (http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com), cujo coordenador é o jornalista Aurélio Fernandes, membro da CUT-RJ e do diretório nacional do PDT, pode-se ler, entre outras coisas, o estatuto do movimento, que terá como fachada jurídica a Associação Nacional pela Educação Popular e a Cidadania, em cujo nome estarão todas as propriedades e documentos legais.
 
Um dos responsáveis pelo Círculo Bolivariano Che Guevara, ligado ao Círculo Bolivariano Leonel Brizola confirmou à reportagem do Correio: ¿A gente conta com a ajuda deles (dos consulados), não só formando uma base de solidariedade à revolução na Venezuela e em Cuba, mas ajudando na construção de uma revolução no Brasil.¿ A mesma pessoa ressaltou o trabalho intenso do novo cônsul no RJ, mas garantiu que se trata de apoio político e não financeiro. Ainda segundo ele, quem banca os Círculos são os próprios integrantes, não havendo financiamento externo. No entanto, segundo a reportagem, ¿o capítulo novo do estatuto do Movimento determina que as finanças terão origem em contribuições não só dos militantes, mas ¿doações de pessoas e entidades jurídicas¿ ¿ o que inclui qualquer tipo de patrocinador¿. 
 
Em outra reportagem, publicada pelo Estado de São Paulo, em 2 de fevereiro deste ano, já se falava que o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) britânico apontava em seu relatório anual que Venezuela teria adquirido armas além de sua necessidade e que estaria repassando armas ao governo boliviano (será que realmente esse repasse seria somente para a Bolívia?). O informe ainda ressaltava que o governo boliviano do presidente Evo Morales se comprometia, segundo acordo militar bilateral, a receber efetivos militares venezuelanos "em tempos de crise", e a aceitar financiamento da Venezuela em instalações militares. Na ocasião, Morales disse não saber precisamente quantos militares provindos da Venezuela estariam na Bolívia, mas disse que a missão dos soldados seria humanitária. Também, segundo o IISS, a Venezuela estaria construindo um porto sobre o rio Paraguay e uma base militar, a de El Prado, próxima à fronteira com o Brasil, que abrigaria 2.500 soldados e que havia transferido à Força Aérea Boliviana dois helicópteros Cougar, incluindo os que o operavam - integrantes do X Grupo de Operações Especiais das forças armadas venezuelanas.
 
Ora, todas as vezes que um avião ou helicóptero militar sai da Venezuela em direção à Bolívia deve necessariamente cruzar o espaço aéreo brasileiro, precisando para isso pedir autorização. Sabem quantas autorizações a Venezuela já pediu, só este ano? Mais de 50! Ontem, dia 6/12, um avião venezuelano foi recebido a pedradas por populares na Bolívia, de modo que teve que levantar vôo novamente e pedir para pousar em Rio Branco, no Acre. Os bolivianos contrários ao governo do cocaleiro Evo Morales garantem que o avião estava carregado de armas.
 
Em outubro deste ano, o jornal El Universal publicou reportagem sobre os acordos que o governo da Venezuela tem com a Rússia de compra de armas em valores que somam 4 bilhões de dólares, mas que podem chegar ainda a três vezes esse valor. Como se sabe, Moscou já vendeu à Venezuela 24 caças Su-30MK, 50 tipos de helicópteros de combate e de transporte, sistemas de defesa aérea Tor-M1 e 100 mil fuzis Kalashnikov, além de se comprometer a construir três fábricas de armamentos militares: uma de fuzis AK-47, uma de munição e outra para a manutenção e conserto de helicópteros. Não acabou. A Rússia ainda vai vender lanchas patrulla "Mirazh", lanchas de desembarque "Murena-E", helicópteros de "Kamov" e sistemas costeiros de mísseis capazes de alcançar alvos situados entre 7 e 130 quilômetros.
 
Mais recentemente, em junho de 2007, o jornal Estado de São Paulo publicou outra reportagem sobre a proposta de Chavez de um pacto militar na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), entre Venezuela, Bolívia, Cuba, Nicarágua e que pretende incorporar também o Equador. Segundo o presidente venezuelano, o pacto é necessário por causa ¿do terrorismo e da agressão permanentes dos EUA¿ na região. Ele permitiria compartilhar equipamentos e incluiria outras formas de cooperação militar, além dos serviços de inteligência. De acordo com Chávez, a Alba deveria se transformar, no futuro, numa ¿confederação de Estados¿. ¿Devemos nos ver como um projeto de uma grande nação, que transcenderá os espaços nacionais - uma Confederação dos Estados da Alba¿, explicou o presidente venezuelano. ¿Só unidos poderemos ser livres para desenvolver nossa própria visão de mundo.¿
 
Em novembro deste ano o jornal Estadão (SP) publicou outro artigo dizendo que o planejamento militar de Chavez seria de longo prazo: ¿Até 2010, ele quer ter garantido, ao menos sob contrato, o fornecimento de outros 120 aviões de combate, 15 submarinos lançadores de mísseis, 138 navios, 25 radares tridimensionais e fábricas inteiras para produção de sistemas de defesa. Se possível, quer ainda alguma capacidade nuclear. ¿É para gerar energia elétrica¿, garantiu Chávez numa apresentação em Moscou, há quatro meses¿... ¿Há dois prováveis parceiros bem cotados para essa empreitada - a Rússia, que responde pela maioria das encomendas dos novos equipamentos de defesa da Venezuela, e o Irã, de Mahmud Ahmadinejad, que ofereceu o serviço.
 
Já em fevereiro de 2005, o site Defesa @ Net publicava com exclusividade um trecho da entrevista coletiva que Hugo Chavez concedeu aos jornalistas no V Fórum Social Mundial, no Rio Grande do Sul, quando respondeu sobre qual deveria ser o papel desempenhado pelos militares da América Latina hoje: ¿O papel dos militares na América Latina já foi definido por Simon Bolívar, líder, libertador e militar, há quase duzentos anos: ¿Os militares devem empunhar suas espadas para defender as garantias sociais¿¿... ¿Nesse momento, quando a força imperialista arremete contra nosso povo e do mundo, os militares da América Latina devem se preparar e empunhar suas espadas na defesa de suas nações, mas nunca subordinar-se ao imperialismo americano e aos interesses das oligarquias¿... ¿Enfim, o papel de nossos militares hoje, deve ser o de libertadores. Mas ... devem estar subordinados ... à vontade popular. Assim como acontece na Venezuela, os militares latino-americanos não devem tão somente se preocupar com a defesa da nação e de seus limites territoriais, mas também se incorporar ao povo e construir a nação, numa intensa integração comunitária e política, no desenvolvimento de projetos sociais, técnicos, científicos e universitários, como pude ver hoje em Tapes (Rio Grande do Sul), onde encontrei no acampamento do MST o General Gonzáles, do Exército Venezuelano, que estava trabalhando pela Universidade Bolivariana da Venezuela, onde é estudante¿... ¿Agora está sendo colocada em prática a nova estratégia de defesa nacional da Venezuela: 1º- O fortalecimento do aparato militar do país; 2°- Fortalecimento da união cívico-militar; e 3°- Incremento da participação popular na defesa nacional, ou seja, a população capacitando-se e treinando-se para a defesa do país".
 
 
É por essas e outras que o governo brasileiro não vai mais propor ao Congresso a tipificação do crime de terrorismo. Para o general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, qualquer definição de terrorismo como crime especificado no Código Penal seria mortal para movimentos sociais e grupos de resistência política de países invadidos: ¿dependendo da ótica, eles são movimentos de resistência ou são terrorismo¿ - disse Félix ao GLOBO na última quinta-feira. 
 
 
 
 
Engraçado este tipo de raciocínio inverso ao que se costuma adotar aqui no Brasil para justificar a criação de normas e de leis, no qual ¿infelizmente, explicam, os justos devem pagar pelos pecadores¿. Ou seja, os justos são obrigados a cumprir uma série de procedimentos, nas mais variadas situações, por causa de uma minoria desonesta que se aproveitaria de brechas na segurança ou da boa fé das pessoas para aplicar golpes e/ou praticar crimes. Não é assim no caso do desarmamento ou no caso de se querer controlar a navegação na internet? No entanto, no caso da tipificação do crime de terrorismo, usou-se justamente o argumento contrário: ou seja, de que não é justo correr o risco de se punir ¿inocentes¿ por causa de minorias criminosas. Quanta conveniência... quanta incoerência ¿cara-de-pau¿!
 
É importante nesse ponto citar o conteúdo do artigo A Conexão Chavez, de Manuel Marlasca e Luis Rendueles, de 2/12, traduzido pela articulista Graça Salgueiro, e publicado no site Mídia Sem Máscara. Os autores chamam a atenção para o fato de que ¿não é por acaso que Chávez também mantenha fluidas relações com a guerrilha colombiana FARC, financiada com cocaína e com seqüestros. Tampouco é por acaso que quase todos os grandes narcos tenham um passaporte venezuelano¿.
 
Em 2005, Chávez expulsou a agência anti-drogas americana, a DEA, da Venezuela. Que hoje é responsável pelos informes em poder da Polícia espanhola que afirmam que a Armada venezuelana escolta com seus patrulheiros os barcos carregados de droga, enquanto sulcam o delta do rio Orinoco até a desembocadura.
 
A Polícia espanhola detectou em alguns países africanos, como Marrocos e Togo, a presença de prováveis homens de negócios com passaportes venezuelanos dedicados na realidade ao tráfico de cocaína. Não apenas a Espanha tem se queixado de Chavez. Também se queixou a Colômbia, local de saída da coca: ¿A organização de empresas narcotraficantes formadas por redes de colombianos e de venezuelanos, permitiu aproveitar a experiência acumulada na Colômbia para converter a Venezuela em exportador de drogas ilegais de primeira ordem para a Europa e para os Estados Unidos¿. 
 
 
 
 
O diário colombiano El País informou em julho deste ano que a droga procedente da Venezuela para a Europa e para o México havia aumentado cinco vezes sob o mandato de Chavez - 80 por cento da cocaína que chega à Espanha já procede da Venezuela. Mas, se os serviços anti-droga espanhóis não estão nada contentes com Chávez, tampouco o estão os grupos anti-terroristas: organizações fundamentalistas islâmicas violentas, como o Hamas e o Hezbollah, já têm escritório e simpatizantes na Venezuela, assim como também os etarras (do ETA) - que vivem na Venezuela, muitos desde os anos 80 -, além de militantes da organização Askapena (Libertação), especialmente mimados por Chávez.
 
Não resta mais dúvidas de que os planos dos governantes de esquerda da América Latina sejam todos de longo prazo e de viés ideológico comunista ¿ por isso, eles precisam garantir que seus sucessores no poder sejam de mesmo perfil ideológico ¿ para dizer o mínimo (assim como aconteceu na Argentina, que trocou 6 por meia dúzia ao eleger Cristina Kirshner para ocupar o lugar de seu marido na presidência do país). A outra opção é conseguir reformar as constituições para permitir a reeleição eterna. O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou recentemente, em Santo Domingo, que ficará durante muito tempo no poder: ¿Os oligarcas bolivianos diziam que não permaneceríamos no poder por mais de quatro ou seis meses, mas o que não sabem é que ficaremos no Governo por muito tempo". Hugo Chavez vai, com certeza, voltar ao tema da reforma constitucional na Venezuela.
 
O jornalista da Folha de São Paulo, Kennedy Alencar (aquele que a gente só lê quando e se quiser saber o ponto de vista do PT), no último dia 23/11, escreveu artigo em que falava sobre a venezuelização, não a do governo, mas, ao contrário, a da oposição brasileira. O jornalista diz que é bobagem achar que Lula vai tentar um terceiro mandato: ¿Leitores indagam as razões para este jornalista não acreditar que Lula tentará um terceiro mandato seguido. Resposta: O petista não quer um terceiro mandato em 2010 e sabe que não deve querer¿.
 
Então, que fique claro: Lula não iria pleitear um terceiro mandato SEGUIDO e, conseqüentemente, NÃO EM 2010. Mas, nada impede que em 2010 vá para o Planalto um candidato-ponte-para-Lula.
 
Mas, o assessor para assuntos internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, falou, em entrevista concedida à BBC, que a derrota de Hugo Chávez no plebiscito para alterar a Constituição venezuelana em nada altera a disposição do PT de propor uma Constituinte para mudar a constituição brasileira. O PT começou, durante a eleição para a executiva nacional, a recolher assinaturas para a apresentação de um projeto "popular" para criar uma Assembléia Constituinte. MAG disse que: "Não é uma Constituinte abrangente e refundacionista como está colocado em outros países".
 
 
(*) artigo para a revista "Digesto Econômico" da Associação Comercial de São Paulo. 
 
 

UMA NAÇÃO DE APERTADORES DE PARAFUSO

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

UMA NAÇÃO DE APERTADORES DE PARAFUSO


Está lá no Blog do Diego do dia 29/11: "Metade das empresas quebram no Brasil em apenas 8 anos". Os dados revelados na coluna são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas, no Jornal Nacional, no Jornal da Band e em todos os outros que fazem parte da mídia de grande alcance (no caso do Brasil, rádio e TV) as "chamadas" diárias revelam um outro Brasil:

- Há crescimento de emprego (mesmo que seja o do de catador de lata),

- Há crescimento da produção industrial (mesmo que seja o do da indústria de bens primários),

- O IDH (índice de desenvolvimento humano) é o melhor de nossa História (mesmo que este índice só tenha sido criado depois dos governos militares, no caso do Brasil, e que quando, certamente, os índices seriam infinitamente superiores, pois o Brasil simplesmente saiu da posição de 46 economa mundial para a 8),

- A produção e a venda de automáveis cresceu e bate récordes (mesmo que a razão disso sejam os financiamentos em 3 anos com taxas de juros que fazem o sujeito pagar quatro vezes o valor real do veículo que comprou, mas que ele acaba optando por pagar assim mesmo porque os sistemas de transporte urbanos são péssimos - fora os riscos de assalto),

- As vendas de bens de consumo duráveis crescem (mas, pelos mesmos motivos que crescem as dos automóveis - prazo e crédito), assim como também crescem as vendas nos supermercados (mesmo que seja simplesmente porque até comida esteja sendo comprada com crédito....)

- E o Natal deste ano vai bater récorde no volume de vendas (mesmo que seja pelo fato de que a cada roupa produzida no Brasil que deixará de ser vendida - por causa do preço e da covardia das condições de concorrência - serão vendias 30 blusinhas "made in China" - ou equivalentes - por 1/3 do preço, mas que são fruto de mão-de-obra escrava (escravidão essa que chegará por aqui, mais cedo do que se pensa... justamente por questão de "sobrevivência me engana que eu gosto" do mercado).

Com um detalhe a esclarecer: o pessoal não compra blusa produzida por escravos porque queira "levar vantagem em tudo", não - é porque precisa se vestir - até mesmo para alimentar a indústria da moda, que de supérflua só tem o nome, pois emprega milhões de pessoas no mundo todo - e não tem outra opção. O mesmíssimo raciocínio pode ser usado para explicar a "febre" do consumo de DVDs pirata, que são vendidos a R$ 5,00 cada. Quem é que compra esses DVDs? A nova classe média da informalidade e a nova elite endinheirada do socialismo (ambas pelo mesmo motivo: a cultura da ignorância e da falta de educação) e, mais recentemente, pela velha classe média, em indisfarçável decadência financeira, para a qual, infelizmente, levar a família ao cinema passou a ser "programa de rico". Todos, porém, o fazem por uma simples e óbvia razão: "a gente não quer só dinheiro - a gente quer cultura, diversão e arte".

Voltando às empresas, como diz lá no Blog do Diego, "É dura a realidade para o empreendedor brasileiro: burocracia, carga tributária asfixiante e um governo que só entra para retirar dinheiro, oferecendo quase nada em troca. O resultado não poderia ser outro - mais da metade das empresas quebram no Brasil em apenas 8 anos".

De acordo com o IBGE, das 738 mil criadas no país em 1997, apenas 51,6% continuaram funcionando até 2005, sendo que mais da metade deste percentual veio a fechar as portas depois de 2002. Outro dado grave: os índices revelam que as empresas que mais resistiram foram as que tinham um mínimo de 100 pessoas empregadas - o que, para um país como o nosso, pode significar o mesmo que um negócio de médio porte para cima. Ou seja, o pequeno empresário, que é o maior empregador de mão-de-obra nacional e que também é responsável pela diversificação (e até pela criatividade) de nosso mercado, não está conseguindo prosperar no Brasil.
 
As conseqüências disso são evidentes: crescimento desproporcional do mercado informal - leia-se "se-virismo" -, aumento exacerbado do número de trabalhadores a espera de um emprego (o que concorre para desvalorizar os salários e para à marginalização cada vez maior dos indivíduos que possuam menos recursos de formação intelectual - é o caso, por exemplo, de homens que falam até duas ou três línguas estrangeiras e que acabam trabalhando como motoristas, ou o de pessoas com nível superior que acabam tomando as vagas oferecidas para gari nos Estados).

Todo esse ciclo de "bons ventos" da economia movida a crédito, com farta redistribuição "robinhoodiana" de terras e de renda (que não é renda, é salário) - DOS OUTROS, é claro - por parte do governo vai transformar o Brasil numa terra de três classes - os milionários da nomenklatura, a classe dos que trabalham (para morar, comer e consumir - tudo mal - e, é óbvio, pagar impostos) e a classe dos miseráveis (o exército dos despossuídos dispostos a tudo para não deixar de receber as esmolas de seus ídolos da nomenklatura). Vai transformar o Brasil na potência da indústria extrativista e de bens primários. Vai transformar os brasileiros num bando de "apertadores de parafuso", incapazes de agregar intelectualidade reflexiva às suas atividades produtivas - vai transformá-los num bando de papagaios obedientes ao governo, conduzidos pela mídia grande irmã.


Rebecca Santoro
E-mail: rebeccasantoro@gmail.com
Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/index.htm
A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
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FORÇAS POLICIAIS ARMADAS DE JOBIM

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

FORÇAS POLICIAIS ARMADAS DE JOBIM

Por Rebecca Santoro
29/11/2007


Em reportagem veiculada no portal do G1, no último dia 9/11, lia-se que o ministro da defesa Nelson Jobim dizia que a ação das Forças Armadas nas cidades seria inevitável mas que seria preciso, antes que essa ação começasse a se dar, criar um estatuto para que os militares agiressem em áreas urbanas. Para o ministro - que, apesar dos 1,90 m de altura, parece só enxergar aquilo que lhe convenha - apenas questões jurídicas impediriam o uso do Exército nas ruas.

Jobim já estaria em conversas com o Estado-Maior do Exército, vendo como poderia ser a participação dos soldados no combate ao crime organizado nas cidades brasileiras.

“Não há dúvidas de que vai ter uma hora que teremos de atender o clamor público. É certo que um dia vai haver intervenção. O Exército já mostrou que tem expertise para tratar do crime organizado. Isto ficou claramente demonstrado no trabalho realizado no Haiti”, disse Jobim à reportagem.

Repetindo a mesma ladainha que costuma dizer quando se refere ao tema, Jobim ressaltou que os militares no Haiti trabalharam sob a bandeira e o estatuto da Organização das Nações Unidas (ONU) e que, no Brasil, embora a Constituição permita a utilização das Forças Armadas em ações de segurança pública, a tropa não teria um estatuto em que se basear: “Falta um estatuto jurídico próprio para o uso da tropa em intervenções urbanas. O Estado não pode deixar os militares sem respaldo jurídico. Do contrário, quando acabam as operações policiais, eles podem ser processados porque não estavam numa operação de guerra. E aí, quem vai defendê-los?”

Ora, que tipo de convesações estaria tendo o ministro com seu "Estado-Maior" que não lhe alertaram sobre uma outra infinidade de problemas que Jobim só pode estar brincando de fazer de conta que não enxerga e, também, de fazer de conta de que está falando para uma platéia de "ovelhas com cérebro de azeitona".

Em primeiro lugar, não é que as Forças Armadas não estejam taticamente preparadas para combater o crime organizado nas cidades, tanto que, como o próprio ministro reconhece, muito bem se sairam no Haiti. É que, em geral, elas são utilizadas para combater inimigos alienígenas, isto é, estrangeiros ou terroristas (posto que estes carregam ideologias alheias aos anseios e à cultura nacionais), ainda que sejam de mesma nacionalidade, seja em teritório nacional ou no exterior.

A situação no Brasil é completamente diferente. Os militares estariam entrando em território nacional, combatendo irmãos de sangue e em locais repletamente povoados de cidadãos alheios a estes combates - civis desarmados. É bom que se informe ao senhor ministro, inclusive, que, em muitos locais onde estes supostos combates se dariam, os militares estariam fazendo operações de guerra, "mandando bala", contra seus próprios vizinhos e na direção de suas próprias casas (com suas famílias lá dentro ou pelas redondezas). O senhor ministro pensa que soldado, cabo, sargento, tenente, capitão, com o salário que o ministério dele paga, moram onde?

E quem é que vai dar proteção aos colégios militares, aos condomínios, às vilas militares e aos familiares de militares que residem nas cidades? Uma coisa é estar combatendo lá no Haiti, com suas famílias em suposta segurança no Brasil - outra coisa é fazer esse combate aqui, sem ter onde resguardar suas famílias.

A não ser que o ministro esteja pensando em operações mais radicais, como o extermínio quase que instantâneo de comunidades inteiras que estejam tomadas pelo crime organizado, com ataques aéreos em massa, de modo que a neutralização do "inimigo" se desse de forma mais "enfática" e de maneira simultânea em vários pontos do país. Um extermínio, digamos assim, com centenas de milhares de inocentes mortos, entre eles mulheres, crianças e idosos. E a conta, nesse caso, iria para quem? Para o presidente ou para o ministro?

Sim, porque os militares estariam cumprindo ordens e seus deveres constitucionais, assim como o fizeram em 1964, inclusive com a aprovação popular. Mas, depois, vieram os inimigos derrotados mentir que estavam lutando por liberdades democráticas (e não pela revolução comunista, como efetivamente estavam) e acabaram reescrevendo a História, à revelia da realidade, e conquistando, até mesmo, polpudas indenizações por terem sido solenemente impedidos de fazer desta terra o paraíso de Fidel.

Encare-se o óbvio. Não há vontade política de aparelhar as polícias e de aumentar seu contingente para combater efetivamente o crime organizado. Por que? Porque o plano é justamente fazer das FFAA nacionais (não só aqui, mas em grande parte do mundo) forças policialescas - incluindo, aqui, as polícias políticas. Seriam unidades especializadas, cada qual em determinadas áreas de atuação e não necessariamente ligadas entre si. Desta forma, acabar-se -ia com a capacidade de articulação armada das nações (com seus grandes e unificados exércitos, forças aéreas e marinhas) para defenderem seus interesses e para impedirem a transnacionalização de suas economias, de suas culturas, de seus valores e de suas gentes.

E ainda tem militar que consegue acreditar que as intenções do ministério e de articuladores como o socialista Mangabeira Unger sejam as melhores e mais nacionalistas possíveis... Parece discurso de grego, em inglês, para platéia de poloneses de um gueto qualquer do interior da Índia...
 
Rebecca Santoro

ELAS VOLTARAM - PANELAÇO EM BRASÍLIA!

Rebecca Santoro
28/11/2007
 
 
Não tinha pouca gente, não! E, dessa vez, havia crianças e homens, além das mulheres da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (UNEMFA).
 
Foi ontem, dia 27 de novembro, a primeira de uma série de manifestações que a UNEMFA pretende promover, até que os militares tenham seus salários reajustados de acordo com os patamares adotados pelo governo federal para remunerar todos os outros funcionários públicos federais. Por isso, a UNENFA defende um reajuste de no mínimo 100% para os militares - e isso seria apenas parte da reposição, pois, na verdade, se fosse levada em consideração a isonomia salarial entre os funcionários dos três poderes, prometida há pelo menos 4 governos, esse mesmo reajuste (sem considerar aumentos) teria que ser de pelo menos 250%.
O Panelaço parou em frente ao Palácio do Planalto, onde os manifestantes gritavam pelo reajuste e soltavam fogos de artifício. A PM do DF fez o dever de casa: acompanhou a manifestação, repetiu as frases de praxe, pedindo ordem e o fim das manifestações em frente ao Palácio, mas não criou maiores problemas e não houve relatos de intimidações físicas.
 
Saindo de lá, os manifestantes foram para a frente do Ministério da Defesa, onde cantaram o Hino Nacional e realizaram performances com panelas vazias e com a Bandeira Nacional, para reproduzir, simbolicamente, o abandono das FFAA e a fome literal que atinge as famílias militares.
 
 
O movimento, que havia se esvaziado um pouco diante do "marasmo" nacional frente às diversas crises que atingem o país, parece que ressurge com bastante força. Na verdade, a questão salarial das FFAA tende a caminhar para um impasse sem precedentes "na histhória desssssse paíssssss".
 
O triste é constatar que apesar da gravidade do tema, da justa reivindicação e da urgência de providências, a hierarquia e a disciplina ultrapassam as fronteiras que deveriam limitá-las às tropas e às unidades militares e acabam por impedir que haja uma verdadeira união entre todas as famílias militares - a despeito de patentes.
 
É incrível como o medo, o preconceito e a vergonha paralisam as pessoas a ponto de fazê-las caminhar para a própria morte, quietas e em silêncio, quando toda a lógica da realidade permite inferir que, se elas reagissem, o prêmio seria a vida.
 
Rebecca Santoro
28/11/2007

DE QUEM É O BRASIL? DOS BRASILEIROS OU DE QUEM PEGAR PRIMEIRO?

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

DE QUEM É O BRASIL? DOS BRASILEIROS OU DE QUEM PEGAR PRIMEIRO?

Podemos estar muito preocupados em não perder o Estado de Roraima, por exemplo, por causa da crise gerada pela homologação da reserva indígena Raposa da Serra do Sol em terras contínuas - região rica em diamantes, com fronteiras passíveis de invasão e de onde devem ser expulsos brasileiros que por lá residiam há mais de 50 anos, além da extinção de 2 municípios legalmente constituídos e devidamente habitados. Mas, será que possuímos realmente - nós brasileiros, em nossa maioria - Estados como o Rio de Janeiro, tomado pelo crime guerrilheiro importado, ou como o Paraná dos quilombos e dos incentivos bolivarianos? Já passou da hora de a maioria dos brasileiros decidir se pretende ser brasileiro ou cidadão bolivariano latino-americano. Porque, se a primeira opção for a que se deseja como destino, providências muito sérias e urgentes precisam ser tomadas.

Esta semana, o boletim Sem Medo da Verdade (N° 47 - 20/11/2007 www.paznocampo.org.br ) do site Paz no Campo/SP recebeu a denúncia de um produtor rural de Curiúva – PR, relatando que estaria prestes a perder suas terras para uma associação de quilombolas - tudo sob a coordenação e com a concordância do INCRA. Dizia o produtor: “Aquilo pelo que tanto batalhamos (ele e mais outros 60 agricultores) para conseguir, ver passar a outras mãos de maneira tão ridícula descabida e desonesta! É um verdadeiro roubo!”

Segundo o Boletim, um ofício (nº 1894) do INCRA enviado ao Prefeito de Curiúva informava que seria realizada uma audiência pública, no dia 23 de novembro, para esclarecer os procedimentos de identificação, de demarcação e de titulação dos territórios das comunidades de remanescentes de quilombos conhecidas como Guajuvira e Água Morna, situadas em Curiúva-PR.

Usando a bandeira de defesa dos direitos dos afro-descendentes, o governo estaria tirando as propriedades de particulares, em várias partes do país e as transformando em coletivas. É verdade que a Constituição de 1988 contém um artigo que fala sobre o direito dos descendentes dos escravos sobre as terras que vêm sendo ocupadas por eles há muitos e muitos anos; mas, de maneira nenhuma, este direito se estenderia sobre terras já ocupadas - também desde há muito - e de propriedades legítimas e legalmente reconhecidas de outros brasileiros quaisquer.

O processo utilizado por gente que evidentemente está por trás desses movimentos sociais já é conhecido: autodenominados quilombolas são recrutados para formar uma associação que reivindica áreas pertencentes a proprietários - muitas delas com escrituras centenárias - sob o argumento de que os associados seriam descendentes de proprietários de quilombos que existiram nestas áreas no passado. Então, a Fundação Palmares, do Ministério da Cultura reconhece essa comunidade e o Incra identifica e demarca a terra, expropriando-a e dando a posse à associação - que não pode vendê-la nem penhorá-la.

Essa ação, segundo as informações do Boletim do Paz no Campo, basearia-se num Decreto do Presidente Lula, assinado em 2003, pelas mãos do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. No caso do Paraná, o Governador Roberto Requião criou, em 2005, uma instituição do Governo do Estado - o Grupo Clóvis Moura -, que reúne funcionários de diversas secretarias estaduais, para fazer o levantamento de comunidades negras no estado. Já foram "identificadas", até hoje, 86 dessas comunidades, em 26 municípios. Dessas, 36 já possuem certificação da Fundação Palmares. Ainda faltam ser visitadas 13 comunidades - o que elevaria o número para 99 unidades quilombolas no Paraná.

Em outubro último, a Fundação Cultural Palmares/MinC promoveu o Primeiro Laboratório Organizacional de Comunidades Remanescentes de Quilombos da Região Sul, que teve o apoio do Grupo de Trabalho Clóvis Moura, do Instituto de Apoio Técnico aos Países do Terceiro Mundo (Iattermund), da Associação Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale), da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos e da Secretaria de Estado da Educação. Na ocasião, o comandante da Polícia Militar do Paraná, coronel Nemésio Xavier, reafirmou o compromisso da PM com a proteção aos remanescentes de quilombos - ou seja, tomou o partido dos quilombolas, quando deveria estar preocupado com a justiça e com a lei.

Para que se tenha uma idéia do que acontece hoje no Paraná, sob o governo do peemedebisbista Roberto Requião, seguem alguns tópicos que fazem referência a uma série de providências e de fatos que vêm acontecendo naquele Estado.

Roberto Requião: “Queremos tornar este continente uma única nação. Cada país preserva suas características próprias, com a compreensão de que unidos serão mais fortes”.

 

O Clero Comunista

Em 1985, aconteceu no Rio de Janeiro uma assembléia da Pastoral Operária, que reuniu trabalhadores e lideranças de todos os Estados do Brasil para discutir o problema do desemprego. Na ocasião, algumas lideranças do movimento negro estavam presentes e decidiram reivindicar junto à CNBB para que, em 1988, a Igreja Católica adotasse a temática do negro na Campanha da Fraternidade. Estabeleceu-se o slogan "Ouvi o Clamor desse Povo" e o movimento negro começou uma mobilização nacional.
 
 
 
 

 

Em Curitiba, iniciaram-se as primeiras reuniões dos negros para que a campanha de fato acontecesse. Então, em março de 1988, os Agentes da Pastoral, foram distribuídos pelas igrejas e Dioceses do Paraná, a partir da abertura da Campanha da Fraternidade. Foi depois desse fato que se "percebeu a necessidade" de criar uma entidade que pudesse agregar outros setores que não fossem apenas da igreja católica: nascia, então, a Associação Cultural de Negritude e Ação Popular dos Agentes de Pastoral Negros, fundada em 28 de janeiro de 1990.


 
 
 
 
TV PARANÁ EDUCATIVA

A TV Paraná Educativa tem produzido reportagens, entrevistas e documentários sobre os principais eventos realizados pelos movimentos sociais de esquerda de todo o país. Este ano, documentaram, por exemplo, a Festa Nacional da Semente Crioula, em Anchieta (SC), o quinto Congresso Nacional do MST, em Brasília, a grande mobilização indígena do Cone Sul – tudo sob o olhar dos movimentos sociais. A emissora também cobriu ao vivo as principais conferências do Fórum Social do Mercosul, em julho, e as celebrações de 40 anos da morte de Che Guevara, na Bolívia, em outubro. Além disso, a TVPE grava debates e entrevistas com figuras famosas da esquerda como a médica filha de Che Guevara, Aleida Guevara, o bispo Dom Pedro Casaldáliga, o frei Leonardo Boff, os geógrafos Azis Ab’Saber e Armen Mamigonian, os economistas Carlos Lessa, João Pedro Stédile e César Benjamin e outros.

Neste fim-de-ano, a emissora, a partir de 17 de dezembro, exibirá uma série de documentários, com uma hora de duração cada, e que irão ao ar, de segunda a sexta-feira, sempre às 20 horas. A primeira série é uma produção da TV alemã que trata das principais religiões do mundo, a partir do pensamento do teólogo Hans Küng. A segunda é uma produção da TV pública da Argentina e traça toda a trajetória do líder e ex-presidente Juan Domingos Perón. Produções próprias também estão na programação, como “A república cristã-socialista de Sepé Tiaraju”, que conta a história de principal líder indígena dos Sete Povos das Missões, “Che, 40 anos de vida pós-morte”, o musical “Jorge Guedes e família”, sobre a arte e a história de uma família indígena de músicos profissionais, e ainda outros documentários sobre música e dança latino-americanas produzidos pela Telesur.

O governador Roberto Requião anunciou no início de outubro, durante a abertura da Câmara Venezuelana Brasileira de Indústria e Comércio do Paraná, que estaria em fase final um acordo para a transmissão de seis horas diárias de programação de programas da Paraná Educativa na rede venezuelana TeleSUR. A Paraná Educativa também passaria a transmitir programas da rede venezuelana. Com base na Venezuela, a TeleSUR é constituída como uma sociedade multiestatal, com colaboradores de todo o continente, e tem como missão a integração das nações e dos povos latino-americanos e caribenhos, segundo o conceito do chamado ideal bolivariano.

Por sua vez, a Câmara Venezuelana Brasileira de Indústria e Comércio do Paraná, sediada em Curitiba, foi criada a partir de um entendimento entre o presidente Hugo Chávez e o governador Roberto Requião, para ampliar as parcerias comerciais entre empresários venezuelanos e paranaenses. Dentre os diversos planos de ação e de cooperação entre o Paraná e a Venezuela, destacam-se aqueles para setores como a agricultura, educação, pecuária, meio ambiente e software livre.

Software livre? É.

“Acima das questões tecnológicas estão os conceitos filosóficos do software livre e o seu espírito de solidariedade, de cooperação e de liberdade”. A declaração foi feita pelo diretor de Serviços IP e Multimídia da Celepar – Informática do Paraná, Cláudio Crossetti Dutra, na abertura da IV Conferência Latino-Americana de Software Livre - o Latinoware 2007 -, em Foz do Iguaçu .Segundo ele, a Latinoware coloca a integração do continente em um novo patamar: o do conhecimento livre. “A cooperação proporcionada pelo software livre é um importante instrumento da integração latino-americana”, enfatizou.

Para o diretor-presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, que junto com a Celepar e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) dividiu a realização da Latinoware, "o software livre é uma ferramenta de inclusão que tem permitido que Itaipu realize programas que vão do combate à febre aftosa e hidro-informática à preservação ambiental através de ferramentas de geoprocessamento". O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, lembrou que o Serviço abandonou o projeto de correio eletrônico Carteiro para adotar o Expresso desenvolvido pela Celepar, que ele considera como um projeto de correio eletrônico bastante avançado.

Um dos destaques do primeiro dia da Latinoware foi o lançamento pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), do guia prático sobre software livre, dirigido a alunos, professores e à comunidade em geral, apresentando as principais definições sobre os programas de código aberto e sobre os processos de desenvolvimento cooperado de softwares.

Dentro desse esquema de integração, está o desenvolvimento do projeto BrOffice, que é uma suíte de escritório, com editor de textos, planilhas e apresentações, desenvolvida em software livre, a partir do OpenOffice, e compatível com programas proprietários. O programa, construído com a colaboração de inúmeras pessoas no mundo todo, é totalmente gratuito e o download pode ser feito no sítio da comunidade.São várias frentes de trabalho. Atualmente o BrOffice.org trabalha na melhoria de seu corretor ortográfico, buscando construir dicionários temáticos e de sinônimos e atuando no controle de qualidade e na melhoria de adaptação do código e de sua interface ao universo brasileiro.

 
 
ÍNDIO QUE NÃO VIVE COMO ÍNDIO, MAS QUE RECEBE TODAS AS REGALIAS DO ESTADO, JUSTAMENTE PARA QUE TIVESSE "O DIREITO" DE VIVER COMO ÍNDIO

A Comissão de Finanças da Assembléia Legislativa aprovou projeto de lei do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) que prevê a concessão de bolsa-auxílio aos estudantes indígenas das universidades públicas do Paraná. A bolsa - conforme a proposta - será no valor de um salário mínimo, do início ao final do curso universitário, e será acrescida de um quarto desse valor se o estudante indígena possuir família, para assegurar a presença do pai ou da mãe do índio estudante, como é a tradição para estes povos. Ainda, no ingresso à universidade, o valor da bolsa será pago em dobro no primeiro mês, para auxiliar nas compras de material.
“Na esteira dos avanços consignados, em respeito aos interesses indígenas, a equivalência da bolsa-auxílio, com, base no salário, significa a garantia mínima de estabilidade financeira, para viver em um centro urbano, na busca da ampliação dos conhecimentos e com o amparo do poder público”, destaca Romanelli.
A justificativa em que se baseia a proposta é a de que, quando os índios desejam interagir com a sociedade nacional enfrentam adversidades, uma vez que "a discriminação e o preconceito é uma realidade histórico-cultural ainda vigente".
Outra justificativa é a de que os "valores tradicionais do povo indígena sejam fortalecidos e que não morram enquanto povo etnicamente distinto, de um lado, e do outro, a ampliação dos seus conhecimentos para que possam competir em igualdade com os não índios"
Quer dizer, um índio que deseje sair de sua aldeia e viver como "branco", estudando em uma universidade, deve receber dinheiro do estado para ter "a garantia mínima de estabilidade financeira que lhe possibilite viver em um centro urbano", mas, um "branco", naturalmente tentando sobreviver e progredir em seu próprio meio sócio-cultural, que se vire! E ai dele se quiser ir fazer um "estágio experimental de vida" dentro de uma reserva indígena qualquer!

É até difícil conseguir entender que tipo de cérebro consegue promover as ligações neuronais necessárias à aceitação desse tipo de lógica completamente incoerente - a "lógica" comunista está cada vez mais provando pertencer à categoria de sociopatia.

A proposta foi aprovada pelos outros quatro membros da comissão: Edson Strapasson (PMDB), Reni Pereira (PSB), Luiz Nishimori (PSDB), Elton Welter (PT), Dobrandino Silva (PMDB), e Élio Rusch (DEM).


Ações de igualdade racial

Segundo o secretário estadual de Assuntos Estratégicos do Paraná, Nizan Pereira, a “invisibilidade” sofrida pelos negros “foi rompida por uma definição pessoal e política do governador Roberto Requião em diversas ações”. Entre elas, a regulamentação das cotas para negros nas universidades, no trabalho e em empresas brasileiras. "A marca do governo Requião é a luta intransigente pelo direito das minorias" afirma.

Não é de se estranhar, pois, como se sabe, democracia, para os socialistas, é o sonho da realização da ditadura das minorias fabricadas - a maioria que se dane! Por isso, e para se manterem no poder, os socialistas costumam dividir a sociedade em quaisquer vários tipos de minorias que lhes caibam: índios, brancos, quilombolas, pobres, ricos, aculturados, despropriados, feios, belos, mulheres, homens, homo e hetero sexuais e tudo o mais quanto a criatividade e a crueldade puderem fazer nascer. Mas, no fundo, o objetivo é um só: criar as condições necessárias para que a elite socialista se aposse definitivamente do Estado e o transforme no único, poderoso e onipresente capitalista economicamente ativo.

De acordo com o secretário de assuntos estratégicos, até 2005, "acreditava-se que no Paraná deveriam existir poucas comunidades quilombolas" – em Guarapuava, Ponta Grossa e no Vale do Ribeira. “Hoje o Paraná é o Estado que desenvolve um trabalho coordenado e planejado, que leva políticas públicas a essas comunidades como não há no Brasil”, afirmou. Segundo ele, “no Paraná, o Estado saiu na frente quando descobriu essas comunidades tradicionais negras, levando políticas públicas que permitem a essas comunidades viver de forma igual a todos os outros paranaenses".


A Secretaria de Educação vai construir dez escolas quilombolas em 2008. “Nessa ação, não se trata apenas da construção dos prédios, mas de propostas com uma diretriz curricular específica para as escolas quilombolas, com disciplinas próprias que respeitam a cultura e reforçam a comunidade e não fracioná-la”, disse Lobo.

"Em um país pobre como o Brasil, são necessárias políticas públicas que cumpram a constituição, que diz o seguinte: as pessoas que foram tratadas de forma diferente historicamente merecem ter um tratamento diferente sem preconceito”, disse Nizan.


Para finalizar, o secretário de assuntos estratégicos é um fã de Zumbi: "O Zumbi não é um herói do povo negro, mas um herói nacional. Ele estabeleceu a primeira forma de governo independente em uma república negra, e não em um império. Palmares possuía 660 quilômetros, era um país negro do tamanho do Estado do Paraná, que chegou a ter uma população miscigenada que passava de 30 mil pessoas, com sete núcleos residenciais grandes, fora centenas de pequenas comunidades familiares. Lutou só contra a Coroa Portuguesa durante 60 anos, de forma permanente, e só foi derrotado quando a Coroa juntou o maior exército da história do Brasil”.

Vamos resumir o esclarecimento para o secretário. Zumbi era herdeiro do trono de sua tribo africana e jamais desejou lutar pelo Brasil. Ele queria conquistar uma terra para estabelecer o seu próprio reinado. E, de certa forma, durante um tempo, assim o conseguiu. Esse mérito é dele, indiscutivelmente, a despeito dos métodos que tenha empregado para tal. Como bom herdeiro de trono tribal africano, Zumbi comandava uma comunidade rigidamente estratificada, na qual muitos membros desempenhavam papel escravo e onde as funções das castas eram rigorosamente determinadas.

Que ele tenha seus méritos para as pessoas que tenham vivido em sua comunidade (algumas obrigadas), lá isso é admissível, assim como, na atual novela da Rede Globo, "Duas Caras", o personagem Juvenal Antena, interpretado por Antônio Fagundes, tem para algumas das pessoas que habitam a Portelinha. Mas, querer impor a figura do rei do quilombo dos Palmares como a de um herói nacional, aí já é uma questão de injustificável deturpação histórica - desonrosa, inclusive, para o príncipe africano.


"Se os sociopatas dominarem a sociedade, os são perecerão"

TRÊS DIAS PERTO DO PODER

Monday, November 12, 2007

Realizou-se nos dias 6, 7 e 8 de novembro, em Brasília, o VII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE) - (clique no quadro ao lado e veja os detalhes do evento). Ao contrário de muitos que lá estavam (que foram atrás da inscrição), eu fui nominal e solenemente convidada, através de correspondência eletrônica, a me inscrever - o que fiz, prontamente, é claro, por parecer tratar-se de um evento cuja temática estava plenamente relacionada com tudo o que costumo escrever. Devo confessar, entretanto, que, até agora, ainda não consegui compreender as razões que possam ter levado alguém a me fazer o tal convite.

Começo a supor que possa ter sido: 1) para me torturar; 2) para que eu tivesse a oportunidade de constatar, ao vivo, o quão bem consolidado está o poder da esquerda “neo-revolucionária” de impor o seu discurso e 3) para que eu pudesse ter uma idéia da enormidade daquilo que eu e muitos outros – todos taxados de fascistas de direita – estamos tentando combater (o “inimigo” é imenso, tem muitos braços, várias cabeças e diversas personalidades – é realmente assustador). Tudo bem, é claro que eu estou brincando de delírio de egocentrismo, uma vez que é muito mais provável que eu tenha recebido o convite porque recebo “newsletter” (boletins de notícias) de alguns sites, entre eles o Inforel, que é um dos patrocinadores do ENEE.

De qualquer modo, foram três dias de provação e da mais completa solidão (aquela, da pior espécie, que acontece justamente quando você no meio de uma multidão). Três dias em que eu fiquei cara a cara com a minha insignificância, com o peso do meu anonimato impotente e em que tive de encarar o fato de que todo o trabalho daqueles que tentam desmascarar o discurso da esquerda (seja aqui no Brasil ou no mundo em geral) e desnudar suas verdadeiras intenções está muito distante de ser algo que se aproxime do que poderia ser considerado o mínimo necessário.

As idéias precisam ser compradas por gente interessada em colocá-las em prática, em transformá-las em realidade. E, geralmente, no mundo em que vivemos, isso só acontece quando elas, lá no varejo, se traduzam em lucratividade (que nesse caso significa uma combinação de três elementos: dinheiro, poder e segurança) para quem nelas tenha investido, muito mais financeira do que ideologicamente. Mas, isso é discurso para um próximo artigo. Voltemos ao Encontro.

Nesse relato, particularmente, eu quero levar o leitor para dentro do evento, porque o Encontro em si e o que quer que se tenha dito por lá, apesar de reportável, não representa novidade nenhuma. A notícia sobre o VII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos está no que não foi dito, nas reações corporais das platéias ao que ia sendo exposto pelos palestrantes, no comportamento das pessoas durante os intervalos entre as conferências, no que se conseguia captar do que se falava nos pequenos e fechadíssimos grupos que se formavam nesses intervalos.

Uma das vantagens da solidão no meio da multidão é que se pode ao menos escolher de qual grupo de pessoas você vai se posicionar mais próximo para ouvir a conversa e, naturalmente, abandonar o campo, ao bel prazer, quando perceber que “já deu”. Outra vantagem é dispor de liberdade para conversar com gente do povão, que, em geral, nestes eventos, está representado pelos seguranças, pelos garçons, pelo pessoal encarregado da limpeza etc. E, acreditem, foi exatamente isso que eu fiz; pois, se há uma pessoa que consegue tirar de uma mínima vantagem qualquer que determinada situação possa oferecer toda uma razão para não ficar parada, essa pessoa sou eu.

Vamos para o cenário. Estamos num amplo e confortável centro de convenções, com tudo a que se tem direito: computadores com internet, telões, excelentes recursos acústicos, ar condicionado, lanchinhos e irretocável serviço de promoção e de organização de eventos. Dizem que o evento custou cerca de R$ 600 mil (mas, eu não confirmei esta informação). O número de participantes oscilava entre 300 e 500, dependendo do horário e do tema de cada conferência (e do conferencista, é claro). Pelo menos 50% desse pessoal estava fardado – e, dentro dessa multidão de farda, que a gente só vê em unidades militares ou em desfiles de 7 de Setembro, umas 5 (7?) mulheres? Dos 50% restantes, mais de 80% estava de terno – o que significa dizer que a presença feminina estava dentro dos restantes 20% – grupo no qual se incluíam também os homens que não estavam nem de farda e nem de terno. Um outro dado interessante é que, ao menos metade das pessoas que não estavam fardadas era de militares da reserva, do pessoal da Abin, da Polícia Federal, do gabinete de Segurança da Presidência da República e de atividades afins.

Bem, então, o leitor pode imaginar o grau de receptividade com que eu – mulher e jornalista - tive de lidar nesses 3 dias de encontro: todo mundo muito educado, mas “agora, me dê licença, por que os segundos que me proponho a gastar com estranhos nesses eventos acabou; com jornalista, então, já foi muito além do recomendável”. No caso dos palestrantes, as respostas que mais ouvi às minhas perguntas (todas feitas em off e depois das palestras) podem ser resumidas num bordão destes de programas de TV: “prefiro não comentar...”. A palavra “comunista” e praticamente todas as suas derivações tornaram-se tabu – muito poucos conseguem pronunciá-la e, se for para qualificar alguém, recorre-se a todos os recursos lingüísticos possíveis, mas a palavra em si ninguém usa (ouvem-se coisas do tipo “ele tem uma postura revolucionária alternativa” etc...).

Na verdade, ao invés de Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, ficaria bem mais adequado chamar o evento de Painel de Propostas Governamentais para os Problemas Estratégicos Brasileiros. Dessa forma, compareceria quem estivesse interessado em ouvir – exclusiva e passivamente – as tais propostas governamentais. Nada contra a quem assim o fizesse. Acontece que o título remete a outras idéias. A palavra “encontro”, por exemplo, significa reunião de duas ou mais pessoas para se confraternizar ou ainda para confrontar idéias. Mas, em todos os casos, pressupõe troca, diálogo; coisa que, absolutamente, não se encaixa no modelo adotado para as conferências e nem no de tratamento e de coordenação dispensado aos participantes inscritos, que acabaram por se fechar em seus próprios grupos, desperdiçando a oportunidade de contato com diferentes segmentos sociais e profissionais.

O mesmo problema acontece com a palavra “estudos”. Inserida no contexto do nome do evento, “Encontro de Estudos...” – e já que “Estudos” não têm vida para ir ao encontro de ninguém -, tal palavra, naturalmente, remete à idéia de que exista a intenção ou de se discutir um determinado estudo, já elaborado, porém não de forma conclusiva, ou de se acolher propostas de estudos para que sejam levadas aos órgãos governamentais responsáveis – que poderão, posteriormente, analisá-las e aproveitá-las ou não. Definitivamente não foi o caso das palestras, nas quais o palestrante expunha sobre determinado assunto e, no final de sua apresentação, respondia às perguntas enviadas pelos participantes - que lhe eram encaminhadas pelo apresentador e mediador da palestra e que deveriam ser feitas obrigatoriamente por escrito. De modo que, cada palestrante respondeu o quê e como queria, sem sofrer interpelação.

É claro que houve palestras muito boas, proferidas por alguns dos melhores profissionais de suas áreas de atividade. O problema é que ninguém estava ali para se indispor com o governo – o que acabava fazendo com que o silêncio fosse a única resposta possível a determinadas perguntas. Mas, principalmente nas áreas de segurança, o consolo foi constatar que há profissionais realmente competentes e que procuram fazer seu trabalho dentro de uma perspectiva patriótica.

Sem contar as rápidas entrevistas que fiz, meus encontros mais produtivos (e isso só o futuro dirá) acabaram sendo mesmo, como já mencionei acima, com gente do povão: um pequeno comerciante, três estudantes, alguns seguranças, um motorista de táxi e um engraxate – estes dois últimos, do lado de fora do encontro. Vocês não vão acreditar, mas todos eles demonstraram enxergar a realidade e ter uma capacidade instintiva infinitamente superior para distinguir entre verdade e mentira, do que, em geral, demonstravam ter os participantes do evento. Talvez a explicação seja a de que estes indivíduos não estão sob um processo permanente de lavagem cerebral, justamente por estarem distantes do Poder. A razão primeira da crítica deles ao bolsa-família do governo, só para dar um exemplo, é uma questão de matemática e não de ideologia (veja quadro ao lado).

Foro de São Paulo? URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina)? As Farc (Forças Armadas Revolucionárias Comunistas – da Colômbia) atuando em território nacional? MST armado? O absurdo Quilombola? Hugo Chavez inimigo (não do PT, mas do Brasil)? Suborno e chantagem vitimando congressistas? Rússia e China neo-comunistas? Aquecimento global provocado pela ação humana é balela para criar commodities? Bases militares venezuelanas na Bolívia? Helicópteros venezuelanos pousando em Mato Grosso? Contas bancárias no exterior e recheadas de dólares de nossas mais proeminentes autoridades governamentais? Urnas eletrônicas sem voto impresso não são seguras e podem ser fraudadas? Tudo ficção científica! Coisa de gente que quer perseguir o governo; fatos que não nos afetam em proporções importantes ou que são taxados de mentira mesmo.

O leitor pode imaginar qualquer discussão séria sobre a elaboração de estratégias de desenvolvimento ou de defesa para o Brasil que simplesmente ignore as questões acima colocadas, ou que as minimize a ponto de debochar de quem se atreva a mencioná-las? Eu acho que não. Mas, ali, no reino encantado de Ali Babá, tudo é possível (outro nome interessante para o evento poderia ser Cúpula do Cinismo).

Vou resumir o que foi dito, alto e bom tom, por alguns ilustres palestrantes.

Mangabeira Unger, ministro extraordinário de assuntos estratégicos, disse que o Brasil precisa encontrar o seu próprio modelo de desenvolvimento, longe das características imperialistas dos EUA, mas também sem a exploração excessiva da mão-de-obra, como acontece na China. Na verdade, seu objetivo é refundar o socialismo e realizar aqui no Brasil, e na América Latina, o sonho comunista que não pôde ser plenamente realizável, por exemplo, na antiga URSS e na China, porque, como se sabe, todo socialista alega que o comunismo só dará certo se o mundo todo for comunista. Unger disse ter recebido uma missão “sacrossanta do governo Lula” (e do
clube de Bilderberg antes deste – mas isso ele preferiu não dizer para sua platéia, é claro; platéia esta que continua analfabeta em se tratando de diferenciar as ações que partem do Estado Norte-Americano das que vêm dos poderosos grupos financeiro-empresariais transnacionais – todos de esquerda – e que atuam no e através do Estado Norte-Americano, inclusive contra o próprio).

Eu poderia falar bastante sobre o pronunciamento de Unger, mas tive a sorte de poder colocar essa missão nas mãos do incomparável filósofo Olavo de Carvalho – ouçam o
talk-show desta segunda-feira, 12/11, às 20 hs. Certamente estará imperdível! De minha parte, eu posso acrescentar à cena o fato de que o ministro do futuro deixou de ser aplaudido por pelo menos 1/3 da platéia. Ou seja, o pseudo nacionalismo “américo-latinista” e “emancipalista” de Unger engabelou 2/3 dos participantes!

Outro que se pronunciou em mais de uma oportunidade foi o General Armando Félix, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Ele deixou claro que apóia a atuação conjunta de todas as Forças Armadas Sul-Americanas para proteger o Continente contra os imperialistas que têm ambições, principalmente, em relação às nossas riquezas amazônicas. Para o general, a integração sul-americana é essencial. Ele também não considera Hugo Chavez uma ameaça para o Brasil: disse que os dois países têm boas relações e que não há motivos para preocupação. Os olhinhos do general e de outros militares não escondem o brilho de satisfação ao verem as FFAA voltarem a ter importância na agenda governamental – o governo acena com aparelhamento (e não reaparelhamento, pois haverá reestruturação das forças e de suas funções), adotou um discurso elogioso e de reaproximação com as FFAA (desde que os milicos engulam a pecha de ditadores do passado), mas deixa claro que o projeto é reformá-las, segundo dizem, em conjunto com os militares.

Todo mundo fingindo que não sabe (ou que pelo menos não tem sérias suspeitas a respeito) que os planos para o futuro de nossas Forças Armadas, dentro do contexto mundial universalmente dominado, globalizado e dividido em blocos, já estão traçados, e não é de hoje: patrulhas especializadas, formadas por contingentes menores, sem muitos vínculos intercambiais entre as mesmas, principalmente no que se refere ao contato humano. (Veja o quadro ao lado). É dentro desta perspectiva que será traçado o plano de reestruturação das FFAA. Quem viver, verá...

O Senador Aloísio Mercadante (PT) também foi um dos palestrantes e fez uma exposição completa de dados estatísticos econômicos, todos eles extremamente otimistas. Eu achei que estivesse ouvindo uma explanação sobre os dados da Suíça, ou de qualquer país de primeiro mundo. E, pela reação da platéia, eu não era a única. Mas, a pérola do pronunciamento do senador foi a seguinte: “A CPMF é o único imposto que até sonegador e traficante pagam” e que por isso, naturalmente, seria um imposto de cobrança eficaz e justo porque os mais pobres não pagariam diretamente. Não seria mais interessante, então, transformar o sistema de recolhimento dos outros impostos para os moldes da CPMF, ao invés de perpetuá-la? Outra: veja o quadro ao lado e verifique o tamanho da ilegalidade e do abuso fiscal que representa a CPMF, que é paga sim também pelos pobres, ao contrário do que disse o senador.

Em uma das quatro salas de palestras – que aconteciam simultânea e paralelamente, mais ou menos organizadas por temas e para um menor número de participantes - Márcio Santilli, coordenador do
Instituto Socioambiental (ISA) falou sobre “o futuro de uma política indígena”. Para quem não sabe, Márcio Santilli é irmão de Paulo Santilli, o antropólogo que participou do processo de demarcação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol em terras contínuas. Primeiro, Márcio disse que as terras indígenas não eram desproporcionalmente grandes para o número de índios que as ocupam, defendendo essa opinião com um discurso “numérico-relativista”. Entretanto, também defendeu a possibilidade de os índios travarem relações comerciais independentes com quem bem entenderem e de desfrutarem de todo e qualquer bem e serviço oriundo da “civilização ocidental”. Santilli, inclusive, defende que os índios façam parte das FFAA, como recrutas e como militares de carreira, e que defendam as fronteiras do Brasil, nas regiões onde estas estejam dentro das áreas de reserva indígena. Ora, ou bem o Sr. Márcio Santilli defende que as reservas indígenas são necessárias para que os índios preservem seu “modos vivendi”; ou bem ele defende que os mesmos possam vir a ser, inclusive, soldados ou militares de carreira. É uma questão de lógica: se o índio não vive como índio, por que é que precisa de terras para viver como índio?

Para fechar com chave de ouro, estiveram presentes ao evento, como conferencistas, o secretário geral das relações exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Vamos resumir: o embaixador fecha com Mangabeira Unger. Jobim, é claro, também – mas sabe ser incrivelmente mais sutil. Ele é daqueles que assume uma postura tão seguramente incisiva quanto à certeza do que está dizendo, que, mesmo que se trate de um absurdo, pouca gente tem coragem de contestar – sem falar nos que acreditam no que está sendo dito, sem titubear.

Tem gente que diz que Nelson Jobim é o primeiro civil ministro da defesa de verdade. Eu não tenho a menor dúvida em relação a isso, mas não necessariamente pelos mesmos motivos. Se a gente parar para analisar, o que vem a ser um ministro da defesa? Ora, em relação às FFAA, é a pessoa que coloca a marca do governo na atuação e na administração das mesmas; é quem faz a ponte entre os dois. Por isso, o ministro da defesa serve ao governo e as FFAA servem ao Estado brasileiro – embora ambos tenham compromissos legais um para com o outro.

Essa mínima noção a respeito das atribuições de cada ator dentro deste cenário já é razão suficiente para que se entenda que qualquer mudança na estrutura, na formação e até mesmo na função das FFAA deva partir de dentro das mesmas (que lidam diariamente com o exercício ficcional da guerra), chegando ao presidente e ao congresso por meio de proposta a ser analisada, e não o contrário, como se está vendo agora, quando se coloca como condição primeira, para satisfazer as evidentes carências da Força, uma “discussão que envolva toda a sociedade civil” (sic) – discussão esta que, percebe-se claramente, visa dar legitimidade a mudanças na estrutura e nas atribuições das FFAA que já estão preestabelecidas, desde o estrangeiro. É muito fácil identificar esse caráter legitimador “engana trouxa” por causa do mal disfarçado afinamento entre os discursos a respeito desse tema proferidos pelas “autoridades” governamentais – que batem unânime e repetidamente na tecla da “cooperação entre as Forças Armadas dos países sul-americanos e na necessidade “inquestionável” de “reformular” nossas FFAA.

Os três dias em que fiquei o mais perto que jamais cheguei do Poder terminaram mesmo em lágrimas. Foi realmente desanimador entrar e sair de palestras nas quais se ouvia, reiteradamente, que os EUA são os responsáveis pela nossa condição de país subdesenvolvido e, de quebra, por todas as desgraças da humanidade (quando se sabe que se não fosse a presença daquele estado-nação no mundo, há muito a desgraça comunista já teria dominado todos os povos). Foi triste ter que ouvir, em várias ocasiões, que as relações diplomáticas e comerciais do Brasil com outros países independe do que quer esteja acontecendo com as populações que neles habitem. Foi triste ver tanta gente engolindo discurso evidentemente pró-comunista, pelas veias nacionalisteiras

Seremos todos vítimas do maquiavelismo de um bando de comunisto-globalistasas e da cegueira de uma multidão de nacionalisteiros xenófobos que nem ao menos se dão ao trabalho de estudar o que o passado histórico das revoluções comunistas e do fascismo podem ensinar sobre a apropriação do discurso nacionalista por parte dos comunistas e dos fascistas, como uma das importantes etapas para a consolidação tanto do comunismo como do fascismo – etapa esta que, vencida, reserva aos nacionalisteiros o paredão e aos povos a escravidão.
 

PARA SEMPRE PT?

Saturday, November 03, 2007

Tem gente preocupada com um possível terceiro mandato consecutivo de Lula ou de algum candidato de seu partido, o PT. É extremamente recomendável que esse pessoal acorde e perceba exatamente contra quem e contra o quê ainda insiste em utilizar os meios meramente legais, institucionais e democráticos para combater. Seria um alarmismo neurótico? Então, reflita-se: primeiro, foi a campanha publicitária do Banco do Brasil colocando o número “3” em evidência; agora, responda-se: o que é que esse 4 em vermelho está fazendo no logo da Copa de 2014? O Brasil tem vermelho em algum dos seus símbolos oficiais? A Seleção Brasileira de Futebol, por acaso, alguma vez, já adotou o vermelho em seus uniformes? A CBF tem vermelho no seu escudo?

Por quanto tempo os brasileiros terão que suportar (e literalmente pagar por isso) a imposição da cor vermelha, do partido que está no poder, infiltrada nos símbolos de campanhas publicitárias federais, em aparições públicas não-formais do excelentíssimo senhor presidente e da primeira dama, que fazem questão de destacar o vermelho em seus trajes? Não há autoridade nem Lei nesta terra que possam impor respeito aos símbolos de nossa República e aos de nossas instituições?

Se a campanha publicitária do Banco do Brasil que coloca o “3” em evidência conseguiu arregimentar uma série de argumentos para alegar não estar fazendo nenhuma apologia subliminar do terceiro mandato de Lula (apesar de haver numerosas indicações de que pelo menos uma das intenções tenha sido precisamente esta), não vai ser tão fácil assim fazer o mesmo discurso do “deixa de ser neurótico” em relação a este enxerto de um 4 vermelho no símbolo da Copa de 2014, que, como se sabe, acontecerá aqui no Brasil.
Os logos das Copas costumam fazer referência às cores do país sede do evento. O próximo campeonato, em 2010, acontecerá na África do Sul. Ao se comparar o logo do evento com as cores da bandeira daquele país, por exemplo, pode-se perceber a preocupação com a harmonia, além, é claro, da explícita referência que o logo faz ao futebol. (Veja, abaixo, marcas de todas as Copas).


Está todo mundo fingindo que não percebeu nada, principalmente na TV Globo, que já iniciou no país uma insuportável campanha para convencer a nação idiotizada de que deve começar a entrar em clima de hiena para fazer uma bela figuração e abrilhantar a festa de todos aqueles que desfrutam da intimidade do fechadíssimo círculo milionário do futebol. É claro que a população como um todo vai acabar se beneficiando um pouco com o evento, afinal, quantos empregos temporários serão gerados? E ainda haverá o período em que as pessoas comuns poderão – algumas, mais novas, experimentar e outras, já mais velhas, recordar – a sensação de como é ter segurança nas ruas por onde se caminha, como aconteceu, recentemente, em alguns lugares do Rio de Janeiro, durante os Jogos Pan-Americanos.

Talvez não sobre muito espaço nem para os novos talentos do esporte que não tenham sangue de famosos jogadores de futebol correndo em suas veias. Outro dia mesmo, o Globo Esporte apresentou uma matéria que mostrou uns dez garotos – todos parentes de conhecidas figuras do esporte predileto da nação e, como não poderia deixar de ser, com o mesmo sonho de fazer parte da Seleção que defenderá o Brasil em 2014. É claro que nenhum deles poderá fazer parte da almejada equipe se não tiver talento e condições físicas para isso – mas, entre um excelente desconhecido e um quase tão excelente quanto este, porém parente de jogador, quem será que chegará primeiro à Seleção?

A criadora do logo da Copa de 2014 é a agência de publicidade MPM que, em princípio foi contratada pela CBF para tratar da candidatura do Brasil para sediar o evento. O dono da agência é o publicitário Nizan Guanaes, que ganhou em julho deste ano sua primeira conta estatal de primeira grandeza no governo Lula: a MPM, sob o comando de Bia Aydar e de Rui Rodrigues, ambos publicitários e ex-colaboradores de políticos tucanos, passou a ser a responsável por propagandas sobre telegramas e cartas dos Correios – numa conta de R$ 22 milhões para um período de 12 meses. Nada mais justo do que demonstrar gratidão! O único probleminha é que quem acaba pagando por estas demonstrações de polidas considerações são todos os contribuintes.

Como por aqui já não resta lá muita esperança de que qualquer que seja a denúncia em relação a atitudes do governo federal – algumas deles, inclusive, envolvendo crimes praticamente confessos - seja devidamente apurada e muito menos os culpados punidos, parece que a maioria dos brasileiros terá mesmo que “engolir” o 4 vermelho no logotipo nada nacional da Copa que se realizará no Brasil, em 2014, depois de 60 anos em que esse importante evento esportivo por aqui se realizou, em 1950, quando o Brasil perdeu a final para o Uruguai, por 1 a 0.

Mas, não vamos ser chatos, porque os tempos daqui para frente são de hiena eufórica. Entre você também nesta onda de personalizar os símbolos nacionais ao seu bel prazer. Está sem idéias? Veja as sugestões do quadro ao lado e dê asas à sua criatividade...

VOCÊ, QUE DESEJA UM FUTURO MELHOR: AINDA HÁ UMA SAÍDA!

Dizem que quem avisa amigo é. Mas, às vezes, o inimigo também pode dar preciosas dicas.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve na Universidade de Tal Aviv, no início desta semana e, segundo informou o correspondente do portal de notícias IG em Israel, Nahum Sirotsky, “encantou o público” ao traçar “um quadro histórico e atual do Brasil” que teria levado empresários israelenses a dizerem que o país era ideal para se investir.

Entre outras coisas, FHC disse que o “país está integrado na economia internacional e deixou de ser dependente das potências, inclusive dos Estados Unidos”. Elogiou, e portanto reafirmou, a intenção do Brasil de se posicionar comercial e economicamente no mundo globalizado como “uma potência de exportações de matérias-primas como o ferro, e produtos agrícolas” e que “o Brasil desenvolve tecnologias e está num processo de aprimoramento da formação da sua mão de obra”.

O leitor está sentado? Se não, sente. Porque, acredite quem puder, FHC disse que “o que acontece (hoje, no Brasil) resulta de sermos uma democracia que assegura ao povo os poderes das pressões de suas necessidades que são determinantes”. Disse também, segundo o correspondente do IG, que “Desde o governo dele até agora, o percentual de brasileiros vivendo abaixo do nível de pobreza baixou de 40% para 23%”. É óbvio que o ex-presidente omitiu da platéia o fato de que, concomitant