O cidadão considerado "Homem de Bem" da sociedade atual é aquele esquerdista, pacifista, cumpre seus deveres e não faz valer os seus direitos. Ele não protesta, não questiona, não faz seleção do que lhe é imposto. Assimila tudo que a mídia, seus governantes e autoridades inoculam em mentes. Não há autonomia alguma, sua vida é completamente controlada pelos meios de comunicação em massa. É explorado e tratado com desdém pelas autoridades e governantes que elegem.
Não há como concordar com isto. A passividade só é relevante quando as coisas vão bem. O Brasil vai bem? Com certeza não. A passividade e o comodismo do brasileiro, transformaram o país em uma sociedade de pacifistas inertes, rindo das próprias lamúrias. O político rouba, o bandido mata, as pessoas passam privações de necessidades, as minorias inoculam suas vontades e o povo continua com o seu "jeitinho brasileiro" de contornar as coisas resignadamente.
A proposta é esta mudar o modelo de cidadão exemplar: não mais inerte, alienado, inferiorizado; mas batalhador, consciente, esclarecido, com auto-estima e fé em si mesmo (não em instituições religiosas e outras autoridades exploratórias).
O novo Homem de Bem que estipulamos é aquele que não tem medo de comungar suas idéias por mais polêmicas que sejam. Se for preciso que ele sacrifique a própria liberdade para ser ouvido, que assim seja. A passividade é sinônimo de omissão, não traz mudanças, não traz melhorias. Se nós não lutarmos por nossos direitos e ideais, quem lutará? Se nos calarmos, vamos ficar cada vez mais à mercê de pequenos grupos de interesses políticos e midiáticos, que irão nos sacrificando em prol de seus interesses mesquinhos.
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