
Príncipe Caspian - Disney
um novo olhar
A censura ou mesmo interesses comerciais levaram a Walt Disney a mudar tanto o foco quanto o público alvo da continuação de “As Crônicas de Narnia”. Sem permitir que menores de 10 anos assistissem ao filme, a classificação indicativa retirou do cinema grande parcela do público para quem o filme é voltado.
“As Crônicas de Narnia” sempre foram livros lidos por crianças a partir dos sete anos de idade, e assim queria seu escritor. C.S.Lewis cria que seus pequenos leitores precisavam conhecer os problemas do mundo, como guerra, traições e a existência do mal. Nos livros ele também procurou passar um pouco de esperança e educação a uma geração que, depois da II Guerra Mundial, estava órfã ou convivia com pais traumatizados pela guerra.
Mas, com a classificação, essas crianças entre sete e dez anos, hoje em situações diferentes mas ainda alvo do livro (e do filme), ficaram impossibilitadas de assisti-lo. Foi provavelmente esse aspecto que levou a Disney a produzir um filme com características mais maduras.
Ainda assim o filme não chega a ser uma produção épica que irá atrair, além dos fãs, adultos. Muitas características dão um ar infantil, impossível de evitar já que assim é a obra original. O público alvo, enfim, se resume aos fãs já esperados pela Disney, pré-adolescentes e jovens. Dessa forma o filme já perde um pouco sua consistência, a firmeza que tinha no primeiro, e prova que a Walt Disney tem se voltado, ultimamente, muito mais para esse novo público.
que livro?
As modificações em relação a primeira produção não param por aí. Um dos elogios mais repetidos a respeito de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa” nunca poderá ser aplicado ao “Príncipe Caspian”. Em comparação com os filmes contemporâneos que são adaptações de livros, o primeiro filme de Narnia foi elogiado por ter um roteiro que, com algumas exceções, soube respeitar o livro original. Tanto o decorrer da história (sem contar com trechos antes da cena em que os Pevensie encontram Aslam), quanto a abordagem seguiram o tom ditado pela obra de Lewis.
Já em “Príncipe Caspian” o livro parece ter sido ignorado. São notáveis as alterações e grande o número de cenas inventadas. Os roteiristas (Christopher Markus, Stephen McFeely), além de divagar sobre o texto original, trabalhou-o de forma completamente livre. “Príncipe Caspian” acaba não sendo baseado no livro, mas no resumo deste mesmo, com direito a grandes alterações. A única cena que se assemelhou inteiramente a obra original é aquela na qual Caspian acorda dentro da casa do texugo e do anão após ter fugido. Além desta, receio que todas as outras ou nem foram feitas ou obtiveram mudanças consideráveis.
o filme em si
Esquecendo do livro, o filme obtém certa qualidade. A fotografia evoluiu da primeira produção, mas se não houvessem mudanças o filme seria consideravelmente parecido com o primeiro em suas batalhas. Já que até estas dominam o filme como dominaram o final do primeiro. O uso das cores, como destacou Melissa Ink, ganhou uma lógica mais coerente com as cenas.
Os atores melhoraram em seu trabalho, com destaque a Georgie Henley (Lucia) e Peter Dinklage (Trumpkin). Tal evolução foi facilitada por um dos poucos aspectos positivos do roteiro. Apesar de ignorar o livro, este evoluiu em algumas falas irônicas e cômicas que merecem destaque.
Alguns erros de edição podem ser notados, mas mantém-se em número pequeno. A qualidade dos personagens totalmente computadorizados é inquestionável – Ripchip, o tão esperado ratinho, estava perfeito. Entre outros aspectos positivos, são estes que merecem destaque.
enfim
Apesar das melhoras em alguns aspectos, o filme decepciona a qualquer um que tenha ido assisti-lo com o livro em mente. Não é uma simples adaptação, mas uma mudança ampla da obra original. Talvez a escolha de um novo público tenha feito necessária algumas modificações que criassem um ambiente diferente de “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa”, mas “Príncipe Caspian” foi longe demais.
Jessica Grant C. – 31/05/08
A produção oficial começou dia 12 de fevereiro, tendo já escolhido e se deslocado para os cenários na Nova Zelândia (mais especificamente em Auckland, depois foram para a República Tcheca, Polônia e Eslovênia). As gravações começaram por volta dessa data. E nem todo o elenco estava formado. Mas, o que era para ocorrer em total mistério, não saiu das câmeras de fãs e turistas. Várias fotos – as chamadas spoillers – foram publicadas em sites como o Narnia Web, de ampla circulação. Mas será se a Disney não achou a expectativa pequena e decidiu apimentar a história?...
O Elenco divulgado até o momento (o que ainda não inclui quem fará a voz de Reepicheep, o ratinho simpático) é o seguinte: Georgie Henley (Lucy), Skandar Keynes (Edmund), William Moseley (Peter), Anna Popplewell (Susan), Ben Barnes (Caspian), Peter Dinklage (the Red Dwarf Trumpkin), Warwick Davis (the Black Dwarf Nikabrik), Vincent Grass (Doctor Cornelius), Ken Stott (Trufflehunter), Sergio Castellitto (Miraz), Pierfrancesco Favino (Gen. Glozelle), Shane Rangi (Asterius, outro minotauro), Alicia Borrachero (Prunaprismia), Simón Andreu (Lord Scythley), Damián Alcázar (Sopespian), Cornell John (Glenstorm) e Predrag Bjelac (Lord Donnon).
A equipe de produção é quase a mesma. Andrew Adamson(diretor), Mark Johnson(produtor), Douglas Gresham (co-prudutor e afilhado de Lewis), Perry Moore (produtor executivo), Philip Steuer (produtor), Christopher Markus e Stephen McFeely (roteiristas), Pippa Hall eGail Stevens (diretoras de elenco), Harry Gregson-Williams (compositor), Sim Evan-Jones (editor), Roger Ford (produtor de designer), Isis Mussenden (estilista), Dean Wright (supervisor de efeitos visuais), Richard Taylor (supervisor da Weta), Howard Berger (supervisor do grupo) e, finalmente, Tami Lane (cosméticos e maquiagem). Algumas pessoas mudaram, mas os vencedores mantiveram-se. O curioso são algumas publicações que levam a crer a mudança desse time ganhador para “The Voyage”, o próximo filme. Até o diretor Andrew Adamson – que só dirigiu filme chefe nos últimos anos – corre risco de sair. Não se sabe qual é a origem desse motivo, mas tudo leva a crer que ele não está tão mais empolgado.
Ben Barnes, que fará Caspian, também publicou um vídeo no site oficial, cujas imagens prometem um filme de ótimos efeitos e, como ele mesmo diz, épico:
Apesar dos problemas – idade dos atores, demora na iniciativa da produção e atraso do próximo filme – tudo indica que em qualidade Prince Caspian superará LWW! Mas o que nos resta é esperar pela surpresa que a Disney e a Walden devem estar terminando a essa altura.
Vejo vocês em Narnia.
Jessica Grant C. – 18/11/07

Para uma série de sete livros muito conhecidos nos países de língua inglesa (e outros) a Disney e a Walden Media não podiam fazer somente um eternizar-se na telona. Depois de “As Crônicas de Narnia – O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa”(LFG) eles escolheram a ordem em que foram escritos para lançar o próximo filme baseado nos livros: “Príncipe Caspian”(PC). O Público espera uma adaptação melhor, sem grandes fugas da história original, mas ainda com o leve toque cristão da primeira experiência.
A colocação da filmagem foi, de início, o maior questionamento da pré-produção. Inicialmente houveram duvidas entre Nova Zelândia – novamente – ou Irlanda, a terra natal do autor C.S.Lewis. Outros países da Europa, como Suíça, também foram conferidos. Auckland, Nova Zelândia, e Praga, da República Tcheca, foram “confirmados” para gravações em Fevereiro e Março de 2007 e outros quatro meses, respectivamente. Mas essa notícia, não muito confirmada, foi questionada por estúdios neozelandeses na mesma semana em que o estúdio da Grã-Bretanha Pinewood apareceu como alternativa. Devolta a Praga os estúdios de Barrandov anunciaram serem os escolhidos o que fez as especulações(depois confirmadas) voltarem para o planejamento original, adicionando as pós-gravações na Inglaterra. Por isso, de acordo com leis do Reino Unido e pelo fato de ser um livro lá escrito, ele será chamado de um filme britânico, ao lado de americano por conta da Disney. Ao fim confirmou-se que depois da Nova Zelândia as gravações irão ocorrer em Praga, Eslovênia(em regiões do rio Soca por volta de Maio ou Junho) e Polônia.
O elenco foi outro ponto de conflito, sendo revelado aos poucos e ainda incompleto. O ator que fará Caspian foi, após vários testes, escolhido em dezembro de 2006. Como as filmagens estão programadas para iniciarem nesse mês de fevereiro, seu nome foi divulgado. Ben Barnes, um ator britânico de 25 anos, será o protagonista. No livro Caspian tem 13 anos, o que torna a idade um ponto negativo da escolha. Já outro problema é o largo conhecimento do ator na Europa, o que faz perder um pouco a magia do filme. Para a tia do protagonista, a Rainha Prunaprismia, a espanhola Alicia Borrachero foi escolhida. Seu marido na história, o General Miraz(a figura maléfica dessa vez) ainda não foi escolhido, assim como Reepicheep, o ratinho simpático. O Doutor Cornelius, mentor de Caspian, será feito pelo ator Vincent Grass(da Bélgica e também famoso na Europa). Para os anões Trumpkin(anão “vermelho”/ruivo) e Nikabrik(anão “preto”/moreno) foram escolhidos Peter Dinklage e Warwick Davis, respectivamente. O último foi o Reepicheep e Glimfeather nas séries da BBC.
Para complicar a data de estréia do filme foi e continua sendo modificada constantemente. Inicialmente as especulações rondavam datas de novembro e dezembro de 2007 e depois até julho de 2008. As últimas mudanças apontavam para a Sexta-feira 16 de Maio de 2008. Essa data parecia confirmada quando, numa entrevista de Douglas Gresham, o dia 18 foi mencionado. A dúvida permanece.
O entiado de Lewis e co-produtor do filme também falou a respeito do próximo filme a ser lançado: A Viagem do Peregrino da Alvorada(VPA). Seu desejo é que ele seja filmado em Malta, mas a escolha depende das negociações futuras. O objetivo de toda a equipe é que ao final das pós-gravações de PC a pré-produção de VPA já tenha iniciado.
Como já percebido, muitas coisas vão continuar igual. O diretor, Andrew Adamson, continuará e espera poder manter-se para VPA. Muita gente do elenco, incluindo os irmãos Pevensie, vai continuar nessa nova saga, assim como a maioria da equipe. Esta, curiosamente, foi nomeada “Wimbleweather”, o nome de um gigante na narrativa. Como já divulgado, Mark Johnson e Doug Gresham vão manter-se na produção de “Toastie”, o curioso “apelido” do filme(significa torradinha, imagina!). Inclusive o orçamento parace ser não querer sair da casa dos milhões: 3 são os esperados dessa vez.
A 462 dias da estréia do filme as filmagens ainda não tiveram início. Mas está próximo o fim dessa notícia: próxima Segunda, 12 de fevereiro, será o dia em que a gravação da saga começará. Mas espera-se que a confusão com a data de estréia, a escolha de locais e outros não invadam a história e garantam uma seqüência digna de comparação à primeira. Para os fãs nada mais é possível a não ser aguardar a volta à Narnia.
Por Jessica Grant C., 8/fev/2007
4 de Abril: Tem concorrência na área! A compania que filmará "Prince Caspian" está analisando uma possível mudança de planos para: Nova Zelândia.

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