
Aslam e a Magia Profunda
Aslam - O Cristianismo por trás do Leão

Como todos já sabemos, os livros de C.S. Lewis são compostos por figuras com significados muito mais amplos do que imaginados. De acordo com especialistas na área, Lewis soube exatamente como as crianças tem sua imaginação muito mais ampla e pronta para novidades do que os adultos, por isso designou à elas as Crônicas. No livro todo não é comentado claramente o verdadeiro significado ou a base bíblica de qualquer cena ou personagem, apesar de Lewis ter confirmado algumas alegorias em cartas respondendo aos seus fãs. Mas, ao contrário dos adultos, as crianças logo percebem o que Clive Staples Lewis transmitiu. O fato ocorre porque elas estão com suas mentes "mais abertas" à novidades e informações, e nunca esperam algo do livro, mas permitem que o mesmo transmita tudo à elas. Na sua naturalidade da infância acabam logo percebendo que Aslam é, sim, uma figura de Cristo.
O Leão de Nárnia, Aslam, é o único personagem que aparece em todos os sete livros das Crônicas. Ele é o filho do "Imperador do Além Mar", é caracterizado como o guardião constante, protetor e ajudante de Nárnia, assim como protetor das crianças do nosso mundo. Aslam criou Nárnia ao cantar sua vida, e trouxe seu fim ao destruí-la. Ele também morreu e logo em seguida ressuscitou quebrando a Mesa de Pedra em O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa. Destacando esses pontos quem deixar de estabelecer um paralelo com Deus e Jesus Cristo comete um grande erro. O próprio Lewis declarou certa vez em uma carta à um fã que esta relação era profunda.
Muito de suas palavras e seus atos tem uma referência bíblica, alguns exemplos são citados a seguir:
- Nárnia: " No escuro finalmente alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito Longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. ... Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma era o mais belo barulho que já foi ouvido. ... a escuridão em cima estava cintilante de estrelas. ... Não havia nuvens. ... Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. ... Já se viam formas de colinas recortadas contra ele. E a voz continuava a cantar. ... o sol nasceu ... tratava-se de um vale por onde serpenteava um grande e caudaloso rio, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. ..." "... o vale se esverdeava. ...São Arvores!"O Sobrinho do Mago, edição chamada de Os Anéis Mágicos, lançada pela editora da ABU
Bíblia: "No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo" Gênesis 1:1-2a
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. ... Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez." João 1:1,3
- Nárnia: “– Bem... – E Aslam pareceu refletir. – Vou gostar de ter amigos esta noite. Podem vir... desde que me prometam parar quando eu lhes disser, e me deixem depois continuar sozinho.” O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa.
Bíblia:"Disse-lhes então:'A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo" Mateus 26:38(NVI)
- Nárnia: " Mas [Aslam] não fez sequer um ruído, mesmo quando os inimigos [o torturavam]" O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa.
Bíblia: "Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca;..." Isaías 53:7a
- Nárnia: "Uma gargalhada mesquinha ressoou quando um ogre, de tesoura na mão, avançou e se pôs de cócoras junto da cabeça do leão. Zip, zip, zip – a tesoura rangia, e montes de caracóis dourados tombavam ao chão. O ogre afastou-se, e, do esconderijo, as meninas puderam ver o rosto de Aslam, pequenino e tão diferente sem a juba! Os inimigos também notaram isso:
– Vejam: não passa de um gatão!"O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa.
Bíblia: "Então, os soldados do governador (...) reuniram toda a tropa ao seu redor [Jesus]. Tiraram-lhe as vestes (...) e zombavam 'Salve, rei dos judeus!'. Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça" Mateus 27:27-30. Neste trecho é possível assimilar a roupa de Jesus com a juba de Aslam.
- Nárnia: "[Susana e Lúcia] olharam a sua volta. Lá, brilhando no nascer do sol, maior do que tinham visto antes, chacoalhando sua juba (porque tinha aparentemente crescido novamente) estava o próprio Aslam." O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa.
Bíblia: " Depois disso, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo." Marcos 16:12
- Nárnia: “– Mas explique tudo isso, por favor – disse Susana, ao recuperar um pouco da calma.
– Explico: a feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio. Saberia que, se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás... (...)”O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa
Neste trecho Aslam faz referência à uma “Magia mais que Profunda”(amor de Deus) que existia antes da Feiticeira existir. Se analisar-se a “quebra da Mesa de Pedra” que ocorre assim que Aslam ressurge da morte encontra-se coerência com o fato bíblico em que “o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram.”(Mateus 27:51, versão NVI) numa analogia ao véu do templo hebraico que partiu-se ao meio no momento da morte de Jesus Cristo. Aslam também refere-se à si mesmo de “inocente de traição”, ou seja, sem pecado algum. Não se deixa, então, mais nenhuma dúvida se seria ele O Cristo de Nárnia, apesar de Jesus nunca ter afirmado ser puro, casto ou divino em vida para não terem de que culparem-no na hora de lhe prenderem(lembre-se que Aslam afirmou isso depois de ressurrecto). [Retirado e adaptado de “O Cristianismo por trás das Crônicas 2”]
A Magia - O Cristianismo por trás da Magia Profunda

“Believe in the old Magic” significa, em português, “Acredite na Antiga Magia” ou, de acordo com o significado que a frase visa adotar, “Acredite na Magia Profunda”. Esta frase usada em propagandas do filme a ser lançado é, caso analisada corretamente, um convite à conversão. Mas para que seja compreendido este sentido deve-se procurar e explicar o termo “Magia Profunda” na sua própria fonte, os livros.
No Capítulo 13 de “O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa” (Magia Profunda na Aurora do Tempo) encontra-se o seguinte diálogo entre Aslam e a Feiticeira Branca, Jadis:
“– Já se esqueceu da Magia Profunda? – perguntou a feiticeira.
– Digamos que sim – replicou Aslam, solenemente.– Fale-nos da Magia Profunda.
– Falar-Lhe da Magia Profunda?! Eu?! – disse a feiticeira, numa voz ainda mais aguda. – Falar-Lhe do que está escrito nessa Mesa de Pedra aí ao lado? Falar-Lhe do que está escrito em letras do tamanho de uma espada, cravadas nas pedras de fogo da Montanha Secreta? Falar-lhe do que está gravado no cetro do Imperador de Além-Mar(este é o Pai de Aslam, ou seja, o “Deus Pai” do cristianismo)? Se alguém conhece tão bem quanto eu o poder mágico a que o Imperador sujeitou Nárnia desde o princípio dos tempos, esse alguém é Você! Sabe que todo traidor, pela lei, é presa minha, e que tenho direito de matá-lo!”
No trecho transcrito pode-se reparar que a Feiticeira utiliza o termo “Magia Profunda” como algo importante para Nárnia. Ela também o manipula pois logo a seguir de comentar quão grande é a “Magia Profunda” ela diz que é esta magia que lhe dá o direito de matar Edmundo, o traidor. Tal manipulação assemelha-se à utilização de forma inválida de trechos da palavra divina por Satanás(desejando fazer Cristo pecar) quando este enfrenta ao filho de Deus Pai, Jesus, em Mateus 4. Mais a frente no mesmo capítulo do livro de Nárnia, se observa Jadis dizer o seguinte:
“– Débil mental! – disse a feiticeira, com um riso de fúria que era quase um grunhido. – Está tão convencido assim de que o seu senhor (Aslam) me pode privar dos meus direitos pela força? Ele conhece bem demais a Magia Profunda para atrever-se a isso. Sabe que, a não ser que eu receba o sangue a que a lei me dá direito, toda a terra de Nárnia será subvertida e perecerá em água e fogo.”
Neste fragmento a Feiticeira afirma que, ao invés do sangue de Edmundo, ela pode Ter o sangue de Aslam, símbolo de Jesus Cristo, de acordo com a “Magia Profunda”. Tal conceito pode ser então facilmente aproximado ao conceito da salvação. Jesus, em troca do sangue dos pecadores, ofereceu seu sangue à Satanás quando morreu na cruz, sacrifício que no livro é lembrado pela morte de Aslam sob a Mesa de Pedra. A “Magia Profunda” seria então uma referência à “Lei de Deus” expressa toda no Antigo Testamento cristão (em Nárnia ela é escrita na Mesa, nas Montanhas e no Cedro) ou na Torá judaica. Tal lei divina daria para os homens certos direitos, tendo em vista a justiça contra aqueles que matavam ou traíam(mas cuidado para não confundir com vingança, que não recebe a benção de Deus, pelo contrário).
Mas ainda no livro “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” refere-se mais uma vez ao termo “Magia Profunda”, só que dessa vez um pouco diferente. Veja o trecho transcrito do capítulo 15(Magia Ainda Mais Profunda de Antes da Aurora do Tempo) quando Susana e Lúcia encontram Aslam depois de morto, agora ressurrecto:
“– Mas explique tudo isso, por favor – disse Susana, ao recuperar um pouco da calma. – Explico: a feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio. Saberia que, se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás... (...)”
Agora Aslam faz referência à uma “Magia mais que Profunda” que existia antes da Feiticeira existir. Se tomarmos a feiticeira como representante de Satanás veremos que há semelhança com a Bíblia, pois nela diz-se que Satanás não existiu sempre, mas sim passou a existir. Se analisar-se a “quebra da Mesa de Pedra” que ocorre assim que Aslam ressurge da morte encontra-se coerência com o fato bíblico em que “o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram.”(Mateus 27:51, versão NVI) numa analogia ao véu do templo hebraico que partiu-se ao meio no momento da morte de Jesus Cristo.
Aslam também refere-se à si mesmo de “inocente de traição”, ou seja, sem pecado algum. Não se deixa, então, mais nenhuma dúvida se seria ele O Cristo de Nárnia, apesar de Jesus nunca ter afirmado ser puro, casto ou divino na vida antes da morte para não terem de que culparem-no na hora de lhe prenderem(lembre-se que Aslan só afirma isso após ressurrecto). Nesse caso, “A Magia Mais que Profunda” seria não somente a Lei, mas também o amor e poder de Deus, que leva Ele mesmo a tranformar-se em homem e morrer por nós, algo definido antes da criação da Terra (antes da aurora do tempo).
Conclui-se então que a propaganda do filme que leva escrito a frase “Acredite na Magia Profunda” pode ser traduzida para “Tenha fé na Lei de Deus”. Assim, em suma, é um convite para a conversão e para a crença na morte e ressurreição de Cristo. Creia.
Por Jessica Grant C., sem data

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