Cortina do Tempo
Se um dia, na cortina do tempo,
O vento da memória soprar de leve
E levantar a ponta da saudade
em seu coração
Lembre-se de que aqui já deixo escrito
O carinho, a alegria
de sua presença em minha vida,
com toda minha gratidão
Se não fiz mais e pude, falhei,
Se adentrei a planos futuros, avancei,
Se deixei de lhe amar um só instante,
Falhei por tudo o que almejara antes,
As fotografias são pedaços
De saudades, emoções e alegrias,
São fatias do mesmo grande bolo da felicidade
Com cobertura de paz e harmonia,
Não quero louros, nem velas,
Nem arandelas de lagrimas,
Pois a vida pura, a vida mais bela
A ela me dirijo com louvor e seriedade
Não quero tristezas de rastro,
Mas passos firmes e seguros
Aprendendo um pouco mais, em cada traço,
Da verdadeira gloria do futuro,
Não tem quem não já tenha pensado
Que nada resulta depois do “ser”
Mais sofre aquele que incrustado
Não atende ao chamado, ao dever,
Peco aos meus amados de hoje,
De outrora e de amanha
Já que a família universal é em espírito
E a família de sangue é um clan ,
Uma pergunta apenas,
deixo para meditação,
Será que a maldade vale a pena,
Ou apenas enrijece o coração?
Fazer o bem, é tão pratico,
Perdoar é rinse da alma,
Que lava o humor e o pensamento
No esquecimento e na ponderação
Na calma dos hábitos no comportamento
Que por si só, é vida em oração.
Elsa Rossi
28 August 2009
London
Reflexões dos Tempos
http://www.evangelizacaoglobal.net/poesias/educacao_jesusx.htm
http://www.freewbs.com/poemasepoesias
http://virtualbooks.terra.com.br/osmelhoresautores/Coletaneas_de_Sentimentos.htm
http://virtualbooks.terra.com.br/osmelhoresautores/reflexoes_dos_tempos.htm
Copyright ©2006 Elsa Rossi
English Esperanto Hungaro
|
Translated from the original Portuguese My Memory His sweet glance invades My soul and produces My return to youth In its splendour of light! Your voice finds within me A resounding echo A song of love that affronts Making me think about things I love you silently And in the silence of life I place in the corner of my soul A lost tear! (revised by Janet Duncan-2006) Elsa Rossi |
Translated into Esperanto Mia Memoro Lia dolĉa ekrigardo invadas Mian animon kaj produktas Mian revenon al la juneco En sia grandiozeco de lumo! Via voĉo troviĝas ene mi Altsonan eĥon Am-kanton kiu ofendigas Igante min pripensi aferojn. Mi amas vin silente Kaj en la silento del’ vivo Mi metas en la angulo de mia animo Larmon perditan! El angla Esperantigis: SZABADI Tibor J. Esp. tradukon korektis laŭ la angla: Wael Al-Mahdi Elsa Rossi |
Russian, translated by Spartak Severin
ПЕСЧАНЫЙ ПЛЯЖ
Мой детский мир
ушедших дней
Как сильно к сердцу
он приник
Напоминая каждый миг
О радости души моей!
Стечёт сквозь пальцы
долгих дней,
Как серебристый
чудный свет…
И это мир минувших
лет
Ещё царит в душе
моей!
Emlékem
Édes tekintete hatalmába keríti
Lelkemet és megteremti
Ifjúságom visszatértét
A maga magasztos fényében!
Hangod bennem található
Emelthangú visszhangban
Szerelemdal, mely megsért
S késztet átgondolni dolgokat.
Szeretlek csendesen
És az élet csendjében
Beteszem lelkem zugába
Elveszített könnyemet!
Elsa Rossi
El Esperanto hungarigis: SZABADI Tibor J.

Dedicatória
e aos meus queridos netos Talles, Kalél, Joshua, Isabella, Geórgia e Nicolas
1 - Tempo perdido
Eu queria ter mais tempo,
pra renovar energias,
escrevendo mil poemas,
sem cansaço, noite e dia,
mas por negligencia "passada",
o tempo que eu perdi,
hoje sem tempo pra nada,
só trabalho a cumprir!!!
2 - Grãos de Areia
Meu mundo quando criança,
era a o mar e a praia mansa
eram gritos de gaivotas
que muitas vezes voltam
nos guardados das lembranças.
Os minúsculos grãos de areia,
em dias de lua cheia
escorriam pelas minhas mãos,
em cores silver platino
nas contas do meu destino
nos cantos do coração.
O poema do amor,
salta aos corações,
pula nas ruelas,
vai de encontro aos portões,
solta-se nas vozes
em altos clamores,
na música que entoa o cantico,
nos recondidos das almas
música que adorna a vida
e deixa os prantos soterrados
no peito de quem ama,
e sabe lidar com a dor.
4 -
andamos na mesma estrada,
sentamos nas mesmas pedras,
bebemos da mesma água,
somamos nas mesmas tarefas
dividimos a mesma sombra da árvore,
olhamos o mesmo ceu,
buscamos as mesmas ilhas
somos todos filhos e filhas
do mesmo DEUS
5 - Trovinha aos amigos
Deu te olhos o Bom Deus
para que veja coisas belas
meus poemas tambem são seus
como são nossas as estrelas.
Geraldo meu bom amigo
Mil graças, irmão de jornada,
começaste em uma estrela
rumo ‘as muitas moradas.
6- Dúvidas
Há momentos em nossas vidas
Que uma nostalgia
Vindo de não sei onde
Envolve nossas sentimentos
Transforma nossas emoções.
Ai, quase sem que queiramos
Tendo pouco comando
Deixamos em nossas faces
Correr lágrimas em desalinho
Lavando nossos corações.
Será saudade do amanhã,
Ou do ontem a pouco vivido
Ou de outras eras
Ou outras esferas, planos vividos
Ou é apenas solidão?
7 - Bondade Divina
Tarde! Étarde,
Não há mais espaço
Não há mais recomeço,
Há a sombra e o cansaço
Vidas se chocam em tropeços,
Rotos seres em almas sofridas,
Sem guaridas, só murmúrios e dores,
Onde amores? onde mãos aquecidas?
Lamentos lamúrias,
Fim de vidas, frio dos horrores,!
Não há como fugir,
Ou dormir para esquecer,
É um constante lembrar
Do instante aziago,
Do suicídio a cometido,
Pra fugir, fugir de que?
Há o cansaço do sofrimento
Onde a humildade em pedir perdão?
Colocar-se frente a própria consciencia
Do horrendo gesto praticado
Por desconhecimento, por desinformação.
Coloque-se frente a Deus, esteja disponível,
Volte a vida, ao recomeço
Sem tropeços, em novas chances
O resgate, o servir
Voltar a carne, evoluir,
Ao abrigo do esquecimento. Setembro de 1997
8 - Anseios de Liberdade (Bastilha)
Dante, a pompa dos veludos
O brilho do ouro
O colorido das pedras, os rubis
A mesa farta, iguarias
A caça, os cães, a floresta
O veneno, a noite, a festa
Artimanhas sutis.
O jogo do poder, o clero
Máscaras e acenos de mãos
Sarcásticos sorrisos, pesadelos,
Candidatos ‘a morte
Guilhotina inflamada,
Revolta, revoluçao!
Queda do poder
Bastilha esfacelada
Corte sem vassalos
Morte aos carrascos
Plebe enfurecida
Anseios da liberdade
Insanidade que mata a vida!
Hoje entre nós, somos nós
Os mesmos de ontem,
Ainda em desordem
‘A busca de refazimentos
Dos erros passados
Em trabalho e aprendizados,
Criando a nossa própria “sorte”!
9 - Amor e Amizade
Para não nos separarmos
Já que algo de bom nos une
Vamos canalizar este sentimenro
Que sei brotou em sua alma..
Transformá-lo em fraternal afeição
Deixa-me ser sua especial amiga
Enxugar-te-ei lágrimas
Quando uma dor muito forte
Te ferir o coração
Deixa-me apoiar em teus ombros
Minha arte criadora
Correr contigo,
pelas colinas do tempo
Em doce sentimento
Guardados em nossas almas,
Deixa-me cantar cantigas
Embalar teus sonhos nos meus
E dormir ao lado de sua alma,
Segurando em tuas mãos.
10 - Sua ausencia
Sua voz calma e serena
Tranquiliza a babilonia
Dos meus pensamentos
Hoje, quase tormentos
Pelas diretas decisões
Que tenho de tomar.
Anseio sua presença
Doi-me a alma
Em sua ausencia
Quedo-me no abismo
Dos meus pensamentos
Enxugo a lágrima
Serei sempre forte...
Não quero chorar!
11 - Nossos propósitos
O que se esconde atras destes olhos
Que não querem que eu veja
Mas querem me ver?
O quer falar seu coração
Quando bate mais forte
Ao tocar as minhas mãos
E num impulso contido
Deixa escapar um suspiro
E um anseio por abraçar-me
Ou um beijo estancado
No ar cúmplice que paira
Entre eu e voce.
Veja meu doce amado
Estamos fugindo, parados
Estamos falando, emudecidos
E mantemos um fremito
Que por ora eletriza
Alguns instantes de nossas almas.
Não há o que temer, mas repensar
Não há porque sofrer, mas enfrentar
Os sentimentos e burilá-los
E deixá-los fluir
De uma forma angelical,
Que não venha a nos ferir,
Mas simplesmente, uma vez mais
Nossos propósitos alicerçcar!
1994
12 - Expectativa
Olhos apertados,
Pálpebras cerradas,
Uma lágrima que brilha
Na face enrrugada,
O tintilar do telefone
Um alo e brota um sorriso
Um profundo suspiro!
Mãos suadas,
Coração acelerado
Ao ouvir a voz amada,
viajar pelo tempo
Sonhar por um instante,
No silencio da alma!
13 - Como uma adolescente
Abro um grande sorriso
Para te receber
E nem é preciso
Ruborescer
Vou até a janela
Escovo meus cabelos
Com uma das mãos
ajeito a blusa
com aoutra retoco o baton,
ajeito as almofadas,
penso – Esta tudo bem?
Não é preciso fazer mais nada
Os minutos são horas
Toca o telefone,
O coração dispara
Como é difícil esperar quem se ama
É o coração adolescente que reclama
O amor tem o tamanho,
Da importancia que se lhe dá.
14 - Arco-Íris
Em algum lugar lém do arco íris...
Diz a tão conhecida melodia!
Estes arco-íris
Podem estar no coração
Do poeta solitário,
Ou na razão do
Ilustre magistrado
Ou pode estar ainda
No relacionamento afetivo
Entre dois sinceros amigos
Que cultivam
A flor da amizade cristalina,
Sob o arco-íris do amor fraternal.
Muitos não percebem o arco-íris
Mas sabem que ele existe,
Nas portas do Imortal!
15 – Duas Janelas
A visão da vida
Se faz por duas janelas
Numa voce pode ver
Valores desperdiçados
Entre odios, rancores
Ambições desmedidas.
Noutra janela voce vislumbra
Os canteiros do bem
Produzindo flores de felicidades
Que se ascendam ao sol da vida
Mesmo que por pouco tempo,
mas nesse tempo tão precioso
possam se doar em cores mil,
em perfumes de fraterniade
alcançando os ceus
da paz interior de cada um
Que possamos nesta janela
nos debruçarmos
para mais longe nossa visão alcançar
a paisagem maravilhosa
que altera a imagem
para os amargos corações
que ate então, só puderam mirar
na janela da dor, perdendo tempo
mas criando coragem.
16 - O meu amanhã?
© Elsa Rossi Registro B.N.- BR 2005 – www.elsarossi.com elsarossi@yahoo.co.uk
Titulo – COLETÂNEA DE SENTIMENTOS
Edição Virtual - © Elsa Rossi - http://virtualbooks.terra.com.br/
Livro 214 Folha 412
Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro - BRASIL -
Agradecimento
Aos meus Benfeitores Espirituais.
Dedico este livro aos meus amados filhos Daniel, Janine e Giovana
e aos meus queridos netos Talles, Kalél, Joshua, Isabella, Geórgia e Nicolas
Para compor este Livro de Poemas foram coletados ao longo dos anos, versos, poemas, sonetos, alguns guardados desde a tenra juventude.
Introdução
Meus amigos leitores.
Talvez para alguns este seja apenas mais um livro de poemas.
O leitor verá, ao perpassar os olhos no índice, que este é um livro com acréscimos. Pode o leitor contar com pautas musicais e respectivas letras oferecendo músicas infantis, medieval, romântica. Pode ainda contar com mensagens de religiosidade, abrindo um campo para meditações e reflexões.
Todos temos poesia na alma, pois a vida é um hino poético, cantado no pulsar dos corações, no compasso da respiração, no abrir e fechar dos olhos, nos sorrisos que se processam frente à alegria de viver.
Pode-se ser feliz mesmo dentro da dor, pois, como dizia Francisco de Assis, a irmã dor só vem despertar-nos para a verdadeira vida.
Por isso, vamos deixar fluir a alma poética de cada um, vivenciando a mensagem encorajadora do amor contida neste livro, alicerçado em anos de inspiração e vivência do amor fraternal.
Criei coragem e coloco aqui para todos.
Elsa Rossi
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Prezada Amiga e Poetisa Elsa Rossi:
Sua poesia destila passado e futuro, presente e certeza. Eleva-se com o vôo do sabiá-laranjeira, sintoniza-se com o canto das aves, afiniza-se com o assobio do vento...Ganha alturas e profundidades, sugere encantos e mistérios e incorpora, em alguns poemas, carne e coração, sentimentos humanos universais, mas tão especiais e específicos de cada pessoa amante que passa por esta vida.
Sim, você interpreta todas as faces da vida, em seus vários estágios e estados.
O marulhar, o assobio do vento,
o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas
e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,
ouvindo a vida e vivendo o amor!
Lendo sua COLETÂNEAS DE SENTIMENTOS, destaquei estes versos que mostram bem a sua face poética, perfeitamente integrada na Natureza, com seus sons e suas cores (às vezes cinzentas). Em tudo você vê o significado por trás das coisas e dos seres, e empunha seu estro afinado no amor universal, e em todas as suas gradações, fazendo-se igual no melhor que um ser humano pode ostentar em sua condição: filho(a) de Deus.
Parabéns pela sua poesia, com primores imagéticos ao correr do livro, sem perder o toque mágico da simplicidade e do humanismo perfeitamente condizente, nos dias de hoje, com a verdadeira fé dos autênticos cristãos.
Parabéns ao Portal Terra, - na seção Virtual Books - na pessoa do Marinho e do Jaime Mendonça & valorosa equipe, em entregar ao mundo mais esta luz que se irradiará por todo o nosso belo e amado planeta.
IPAUSSU - SP - BRASIL - Em 26 de janeiro de 2006
1- Prece.
Senhor!
És o riacho sereno e cristalino,
a correr na floresta emaranhada de nossas vidas
aonde banhamos nossa ardente chaga de dor,
onde saciamos a nossa sede do saber,
onde lavamos a nossa alma obesa de iniqüidades,
onde, no espelho da água, remansa e pura,
sentimos o reflexo incondicional do teu amor!
2 -Todas as mães.
Desaparecem as últimas estrelas
permanece a luz acesa
no casebre da vila
no quarto singelo, um berço
a mãe pobre, junto ao peito,
o filhinho que expira.
Deus assim quis, pensa ela,
na sua simplicidade de mãe.
Deu seu carinho, seu amor
suas noites, sua dor
ao pequenino, que era
Ah! Mãe pobre, mãe rica,
mãe doutora, mãe pastora,
mãe lavadeira, mãe dançarina,
mãe cozinheira, mãe frentista,
mãe cineasta, mãe escritora,
mãe cientista...
...Mãe Santíssima, velai por todas as mães!
3 - Norma de Conduta
Façamos de nossas vidas, um hino de amor
Façamos de nossas palavras, um cântico de Paz,
Façamos de nossos gestos,
o magistral sinal de bênçãos em auxílio ao próximo.
Façamos de nossas consciências, o farol que ilumina
aqueles que ainda navegam nas águas turbulentas do orgulho e insensatez,
na escuridão que a maldade cerca.
Façamos de nossas mãos, pequeninas luzes
que aquecem, com o calor do nosso abraço,
os desvalidos no inverno, das dores morais, e os levantam,
aconchegando-os para que sintam que o amor
cobre uma multidão de pecados.
Façamos da nossa vida, a exemplo da vida de Jesus,
pauta diária de leitura na cartilha do amor,
no compartimento do coração,
onde a razão comanda o equilíbrio das paixões
que energizam e impulsionam o homem
ao objetivo maior da caridade verdadeira,
na assistência do espírito, para que este
possa conduzir a vida no corpo, de forma equilibrada.
Sejamos em nosso mundo,
elos de fraternidade, no exercício do bem desprendido,
na vivência da máxima do Cristo:
“Faça ao próximo, o que gostaríeis fosse feito a você.”
“Amar ao próximo, como a si mesmo”.
Enfim, espalhar o perfume do amor,
colhido no jardim da fé, da consciência, da razão,
do preparo espiritual de cada um,
na finalidade maior da renovação íntima de cada ser,
para que encontrem o caminho
seguro e certeiro em direção a Deus.
4 - Amanhecer I
No silêncio da manhã desperta
o som do vento, sorrateiro acorda o sol
que lentamente distende seus raios
aquecendo os corações inda dormentes,
embalados pelos braços de Morfeu.
Os pássaros alvissareiros
oferecem ao coro da natureza
seus gorjeios
harmonizando assim
a melodia da vida
para mais uma rotina dos dias...
Os cães acomodados, arrefecem
suas guardas, das sombras da noite
sonolentos, cansados, adormecem
enquanto o brilhante raio de sol
toma posto
e ilumina todo o quintal.
O jornaleiro, sua última entrega
termina a tarefa postal
alheio às notícias,
acontecimentos diários,
que ele próprio leva às mentes
ávidas pela política, câmbio, dor
antigos freqüentadores do “Coliseu
“nos evos das noites da vida
Onde a roda de Samsara
com certeza, não para.
E assim,
nas sucessivas manhãs, o mesmo sol
afugentando as sombras
o mesmo canto da natureza
coro divino
a mesma alegria e agradecimento
a Deus, pela Divina Bondade
em nos amar, filhos seus
nesta busca incessante
que todos temos
na curiosidade do que é “ser”
5 - De mim
Noite alta, o silêncio
abajur fraco, a luz
o leve sussurro do vento
`a tua presença me conduz
Receio invadir teu sonho
de tanto em ti pensar
no meio da noite me apanho
em lágrimas a soluçar
Peço-te me perdoes
parte do meu querer
sublimo amor por ti
renuncio prá não sofrer
Parte de mim te busca
outra parte me é fiel
quanto mais oro, mais penso em ti,
amor meu!
6 - Vida
Uma lágrima fugia
tímida e silenciosa
e as curvas percorria
da face cansada e rugosa
A mãe, de olhar ausente,
fixa o pensamento sombrio
no filho pobre e inocente
no cativeiro, doentio
Por vingança, um “amigo” seu
que em sua sombra vivia
preparou a armadilha
e o inocente jovem caiu
A mãe, sabendo de tudo
de tristeza sucumbiu
Não há maldade no mundo
que os olhos de Deus não veja
Há necessidade do escândalo
mas, aí daquele que o planeja
7 - Despertar
O mármore gelado do terraço
acorda meus pés descalços,
O silêncio do alvorecer
acorda meus ouvidos;
As ruas desertas
acordam meus olhos
Diviso por entre árvores
o espaço não físico,
Escuto o som, além do silêncio,
flutuo na dimensão do amor.
O meu pensamento se liga ao seu
E a saudade transforma-se em alegria,
Existe um momento de atração
nos abraçamos, sorrimos
O nosso amor verdadeiro
extrapola os nossos sentimentos.
8 - Adeus
Disseste-me adeus
em longos acenos diários,
Me mostraste o exemplo
da paciência e resignação.
Puseste a luz sobre o alqueire,
brilhou o lampadário.
Falaste a todos
com a voz do coração.
Vida de minha vida, porto
onde ancora o meu amor
pensando em ti, ora me encontro,
na paz conseguida por nós dois.
9 -Amigo
Estrada longa, o caminhar
pausado e calmo, a terra fria
anestesia e abafa o som do pisar
enquanto respiro
Meu Deus, é dia!
Paro e dou conta de mim
por quanto tempo orei no silêncio
da noite, muitas vezes,
olhos fechados, molhados, chorei.
Passos ao lado, sinto o calor
do amigo que caminha paralelo,
sinto seu fraterno amor,
banha-me de balsâmica luz,
energia radiante envolve-me o ser.
Quem caminha comigo?
Jesus!
10 - Memória
Seu doce olhar invade
minha alma e produz
retorno à mocidade
em seu esplendor de luz!
Tua voz em mim encontra
o eco a ressoar
solfejo de amor que afronta
e em tudo me faz pensar!
Te amo caladamente
e no silêncio da vida
coloco no canto da alma
uma lágrima perdida!.
11 - Declaração
do orvalho que veste as flores
ao canto desperto da manhãzinha
aos primeiros lampejos dos raios de sol
avançando por entre
os resquícios do negror da noite
manifestando a vontade de Deus
em mais um dia,
na obrigação cristã de cada um
na gratidão de cada coração,
em vivenciar o amor!
12 - Manhã II
Ah! Manhã que já se mostra dourada
traz desfilando à sua frente,
os raios do sol da primavera.
Árvores ainda desnudas pelo outono
balançam seus galhos
na transparência da manhã.
A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,
o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela,
a rua acorda os pequenos que dormem
encolhidos sob a viela.
Ao lado do canto da manhã
ao sol radiante, do café cheiroso,
grassa a dor, a fome a tristeza, o choro
do mais alto, Jesus olha por todos
doando seu manancial de amor
que supera as dores.
Ah! Manhã de sol já alto e quentinho
aconchega os pequenos,
que perambulam e são muitos.
Acorda, aquece as almas humanas
ainda dormentes e frias
Para que possam em dividindo caridade,
somar em sabedoria junto ao Criador.
13 - Meu deus grego
Nariz afilado,
perfil de Atenas
mecenas
que me faz suspirar.
Retrato de Fídias
entoa cantigas
mudas
e me faz acordar.
No mármore bruto
esculpo teu busto
para te abraçar.
E em sonhos
busco
teus azáfamos lábios
beijar.
É assim que eu te vejo,
meu deus grego,
sabendo que teu coração
jamais poderei tocar.
14 - Alma das horas
As horas acordam a alma
Na calma em te buscar
estar ao teu lado querido
é tudo o que sei gostar
As almas das horas choram
por não te ter ao meu lado
na calma reflito e penso
pode tudo ter-se acabado
Buscar a calma é preciso
o sorriso no coração brotar
cantar é qual lenitivo
quando as horas, a alma acordar.
O que sei que gosto e não tenho
o cenho com suave expressão,
meus olhos dizem o que penso
cala minha boca em solidão.
Oh! Horas, acordem minha alma
e deixem dormir meu coração!
Lentamente a brisa suave
embala as delicadas florezinhas
que sonolentas caem, caem
e adormecem no leito grafite de nossa rua.
Parece que combinaram todas
ao mesmo tempo e em segredo
pedir ao vento que as levem ao chão.
Que emoção!
O colorido sobre o asfalto
amarelo, salpicado da luz do sol,
dos raios que desvirginam as árvores
e se depositam ao lado, em bemol.
É uma beleza sem igual
por poucos meses do ano, no verão,
e nossa rua se transforma em banquete celestial
ao pássaro preto, à sabiá, um aluvião.
É nesta rua que eu moro
são estas árvores que há muito tempo
me foram confidentes de certos momentos,
nelas ainda confio, eu as adoro.
16 - Ode às alamedas de alamandas.
Te escondes na timidez
e medo de dizer “ti amo”
porque não tens idéia do que seja
“eterno”e “eternamente
“Na falta do amor,
comigo não morres,
mas vives na solidão
que caminha de mãos dadas contigo...
...e necessitas do afago
de meu colo fértil e seguro,
afagando-te no clima veterano
de meu olhar!
Me vistes e sem perceber,
quedaste e não te deixaste mostrar
tua pele, que se despia,
ao tempo em que a minha a conhecia.
E deixaste transbordar teu amor
sem se dar conta
do teu corpo acumulado
que de amor se mostrava.
Freias a paixão.
E não percebes que te sentes derrotado
e deixas esvair o sol que poderia
te tirar da sombra de ti mesmo
Os credos, convidei-te a rezá-los comigo
no altar do sol,
à ventania, às ondas do mar,
na praia segura em que vivo
e eternamente
te escondes.
Um dia me acharás nas Yolandas, nas Marias,
nas manias de se dizer,
fechado ao amor
Um dia te acharei
por entre as alamedas de alamandas da vida.
A tempestade assustadora ameaça
corromper os sentimentos do homem
anarquizar pensamentos
e matar a paz!
Mas qual! Sentinelas que somos vigilantes
Não decuramos um só instante,
combatemos a confusão
com oração.
Eis que luzes,
como suaves ventos
transformam o negro momento
em calmaria e brandura
em água cristalina e pura.
Bebemos da água da paz e do amor
fortalecemos frágeis corações e razões
e eis que surge a luz
que o vento conduz.
Inebria os homens neutros que oscilam
conduzidos, se deixam conduzir,
confiam,
que a luz da candeia que seguram
iluminam-nos e os depuram.
18 - Dança dos Corpos.
Nossos corpos unidos
bailavam ao sabor de nossos pensamentos
nada dizíamos, pois nossos lábios
ocupados com os carinhos molhados
refrescavam nosso suor.
Nossa respiração em arranjo musical
davam o sinal de nosso êxtase
apertávamos um ao outro em abraços,
em contrações de extrema felicidade
na vontade de descobrir o melhor para nós
a sós, só nós, nós dois
e era uma total abertura
na estrutura de nossos momentos
nada importava,
o exterior, o quarto,
a chuva fina, o vento faceiro.
A luz tênue nos envolvia
e aumentava de paixão nossos corações
fazíamos de nossos momentos
pequenas eternidades
vontades de amar, de doar, de se perder
um dentro do coração do outro
na verdadeira troca do sentimento maior.
O amor!
efêmera paixão, coração tingido,
caso de difícil solução,
quebra-cabeças,
sem pé, nem mão,
grita a voz da consciência,
fala alto a razão.
Qual o quê ?
Deixo-me levar como num sonho
arfo o peito, canto alto, voz ao vento
e a tudo me proponho.
A ter-te como volátil imagem
como nuvem que passa
e se desfaz
marcas não deixa.
Como num doce sonho
um acordar feliz
tenho-te em mim
como uma cicatriz
em local discreto
sob o seio esquerdo
junto ao meu coração
Vejo ao longe, no horizonte,
certa claridade que me excita.
Atento para vários pontos em luzes
e tua imagem em minha frente, saltita.
Tem sido assim, nos últimos dias, a viagem,
a paisagem onde insisto em te reter:
é o horizonte, é a água, é a luz
que tenta meus pensamentos combater.
Arranjos, adornos, pinceladas em cores;
não há critérios para se amar:
é o florescer do velho amor,
é o fogo da paixão contida,
É o anseio que dulcifica a alma
é o compasso, é o alento que acalma,
e no teu amor, mais uma vez
minha alma acredita!
21 - Vencer.
Não quero fazer do tempo
lembranças em fragmentos
que não se pode mais juntar!
Não quero fazer da vida
etapas não vencidas
e o remorso n’alma calar!
Busco incessantemente a rota
da estrada que à plenitude conduz!
Ao digno trabalho perene
calma, tranqüila, serena,
na paz que encontro em Jesus!
22 - Você no meu sonho.
Sei que estou sonhando
e neste sonho
você é a principal personagem.
Já o conheço de há muito,
não o identifico no presente
mas sinto que em passado remoto
já estivemos juntos!
Ah! Como gostaria de retê-lo
como foto antiga sobre a cômoda
para tocá-lo, revê-lo, beijá-lo
mesmo que não o tivesse aqui.
Onde está você, quem é você?
Que represento no contexto de sua vida
se sou sua alma afim,
esperar prá quê?
Sintoniza comigo em vigília,
deixe-me senti-lo,
tocá-lo em azáfama
como se toca o vapor da água do rio
na fria manhã de inverno,
ao leve calor do raio de sol,
preenchendo no meu coração
o espaço, de há muito, vazio.
As folhas dançam no ar
ao sabor da brisa de outono
como se ao léu estivessem
em abandono
e no assobio do vento
ficam a soluçar.
Apanho uma, outra que
cai aqui, acolá, na relva macia
na umidade do início do dia
na cálida manhã, antes do sol raiar.
As vezes me sinto
como as folhas de outono
mas de imediato transformo a brisa
em companheira
o vento em servidor fiel
o espaço num amplo castelo
e me sinto a rainha
da vida que levo.
Sou imensamente capaz
de momentos difíceis reverter
tirar o que de bom e bem me faz
somente o bem e o que é bom, reter.
Luze, ao longe,
sobre a crista das ondas negras,
a réstia guia do farol,
pusilânime, inconformado
com o vociferar do vento
que chicoteia o mar.
Ruge dentro de mim
a fera ferida, perdida
de amores pelo domador,
amo, doutor e senhor
que domina minha vida.
É um sentimento inconstante
que vem à mente a todo instante
como a lua beija o mar.
É a cansativa tristeza
da dor da alma presa
a quem dela nem caso faz.
É um chorar vazio
trêmulo, coração frio
do tempo perdido, sem paz.
Sequer uma frase solta
que diga que ainda há volta
pôr um fim no meu penar.
Te acomodaste,
queres tudo ter e
nada devolver,
queres ser amado e
não deixas teu coração amar.
queres ser servido e
pouco trocas comigo,
queres dar as ordens e
não tem poderes.
És covarde
diante de ti mesmo,
és sombra de ti mesmo
és escravo da acomodação.
Feres e magoas
por tua irreverência,
breve solitário estarás
por não deixar aprisionar teu coração
na mesma cela que o meu.
Posso dar-te a liberdade
de tudo ter,
de ser amado,
de ser servido,
de dar as ordens,
desde que troques comigo
todo sentimento de amor!
um império construído
no amor que juntos iniciamos
há trinta anos.
Ruíste com os pilares
da fé que nos unia
ficou uma alma vazia
onde só penetrava
a avareza
a materialidade
a aspereza
a rudeza de coração
mas, serviste bem ao meu ego
de ti tirei todo o meu prazer
mas hoje,
estamos a descoberto
sentimentos de desencanto apareceram,
me deixaste só
para refazer outro império;
e que este tenha alicerces
de amor e compreensão
da vida rumo a um horizonte
da verdadeira união,
a de almas e a de mãos.
Uma palavra que tu me disseste
desencadeou uma história
que vivi há muitos séculos
e que retive na memória.
Eras tu, o meu vassalo
por quem apaixonei-me um dia
e não pudemos juntos ficar
tal a diferença que existia
Hoje, em voláteis momentos
nossos olhos se cruzam
emudecidos, falamos,
Sabemos que há algo no ar
que não conseguimos identificar.
Relutas em te dares a mim
vingança íntima, inconsciente,
coisas do passado, não do presente,
vamos viver este momento.
Sinto uma dor muda
quando ouço alguém dizer:
- amor? O que é isso?
Isso não existe!
Esse alguém ainda não viveu,
passa pelos dias,
passa pela vida
e não cultiva
a maior energia da alma
que impulsiona o homem a outros mundos
nos profundos sentimentos do amor,
que levanta cegos caídos,
acorda os que dormem nas dores morais
luze os que se encontram nas sombras,
dá alegria aos rostos, numa luminosidade sem par...
É só querer aprender a amar.
O vento suave roça minha face, como carícia de amante
envolve meus cabelos que dançam a melodia da tarde!
O som das ondas do mar que beijando a branca areia,
insiste em molhar meus pés.
É como um carinho na minha muda alma
e no meu silêncio interior,
deixo a orquestral natureza agir
com todos os seus sons.
O marulhar, o assobio do vento,
o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas
e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,
ouvindo a vida e vivendo o amor!
Costumo buscar na solidão,
a turbilhosa energia dos pensamentos
que pululam em minha mente incansável,
como sementes que estalam ao sol.
Pensamentos tem cores e a cada cor uma nova idéia,
uma solução, uma dor, um frio d’alma, um calor,
um sorriso mudo, uma fugidia lágrima, uma canção, uma oração.
Por mais que eu me vigie, me encontro pensando em você.
Quisera poder esquecer seus carinhos,
trilhar outros caminhos,
que não os que me levam a você.
Quisera poder singrar outros mares,
que não o que detém a nau de sua vida,
quisera reter seu amor em mim,
como a concha detém o molusco
e produz a pérola da felicidade.
Quisera ser sua, mas
que você fosse meu de alma e corpo, alma e coração,
num ritmo de vida,
que permitisse a mim, viver em você,
nos seus pensamentos, como vive você nos meus.
Saio dessa sonolência, dessa confissão,
e lágrimas deslizam até meus pés,
beijando as ondas do mar.
30 - Nuvens Flutuantes
Você entrou em minha vida
de forma sutil, silenciosa
quase na penumbra,
fiz-me visível a você
para que me amasse,
como eu já o estava amando.
Dei a você,
grande parte de meu coração
e entreguei os meus sentidos
para que você os sentisse quase seus
e abusei da felicidade
de sentir-me embalada pelos seus braços,
envolta em seus abraços doces e ternos,
cobrindo-me de olhares amorosos,
envolvendo-me em nuvens flutuantes
ao sabor do vento do amor.
Jamais queria eu que estes momentos findassem
e culminassem na dor da alma ferida
na sentida espera de sua volta
sem revolta, mas solidão!
31 - Prece II
Senhor Jesus!
Diante de mais um dia que nos brinda
o seu incomensurável amor,
ponho-me diante de Ti, Senhor,
pequenina e humilde, criança ainda.
Faça-me Senhor, amiga fiel,
auxilia-me Senhor a distribuir o bem
sem escolha de raças, sem olhar a quem,
coração aberto e livre, pássaro ao céu!
Permita-me Senhor levar Teu nome Santo
àqueles que nem Vos conhecem, órfãos do amor,
peço-Te querido Mestre e Senhor
que eu possa distribuir a paz por todo o canto.
Jesus, amigo dileto de nossas almas,
fonte cristalina de amor e luz
a nos iluminar o caminho, dá-nos a calma
para que mais cedo compreendamos
o peso e o tamanho da nossa cruz!
No silêncio do amanhecer
desperto meus sentimentos
e faço de cada momento
um instante de oração.
É como se o altar sagrado
com pilastras firmes calcado
estivesse bem colocado
no cerne do meu coração.
Ensinamentos nos dá a vida
na transparência da emoção,
no recolhimento em oração,
nas etapas a serem vencidas.
É qual lírio da paz,
imponente no charco vasto,
que sobe da lama em repasto,
aos olhos do homem fiel.
33 - Manhã II
Ah! Manhã que já se mostra dourada,
traz desfilando à sua frente,
os raios do sol da primavera
Árvores ainda desnudas pelo outono,
balançam seus galhos
na transparência da manhã.
A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,
o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela;
a rua acorda os pequenos que dormem,
encolhidos sobre a viela.
Ao lado do canto da manhã
ao sol radiante, do café cheiroso
grassa a dor, a fome a tristeza, o choro
do mais alto, Jesus olha à todos,
doando seu manancial de amor
que supera as dores.
Ah! Manhã de sol já alto e quentinho,
aconchega os pequenos,
que perambulam e são muitos.
Acorda, aquece as almas humanas,
ainda dormentes e frias,
Para que possam em dividindo caridade,
somar em sabedoria junto ao Criador.
desenhando no gramíneo chão
esculturas de sombras, num jogo de luz
que produz na alma sensibilizada
uma ânsia de descrever a efêmera arte.
Caminho sobre a úmida relva
gelam os pés, emoção antecipada,
os gorjeios dos pássaros na mata ao lado
enobrecem o meu momento de oração.
É um fundo musical divino
mesclado ao aroma das árvores silenciosas
que reverenciam o vento e o sol,
guardiães da natureza,
profundos admiradores do silencioso hino.
Oro, no recôndito de minha alma
solicito auxílio aos meus pseudos-problemas
todos solucionáveis, chorar nem vale a pena,
mas estar aqui, neste Iguaçu vazio, já me acalma.
Não oro só por mim, que tanto recebo
mas pelos que me circundam, pelos lobos
que, vorazes e sedentos do prazer efêmero,
não medem as consequências que causam, os danos.
Sinto-me reconhecida e reconheço
que o Pai de Amor tudo resolve,
desde que a palavra divina aceitemos
“Como se reformar intimamente, seguir à risca a norma da vida,
por Jesus ensinada há dois mil anos!
35 -Tudo pode aquele que crê.
Quando se acredita no bem
um valor imenso se apodera de nossas almas
vitalizando nossa intimidade
na concretização das propostas de vida.
Multiplicam-se os talentos,
dá-se conta do “ceitil por ceitil”;
exterminam-se os lamentos,
molda-se o comportamento no buril,
fortalece-se a paciência,
estende-se benefícios a quem quer que seja
não se mede o “doar”
apenas trabalha a caridade
no servir sem ostentação
abrindo várias porteiras
nas propostas de vidas em execução,
nas tarefas tais quais se apresentem,
onde possa estar a nossa estendida mão.
36 - Meus filhos
Cintilam estrelas puras
nos teus olhos, filha minha
tesouro sem par nas buscas
que faço por entre as ruínas.
Castelos, templos, montanhas,
areias de praias e desertos
do Sinai ao Saara entoam cânticos
de fraterno amor e me despertam.
Por segundos me transporto
onde estão vocês, flores do meu jardim
na existência desta vida
florescem e crescem junto a mim.
Giovana, Janine e Daniel
raios do sol do amor a me aquecerem;
filhos que por empréstimo Deus me concedeu
na escalinata das vidas a se sucederem.
Abraço-os com o sentimento mais nobre
que existe em todos os corações,
do mais rico ao mais pobre,
O amor é a doce fonte das emoções.
Faz-se o teu amanhecer
no meu pensamento
e de longe surge a aurora
com teu primeiro sorriso
raio de luz que ilumina
o início da rotina
do meu dia.
E antes que teus olhos despertem
eu te abençôo, te bendigo
dando graças à Ele
que nunca dorme, mas repousa sereno
em nossos corações.
É assim que eu te encontro,
tesouro de minha vida
em todas as douradas manhãs,
pois, ter-te ao meu lado, é sempre sol
é sempre primavera, é sempre felicidade.
Acompanhar teu crescimento
é o salário mais nobre
que eu possa receber!
Te adoro tardes de outono
por entre nuvens douradas,
por entre pastos e campos
no lombo de mulas cansadas.
No grão que na terra úmida
agradece ao Senhor o orvalho
que gratifica gramíneas e flores
e veste o choupo e o carvalho.
Te adoro tardes de outono...
Te adoro tardes...
Te adoro...
39 - Mensagem 1
Uma das coisas mais bonitas
que temos em nós,
na nossa pequenina e grandiosa
capacidade humana,
é o gerenciamento
do inocente impulso da adolescência,
transformados nos dias atuais,
em dínamo que energiza
e impulsiona a nós,
alicerçado pela maturidade espiritual,
à busca de um viver
mais correto possível,
visando o equilíbrio
de nosso próprio amanhã.
40 - Vó Mariquinha
Diante da prata de seus cabelos,
me curvo em respeito reverencial
pois, para mim este é o sinal
do peso dos passados evos.
Vó Mariquinha, que doce labializar
o teu compasso tranqüilo
não vende, não troca, é sigilo
o segredo do teu caminhar
De nosso coração emana sempre
vibrações de miríficas luzes
iluminando suas passadas cruzes
das saudades dos que já estão ausentes
Receba com todo o nosso carinho
o mais belo ramalhete de flores
enfeitado com sonhos e amores
só cor e perfume, sem espinhos.
Rogamos à Deus, Pai querido,
que a tenha sob Sua proteção
além do amor, carinho e atenção
que filha e netos lhe têm despendido.
Obrigada pelo exemplo silencioso e fraterno,
os olhos falam, o sorriso determina
e neste aprendizado, a vida ensina
o caminho nosso ao Pai Eterno.
Preciso de um especial amigo
que aperte a minha mão
e me oferte um sorriso
de dentro do seu coração
Que queira contar comigo
nos seus íntimos momentos
e seja para mim um abrigo
em todo e qualquer tempo
Que faça do seu dia a dia
uma estrada de poesia
em aprendizados de luz,
Que divida o Grande Amor
com todos ao seu derredor
como ensina Jesus!
42 - Paisagem – (ano de 1969)
Numa tão bela tarde de sol
a bater nas folhas de clorofila
de flores, de galhos
na brisa tão leve
e as gotas de orvalho
da chuva que passou há mais de uma hora
da vida tão vivida,
tão amiga,
tão sentida,
tão de outrora,
tão de agora,
a burlir nos corações mudos
o amor que não passou!
Nesta tão bela tarde
de sol a banhar as folhas
de clorofila, de flores, de galhos,
de amores que se encontram,
de olhares que tudo dizem...
Ah! Nesta vida tão bela
tão linda tarde
nada mais será preciso falar,
só olhar, só amor, só amar!
Os dias transcorrem
no ritmo do nascer e pôr do sol,
na claridade da manhã,
no entardecer melancólico,
na relva macia e úmida,
nas estrelas que despontam túrgidas,
na cavalgada em cadência
dos animais despertos.
Sento-me na soleira da varanda:
velhas madeiras que rangem
comunicando seu cansaço
pelo longo tempo que ali estão.
Medito nos vais e vens dos dias
no trabalho interminável
que nos faz saudáveis à vida
que pretendemos levar
diante da nossa consciência no bem
que nos convida a trabalhar
a servir, sem olhar a quem!
Nesta bucólica paisagem,
neste santuário da natureza,
refrigero minha alma e com certeza
rejuvenesço meu espírito,
não o deixo esgotar-se
diante de tanta beleza,
é o que sei fazer
Eu sei como amar!
me preteres,
às luzes da noite
e sorrisos da madrugada
entre embalar a mim, seu filho tenro
que acordo assustado,
e as vis paixões da noite
que não te levam a nada.
Hoje pouco te ofereço
além do afago suave
pelas minhas mãozinhas físicas
tão pequeninas
mas, não alcanço teu coração
empedernido e atávico
e me retornas em cansaço
em desperdício da vida.
Como despertar a ti
que amo e que és minha
mãezinha de há muito?
pois há muito, me prometes
que eu seria para ti, o reforço
o retorno à lembrança sadia
das tuas promessas ao Mestre.
Ainda quero e posso
Auxiliar- te a modificares,
dizer a ti que me és importante,
a maior em minha vida, a luz guia,
caminhemos no mesmo ritmo da natureza
que pulsa, trabalha, adormece e ama.
Vem, minha mãe,
não troques a noite pelo dia...
Ao longe, ouço tua voz
no meu sono agitado
pois vejo-te envolta em brumas
e isto me agonia.
Vem, minha mãe,
corre aos meus braços
que eu te abraço,
não troques a noite pelo dia!
De manhãzinha,
o sol acorda nossa janela,
me acolhe, me envolve,
me alimenta e me alivia.
Serei tua lembrança de amor,
de crescimento, de louvor à Deus,
mas por favor, mãezinha,
não troques a noite pelo dia!
fim
My world when I was a child
it was the sea and the sand
where the screams of seagulls
many times still turn
in the botton of my heart.
The tiny grains of sand,
in days of full moon
they drip for my hands,
in colors silver platinum
at the rosary of my destiny
We thank God
for already conquering
the condition of forgiveness
and understanding...
while many people
are still continuing
to offend and hurt others
and are in need
of the forgiveness
and understanding!
Copyright ©2006 Elsa Rossi
Elsa Rossi
Copyright ©2006 Elsa Rossi
My Memory
His sweet glance invades
My soul and produces
My return to youth
In its splendour of light!
Your voice finds within me
A resounding echo
A song of love that affronts
Making me think about things
I love you silently
And in the silence of life
I place in the corner of my soul
A lost tear!
(revised by Janet Duncan-2006)
Sob o arco de estrelas.
Cristais refletem a luz,
Multiplicando-a em mil estrelas,
Como se forma física tivessem,
E poucos pudessem ve-las…
Eis que um cristal humanizado,
Desce a Terra em dons de luz,
Trazendo a esperança,
Na mensagem de Jesus.
És o missionário amigo,
Ora pai, ora irmão,
Divaldo, sempre o teremos
Em nosso coração.
Gira na rota do mundo,
Espalhando a sua luz,
Mensagem cristianizada,
Do Nosso Mestre Jesus
Nem partiste e ja sentimos
O vazio da sua voz,
Mas o eco permanence,
Lá no fundo, dentro de nós..
Vai amigo e irmão, segue adiante,
Vivendo a própria mensagem
Sob os arcos das Estrelas
Que Joanna tece em rosário,
És tu, o Semeador,
Que Suely coloca em prosa,
És o vero agricultor,
Que enche de amor as rosas,
És o jardineiro perfeito,
Que sem descanso vigia,
As flores do imenso campo,
Sem descanso, noite e dia.
Costuras com fios de luz
Polo Norte, Polo Sul
Incansável Trabalhador
Sob as hostes de Jesus!
Ah! Divaldo, pai e irmão
Nossa oracão vai contigo,
Eh o que de melhor oferecemos
A voce querido Amigo!
Elsa Rossi
Londres, 15 de Junho de 2005
singela homenagem a Divaldo Franco.