O veto do Presidente da República à regulamentação da profissão de Ecólogo, assinado no dia 1º de agosto, baseou-se na manifestação do Ministério do Trabalho e Emprego, que apresentou o seguinte parecer:
“Opina-se pelo veto ao Projeto de Lei, já que este não define com exatidão o campo de atuação profissional específico do Ecólogo, nem prevê as regras sobre a fiscalização da profissão, aspectos fundamentais para sua regulamentação, bem assim não estabelece com precisão quais os outros profissionais que poderiam exercer as mesmas atribuições definidas para o Ecólogo, o que poderia gerar insegurança e conflito no exercício de diversas profissões, inclusive a do próprio Ecólogo.”
Esse parecer é similar a outro, de 1993, referente a um projeto de lei anterior, também de autoria do deputado Mendes Thame, que visava a regulamentação da profissão de ecólogo e apresentava falhas. Essas falhas, as quais se referem o parecer do Ministério do Trabalho, foram solucionadas no atual Projeto de Lei.
A Senadora Marina Silva afirmou: “Não tenho certeza de que o presidente foi corretamente instruído. No mínimo, esse foi um equívoco de avaliação do Ministério do Trabalho”.