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Aqui inauguramos ( DESDE O Nº4 ) uma nova opção cultural do "CABARÉ!". O conto é uma forma literária de grande alcance e rapidez. O conto pode abrigar a sátira, a reflexão ou simplesmente um contar de histórias. Esta coluna está aberta a participação de todos.
A PROMOÇÃO
De André Ferrer
Leonildo pegou a mulher de jeito. Era servidor municipal e o escrivão de polícia repetiu a pergunta ao delegado. Imprescindível substituir o carbono.
Passava o dia e a vassoura no asfalto, sim, lotado no serviço de limpeza pública, sim, mas era visto nas proximidades da estação. Isto muito ultimamente.
– Promovido! Fui promovido doutor! – acudiu Leonildo com a voz abaulada. – Faço a limpeza da praça no lugar de varrer as ruas da cidade! Fui promovido semana passada! O doutor pode “veriguar”!
– É trabalhador! – disse alguém alarmado. – Aqui todo mundo conhece o Nildão! Só exagerou um pouco, seu delegado, na hora de comemorar!
Lesma, fraude, coração mole, cuja intercessão arrancou protestos da outra testemunha, menos condescendente:
– Valha-me Deus! Se bater, agora, é comemoração!
– Valha-me Deus digo eu! Contenha-se, ó, cambada! – o delegado ralhou. – Põe aí, ó, meu filho... Meu filho, já trocou essa geringonça?!
– Pronto! – o escrivão respondeu.
Apesar da zonzura, Leonildo conseguia pensar na besteira que tinha feito. Logo agora?! disse ele consigo mesmo. Gostava tanto de trabalhar na praça, muito ao abrigo das intempéries... Uma desgraceira se perdesse aquilo! E o tanque de peixes, bem no meio da Marechal, ele contornava um par de vezes no dia, pisando fragores de folhas secas, o prolegômeno da varredura.
Como tinha prazer naquilo! Empunhava o cabo da piaçava que, menos de segundo, era o quadrilzinho de uma valsa chiadeira. Sob a Sete Léguas, mil estalidos de polvilho azedo.
Ganhava o mesmo, era certo, mas compensava por não ter que “turricar” debaixo do Sol! Ordinário parar e abandonar o peso no vassourão. Olhos encantados por uma carpa japonesa.
– Então está certo! Vamos continuar com o agressor, Leonildo Siqueira – disse o delegado. – Antes do incidente, onde é que o senhor estava?
Naquela tarde, logo depois do trabalho, foi beber com José, varredor de três quarteirões ou quatro, que não encontrava um tempão atrás.
Desde a promoção, completava-se uma semana inteira – dois felizes, enveredados numa carraspana mútua, beberam tudo de um assunto só. Boa sorte – muita boa sorte, dizia o rótulo.
A sorte, enfim, levou o papo à beligerância; que a “premiada” era merecida; que o outro também merecia e logo teria igual; que o primeiro, sim, tinha muita boa sorte, mas que abrisse os olhos com a patroa!
– Cê tem prova?!
– Como não?!
Cachaça e inveja dão nisso mesmo!
– Derrubou a mulher lá fora, no quintal empedrado, e mandou ver! Mandou ver até a coitada fugir para dentro da casa! Mas que cena triste de assistir! Uma selvageria doutor delegado!
Foi a lesma morta, completamente vencida pelas pressões.
Na escrivaninha, o catador de milhos enroscou as falanges no “qwert” e reclamou na forma de um longo gemido.
– Põe aí, ó, meu filho! – fez o delegado. – E não vai dizer que o papel acabou de novo heim!
– Não senhor! Aqui tem papel o bastante!
Segundo as testemunhas, Nildão continuou batendo na sala e, depois, na cozinha, onde a mulher reprisou a queda. Bateu e bateu até pisar nos dedinhos dela e parar repentinamente. Debaixo da sola, cinco folhas desidratadas.

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LITERÁRIAS
COMENTÁRIOS - DEBATES - ESCRITOS - GERAL
Este é André Ferrer da cidade de Bandeirantes, extremo-Norte do Paraná.
Tem 34 anos, é farmacêutico de formação e atualmente professor universitário. Escreve desde o final dos anos 80, quando teve sua primeira crônica publicada num jornal local.
Está estreando no Cabaré! com o conto -Promoção-.
Quando você se viu como escritor?
É difícil determinar um instante pontual, o marco zero desta minha relação com a escrita não mais como leitor, mas produtor. A minha casa sempre foi cheia de livros. Mãe e tias professoras. Avós imigrantes, daqueles que trazem notícias de mundos temporal e espacialmente distantes. Uma coleção, enfim, de fatores que contribuíram para que o adolescente André tomasse gosto pelas histórias reais e inventadas. Como todo jovenzinho, eu curtia quadrinhos, desenhava relativamente bem e, lá pelos quatorze, produzia gibis em papel sulfite. Na maturidade, abandonei o desenho e fiquei com a narrativa. Costumo dizer que a palavra escrita me dominou completamente e o desenho atrofiou. Creio que foi por aí, entre os 14 e os 18 anos. Com 16, tive a minha primeira crônica estampada num jornal local. Anos depois, descobri a Internet e a possibilidade de me tornar um escritor independente. Para mim, o que interessa é escrever. A resposta que consigo de alguns leitores na Internet me satisfaz enormemente! É um feedback e tanto!
Em que locais publica?
“Inaugurei” um blog este mês (http://blogdoandreferrer.zip.net/). Tive outros dois endereços na web entre 2003 e 2006. Agora estou reunindo e selecionando as crônicas desta época para um livro independente a ser lançado este ano. “Desplugados” é o título e muito em breve estará à venda na Internet. Fora isso, publiquei “Como dois anéis de madeira”, um conto sobre a inocência e a malícia, numa coletânea da Editora CBJE. O livro “Contos perversos” ainda não esgotou e está à venda no site da editora. Felizmente, agora, também escrevo para o “zine” Cabaré e tenho certeza de que será uma parceria muito frutífera!
Como vê o mercado literário hoje?
O mercado parece o mesmo, seja o editorial, o fonográfico, enfim, o mercado cultural como um todo, mas não é. Nas últimas duas décadas, com o impacto das novas tecnologias, muitas “lacunas” foram criadas e só muito lentamente as empresas “convencionais” investem nesse vazio. Quem mais desbrava esse novo “mercado” são as empresas intimamente ligadas à informática e o produtor independente. Um exemplo foi a compra do YouTube pela Google. São empresas do ramo da informática mercadejando conteúdo ao mesmo tempo em que ampliam as possibilidades para os produtores de conteúdo, anônimos ou não! Enquanto isso, as gravadoras e editoras “tradicionais” trabalham construindo o velho e apertado funil pelo qual só passam os produtores de mesmice. A inovação nas artes acontece na rede. Fenômeno este que, fora de dúvida, acontece mais expressivamente no universo da música, com seus podicastings da vida, mas não tarda a movimentar os produtores de literatura interligados mundo afora. Essa história de blog é muito séria! Vai frutificar nos próximos anos e revolucionar o “mercado”, graças à penetração que a Internet consegue na sociedade. Imagine um sujeito escondido num lugar exótico qualquer, cheio de olhares criativos em relação a assuntos dos quais a “metrópole” já não consegue extrair nada de novo! Antes da Internet, sujeitos assim morriam sem nunca terem expressado suas idéias.
Planos para o futuro?
Escrever. Publicar o “Desplugados” como se fosse um desses DJs aí da WEB e escrever.
Comentários sobre a literatura.
Produzir literatura, isto é, escrever, para mim, é procurar o ângulo inusitado. Literatura é busca. Existem olhares diversos para as mesmas e eternas questões humanas. O escritor criativo e inovador busca novos pontos de observação sem, necessariamente, abandonar os temas nobres e, ao mesmo tempo, mesquinhos, que constituem a vida humana.
Obrigado e abraço!

MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.

O erotismo tem sido cultivado com alguma frequência na literatura portuguesa. Encontramo-lo, por exemplo, nas "Cantigas de Escárnio e Mal-dizer", no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em Gil Vicente, em Camões cujo canto IX dos Lusíadas nos dá um fresco dos prazeres dos nautas portugueses inebriados por mil sereias.
No presente século, Fernando Pessoa, curiosamente nos seus English Poems, Mário de Sá-Carneiro, Guerra Junqueiro, António Botto, Melo e Castro, Jorge de Sena, entre muitos outros, celebraram nos seus escritos os rituais de Eros.
No século XVIII prevalecia um puritanismo limitador. Com efeito, era difícil uma pessoa assumir-se integralmente, de corpo e alma. Tabus sociais, regras estritas, uma educação preconceituosa, a moral católica tornavam a sexualidade uma vertente menos nobre do ser humano. Por outro lado, uma censura férrea mutilava indelevelmente os textos mais ousados e a omnipresente Inquisição demovia os recalcitrantes. Em presença desta conjuntura, ousar trilhar a senda do proibido, transgredir era, obviamente, um apelo inexorável para os escritores, uma maneira salutar de se afirmarem na sua plenitude, um imperativo categórico.
Em Bocage, a transgressão foi pedra de toque, o conflito generalizado. As suas críticas aceradas aos poderosos, a determinados tipos sociais, ao novo-riquismo, à mediocridade, à hipocrisia, aos literatos, o seu anti-clericalismo convicto, a apologia dos ideais republicanos que sopravam energicamente de França, a agitação que disseminava pelos botequins e cafés de Lisboa, o tipo de vida , "pouco exemplar" para os vindouros e para os respeitáveis chefes de família e a sua extrema irreverência tiveram como corolário ser considerado subversivo e perigoso para a sociedade.
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
A crítica acutilante de Bocage estendeu-se também ao clero. Em causa estava a incoerência daquela classe social, que apregoava do púlpito a virtude e tinha uma prática quotiana que se encontrava exactamente nos antípodas. Por outro lado, o poeta manifestou-se sempre contra uma concepção fundamentalista da religião, que tinha como pedra de toque o medo e o castigo eterno. Eis uma quadra satírica atribuída a Bocage, que visa o clero:
"Casou-se um bonzo da China
Com uma mulher feiticeira
Nasceram três filhos gémeos
Um burro, um frade e uma freira."
INFÂNCIA
SINTO FALTA DA INFÂNCIA!
DE VER AS CRIANÇAS CORRENDO ATRÁS DE PIPA, E NÃO DA POLÍCIA!
DE VER AS CRIANÇAS PULANDO AMARELINHA AO INVÉS DE PULAR MUROS PRA FUGIR..
DE TER CERTEZA DE QUE A ARMA É DE BRINQUEDO E NÃO TEMER SEUS “TIROS”.
DE VER AS MENINAS NA PRAIA PELA MANHÃ PEGANDO SOL E NÃO A NOITE PEGANDO TURISTA.
SINTO FALTA DAS CRIANÇAS NA SALA DE AULA AO INVÉS DO REFORMATÓRIO.
EM CASA AO INVÉS DA RUA. SERÁ QUE OS TEMPOS MUDARAM?
NÃO EXISTE MAIS A DOCE INOCÊNCIA DE MEU FILHO?
OU SERÁ QUE QUEM PERDEU O CAMINHO FOMOS NÓS?
TROCAMOS INOCÊNCIA POR VIOLÊNCIA
E ESTA RIMA É DURA DEMAIS.
(CHRISTINA RODRIGUES)
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Quadrinhos
_________& Brasucas_
ALEKSEY – CASTELOS DE AREIA
É a mais nova graphic novel brasileira.
Obra está em fase de roteirização e tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2008
Aleksey desperta de um pesadelo, o mesmo pesadelo recorrente que o assombra há quase 20 anos. No espelho do banheiro, os olhos que o encaram não são humanos. Ele abre o armário e faz o que é preciso para retomar a aparência normal. Quando escancara a janela balcão do seu quarto, a imponente imagem do Edifício Martinelli se impõe, projetando sua sombra sobre o pequeno número de carros e pedestres que se movimentam na Rua Líbero Badaró. Antes mesmo que termine de trocar de roupa, a campainha do antiquário, instalado no térreo de sua morada, toca. É um estranho cliente que ligou na véspera avisando de sua chegada antes do horário comercial.
A cena acima descreve as primeiras páginas de Aleksey – Castelos de Areia, graphic novel criada pelo escritor e editor Edson Rossatto e pelo jornalista Jota Silvestre (argumento e roteiro), e Lean Alvesan (arte). O projeto está em fase de roteirização e deve ser lançado até a próxima edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em julho de 2008, pelo selo Andross Comics, um braço da Andross Editora, de Edson, criado especialmente para esta publicação.
Aleksey - Castelos de Areia conta a saga de Aleksey Grigorivitch Volkhov, um russo radicado no Brasil há 20 anos que, subitamente, se vê arrancado de sua pacata vida de proprietário de um antiquário no centro antigo de São Paulo e é lançado numa aventura de auto-conhecimento. Junto com seu amigo, o escritor e professor de Literatura César Mancini, Aleksey vai cruzar a Europa de leste a oeste, reencontrar velhos conhecidos e enfrentar novos inimigos, até o conflito final, quando terá que refazer uma antiga escolha que poderá custar sua vida.
A trama mistura fatos históricos com ficção, lugares reais com imaginários, mistérios e profecias bíblicas. A cidade de São Paulo é mais do que o cenário desta história. Alguns de seus marcos históricos, construções representativas e eventos culturais têm participação decisiva na trama, assumindo o lugar de personagens.
Do início da fase de pesquisa até a conclusão do argumento, foram consumidos sete meses. A idéia inicial partiu de Edson, que criara o personagem Aleksey anos antes como coadjuvante num conto não publicado. O escritor conheceu Jota Silvestre na Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2006, quando começaram a pensar em alguns projetos conjuntos.
Depois de descobrir a paixão do Jota por histórias em quadrinhos, veio a idéia de adaptar o personagem a este meio. Juntei isto ao meu fascínio pela história da Rússia e começamos a dar forma ao projeto, lembra Edson. Procuramos criar uma história para o público adulto, na melhor tradição dos personagens sobrenaturais do selo Vertigo, mas que trouxesse algo realmente novo e não a repetição de fórmulas bem-sucedidas, explica Jota Silvestre.
Lean chegou ao projeto um pouco depois, quando o argumento de Castelos de Areia já estava quase concluído. A qualidade de seu trabalho artístico, exposto na comic shop em que trabalha no Shopping Metrô Tatuapé, chamou a atenção de Edson. Muitos personagens têm sua aparência inspirada em pessoas que existem de verdade. Então, ter uma arte realística era imprescindível. O traço do Lean e o uso que ele faz das cores encaixaram-se perfeitamente no projeto, conta o editor.
Da mesma forma, Lean lembra que se impressionou com a história desde a primeira leitura (foram três vezes seguidas até que ele absorvesse o impacto do projeto). Eles (Jota e Edson) misturaram um monte de conceitos, cultura pop, História e sobrenatural. A caracterização dos personagens e a descrição detalhada de cenários reais são muito importantes. É o sonho de todo artista em início de carreira, diz Lean.
Aleksey sabe que é diferente mas não o porquê. O leitor vai descobrindo toda a trama junto com o personagem, conta Edson. É a saga do herói, com todos os passos descritos por Joseph Campbell (autor de O Poder do Mito e O Herói de Mil Faces). Tem o conflito inicial, a recusa, o mentor e as reviravoltas, até que o personagem retorne ao ponto de partida transformado pela experiência, explica.
No final há o clássico embate entre o Bem e o Mal e isto vai marcar a existência de Aleksey dali em diante. Temos certeza que os leitores de quadrinhos vão curtir muito esta história, completa Jota.





POLÍTICA&CULTURA
OLHO NELES!
´´´´****==8888====8888==****````
QUINHENTOS ANOS DE DÚVIDAS
Luiz Carlos C. Martins Jr.

Por que alguns insistem em dizer que Pindorama foi “descoberta”?
Por que num pais onde “tudo que se planta dá”, existe a fome?
Por que Anchieta e Raposo Tavares são exaltados se praticaram genocídios?
Por que o povo não participou do processo de independência?
Por que italianos, judeus, alemães, japoneses e outros que chegaram bem depois, vivem em melhores condições que índios e negros?
Por que os homens que outrora foram Senhores de fazendas e de escravos, hoje continuam no topo como Senhores da indústria e de assalariados?
Por que os antigos coronéis continuam influenciando na política?
Por que sempre tentamos copiar o estilo de vida do estrangeiro?
Por que poucos perceberam a tentativa de criar uma identidade nacional em 1922?
Por que o “pai dos pobres” adotou Leis Trabalhistas baseadas no Fascismo?
Por que achamos que o “modo de vida estadunidense” é um modelo a ser seguido?
Por que uma parcela da sociedade apoiou o golpe militar de 1964?
Por que nas escolas nos ensinam quem foi Duque de Caxias mas nunca falam do Capitão Lamarca ou de Carlos Marighella?
Por que uma parcela enorme da população não tem noção da violência ocorrida no período da Ditadura Militar?
Por que os protestos contra a violência só ganham espaço quando esta bate à porta da elite?
Por que as armas encontradas com traficantes são sempre de “uso exclusivo das Forças Armadas”?
Por que criticamos e condenamos os movimentos sociais e nos conformamos com as tramóias da politicagem?
São quinhentos e poucos anos de muitas dúvidas, mas a dúvida principal é: QUANDO O POVO BRASILEIRO VAI “ACORDAR” E MUDAR A SITUAÇÃO DESSE PAÍS ?


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Que tal um pouco de FREI FEIJÃO COM ARROZ
na mesa do Brasileiro?
Que tal um pouco mais de FREI EDUCAÇÃO
na vida do povo do Brasil?
Por que não muito mais FREI TRABALHO
na existência do nosso povo?
Muito mais FREI SAÚDE
em nossas casas?
Mais FREI VERGONHA NA CARA DOS POLÍTICOS
na extensão deste imenso país!
Porque não, "MEU DEUS", mais "FREI" vida digna e feliz
que é o que realmente este povo precisa e merece?
(R. Simões)
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NOEL ROSA MORREU.
VIVA!
Dia 04 de maio em Vila Isabel, terra do músico e poeta Noel Rosa, alguns políticos locais com a ajuda da Prefeitura do Rio fecharam dois gigantescos quarteirões da Avenida Boulevard 28 de Setembro, instalaram um caminhão palco e convidaram músicos para entreter o povo. Nas faixas que espalharam aos montes pela avenida estava escrito -Comemoração dos 70 anos da morte de Noel Rosa! A seguir vinha o nome dos políticos organizadores. Com certeza os músicos eram da melhor qualidade e souberam celebrar com seu canto e instrumentos junto a população que foi ao local. Porém não se deveria comemorar a morte de Noel Rosa, e muito menos uma vez por ano.
CULTURA SE CONQUISTA TODOS OS DIAS. 5000 PESSOAS EM VILA ISABEL assinaram por um museu histórico do primeiro bairro projetado do Rio de Janeiro. Museu fotográfico da história de Noel Rosa. Seminários com a participação de escolas e professores da região. Coral de crianças, adultos e idosos ressaltando a música local.
Está tudo no projeto! (E ficou só no projeto. Onde está também o projeto de centro cultural que o próprio Niemeyer fez para antiga garagem de ônibus da CTC, agora quadra da Escola de samba?)
O certo é que a vida e o exemplo de criatividade, humor, sátira e entendimento que Noel tinha de seu tempo deveriam estar presentes todos os dias pelo menos no bairro em que nasceu e cresceu.
É assim que se faz inclusão e se comemora junto ao povo suas principais origens. Isto é para qualidade de vida e progresso verdadeiro. Mas,resolveram que uma vez por ano irão comemorar a morte. Bem, pois é isto mesmo que acontece quando a ignorância geradora da incompetência está entre os administradores maiores de seus bairros e cidades, matam a cultura!
Acredito que pelo Brasil à fora Vila Isabel seja apenas mais um minúsculo ponto que mostra a aberração da política de cultura e da cultura política que assola nosso país.
Aqui vai o resultado da entrevista que fiz com alguns passantes enquanto o palco estava sendo montado.

A pergunta é simples -"Quem foi Noel Rosa?"
Wellington, 17 anos -"Não sei, só estou aqui de passagem." (parece que o Noel também.)
Seu Antônio, 67 anos -"Foi o maior compositor do Brasil e fundador da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel."(Fundador do quê mesmo?)
Dona Clara, 56 anos - "Noel foi um dos compositores mais importantes do Rio." (Chegou junto.)
Gisele, 21 anos - "Foi o fundador de Vila Isabel." (Coitado, afundaram com o Noel.)
Sildânia, 43 anos - "Era aquele homem sem queixo que cantava e morreu atropelado." (É isso aí, foi atropelado pela tuberculose.)
Como o nível das respostas continua na mesma prefiro parar por aqui.
jÁ ESTÁ SENDO ENVIADO O ENDEREÇO DESTA PÁGINA PARA A PREFEITURA, A REGIÃO ADMINISTRATIVA, A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, AO GRUPO DE MÚSICOS QUE TOCARAM NO SHOW E AOS POLÍTICOS ORGANIZADORES DA HOMENAGEM.
Reinaldo Simões.
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Noel Rosa marcou a modernidade da mpb. E mostrando como fazer poesia nas composições influenciou definitivamente as gerações seguintes até Chico Buarque, Tropicalistas e o que se faz de bom nos nossos dias.
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-CAIU NA @REDE@ É PEIXE-
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"ERA UMA VEZ, NO UZBEQUISTÃO"
Texto enviado por Anita Garibaldi
Um famoso repórter de televisão estava no Uzbequistão, no meio de uma grande reportagem que falava sobre os costumes do local.
De repente ele deparou-se com um velhinho e logo começou a
entrevistá-lo:
- O senhor poderia contar-me um episódio da sua vida que jamais tenha se esquecido?
O velho homem sorri e começa a contar a história:
- Um dia, há muito tempo atrás, a minha cabra perdeu-se na montanha.
Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, já de madrugada,
bebemos mais uma dose e, como de costume, todos fizeram sexo com a cabra, um por um. Foi uma cena inesquecível...
O jornalista, ainda boquiaberto, retorquiu:
- Meu senhor, sinto muito, mas a estação onde trabalho dificilmente irá colocar no ar este depoimento, por isso sugiro que o senhor conte uma outra
história... Quem sabe se o senhor nos contasse uma história bem feliz...
O velho sorriu e disse:
- Ok, também já vivi uma história muito feliz aqui...
O repórter sorri aliviado e o velho homem começa a contar a história:
- Um dia, a mulher do meu vizinho perdeu-se na montanha. Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura
dela. Quando finalmente a encontramos, já de madrugada, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos fizeram sexo com a linda mulher, um por um.
Foi a maior diversão da minha vida!
O jornalista estava aterrado, mas não desistiu e sugeriu ao idoso:
- Ok, vamos tentar mais uma vez: Será que o senhor não poderia contar-nos
uma história muito, muito triste?
Então o velho homem baixou a cabeça e, com os olhos cheios de lágrimas, começou:
- Um dia, perdi-me na montanha.....

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Aqueles que quiserem fazer contato
para participação e só entrar em
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=17979082043597884462
ou enviar email. arcadesadino@yahoo.com.br=====================================
de 2oo7.
O "CABARÉ!" parabeniza a todos os seus integrantes que desde o primeiro número vem abrilhantando suas páginas com criações de alto nível, projetando este espaço cultural para o melhor divertimento e reflexão.
Toda a equipe agradece aos leitores.
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PÁG. 3- FOTOPOESIAS.FRASES E MÁXIMAS.
PÁG. 4 - ENTREVISTA ESPECIAL.
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