"CABARE!" o fanzine virtual VI


CABARÉ.

OBSERVANDO O INFINITO

 

------------------------CAPA "CABARÉ! VI

NESTA EDIÇÃO

CRÔNICAS - TEATRO - TEXTOS - CONTOS - HISTÓRICAS - POESIAS HUMOR - CARTUNS - PIADAS - DESENHOS - PINTURAS - ESPECIAL AMAZÔNIA

entrevista com Lúcia Aratanha

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MOVIMENTOS ASSOCIADOS
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Nosso Zine-

Expressão em todos os sentidos
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Carol Crespo Simões/Adrianna Silver/ Christina Rodrigues/ Dannie Machado/ Tini Marta/
Luca Oliveira/ Luiz Américo / Luizinho JR./ Paulo Franco/ Reação Cultural/ Rodrigo Garrit/ Thiago Higa.
EDITOR Reinaldo Simões.

 
 
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 CABARÉ EDITORIAL
 
Este CABARÉ nº 6 é a expressão  do que está seco na riqueza
que espanta. Da antiga seca. Da nova seca. Do saber ressecado. Da seca úmida e das secas
 futuras. Da fome profunda do viver. Dos novos e velhos ricos e
da pobreza de sempre. Do belo-horrível. Do simplesmente horrível.
 Da beleza e das veias abertas que se desmancham por este país tão do futuro
 e tão sem presente que se possa entender.
É uma homenagem ao caminhante com ou sem rumo e a todos que água nunca negaram.
É uma homenagem as pequenas sementes que apontam seus  arbustos, suas mínimas folhas
para o ar imenso e quente, para o deserto desafiador, duro e crestado da ignorância.
 
"Numa era vertiginosa em que toda reflexão deve ser buscada.
Numa era em que nada parece ser decidido por você.
Numa era em que a sua participação nos destinos de sua vida é cada vez menor.
Numa era em que a solidão entre as massas já virou doença.
Numa era em que estar no lugar e hora certos pode fazer a diferença.
Busque onde colocar sua voz e grite conosco um grito primal e único."
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Nota = Aqueles que quiserem fazer contato
para participação e só clicar em
ou enviar email. arcadesadino@yahoo.com.br
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CRÔNICAS E TEXTOS
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A BOSTA E O JOÃO
Por Reinaldo Simões

 
 
Era uma vez um homem chamado João. João Quatrocentos Réis de Bosta.
João que era jovem e forte possuía um ofício que herdara de seu pai, mas do instrumento de seu trabalho fora ele mesmo o construtor. Um belíssimo carrinho de mão feito em madeira, um pouco pesado, porém muito maior que a maioria dos que eram vendidos no empório da cidade. João era feliz com seu trabalho que consistia em seguir as vacas e delas recolher todo o esterco que podia, até encher bem seu carrinho. Quando nosso amigo olhava para aquele verdadeiro bolo de bosta a saltar de seu veículo, como um gigante adormecido com seu barrigão para cima, sorria satisfeito. Logo começava a vender por quarenta centavos uma certa quantidade de toda aquela bosta fresquinha para os pequenos e grandes sitiantes da região. João era um técnico fabuloso! Tinha um olho para bosta que era quase milagroso, e quando não pelo olho, seus dedos é que revolviam aquela matéria para certificá-lo que era de primeira qualidade. De modo que a bosta do João sendo a melhor de todas aquelas plagas trazia prosperidade a quem a adquirisse. Entretando, um belo dia, Capitão Onorino o fazendeiro mais respeitado da região -tanto por ser o mais rico, como também por possuir a maior quantidade de garruchas e bacamartes- chamou nosso herói no alpendre de sua varanda para propor-lhe um négócio de compadres. Disse ao João que nunca vira tão boa bosta e que precisava comprar-lhe mais, ensacá-la, armazená-la e tantas outras coisas, que João nem precisava dar-se ao trabalho de saber. Disse que pagaria um justo preço, mas quando João falou do arrendamento de terra que fizera do capitão e se o preço do tal arrendamento não podia ficar esquecido, o Capitão retrucou-lhe que isto era outra história e que era pegar ou largar. Então João pensou e pensou. E descobriu que se vendesse toda a sua bosta pro Capitão, teria que comprar de volta pra poder vender aos seus amigos e atender ao plantio de sua terrinha arrendada e cuidada por sua mulher e seus muitos filhos. E foi aí que jogou no moinho de vento toda aquela bostagem que se espalhou por tudo quanto é lado. Disse que não ao Capitão (que ficou com uma tremenda cara de bosta), e saiu cantarolando com seu carrinho. E pensando -"Tá doido siô, vender merda prá comprar estrume?"
-"Ê mundo véio sem porteira!"
 

۞

Enxergue além do umbigo 

 Por Luiz Américo 
 
 

Está na hora de  encarar a  sua própria vida! Qual é seu desafio? Seu próximo passo? Consegue ver? Permanecer ocupado com aquelas mesmas situações diárias pode ser uma desculpa para não encarar seu crescimento, seus limites, ousar e querer mais da vida.
Quando somos crianças, toda a nossa curiosidade está à flor da pele. A cada momento, descobrimos alguma coisa nova, inusitada. Exploramos nossos corpos, as sensações... e é um barato! Queremos mais! Olhinhos curiosos, brilhantes, incapazes de esconder qualquer emoção. Infelizmente, o brilho desse olhar vai se perdendo, os olhos se tornando menos expressivos, por vezes frios e insensíveis, tristes, caídos... Mas, por quê?
Quando pequenos fomos obrigados a distorcer a realidade a nossa volta. Sim, pois seria muito doloroso para uma criança encarar a verdade da sua realidade: pais que não lhe davam atenção, a sensação (ou certeza) de não ser visto, não ser importante, passar desapercebido... Assim, era melhor dar um jeito de alterar a realidade, não ver certas coisas, esquecer de outras, tudo isso para sobreviver. Por quê? Simplesmente porque a criança não tem escolha! Ela não pode fazer a malinha e dizer “aqui não tá bom, quero ir morar noutro lugar”. Mas VOCÊ pode fazer diferente!
O que acontece é que crescemos com a visão distorcida, com olhos cheios de tensão e medo. Apesar de adultos, a distorção da realidade continua e seguimos na vida nos enganando, enxergando as coisas com a referência do passado. Ainda acreditando, lá no fundo, que não temos a capacidade de mudar, nos sentindo impotentes, nos resignando a situações que não somos afim. Assim, trabalhamos em algo que não gostamos, mantemos relacionamentos desgastados, às vezes até sabemos que não amamos mais o outro, mas nos sentimos tão carentes, tão dependentes, tão sem perspectiva de mudança... Você já se sentiu assim?
Trabalhar os olhos com exercícios de Bioenergética significa retirar os véus, os filtros que encobrem a realidade. Mergulhar em nossas memórias, desvendar o que ficou gravado desde a nossa infância, expressar as emoções que foram reprimidas naqueles momentos em que a realidade foi dura demais. Enxergar a vida como ela é, também significa descobrir muita beleza nesta realidade, desbloquear uma energia de medo que nos segura, que amarra nossas mãos e pés. Abrir os olhos também significa abrir as portas e permitir que a vida entre em você, deixar as pessoas tocarem seu coração, conectar-se com o que de mais profundo existe em você.
A vida tem muito, mas muito mais para te oferecer e você tem muito mais para descobrir a respeito de si mesmo. Eu não deixaria passar!

A vida tem muito, mas muito mais para te oferecer e você tem

muito mais para descobrir a respeito de si mesmo.

Eu não deixaria passar!

۞

O OBSERVADOR

Por Luizinho Jr

 
 
Ao perceber o brilho nos olhos de um garoto que estava naquela praça, o moço que ali curtia um pouco da natureza ficou esperançoso ao perceber que uma simples criança também gostava da praça e admirava a natureza. Perguntou, então, ao garoto por que tanta fascinação e ouviu a seguinte resposta:
_ Eu tenho dez anos, tinha somente cinco quando aqui cheguei. Adoro o cheiro dos pinheiros, da grama molhada e do cachorro-quente. A praça é linda, menos os carros, as sirenes, os olhares estranhos e o breu da noite, pois é nesse momento que tudo na praça dá medo. Ta vendo aquele banco moço?!? Ele é meu favorito. Toda tarde fico sentado nele. Tudo começou ali.
E com lágrimas nos olhos o garoto continuou sua história.
_ Minha mãe pediu que eu ficasse esperando que ela voltaria logo. Desde então, há cinco anos eu sento naquele banco e espero minha mãe. Ali mesmo adormeço e acordo no outro dia com o cheiro dos pinheiros, da grama molhada, do cachorro-quente e do perfume que minha mãe usava.
Em silêncio, o moço baixou a cabeça e percebeu o quanto ainda lhe faltava de experiência para observar a natureza.

                                                                                         
.
 
Ta vendo aquele banco moço?!? Ele é meu favorito. Toda tarde fico sentado nele. Tudo começou ali.
E com lágrimas nos olhos o garoto continuou sua história.

 
۞

CONSEQUÊNCIA
°
Por Luca Oliveira
.
 
 
 
Hoje, temos visto um número alarmante de histórias que demonstram a alienação e a cegueira do povo. Li certa vez num site de pesquisas religiosas a frase do colunista que dizia: “Nunca houve uma geração tão analfabeta religiosamente falando como essa atual”.
Eu diria que não só religiosamente, mas em todos os sentidos.
É absurda a capacidade que as pessoas têm de aceitar simplesmente o que é dito.
É ridícula a preguiça que o povo têm de pensar.
A conseqüência disso?
É tudo o que a gente vê. Toda a ignorância que temos vivido. Toda essa futilidade gritante que nos rodeia. É essa vontade compulsiva de viver conforme a novela mostrou.   
Coitado do povo se por acaso, um dia, a TV deixasse de existir. Posso até ouvir as indagações: “Qual a roupa que vou vestir?”, “Que música devo escutar?”, “E agora, o que eu vou comer?”.
Isso tudo, é fruto de uma vida sem esperanças. Sem a esperança de ser mais que um robô.
Sem a esperança de ver seus pensamentos valerem mais que a marca da sua camiseta.
O homem contemporâneo se prende, se vende e se rende a coisas tão banais, que sua "vida" deixa de ser Vida e passa a ser simplesmente o “existir”. Hoje, respiramos sem sentir o valor do ar. Acordamos de manhã, com o pensamento de que, mais um dia cansativo e só, se inicia, e não com o pensamento de que se tem mais 24 horas para assistir e participar desse espetáculo chamado vida!
O homem hoje, não come por que tem fome. Não dorme por que está cansado, e não acorda por que descansou o suficiente. O homem hoje não vive. Só existe em prol daquela voz subliminar que devagarzinho, domina as emoções e escraviza a mente...
Não posso ser hipócrita a ponto de dizer que eu sou diferente.
Mas, não posso cair nessa rede. E esse pensamento é a causa da quebra das correntes que prendem as pessoas a coisas frívolas. A conseqüência da vontade de não ser mais um, e sim um a mais é a liberdade. A conseqüência da atitude de pensar é não se deixar dominar por essas leis mesquinhas. É não ser mais um no pasto de quem vê o povo como cabeças de gado, que serão usadas para gerar dinheiro e depois, levadas ao matadouro. Gado que terá a carne consumida depois de trabalhar uma vida inteira...
É só pensar, para ser livre.
E liberdade, é algo que poucos conhecem, todos desejam, mas, não há quem não compreenda.
A consequência do pensamento é a liberdade.
Liberte-se.

Coitado do povo se por acaso, um dia, a TV deixasse de existir. Posso até ouvir as indagações: “Qual a roupa que vou vestir?”, “Que música devo escutar?”, “E agora, o que eu vou comer?”.

۞

HISTÓRICAS

 Retrato de Fernando Pessoa feito por João Luiz Roth.

Retrato de Fernando Pessoa
feito por João Luiz Roth.

FERNANDO PESSOA

NAEGADORES ANTIGOS TINHAM UMA FRASE GLORIOSA-

"NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO."

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver

não é necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para

isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito

impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.


 
 
(Heterônimo de Álvaro de Campos)

  Poema em Linha Reta

 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? 

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. 

 

Escritor português, nasceu a 13 de Junho, em Lisboa. Perde o pai por tuberculose, com 5 anos, e, no ano seguinte, o irmão, Jorge. A mãe casasse novamente em 1896, com o cônsul português em Durban, África do Sul. Viveu nesse país por dez anos, e, no Liceu de Durban m fez o secundário.
Cursou - escola comercial / Durban High School / Intermediate Examination in Arts, esta na Universidade do Cabo (onde obteve o «Queen Victoria Memorial Prize», com que terminou os seus em África. Ainda neste país, tirou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contactar com a família e redigiu, sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes.
Definitivo a Lisboa, em 1905, frequentou, por um período breve o Curso Superior de Letras. Após uma tentativa de montar  a «Empresa Íbis — Tipográfica e Editora», dedicou-se, a partir de 1908, à tradução de correspondência estrangeira de casas comerciais, sendo o restante tempo dedicado à escrita e ao estudo de filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna, acrescentando à sua formação cultural anglo-saxónica.
Em 1920, a mãe, viúva, regressa a Portugal com os irmãos e  Fernando Pessoa foi viver de novo com a família,  e teve relação sentimental com Ophélia Queiroz (interrompida nesse mesmo ano e retomada, para rápida e definitivamente terminar, em 1929) testemunhada pelas Cartas de Amor de Pessoa, organizadas por David Mourão-Ferreira, e editadas em 1978. Em 1925, perde a mãe. Fernando Pessoa viria a morrer uma década depois, a 30 de Novembro de 1935 no Hospital de S. Luís dos Franceses, onde foi internado com uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool.
Movimentando-se num círculo restrito de amigos que frequentavam os cafés da capital, meteu-se nas discussões literárias e até políticas da época. Colaborou na revista A Águia, da Renascença Portuguesa,  imbuídos  pela crença no surgimento de um grande poeta nacional, o «super-Camões» (ele próprio?).  «Impressões do Crepúsculo» (poema tomado como exemplo de uma nova corrente, o paúlismo, designação da primeira palavra do poema) e em 1914 o aparecimento dos três principais heterónimos.
Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro (seu dilecto amigo, com o qual trocou intensa correspondência), Luís de Montalvor e outros poetas e artistas plásticos com os quais formou «Orpheu», lançou a revista Orpheu, marco modernista português, onde publicou, no primeiro número, Opiário e Ode Triunfal, de Campos, e O Marinheiro, de Pessoa ortónimo, e, no segundo, Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa ortónimo, e a Ode Marítima, de Campos. Publicou, ainda em vida, Antinous (1918), 35 Sonnets (1918), e três séries de English Poems (publicados, em 1921, na editora Olisipo, fundada por si). Em 1934, concorreu com Mensagem a um prémio da Secretaria de Propaganda Nacional, que conquistou na categoria B, devido à reduzida extensão do livro. Colaborou ainda nas revistas Exílio (1916), Portugal Futurista (1917), Contemporânea (1922-1926, de onde foi co-director e publicou O Banqueiro Anarquista, conto de raciocínio e dedução, e o poema Mar Português), Athena (1924-1925, igualmente como co-director e onde foram publicadas algumas odes de Ricardo Reis e excertos de poemas de Alberto Caeiro) e Presença.
A sua obra, que permaneceu quase inédita, foi difundida e valorizada pelo grupo da Presença. A partir de 1943, Luís de Montalvor deu início à edição das obras completas de Fernando Pessoa. Foram ainda editados escritos seus sobre temas de doutrina e crítica literárias, filosofia, política e páginas íntimas. Entre estes, contam-se a organização dos volumes poéticos de Poesias (de Fernando Pessoa), Poemas Dramáticos (de Fernando Pessoa), Poemas (de Alberto Caeiro), Poesias (de Álvaro de Campos), Odes (de Ricardo Reis), Poesias Inéditas (de Fernando Pessoa, dois volumes), Quadras ao Gosto Popular (de Fernando Pessoa), e os textos de prosa de Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, Textos Filosóficos, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, Da República (1910-1935) e Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Do seu vasto espólio foram também retirados o Livro do Desassossego por Bernardo Soares e uma série de outros textos.
A questão humana dos heterónimos, tanto ou mais que a questão puramente literária, tem atraído as atenções gerais. Concebidos como individualidades distintas da do autor, este criou-lhes uma biografia e até um horóscopo próprios. Encontram-se ligados a alguns dos problemas centrais da sua obra: a unidade ou a pluralidade do eu, a sinceridade, a noção de realidade e a estranheza da existência. Traduzem, por assim dizer, a consciência da fragmentação do eu, reduzindo o eu «real» de Pessoa a um papel que não é maior que o de qualquer um dos seus heterónimos na existência literária do poeta. Assim questiona Pessoa o conceito metafísico de tradição romântica da unidade do sujeito e da sinceridade da expressão da sua emotividade através da linguagem. Deles se destacam três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. 
 Alberto Caeiro (1889 - 1915)
"Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso."
Fernando Pessoa.
Ricardo Reis (1887 - 1935?)
"Ricardo Reis nasceu no Porto. Educado em colégio de jesuítas, é médico e vive no Brasil desde 1919, pois expatriou-se espontaneamente por ser monárquico. É latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria."
Fernando Pessoa.
Álvaro de Campos (1890 - 1935?)
“Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inatividade."
Fernando Pessoa.

 
 
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PIADAS E CARTUNS
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SELEÇÃO DE CHRISTINA RODRIGUES
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Calor infernal.

 

Um homem deixou as ruas cheias de neve de Chicago para umas férias na ensolarada Florida. Sua esposa estava viajando a negócios e estava planejando encontrá-lo lá no dia seguinte.
Quando chegou ao hotel resolveu mandar um e-mail para sua mulher. Como não achou o papelzinho em que tinha anotado o endereço do e-mail dela, tirou da memória o que lembrava e torceu para que estivesse certo. Infelizmente ele errou uma letra, e a mensagem foi para uma mulher de um pastor. Este pastor havia morrido no dia anterior.
Quando ela foi checar os seus e-mails, e uma olhada no monitor, deu um grito de profundo horror e caiu dura e morta no chão. Ao ouvir o grito, sua família correu para o quarto e leu o seguinte na tela do monitor: "Querida esposa, Acabei de chegar. Foi uma longa
viagem. Aqui é tudo muito bonito. Muitas arvores, jardins...Apesar de só estar aqui há poucas horas, já estou gostando muito. Agora vou descansar. Falei aqui com o pessoal e esta tudo preparado para sua chegada amanha. Tenho certeza que você também vai gostar...Beijos do seu eterno e amoroso marido.
PS: Esta fazendo um calor infernal aqui!!!"

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Moral da história:
...
Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair
dele e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns
segundos de discussão para ver quem vai atender a porta, a mulher desiste,
se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o
vizinho Pedro em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa,
Pedro diz:
"Eu lhe dou "$ 800 Reais" se você deixar cair esta toalha!"
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e
fica nua.
Pedro então entrega a ela os 800 Reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na
toalha e volta para o quarto.
Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro: -"Quem era?"
"Era o Pedro, o vizinho da casa ao lado." - diz ela.
O marido pergunta - " Ótimo! Ele lhe deu os 800 Reais que estava me
devendo ? "

Moral da história:
Se você compartilha as informações à tempo, você pode prevenir
"exposições" desnecessárias!!!

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COISAS QUE ACONTECEM------- (na rede)


 

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POESIAS CABARELIANAS
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PIM - PAN - PUM
(Poesia pré moldada
por Reinaldo Simões)
 
PAN- figura mítica
Músico das florestas
Dançando entre as Ninfas
 
PANTERA, negro gato
Grande felino de olhos amarelos
De veludo é seu pelo
 
PANDA, marsupiau chinês
Ternura e inocência
Despertam suas figuras
 
PANDORA com sua caixa de segredos
Libertadora dos medos
Razão da curiosodade
 
PANTEÃO, terra dos maiores deuses
Lar do incomensurável
Olhar de Zeus
 
PAN do Rio de Janeiro
Merda com perfume por cima
Falsificação do sentimento do povo
 
PANCADA, é o que merece levar
Quem idealizou  projeto tal
Que nada faz e ao povo engana!
 
 
"PAN do Rio de Janeiro
Merda com perfume por cima
Falsificação do sentimento do povo
 
PANCADA, é o que merece levar
Quem idealizou  projeto tal
Que nada faz e ao povo engana!"
 
§§

 

  CALADO

Por Christina Rodrigues

Não há espaço pra palavras 

Entre nossos corpos colados

Calado

Nada que me diga

Me tira de você

Não quero mais sofrer

Não quero mais ouvir

Só não desgruda de mim

Calado

Deixa sofrer

Deixa molhar

Deixa o tempo machucar

E consertar tudo

Mais uma vez

Calado

Não há o que dizer

 

 

"CALADO

DEIXA CHOVER

DEIXA MOLHAR

DEIXA O TEMPO MACHUCAR

E CONSERTAR TUDO

MAIS UMA VEZ

CALADO

NÃO HÁ O QUE DIZER"

 
§§
 
 
 
.
SEM FEITIÇO
 
Por Luca Oliveira
.
Tanta retórica me causa ânsia.
A minha própria retórica me enoja.
Às vezes, sinto-me dominado pelo ódio às palavras.

Aquelas belas, mas irreais. Sem vida.
Aquelas que compõem discursos hipócritas.
Como eu as odeio!

Mas, o que me garante que essas não são?
O que me faz ter certeza?
Nada!

E é esse o motivo da minha fúria.
Olho pra isso tudo e sinto um nojo...

Até quando vou esperar atitudes melhores dos outros,
Sem antes melhorar as minhas?
Poesia porra nenhuma!
Tudo isso é a pior espécie de sofisma!

Que merda!
Eu preciso mudar!
Mas, vou tentar tomar uma atitude digna.
Não vou dizer que vou!

“Pregue o que é certo a todo mundo. Se for preciso use as palavras”.

Que minhas atitudes possam falar por mim.
É só isso que se espera de quem se diz poeta!
Preciso lutar! Preciso agir!
Pois o feiticeiro transforma as coisas usando somente as palavras.
E eu, sou um poeta.
Não um feiticeiro. 
 
(Fotomontagem de Carol Crespo Simões)
.
"Que minhas atitudes possam falar por mim.
É só isso que se espera de quem se diz poeta!
Preciso lutar! Preciso agir!
Pois o feiticeiro transforma as coisas usando somente as palavras.
E eu, sou um poeta.
Não um feiticeiro".
 
§§
 
 
VIVER A VIDA
 
Por Adrianna Silver
 
Viver a vida que me deram para viver
é fazer o papel que querem que eu faça.
Se for para fazer silêncio eu grito,
se for para parar eu corro se não for para ser eu mesma eu morro.
Morro se for para morrer de amor, morro feliz sem medo e sem dor.
Mas ainda prefiro viver, ser feliz, ter prazer...
Prefiro ir contra para me encontrar
Prefiro sorrir ao invés de chorar
Prefiro lutar ao medo de enfrentar
Prefiro o desafio a me acovardar
O risco que enfrento é o risco do lamento
Não quero lamentar, por isso não deixo de me lançar,
de buscar, de inovar. 
.
(Fotomontagem de Carol Crespo Simões)
.
"A vida é minha maior riqueza,
é meu sobrenome é a minha beleza...
Podem deixar as pedras no caminho,
é com elas que farei minha fortaleza". 
 
§§
.
CORPO, ALMA E CORAÇÃO
 
Por Dannie Machado
 
Meu coração voou de saudade
Quis te buscar, felicidade
Se aninhou no seu peito

Trouxe prá mim o seu cheiro
Prá alimentar meus anseios
Desejo de mim se perdeu

Foi te encontrar no teu sono
Até o chegar da aurora
Saudade de mim foi embora
Sonhas comigo agora?

Chego tão perto de ti
Que ouço seu coração
Beijo sua aura então
Será que podes sentir?

Desejo então "chegue logo"
Prá sentir o poder do seu toque,
Me agarre, invada, sufoque
Sentir meu desejo em seu colo.

Quero em ti me agarrar
No auge da nossa união
Sentir então transbordar
Corpo, alma e coração.
 
 
"Quero em ti me agarrar
No auge da nossa união
Sentir então transbordar
Corpo, alma e coração"
 
§§
 
.

PENSAMENTOS ANARQUISTAS

De Luiz Américo

Quem foi que disse que eu tenho de ordenar meus pensamentos?
Ser normal, ser racional?
Porque não posso seguir meus instintos?
Ser animal, ser passional!
Porque tenho que aceitar tudo o que me impõe?
Sua moral deturpada.
Seus ensinamentos ultrapassados.
Sua ética hipócrita.
Suas leis corrompidas.
Suas instituições falidas.
Seus deuses, seus ídolos, suas mentiras.
Quem foi mesmo que estabeleceu tudo isso?
E a partir de quando foi estabelecido?
Dos seus túmulos, velhos homens regem o mundo.
Porque não posso criar meus próprios valores,
ter minhas próprias idéias,
acreditar nas minhas verdades,
e almejar meus ideais sem ser rotulado como um anormal?
Onde está o meu livre arbítrio?
Minha vida pelas suas regras é sem sentido,
pois isso nunca teve nada a ver comigo!
Quando conseguirei romper os grilhões que me oprimem?
Alcançarei eu um dia a tão desejada felicidade?
Duvidas... duvidas... duvidas...
Onde é que está a minha liberdade?
E no meu intimo surge uma verdade:
Se a sociedade é a gaiola eu sou o pássaro,
se eu sou o peixe ela é o aquário.
E o que eu quero, nada mais é do que voar entre as nuvens
e vagar dentre os mares.
.
 
"Se a sociedade é a gaiola eu sou o pássaro,
se eu sou o peixe ela é o aquário.
E o que eu quero, nada mais é do que voar entre as nuvens
e vagar dentre os mares".

 
§§
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RAPIDINHAS


(Capa do disco "O Tempo não Pára" de R. Simões)
Cazuza
Conheci Cazuza na época em que assinei a arte de seu último disco, "O Tempo não Pára". Figura realmente polêmica, um criador sem academia, de uma pulsão e energia (mesmo naquela ocasião) que impressionavam à todos que o conheceram. Porém, a meu ver, em nada parecido com a imagem que procuraram imprimir no filme, embora o ator esteja muito bem.
Cazuza representou uma espécie de poeta de final de siécle. Seu inconformismo estava a par com o "pensamento jovem", e talvez venha a ser um fenômeno que se reacenda nesta faixa de público
-pensamento-, assim como  Raul Seixas.
(R. Simões)
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O Tempo Não Pára
Cazuza
Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

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A
ACADEMIA
CABARELIANA DE VÍDEOS
APRESENTA!
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Se Deus é por nós, quem será contra nós
http://www.youtube.com/watch?v=ibRsVfhRqZ0
Curta -Ilha das Flores-
http://www.portacurtas.com.br/busca.asp
Não deixem de assistir ao curta INVASÃO DO BRASIL .
http://www.youtube.com/watch?v=JffmWtjxVq8
Turistas 2 o outro lado.
http://charges.uol.com.br/2006/12/05/cinema-turistas-2
VIDEO PROIBIDO NO BRASIL
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038
BRIGADAS INTERNACIONAIS
http://brigadasinternacionais.blogspot.com/
Família RobertoMarinho:
http://www.consciencia.net/citacoes/marinho.html
A História Obscura da Rede Globo:
http://www.fazendomedia.com/globo40/globo40.html
Dossiê Veja
http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2006/10/dossi-veja.html
Racistas controlam a revistaVeja
http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2006/10/racistas-controlam-revista-veja.html
"HOMER SIMPSONS O ESPECTADOR MEDIO DO JORNAL NACIONAL"
http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2006/09/o-editor-chefe-considera-o-obtuso-pai.html
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HISTÓRIAS DO "CABARÉ!"

Por Tini Marta

Oi, pessoal! Leiam e vejam as fotos. Beijos!

http://www.freewebs.com/madmafotos/

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H * O * R * Ó * S * C * O * P * O

MADAME ZORAIDE RESPONDE

Cara madame, me dissero qui tú é uma gostosona,  e eu fico doidão só de imaginá tú i mim numa praia di noiti no motéu das estrela. Fico fantasiano nosso amô seuvage nas areia da praia ou num toco de árvre na froresta. Nor dois na bicicreta, eu no cilinho i tú nu meu colinhu. Nor dois ingual viêmo ao mundo disispirando de amô. Sem pobrema no céleblo i só fazenu gô di praca. Tú i mim numa aventura de puro equistase (falei bunitu!). Já até comprei biscoito di polvilio salgadu i doci pá sustentá a pança entre um pega i otro. Nossus beijo em nossa boca  i 1 radinho di pilia tocano Robeuto Carlo. Fiz escrusiviu um lindo puema im homenage a nossu amô.
 
Vermelias sã as rosa
Branca sã as nuvi
Queru beijá munto
ESSA TUA BOCA.
 
MADAME ZORAIDE RESPONDE:

( Taí, dessa eu gostei ) Caro doidão, muito apreciei sua volumosa cartinha. Gosto de homem assim, de abordagem franca e direta. Mas envie uma foto para que eu possa identificá-lo  estarei toda fogosa a tua espera  ( vou mandar no meu lugar o  "Paulão Tromba de Mamute" que saiu da cadeia hoje ),   mas terá que ser numa praia bem afastada onde só você e eu curtiremos  as delícias de nosso amor (rê, rê, rê, rê! Acho que vou mandar filmar).
Essa é uma coluna séria! ( Êeeee rê, rê, rê, rê!)
 
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DIVULGAÇÃODIVULGAÇÃO
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. Curso de arte contemporânea para formação de artistas plásticos, nas mais variadas áreas, que funciona a noite na casa de Cultura laura Alvim em ipanema Rj - AV. Vieira Souto 176 (rua da praia), as terças e quintas feiras das 19h00 as 21h30Este movimento tem feito exposições com pinturas e instalações em locais importantes no Rio.Está agora produzindo VIDEO-ARTE DE POESIAS.http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=539615

Maria Louca é o nome da cachaça feita pelos internos dos grandes presídios no Brasil. Utiliza-se de qualquer fruta para fermentar e destilar suas porções. A inventividade acompanhada do conhecimento, burla a lei e reinventa uma própria em seus corredores e celas. Não menos criativo é o cenário musical nacional escondido em seus becos, favelas ou soterrado pela grande mídia. E com o mesmo ímpeto, Jorge Efi e Luciano Grassini estão desenvolvendo o Projeto Musical Eletroacústico Maria Louca, onde pretendem dar boas “goladas” sem muita pressa para sair dos escombros.Jorge Efihttp://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6433569496855329751COMUNIDADE: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6014379Luciano Grassinihttp://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10917815164354006778COMUNIDADE: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25775094MULTIPLYhttp://marialouca.multiply.com/
“O Dinossauro do Amazonas” é uma rádio-novela, que foi adaptada para HQ para dar um apoio literário ao projeto. O projeto conta com a redação e criação de Plínio Gonzaga Filho.
As ilustrações são de Antonio Eder, co-produtor do site de quadrinhos “Nonarte”. Eder também já atuou como diretor de arte de vários curtas e publicou obras como Manticore e Gralha. A trama tem início quando algo horrível e gigantescamente estranho invade o acampamento do Doutor Stenaro. Salvador Valente, um detetive curitibano, e sua trupe viajarão sobre a região amazônica em suas aventuras. Apresenta como pano de fundo a Floresta e sua diversidade de fauna e flora. Com muito de humor e suspense O projeto é composto pelo rádio, uma revista com um cd em anexo, e um site. Elas trabalham como mídias complementares, cada uma com sua linguagem específica, desenvolvendo a diferenciação entre elas. encontra-se pronto, restando apenas a produção e a distribuição.http://www.dinossaurodoamazonas.com.br/
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REAÇÃO CULTURAL. As culturas reagem, reaja você também! Ajudem-nos a formar uma Mega- Super - Indispensável Rede Reativa!Contatem-nos por e-mail , carta, pombo-correio ou garrafa atirada ao mar!Vocês gostariam de ver algum tema abordado aquí? Gritem!Vocês tem algo a dizer?Desejam colaborar futuramente?Então cadastrem-se pelo e-mail ADMIN@REACAOCULTURAL.COM http://www.reacaocultural.com/
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BYM!!! 100%No Pé Do Ouvido!!!

Movimento orkuteano de divulgação cultural

Postagens, debates, música e poesias

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=26863764

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Campanha das 5ooo assinaturas por um CENTRO CULTURAL! ESPERAMOS QUE SE TORNE UM EFEITO DOMINÓ, e que outros bairros também começem a aderir a este movimento. Já conseguimos as 5000, e agora é a vez de enfrentar o poder público -que sempre ignorou a arte nos bairros. Estranhamente o corredor cultural do RIO, um dos mais importantes do mundo termina bruscamente no Centro da Cidade DEIXANDO OS BAIRROS PERIFÉRICOS À DERIVA DESTE PROCESSO DE ACULTURAMENTO- e para provar que cada bairro merece e precisa ter seu centro de cultura-ESTA COMUNIDADE É PARA ENVIO DE APOIO. ESTAREMOS AGUARDANDO DE VOCÊS PALAVRAS DE INCENTIVO E APREÇO POR ESTA INICIATIVA. Mandem seu apoio postando nos tópicos, aguardamos sua força! PELA ARTE E PELA CULTURA!
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CABARÉ DEBATE

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 SERRA VERMELHA

Sem chororô, sem atuações baratas! O Brasil precisa da visão dos brasileiros sobre si. E qualquer um que possa falar, deve levantar a voz em alerta no botequim, nos fanzines, no elevador, em salas de aula (principalmente), nos consultórios, nos jornais, na zona. A defesa da Amazônia e das florestas brasileiras não é de propriedade da Rede Globo e menos ainda responsabilidade de seus artistas contratados. É exatamente o contrário disto. Não permitam que um opressor defenda o que é seu, ou ficarão para trás. E se assim permanecerem, quem ainda não foi lá para conhecer (sua terra, suas florestas, sua Amazônia), não terá mais a oportunidade,  pois estarão cercadas ou mortas. 

O nordeste brasileiro possui na Serra vermelha o habitat mais rico em diversificação daquela região. Mas sofre paulatinamente com implantação de projeto de retirada de carvão vegetal, e mais que omisso, o governo federal apoia o projeto denominado irônicamente de- Energia Verde.

A cada ano de 4 a 5 milhões de hectares de florestas tropicais são dizimadas em nome do "progresso" e o Palácio do Planalto  é  cumplice silêncioso desses crimes hambientais. O governo cala e o IBAMA mente. Em suas avaliações este orgão que deveria ser de proteção deste patrimônio nacional passa longe da realidade, tanto no replantio -outras árvores de outras natividades não reconstruirão o eco-sistema- quanto  nas podas  que não se refazem com novos brotos. Sim, mas é fato o alto valor comercial do carvão.

É interessante notar que outras áreas poderiam servir para o mesmo fim, entretanto o descaramento do poder público e a inércia dos meios de divulgação somados,  fazem uma cortina de fumaça (uma muralha) que protege o tal projeto de uma possível insatisfação  popular .

Os governos federal, estadual e municipal, deveriam fazer respeitar áreas em que somente o desenvolvimento sustentável em projetos específicos poderiam ter lugar.  Mas a desculpa do progresso fácil e os lucros vultosos varrem qualquer priincípio para debaixo do tapete carbonizado do que um dia foi  floresta nativa. E não apenas o povo brasileiro num contexto geral sai perdedor, mas as populações locais são as que primeiro sofrerão as agressões causadas pela prática da desertificação do solo. Então,  digam- Para que, ou para quem serve este  "dito" progresso?

Por tratar-se de uma aberração articulada sem o aval da sociedade brasileira, e por certas distrações no que se refere às leis, como por exemplo a participação do BNDES -financiador com recursos públicos- o chamado Energia Verde só pode ser aprovado com a pressa e o sigilo de mais um golpe desferido contra nosso país.

  Agora que uma "parte do mal" já foi localizada é necessário que mais vozes,  em uníssono representativas, bradem em protesto contra esta vergonha agora declarada.

Reinaldo Simões.

                                                                                                                    

 Cortina de fumaça causada pela falta de respeito ao país, dificulta a 

visibilidade do povo,

e empurra nossas florestas para os interesses estrangeiros.

Site da OAB publica artigo contrário a destruição dos ecossistemas da Serra Vermelha  

A OAB É CONTRA PROJETO ENERGIA VERDE

http://www.oabpiaui.org.br/artigos.php?acao=op1


"Ainda assim, para o caso enfocado - da Serra Vermelha -, deve-se, impor, imediata e definitivamente, a suspensão da execução do referido projeto, vez que, só a consciência humana despojada de ambição negociais será capaz de preservar o meio ambiente e, conseqüentemente, a própria humanidade". 
"Aliás, o próprio Estado do Piauí, através do Instituto de Terras do Piauí - INTERPI, ingressou judicialmente, com a competente ação discriminatória, com vistas à regularização fundiária da área que se encontra localizada na Serra Vermelha que abrange os Municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Curimatá e Morro Cabeça no Tempo, em virtude de supostas ilegalidades ocorridas na cadeia dominial da referida área".
Dilson Marques Fernandes 

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Enquanto isso, bem longe da floresta, os três macaquinhos "mais sabidos do mundo" tem uma interessante conversa.

-Iqui, bugui úgui ticoeteco?
- TCHUTCHUCA? TCHUTCHUCA?
-Foim?
 
TRADUÇÃO-
 
-E aí, ô federal, tudo beleza?
-Mas, hein? Hein?
-Hum?!
 

Não esqueçam de conhecer mais do talento jovem de Luca Oliveira

em seu blog-

http://luca.oliveira.zip.nethttp://luca.oliveira.zip.net

Continue no "CABARÉ!". Lançamento neste n° da coluna de Histórias em Quadrinhos brasileiras, assin. por Rodrigo Garrit. Mais matérias e serviço de divulgação. Mais Debates e Crônicas de R. Simões e Luiz Américo, e Direito de Resposta de Luiz Américo . Seleção de CONTOS com Reinaldo Simões e Luiz Américo, Christina Rodrigues e Rodrigo Garrit. E a coluna literária com poesias de Paulo Franco, ganhadoras de dois festivais . Na página Entrevista Especial, o Reação Cultural  entrevista Lúcia Aratanha. Temos também a linguagem de Fotopoesia de Carol Crespo Simões.

 

(Para ir para a 2º página,  Entrevista Especial ou "Cartas dos Leitores" clique lá em cima, no ínicio do Zine.)

 

 

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