Home da Paty Bolonha

"Educar com amor para o Futuro!"

Jojô, a Menina que Nasceu com os Olhos no Coração.
 
 
Da cor dos céus ,
São os olhos de Jojô,
Olhos de muito amor,
Transmitindo muita paz .
Mas são olhos de ilusão,  
Os olhinhos de Jojô, não veêm como todos os outros olhos,
Pois os olhos de verdade, Deus  mandou  colocar dentro do seu coração.
 
Quando me aproximo ela logo diz :
Se estou triste ou feliz,
Tem sempre a palavra certa que toda verdadeira amiga sempre tem,
Sempre achei que aqueles olhos que enxergam com a alma foram lá posicionados por um anjo bom do além .
 
Cega ???
Imagina!
Cegos são aqueles que não reconhecem os irmãos,
Não é o caso de Jojô, que vê muito mais que todos ,
Pelo contato das mãos,
Pelo abraço sincero,
Pelas palavras ditas com muita compreensão.
 
Com a alegria de conviver com teu doce sorriso,
Levo em prece a Deus minha gratidão,
De poder entender que pessoas como essa encantadora menina,
São na verdade por Ele escolhidas para ensinarem aqueles que tem "olhos de ver" mas não sabem ver, cegos pelos desejos, cegos pelas paixões, cegos pela ambição...
Usando de belas desculpas para não enxergarem pelas lentes da compaixão.
 
Os olhos de Jojô, escondidinhos no seu coraçãozinho, 
Nem sei que cor eles tem ,
Azuis , verdes ou mel ?
São mesmo da cor do bem...
 
 
 
(Uma singela homenagem a minha amiguinha querida a quem muito tenho a agradecer pela amizade e acolhida)
 
 

A Pequena Felicidade

Era uma cidadezinha, com flores, céu muito azul, passarinhos cantantes e livres, e pessoas sorridentes e cordiais. Ninguém deixava de responder os muitos "Bons Dias" que recebiam e os muito obrigados eram sempre muito sinceros. Todos trabalhavam com satisfação e ninguém reclamava de ter que ajudar quando era solicitado.

Nos finais de tarde os vizinhos se encontravam nos belos jardins coloridos, nas ruas muito limpas e nas praças, embaixo das árvores sempre muito bem cuidadas, para conversar, cantar e rir um pouco. Lá não existem mentiras, nem falsidades, nem falta de coragem, nem medos, nem violências, nem lágrimas, nem dores, e as crianças podem brincar em todos os lugares.

Mas alguém aí sabe onde fica FELICIDADE ? .

Bem, para se chegar em FELICIDADE é preciso pegar um trem numa estação chamada CORAÇÃO, ela fica logo no meio do caminho e vai somente de cá para lá . O trem é uma Maria Fumaça daquelas que faz barulho quando chega ao destino, já vai logo apitando PIUIIIIIIIIIII, grande e pesada, e o nome gravado bem grande em letras douradas, ESPERANÇA, tem muitos vagões cargueiros , e todos chegam diariamente carregadinhos de AMOR, FRATERNIDADE, FÉ e PAZ. Esse trenzinho passa na estação do CORAÇÃO a qualquer hora e a qualquer minuto, são muitas oportunidades, pra pegar esse trenzinho basta ter boa vontade.

O maquinista é esperto e não deixa ninguém pra trás, bota fogo rapidinho na fornalha e põe o trem pra funcionar . O bilheteiro pergunta quase sempre sem demora :

- Quem vai pra Felicidade ?

- Quanto custa o bilhete ?

- Custa uma caridade* .

- E quem não tem caridade, não embarca no vagão ?

- Sinto muito meu amigo , mas sem caridade não tem salvação . Sem caridade pra felicidade não embarca não .

TCHUC...TCHUC...TCHUC....se apressem companheiros esse trem já vai sair , mas se não for embarcar hoje, outros estão por vir. Não perca a oportunidade e escolha logo o seu vagão.

PIUIIIIIIIIIII...............................Esse trem já vai partir.

 

*Caridade é a moeda (dinheiro) local da pequena cidadezinha de felicidade)

 

(Paty Bolonha - 2006)

 

 

 

 

 

 

Maria Churumela

 

Todo dia bem cedo

Eu vejo de minha janela

Uma pequena menina

Vinda lá da favela.

Sei que não deve chamar-se

Nem Laura , nem Gabriela

Mas a piazada da rua

Lhe resolveram apelidar de : Maria Churumela

Porque é miúda, anda descalço, sujinha e com ramela

Nas latas de lixo cata : lata , papel , papelão

Nâo tem nome , mas tem fome

É Maria Churumela, é Maria do Lixão .

Em banquete se refestela, quando ganha algum pão

Enquanto ainda aparece fico cheia de intenção

E quando já vai sumindo ,

Junto vai minha vontade ,

Que não passo pra ação

Hoje eu não vi passar a Maria Churumela

Meu coração apertou ,não sei se por mim ou por ela .

Perdi a oportunidade de resgatar em caridade

Enquanto a minha vida se cruzava com a dela

Minha pequena irmãzinha

A Maria Churumela.

E eu ? Continuei na Janela...

Patricia Bolonha - 17/05/05

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era Uma Vez , Um Gato Xadrez...

Era uma vez um gato xadrez

Nasceu diferente dos outros três

Um grande susto pro pai, que era gato Siamês

Era pequeno, tão fragilzinho

E desprezado por seus irmãozinhos.

Mas a mãezinha tão pacienciosa

Cuidou com esmero do seu filhinho

Não se importou se era anormal

Não para seu grande amor maternal

E o Gatinho logo mostrou

Que era mesmo Especial.

Carinhoso como ele não se achava igual

Tem vontade de viver

De ser feliz e vencer a toda limitação.

Na escola é o mais esforçado

Para os colegas , uma "lição".

Era uma vez um gatinho "xadrez".

Um amigo diferente

As vezes é muito bom

Nos faz entender que nem sempre a aparência é que faz um coração.

 

(Paty Bolonha - 2.006)

 

Aiiiii...Que Medo de Fantasma...
 
Pat, ainda muito pequena já tinha contato com o além,
Não raro a sua mãezinha a via conversando sózinha, mas não enxergava ninguém.
O avô que era médium vidente não cansava de falar, essa menina um dia vai ser médium também.
O dia que ela nasceu , uma estrela em meu quarto apareceu, sei o que estou falando...e quem ia duvidar ?
 
Passava horas com seus amigos invisíveis, cada um tinha seu nome,
e sempre chamava o pai ou mãe para lhes apresentar.
- Isso é coisa de criança...
- Essa menina quer mesmo é nos assustar...
 
Um dia quando uma coleguinha em um acidente faleceu,
Esconderam-lhe o fato,
Mas a menina vendo a  tia chorar disse no ato.
- Não se preocupe tiazinha, a Marcela está comigo , brincando lá no meu quarto...
 
Um dia foram morar em outra cidade,
E a menina sentia muita falta do avô,
Não raro eram os dias em que em sonho se encontravam, brincavam, e quando acordava alegre como colibri, saia pela casa a procurá-lo acreditando que ele estava mesmo alí.
 
Mas o tempo passou , e o que era natural , em medo se transformou,
Pat, sabia agora que o que via, eram "fantasmas", o que antes ela não sabia.
 
Todas as noites "um" vinha lhe visitar, no meio da madrugada , acordava assustada e punha-se logo a gritar.
E assim quase matava os pais do coração,
Entravam quarto adentro com a bíblia na mão, para  junto da menina fazer uma  oração, mas as vezes até com a bíblia lhe  batiam na tentativa de que voltasse logo a razão, e a mãe as vezes trazia apetrechos que benzia, mas tanto era o pânico que de nervosa  até a água benta bebia.
 
Disse a tia preocupada ao saber do que estava acontecendo :
- Vou levar essa menina ao reverendo , vou pedir lá na igreja, para que o anjo Gabriel a proteja.
Mas quando Pat entrou na igreja quis sair em correria, disse que viu um vulto saindo da Virgem Maria.
A tia não acreditou e a menina de tanto medo passou mal e desmaiou.
 
O tempo passava e o medo só aumentava, e aumentava.
Em outra ocasião,
Viu uma pessoa a lhe estender a mão
ao lado de sua cama, como o  pavor é algo que  inflama,  saiu pela noite adentro, gritando pela rua, vestida só de pijama.
- Aiiii. que medo de fantasma...tem alguém a me assombrar, por favor quem poderá me ajudar ???
 
Então disse o pai:
-Vamos levar essa menina para outro lugar, quem sabe na praia ficará bem, com o  contato com o  mar...
E lá se foram em nova tentativa dos "fantasmas" afastar...
Uma tarde em alegre euforia, quis ir com o pai pescar, era uma praia deserta dessas que não há mais,
O pai ia na frente e a menina atrás, distraindo-se com conchinhas, deixou o pai se afastar, quando percebeu estava sózinha, o pai ia longe e nem mais se via.
Escutou então  vozes que entoavam bela canção de paz, era uma porção de gente, vestidas todos de branco, logo alí na sua frente, lhe convidavam para com eles vir e cantar. Apesar da linda melodia, Pat novamente saiu em desatada correria , e sequer olhou para trás.
Chegou com o peito arfante, entrou em casa a chorar.
- Aiii. que medo de fantasmas...
Mas para agradável surpresa o avô estava pacientemente alí a lhe esperar...
- Eu já esperava por tí, senta aqui em meu colo...eu vim para conversar.
- Vô, não sei o que acontece, estou vendo "coisas do você sabe quem", estou cada dia a piorar...Responda-me vovozinho quando isso vai terminar ?
- Sinto muito neta querida, corpo fechado não existe, embora bem que eu quisesse isso não posso tirar, e você vai ter que aceitar...é uma grande missão e um dia através dela muitos vai poder ajudar.
- Mas não quero, tenho medo, nunca vou me acostumar.
- Quanto mais tempo levar para tentar compreender, mais tempo você vai chorar e mais tempo você vai sofrer...mas vou pedir a Jesus para te dar um tempo até você crescer.
Rezaram juntos naquele belo anoitecer, e o alivio alcançou, dormiu tão bem e traquila que no outro dia só bons sonhos se lembrou.
A sensação de voar estava muito presente, era como se estivesse leve, com o seu corpo ausente.
 
Com o avô conversara tanto sobre o assunto, que ficou mais serena , apesar de não gostar da idéia, não via mais a mediunidade como algo ruim ou como uma pena.
Mas ainda sentia medo de tudo aquilo que via, e ouvia ,por isso a palavra "morte" era o que mais temia.
Não ia a cemitérios, nem a funeral,
E a situação piorou quando o avôzinho partiu para a pátria espiritual.
 
E lá estava de novo,
- aiii, que medo de fantasmas...
e o que era pior, no quarto que dormia a tensão sempre aumentava...
Era quadro que caia , objetos que quebravam, sem ninguém por as mãos.
Por isso agora só dormia na companhia do irmão.
 
Ao contar para os amigos sobre suas experiencias com o além , despertou-lhes a curiosidade e quiseram ver também.
Mas como fariam então ?
Alguém lembrou da tal brincadeira do copo ...triste visão.
Bela noite de luar , Pat e seus amigos começaram a perguntar :
- Tem alguém aí ? Tem alguém aí ? 
E o copo sem demora começou a divagar...
Curiosidades mil...
Frivolidade infantil...
 
A luz apaga sózinha, e um temporal parece se armar, janelas e portas batem, o vento começa a soprar...
A mensagem que vem :
- Parem, o perigo ronda e poderá trazer sérias consequencias para alguém .
O copo cai da mesa a estilhaçar...
 
Muitas coisas aconteceram depois dessa reunião, mas Pat começava a despertar outra visão...
Se alguém lhes alertara é por que queria ajudar, então não era só o mal que estava a lhe assustar.
Apesar de todo o medo, lembrou do conselho do avô e resolveu seguir, quando alguém lhe falar é melhor parar para ouvir.
Correr não adiantava , de morto ninguém se esconde, eles podem te seguir...
 
Muitas vezes tremia que nem vara de envergar, mas mesmo assim ficava parada e em silencio para poder escutar.
Não demorou muito e com menos contrariedade com a mediunidade começou sua "amizade".
Procurou livros e sobre o espiritismo começou a pesquisar, muitas respostas que a tempo estava a procurar.
Descobriu a filosofia que lhe devolveu a razão.
Se encontrou com um Deus que nunca encontrou em outra religião.
 
O tempo passou , e passou e Pat foi entendendo por tudo o que passou , todos os seus tormentos , todo o seu horror,
Aprendendo com harmonia, sobre essa nobre missão,
Lembrando as palavras , de que um dia  pelo seu dom poderia  ajudar alguém,
Estuda a doutrina com alegria, libertando a temperança,
começou a escrever  estórias e poesias para crianças,
Sempre sempre inspirada pelos seus "amigos do além".
E assim do medo Pat nunca mais se fez refém.
E hoje lembra-se pasma quando vê alguém dizer .
 
- Aiiii. Que medo de fantasma....
 
(Paty Bolonha - 2.006 ) - Homenagem ao meu querido avô Feliciano que já está a 19 anos na Pátria Espiritual.

 
 
O GRANDE CIRCO PARARÁ-TIMPIM
 
 
Em colorido festejo,
Uma grande novidade ,
Ao distante lugarejo,
Música alegre e altaneira e foguetes de festim,
Lá vem o carro de som,
Anunciando a chegada
Do " Gran Circo Parará-Timpim.
 
 
A criançada a correr,
Em meio a multidão
Que logo se aglomerou,
Para ver a passeata,
A bailarina , o elefante, o trapezista e o leão.
Uma alegria sem fim,
Mágico, equilibrista,
E os "Maiores Palhaços do Mundo"
Pipoca e Alecrim.
 
Gravata cor de carmim
Colarinho de girafa,
E casaca de pinguim
Fazem graça e chalaça
Gargalha  até o infeliz,
Parecem ter um tomate no lugar do nariz.
 
Nasceram no próprio circo ,
E dos pais a arte herdaram,
Ainda pequenos no picadeiro,
Como palhaços se batizaram.
 
Pipoca era dócil e ingênuo
Alecrim  era todo ardil,
Um completava o outro
Um era a vela,o outro o pavil.
Esses dois elementos só funcionam assim
E assim também eram a dupla Pipoca e Alecrim.
 
Mas na noite do espetáculo,
Começou a confusão,
Enquanto faziam pilhérias para a platéia entusiasta,
Uma linda dama em destaque chamava a atenção,
Olhar de safiras azuis,
Um sorriso de marfim,
Tirou o ar de Pipoca ,
E deslumbrou Alecrim.
 
O Mundo alí parou,
O coração disparou,
Para Pipoca  parecia que somente aquela linda moça o espetáculo assistia.
O chão parecia nuvens fofas a lhe aparar,
A música e a  ribalta faziam-no levitar,
Somente os aplausos do final da apresentação,
Fizeram mesmo acordar o palhaço gamadão.
Correria , e tambores retumbando com emoção,
Sem desviar os olhos da moça , o pobre palhaço Pipoca
Tropeçou no sapatão,
Parecia cena ensaiada e o riso da platéia teve continuação,
 
Aquela noite de estréia fora como um turbilhão
Pipoca sentia no peito o saltitar do coração,
Para tirar a pintura correu para o camarim,
Queria encontrar a linda moça,
Mas dessa vez não como "o arlequim".
 
Vestiu uma roupa boa,
Perfumou-se com vontade,
Penteou bem os cabelos ,
Deixou fruir a vaidade,
 
Foi para o parque onde a lona estava montada,
A procura de seu jasmim, sua estrela em noite enluarada
Toda gente que estivera no espetáculo estava lá
Então viu de longe a tal dama
Um riso doce em sentinela também,
Olhando em sua direção,
Parecia esperar por alguém.
 
Pipoca pegou a rosa vermelha  que enfeitava-lhe a lapéla  ,
Colhida de dia em algum jardim,
Foi em direção a donzela,
Mas seu coração desmoronou.
Quando a moça correu de encontro a Alecrim.
 
Peito em chamas flamejantes,
Lágrimas torturantes,
Pernas combalidas, a fraquejar .
Amassou com raiva a florzinha,
Grande ódio e cíumes vieram lhe torturar.
Pensamentos obssessivos,
Destruiam-lhe a razão,
Queria acabar com a moça e também com seu irmão.
 
Voltou ao circo, só pensando na vingança,
Uma armadilha mortal pra quem lhe destruiu a esperança.
Alecrim era o mais bonito,  um verdadeiro menestrel
Em toda vida e nas piadas sempre levara a melhor,
Pipoca  era o bobalhão que sempre levava a pior .
Mas em tudo isso agora colocaria um fim ,
Esperaria  acordado o sono de Alecrim,
Colocaria o  fogo a tomar conta de todo o camarim.
 
Emoções aos borbotões
No coração grande dor.
Adeus amizade eterna , quem é amigo não trai,
Então não percebera que pela moça estava a se interessar ?
Pegou combustível forte e foi o plano realizar.
Em sono o amigo-irmão sorria a gracejar.
Isso causou-lhe mais ódio, mais vontade de matar,
Certamente estaria com "SEU" amor a sonhar.
 
Ateou faísca no óleo e este pôs-se a queimar,
As chamas altas não tardaram e começaram a correr ligeiras,
E logo todo o circo já estava como brasas em candeia.
O desespero tomou conta daquela cidade
E toda a população se propos a ajudar
Trazendo água e unguentos para os feridos balsamizar.
 
 
Quando o fogo foi controlado,
Embora tudo já estava queimado,
Os prejuizos e as vítimas os bombeiros foram contar,
O circo destruido não faria mais os alegres espetáculos,
Muitos artistas feridos foram levados ao hospital ,
Muita tristeza e morte ainda rondavam o local .
 
Mas a notícia mais cruel , não tardou mesmo a vim ,
Encontrados mortos lado a lado ,
Os Grandes Palhaços Pipoca e Alecrim.
 
Mas como explicar agora o arrependimento que Pipoca teve na ultima hora?
Quando viu o circo em chamas a consumir seu irmão,
Pipoca caiu na real do tamanho de sua ingratidão,
Egoísta não pensou que o amigo também tinha o direito aquela paixão,
Lembrou de certa vez quando eram ainda meninos e a carreira começava que Alecrim lhe dissera que o mais engraçado dos palhaços era o que sabia rir da sua própria desgraça.
Uma amizade que ao cíumes não soubera resistir,
E este foi do espetáculo o fim,
Adeus  Palhaço Pipoca, Adeus  Palhaço Alecrim
Adeus Gran Circo Parará- Timpim.
 
 
(Paty Bolonha-2006)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aquarela de Deus

Ouçam cá meus amiguinhos
O que vou lhes perguntar
E vocês bem sabiamente
As respostas vão me dar .

Se a água do mar é salgada
alguém teve que salgar
Se tivesse sido o homem
quantos kilos de sal ele iria precisar ?

Quantas plantas, quantas flores
nos campos e nas florestas nós podemos encontrar .
E vejam só que legal !
Não é preciso plantar .

Um céu pode ser azul,
Nuvens brancas como algodão
Laranjas , vermelhos e rosas
do cinza à escuridão.

Nos tons de uma aquarela
Nem podes imaginar
quantas cores diferentes
A natureza pode mostrar

Nessa obra assim tão bela
Esculpiu a melhor de todas elas
chamou de Homem, e presenteou-lhe com o grande dom da razão.
Para não parecer tão "duro", algo assim sem emoção.
Imprimiu-o a sua imagem, a mais pura expressão.

Em toda a criação
é impossível imitar
Só de um ser inigualável
De amor incomensurável
É que pôde originar.

Então responda amiguinho
Da existência divina ,
é possível duvidar ?

(autoria: Paty  Bolonha - 2006)

Música - Aquarela de Deus

Quem pintou o céu de azul ?
Quem pintou todas as flores ?
Quem pintou as borboletas , com todas as suas cores ?

Quem pintou o sol e o mar ?
A natureza tão bela ,
Certamente precisou de uma imensa aquarela.

Obra deste Grande Artista
Ninguém pode copiar
temos muito que aprender
Pra poder lhe alcançar

Esculpiu altas montanhas
Da formiga até o leão
E no homem expressou
todo amor e perfeição.

Obra deste Grande Artista
Ninguém pode copiar
temos muito que aprender
Pra poder lhe alcançar...
temos muito que aprender
Pra poder lhe alcançar...

(Poema  e Composição musical por Paty Bolonha - 2006 - divulgação com expressa autorização da compositora, respeite a autoria)
 


 

Show de Bola é pra Campeão
 
Era 30 de junho de 2.002, final da Copa do Mundo ,
Verde Amarelo em vários matizes
Rostos felizes a comemorar .
Unidos em uma só voz a cantar.
Juntos num só coração...
É campeão, é campeão , é campeão .
 
O Futebol brasileiro fez a alegria do povo,
Que até os problemas esqueceu
Por um momento de novo,
Pelo prazer de ver sua nação se consagrar .
 
Um dia feliz ...como ele queria e sempre falava
E nossa pátria Chico Xavier ,naquele dia deixava.
Saiu como campeão da Grande Copa da Vida
Fez todos os gols que só um grande atleta como ele é quem poderia marcar .
Gols de solidariedade, gols de amor e de verdade,
E sua única falta, é a que a saudade deixou.
 
Recebido talvez  pelo Maior Técnico do Universo .
Num abraço de pai , com toda sua  gratidão,
Por saber que  fielmente ele cumpriu sua instrução.
 
Chico certamente elevou a Taça da Evolução,
Teve adversários fortes, mas soube que com boa  equipe ele podia contar,
O amor, a caridade, a humildade, a verdade sempre com serenidade, ajudaram o seu time a ganhar.
 
O Nosso Grande Campeão
Naquele dia feliz.
Subiu no pódio da Vida
Com a certeza de ter cumprido sua missão.
 
 
(Paty Bolonha - 2006, divulgação expressa com autorização, respeite a autoria)
 

DEUS NÃO NOS ABANDONA NUNCA ...
 
MEU QUERIDO AMIGUINHO ,
HOJE EU VIM PRA LHES FALAR,
QUE ACONTEÇA O QUE ACONTEÇA
DEUS NUNCA VAI NOS ABANDONAR.
 
NA TRISTEZA OU NA DOR
NO MEDO OU NA SOLIDÃO
DEUS ESTÁ SEMPRE JUNTINHO
NÃO NOS ESQUECE NÃO
 
PARA ELE NÃO HÁ DIFERENTES,
NEM MAIS BONITOS OU MAIS INTELIGENTES,
SOMOS TODOS FILHOS AMADOS,
SOB O OLHAR DE UM PAI ESMERADO,
QUE ESTÁ SEMPRE AO NOSSO LADO.
 
COMO PEQUENAS CRIANÇAS
A NOS LEVAR PELA MÃO,
NOS MOSTRANDO O CAMINHO,
COM AMOR E AFEIÇÃO.
 
NOS ENSINA COM PACIENCIA
NÃO TEM PRESSA E CONFIA
SABE QUE MESMO CAINDO
APRENDEREMOS UM DIA.
 
NÃO TE ESQUEÇAS NUNCA, NUNCA
NA LUZ OU NA ESCURIDÃO,
NAS HORAS DE AFLIÇÃO,
DEUS NOS LEVA NO COLO
NO ACONCHEGO DO CORAÇÃO.
 
PORTANTO NÃO DIGAS NUNCA
QUE ÉS UM COITADO NA VIDA
POIS QUANDO FECHA UMA PORTA
DEUS TE DÁ OUTRAS SAIDAS
 
PROCURÁ-LO EM CADA CANTO,
EM CADA SITUAÇÃO,
CHAMÁ-LO EM UMA PRECE, UMA SINCERA ORAÇÃO,
UMA CENTELHA DE ESPERANÇA,
NÃO TARDA A APARECER,
DEUS ESTÁ SEMPRE AO SEU LADO,
E TU IRÁS LHE RECONHECER.
 
(Paty Bolonha - 2006)
 
 
Música : Sob o Seu Olhar .
 
Sob o Seu Olhar ,
Minha Luz, Meu Guia,
Eu não temo a escuridão,
Nem os desafios do dia,
 
Sob o Seu Olhar
Eu sigo, tenho certeza,
Somos Um,
És Amor e eu  harmonia .
 
Como pequena criança
Eu peço a Sua mão,
Me levas em segurança
Contigo  Pai , sou esperança.
 
Sob o Seu Olhar...
 
 
(Paty Bolonha- 2006)
 
 
Seção Perguntas, Dúvidas , Conversando , ?????????
 
1) Já esteve em alguma situação que pensava não ter saída e de repente tudo se resolveu ?
 
2) Como Deus se manifesta para nós ?
 
3)Certamente  em alguma situação Deus se apresentou para você , será que você o reconheceu ?
 
4) Será que Deus está também com aqueles filhos que ainda sentem prazer em fazer o mal ?

Pedro Perdão
 
Pedro  era um rapaz ,
Desses sem educação ,
Que falava o que queria ,
Só coisas erradas fazia.
 
Chutou o cão da vizinha
Só porque o pobre animal fez côco no seu quintal.
Falou alto palavrão, no meio do calçadão.
Achava o que fazia  tudo bonito  e engraçado,
Mexia com as moças,  provocava os namorados.
 
Chegava em casa mandando,
Não obedecia os pais,
Xingava a empregada ,
Com ele não tinham paz.
 
Pedro se achava o bom,
Queria a vida esculhambar
Achava que sendo assim ,
O Mundo aos seus pés ia se arrastar.
Todos dele teriam medo,
E ele é quem ia mandar.
 
Em mais  um dia daqueles,
Saiu de casa o pimpão.
Bolando planos danosos,
Contra o seu próprio irmão.
Fez o garoto cair no lago, mesmo sem saber nadar,
Pois gritava atrás de uma árvore que alguém estava a se afogar.
 
E quando a coisa ficava mesmo feia pro seu lado,
Pedro sabia que bastava a todos pedir perdão.
Mas tão logo pedia,
Logo se arrependia e começava de novo toda aquela confusão.
 
Perdão era o que mais se ouvia,
Palavra que da sua boca muito fácil saía.
Mas era mesmo da boca e nunca do coração.
 
Ia ao estádio em dia de jogo,
não pra ver o time jogar,
Gostava mesmo de ir só para a torcida provocar.
Chamava o juiz de ladrão,
O goleiro de frangueiro,
Mas um dia se deu mal,
Gritava que estava disposto a quebrar tudo no final .
E não esperava que do seu lado estivesse um policial.
 
Este esperou pacientemente a partida terminar,
E quando Pedro Perdão começou a agitar,
Incitando os torcedores a fazer rebelião.
O Policial levantou e deu a ordem de prisão.
 
Pedro ficou pálido, branco de assustar,
Não pensava que um dia alguém ia lhe desafiar.
Começou a ladainha, perdão, perdão, e perdão,
Mas o oficial experiente, não arredou o pé, e não teve o mínimo dó
Algemou Pedro Perdão e levou pro xilindró.
 
Passou alguns dias preso,
Chorou como criança, esqueceu que era o "bandidão".
Reconheceu  que a palavra perdão era vazia quando não vinha com a ação.
 
Foi julgado e prometeu nunca mais abusar ,
Que ia ser educado, e que ia trabalhar,
Dessa vez ele cumpriu, falando mesmo verdade.
Viu quanto era ruim perder a própria liberdade.
Transformou-se em outra pessoa,
Um valoroso cidadão,
Respeitoso, disciplinado, um homem de bom coração.
E nunca mais ouviu-se dizer que Pedro pediu perdão.
 
Perdão palavra bonita,
Dita até em oração,
Mas só precisamos dela quando é verdadeira a intenção.
Reconhecer os erros deve ter sinceridade,
Perdão da boca pra fora, é pior do que a maldade.
Melhor mesmo é não fazer ações que causem a dor.
E aprendermos com Jesus apenas lições de amor
 
(Paty Bolonha - 2006 - divulgação com expressa autorização da autora. Ao repassar, respeite a autoria)

 

 

A Estrela Peregrina

A Estrela Peregrina

Veio para anunciar,                       

Que um principezinho,

 

Acabava de chegar .

Convidou-me a seguí-la

Para o tal menino mostrar

Tão iluminada entre as outras

A imensidão cortava, sempre a orientar

 

Andamos pelos desertos,

Pelas terras além  mar

Buscando nessas paragens

Não encontrei nenhum rei

Só pobres viajores

Foi o que mais avistei.

 

E a estrela andarilha foi então que perguntei :

-Onde está o tal menino ?

Me apontou pequeno estábulo.

-Mas isso é um insulto...a quem queres enganar?

-Não vejo cetro, nem ouro, nem coroa ou seus tesouros. Apenas uma cocheira, com animais a relinchar !

Me aproximo, então percebo uma pequena criança e os seus pais a orar

 -Então, este é o príncipe que viemos encontrar ?

A Estrela peregrina brilha, brilha, a confirmar

-Mas se é rei , tem riqueza, onde está o seu esplendor ?

Então a pequena estrela em anjo se transformou

E disse ao seu "convidado", com todo o seu primor

-É Mensageiro do Pai

-É Missionário da Paz

-É o Enviado da Luz .

-Veio para ensinar os filhos do Seu Senhor.

-Ele é rei, mas sua coroa só é feita de Amor.

-Será o Grande Mestre da eternidade,

-E trouxera a Paz na Terra aos homens de Boa Vontade

Nesse mesmo instante outros pastores começavam a chegar

A pequena criança vinham para presentear.

-Não trago ouro, nem mirra, nem óleo pra incensar,

-Como eu "homem comum" o poderei agradar ?

Disse então a Estrela -Anjo :

-Tu por mim fostes o escolhido para a toda a humanidade vir e representar.

-O presente que mais lhe agrada , e que poderás lhe dar

Dê o seu testemunho, para que em um breve  futuro todos possam Seus ensinos praticar.

(Paty Bolonha - 2.005 - Respeite a autoria e o conteúdo)

MARICOTA QUERO-QUERO
 
O Natal está chegando,
É um corre-corre só,
Nas ruas e pelas lojas,
Fala-fala, anda anda , um zum-zum-zum de dar dó.
 
Me dá isso, me vê aquilo
Vendedores apressados
Correndo que nem esquilos
Para atender toda aquela gente
E seus anseios por presentes
 
Maricota é uma dessas garotinhas
Que quando vê novidades quer levá-las todinhas.
-Quero aquela bicicleta,
- Também a boneca,
- Quero aquele patins
- E o urso que come amendoins...
 
E quando lhe dizem não,
Começa a confusão,
Chora, faz birra, esperneia,
E sempre acaba se jogando no chão.
Gritando inconformada, sempre acaba atraindo os olhares da multidão.
 
A mãe se justifica desesperada,
- Não posso com essa menina !
- Culpa da televisão! - diz o pai com cara amarrada.
 
Quem observa pensa consigo.
-Essa criança precisa é de castigo!
A mãe adivinha pela cara do indíviduo e pensa
- Vá cuidar do próprio umbigo!
 
Outro sem saber o que passa já faz interpretação,
- Será que estão batendo nela , pais assim ninguém precisa não!
 
E Maricota continuava a insistir
Queria tudo o que via não adiantava querer interferir,
Ou mesmo negociar, pois no pensamento dela tudo podia levar,
A mãe nem reação mais tinha, sabia que ela não iria desistir,
Já concordava aflita, sabendo que grande dívida teria que adquirir.
 
Maricota vibrou com a decisão.
E saiu com cara feliz,
De uma grande atriz que ganha o Oscar por linda interpretação.
Parou de chorar no mesmo instante,
Imaginando todos aqueles brinquedos no quarto, lá na sua estante.
 
Lembrou que para guardar os novos ,
Outros teriam que ceder o seu lugar
Eram tantos que já nem sabia mais onde colocar.
Os pais sem atitude eram mesmo os seus reféns,
Logo enjoasse daqueles começaria tudo outra vez.
 
Os pais precisavam urgentemente de uma solução,
Se continuassem a ceder as tentações da filha
Acabariam na miséria sem poder comprar-lhe nem mesmo um pedaço de pão .
- Será que a solução seria proibir a televisão ?
Mas lá estava a mídia apelando em todos os lugares,
Com seu lindo e estratégico poder de convicção.
 
Então, qual  seria a sua condenação?
- Punir aquela criança melhoraria a situação?
Palmada? Castigo? Ou explicação ?
Maricota no seu pensamento infantil não entendia o porque de tanta aflição,
Se tanta coisa bonita existia, porque ela  possuí-las não podia.?
 
Como dar aquela criança uma boa educação ?
Já estavam tão cansados daquela situação. 
Um amigo sugeriu um diálogo aberto e franco,
- Afinal, são crianças mas já tem compreensão ...
 
O pai começou a conversa com muita delicadeza na hora da sobremesa.
- Maricota, você sabe o que é uma moeda ?
- É uma bolinha achatada, pesada que serve para comprar coisas.
- E são todas iguais ?
- Umas grandes, umas pequenas, mas acho que tanto faz...
- Então não sabe que cada uma tem diferente valor ?
- Valor ? Não sei o que isso, tem algo haver com "vapor" ?
- Até poderia fazer essa comparação, pois na sua mão entram mesmo em ebulição...mas valor é o preço que se dá as coisas.
- E porque tenho que aprender isso agora ?
- Porque dar valor é muito importante senhora!
- De onde vem as moedas?
- É fruto do nosso trabalho...
- Então nascem mesmo em árvores, pois se são frutos , onde fica essa árvore "trabalho"?
- Trabalho é uma ação útil que se presta a alguém, e a moeda é o valor que alguns trabalhos tem.
- Melhor parar com essa conversa e sairmos para comprar, chega desse nhê-nhê-nhém.
- Dinheiro não nasce em árvores e é dificil ganhar, por isso sem desperdícios temos que valorizar.
- Vou te fazer uma proposta, para ganhar suas coisas terás a partir de agora que ajudar a mamãe e por cada trabalho bem feito uma moeda vais ganhar...
- Porque? não é melhor uma empregada contratar ?
- Não temos dinheiro para isso agora...empregadas custam e também porque tens que aprender a colaborar, e com o dinheiro ganho então sim, poderás com suas coisinhas gastar.
 
Apesar de contrariada com aquela decisão, a pequena Quero-Quero não podia deixar de pensar, em quantas coisas compraria com a recompensa que iria ganhar, quem falava mais alto dessa vez, era a sua ambição.
 
A mãe olhou para o pai e entendeu a  intenção,
Pediu a filha que arrumasse o quarto,
Que organizasse os brinquedos e as bonecas,
Tirasse o pó da casinha,
E desse uma mãozinha na cozinha,
Que fosse lhe colher flores lá no jardim,
Rosas, margaridas, miosótis e jasmins,
Depois as plantas regaria,
E se o trabalho fosse concluido, lá no final do dia,
As moedas receberia.
 
Já no primeiro trabalho a menina sentou e reclamou,
- Estou cansada, são muitas bonecas para arrumar !
Então respondeu a mãe.
- Pois se achas que já tens muitas, porque outras quer comprar ?
Mesmo com muita reclamação, continuou a arrumação.
Pareciam mesmo que as bonecas não acabavam mais , e pensou.
- A mamãe tem razão , bonecas, não vou mais pedí-las pois já tenho demais.
 
E assim, quanto mais arrumava, mais brinquedos surgiam,
Eram tantos que parecia que aquilo não teria mais fim e lembrava que ainda nem tinha colhido os tais jasmins.
As moedas em sua cabecinha pareciam tilintar,
tinha visto uma sandalinha e não podia deixar de comprar.
 
No final do dia, exausta, tinha terminado as suas funções.
pegou as moedas com o pai e convidou a mãe para irem ao shopping pois precisava urgente fazer algumas aquisições.
- Está bem, mas já vou avisando , desta vez sem confusões !
Contente por ter ganho o próprio dinheiro, colocou em pequena bolsa e foram em excursão.
Entrou na loja toda prosa, e já foi logo pedindo o sapatinho para a vendedora, que lhe serviu atenciosa.
- Gostei vou levar essa...
- São trinta reais senhorita.
- Aqui estão ...disse toda orgulhosa , jogando as moedas no balcão.
- Sinto muito Senhorita, mas aqui tem quatro reais apenas...
A menina olhou para a mãe aflita, esperando a sua contestação.
Mas a mãe balançou a cabeça em sinal de afirmação.
 
- Mãe , e o resto ? 
- Sinto muito, minha filha, mas estou sem nenhum tostão .
 
A garotinha entendeu enfim o recado que os pais quiseram lhe dar.
O trabalho geralmente é árduo e o dinheiro é dificil de ganhar.
Sem trazer a sandália, continuava feliz pois aprendera a lição.
Valorizar é preciso, colaborar também
Quantia que não se ganha com o próprio suor , não se sabe o valor que tem.
 
Guardou o dinheiro na bolsinha, e prometeu que iria continuar a ajudar, se a mãe não pudesse pagá-la não teria problema, pois sabia que quando ela pudesse os presentes não negaria.
 
Em casa o pai as esperava com um delicioso jantar,
Como a operação "valor" tinha obtido o sucesso esperado,
Nada mais justo e certo do que comemorar com afeto e um franguinho bem temperado.
 
A mãe pegou as flores colhidas pela menina e a mesa foi enfeitar.
Tão belas! Um lindo buquê de jasmins, rosas brancas e amarelas.
 
- Olhe minha filha, para essas flores, sente o perfume dos jasmins ? Acredite, que embora tão perfumados, amanhã já estarão estragados.
Assim também são as pessoas que valorizam demais as suas aparências, aquelas tão egoístas que tudo querem possuir somente para sí, embora por fora  tão lindas e perfumadas muitas vezes também já estão com as almas estragadas.
- Com almas simples, perfumes suaves  e sempre graciosas, as rainhas de todas as flores sempre foram as rosas .
- Mas as rosas tem espinhos, que podem nos machucar !
- São como pequenos lembretes que Deus colocou alí,  para alguns pode parecer uma forma injusta de imperfeição, mas para outros podem ser vistas como uma forma de proteção.
Com nossos espinhos, a verdade é que temos que aprender, a
viver com humildade, saber fazer caridade, e reconhecer a felicidade no que Deus nos deu por quinhão. 
 
E foi assim que Maricota Quero-Quero cresceu responsável  e nunca mais foi preciso chamar-lhe a atenção.
 
 
 
(Paty Bolonha - 2007- Respeite a Autoria)

 
 
 

PAMPINELLA - VACA AMARELA


Pampinella , vaca amarela

Estava triste ,

Não queria ir pra panela


Tinha sido vaca premiada ,

Em grandes exposições ,

Leite da melhor qualidade, em consideráveis quantidades .

Tipo A, excelente para queijos , iogurtes e requeijões.


Miss Vaquinha, Rainha da Beleza Pastoril,

Venceu a pretinha e até a malhada,

Na Flor da mocidade ,

Fora eleita a mais Bela do Brasil .


O seu dono todo orgulhoso,

Lhe exibia o ouro no peito,

Desfilando com ela todo garboso.


Mas os anos se passaram,

E a vida infelizmente é  assim ,

Chegando a velhice, logo se prevê o fim .


O leite diminuiu e ela perdeu a posição,

Ouviu quando o dono gritou para toda a rapaziada,

- Vaca velha que não produz mais, só pode mesmo acabar numa bela churrascada !

Pampinella, ficou arrasada,

Não queria virar assado, nem carne de panela, ou saborosa linguiçada,

 
 

Porque as pessoas menosprezam os mais velhinhos? Esquecendo rapidinho das suas utilidades ?

E somente quando chegam lá é que vão se dar conta dessa terrível realidade?


Com a idade também chegam as nossas enfermidades,

O passo fica mais lento, também os reflexos e movimentos ,
Tremem a mãos, já não é mais a mesma a visão,

Não é porque queremos , mas sim já não conseguimos produzir com a mesma precisão.

 

Então ouvimos dizer :

-Esse velho só atrapalha.

- Não sabe fazer mais nada,

- Ôh vovô, sai da estrada ....


Só faltam mesmo dizer que velho tem que morrer, e tal como a Pampinella com a máxima de crueldade ir parar na panela por que já passou da idade.


Geralmente quando se encontra lá  na tenra mocidade,

Ganhando prêmios pelo seu valor,

Esquece que lá trás quando era criancinha ,

Eram o pai e a mãezinha que lhe dedicavam a vida , lhe ofertando todo o amor,


Que as cabecinhas nevadas ,

Que muito pensaram em como lhe dar o melhor, fez com que os cabelos rareassem ou perdessem a sua cor,

Que os braços enfraquecidos que muitas vezes se estenderam, tantas foram as vezes que te carregaram, mesmo não reclamando pela lei da natureza se cansaram..


As pernas que hoje caminham vagarosas, muitas vezes correram para impedir-te os machucados, e tanto correram para que não caisses , que os próprios ossos acabaram desgastados.


A visão que muitas vezes manteve-se na madrugada a velar-te o repouso, ajudando a estudar para a prova ou fazer a lição, ou o sono entrecortado das noites em que saistes com os amigos sem dar-lhes satisfação, foram se desfocando exaustos tantas foram as horas acordados com tanta preocupação.


Mãos que te acariciaram, braços que te embalaram , vozes que te ninaram,

Hoje menosprezas seu valor e experiencia:

Dizendo-lhes  muitas vezes :

- Que sabes tu da vida, ó velho ? Se nem mais tens a consciência ?


E o  velho , tão caladinho , olha ainda o  filho com tanto carinho e sequer responde, sentindo chorar o coração,

Vê que venceu como queria , hoje é doutor bem remunerado, nem mais lembra o pai, trabalhando arduamente para dar-lhe os estudos ainda em breve passado,
Contrata logo quem lhe cuide e acha que este foi o seu ato mais bem pensado.
 

Pampinella , tinha razão ,

Depois do abandono, a solidão ,

Vaquinha amarela conheceu logo o seu triste fim.

Podia ao menos se consolar pois alimentou alguém, foi motivo de alegria em festa com emoção.

Morreu servindo o homem como era sua missão, mas será que apenas por ser um animal deve o homem, seu irmão espiritual, encarar assim ? 

Mas muito pior era a morte do próprio homem,  quando muitos velhinhos que ao deixar a vida sequer são para os seus, motivos de saudade e comoção.

Não raro ouvem-se pessoas dizerem, sem a menor pretensão de mostrarem-se doloridas:

_ Foi um  alívio, agora vou viver a minha vida ...

E nem mais fazem menção, aquela mãezinha ou paizinho que na infância lhe foi presença tão importante e querida.

 

Minhas pequenas crianças,

Honrai sempre o vosso pai e vossa mãe ,

Não abandone-os  jamais,

Cuide-os enquanto ao seu lado estiverem,

Mesmo que já não sejam como tu os desejais,

Respeita-os, ama-os e acima de tudo escuta o que eles tem a dizer , pois em qualquer momento da vida  querem somente o SEU bem.

O tempo para cada oportunidade de vida é sempre curto, 
E  TUA velhice não tarda ,
Se já não mais podem oferecer-te nada,
Que não seja exigir-te um pouco de atenção, 
Dedica-se a eles com  o mesmo amor que nas suas lembranças de criança, mesmo que por hora esquecidas, ainda residem em seu coração.
Trate-os com carinho,
Seja muito paciente,
Pois com eles ainda poderás ao menos  conhecer um pouquinho do que te espera lá na frente.

 

 
(Paty Bolonha 2007- Texto e desenho)

Jojô, a Menina que Nasceu com os Olhos no Coração.
 
 
Da cor dos céus ,
São os olhos de Jojô,
Olhos de muito amor,
Transmitindo muita paz .
Mas são olhos de ilusão,  
Os olhinhos de Jojô, não veêm como todos os outros olhos,
Pois os olhos de verdade, Deus  mandou  colocar dentro do seu coração.
 
Quando me aproximo ela logo diz :
Se estou triste ou feliz,
Tem sempre a palavra certa que toda verdadeira amiga sempre tem,
Sempre achei que aqueles olhos que enxergam com a alma foram lá posicionados por um anjo bom do além .
 
Cega ???
Imagina!
Cegos são aqueles que não reconhecem os irmãos,
Não é o caso de Jojô, que vê muito mais que todos ,
Pelo contato das mãos,
Pelo abraço sincero,
Pelas palavras ditas com muita compreensão.
 
Com a alegria de conviver com teu doce sorriso,
Levo em prece a Deus minha gratidão,
De poder entender que pessoas como essa encantadora menina,
São na verdade por Ele escolhidas para ensinarem aqueles que tem "olhos de ver" mas não sabem ver, cegos pelos desejos, cegos pelas paixões, cegos pela ambição...
Usando de belas desculpas para não enxergarem pelas lentes da compaixão.
 
Os olhos de Jojô, escondidinhos no seu coraçãozinho, 
Nem sei que cor eles tem ,
Azuis , verdes ou mel ?
São mesmo da cor do bem...
 
(Uma singela homenagem a minha amiguinha querida a quem muito tenho a agradecer pela amizade e acolhida)
 
 
Paty Bolonha
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

FÉ E CONFIANÇA

Jesus convidou André e Simão Pedro
Para a palavra pregar
Eram os irmãos pescadores
E só sabiam pescar

Ao convite,
Responderam:
- Não podemos Senhor,
A pesca tá pobre
Precisamos trabalhar.

Pôs-se Jesus então a falar:
- Não se preocupem com isso
Estando comigo,
Estais com Meu Pai
E Ele não vos deixará nada faltar.

Cheinha de peixes,
A rede começou a pesar,
E os dois bem felizes
Começaram a puxar.

Senhor, Senhor,
Como vamos agradecer-lhe a fartura?
- Venham comigo agora,
A trabalhar para o PAI é chegada vossa hora
Serão Pescadores de Homens,
A divulgar a Boa Ventura.

Seguiram-no os dois agora sem hesitar
E seus Grandes Discípulos
Vieram a se tornar,
Jesus silenciou o vento
E acalmou as ondas do mar
- Não temam, estão comigo
Não têm porque recear.
Pregaram por outras terras,
Ensinando o dom de Amar.
No sustento da fé divina
Que aprenderam a confiar.

(Paty Bolonha - 2.005- Adaptação de História do Evangelho)