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Classificação científica:
Reino: Animal
Filo: Cordado
Classe: Mamífero
Ordem: Carnívoro
Família: Canídeo
Género: Canis
Espécie: C. l. familiaris
Nome trinomial:
Canis lupus familiaris
( Lineu , 1758)
O cão, também comumente chamado de cachorro, é um mamífero canídeo e
talvez o mais antigo animal doméstico. Teorias postulam que surgiu da
domesticação do lobo cinzento asiático pelos povos daquele continente
há cerca de 100.000 anos. Ao longo dos séculos, através da
domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães por
suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O
resultado foi uma grande variedade de mais de 400 raças caninas, que
atualmente são classificadas em diferentes grupos ou categorias. O
vira-lata (Brasil), ou rafeiro (Portugal) é a denominação dada aos cães
sem raça definida, SRD, ou mestiços, descendentes de diferentes raças.
O cão é um animal social que na maioria das vezes aceita seu dono
como o ?chefe da matilha? e possui várias características que o tornam
de grande utilidade para o ser humano, possui excelente olfato e
audição, é bom caçador e corredor vigoroso, é omnívoro, é inteligente,
relativamente dócil e obediente ao ser humano, com boa capacidade de
aprendizado. Desse modo, o cão pode ser adestrado para executar grande
número de tarefas úteis ao homem, como cão de caça; pastorear rebanhos;
como cão de guarda para vigiar propriedades ou proteger pessoas;
farejar diversas coisas; resgatar afogados ou soterrados; guiar cegos;
puxar pequenos trenós e como cão de companhia. Esses são os motivos da
famosa frase: "O cão é o melhor amigo do homem". Não se tem
conhecimento de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies
distintas quanto a do homem-cão.
Origens e história do cão:
Os cientistas concordam que o cão doméstico surgiu do lobo e que é
uma variedade ou sub-raça deste, haja vista o nome científico do lobo
Canis lupus e do cão Canis lupus familiaris.
As origens do surgimento do cão doméstico se baseiam em
suposições, por se tratar de ocorrências de milhares de anos atrás. Uma
das teorias é a de que os cães domésticos surgiram há 10.000 anos atrás
por seleção artificial de filhotes de lobos cinzentos e chacais que
viviam em volta dos acampamentos humanos pré-históricos, se alimentando
de restos de alimentos ou carcaças deixadas como resíduos pelos
caçadores-coletores.
Os seres humanos perceberam que havia certos lobos que se aproximavam
mais do que os outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles
davam alarme da presença de outros animais selvagens, como outros lobos
ou grandes felinos. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e
levados para esses acampamentos humanos, na tentativa de serem criados
ou domesticados.
Com o passar do tempo, os animais que, ao atingirem a fase adulta,
se mostravam ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados
ou impedidos de se acasalar. Desse modo, ao longo do tempo, houve uma
seleção de animais dóceis, tolerantes e obedientes ao ser humano, aos
quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de
grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda do acampamento. Isso
levou eventualmente à criação dos cães domésticos.
Desse modo, postula-se que muitas das características dos cães,
como lealdade ao dono, instinto territorial e de caça, foram herdados
do lobo. Postula-se também que a importância do cão para o ser humano
seja muito maior do que imaginamos. Ou seja, com o mesmo auxiliando a
caça e vigiando acampamentos, o ser humano teve oportunidade de
desenvolver a fala entre outros atributos e superar o robusto homem de
neandertal
Os cães aparecem em pinturas pré-históricas de cavernas, em
representações de caçadas. Através da arqueologia, foram encontrados
inúmeros objetos com cães como motivos decorativos, tais como cabos de
faca entalhados com o desenho de um cão usando coleira.
Na Mitologia egípcia do Antigo Egito, os cães também eram
mumificados para representação de Deuses. Neith, esposa de Rá, é a
deusa da caça que abre os caminhos, que tem por animal sagrado o cão.
As diferenças entre as raças de cães já eram aparentes na Antigüidade.
No Império Romano, os grupos caninos já tinhas suas características
básicas similares as de hoje. Molossos, spitzs, pastores, entre outros
já eram selecionados por suas aptidões e estrutura. Foram encontradas
placas nas casas de Pompéia, com a inscrição cave canem (cuidado com o
cachorro), obviando que os cães já eram utilizados por aquele povo como
guardiões, denotando sua variedade de funções.
Desde a idade média a imagem do cão encontrou lugar de destaque nos brasões de grandes famílias e também na heráldica.
Os sentidos dos cães:
Os cães são da família dos canídeos, que possuem um dos animais
mais temidos do mundo, os lobos. Essa família de predadores possuem
sentidos apurados para captura de presas.
○ Olfato: Com 30 vezes mais tecidos sensoriais olfativos do que o
ser humano, essa capacidade olfativa permite que sejam adestrados para
encontrarem inúmeras coisas, como drogas, vazamento de gás, minas
terrestres e pessoas soterradas.
○ Audição: Os cães ouvem sons quatro vezes mais distantes do que o
ser humano, além de ouvirem ultra-sons de até 60 Khz, inaudíveis aos
seres humanos, que só escutam até 20 Khz.
○ Visão: A visão noturna dos cães é muito melhor que a dos humanos.
Seu ângulo de visão também é mais amplo, devido aos olhos estarem ao
lado da cabeça. Os cães, assim como todos os mamíferos não-primatas,
são ditos dicromatas e não enxergam a cor verde.
Curiosidades:
- A raça de cão mais alta é o Dogue alemão, cuja estatura deve ser em torno de 90 cm a um metro.
- A raça de cão mais pesada é o Mastiff inglês, chegando facilmente a mais de 110 kg.
- A menor raça de cão de guarda é o Pinscher Miniatura.
- A menor raça de cães do mundo é o Chihuahua.
- "De todos os animais que conhecemos é o cachorro o que mais se
uniu a nós. Sejam príncipes que lhe dão farta comida e leito de plumas,
ou mendigos que dormem ao relento e só podem oferecer-lhe uma pequena
parte das suas próprias migalhas, idêntica é a sua afeição e dedicação,
e com igual amor lambe a mão ornada de jóias e os dedos trêmulos,
consumidos de doenças e fome." (Théo Gygas, em "O cão em Nossa Casa")
- O DNA do lobo e do cão diferem em apenas um por cento. Apesar dessa
diferença mínima, o tratamento do ser humano com esses dois seres vivos
é muito distinto. Enquanto a população de cães acompanha de certo modo
o aumento da população humana, os lobos estão ameaçados de extinção
pelo abate ilegal e diminuição do habitat.
Grupos de raças caninas:
Lobo cinzento, de onde provavelmente originaram as mais de 400 raças caninas. Por ironia do destino está ameaçado de extinção
Boxer
Dálmata
Rottweiler
Pastor Alemão
Cocker Spaniel, filhote de 3 meses.
De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), órgão
filiado ao FCI (Fédération Cynologique Internationale), existem onze
grupos de raças no Brasil:
- Grupo 1: Cães pastores e Boiadeiros (exceto Boiadeiros suíços)
- Grupo 2: Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses suíços e raças assemelhadas
- Grupo 3: Terriers
- Grupo 4: Dachshunds
- Grupo 5: Spitz e cães do tipo primitivo
- Grupo 6: Sabujos farejadores e raças assemelhadas
- Grupo 7: Cães apontadores ou Pointers
- Grupo 8: Cães d'água, Levantadores e Retrievers
- Grupo 9: Cão de companhia
- Grupo 10: Lebréis ou Galgos
- Grupo 11: Raças não reconhecidas pela FCI, como American Pit Bull
Terrier, Ovelheiro Gaúcho e o Bulldog Americano, entre outros.
Exemplo de algumas raças:
- Akita
-Basset Hound
- Beagle
- Bichon Frisê
- Border Collie
- Boxer
- Bulldog
- Bull Terrier
- Chihuahua
- Chow Chow
- Cocker Americano
- Cocker Inglês
- Collie
- Cotton de Tulear
- Dálmata
- Teckel
- Dobermann
- Dogue Alemão
- Elkhound
- Fila brasileiro
- Fox Terrier
- Golden Retriever
- Husky Siberiano
- Labrador
- Landseer
- Lhasa Apso
- Maltês
- Newfoundland
- Pastor alemão
- Pequinês
- Pinscher
- Pit bull
- Poodle
- Pug
- Rottweiler
- Samoeida
- São Bernardo
- Shih-tzu
- Sheepdog
- Schnauzer
- Shar-Pei
- Setter Irlandes
- Shih-Tzu
- Spitz Alemão
- Terrier Brasileiro
- Tesem (cão dos antigos egípcios)
- Vira-lata
- Weimaraner
- Yorkshire Terrier
Cães famosos:
Ao longo da História da Humanidade, muitos cães vieram a ter destaque
por ações heróicas, como exemplo de fidelidade aos donos ou mesmo a
fama por figurar na mídia. Dentre os cães mais famosos, contam-se:
- Barney - scottish terrier de George W. Bush;
- Blondi - cadela pastor alemão de Adolf Hitler;
- Fala - animal de estimação de Franklin Roosevelt;
- Laika - cadela vira-latas russa, primeiro ser vivo a entrar em órbita espacial.
- Moose - cachorro ator norte-americano;
- Pickles - cão que desvendou o desaparecimento da Taça Jules Rimet, na Inglaterra, em 1966;
Mitologia
- Cérbero - cão monstruoso, com três cabeças, da mitologia greco-romana.
- Fenrir - Um enorme lobo negro, filho do deus Loki, na mitologia escandinava.
- Skoll - Filho de Fenrir, que perseguia o sol para destrui-lo. mitologia escandinava.
- Hati - Filha de Fenrir, que perseguia a lua para destrui-la. mitologia escandinava
Na ficção:
A ficção produziu inúmeros cães, que povoam desde a literatura, o cinema e os quadrinhos. Dentre eles:
- Banzé - filhote bagunceiro da Dama e do Vagabundo, do filme de animação da Disney Lady and the Tramp, de 1955;
- Bidu - o cão azul da raça schnauzer criado por Mauricio de Sousa;
- Brian Griffin - um beagle, personagem de Uma Família da Pesada
- Canino - o pacato amigo do gigante Rúbeo Hagrid, na série Harry Potter;
- Dama (cocker spaniel americano) e Vagabundo (vira-lata) -
personagens centrais do filme de animação da Disney Lady and the Tramp.
- Floquinho - cão da raça lhasa apso, criado por Maurício de Sousa;
- Idéiafix - minúsculo companheiro do Obelix;
- Lassie - cadela da raça collie (na verdade um macho) que protagonizava
seriado de televisão e estrelou, em 1943, um filme ao lado de Elizabeth
Taylor;
- Lobo - um pastor alemão, e inseparável companheiro de inspetor Carlos,
em O Vigilante Rodoviário, seriado brasileiro da década de 1960 da TV
Tupi.
- Madruguinha - cãozinho do Quico no seriado Chaves;
- Milu - cão da raça fox terrier, companheiro de aventuras do Tintim;
- Rin Tin Tin - cão da raça pastor alemão que estrelou a popular série de televisão dos anos 60, As aventuras de Rin Tin Tin;
- Samba - personagem da escritora Maria José Dupré;
- Satanás - cãozinho da Dona Clotilde no seriado Chaves;
- Scooby-Doo - personagem de desenho animado representando um cão da raça dinamarquês, criado no ano de 1969 por Iwao Takamoto;
- Snoopy - cão da raça beagle, personagem da história em quadrinhos Peanuts, criado por Charles Schulz;
- Totó - cão da série fictícia de o Mágico de Oz, do escritor
norte-americano, L. Frank Baum, e que popularizou de tal forma este
nome que ele praticamente é sinônimo deste animal.
- William e Elizabeth - os cães de Bob e Margaret, desenho animado do bloco Adult Swim na Cartoon Network.
FONTE: Wikipedia
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"Nós, os animais, declaramos:
O Direito à vida e à liberdade como resultado natural da existência.
O Direito de sermos respeitados e amados por esse ser a que chamam Homem, desde que não coloquemos em risco à vida dele.
O Direito a manifestar a beleza com que enfeitamos o mundo, e não termos de nos refugiar constantemente para lugares que não são o nosso meio;
O Direito de coexistirmos na Natureza sem sermos alvos de caça, só para prazer dos homens.
O Direito de oferecermos o
nosso corpo para matarmos a fome do Homem se ele não tiver outros recursos.
Isso só acontecerá em
calamidades.
Fora disso o Homem deve descobrir que não precisa de nós como alimento, mas apenas como intermediários entre os frutos da Natureza.
O Direito de não vivermos em gaiolas, em aquários ou jaulas como sacrifício da nossa liberdade.
O Direito de utilizarmos as asas para voar,as pernas para correr, as barbatanas para nadar, nos nossos meios e por nós próprios.
O Direito de exigirmos, a rápida despoluição dos nossos espaços, para a qual não contribuímos e de que somos vítimas e vitimamos também o homem.
O Direito de nos procriarmos sem destruição dos nossos filhos.
Se o Homem compreender a Vida e a Natureza, não precisará:
-de se enfeitar com as nossas peles.
-de se alimentar com a nossa carne.
-de se divertir com a nossa morte.
Compreenderá que lhe damos mais se vivermos.
Damos-lhe
alimento para o corpo, sem dar o nosso corpo;
e damos-lhe alimento para a alma, com a beleza da nossa existência."

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Eles Vieram à Terra antes de nós...
...e cá estavam sossegados, vivendo em harmonia com a natureza.E foi assim durante milhões de anos....
A Terra azul e sempre azul, com suas criaturas que passavam a existir e depois se extinguiam naturalmente.
Depois veio o homem, e começou a ameaçar esse equilíbrio perfeito do planeta.
E por causa dele, as outras criaturas passaram a se extinguir mais rapidamente.
E a Terra já foi ficando mais para o cinza do que para o azul. E a água pura, cada vez mais escassa, um real problema! E o céu, perfurado pela poluição, e as florestas, dizimando-se a cada dia, e eles, nossos antecessores, perderam a vez, o espaço, o respeito, o direito a dignidade e a vida.
Por isso dedico esta página a eles:
Dedico aos cães de rua, sarnentos e mal tratados, mortos atropelados a beira da estrada.
Dedico aos cães de raça que estão nas mãos de criadores errados, que querem só o lucro e esquecendo-se do respeito por aqueles que são os melhores amigos do homem.
Dedico aos pequenos felinos, que são alvos de pedradas pelas cidades e aos grandes felinos, que já não correm nem caçam, trancados no espaço restrito de um jardim zoológico.
Dedico ao elefante que anda sobre bola, a ursa de vestido, a foca que faz piruetas e todos aqueles que são adestrados pela mira do chicote do domador do circo.
Dedico aos cavalos e touros utilizados em rodeios, que alimentam o ego do peão de boiadeiro.
Dedico aos papagaios , araras, tartarugas, que foram encaixotados e jogados numa calota de caminhão.
Dedico ao crocodilo que virou bolsa , à raposa que virou cachecol...
Dedico à baleia cujo arpão acertou.
São tantos a quem dedico....
São passarinhos que a espingarda de chumbo matou,
São gatinhos recém nascidos afogados num tanque...
São pingüins que torram no zoológico de uma cidade tropical.
Dedico aos bois, porcos e galinhas, não porque morrem no prato do homem, mas porque vivem como um objeto industrial produzido em larga escala.
Dedico aos ratos, gatos, cachorros, coelhos, cabras, macacos e todos aqueles que serviram de cobaias para experiências humanas.
Dedico, enfim, as zebras, aos gorilas, aos camelos, as girafas, e a todos que de alguma forma tiveram suas vidas profundamente afetadas pelas mãos do homem.
Dedico porque cada expressão de vida é divina.
Dedico porque essas criaturas tem alguma coisa de fundamental à nos ensinar: como viver em harmonia com as outras espécies e como não destruir o mundo em que vivemos.
(Suzana Siniscalco de Oliveira Costa.)
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Praticar ato de abuso e crueldade em um animal era considerado contravenção penal ( Art. 64 Lei Contravenções Penais).
A partir da Lei 9.605, de 12 de Fevereiro de 1998- Lei de Crimes Ambientais, estes atos passam a ser tratados como CRIME.
As penas para quem maltratar um animal pode ser "PRISÃO DE TRÊS MESES A UM ANO, ALÉM DE MULTA".
O que é considerado "maltratar um animal":
- Não prover-lhe alimentação adequada e água limpa;Outras Leis que Protegem os Animais
Decreto Federal 24.645/34
Declaração Universal dos Direitos dos Animais ( UNESCO) 1978.

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Nós cães, somos realmente os melhores amigos do homem. Mas amigos, amigos, asneiras à parte... descubra as nossas asneiras favoritas e divirta-se!

Na forma de cachorrinhos saltitões e com as orelhas pendentes, podemos constituir um animal de estimação atraente e brincalhão para as crianças, tornando-nos à medida que crescemos, num membro muito querido da família.
Mas, por outro lado, podemos ser também animais barulhentos, malcheirosos, turbulentos, cheios de pulgas, com as patas sujas de lama, esquisitos em relação à comida, impossíveis de treinar, desobedientes, cheios de baba, a deixar cair pelo por toda a casa, a destruir tapetes, a roer sapatos, a destruir móveis, a atacar o carteiro, a cheirar o rabo das pessoas, a escavar canteiros de flores, a perseguir gatos, a lutar com cães e sempre a fugir da casa.
Nesta visão tão pessimista de cão, somos animais diabólicos vindos do Inferno, enviados para transformar a existência dos nossos donos num tormento diário.
Vamos então tentar fazer ver aos nossos donos que por trás de um mau cão está sempre um mau dono, nós somos apenas o reflexo da vosso trato e da vossa educação.
» necessidades em casa
Quando leva um dos nossos para dentro de casa, das duas uma, ou não se deixa comover pelo nosso olhar ternurento de bebe e começa logo a educar-nos ou terá que admitir à partida que tapetes encharcados, poças no soalho e pedaços de coco por todos os cantos vão passar a constituir uma parte inevitável da sua vida quotidiana.
A melhor forma é ensinar-nos inicialmente a fazer as necessidades num jornal e só mais tarde na rua e não se esqueça que é melhor encorajar-nos e elogiar-nos por fazer xixi e cocô no sítio certo em vez de constantemente nos castigar por fazermos nos sítios errados.
Castigos freqüentes podem-nos levar a tentar ?esconder a asneira? chegando mesmo a comer o cocô para que os donos não nos castiguem.
Se se lembrarem de nos deixar ir à rua em intervalos muito regulares no início, diminuindo gradualmente a freqüência dos passeios à medida que crescemos mas nunca para menos de 3 por dia (manhã, tarde e noite), verá que depressa aprendemos a nos comportar devidamente em relação a este assunto. Entretanto, evite andar descalço pela casa e inspecione sempre os sapatos e chinelos antes de os calçar.
Nota: Encorajar-nos a fazer cocô no sítio certo, exemplificando, pode ser um pouco excessivo e provocar queixas dos vizinhos.
» as nossas amigas pulgas
Tentar livrar-nos das pulgas embora seja difícil não é impossível.
O problema é que as pulgas não vivem só no nosso pelo. Também vivem bastante felizes, em várias fases do seu ciclo de vida, por toda a casa; em mantas e tapetes, sofás, cadeirões, cortinas, cobertores, edredons e outros acessórios macios de qualquer espécie, para não falar da nossa cama.
Destes refúgios estas ?sanguessuguinhas?, saltam em bandos à medida que atingem uma determinada fase de desenvolvimento, para nos infestar (e dar uma dentadinha rápida numa perna humana que vá a passar, só para variar).
Pois bem, em relação a este problema, nada podemos fazer, somos mordidos por esses bichinhos irritantes e, para compensar, ainda somos rejeitados por vocês? tentem lavar-nos regularmente com um desparasitante assim como a nossa cama e locais prováveis de desenvolvimento destes bichinhos.
» apanhar cocôs
Hoje em dia, os donos civilizados não nos deixam fazer cocô em espaços públicos como parques e passeios sem de seguida, antes de se afastarem, o apanharem e colocarem no lixo.
Se todos os donos fossem assim civilizados, a nossa entrada em sítios públicos não seria tão freqüentemente vedada como acontece atualmente em tantos jardins, parques e praias.
Vá lá?não custa nada! Nós temos que fazer em qualquer sítio?
» nós e o jardim
É verdade que muitas vezes todos os canteiros são um local potencial para enterrar ossos e todas as plantas macias e espessas são uma possível cadeira para apanhar banhos de sol.
No entanto, o que normalmente acontece é que nos vedam a entrada no jardim ou nos prendem com uma coleira durante semanas e mesmo meses a ver todo aquele apetitoso jardim, sem que lhe possamos tocar o que resulta numa euforia total quando por descuido ou ato de piedade nos soltam. É claro que aí? fujam plantas e canteiros! Estamos doidos!
Tente dar ao seu cão a oportunidade de se habituar gradualmente e desde cedo ao jardim... vai ver que é muito mais fácil e menos desastroso para todos!
» cães sonolentos
Reconhecemos que um cão sonolento deve ser a coisa mais semelhante a um objeto inamovível que poderá encontrar numa casa normal.
Experimentem empurrar-nos para fora do sofá, desalojar-nos do vosso cadeirão preferido ou fazer-nos rebolar para fora da vossa cama. A menos que ponham os pés à parede, nós insistiremos inevitavelmente em dormitar exatamente onde vocês não querem ? sujando constantemente a cadeira mais confortável, estendendo-nos no sofá ou ressonando em cima do vosso edredom. Vá lá?desculpem?faz parte do nosso show!
Como devem reparar existe sempre um sofá, um canto do sofá, ou um cadeirão que é normalmente preferido por nós. Porque não cede e forra esse local favorito para passar a ser a nossa caminha? Vai ver que perde um cantinho de sofá, mas ganha muita tranqüilidade no futuro!
Certo também será que quem
ousar sentar-se no nosso cantinho, de casa ou estranho, terá que nos dar um
colinho forçado.
» sentido de desorientação
Será que nós, cães, não temos sentido de orientação? Porque será que tantos de nós ficam completa e absolutamente perdidos no momento em que saímos fora da vista dos donos? Perguntam vocês?
O que fariam vocês, humanos, se estivessem constantemente num espaço, normalmente pequeno, durante a maior parte da vossa vida e de repente se vissem soltos e livres no mundo? Para os mais tímidos e assustados é um desespero total e um pavor medonho do barulho e confusão; para os mais descontraídos é uma ?curtição?, saltar, brincar e fazer asneiras sem a prisão da trela e o olhar reprovador dos donos.
Pois na verdade só há duas condutas distintas pelas quais poderá optar: ou é um dono libertino e deixa andar o seu cão muitas vezes solto desde cedo, tornando-o num cão com experiência na rua e que não perde com facilidade o rasto à sua casinha (de notar que esta conduta traz consigo as possíveis conseqüências alheias à nossa vontade como roubo, maus tratos de desconhecidos, ataques de outros cães, atropelamentos, etc...) ou então opta por nunca lhe dar a liberdade de sair de casa sozinho e aí é evidente que, se por acidente ele sai um dia, com certeza se sentirá completamente desorientado.
Pode no entanto tentar embaraçar o seu cão dizendo-lhe que os gatos conseguem encontrar quase sempre o caminho de volta para casa a tempo de jantar. Diga-lhe mesmo que os gatos são suficientemente responsáveis para terem portinholas para entrar e sair, e os cães não. Pode ser que isto o faça sentir com a responsabilidade de honrar a raça canina.
» má boca
Quase todos nós, tal como os humanos, somos até certo ponto esquisitos com a comida, e temos fortes razões para isso, a maioria das vezes dão-nos uns biscoitos minúsculos com o mesmo sabor refeição após refeição, dia após dia, mês após mês, etc?
No entanto o maior sofrimento é mesmo conhecer o sabor das coisas deliciosas que comem os humanos e pior, é darem-nos a provar um excelente pedaço de bife e, de seguida, encher-nos a taça de biscoitos esperando que as devoremos com a mesma vontade que devoramos o pedaço de bife?francamente!
Se pretende que o seu cão se delicie com a ração, é melhor que não lhe dê a provar bons petiscos, se ele apenas conhecer as bolas irá adorá-las e adorá-lo a si quando o premia com uma refeição de biscoitos diferentes (embora esta prática não seja recomendada para não provocar reações a nível intestinal da mudança de alimentação).
De qualquer forma recomendamos o simples plano de ação que se segue:
· não o deixe ver anúncios de comida para cão;
· nunca o leve consigo ao supermercado;
· cancele a assinatura dele na revista ?Friskies?
» pêlos por toda a casa
Nós sabemos que uma das coisas mais irritantes para vocês na nossa existência é o fato de largarmos constantemente pelo por toda a casa, nas roupas e nos estofos do carro.
Pois é, nós largamos bastante pelo principalmente a partir da terceira semana em que não somos escovados. Tente senão lavar, pelo menos escovar o seu cão com a periodicidade recomendada para o tipo de pelo.
Se não o fizer é realmente provável que os seus tapetes, mantas, cortinas, cadeirões, sofás, camas, toda a sua roupa, toalhas de mesa, saídas de banho, edredons, visitas, bancos do carro e bebes possam atrair uma cobertura peluda que só um aspirador de potência industrial, talvez possa remover.
» eu? Mas eu não fiz nada...

Nós temos um jeitinho especial para virar as costas a uma asneira e fingir que não é nada conosco, mesmo em situações de culpa evidente. E sinceramente esperamos que acreditem.
Aquela poça no meio do tapete, aquele montinho de cocô na cozinha, aquele chinelo cheio de vomitado, aquele velhinho com marcas de dentes na bengala e ??Oh não, não olhem para mim, deve ter sido o gato!?
Pensando bem, se tiver também um desses felinos em casa, talvez deva dar ocasionalmente o benefício da dúvida, mesmo que, à primeira vista, as provas pareçam esmagadoras, especialmente se houver mais do que um felino por perto, eles são conhecidos por conspirarem contra um cão solitário e um par de gatos maquiavélicos são bem capazes de incriminar um cão sonolento só para se divertirem.
» dentes para que te quero?
Nós podemos, de fato, causar muitos danos pela casa, arranhando portas, tentando abrir buracos em tapetes, sofás e edredons e mastigando as coisas mais incríveis e importantes para vocês.
Realmente não há limites para o que um cão, especialmente na fase de mudança de dentição e crescimento dos dentes, possa querer arrastar para um canto e mastigar, desde mantas e almofadas, roupa interior, chinelos, sapatos, livros, cassetes de vídeo, ou mesmo aquele documento ou disquete tão importantes para o serviço, etc?
Pois bem, nós gostamos e precisamos de roer coisas durante várias fases da nossa vida, ou porque estão a crescer os dentinhos, ou porque somos velhinhos e o nosso organismo sente necessidade de cálcio, ou simplesmente porque sentimos necessidade de exercitar aquilo porque somos mais conhecidos, os dentes.
Para tentar resolver este problema, certifique-se de que o seu cão tem sempre bastantes coisas para mastigar, ossos, ossos artificiais, ossos de borracha e outros brinquedos de borracha para cães.
Se o fizer evitará que ele leve emprestados os bonecos Barbie e Action Man dos seus filhos.
» barulho
Nós costumamos ladrar, uivar e ganir quando queremos dizer-vos alguma coisa: queremos sair à rua, queremos voltar a entrar, queremos que se despachem a pôr-nos a comida no prato, está alguém à porta, estamos tão habituados a ouvir sons agudos que os humanos não ouvem, que muitas vezes achamos que não ouvem a campainha, o miúdo está a pisar-nos a cauda, o felino estúpido voltou a gamar o nosso brinquedo favorito, etc?
No entanto, alguns de nós, podem adquirir o hábito de ladrar e uivar quase constantemente, especialmente se forem deixados sozinhos durante longos períodos.
Tentem não nos deixar sozinhos durante períodos muito prolongados, nem que seja com um felino?mas sozinhos não!
» desobediência
Geração após geração, muitos donos de cães desiludidos descobriram que no que diz respeito a treinar um cão, uma disciplina rígida, uma mão firme, uma voz autoritária, paciência e perseverança dar-lhe-ão, quase inevitavelmente um cão que faz tanto caso das suas ordens, como não.
Tenham calma, é claro que todos estes fatores são importantes, mas sinceramente a melhor aposta para que façamos o que mandam é o suborno, puro e simples. Na forma de biscoitos este suborno consiste na troca da nossa obediência por uma demonstração de carinho dos nossos donos.
» uma vergonha com as visitas
Embora só estejamos a fazer o que para nós parece natural, muitas vezes podemos ser incrivelmente malcriados e embaraçosos junto das visitas.
Tenha calma, relaxe?a sua visita com certeza irá compreender, até porque decerto terá um cão ainda mais malcriado que o seu.
Não! O seu cão não é o mais malcriado, por incrível que possa parecer!
Esperamos que, com algum humor os façamos, nesta rubrica, compreender ou mesmo ver o ?bom? do nosso lado lunar.

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Uso de florais em animais domésticos

Os florais são feitos a partir do potencial energético das flores, que por sua energia específica, equilibram e harmonizam pessoas e ambientes, emocional e energeticamente.
Uma essência floral é obtida através da flor, que passa sua energia vibracional harmonizadora para a água. O conhaque é adicionado como conservante.
A terapia floral não substitui o tratamento médico, mas pode ser utilizada em conjunto com qualquer medicamento. Ela se propõe a promover melhor qualidade de vida para pessoas e animais, através do equilíbrio emocional e energético que proporciona.
Os florais são inócuos não apresentando efeitos colaterais e podem ser utilizados por crianças e pequenos animais sem medo.
A terapia com florais resgata a auto-estima, dissolve medos e inseguranças, tristezas, auxilia a dissolver vícios, melhora o processo de aprendizado, enfim, tem uma grande utilidade inclusive na área veterinária, pois nossos bichinhos já se humanizaram tanto que muitos sofrem com os mesmos sentimentos que nós: angústia, tédio, medo, vícios, etc..
Utilizamos os florais para diversas patologias, mas são as comportamentais em que eles se destacam. Agressividade, medo extremo, dermatites por lambedura, prurido de origem desconhecida e até depressão por mudança de casa, perda ou chegada de um ente familiar.
Os florais de Bach são os mais conhecidos, mas utiliza-se bastante os de Minas, afinal, essas flores são colhidas em nosso solo e têm grande efeito.
Como as nuances de personalidade são menores nos cães e gatos, desenvolvi quatro tipos básicos: medroso, agressivo, dermatológico e emergencial. Este último pode ser utilizado em qualquer doença, pois ajuda a desenvolver defesas orgânicas.
Geralmente os florais funcionam rápido, se o problema é superficial, e demoram um pouco mais se o problema é crônico ou no caso dos vícios. Podem ser administrados diretamente na boca do animal, pelo menos três vezes ao dia, ou colocado na água de beber, mas esta deve ser trocada sempre.
Os florais são mais utilizados em cães e gatos, mas podem ser úteis com aves, furões e até répteis.
É preciso relembrar que essa terapia é energética, ou seja, a pessoa que manipula deve ter uma intenção. Quando estou manipulando até a água é energizada e mantenho distância de aparelhos elétricos, além de um pensamento direcionado para o floral.
Os florais ainda não fazem parte da grade curricular das faculdades de medicina veterinária, mas já existem alguns cursos livres.
Enfim, a medicina alternativa (isso inclui acupuntura, ficoterapia, reiki, cromoterapia e florais) vem ganhando força, principalmente, graças aos proprietários que querem dar uma qualidade de vida melhor para seus animais.
Fonte:
Cláudia Franchini Fontes
Médica veterinária
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Vida de cão...
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