O efeito estufa é o processo que a terra utiliza para manter a temperatura ao nível necessário para que exista vida no nosso planeta, tal como a conhecemos.
Os gases naturais existentes na atmosfera funcionam como uma barreira impedindo que o calor se disperse totalmente para o espaço exterior. Absorvendo 65% da radiação, o efeito estufa faz com que a temperatura aumente cerca de 34ºC, sendo a temperatura média actual cerca de 15ºC, se não existisse esse efeito a temperatura seria cerca de -19ºC.
Sendo um processo natural este efeito não é apenas benéfico para o nosso planeta. Quando existe uma perturbação nos gases de estufa da atmosfera o equilíbrio químico é afectado e tem consequências para a vida. Nos últimos anos a acção do Homem tem contribuído para que este equilíbrio fosse afectado e, como resultado houve um aumento de temperatura, de fenómenos naturais extremos, de chuvas ácidas, etc.
A composição média dos gases da atmosfera é:
Gases |
% em Volume |
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Azoto Oxigénio Vapor de água Argôn Dióxido de Carbono Néon Hélio Metano |
78.1% 21% Varia de 0 – 4% 0.93% Cerca de 0.3% Menos de 0.002% 0.0005% 0.0002% |
Os principais gases de estufa são dióxido de carbono, metano, CFC´s, óxido nitroso entre outros.
Dióxido de Carbono
Formado a partir de fontes naturais como a respiração, decomposição de plantas e animais e queima natural de florestas ou a partir da acção do homem, através de queima de combustíveis fosseis e biomassa, mudanças de vegetação (como a desflorestação) e fabrico de cimento. Este gás é o principal responsável pelo efeito estufa e, para o reduzir até níveis estáveis seria preciso reduzir cerca de 60% a sua emissão.
Formado a partir de uma ligação covalente linear, encontra-se no estado gasoso, nesta ligação os átomos de oxigénio e de carbono dividem electrões entre si.
Formado naturalmente onde existe corpos em decomposição, ou devido a acção Homem em situações como o cultivo de arroz, queimada biomassa e de combustíveis fósseis. Este gás pode ser renovado naturalmente a partir de uma reacção química com o ião hidróxido (OH-) na troposfera.
Tal como o dióxido de carbono, o metano é formado a partir de uma ligação covalente, mas esta tetraédrica, onde os átomos de hidrogénio e carbono dividem electrões entre si.
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Oxido Nitroso
Formado naturalmente pelas florestas tropicais e pelo oceano, ou devido à acção do homem através da produção de ácido nítrico, queima da biomassa e combustíveis e em actividades agrícolas. Este gás pode ser renovado através de reacções fotolíticas (reacções em que participam fotões solares) na atmosfera.
Halocarbonetos
CFC’s (Clorofluorcarbonos)
Formado a partir da refrigeração, os CFC´s são compostos por cloro, flúor e carbono. Na troposfera não existe maneira de este gás ser renovado.
HCFC’s (Hidroclorofluorcarbonos) e HFC’s (hidrofluorcarbonos)
Estes componentes estão a ser utilizados para substituir os CFC’s, pois estes últimos têm um grande poder de estufa na atmosfera. Tal como os CFC’s estes não são renováveis.
Ozono
Formado e destruído através de uma série de complexas reacções existentes na atmosfera envolvendo a luz, o ozono é o principal componente no processo de efeito estufa pois absorve a radiação ultravioleta protegendo a vida terrestre dos efeitos prejudiciais desta radiação.
As consequências do efeito de estufa estão, cada vez mais, a ser sentidas por todo o mundo.
Grande parte dos gases de estufa tem origem em fontes naturais e antropogénicas. Todavia existem mecanismos naturais para os eliminar da atmosfera. Mas devido ao acréscimo das quantidades destes gases, levam a maior emissão do que remoção destes em cada ano.
Estas alterações nos gases de estufa levam à ocorrência de variações climáticas tais como: alteração na precipitação, subida do nível dos oceanos (degelos), ondas de calor. Assim é natural registar-se um aumento de situações de cheias.
Uma profunda alteração do clima terá uma influência desastrosa nas sociedades afectando a produção agrícola e as reservas de água, dando origens a alterações económicas e sociais.
Segundo alguns cientistas o aumento de temperatura à superfície da terra provoca, através de alterações climáticas, ondas de calor, cheias e um aumento de doenças através da proliferação de pestes. Como exemplo, temos o fenómeno chamado El Niño, que foi provocado por um aumento de temperatura no sistema oceânico e que por sua vez, deu origem a uma onda quente por todo o mundo. Consequentemente, verificou-se uma deslocação dos mosquitos que são responsáveis pela propagação da malária e febre-amarela para regiões temperadas a altitudes mais elevadas, atacando os grupos de pessoas mais vulneráveis da sociedade.